sábado, 9 de junho de 2007

Ser ou não ser? Eis a questão teológica!

01. O que é ser pentecostal?


- Ser pentecostal é aceitar a doutrina do Batismo no Espírito Santo, com a evidência física-inicial do falar em novas línguas.

- Ser pentecostal é aceitar a contemporaneidade dos dons espirituais.

- Ser pentecostal é aceitar a Bíblia como única regra de fé e prática.

- Ser pentecotal é conclamar, os ouvintes do evangelho, ao arrependimento.

- Ser pentecostal é pregar a iminência da volta de Cristo.

- Ser pentecostal é valorizar a grande Comissão de Jesus.

- Ser pentecostal é valorizar uma liturgia participativa, mas ordenada.

- Ser pentecostal é enfatizar o sacerdócio universal dos cristãos.

- Ser pentecostal é valorizar a Escola Dominical, como a maior agência de ensino da igreja.

- Ser pentecostal é primar por uma teologia ortodoxa.

- Ser pentecostal é cultivar o Fruto do Espírito.


02. O que não é ser pentecostal?

- Ser adepto de modismos teológicos, litúrgicos e ministeriais.

- Ser adepto do liberalismo teológico ou da neo-ortodoxia.

- Valorizar um "evangelho" triunfalista, antropocêntrico, empirista e legalista.

- Pregar um antiintelectualismo.

- Ser tradicionalista( Tradição é a fé viva de homens mortos, tradicionalismo é a fé morta de homens vivos).

- Fazer o culto-show.


03. Faça a escolha!

Sempre é preciso diferenciar o que realmente é ser pentecostal. Não se deve confundir pentecostalismo clássico com deuteropentecostalismo ou com o neopentecostalismo. Veja as diferenças entre o grupos protestantes presentes no Brasil:

- Históricos: Surgiram no Brasil no século XIX e começo do século XX. A ênfase é diversa, depende da denominação. Normamente são cessacionistas.

- Pentecostalismo Clássico: Surgiu em 1910 e 1911. A ênfase recai na doutrina da salvação e no Batismo no Espírito Santo, com o exercício dos dons espirituais.

- Deuteropentecostalismo: Surgiu nas décadas de 50 e 60. A ênfase recai na cura divina e na expulsão de demônios.

- Neopentecostalismo: Surgiu na década de 70. A ênfase recai na prosperidade financeira, cura divina e exorcismos.


Mediante a apresentação dessas definições, verifica-se que há grandes diferenças entre o modelo clássico com o atual estado do pentecostalismo (neopentecostalismo).

8 comentários:

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Gutierres,

A sua abordagem neste artigo é muito consistente.

Parabéns!

C.S. Zibordi

Victor Leonardo Barbosa disse...

very good gutierrez..que isso seja um alerta para nossos queridos pastores da Assembléia de Deus, que parecem estar cada vez mais distantes do propósito no qual nossa denominação foi criada.
Os ossos de \Daniel Berg E Gunnar Vingren estão se remexendo no túmulo...e vão se remexer aindamais com o titio Marco Feliciano pregando aqui em Belém na comemopração do aniversário da igreja...
Lá vem a bola de fogoooooo!!! RRRReEECeeeeebbbaaaa aaaggooorrraaaa!!!
Só para descontrair.
Deus te abençoe meu irmão!

Vitor Hugo da Silva disse...

A paz do Senhor meu irmão!

A algum tempo tenho lido o seu Blog, porém não podia comentar nada a respeito sobre seus artigos. Agora fiz um Blog e com certeza estarei aqui para comentar sobre os respectivos assuntos!

Deus abençoe!

Pasica20 disse...

Parabens pela abordagem.
Sou pentecostal da AD há mais de quarenta anos e falo em linguas. Acredito que o conceito que defende o falar em linguas como prova e não apenas evidência inicial do batismo no ES precisa ser revisto. Conheço muitos irmãos piedosos, santos e fervorosos no espírito, que experimentaram o revestimento do poder do alto, mas nunca falaram em linguas. Conheço também muitos "decantalabaias" que além de falar linguas são trapaceiros e envergonhadores do nosso pentecostalismo. Crer que somente os que falam linguas são batizados no Espírito Santo pode inferir que aqueles que têm convicção do revestimento de Poder, através da segunda benção, mas não falam linguas são uma espécie de crentes de segunda categoria, aliás um sentimento muito presente na nossa AD.
Um abraço,
Pr. Paulo Silvano

Belverede disse...

Olá!

Meu amado irmão, sou um dos moderadores da COMUNIDADE ASSEMBLÉIA DE DEUS - BELÉM, no SITE ORKUT e através de um link lá divulgado tive o prazer de conhecer essa página virtual.

Que bom ver jovens assim. Continue com essa boa disposição.

Antes de tudo o mais, a Palavra de Deus é o que importa. Texto com contextos levam à maturidade cristã.

Eliseu Antonio Gomes

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

Obrigado pastor Ciro, Vitor Leonardo, Vitor Hugo, Pr. Paulo Silvano e Eliseu Gomes. Agradeço o comentario de cada um. Fique na paz!
___________________________________

Respondendo a observação do pr. Paulo Silvano:

Amado pastor Paulo, agradeço por sua participação. Em releção ao seu comentário: "Acredito que o conceito que defende o falar em linguas como prova e não apenas evidência inicial do batismo no ES precisa ser revisto".
Esse assunto é muito polêmico. Mas eu sou da opinião que as línguas são a evidência física-inicial do Batismo no Espírito Santo. Pois como lembra o pastor Antônio Gilberto, é a lei da primeira referência.
O conceito foi desenvolvido por Charles Fox Paham, juntamente com os seus alunos da Escola bíbilca Betel.
Esse conceito que contesta um princípio que o Pentecostalismo Clássico defende desde do começo é "coisa" de neo-pentecostais. Eles acham que a alegria, "fogo", pulos...são evidência do Batismo no ES.
É bom lembrar que as línguas (como sinal e não como dom da variedades de línguas)é a única evidência do batismo, não existe outra, como muitos alegam.
Recomendo livros sobre o assunto:

*Introdução a Teologia Sistemática, Eurico Bergsten
*Teologia Sistemática, ed. Stanley Horton

Recomendo a leitura do artigo de Roger Stronstad (erudito pentecostal) sobre o assunto (em espanhol)
* http://ag.org/enrichmentjournal_sp/200501/200501_081_tongues.cfm

Pasica20 disse...

Caro Gutierres,

Sem querer alongar, até porque não é uma questão essencial da fé, é evidente que batismo no ES nada tem a ver com a presença ou ausência de decibéis, seguidos das animosidades do pós-pentecostalismo, mas contesto que as línguas sejam a única evidência do batismo, pois se qualificada como física denota que não é única.
Concordo que o conceito desenvolvido por Fox Paham, decorre da experiência daquele momento, que não deve ser regra sistematizadora da nossa pneumatologia, caso contrário, remontando o dia de pentecostes, teríamos que ser entendidos, simultaneamente, no idioma dos estrangeiros de várias nacionalidades que nos ouvissem falando línguas, o que raramente ocorre. Contudo, como observei no início, penso esse assunto não é essencial na pregação da teologia pentecostal. A minha preocupação está afeta apenas ao fato evidente que os que não falam língua acabam se sentindo como pentecostais de segunda linha. Pentecostalismo é antes de tudo um estado da alma e não propriamente uma manifestação carismática.

um abraço,
Pr Paulo Silvano

Pasica20 disse...

Caro Gutierres,
Em tempo: Com excessão de Roger Stronstad (em espanhol) tenhos as demais obras indicadas. Obrigado pela dica.

Paulo Silvano