segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Neo-pós-pseudo-pentecostalismo Parte 02

Continuando o artigo anterior, onde a abordagem sobre o neopentecostalismo não é sociológica, mas uma avaliação teológica, partindo da premissa que o pentecostalismo clássico difere do neopentecostalismo na sua essência doutrinária. O neopentecostalismo, que surgiu em meados dos anos 70, é o grupo cristão que mais cresce no Brasil e o crescimento desperta o interesse de sociólogos, historiadores, teólogos católicos e protestantes tradicionais. Os pentecostais, também, precisam fazer avaliações teológicas do movimento neopentecostal, e diferenciar esses dois grupos, mas com um sentimento pastoral.

a) o neopentecostalismo tem uma hermenêutica diferente do cristianismo histórico.

Se você já ouviu pregações em igrejas neopentecostais, percebeu que a maior parte das pregações são no Antigo Testamento? Já viu que os pregadores “avivalistas” gostam de textos que abordam a história da Abraão, Elias, Eliseu, Davi, Daniel, Jeremias etc? Percebeu que o ministério profético do Antigo Testamento é muito abordado nas preleções dos “conferencistas internacionais”? Se não, ouça e verá!
Em trabalho acadêmico para a Faculdade Teológica Batista de Campinas, sobre o neopentecostalismo, o professor Isaltino Gomes Coelho observa que “a leitura bíblica neopentecostal é atomizada...isto é, fragmentada, de versículos isolados, é desculturada, desarrigada de seu contexto e usada alegoricamente¹. Sendo assim, prega excessivamente no Antigo Testamento. Abusa dos símbolos vero-testamentário e aplica a simbologia judaica de forma distorcida na igreja hodierna, que é ou deveria ser neotestamentária. Como observou o teólogo Esequias Soares: “Seus líderes inventam campanhas, tentando realçá-las em textos e personagens do Antigo Testamento, empregando figuras e símbolos, completamente fora do contexto bíblico, como ponto de contato para estimular a fé, e também para arrecadar fundos”². São campanhas dos “318 pastores”, “Unção apostólica de Elias”, “Azeite da Viúva”, “Porção dobrada de Eliseu”, “Derrubando as muralhas de Jericó”. O teólogo Paulo Romeiro, que é de confissão pentecostal, observa:

As campanhas semanais, os cultos “de libertação”, “da vitória”, “da conquista” e “da prosperidade” se multiplicam na disputa de fiéis. Tudo isso dirigido a um público despreocupado também com as regras de interpretação bíblica, pouco afinado com a reflexão, mas numa busca constante e intensa de solução. Os pregadores farão tudo para atrair seus “clientes”, muito disputados hoje em dia no mercado evangélico

Quando se quer extrair, de modo legítimo, um ensinamento bíblico; se parte para a hermenêutica histórica, contextual, linguística e teológica, mas a analogia é o aspecto central na hermenêutica neopentecostal. Em vez de uma exegese, para extrair do texto bíblico o que ele diz, se pratica a eisegese, colocando no texto o seu próprio pensamento, ou seja, se tenta justificar por meio da Bíblia. A Bíblia para o neopentecostalismo é indicativa, ou seja, se recorre a ela como justificadora de suas práticas, mas não normativa, ou seja, determinando as doutrinas e práticas da igreja. A Bíblia, no neopentecostalismo, é um simples amuleto e enfeite de emaranhados de doutrinas estranhas as Sagradas Escrituras.
Uma questão importante na hermenêutica neopentecostal é que ele é pragmática e empírica. Pragmática se entende que a interpretação bíblica do neopentecostalismo busca praticidade ou funcionalidade de sua crença; se algo é prático e dá certo, então é preciso inserir na doutrina neopentecostal. Quando algum apologista critica as experiências e crenças no neopentecostalismo, os seus promotores vem com os seguintes argumentos: “mais as pessoas são curadas”, “mas isso tem dado certo”, “explique os milagres de meu ministério” etc. Sempre se recorre a funcionalidade de suas doutrinas. A experiência sempre procede a doutrina no neopentecostalismo. O Rev. Alderi Sousa de Matos observa:

No neopentecostalismo – inclusive nos seus enclaves nas denominações históricas -, por mais que seus integrantes se declarem defensores das Escrituras, a importância atribuída as fenômenos, maravilhas e novas revelações os empurrarão à incômoda consequência prática de terem na Bíblia a sua “fonte secundária” de conhecimento. 4

No contexto na interpretação bíblica, a experiência conta como a mais alta autoridade, determinando os sentido de um texto. A Bíblia, nessa situação, não é a regra de fé e prática. Kenneth Hagin estabeleceu a fórmula de fé da confissão positiva, baseado em um suposto encontro com Jesus, por meio da visão ele criou uma nova doutrina. A revelação, as crenças pessoais, as profecias, as visões tomam o lugar da Palavra de Deus, no momento em que elas estabelecem doutrina.
A hermenêutica neopentecostal é individualista e mística. Quando se lê a Bíblia, não procuram compreender o significado original que o escritor, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu. Cada crente que leia a sua Bíblia e interprete da maneira transcendental, por meio de uma revelação interior. Procuram sempre achar novas verdades, e dizem ser portadores de nova revelações, desprezadas pela igrejas durante séculos. Sendo esse entendimento, sempre individual, por meio de uma iluminação. Na leitura neopentecostal, o Espírito Santo, dá o significado de um texto para necessitadas específicas de várias pessoas, ou seja, o versículo passa a não ter uma significação absoluta, mas é uma mensagem diferente em cada revelação. Um pregador neopentecostal, instruindo novos convertidos, disse: “Vocês precisam ouvir a voz de Deus, ser guiados pelo Espírito Santo. Para isso, orem nas madrugadas e peça que Deus revele a Sua vontade para a sua vida. Então Deus vai te acordar pelas madrugadas e te dirá aquilo que tu precisas fazer.” Esse pregador dá a entender que a sua vida é guiada por revelações, quando esse não é o propósito das revelações (dom da palavra do conhecimento). A vida do cristão é guiada pelo Espírito Santo, que usa a sua Palavra, para direcionar segundo as Suas diretrizes.

b) a demonologia neopentecostal

Os neopentecostais tem uma visão dualística do cosmo, ou seja, há uma constante luta
entre o Bem e o Mal, e tudo aquilo que não é de Deus, logo é do Diabo. Para a cosmovisão neopentecostal, o mundo está dividido por essas duas forças equivalentes. Para eles a doença nunca vem de Deus, logo, todas as doenças são diabólicas. Para eles a pobreza não pode vir de um Deus riquíssimo, logo, a pobreza é do Diabo. Nesse pensamento, chamado dualismo, o mundo está bem dividido entre o Bem e o Mal, entre Deus e o Diabo. O dualismo fere a revelação bíblica, onde o Deus, o ser bondoso por natureza, é infinitamente maior do que o mal provocado pelo Diabo.
O exorcismo nas igrejas neopentecostais, é uma prática midiática e um verdadeiro espetáculo, onde pessoas (seres-humanos) são expostos ao ridículo, com muitas luzes e câmeras. O teólogo assembleiano Claudionor Corrêa de Andrade, em uma linguagem pastoral, escreveu:

Há muitos obreiros que, para cevar o marketing pessoal, fazem uma verdadeira campanha publicitária para libertar os oprimidos do Diabo. Perguntam o nome do demônio e querem saber a sua procedência. Em seguida, interrogam-no acerca de sua missão, como se ninguém soubesse ser o trabalho do Diabo matar, roubar e destruir (Jo 10.10). E com isto desperdiça-se todo o tempo da exposição da Palavra de Deus, introduzindo o povo a uma macabra distração. 5

Os neopentecostais, em especial Kenneth Hagin, acreditada que um cristão verdadeiro pode ser possesso por um demônio, mas não no seu espírito, e sim no seu corpo ou em sua alma; fazendo uma separação inexistente na Bíblia. Como pode um cristão ter demônios em seu corpo ou em sua alma, enquanto o seu espírito está livre sendo
habitação do Espírito Santo? Só uma demonologia distante das Escrituras para afirmar tamanho engodo. Um cristão verdadeiro, por ser habitação do Espírito Santo, não pode ter em seu ser um demônio.
O neopentecostalismo tem muitas doutrinas estranhas a Bíblia e cabe a cada pentecostal, uma posição apologética e de oração pela mudança e sedimentação desse movimento.
A análise sobre o neopentecostalismo termina nesse texto, mas esse assunto será discutido por meio de outros artigos no Blog Teologia Pentecostal.



Referências Bibliográficas:

1- COELHO, Isaltino Gomes. Neopentecostalismo. Acesso em 09/11/2007. Disponível em http://www.ibcambui.org.br/artigos/art57.pdf

2- SOARES, Esequias. Heresias e Modismos. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p. 319.

3- ROMEIRO, Paulo. Decepcionados com a Graça. 1 ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2005, p. 123.

4- MATOS, Alderi Sousa de. Fé Cristã e Misticismo, p. 58. Citado por ROMEIRO, Paulo. Idem, p. 122.

5- ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Judas, Batalhando pela Genuína Fé Cristã. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, p. 43. 1° trimestre de 2002.

26 comentários:

D.D. disse...

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."

A passagem acima infelizmente não é pregada e se fosse possível seria rasgada das Bíblias dos neopentecostais, sei que você vai receber criticas ferrenhas, mas não se preocupe, Deus é contigo, olha para as pessoas que com certeza os seus fieis defenderão, uns escondem dinheiro em Bíblias para não pagar imposto, outros cometem adultério, ops! caso extra-conjugal, outros abertamente defendem o aborto e isso só pra começar. Não estou dizendo que estas pessoas não se arrependeram e alcançaram a misericórdia de Deus. Mas que os seus frutos mostram o tipo de árvore que vinham sendo, espero eu.
Creio em milagres, creio num Deus que opera milagres. Mas acho que oração para "trocar de anjo" é o fim da picada.

Concordo com tudo o que você disse, infelizmente estamos vendo pessoas vivendo ou buscando um evangelho para esta vida. E o Evangelho da Cruz que é poder de Deus para a salvação de todo o que crê está sendo deixado de lado. Gostei muito da lucidez com que você tratou o assunto.

Que te preserve de se desviar desse caminho.

D.D.

Daladier Lima disse...

este é um artigo para fazer muita gente (líder) corar de vergonha. Infelizmente, nosso povo anda enchendo auditórios dessa gente. É o que eu sempre digo dos maus políticos: se tem quem vote, eles acham que podem fazer tudo que quiserem. Oremos!

Visitem http://daladier.blogspot.com - Reflexões Sobre Quase Tudo

Isael de Araujo disse...

Prezado irmão Gutierres,
favor informa-me o seu e-mail, pois desejo entrar em contato com o irmão.
Pr. Isael de Araujo
isael.araujo@cpad.com.br

Juracy disse...

Muitos citam Hagin negativamente mas poucos conhecem a farta obra literária dele. Nelas ele cita o VT e o NT, sendo mais utilizado o NT e no NT as palavras de Jesus. E com frequência buscando todos os sentidos das palavras nos originais gregos.
Por que em nome da boa interpretação bíblica os teólogos de hoje criticam Hagin, que foi um dos homens do século XX que mais se aplicou com esmero às sistemáticas de hermeneuticas e exegese?

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

Divinitatis Doctor
A paz do SENHOR a todos!

Obrigado pelas palavras de incentivo. Infelizmente, a crise no neopentecostalismo é geral, até, como você lembra, de ordem moral e ética.

Daladier
Obrigado pelo visita. Realmente, é de ficar vermelho diante da situação em que vivemos, como igreja brasileira.

Pr. Isael de Araujó
Ogrigado pela atenção, já mandei o e-mail.


Irmã Juracy,obrigado pela sua visita.

Será que Hagin era um homem comprometido com a uma exegese séria?
Hagin defendendo a doutrina da determinação, assim como R.R.Soares, argurmentaram que o verbo "pedir", em Jo 14.13, pode ser traduzido por "determinar". O verdo aitesete(αίτήσητε), que é traduzido (corretamente) em nossas Bíblias por pedir, tem a conotação de alguém pequeno (servo, filho, súdito) pedindo algo a alguém grande (senhor, pai, rei). Esse verbo NÃO significa determinação, como dizia Hagin, mas sim um pedido humilde, suplica etc!
Esse é só um exemplo dos muitos erros exegéticos de Kenneth Hagin.
Hagin, e em de seus muitos livros, defendeu que o homem é um deus, disse ele: "Eis o que somos: somos Cristo" (zoe: a própria vida de Deus, pg 57).
Essa idéia que crente pode ficar endemoninhado, Hagin defende no livro "O Nome de Jesus", na página 90.

Juracy disse...

Se você pesquisar encontrará que o verbo pedir do versículo "tudo o que pedir em meu nome vos será feito", no grego é "atheos". Cabe exigir e determinar, sim.
E não é exigir de Deus, determinar que Deus faça. É exigir e determinar em nome de Jesus contra o diado e as doenças.
Não se sinta ofendido com minha resposta, por favor.

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

A paz do SENHOR

Juracy, obrigado mais uma vez por sua participação e comentário.
Hagin e Soares dizem que os “entendidos em língua grega” afirmam que o verbo pedir seria melhor traduzido por determinar. Porém eles não citam nenhuma referência de obras eruditas sobre o grego. W. E. Vine, M.A. (1873-1949) que é reconhecido como um dos principais estudiosos da língua grega no mundo e James Strong, em sua famosa obra de grego bíblico The Exaustive Concordance of the Bible, escrevem que o verbo pedir é pedir mesmo, alguém pequeno pedindo algo a alguém grande, é uma atitude de suplica. Aiteó aparece 71 vezes no Novo Testamento grego e é traduzido por "pedir, suplicar, implorar, desejar". Jesus quando pedia algo ao Pai usou o verbo erõtaõ, que significa pedido de pessoas na mesma posição, por exemplo: um Rei fazendo um pedido a outro Rei. Todos os eruditos sérios em língua grega concordam que o verbo aiteó significa clamor e súplica do mais fraco. Ainda cito outro erudito em grego que concorda com Vine e Strong: A.T. Robertson.
R. R. Soares argumenta que “determinar não é ordenar a Deus e sim ao diabo que tire de nós suas garras e desapareça de nossas vidas, de nosso dinheiro e de nossas famílias”(Curso Fé, Lição 01: Determinação). Isso por meio da oração! A pergunta que fica: Pode-se usar a oração para ficar dando ordens ao Diabo e demônios? A oração não deveria ser sempre direcionada a Deus? Seria todas as adversidades, na vida do verdadeiro cristão, uma obra diabólica?

Continue participando.

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Gutierrez!
Mais uma vez parabéns pela coragem
e ousadia em defender a sã doutrina.
Vai nessa tua força jovem valoroso!
Louvo a Deus pela sua vida.
Vamos fazer contato para nos encontrarmos em São Paulo.
Fica com Deus.

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

Obrigado pastor Carlos pelo apoio,vamos nos comunicar para ver se nos encontramos aqui em São Paulo, será um prazer!

João Bosco disse...

Graça e paz amado>>>

Muito o seu texto sobre o moviemnto pentecostale suas terminologias...
PErgunto se há espaço para discussões??
Quero começar em primeiro lugar pelas enfases e marcos fundantes de cada uma das terminologias utilizadas..a abordagem é um tanto sociológica demais (ou é teológica). Não se levou em conta a fenomenologia deste movimento. Em segundo As datas como início, organização ou chegada de tais grupos não corresponde ao que a maioria, ou melhor, os mais influentes teóricos do movimento anotam que foi de fato a data correta.
Acho que já podemos começar...
mas de todo: Parabens..vc escreve muito bem!

Jota Bê.

João Bosco disse...

Graça e paz amado>>>

Muito o seu texto sobre o moviemnto pentecostale suas terminologias...
PErgunto se há espaço para discussões??
Quero começar em primeiro lugar pelas enfases e marcos fundantes de cada uma das terminologias utilizadas..a abordagem é um tanto sociológica demais (ou é teológica). Não se levou em conta a fenomenologia deste movimento. Em segundo As datas como início, organização ou chegada de tais grupos não corresponde ao que a maioria, ou melhor, os mais influentes teóricos do movimento anotam que foi de fato a data correta.
Acho que já podemos começar...
mas de todo: Parabens..vc escreve muito bem!

Jota Bê.

www.joaobosco.wordpress.com

Joao Bosco disse...

http://joaobosco.wordpress.com/2007/09/04/116/


Sore o pentecostalismo

juracy disse...

Eu insisto, para "aiteo" a tradução exigir e determinar também servem.
Quem ama a Deus ouve a palavra de Deus. Se é para exigir ao diabo sair porque suplicar assim: "por favor, demônio, saia dessa pessoa"?
Assembleianos avivados usam o "aiteo" segundo à vontade de Deus, com o nome de Jesus os crentes expelem castas do inferno com autoridade! A fé acompanha os que crêem!
"Aiteo" é aplicável ao pentecostalismo genuíno, irmão!

Vitor Hugo da Silva disse...

Amado Juracy!

O verbo grego ´´aitéo´´ (pedir), é utilizado dentro das Sagradas Escrituras no sentido de receber algo, quando alguém inferior deseja algo de outra pessoa que possua uma certa ´´superioridade´´ a este pedinte.

Alguns exemplos:
Mateus 7.9 – Pedido de um FILHO para o PAI.
Mateus 11.22 – HOMEM para com DEUS.
Atos 3. 2 – O pedido de um MENDIGO a alguém com uma melhor condição financeira.

Temos de usar o bom senso, pois como um mendigo poderá determinar a alguém que lhe dê uma esmola? Como um filho determinará ao seu pai que lhe dê algo? Agora; Como o homem irá determinar a Deus que faça algo?

Nós devemos pedir, suplicar, e ter fé que Deus irá nos ouvir! Não devemos ter fé em nossas próprias palavras. A nossa fé não deve estar em nossas palavras, mas sim no mover de Deus em nosso favor mediante a nossa oração, crendo que Deus está nos ouvindo. Com certeza Deus não admite tal atitude de ´´determinação de pedidos´´, pois boa parte de nossos pedidos são para os nossos próprios deleites, e é por isto que não recebemos muitos de nossos pedidos ´´pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres´´ (Tiago 4. 3). Nós pedimos, suplicamos, rogamos, porém Deus é quem irá determinar se devemos receber ou não!

Deus o abençoe grandemente!
Vitor Hugo.

Obs: Irmão Gutierres, obrigado pelas suas visitas em meu BLOG. Continue deixando seus comentários!

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

João Bosco,

Obrigado por sua visita.
Respondendo a sua pergunta: Há espaço para debates sim, você pode emitir a suas opiniões!
Mas lembrando que o texto é de cunho apologético, e não sociológico, por esse motivo e não me prendi a história do movimento neopentecostal ou a seu caráter fenomenológico. Em relação às datas, não coloquei que o neopentecostalismo nasce em na década de 60, pois nessa década podemos afirmar que se desenvolveu um deuteropentecostalismo, que se caracterizava pela pregação de cura-divina. A neopentecostalismo mercantilista nasceu, como conhecemos hoje, na década de 70. Mas, é claro, que a muitos anos a estrada para o neopentecostalismo estava sendo costruída.

Juracy
Em relação ao sentido de aiteo, veja que eu citei os maiores eruditos cristãos na língua grega, que traduzem o verbo por pedir, no sentido de súplica. Sendo aplicado na relação entre nós e Deus. Obrigado ao irmão Vitor Hugo pelo reforço! Concordo que precisamos expulsar os demônios no nome de Jesus. Assim com fez Jesus e os apóstolos. Mas o que hoje acontece no meio evangélico é que se expulsa demônio de pessoas cristãs. Pregadores exigem que o demônio saia da vida de crentes verdadeiros! Pode um cristão ter demônios? A resposta é NÃO, pois somos templos do Espírito Santo.

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

Eu normalmente publico um novo artigo todas domingos ou segundas-feiras, mas nessa semana vou publicar um novo post somente na terça-feira(20/11/2007). Obrigado pela atenção!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Amado Gutierres Siqueira

Eu o tenho em alto conceito. Mas, infelizmente, tenho que dizer que você é uma sumidade no meio evangélico assembleiano. Não é toda a mocidade que se interessa pelas coisas espirituais, a grande maioria dos jovens cultiva em suas mentes outros objetivos menos importantes...

Sobre o assunto desse tópico, me vejo pesquisando o assunto da determinação no meu passado. Sim, eu pesquisei também... E as minhas deduções foram tiradas por mim mesmo, lendo a Bíblia Sagrada, os eruditos que você citou e testemunhando “in loco”. Observei quem fosse contra e quem fosse à favor e percorri os argumentos de ambas as partes procurando as bases nas linhas das Escrituras Sagradas.

Se fosse para responder de que lado eu estou neste assunto, diria que do lado das Escrituras Sagradas, porque sempre fito meus olhos nela deixando todos os conceitos adquiridos em segundo plano, para dar espaço mental às concepções divinas no meu viver.

Não quero dizer que seja melhor ou saiba mais do que você ou outro alguém, apenas possuo mais primaveras em minha vida do que você. Vi mais flores e encontrei mais espinhos.

Sendo suscinto, digo que o que li é que Hagin ensina dizer ordens aos MONTES e não a Deus. Da mesma forma que Jesus ensinou determinar: “Monte, ergue daqui e lança-te no mar, e isso será feito!”. Jesus é a Verdade.

Minha disposição em querer respostas sobre o assunto DETERMINAÇÃO me fez entender e observar com atenção a postura de pentecostais e parte dos neopentecostais. Percebi que eles transliteram o termo “aiteo” de modo diferente, mas com sentido absolutamente iguais. Alguns neopentecostais trouxeram para a vivência deles os verbos determinar e exigir. Os pentecostais clássicos trouxeram o verbo repreender.

Conclusão: na hora de mandar o monte embora, pouco importa se for determinando ou repreendendo, O importante é crer na autoridade do nome de Jesus Cristo.

Admito que Hagin possa ter erros nos seus ensinamentos (mas quem é totalmente perfeito?), Sobre o que já li dele, vi o que ele escreveu am alguns dos seus livros, mas não me lembro de haver encontrado distorção bíblica.

Eu confesso me esforçar para entender a razão de alguns líderes pentecostais quererem deturpar o significado do ensino de Kenneth Hagin quanto ao ensino da determinação, mas ainda não entendi.

No mais, fico com o teólogo e apóstolo Paulo de Tarso: examine tudo e aproveite o que for bom...

Abraço na paz do Senhor.

Eliseu Antonio Gomes disse...

RETIFICANDO MEU POST:

No parágrafo acima acrescentar o seguinte: "SOBRE A DETERMINAÇÃO".

Entenda-se assim: Admito que Hagin possa ter erros nos seus ensinamentos (mas quem é totalmente perfeito?). Sobre o que já li dele, SOBRE A DETERMINAÇÃO, vi o que ele escreveu em alguns dos seus livros, mas não me lembro de haver encontrado distorção bíblica.

Paulo Silvano disse...

Caro Gutierres,
Uma outra razão porque os pregadores do pós-pentecostalismo abusam das narrativas do Velho Testamento é que a história dos personagens do Novo Testamento oferece poucos relatos que ajudam na "hermenêutica" deles.
Qual dos apóstolos poderia ser um exemplo de "sucesso" à luz da pregação da confissão positiva?
O que se encontra fartamente no Novo testamento é martírio; Quem nessa nossa geração está disposto a padecer como que padeceram os crentesdo NT? Seguramente poucos.

"Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele,"(Filipenses 1:29)

Certamente esse pessoal não está a fim de pregar esse evangelho da Graça.

Um abraço
Paulo Silvano

Victor Leonardo Barbosa disse...

Infelzimente o neo-pentecostalismo é algo que vai muito além da ortodoxia bíblica, distorcendo-a gravemente em alguns pontos.
apologistas irênicos, como Paulo Romeiro, buscam considerar líderes de tais doutrinas como membros em Cristo, mas fica claro em seus livros que essa tentaiva fica aquém do sucesso, já os polêmicos, como Ciro Zibordi, afirmam( e com muita boa base bíblica para isso) que Hagin, Hinn, Milhomens e tantos outros possuem todas as credenciais de falsos profetas. E sinceramente tenho que concordar com Ciro.
Em nenhum momento estou afirmando que os muitos que seguem a confissão positiva não sejam nosso irmãos em cristo, todavia, os principais divulgadores dessa doutrina devem ser vsitos sob continua suspeita, uma vez que distorcem o papel do sofrimento cristão, negando-o, algo plenamente anti-bíblico. Também pregam um Evangelho antopocêntrico, algo absurdo, uma vez que Deus não dá sua glória a outrem.
Distorcem o significado de "pedir" para "determinar", afirmando qu enão é a Deus, mas sim a Satanás, todavia, para quem oramos? a Deus ou satanás? Tudo bem que muitos podem falar que tudo isto é feito "em nome de Jesus" , porém, só ppodemos "pedir alguma coisa para Deus em nome de Jesus, temos certa autoridade sobre os demônios, é verdade, porém nossa autoridade é limitada, não absoluta, e também a expressão "em nome de Jesus" não é uma palavra mágica a ser utilizada quando enfretamos batalhas, mas devemos ter o Espírito Santo,a final, nossa autoridade não está pautada em nós mesmos.
são tanats a s heresias e vertentes dos neo pentecostais que é mais fácil produzir um artigo do que tecer um comentário.
Resumindo: fiquemos alerta!!!

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

Eliseu, pr. Paulo Silvano e Victor Leonardo.

Agradeço aos irmão pela audiência e comentários!

joaobosco disse...

Discordo do amado quando diz que o neo ou pós-pentecostalismo é uma
nomenclatura teológica. Esta é uma discrição da ciência da religião.


www.joaobosco.wordpress.com

Joao Bosco disse...

Vamos por partes: Se o seu texto tem um caráter apologético deve apresentar em primeiro lugar uma discussão sociológico pois deve apresentar nomenclaturas, quando encerra esse processo, passaremos para a teologia ou aciencia da religião.
Creio que as tão insistentes datas que solicito deveriam ser apresentadas corretamente.
O pentecostalismo: 1910 `1 1939 - O neo-pentecostalismo: 1950 à 1970. E o Pós-pentecostalismo de 1970 e todos os outros grupos que apresentam um sincretismo exarcebado dentro do cristianismo pentecostal.
A partir dessa divisão mais equilibrada do movimento pentecostal poderemos partir para outras discussões mais apropriadas no campo da apologética beleza?

Anônimo disse...

parabéns pelo blog!! tbm tenho um blog de noticias gospel visite-me e vamos fazer uma parceria para divulgarmos o blog um do outro.
http://spacegospel.blogspot.com/

um abraço em cristo

eginoaldo

Felipe Menezes disse...

Quero parabenizá-lo rapaz. "novo convertido" se pode assim dizer.

A minha opinião , fugindo um pouco de nomeclaturas de doutrinas, é que realmente a determinação abusou do fato de "mudar" palavras na Biblia. Será que se eu lendo a Biblia, começar a achar que tal palavra em grego é diferente, não abrirei "grande" e enorme espaço para a confusões e inverdades?

Outro questão verdadeira , é que temos certa autoridade para expulsar o mal de perto de nós. Assim como Jesus ensina que podemos ordenar ao Monte, e que ele mesmo quando tentado manda o inimigo embora para que não o aflinja mais. Entretanto, não há mal que nós mesmos abrimos "brechas" para entrarem em nossa vida?
E voltando, somente podemos expulsar mal se verdareiramente crermos! Será que pessoas más ou impias apenas começarema a determinar isso e aquilo, serão atendidas? NÃO, por isso o verbo é pedir. Creio que sempre seremos servos a aprender. E por aprender, poderemos em ter certo poder, mas somente é DEUS que tem o pleno poder de realizar as coisas, inclusive de expulsar grandes males.

Sobre a questão de exemplos do velho testamento, temos que ter o DISSERNIMENTO de ve-los apenas como exemplos. Afinal, mesmo DAVI, pecou, Salomão, Pecou, e muitos outros exemplos de fé, se desviaram, mas não sucumbiram, apenas desviaram e foram propriamente corrigidos por DEUS, não é verdade?

E referente a tomá-los o AT como verdade, concordo com seu ponto de vista , pois deixamos estes apenas como exemplos da relação de DEUS com o homem, e não na verdade de fazermos isso ou aquilo. Pois somente em JESUS e no que ELE ENSIONOU está a verdade.

Pois bem , eis que como o proprio mestre disse, ELE está acima de Salomão, e de tantos outros.

E creio que , cada um leia as escrituras, mas não apenas para satisfazer sua opinião e visão própria. Acredito que basta le-las, confrontá-las com ensinamentos de diversas igrejas, e bastará para o Espirito Santo relevar a cada um o caminho correto.

Afinal, é facil ler trechos e implicar sua vontade em aceitá-los. Mas o correto é LER toda a escritura. Não entendeu? Leia novamente e novamente. Lá está a verdade, e para isso basta.

Neopentecostal disse...

Independente das criticas (muitas vezes falsas ou baseadas somente na igreja universal e Mundial) dou graças a Deus por ser Neopentecostal, as Neopentecostai são as que tem mais fé, e assim recebi a cura