terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Falar em Línguas, a evidência física inicial!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Uma das doutrinas mais contestadas do pentecostalismo clássico é o falar em línguas como a evidência física  e inicial do Batismo no Espírito Santo. No passado e no presente, os debates em torno dessa doutrina são calorosos e costumam girar em torno de várias teorias. A Assembleia de Deus, nos Estados Unidos e no Brasil, costumam defender essa doutrina, enquanto outras igrejas pentecostais e neopentecostais não são defensoras desse entendimento teológico. Charles Fox Parham[1] foi o primeiro a entender línguas como evidência inicial, assim influenciou a teologia pentecostal clássica.

Como acima descrito, a doutrina da evidência física não é consenso nem no meio pentecostal. O Concílio Geral das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, no ano de 1918, reafirmou a doutrina da evidência inicial como “nosso testemunho distintivo”[2]. O mesmo acontece nas Assembleias de Deus no Brasil, pois no ponto nove da confissão de fé brasileira está escrito: “Cremos.. no batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com evidência inicial de falar em outras línguas conforme a sua vontade”.

É importante lembrar que o debate em torno da evidência física e inicial é acadêmico. Há argumentos de eruditos em ambas as partes. Nesse artigo será apontado os argumentos daqueles que são contra a doutrina da evidência inicial e depois a contestação de eruditos pentecostais, especialmente dos teólogos Roger Stronstad e Anthony D. Palma.
Contestações à doutrina
No passado, entre aqueles que contestavam essa doutrina, estava o homem mais famoso do pentecostalismo moderno, William J. Seymour, fundador da Apostolic Faith Mission (Missão da Fé Apostólica)[3]. Atualmente, um exemplo de contestador da evidência inicial é o erudito assembleiano Gordon Fee, autor do livro “Entendes o que lês?”(Vida Nova). Ele argumenta que as línguas são normais na experiência do Batismo no Espírito Santo, mas esse fato não é normativo[4]. Muitos carismáticos (neopentecostais) acreditam que as línguas são apenas mais uma evidência do Batismo no Espírito Santo semelhante ao “dançar no espírito”, alegria, êxtase, profecias etc.


O renomado teólogo evangelical John Stott escreveu o livro Baptism and Fullness, onde a sua principal argumentação é que não se deve estabelecer doutrinas com um livro descritivo, como Atos é, mas sim em livros didáticos, como os sermões de Jesus e as epístolas dos apóstolos[5]. A contestação de Stott é típica de teólogos cessacionistas[6], mas alguns pentecostais seguem a mesma linha do teólogo inglês. O pastor da Assembleia de Deus Betesda, Elienai Cabral Junior [7], em seu famoso texto “Meu pentecostalismo revisado” [8] escreveu:

É preciso que se diga que por mais que funcione, a doutrina pentecostal da evidência inicial do Batismo com o Espírito Santo é oca de conteúdo bíblico. Nos chamados quatro pentecostes de Atos (2.1-13; 8.4-25; 9.24-48; 19.1-6), nem todos registram a glossolalia e, exceto o do Dia de Pentecostes em Jerusalém, o sinal das línguas estranhas não é a única evidência. Lucas lista também as profecias, adoração e alegria. Entre os samaritanos nada diz. Apenas afirma que receberam o Espírito (At 8.17). As línguas são um sinal freqüente, mas não um sinal imprescindível.

Cabral Jr., como já mencionado, não é o único pentecostal a pensar dessa forma. As igrejas históricas, que não são cessacionistas ou são semicessacionistas, vão concorda com a posição adotada por ele.
O argumento principal dos críticos da evidência inicial é que o livro de Atos, com suas referências em relação às línguas, não serve para estabelecer uma doutrina, já que é um livro histórico. Lucas, segundo essa corrente, somente está registrando a história da igrejas dos primeiros dias, onde esse registro não tem o propósito de perpetuar as práticas dos apóstolos. Outra corrente afirma que as línguas são normais nas experiências carismáticas, mas outras formas de manifestação físicas eram presentes no Batismo no Espírito Santo, tais como a profecia e manifestações de alegria.


Um fato interessante referente a críticas com relação a doutrina pentecostal é que os teólogos cessacionistas (como John Stott) nunca abordam argumentos de eruditos pentecostais. Esses importantes argumentos são tratados com indiferença, sendo um prática não saudável a qualquer cristão em busca da verdade bíblica.

Em defesa da evidência inicial

No decorrer da formação teológica pentecostal, muitos teólogos de sólida formação acadêmica, defenderam e ainda defendem a doutrina da evidência inicial, tais como Donald Gee, Myer Pearlman, Eurico Bergstén, Antonio Gilberto, Roger Stronstad, William Menzies, Stanley M. Horton, Anthony David Palma.

O teólogo Myer Pearlman na sua obra Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, de 1937, apresentou uma defesa da evidência inicial citando alguns eruditos não-pentecostais. Pearlman pergunta: “Será essa declaração meramente a interpretação particular dum grupo religioso ou é reconhecida por outros grupos?”; e logo cita o teólogo liberal inglês Dr. Rees, que escreveu: "A glossolalia (o falar em línguas) era o dom mais conspícuo e popular dos primeiros anos da igreja. Parece que foi o acompanhamento regular e a evidência da descida do Espírito Santo sobre os crentes". [9]
Eurico Bergstén [10] lembrou, em suas argumentações sobre a evidência inicial, que havia um sinal comum a identificar o Batismo no Espírito Santo, pois isso "sinal" fica bem claro em Atos 10.45 onde “todos quanto tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus” (grifo nosso). O teólogo e autor da Bíblia de Estudo Pentecostal, Donald Carrel Stamps, usa o mesmo versículo para argumentar que Pedro e os demais acompanhantes de sua missão foram convencidos que o Batismo no Espírito Santo era derramando sobre os gentios após ver (e ouvir) o sinal externo da glossolalia. [11]


Outra passagem que mostra um sinal comum aos primitivos cristãos sobre o derramamento do Espírito Santo é Atos 8. 17-19. (Apesar que as línguas não são mencionadas diretamente nessa passagem). Os samaritanos receberam a imposição de mãos dos apóstolos Pedro e João e logo Simão, o mago, quis "comprar" o poder do Espírito Santo que fora derramado sobre os samaritanos. Howard Erwin [12] pergunta: “O que Simão viu, que o convenceu de terem os discípulos samaritanos recebido o Espírito Santo mediante a imposição das mãos de Pedro e João?” Em relação a essa passagem Stanley M. Horton argumenta:

Alguma coisa, porém, aconteceu, quando Pedro e João impuseram as mãos sobre os crentes; senão, Simão não compraria algo que surgia da autoridade deles. Simão já vira os milagres de Filipe. O dom de profecia seria exercido no idioma dele, de sorte que o sobrenatural não se destacaria. Permaneceria apenas o que atraiu a atenção da multidão no dia de Pentecoste: O falar noutras línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem (Atos 2.4,33). As línguas, aqui não eram a causa do problemas. Por isso Lucas nada diz respeito delas, para chamar a atenção do erro de Simão.[13]

O erudito pentecostal Antonio Gilberto, na defesa da evidência inicial, lembrou da regra hermenêutica da primeira referência [14]. Segundo Isael de Araújo, no Dicionário do Movimento Pentecostal, o uso dessa regra hermenêutica e o apelo pela “lei da referência tríplice”, usado por teólogos pentecostais, não demonstrou tanta eficácia [15]. Então, os pentecostais começaram a produzir obras de cunho acadêmico na defesa da doutrina carismática e nas línguas como evidência inicial do Batismo no Espírito Santo.


Roger Stronstad, professor de teologia e decano da Summit Pacific College, escreveu nos anos 1980, uma grande obra erudita para a defesa da teologia pentecostal. No livro Charismatic Theology of St. Luke (Hendrickson, 1984), Stronstad apresenta várias contestações aos cessacionistas e defende a doutrina da evidência inicial.


Os cessacionistas como Jonh Stott, como acima descrito, argumentam que Lucas escreveu livros históricos sem intenção teológica. Stronstad escreveu na obra acima citada, que esse argumento de Stott acaba por criar um cânon dentro do cânon [16]. William W. Menzies, Phd em História da Igreja pela University of Iowa, escreveu: “O gênero literário de Atos não é meramente histórico, mas também intencionalmente teológico” [17], da mesma forma o reverendo assembleiano Anthony D. Palma, mestre em divindade pelo New York Theological Seminary e doutor em teologia pela University of Concórdia, escreveu:

Os escritos de Lucas pertencem ao gênero literário da História. Mas o livro de Atos é mais do que a história da Igreja Primitiva. Acadêmicos contemporâneos, especialmente, afirmam que Lucas foi um teólogo à sua moda, bem como um historiador. Ele usa a Historia como um meio para apresentar sua teologia.[18]

A Declaração Oficial de Crenças do Concílio Geral das Assembleias de Deus norte-americana lembra que a doutrina da evidência inicial é uma doutrina por indução, assim como a doutrina da Santíssima Trindade, pois não há textos dogmatizados em torno desses assuntos. O Concílio assim escreveu:
Nenhuma doutrina deve estar baseada em fragmentos isolados das Escrituras, mas somente podem estar baseadas em verdades substanciais e implicadas. A doutrina da Trindade não está baseada em declarações definitivas, mas sim em uma comparação de passagens das Escrituras que estão relacionados com a deidade de Deus. Assim como a doutrina da Trindade, a doutrina das línguas como evidência do Batismo no Espírito Santo está baseada em porções substanciais das Escrituras relacionadas com esse tema.

Confusões relacionados ao tema

Uma confusão frequente em relação ao tema "línguas estranhas" é confundir sinal com dom. Todos os batizados no Espírito Santo falam em línguas, o sinal, mas nem todos recebem o "dom de variedades de línguas". Assim como escreveu o teólogo Antonio Gilberto:
A variedade de línguas é um dom de expressão plural, como indica o título. È um milagre linguístico sobrenatural. Nem todos os crentes batizados no Espírito Santo recebem esse dom (1 Co 12.30). Já as línguas como evidência física inicial do batismo, todos os batizados no Espírito Santo as falam.[19]

Outro equívoco é pensar que só tem o Espírito Santo quem é batizado no Espírito Santo. Todo salvo é habitação do Espírito de Deus, mas os batizados no Espírito Santo recebem poder [capacitação] e não a pessoa do Espírito Santo, pois já são templos da Terceira Pessoa da Trindade (1 Co 3.16).

Um terceira questão é o exagero que muitos pentecostais proclamam ao falar sobre os benefícios do Batismo no Espírito Santo. Alguns dizem que mediante o Batismo o crente mudará de vida, como se o Batismo fosse uma regeneração posterior. É claro que há muitas mudanças na vida do batizado, mas não pode haver exageros. Outros afirmam que é só possível desfrutar dos dons espirituais após o Batismo no Espírito Santo. Anthony D. Palma faz uma ótima observação sobre essa questão:

O Batismo no Espírito Santo é um pré-requisito para receber os dons espirituais”. Mas onde encontramos isso nas Escrituras? O povo de Deus experimentou todos os dons nos séculos anteriores ao Dia de Pentecostes. É mais correto dizer que o batismo no Espírito Santo intensifica a sensibilidade e a receptividade espirituais, fazendo da pessoa um candidato mais propenso aos dons espirituais. Isso é amplamente demostrado pelo fato de que há maior incidência dos dons entre aqueles que foram batizados no Espírito Santo do que entre os que não foram.[20]

Um último equívoco relacionado ao tema é a constante acusação dos antipentecostais que a doutrina do batismo no Espírito Santo cria crentes de segunda classe: o não-batizados. Essa acusação é uma falácia, pois poderia ser dito o mesmo da santificação. E lembrando que sempre os pentecostais pregaram que o batismo no Espírito Santo é disponível para todos os salvos, já quebrando essa tese de uma classe especial.

Conclusão

As evidências bíblicas indicam que as línguas estranhas são a única evidência do Batismo no Espírito Santo, como um sinal físico de revestimento de poder do Alto.

Notas e referências bibliográficas:

1- Charles Fox Parham(1873- 1929) foi um metodista e professor de teologia que montou um seminário teológico por nome de Bethel Bible School (Escola Bíblica Betel). A proposta desse seminário era a busca de uma espiritualidade serviçal. As aulas consistiam em estudos da Bíblia sem auxílio de livros e algumas horas de oração. No final do ano de 1900, os quarenta alunos de Parham estavam estudando o Batismo no Espírito Santo e concluíram que a evidência do batismo era o falar em línguas, apresentando os textos de Atos 2 e 19. Então no dia primeiro de janeiro de 1901, a aluna Agnes Ozman conclamou que Parham e os demais alunos impusessem as mãos sobre ela, pedindo o batismo no Espírito Santo. Depois Ozman descreveu a experiencia: “Falei em línguas conforme Atos 2.1 e 19.6, de modo semelhante, quando o apóstolo Paulo impôs as suas mãos sobre os discípulos de Éfeso, e o relato bíblico acontecido no Cenáculo em Jerusalém, quando foram vistas línguas como de fogo”. Para Parham e os seus alunos, a experiência de Ozman confirmou os seus estudos. Nesse acontecimento se vê que o princípio hermenêutico não foi empirista ou pragmático, conforme acusa os críticos do pentecostalismo. Em Bethel Biblie School a doutrina precedeu a experiência.

2- ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 295. Nota: O falar em línguas foi o que diferenciou os pentecostais dos demais protestantes, pois a doutrina do batismo no Espírito Santo ou segunda-bênção era um ensinamento corrente no Século 19, especialmente por meio de D. L. Moddy, A B. Simpson, R. A Torrey, F. B. Meyer etc. Como bem afirmou William Menzies: “É inimaginável que pudesse haver o Movimento Pentecostal sem a conexão entre o batismo no Espírito Santo e o falar em outras línguas”.

3- Idem.

4- HORTON, Stanley M. O Avivamento Pentecostal. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001. p. 75.

5- Logo na introdução do livro Baptism and Fullness, publicado no Brasil pela Editora Vida Nova com o título Batismo e Plenitude do Espírito Santo, John Stott argumenta: “ Esta revelação do propósito de Deus na Bíblia deve ser buscada preferencialmente nas suas passagens didáticas, e não nas descritivas. Para ser mais preciso, devemos procurá-la nos ensinos de Jesus e nos sermões e escritos dos apóstolos, e não nas seções puramente narrativas de Atos.”

6- Teólogos cessacionistas são adeptos do Cessacionismo, corrente teológica que afirma que os dons espirituais cessaram com a morte dos apóstolos ou com o fechamento do Novo Testamento. O Cessacionismo não é herança da teologia reformada, pois o resgate da obras de grandes reformadores, mostra que eles não tinham um visão de extinção dos dons espirituais. Essa corrente, que se desenvolveu fortemente no século 19 e início do século 20, é herdeira da hermenêutica naturalista dos teólogos liberais, que tiveram o seu ápice nesse período histórico.

7- Elienai Cabral Junior é graduado em teologia e filosofia, sendo filho do famoso teólogo pentecostal brasileiro Elienai Cabral, pastor da Assembléia de Deus em Sobradinho- DF. Cabral Jr é pastor da Assembleia de Deus Betesta, dirigida pelo renomado pastor Ricardo Gondim, que propõem um igreja no modelo de teologia pentecostal clássica. Gondim em entrevista para a Revista Enfoque Gospel, disse em relação a doutrina da Betesda: “Nossa teologia tem raízes no pentecostalismo clássico, portanto, somos pentecostais”. Apesar dessa afirmação, a doutrina da evidência inicial é contestada.

8- http://elienaijr.wordpress.com/2006/11/24/meu-pentecostalismo-revisitado/

9- PEARMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 8 ed. São Paulo: Editora Vida, 1984. p. 197.

10- BERGSTÉN, Eurico. A pessoa e Obra do Espírito Santo, in Lições Bíblicas Mestre. Rio de Janeiro: CPAD, 1° semestre de 2004, p. 40.

11- STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 1655.

12- HORTON, Stanley M. (ed.) Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, p. 448.

13- ______________ A Doutrina do Espírito Santo. 6 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002. p. 168.

14- GILBERTO, Antonio. Desvios da doutrina bíblica, in Ensinador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, ano 7, n°28, p. 18-20.

15- ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 296.

16- O teólogo reformado Vincent Cheung concorda com a argumentação de Roger Stronstad, e em um ótimo artigo sobre a fragilidades de alguns argumentos cessacionistas, ele escreve: “Uma coisa é dizer que poderia ser mais difícil estabelecer acuradamente uma doutrina baseando-se em narrativas bíblicas, de forma que muito cuidado é requerido, e outra coisa totalmente diferente é proibir certos usos para essas porções narrativas, mesmo em face de exemplos bíblicos contrários”. (Alguns Comentários sobre Cessacionismo, in Monergismo.com)

17- HORTON, Stanley M.(ed) Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, p. 442.

18- PALMA, Anthony D. O Batismo no Espírito Santo e com Fogo. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p. 11.

19- GILBERTO, Antonio. Verdades Pentecostais. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 72.

20- PALMA, Anthony D. Os dons e o fruto do Espírito in Mensageiro da Paz. Rio de Janeiro: CPAD. Ano 77, n. 1465, Julho de 2007, p. 18.

20 comentários:

Pedro Negret disse...

É sempre assim com os críticos...
Falam, falam, falam, mas sem conhecimento de causa.
Ótimo texto Gutierres!

Pedro

Joao Paulo Mendes disse...

Boa argumentação meu irmão,nós pentecostais cremos que assim é e isso nãos nos faz superiores ou inferiores a outros crentes, vale lembrar que, nossa salvação independe do Batismo e sim da aceitação do sacrifício de Cristo e nossa conduta de santidade perante ELE.
É triste pensar que há discussões intermináveis por causa desse tema em noss meio.
Que esteja em nosso coração a intenção de promover o crescimento do reino do Senhor e não sua divisão por causas Teológicas.
Busquemos pois o reino de Deus e o poder do Espírito sobre nós, pois a promessa diz respeito aqueles, à nós e aos que por ELE,CRISTO, forem chamados. (ver Atos 2.39 e todo contexto imediato).

Em Cristo,

Joao Paulo (em breve joaopaulo-mendes.blogspot.com)

Lucimauro*Assembléia de Deus disse...

parabéns pelo post gutierres,ótimo texto, as evidências do batismo no ESPIRITO SANTO são tão claras nas escrituras sagradas que fico imaginando como existe pessoa que ainda duvida dessa evidência.
oremos por aqueles que disprezam essa tão importante afirmação.
continue visitando meu blog.
http:lucimauroassembleiadedeus.blogspot.com
Daquele que ama a Assembléia de Deus e seus orgãos históricos.

Ednaldo disse...

Gutierres a Paz do Senhor,

Estamos em lados opostos dessa vez, pois sou do "time" dos que não crêem que a glossolalia é a evidência do Batismo no/com o Espírito Santo. Mas de qualquer forma não podemos ser dogmaticos acerca disso, devo discordar do irmão Lucimauro que diz serem tão claras nas Escrituras essa evidência, pois se fosse realmente algo tão claro não haveria discordância entre servos SÉRIOS de Deus acerca desse assunto.

Que Deus o abençoe abundantemente no ano que se inicia.

Ednaldo.

http://divinitatisdoctor.blogspot.com
divinitatisdoctor@gmail.com

Lucimauro*Assembléia de Deus disse...

Amém irmão ednaldo,respeito a sua posição quanto a esse assunto, que Deus te abençoe,como bom servo de Deus e assembléiano é o meu dever dizer isso mas,não acho legal a afirmação do irmão dizendo que não haveria discordância entre os servos sérios de Deus pois se fosse assim a palavra de Deus não se cumpriria,quem lê que entenda.
Leiamos em (1co 11-19).
E até importa que haja entre vós heresias,para que os que são sinceros se manifestem entre vós.
Esse é um dos lemas do povo pentecostal,quem conhece a nossa história que entenda.
Daquele que ama a Assembléia de Deus e seus orgãos históricos.

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Gutierrez!
Parabéns pela lucidez e clareza do texto!
Voce conseguiu entender os motivos da discordância, ainda que não concordando com ela.
Glórias ao Senhor pela sua vida.
Graças a Deus também creio dessa forma, há contexto suficiente para o falar em línguas, de forma que não é necessário qualquer texto usado fora de contexto para que digam que é pretexto.
A experiência é pessoal e pelos quase dois mil anos, não se tem muito mais o que se discutir!
FELIZ 2008

teologia simples disse...

"As evidências bíblicas são bem claras que as línguas estranhas são a única evidência do Batismo no Espírito Santo, como um sinal físico do revestimento de poder do alto."

Será?

Victor Leonardo Barbosa disse...

Gutierres, não sei exatamente se John Stott é cessacionista(apesar das evidências demosntrarem que sim). Há lados nas questões das línguas, como o grupo tradicional carismático( que crê que o batismo no Espírito ocorre no momento da conversão, sem evidências de línguas),q ue é o caso do irmão Ednaldo, e os pentecostais. Existe muita polêmica nesta área, mas creio que nós pentecostais, graças a Deus, conseguimos entender um pouco mais(sem querer dar uma de superior). até porque, mesmo Lucas sendo um livro descritivo, o que ele está descrevendo é teologia pura.

Abraços irmão e Feliz Ano Novo!

Ednaldo disse...

Irmão Gutierres, venho desejar ao irmão um Feliz 2008, cheio da Paz de Deus, e que o Eterno preencha tua vida com bençãos celestes.

Ednaldo

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

A paz do Senhor a todos!

Pedro Negret
Obrigado pela visita ao Blog e continue a acompanhar o nosso trabalho!

João Paulo Mendes
Realmente João, os pentecostais não se classificam melhores que outros cristãos por serem “batizados no Espírito Santo”. Conheci uma piedosa irmã, que tem algumas décadas de evangelho e era presidente do Círculo de Oração de uma AD, porém ainda não tinha recebido essa bênção! Ela não era discriminada por isso!

Lucimauro
Obrigado pelo apoio e parabéns pelo seu zelo à nossa denominação. Que continuemos firmes na Palavra!

Ednaldo
O assunto em questão é polêmico e a maioria dos cristãos não crêem da forma como fiz à apologia a glossolalia com evidência do “Batismo no Espírito Santo”. Acho importante que o Pentecostalismo Clássico estude, defenda, reflita sobre suas doutrinas diferencias dos demais segmentos da cristandade. Um feliz 2008 ao irmão, e que possamos continuar por todo esse ano com saudáveis debates e reflexões!

Carlos Roberto
Agradeço pelo apoio que o amado irmão tem dado durante toda à existência desse Blog. Que Deus abençoe o seu 2008.

Victor Leonardo
Realmente, Lucas era um teólogo a sua moda, como bem descreveu o Dr. Anthony D. Palma. Lucas fazia teologia por meio da história. Inclusive, recomendo a obra do Dr. Palma por ser acessível, pois foi publicada no Brasil pela CPAD com o título de “Batismo no Espírito Santo e com Fogo” e tem uma ótima defesa da doutrina pentecostal clássica com um conteúdo bem pesquisado e erudito.

Bruno disse...

Interessante e bem documentado. Vejo uma profunda preocupação com a preservação da sã doutrina, contudo um bloqueio para o "novo" de Deus manifesto entre nós, homens. Sobretudo, creio que prevaleça a máxima de Paulo: "provai todas as coisas, retende o que é bom", permanecendo o crivo de Filipenses 4:8, que rege aquilo que deve habitar nossa mente.
Creio que não seja correto afirmar categoricamente que Deus nunca tenha feito ou que não fará alguém "cair no Espírito", mas caso isso venha a ocorrer, que seja uma atuação extraordinária dEle, e não ordinária. Com um fim proveitoso, claro. O contrário, é questionável. Não só o cair, mas toda manifestação sem objetivo espiritual.
Aproveito para colocar os famosos "sapatos de fogo", e perguntar: o que viria a ser essa manifestação?
Grande abraço!
Bruno.

logan disse...

Sou pentecostal mas acredito que não é evidencia fisica é só falar em linguas.

Anônimo disse...

Sou pentecostal, porém, discordo totalmente de que o falar em línguas seja a evidência do batismo no/com o Espírito Santo. Já no passado, o próprio Apóstolo Paulo já advertia os crentes de sua época quanto aos perigos e confusões provocadas pela supervalorização do dom em questão. Creio, sinceramente, que se algum dom há que evidencie o batismo no/com o Espírito Santo, este dom é o amor.

William Borges disse...

A Paz do Senhor Amados Irmãos!

Estou um pouco atrasado para participar da conversa mas quero humildimente colocar minha oppinião.

Também não vejo o tema em questão de forma tão clara nas escrituras.

Tenho lido bastante a respeito deste assunto e sempre que leio de uma fonte pentencostal (Como este blog) vejo um salto entre os (poucos) casos de falar em linguas nas escrituras (Atos 2:4; 10:44-46; 19:6) e a evidencia de se falar em linguas. Aproveito para parabenizar pelo ótimo texto, que, até agora foi o que mais sanou minhas duvidas em relação ao porque tratar linguas como evidência;

Bom, não creio (pelo menos ainda não) que o falar em línguas seja uma evidência obrigatória do batismo com o Espírito Santo, apesar de achar fantástica a perguta do Howard Erwin citada pelo irmão. Em relação a isso, também creio que houve algo que evidênciasse isso mas não acho que as demais passagens no livro de Atos são suficientes para afirmar que a glossolália foi esta evidência. Pode ter sido, mas afirmar isso é que é o problema.

Um dos pontos que me levam ainda a duvidar da obrigatoriedade das línguas no Batismo com o Espírito Santo é que nas três passagens de atos citadas acima, a glossolália não é o único sinal como é visto em:

Atos 2:4,6 - "...e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem ... ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. - Neste caso vemos uma manifestação um pouco diferente, eles falavam em línguas que pessoas de outras nações conseguiam entender, fenômeno conhecido como Xenolália juntamente com a Glossolália.

Atos 10:46 - "Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus." - Eles não só falavam em línguas como também magnificavam a Deus.

Atos 19:6 - "...e falavam línguas, e profetizavam." - Eles não só falavam em línguas como também peofetizavam.

Creio que a Profecia é algo tão sobrenatural quanto a Glossólália e a Xenolália e para ter sido citado, o ato de magnificar Deus naquela ocasião provavelmente não foi de forma tão comum.

O ensino do falar em línguas como evidência obrigatória do Batismo com o Espírito Santo traz confusão pois é realmente difícil de entender, com as poucas referências bíblicas a este respeito, a diferência entre as Línguas Estranhas como evidência e o Dom de Línguas - Não faz sentido. Conheço pessoas que em vários momentos sentiram uma manifestação sobrenatural dentro de si, mas pela falta de fé e falta também da língua estranha não receberam esta graça. Esta é uma promessa que é recebida pela fé.

Pra mim, a maior evidência do Batismo com o Espírito Santo é a ousadia para ir aonde o Senhor ordenar e pregar a Sua palavra com Autoridade e poder real.

Anônimo disse...

Interessante...Gotei.

Apologeta disse...

Amado irmão Gutierrez, a paz do Senhor. Excelente texto, mas gostaria de uma refutação aos livros Caos Carismático de Jjohn Macarthur e E as línguas de Anthony Hoekema que parecem desfazer dessa doutrina. Depois de ler algumas partes, fiquei sem resposta.

Poderia me ajudar?

Grato,

Apologeta

Flávia Dragonny disse...

Gostei da apresentação do tema. Todavia, gostaria apenas de fazer uma observação.As referencia bibliográficas quando provém de fontes variadas, ou seja, autores e editoras, da ao artigo uma legitimidade maior. Das 12 referencias, 10 eram C.P.A.D., 1 fonte pentecostal, 1 Editora Vida e 1 Teologia reformada. Não deixemos brechas para os críticos da nossa fé pentecostal. E-mail: Logosteol3@gmail.com e logosteol2@gmail.com. Graça e paz todos os dias amém.

Nelson castro souza disse...

Tudo aquilo que é de extrema relevância para a Igreja de Jesus, não dá base para os servos sérios como se referiu o amado irmão, de se divergirem tanto, eu acho que o que é relevante é crermos primeiramente no Espírito Santo, depois crer que os dons relacionados ao Espírito Santo são para nós, ferramentas que Deus dá à igreja para a edificação de sua obra, aos quais precisamos buscar, isso é relevante...

Nelson castro souza disse...

Tudo aquilo que é de extrema relevância para a Igreja de Jesus, não dá base para os servos sérios como se referiu o amado irmão, de se divergirem tanto, eu acho que o que é relevante é crermos primeiramente no Espírito Santo, depois crer que os dons relacionados ao Espírito Santo são para nós, ferramentas que Deus dá à igreja para a edificação de sua obra, aos quais precisamos buscar, isso é relevante...

Matheus Santos disse...

A heresia são vcs mesmos!