domingo, 30 de setembro de 2007

Teólogos pentecostais

Recomendo através deste artigo a leitura de vários teólogos pentecostais, para você que se interessa pelo Pentecostalismo e quer entendê-lo de maneira séria, história, bíblica e sem distorções. Os maiores teólogos pentecostais normalmente tem seus livros em português, são de fácil acesso e normalmente estão publicados nas maiores editoras do país (CPAD, Editora Vida e Mundo Cristão), que são respeitadas e seus materiais são ortodoxos. Entre eles estão:

A) Os norte-americanos...

1) Stanley M. Horton, o maior estudioso sobre pentecostalismo da atualidade. É editor de Teologia Sistemática(CPAD), um ótimo manual de teologia.
2) Anthony D. Palma, PhD, assim como Horton é assembleiano e possui uma grande erudição.
3) Willians Menzies, junto com Horton escreveu Doutrinas Bíblicas(CPAD). É também PhD em teologia.
4) Orlando Boyer, durante muito tempo foi missionário no Brasil. Foi um grande tradutor de obras teológicas e contribuiu muito para a despertar a consciência acadêmica nos pentecostais brasileiros. Seu livro mais famoso é Heróis da Fé(CPAD).

B) Os ingleses...

1) Myer Perlman, foi um grande estudioso das escrituras e era de origem judaica. Sistematizou a Teologia Pentecostal e muito influenciou pastores norte-americanos e também brasileiros. Escreveu um best-seller Conhecendo as Doutrinas da Bíblia( Editora Vida), além de ser um grande comentarista bíblico.
2) Donald Gee, outro inglês de bela erudição. Gee influenciou gerações de pentecostais. Seus livros são o equilíbrio de teologia pura com toque de espiritualidade, ou seja, quem ler seus livros, além de obter conhecimento é constrangido a se dedicar mais profundamente num relacionamento amoroso com Deus.

C) Os brasileiros...

1) Antonio Gilberto, maior nome do pentecostalismo brasileiro. É membro fundador do CAPED( Curso de Aperfeiçoamento para Professores de Escola Dominical) um dos maiores incentivadores para o ensino bíblico nas igrejas através da EBD. É formado em pedagogia, psicologia e letras, além de mestrado em teologia, é o único não norte-americano membro da mesa- diretora da University Global (maior universidade pentecostal do mundo).
2) Elienai Cabral, pastor em Brasília e que há muito tempo tem exposto a doutrina pentecostal nas lições bíblicas de escola dominical.
3) Claudionor Côrrea de Andrade, brilhante escritor, é professor de Teologia Sistemática e Filosofia, escreveu um livro que trata muito bem sobre o pentecostalismo: Fundamentos bíblicos para um autêntico avivamento(CPAD).
4) Paulo Romeiro, um dos maiores apologistas do Brasil, é doutor em teologia e professor na Universidade Mackenzie. Tem se dedicado a expor de modo bíblico os perigos do neopentecostalismo e recentemente escreveu um livro que muito bem aborda assuntos do evangelicalismo brasileiro, chamado Decepcionados com a Graça(Mundo Cristão).
5) Esdras Bentho, é mestre em Hermenêutica e escreveu duas obras brilhantes sobre esse assunto. Contribui para a Lições Bíblicas.
6) Esequias Soares, junto com Paulo Romeiro e Natanel Rinaildi(ambos pentecostais) é um dos maiores apologistas do Brasil. Tem denunciado de modo bíblico-teológico os modismos doutrinários que tem surgido a cada dia. Recentemente escreveu uma obra( Heresias e Modismos, CPAD) que muito bem expõe o que o Pentecostalismo Clássico difere do neopentecostalismo e do deuteropentecostalismo.
É bom lembrar que há outros brilhantes teólogos pentecostais que aqui não foram citados. Porém hoje , também há, aqueles que se dizem teólogos pentecostais e que "estudaram" em seminários duvidosos e não apresentam biblicidade, mas estão comprometidos com um "evangelho" empirista( a base das mensagens são experiências pessoais) e um "evangelho mistico"(nova unção, cair no Espírito,etc) que nada tem haver com o Pentecostalismo Clássico. Essa lista também mostra que os pentecostais estão comprometidos com o ensino teológico e amam estudar a Palavra de Deus. Recomendo que você, amigo leitor desse blog, se você se diz pentecostal, primeiramente conheça a nossa maravilhosa doutrina.
Que Deus em Cristo nos abençoe.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Novidades no blog e na blogosfera...

Leia em breve nesse blog:

01) Não Jugueis!
02) Pregue a Palavra!
03) O anti-intelectualismo mata, mas o Espírito vivifica.

Acesse o meu novo blog:
Logos News
Um blog de notícias e rápidas informações sobre a cristandade.
www.logosnews.blogspot.com

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Em busca da felicidade bíblica

Comentário do Salmo 1¹

Parte Um
“Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”.(v.1)

A felicidade é um estado de bênçãos derramadas pelo Senhor, é viver de modo abençoado. A felicidade é consequência de atitudes exercidas por um homem regenerado, que guiado pela Palavra de Deus e conduzido pelo Espírito Santo, segue os mandamentos estabelecidos por Deus. O salmista lembra que “bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer”.(Sl 112.1b) A obediência e a submissão ao senhorio de Cristo é o caminho para a verdadeira felicidade.
A felicidade é um estado, enquanto a alegria é uma aspecto do caráter cristão. Felicidade e alegria são ligadas, mas a bíblia não exorta o crente a ser feliz, pois isso depende de atitudes por ele tomada e consequentemente do agir de Deus, mas constantemente a Palavra do Senhor exorta os servos de Deus para se alegrarem, pois a alegria é um gomo do Fruto que o Espírito Santo comunica ao crente, é uma manifestação interna que se exterioriza e cresce à medida que o Espírito Santo tem mais espaço para agir. A diferença que a alegria parte do interior, enquanto a felicidade parte do exterior.
Para ser feliz é preciso seguir diretrizes estabelecidas pelo Senhor em seu Palavra, e o Salmo 1, aponta algumas atitudes a serem tomadas pelo cristão. Essas atitudes não são um compêndio de regras, similar aos livros de auto-ajuda (as dez maneiras para ser isso, as quinze atitudes daquilo etc), pois Deus não trabalha com trocas. Agir de maneira bíblica trará como consequência a felicidade, seguir os passos de Jesus, é ser seguir toda sorte de bênçãos; não se trata de troca ou barganha com Deus, mas trata-se de um resultado final da obediência. Deus é o Deus da graça, e obedecer ao Senhor só é possível com a Sua ajuda; por esse motivo o Espírito Santo habita no crente. A bem-aventurança do crente é um dom de Deus, ou seja, é obra de sua graça. O homem coopera, mediante a sua obediência, para desfrutar da felicidade; mas o agente principal é Deus.
As bênçãos derramadas para o cristão viver em um estado de felicidade, podem parecer estranhas , mas a maneira do Deus soberano agir é perfeita e certamente fará dos seus servos um povo feliz. Chorar pode demostrar infelicidade, mas para o cristão pode ser a manifestação da felicidade cristã. Deus permite perseguições, lutas, batalhas para assim manifestar o seu perdão, misericórdia e graça; esse é o estado de quem é feliz, isso é ser feliz. Paulo tinha um espinho na carne, mas aprendeu do Senhor que estava debaixo de sua graça, ele conclui: “De boa vontade, pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”(2Co 12.9b).
O conceito de felicidade na Bíblia não o mesmo dos ímpios. Ser feliz, para os muitos, é ter muitos bens, casar, ter saúde perfeita e tudo isso é muito bom. Na Bíblia, ser feliz não é desfrutar de algumas coisas passageiras e imediatas, mas sim, é um estado permanente que independe das circunstâncias. O crente olha para o seu futuro, “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”(Tt 2.13) A igreja não pode ter uma visão imediatista da vida, mas esperar em Cristo e pensar “nas coisas que são de cima e não nas que são da terra”(Cl 3.2). O materialismo presente na sociedade, atingiu uma igreja mundana que prega uma felicidade baseada em bens materiais, sendo assim um outro evangelho.
Veja agora as atitudes expostas pelo salmista para o servo de Cristo ser uma pessoa bendita:

“Que não anda segundo o conselho dos ímpios”

O Salmo 1 contrasta o caminho dos justos(vv 1-3) e dos ímpios(vv 4-6). O caminho dos justos é diferenciado pela verdadeira felicidade e pelo progresso espiritual; Salomão expressou muito bem a diferença entre a jornada do justo e do ímpio: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem conhecem aquilo em que tropeçam”(Pv 4.18-19); Jesus, também, contrasta o caminho largo do caminho apertado(Mt 7.13-14), pois um leva a morte espiritual e eterna e o outro para a vida espiritual e eterna(Jr 21.8). Há diferença entre o justo e o ímpio, pois “vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve”(Ml 3.18).
Mediante essa diferença, o justo não deve pautar a sua vida pelos conselhos e conceitos dos ímpios. O conselho dos ímpios podem conduzir o cristãos a uma vida errante ou a pensamentos e conceitos antibíblicos. As opiniões dos ímpios, quando acatadas determinam a conduta do justo, ao ponto dele se deter no caminho dos pecadores e se sentar na roda dos escarnecedores, pois verifica-se no Salmo 1.1 uma progressão do pecado ou uma amostra da totalidade do pecado; tudo começando pelo ouvir e o seguir aquilo que os não-regenerados determinam. O modus vivendi do mundo, como um sistema, não deve ser regra para a prática do cristão.
O princípio de separação está exposta nesse texto. A separação é do pecado, o modo de viver do ímpio; não é a separação física dos homens pecadores. É claro que uma intimidade acentuada pode levar o cristão a se misturar com o pecado do pecador, isso começa quando o justo é inerte em conselhos e opiniões e passa a assimilar o conselho dos ímpios. Esse limite, muito delicado, deve servir de alerta diante de todo cristão.
Os padrões mundanos não devem ser os padrões dos servos de Cristo. A falta de integridade, a corrupção, a inveja, o orgulhos de seus bens são características presentes entre os ímpios, mas a característica do justo são os aspectos do caráter de Cristo. A Bíblia de Estudo Genebra de 1559², traz um precioso comentário sobre esse trecho do Salmo:

“Quando um homem começa a dar lugar ao conselho mau, ou à sua própria natureza pecaminosa, ele começa a perder a razão em seu pecado, e assim, a desprezar a Deus,
que é chamado de a roda dos escarnecedores”.

O pecado, quando acha uma porta e não é combatido, se aloja e traz consigo uma maior perversidade.
Sempre deve-se tomar cuidado com a contextualização no meio cristão, as mudanças de paradigmas devem ser sustentadas por uma sólida base bíblica. Se apresentar nessa sociedade é muito necessário, passar a mensagem cristã e evangelizar os povos e grupos delicados, mas nunca assimilar os seus conceitos. O portador da mensagem deve ser o cristão e não o ímpio. O cristianismo perde espaço quando cala-se diante do trombone do naturalismo científico, foge do seu papel quando é inerte diante das filosofias imorais. Enquanto a igreja de Cristo se cala, o mundo transmite suas perversas mensagens, tanto diante de questões relacionadas a moralidade, quanto as questões filosóficas. O pior é quando um cristão esquece o seu papel de apologista e assimila os conselhos dos ímpios.

“Nem se detém no caminho dos pecadores”

Seguir o conselho dos ímpios, demanda andar na prática dos pecadores. A forma de viver desse presente século é viver aparte de Cristo. Se deter no caminho dos pecadores significa viver de modo mundano. O mundanismo é um grande mal para a igreja hodierna, muitas das práticas pecaminosas do mundo entram no dia-a-dia do cristão. O mundanismo começa sempre por meio de uma filosofia errada, exemplo disso são aqueles que seguem o pragmatismo. Essa filosofia ensina que a verdade deve ser avaliada por sua funcionalidade, ou seja, se funciona então é verdade. Os pragmáticos na igreja serão engolidos pelo pecado do materialismo, pois seguidores dessa doutrina sempre valorizam mais a terra do que o céu, pois avaliam tudo pelo que vêem, sentem e ouvem; sendo, é claro, tudo prático. Verifica-se que o pragmatismo é uma filosofia mundana muito presente na Igreja.
A permanência no modo de vida dos pecadores levará o cristão a apagar a sua comunhão com Deus. O caminho para perdição é gradual, sendo que primeiro se assimila uma filosofia mundana ao ponto de imitar os ímpios. A comunhão com Deus depende de uma perseverança constante aos pés do Senhor, para que assim possa haver segurança na salvação de cada um.
O princípio da separação do pecado, demanda em não fazer associação com o ímpio para a prática do mal. Essa separação não significa o abandono de relações sociais saudáveis e necessárias para a evangelização. O ódio pelo pecado deve ser princípio na vida cristã e não o ódio pelo pecador. A Bíblia ensina a se separar literalmente daqueles que se dizem cristãos, mas andam de modo desordenado (cf. 1Co 5.9-11 e Mt 18.17, Rm 16.17, 2Ts 3.6, 2Jo 10). Fica ainda a recomendação do apóstolo Paulo: “Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia, não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão”(2Ts 3.14-15).

“Nem se assenta na roda dos escarnecedores”

Os escarnecedores são aqueles que zombam de Deus e de sua Palavra. O cristão que comunga com os ímpios e participa de suas más obras, está se afastando da comunhão com Deus. A comunhão com ímpios deve ser regida pelo desejo de evangelizar e ganhar essa alma para Cristo. O texto mostra o perigo de intimidade com os zombadores. William McDonald escreveu que “o homem fiel pode ser amigo do ímpio, mas não um parceiro em seu modo de vida”³.

Notas bibliográficas:

1- Sermão-texto.

2- The 1559 Geneva Study Biblie. Trad. Felipe Sabino (Portal Monergismo.com)

3- MCDONALD, William. Believers Biblie Commentary. Trad. Felipe Sabino (Portal Monergismo.com)



sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Perfil de uma igreja missionária

(Sermão pregado no culto dominical do último dia 09/09/2007, em comemoração ao Dia Nacional de Missões).

Lucas encerra o capítulo dois de Atos do Apóstolos com a seguinte informação: “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”(At 2.47b). Qual era o segredo dessa igreja que Deus acrescentava pessoas salvas todos dias? Não havia segredo ou fórmulas mágicas, mas obediências as ordens de Cristo. A igreja missionária de Atos tinha um perfil muito definido e exposto no final do capítulo dois. Veja as características dessa igreja (vv 42-47):

a) Havia ensino- “E perseveravam na doutrina dos apóstolos”.
A igreja primitiva se preocupava em ensinar as doutrinas cristãs a sua comunidade. A Bíblia de Jerusalém traduz esse texto assim: “Eles mostraram-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos”(BJ). Havia dedicação por parte dos primitivos cristãos ao ensino da Palavra, pois sabiam que só poderiam evangelizar se tivessem o que transmitir. Muitos são aqueles que pensam que ensino, teologia, seminário e estudos bíblicos é perca de tempo mediante a necessidade missionária, mas nenhuma igreja verdadeiramente missionária, relaxa no exame da Escrituras. O que adianta evangelizar um evangelho misturado com heresias ou pequenas distorções bíblicas? Para transmitir o evangelho é preciso preparo bíblico, não se pode esquecer da advertência de Charles Spurgeon: “Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade.”

b) Havia comunhão- “E perseveravam... na comunhão”.
A comunhão é essencial para uma igreja evangelizadora. A palavra grega koinomia significa comunhão, compartilhamento, uniformidade, associação próxima, parceria, participação, uma sociedade, um companheirismo. Mediante a comunhão, haverá uma igreja forte o suficiente para sustentar uma obra evangelizadora; pois igreja sem comum acordo, será marcada por rixas, intrigas, confusões, e a preocupação pelas almas fica em segundo plano.
A comunhão não é somente a união de cristãos, mas é a união de Cristo com o seu corpo (membros em comunhão); assim como João escreveu: “o que vimos (a vida manifesta: Cristo) e ouvimos, isso vos anunciamos para que tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo”(1 Jo 1.3). “Segundo os primitivos cristãos, a verdadeira comunhão com Deus, a comunhão vertical, só seria possível mediante a comunhão com os demais irmãos da comunidade onde se vive a f锹.

c) Havia celebração- “E perseveravam... no partir do pão”.
A comunhão era manifesta por meio de celebração da Ceia do Senhor e de festas ligadas, como a festa do amor (Ágape). O partir do pão significava, na cultura hebraica, companheirismo e consideração, era um laço de intimidade. E nesse espírito é que a igreja primitiva celebrava a Ceia e suas festas, não para satisfazer o egoísmo e a glutonaria, como em Corinto(1 Co 11. 17-34), mas mostravam uma simplicidade e alegria mediante a divisão da comida.

d) Havia devoção- “E perseveravam... nas orações”.
A oração e as missões são inseparáveis. A igreja primitiva sempre se levantava em oração mediante os perigos que a cercavam. Em Atos 4. 24-31, mostra um exemplo de oração ligada a evangelização; os discípulos pediram que o Senhor desse ousadia na pregação e confirmasse a mensagem com milagres e Deus respondeu. A igreja que se dedica a orar, terá uma evangelização mais eficaz, pois falará de Deus, com a ajuda de Deus.

e) Havia reverência- “Em cada alma havia temor”.
Temor não é medo ou terror, mas uma disposição para a submissão. Em jerusalém pesava um grande temor sobre os seus habitantes, mediante os sinais e prodígios que saiam da igreja. Esse fato ajudou na evangelização, pois a igreja de Jerusalém tinha reputação e respeito perante a sociedade. Grande virtude é uma igreja que causa um impacto positivo sobre a sociedade.

f) Havia milagres- “E muitos maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos”.
Milagre não leva a conversão de ninguém, mas serve para confirmar o evangelho pregado. O milagre não é a peça principal, mas é a confirmação do evangelho de Cristo, que mostra que além de restaurar a saúde física, pode salvar o homem de seus delitos e pecados. O milagre acompanha a caminhada evangelizadora, pois a salvação é o maior milagre.

g) Havia solidariedade- “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade”.
Além de solidariedade, havia liberalidade, pois entregavam os bens em prol da obra. Quando a igreja é cheia de comunhão e solidariedade, a obra recebe mais recursos para o seu desenvolvimento. Uma comunidade cheia de egoísmo, nunca sairá do ponto zero na obra missionária. Essa solidariedade “trata-se de benevolência espontânea e voluntária como resultado da verdadeira compreensão do amor de Deus. Comunidade forçada é comunismo”².

h) Havia congregação e simplicidade- “E perseveravam unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração”.
Uma igreja missionária valoriza a sua congregação, em um compromisso com a obra local. Há no meio desse povo, uma simplicidade e alegria no momento da comunhão.

Conclusão

Com toda essas características, a igreja realmente louvava a Deus e caia na graça do povo. Deus acrescentava a cada dia os salvos, pois é o Senhor que dá o crescimento, como disse Paulo: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento”(1 Co 3.6), ou seja, a igreja faz a sua parte e Deus trabalhará pelo seu Reino.

Referências bibliográficas:

1- SANTOS, Roberto dos Reis. A Santa Ceia. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 62.

2- Bíblia de Estudo Plenitude. Baruerí: Sociedade Bíblica do Brasil, 2002, p. 1114.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A dicotomia sagrado/profano

O pensamento cristão no decorrer do séculos, por influência da filosofia grega, passou a defender uma separação entre o sagrado e o profano. Os gregos tinham uma visão que as coisas materiais eram ruins e profanas, enquanto a salvação dependia de libertar o espírito do material. A elite grega era tão influenciada por esse pensamento, que o trabalho manual(material) ficava relegado aos escravos, uma sub-classe, enquanto a elite se dedicava a filosofar.
Platão defendia a idéia que o mundo material é um simulacro, ou seja, uma cópia imperfeita do “mundo da idéias”. Para alcançar o “mundo da idéias”, era preciso se libertar por meio da alma, subindo e saindo do cativeiro material. Como lembra Nancy Pearcey: “O que Platão quer dizer(...) é que o mundo material é o reino do erro e ilusão. O caminho ao verdadeiro conhecimento é livra-se de todos os sentidos físicos”¹.
Agostinho foi um dos pais da igreja que assimilou o pensamento platônico. Apesar de defender que a criação material era boa, conforme Gêneses, Agostinho defendia que a criação material de Deus, era um simulacro. Há vários exemplos da dicotomia material/espiritual no pensamento agostiniano. Ele foi um dos defensores da virgindade perpétua de Maria, por associar o sexo(algo material, feio com e pelo corpo) ao pecado. Ele, também, via o celibato com superior ao casamento. A dicotomia sagrador/profano de Platão, influenciou outros pais da igreja.
A divisão sagrado/secular criou um conceito distorcido da palavra corpo. No conceito paulino, a natureza pecaminosa é descrita de várias formas, como natureza terrena, natureza adâmica, velho homem e carne. Para Paulo, a carne a ser mortificada era a natureza pecaminosa e não o corpo humano. Com o dualismo sagrado/secular, o corpo humano passou a ser visto como algo mau, sendo assim, aquilo que fosse ligado ao corpo era pecaminoso. Surge nessa época, aqueles que defendem um corpo empacotado(totalmente coberto de roupas), a abstinência de sexo(dentro do casamento), a mundanização daquilo que fosse material.
A matéria é má? Na visão bíblica a resposta é não. O primeiro capítulo de Gêneses, descreve a criação material efetuada por Deus. Moisés, escritor do pentateuco, escreve sempre a frase: “E viu Deus que era bom”, isso após uma criação material. A matéria faz parte da criação de Deus, portanto ele não é má, mas sim, sofre as consequências do pecado.
Tomás de Aquino foi outro teólogo cristão que assimilou o pensamento grego. Aquino, combatendo a teoria da verdade dupla (que dizia que duas interpretações são verdadeiras, mesmo que esses conceitos sejam excludentes), acabou assimilando outra forma de dualismo. Tomás de Aquino produziu uma estrutura dualística, dividindo o conceito de natureza e graça. Ele dizia que o homem está em um estado de natureza pura que precisa de uma adição de graça, “quer dizer, além de nossas faculdades naturais, Deus dotara os seres humanos de um dom ou faculdade sobrenatural que os capacita a ter um relacionamento com Deus”². Esse pensamento trouxe a visão que as coisas humanas são independentes das divinas, apesar de andarem juntas. O dualismo de Aquino, produziu o pensamento de viver como homem natural e homem espiritual, coexistindo em um só ser. Um homem vive com o sagrado e com o profano ao mesmo tempo.
Partindo dessa premissa de Aquino, o pensamento vigente na cristandade é que se ia a missa para um ato sagrado, enquanto trabalhar era o lado profano. Mas essa realidades eram ligadas a um só homem. Os únicos que poderiam “viver exclusivamente do sagrado”, eram os monges, pois não se envolviam com “assuntos mundanos”.
A dicotomia sagrado/secular influência o pensamento cristão na atualidade? Sim. Ainda hoje há uma dificuldade de um visão unificada da fé cristã para todas as áreas da vida (cultura, arte, lazer, trabalho, educação, política, esporte etc). O dualismo permeia não só o pensamento católico, mas muitos protestantes.
Os reformadores formam os primeiros a quebrarem essa visão dualística da vida. O conceito de sacerdócio versus leigos (os sagrados versus os profanos) deu lugar a doutrina do sacerdócio universal de todos os crentes, conforme a revelação bíblica (1 Pe 2.9). Os reformadores passaram a defender que a criação é boa, conforme a Bíblia(Gn 1.12, 21, 25), sendo assim as várias formas de manifestações culturais eram divinas, dizia Calvino: “todas a artes procedem de Deus e devem ser consideradas criações divinas”. Na visão reformada, o corpo passou a ser visto com templo do Espírito Santo (1 Co 3.16) e não casa e instrumentos dos demônios. Com a reforma, passou a se ensinar que o trabalho episcopal não é mais digno do que o trabalho manual ou cultural, pois tudo deve ser feito para a glória de Deus (1 Co 11. 31).
A Bíblia ensina tanto no antigo testamento, como no novo testamento, uma visão unificada da vida, vivendo tudo para a “glória de Deus”. No livro de provérbios, as várias instruções em relação a comunhão com Deus, estão do lado de instruções relacionadas a família, agricultura, finanças, casamento etc. É bem relevante a observação do teólogo católico Jacques Trublet, “a nossa dicotomia sagrado/profano se aplica com dificuldades à mentalidade hebraica, não que ela misture todos os níveis do real, mas porque na abordagem bíblica tudo funciona em interação”³. No novo testamento não é diferente, o capítulo quatro de 1 Tessalonicenses está dividido em três parágrafos (1-8, 9-12 e 13-18), o primeiro parágrafo está exortando à santidade, o segundo fala do amor e do trabalho, enquanto o terceiro parágrafo expõe a doutrina da ressurreição do santos e o arrebatamento; veja que o trabalho( vv. 11-12) está inserido no meio de “assuntos espirituais”.
Apesar do trabalho de esclarecimento dos reformadores em relação a dicotomia sagrado/secular, há ainda hoje no pensamento evangélico, sobras dessa visão equivocada de mundo. Por meio desse artigo, será apresentada algumas distorções que contrariam a Palavra de Deus:

a) A dicotomia sagrado/profano super-valoriza a santificação do corpo em detrimento da santificação interior. O corpo é visto como algo ruim, mau e perverso, sendo assim precisa ser mortificado por um ascetismo rigoroso.

Identificar o pecado como parte do corpo é um erro. A santidade não consiste, somente, em coisas exteriores. A Bíblia ensina que a santificação parte de dentro para fora e não o contrário, pois como escreveu Paulo aos Tessalonicenses: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”(5.23).
Um pensamento legalista recorrente aos usos e costumes é pensar que isso seja a essência da santidade, quanto os usos e costumes são consequências da santidade e nunca a causa. Esses usos e costumes devem basear-se no princípio da moralidade, pudor e modéstia e não recorrer a eles como garantia da salvação, isso é legalismo farisaico. O pastor Antonio Gilberto fez uma importante observação:

Uma vida equilibrada é uma vida de compostura, comedimento e moderação. Estas palavras soam como alerta para que se evite os extremos em nossa conduta, comportamento e procedimento, abrangendo espírito, alma e corpo em relação a nós a aos outros. Como mencionamos anteriormente, isto não significa o ascetismo, o isolamento, a clausura, o retraimento, e repelir o prazer natural, racional, legítimo e necessário.4

Não é bíblico ensinar que qualquer forma de lazer é pecaminoso ou que o crente para ser santo precisa viver longe das coisas materiais. Jesus foi a uma festa de casamento, mas sabia separar o que era legítimo e impróprio, tinha Ele discernimento.

b) A dicotomia sagrado/secular valoriza uma adoração estética, voltada em manifestações vocais, corporais e rítmicas; ligada a um espaço físico.

Hoje muito se fala em louvor e adoração, porém ligada a uma estética, uma inovadora fórmula. Biblicamente falando, a adoração não está presa a música ou outras manifestações vocais e rítmicas. Adoração é um estilo de vida, é mais do que música, culto e instrumentos musicais, é uma forma de viver, em todas as áreas da vida. Enquanto se adora com instrumentos, se deixa de louvar com testemunho público no pagamento de imposto. Essa dicotomia leva a drásticas consequências na vida cristã.

c) A dicotomia sagrado/secular separa drasticamente a constituição imaterial do homem, ensinando uma tricotomia dividida e não unificada.

A antropologia neo-pentecostal faz uma separação acentuada entre espírito e alma/corpo. Para alguns “mestres” da confissão positiva, o homem é um espírito que tem uma alma e habita em um corpo. A tricotomia desses “mestres” é distorcida do ensinamento bíblico, pois nessa visão, o homem não é um ser unificado em sua constituição material e imaterial e sim divido. Como lembra o teólogo José Gonçalves:

Uma visão tricotômica do homem, onde se faria o ser humano em três partes distintas e independentes não é bíblica. Embora o homem seja uma tricotomia composta de espírito, alma e corpo, todavia ele é uma unidade dessas três partes.5

A antropologia neo-pentecostal leva a distorções em sua demonologia. Segundo Kenneth Hagin, em um reflexo da dicotomia sagrado/profano, diz que o corpo e alma de um cristão pode ser habitação de um demônio, mas nunca o seu espírito. Diz Hagin:

O cristão pode ter um demônio? Decididamente, sim!Algumas pessoas estão possessas pelo dinheiro. O dinheiro é o seu deus - domina-as. Eu tenho dinheiro, mas não estou possesso pelo dinheiro. Alguém pode ter um demônio sem estar possesso. Às vezes isto acontece na carne, no corpo.6

Hagin vê possibilidade de um demônio possuir a o corpo de um cristão. Nessa concepção, o corpo é inferior ao espírito, semelhante o pensamento platônico. Muitos dos conceitos expostos são semelhantes aos apresentados pelos gnósticos, seita muito combatida pelos apóstolos Paulo e João e os pais da igreja. O gnosticismo se relaciona com o neoplatonismo, e tem várias características em comum, entre elas essa visão tricotômica distorcida. O dr. Paulo Romeiro cita D.R. McConnell, que escreveu no livro A diferente gospel(p. 130), uma importante observação:

O tricotomismo extremado da antropologia da Confissão Positiva, que identifica o “verdadeiro eu interior” do homem como fundamentalmente divino, residindo exclusivamente em seu espírito, num contraste radical em relação ao seu corpo e alma transmutados por poderes demoníacos, é muito mais característica da mitologia gnóstica do que o ponto de vista judaico-cristão sobre o homem.7

Esses são alguns efeitos do conceito dicotômico no pensamento cristão. É bom lembrar que esse divisão entre o sagrado/profano contraria a visão bíblica de que tudo deve ser feito para Deus, “portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus”(1 Co 10.31) e “se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém”(1 Pe 4.11).

Referências bibliográficas:

1- PERCEY, Nancy. Verdade Absoluta. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p. 85.

2- Idem, p. 90.

3- MIES, Françoise(org). Bíblia e ciências. São Paulo: Edições Loyola, 2007, p. 37.

4- GILBERTO, Antonio. O fruto do Espírito. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 139.

5- GONÇALVES, José. Por que caem os valentes? 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 83.

6- HAGIN, Kenneth E. O Nome de Jesus. Rio de Janeiro: Graça Editorial, p. 90.

7- ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em crise. 4 ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999, p. 130.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A deificação de homem no meio evangélico

O crente não pode adoecer,ter depressão, ficar pobre, sofre acidentes ou ser assaltado, pois ele é filho de Deus. Essa é a tônica das mensagens triunfalistas presentes na maior parte dos púlpitos desse país. O que está por trás dessa espúria teologia? Certamente é, a doutrina da deificação do homem. Os pregadores da Confissão Positiva, movimento doutrinário de caráter herético, apregoam que o crente é um deus, por esse motivo, ele não pode passar por privações ou qualquer infortúnio.
O homem é um deus? Analisando duas passagens fora do contexto, Sl 82.6 e Jo 10.34, certamente há base para essa heresia. O texto do Sl 82.6, diz: “Eu disse: Vós sois deuses, e vós outros sois filhos do Altíssimo”. A palavra deuses no versículo 1 e 6 do salmo 82, refere-se aos injustos juízes de Israel. E deuses em Jo 10.34, é uma citação do Sl 82.6, quando Jesus argumenta a respeito de sua dividade e filiação com o Pai, sendo que o sentido da palavra deuses é o mesmo do apresentado pelo salmista.
Os juízes, como autoridades constituídas por Deus para representar a justiça e o direito, foram no Antigo Testamento chamados de deuses. Esse texto não está ensinando que o crente é um deus, mas mostra que juízes ímpios não estavam representando Deus, pois deixaram a justiça, não defendiam o pobre e não livraram os oprimidos(vv. 2-5).Jesus cita este Salmo em Jo 10.34, quando é acusado pelos fariseus de blasfêmia, ao chamar Deus de Pai. Jesus então pergunta: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?”. O que Jesus argumenta é que Ele, como o Verbo encarnado, não poderia ser acusado de blasfêmia por afirmar ser o Filho de Deus, pois os juízes eram considerados deuses, por fazerem julgamentos, pois o julgamento sempre foi de atribuição divina. Como agora Jesus poderia ser apedrejado por falar de sua identidade, enquanto os injustos juízes se colocavam como deuses na terra? Jesus argumenta, que os juízes, julgando injustamente, eram chamados de deuses; enquanto ele, que operava grandes obras, era blasfemo por declarar Deus como Pai. As obras diferenciariam o verdadeiro Deus. O texto é usado para um apologia à dividade de Cristo e não como doutrina da deificação do homem.
É isso que ensina a passagem em apreço, mas o defensores desse “evangelho” da prosperidade, dizem que o homem é um deus, cheio de autoridade. Os falsificadores da Palavra de Deus, não cansam de fazer uma exegese distorcida do texto e assim ensinar heresias no meio cristão.
Outro texto usado para justificar o ensinamento que o homem é um pequeno deus, é 2Pe 1.4, que diz: “Pelos quais ele nos tem dado grandíssimas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência, há no mundo”. Kenneth Hagin e Benny Hinn são difusores da idéia que o crente é deus. Hagin no livro Zoe: a própria vida de Deus, pg 57, afirmou: “Eis o que somos: somos Cristo”. Hinn afirma:“Os cristãos são pequenos messias. Os cristãos são pequenos deuses”.¹ Baseando o seu ensinamento pelo texto de 2Pe 1.4, Hagin ensinou no livro acima citado, na pg 55, que: “Jesus foi primeiramente e depois humano. E, na carne, Ele foi um ser divino-humano, Quanto a mim, fui primeiramente humano como você, mas eu nasci de Deus, E, desta maneira, tornei-me num ser humano-divino!”. O termo natureza divina ensina que o cristão é um pequeno deus?
Participar da natureza divina não significa possuir os atributos incomunicáveis de Deus, como a sua onipotência; mas é a realidade da habitação do Espírito Santo, que comunica a sua santidade e atributos morais. O Espírito Santo comunica a sua santa natureza para que o crente vença as tendências carnais, ou seja, a sua natureza carnal; como disse o teólogo puritano John Owen: “Todas as dádivas de Cristo nos são transferidas e dadas pelo Espírito de Cristo. Sem Cristo nada poderemos fazer.” ² O apologista Paulo Romeiro, ao comentar a passagem da segunda epístola de Pedro diz: “Nesta passagem Pedro está falando do caráter ou da natureza moral de Deus. Assim, os cristãos, à medida que escapam da corrupção do mundo, passam a demonstrar os atributos comunicáveis de Deus”³.
O ensino da deificação do homem, assemelha esse “cristianismo” ao movimento da Nova Era, que tem como doutrina básica, o homem-deus. Esse “evangelho” da Nova Era contraria o verdadeiro cristianismo. Walter Martin, grande apologista, escreveu: “Enquanto o cristianismo histórico acredita que o homem foi separado de Deus por transgredir a sua lei, o movimento Nova Era acredita que o homem está separado de Deus apenas em seu próprio consciente”4. A Nova Era ensina o homem que ele é um deus, sendo assim,“libertando a sua mente”. A Confissão Positiva ensina o mesmo com uma roupagem cristã. Não é de estranhar que a Confissão Positiva tenha herdado ensinamentos de seitas ocultistas com a Ciência Cristã.
Ter a natureza divina não é ser um mini-deus, mas um vencedor de suas tendências pecaminosas. Ser crente não é ser um super-homem, mas sim conquistar a cada dia uma maior comunhão com Deus.

Referências bibliográficas:

1- HINN, Benny. Programa Praise-a-thon(TBN), Nossa posição em Cristo, fita A031190-1, novembro de 1990. Citado por: SMALLING, Roger l. Os Neo-Carismáticos e o Movimento da Prosperidade. p.8.(Portal Monergismo.com)

2- OWEN, John. A mortificação do pecado. São Paulo: Editora Vida, 2005, p. 55.

3- ROMEIRO, Paulo. Super-Crentes. São Paulo: Mundo Cristão, 2 ed, 2007, p. 83.

4- MARTIN, Walter. Como entender a Nova Era. São Paulo: Editora Vida, 1994, p. 17.