domingo, 23 de março de 2008

Tentações aos Pentecostais- Parte 01

A história do Movimento Pentecostal é simplesmente maravilhosa. Muitas bênçãos de Deus foram operadas por meio desse grande avivamento. Vidas, famílias e igrejas foram despertadas para uma maior comunhão com Deus por meio da fé pentecostal. Grandes líderes impactaram a igreja do Século XX com os carismas do Espírito. Mas nem só de boas lembranças vive o Pentecostalismo, pois alguns erros prejudicaram a vida daqueles que estavam envolvidos nesse avivamento. As falhas tendem a ressurgir com novas roupagens, que prejudicam os pentecostais em crescimento e maturidade. Esse erros serão abordados como tentações aos pentecostais hodiernos. Mas quais são essas tentações:

01. Tendência ao legalismo.
Muitos pentecostais foram e ainda são legalistas de carteirinha. São pessoas que atribuem sua salvação pelos aspectos externos e por boas obras, substituindo a Graça do Senhor Jesus Cristo. O legalismo vê nas formas externas um meio de santificação e salvação. Legalismo pode ser entendido como uma distorção do Evangelho neotestamentário. Ricardo Gondim, pastor pentecostal comenta:

Preocupa-me imaginar a possibilidade de que muitos crentes hodiernos não
tenham alicerçado sua fé na graça de Deus; infelizmente, ainda dependem de suas
boas obras como garantia de salvação. Têm sido acrescentadas fórmulas e exigências
comportamentais à mensagem da salvação, tornando o sacrifício de Cristo ineficaz.
Indago-me freqüentemente se muitos crentes não se estribam nas doutrinas e
proibições de suas igrejas como um meio de alcançarem a salvação.[
1]

O legalismo, e seu apego excessivo a lei, leva muitos pentecostais a comportamentos extravagantes. Há igrejas pentecostais, neopentecostais e carismáticas, que apresentam um modus vivendi semelhantes aos mais radicais religiosos da Idade Média ou dos muçulmanos contemporâneos. Em muitas dessas igrejas a palavra santidade é confundida com uma maneira de se vestir ou de ser adornar.
A Graça de Deus não está restrita à salvação, mas possibilita uma vida de santidade ao cristão; como lembra o pastor assembleiano Geremias do Couto:

Muitos há que restringem a graça apenas à salvação e põem o peso da santidade, como já observamos, num sistema carregado de ordenanças, muitas delas de natureza carnal, onde o que conta é o esforço humano para cumprir cada requisito previsto. O indivíduo foi salvo, mas agora... precisa sobrecarregar-se de regras de homens que tornam o caminho mais estreito do que já é. A graça garante não só a salvação, mas também a vida de renúncia, pureza e justiça do Sermão do Monte. [2]

Os pentecostais não podem deixar que um neolegalismo seja confundido com uma saudável preservação de algumas tradições e o exercício correto da moderação. O legalista é o extremo do libertino, sendo tão errado pelas suas extremidades e por falta de equilíbrio.

02. Experiências acima de doutrina.
A correta crença dos pentecostais em manifestações carismáticas, como profecias, palavras de conhecimentos e sabedoria; não podem levar o pentecostalismo a basear sua fé em experiências. O sistema doutrinário, litúrgico e tradicional de uma igreja, deve basear-se exclusivamente na Palavra de Deus.
Muitos, no anseio de novas revelações, levaram suas igrejas ao desastre doutrinário. No decorrer do século XX, alguns pentecostais empiristas caíram nas malhas do sectarismo. Outros produziram novas “verdades” por meio de suas visitas ao céu e ao inferno. Alguns líderes apelam tanto para as suas experiências que tornam a imagem do seu ministério como o único meio de avivamento.
No próximo artigo será abordada outras tentações aos pentecostais.

Referências Bibliográficas:

01. GONDIM, Ricardo. É Proibido: o que a bíblia permite e a igreja proíbe. São Paulo: Editora Mundo Cristão, p. 08.

02. COUTO, Geremias do. Transparência da Vida Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, p. 29.

29 comentários:

Ednaldo disse...

Gutierres, A Paz do Senhor.

Bom artigo, mas infelizmente para muitos, não são mais tentações, mas fatos consumados.

Fica com Deus.

Ednaldo

Anônimo disse...

Gutierres, bom dia.

Realmente algumas arestas, assim como no passado, continuam presentes no pentecostalismo. Especialmente a questão de ter como evidência de saúde espiritual as manifestações exteriores.

Ontem mesmo presenciei algo dessa natureza. Após a encenação do grupo de jovens da minha igreja ao relembrar a morte e ressurreição de Cristo, meu pastor, quase que exigia uma manifestação da igreja através de gestos, gritos, pulos e coisas semelhantes, porém, a maioria esmagadora da igreja não sentiu que deveria agir dessa forma ao que logo o pastor começou a dizer coisas do tipo: “Aqueles que não sentirem-se tocados com a mensagem da cruz, precisam converter-se novamente”. Essas palavras, na verdade, era uma retaliação a todos aqueles que não reagiram da forma que ele gostaria que reagissem, ou seja: com gritos, pulos, quedas ao chão, etc...

Essas são provas de que muitos ditos “pentecostais”, vêm nas manifestações exteriores, evidencia do “mover de Deus” no meio dos crentes. A experiência, às vezes, infelizmente, é valorizada acima até mesmo da própria Palavra. Caem no mesmo erro farisaico de pensar que saúde espiritual ou santidade, procede diretamente de fatores comportamentais e nos exageros em tentar cumprir, à sua maneira, a Lei de Deus. Pensamentos legalistas, que como foi muito bem citado no artigo, só fazem somar peso ao fardo que o próprio Jesus já tornou leve.

O Sacrifício de Jesus não precisa de acréscimos humanos. Nenhuma exigência de manifestação externa pode somar alguma coisa àquilo que Jesus conquistou na Cruz do Calvário. Salvação, justificação, regeneração, santificação são obras exclusivas da Graça de Deus.

Deus continue abençoando.
Fábio Junior.

Teologia, História da CCB e Curiosidades disse...

Gutierres,
Obrigado pela visita.
Existem hoje, na CCB, muitos estudantes da Bíblia. Os tempos estão mundando.
Sou um leitos assíduo de seus textos.
Continue acessando, obrigado pelo link em seu conceituado blog.
Em Cristo, nosso Salvador,
Daniel

Anônimo disse...

Estaria então o pentecostalismo fadado ao fracasso? Esse texto parece demonstrar além de suas fraquezas, suas incoerências.

Fernando

james disse...

A Paz do Senhor,
Interessante este seu texto, infelizmente não se encontra edificação, somente há nestes textos referências discriminatórias a posições de outrem, porém é ocultado o que em verdade se deve falar, explicitar a palavra, por as claras o que se diz, senão vejamos: “Em muitas dessas igrejas a palavra santidade é confundida com uma maneira de se vestir ou de ser adornar.”... Notamos que há a intenção de descriminação quanto à maneira de se vestir, aliás, sua posição como ensinador apóia qualquer tipo de roupa para o cristão? É um fardo pesado em termos uma posição quanto às santas mulheres usarem somente saias ou vestidos, e, aos homens santos não usarem regatas, bermudas?
www.jesusmaioramor.blogspot.com

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Ednaldo,
Concordo plenamente Ednaldo, pois esses fatos são realidades, infelizmente, em muitas igrejas nesse país.

Fábio Júnior,
Já vi várias vezes cenas com essa, descrita por você. Infelizmente, muitos em vez de se preocuparem com a exposição das Sagradas Escrituras apelam para gritos e desordem no culto.

Daniel,
Agradeço, também, por sua visita. Fico muito feliz com o despertamento que Deus tem realizado no meio do CCB. Conheço o trabalho que o irmão Marcelo Ferreira fez e acredito que serão colhidos muitos frutos.

Fernando,
Não, Fernando, o Pentecotalismo é um movimento vivo, que cresce a cada dia. A questão é que a erros que precisam ser corrigidos.

James,
James, a proposta do texto não é descriminar ninguém. O meu alerta é para o fato de alguém pensar que vai para o céu porque usa saia ou não corta o cabelo. Pensar dessa forma mostra que a pessoa não compreendeu o Evangelho de Jesus Cristo, que a Salvação é baseada nos méritos de Cristo e não na miserabilidade do ser - humano.
Quando escrevo isso não estou defendendo um extremo da liberalidade na vestes, mas sim que possamos nos basear na moderação e no bom senso da Palavra de Deus.

james disse...

Amém!
Mas é imprescindível mostrar às pessoas o quanto se faz importante ser a luz do mundo e o sal da terra, e, se não começarmos a refletir a vontade de Deus em nossas maneiras de ser (1Pedro 1.18), como seremos testemunhas do Amor de Cristo em nós. As vestes não nos levarão ao céu, não nos salva, mas é um dos passos para aqueles que buscam serem santos, morrer sempre para algo que não agrada a Deus. É o essencial que se deve ser pregado às pessoas, falar do Amor de Deus com objetividade, sermos mais claros no que dizemos.
Deus abençoe o irmão ricamente.
James

Anônimo disse...

Srs., bom dia.

Gutierres, permita-me dizer algo sobre um dos comentários:

Caro Irmão James, quanto às suas palavras: "As vestes não nos levarão ao céu, não nos salva, (mas é um dos passos para aqueles que buscam serem santos)".

Não concordo com este argumento. Na verdade, tanto a salvação como a santificação, são obras exclusivas da graça de Deus no ser-humano. Da mesma forma que, por exemplo, as boas obras são ineficazes p/ a salvação, assim também o simples fato de "vestir-se moderadamente", não produz santidade.

O executar "boas obras", é conseqüência na vida de alguém que foi salvo pela graça de Deus. Porque sou salvo, pratico boas obras e não "para ser salvo", pratico boas obras.

O "vestir" moderadamente ou decentemente é conseqüência na vida de alguém que foi santificado pela graça de Deus. Porque sou santo, me visto descentemente e não "para ser santo" me visto descentemente.

Que Deus nos abençoe.
Fábio Junior.

james disse...

A Paz do Senhor,
Irmão Fábio Junior.
Gostaria de comentários através de meu e-mail (jamesyhvh@gmail.com), creio que estou lotando a caixa d'Gutierrez. Ainda, a Palavra de Deus nos diz que devemos buscar a santificação (1Pedro 1.13-16; Colossenses 3.1-14; Hebreus 12.12-15; Lucas 11.9; 1Tessalonicenses 4.1-7; 1Pedro 3.13-17), - não devemos nunca esquecer de examinar o contexto em que se encontram estes versículos -, assim a santificação é dom gratuito de Deus, mas deve ser buscada, pois a entrada no Reino de Deus é tomada a força, e força de vontade (Lucas 16.16)
www.jesusmaioramor.blogspot.com

Lucimauro*Assembléia de Deus disse...

A paz do senhor,gutierres,muito bom o texto,prefiro ficar com os argumentos do amado james que por si só tem um belo blog de sua autoria,continuo a optar pelo bom costume gerado pela sã doutrina, é muito bonito quando vc deseja agradar a Jesus em todos os aspectos,inclusive nas vestes,justamente porque somos salvos,não para nos salvar.
Daquele que ama a assembléia de Deus e seus orgãos históricos.

Lucimauro*Assembléia de Deus disse...

A paz do senhor,gutierres,muito bom o texto,prefiro ficar com os argumentos do amado james que por si só tem um belo blog de sua autoria,continuo a optar pelo bom costume gerado pela sã doutrina, é muito bonito quando vc deseja agradar a Jesus em todos os aspectos,inclusive nas vestes,justamente porque somos salvos,não para nos salvar.
Daquele que ama a assembléia de Deus e seus orgãos históricos.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Quero complementar o que disse o irmão Fábio em relação ao comentário do irmão James.
A santificação deve ser buscada, isso é um fato! Mas quais são os meios de busca da santificação? Certamente é a Palavra de Deus, sendo ela um meio da santificação (Jo 17.17). Não nos santificamos, mas somente cooperamos para essa santificação. Os usos e costumes não podem santificar ninguém, como afirmado pelo Fábio. Um estilo de roupa não torna ninguém santo, pois santidade é uma experiência de transformação do caráter.
Veja o comentário do pastor e teólogo assembleiano Antonio Gilberto: “Vejamos o que não é a santificação bíblica. (Mt 23.25-28; 1 Sm 16.7); (Ef 2.10); (1 Jo 2.12, 13); (At 1.8;1 Co 14.3); (Mt 6.22,23). a) Exterioridade - Usos, práticas e costumes. b) Maturidade cristã. Não é pelo tempo de crente. c) Batismo com o Espírito Santo e dons espirituais. não equivalem à santificação. Alguns aspectos reservados da vida do crente que não foram consagrados a Deus, devem ser apresentados ao Senhor. Como por exemplo, a mente, sentidos, pensamento, instintos, apetites e desejos, linguagem, gostos, vontade, hábitos, temperamento, sentimento. Um exemplo disso está em Mateus 6.22,23.” (Lições Bíblicas 3° Trimestre de 2006, lição 6)

james disse...

A Paz do Senhor a todos os irmãos.

Em todas minhas mensagens sempre disse que a salvação deve ser buscada (1Pedro 1.13-16; Colossenses 3.1-14; Hebreus 12.12-15; Lucas 11.9; 1Tessalonicenses 4.1-7; 1Pedro 3.13-17), e, a verdade é que ninguém coopera para a santificação, Deus requer a santidade, “sede santos, porque Eu sou santo.” (1Pedro 1.16), e outra vez diz a Palavra de Deus “... e quem é santo seja santificado ainda.” (Apocalipse 22.11), em verdade Deus não procura cooperadores, procura adoradores (João 4.23,24).

Ainda, o ir. Gutierrez faz menção do comentário do irmão pr. Antonio Gilberto, porém, questiono: onde em minhas mensagens foi dito que as vestes é santificação e muito menos disse que há um tipo específico de roupa dos santos???

Eis o que disse: “As vestes não nos levarão ao céu, não nos salva, mas é um dos passos para aqueles que buscam serem santos, morrer sempre para algo que não agrada a Deus.” Portanto, em nenhum momento disse que as vestes é santificação, disse sim, conforme nosso amado ir. Lucimauro, buscar agradar ao nosso Amado e Salvador Jesus Cristo, e, não aos homens.

Deus abençoe a todos.

Anônimo disse...

Bom artigo irmão, parabens pela sua postura. Gostaria que muitos pensasse dessa maneira, com coerencia e senso de responsabilidade e compromisso da palavra.

André Amaral disse...

"Esse texto parece demonstrar além de suas fraquezas, suas incoerências."

Concordo com o Fernando.


"As vestes não nos levarão ao céu, não nos salva, mas é um dos passos para aqueles que buscam serem santos, morrer sempre para algo que não agrada a Deus."

Conheço MUITOS casos de pessoas (MULHERES) dentro da Assembléia que ficaram de disciplina por usar bermudas, calças e etc.

Eu chamo isso de "A teologia do teólogo tarado" ou "O samba do teólogo doido".rsrs

Abraços

André Amaral disse...

"O "vestir" moderadamente ou decentemente é conseqüência na vida de alguém que foi santificado pela graça de Deus. Porque sou santo, me visto descentemente e não "para ser santo" me visto descentemente."

Gente, pelo amor de Deus, a noção antrológica de vocês está baixíssima.

Vestir "descentemente" não é consequência de nada. Não precisa ser santificado pra vestir roupas longas. Só santo que se veste descentemente? E porque sendo santo tenho que me vestir descentemente ou moderadamente? (sem entrar na questão do que realmente é vestir descentemente).

Nunca vou esquecer de um folheto missionário que tinha algumas fotos de pessoas que foram batizadas na África. Logo embaixo o pedido para os irmão não se escadalizarem porque os homens estavam de bermudas e sem camisa e as mulheres nem tão bem vestida assim, pois naquela região ter roupas é uma especie de milagre.

Mas tudo bem, agora o jeito americano e europeu de se vestir virou uma consequencia da santificação.

Que papo viu... Nível tá baixo aqui. Pessoal tentando fazer uma especie de calvinismo misturado com pentecostalismo...



Que papo furado o meu tbm...rsrsrsrs

Vitor Hugo da Silva disse...

A paz do Senhor a todos!

A minha visão:

Vivemos em um mundo onde tudo é deturpado. A atual moda exala sensualidade e nudez. Com isto é inevitável que o cristão deve cuidar de suas vestes. Não para ser salvo, pois isto é um absurdo, a salvação vem pela graça divina. Mas para ser um padrão ao mundo afastado de Deus (isto não inclui roupas, mas também caráter).

Não tem cabimento uma mulher cristã usar minissaia ou uma blusa com um decote avantajado, pois exala sensualidade. Nós devemos ser modestos no nosso vestir, sem escandalizar os demais. Os usos e os costumes mudarão com o tempo e isto é certo. Porém, as doutrinas bíblicas não mudarão. Não quer dizer que não existirão mais, pois mudando o tempo, os usos e bons costumes também se modelarão com o passar dos anos. Não deixará de existir.

O problema que estamos vivendo é que muitos pentecostais estão indignados com os usos e bons costumes, pois acreditam que seja hipocrisia. Por isto, continuam a bradar que isto é coisa de fariseus etc. Porém, deveríamos saber que a hipocrisia não está nas roupas, mas sim no coração.

Então quer use saia comprida ou calça, cabelo comprido ou curto, bermuda ou calça, todos podem ser fariseus de coração e hipócritas. A hipocrisia não está nas roupas, mas sim dentro do coração é de lá que emergem estas coisas.

Sou Assembleiano e admiro os usos e bons costumes, porém admito que existe e muita hipocrisia neste meio. Também admiro os "liberais", porém admito que existe e muita hipocrisia no meio deles.

A hipocrisia não escolhe somente as igrejas que aderem aos usos e bons costumes, mas sim todas sem excessão. Hipócrita que é hipocrita, é ate debaixo da água, quer de sunga ou calça!

A diferença está em fazer: A mulher que possui cabelo comprido está fazendo isto para o homem ou para Jesus? A mulher que usa cabelo curto, faz para o homem ou para Jesus?

Não devemos julgar o coração de todos, Cristo é quem sabe e quem julgará!

Deus os abençoe!
Vitor Hugo
pericopecc.blogspot.com

Anônimo disse...

Prezado Amaral, o que escrevi foi apenas uma observação discordante da ordem como o Irmão James argumentou à cerca de “vestis descentes” relacionadas à questão da santidade. E nesta minha observação, eu digo que, se é que vamos considerar o vestir-se descentemente relacionado à santidade, consideremos ao menos, que seja a conseqüência e a não causa de santidade.

Em momento algum, proponho ali fazer um tratado esgotando todos os pormenores do que seria “vestis descentes” sob a ótica antropológica, religiosa, histórico-cultural, etc.. etc...

O que você diz: “Não precisa ser santificado pra vestir roupas longas” é verdade, concordo e está implícito na observação que fiz. Por exemplo: Acredito ser unanimidade, seja no meio cristão, ou qualquer outro, que uma veste descente para o homem, seja o tradicional “terno, gravata, e tal”, porém, sabemos que nem todos que se vestem desta forma, podem ser considerados santos, haja vista o que tem acontecido no meio dos nossos governantes, todos de terno e gravata.

Portanto, repito, não concordo que o “vestir-se moderadamente” seja um pré-requisito ou como disse o Ir. James “um dos passos” indispensável aos aspirantes a santos. Pode ser sim, uma conseqüência. Acrescento, porém, que reduzir os benefícios da obra santificadora que Deus operada no ser humano, por Sua graça, ao simples fato de fazê-lo desejar vestir-se descentemente, é tão incoerente quanto pensar que vestis descentes, geram santos. A santificação produz mudanças bem mais amplas e mais profundas na vida de todos que são alcançados por ela.

Em Cristo.
Fábio Junior

james disse...

A Paz do Senhor a todos.

Ao irmão Fábio, o ‘discordante’, questiono o que quer dizer a expressão: “As vestes não nos levarão ao céu, não nos salva, mas é um dos passos para aqueles que buscam serem santos, morrer sempre para algo que não agrada a Deus” ???

Novamente, onde nesta expressão está sendo afirmado que as vestes é um pré-requisito para salvação??? No bom português, assim se entende: sendo ‘santo’ uso vestes descentes e ‘não querendo ser santo’ usarei vestes descentes. Não coloque as palavras que o irmão quer nas minhas mensagens.

Creio que uma boa interpretação do que se lê com um coração sincero leva-nos a compreender o que outrem fala, somente palavras intelectuais não significa mostrar a verdade, e, sim o conteúdo sincero é verdadeiro, assim como as coisas são puras para os puros. Ou seja, a expressão “um dos passos” nada mais é do que a “conseqüência” para se buscar a cada dia a santificação e não é virar santo porque trocou as vestes. E como bem sei, em momento algum disse que ‘as vestes’ está relacionada à santificação, mas afirmei que os que são ‘santos’ se vestem descentemente.

Ainda, o irmão Fábio, afirma que estou querendo, como disse “reduzir os benefícios da obra santificadora que Deus operada no ser humano”, mostre-me em qual de minhas mensagens fiz tamanha injustiça com a Obra Pura e Justa de Deus??? Mais uma vez solicito que não coloque as palavras que o irmão quer nas minhas mensagens.

Não estou aqui afirmando mensagens para agradar pastores teólogos, ‘evangélicos’ intelectuais, a minha obra para com Deus é fazer o que Lhe agrada. E, tenho certeza que o que agrada a Deus é um coração sincero, inclusive trajando-me descentemente.

Então, irmão Fábio, a santificação é dom gratuito de Deus, portanto, devemos buscá-la, Deus nos dá, então busco santificar-me (2Coríntios 6.11-18; 1Pedro 1.13-16; Colossenses 3.1-14; Hebreus 12.12-15; Lucas 11.9; 1Tessalonicenses 4.1-7; 1Pedro 3.13-17), sabendo que Deus é quem coopera conosco nesta caminhada (Marcos 16.20).

Finalmente, olhais para as coisas segundo a aparência, segundo as palavras que usam quando escrevem? Se alguém confia de si mesmo que é de Cristo, pense outra vez isto consigo, que, assim como ele é de Cristo, também nós de Cristo somos.

Que Deus abençoe a todos.
James.

Anônimo disse...

James, se o irmão observar o meu comentário inicial, vai verificar que destaquei, usando parênteses, “a parte” que o irmão menciona com a qual eu não concordo e é exatamente está: (mas é um dos passos para aqueles que buscam serem santos), porém, para que esta “parte” não perdesse seu sentido, foi necessário citar o que foi escrito antes, embora, com esta primeira parte, estou de comum acordo (As vestes não nos levarão ao céu, não nos salva...).

Estas suas palavras: “sendo ‘santo’ uso vestes descentes e ‘não querendo ser santo’ usarei vestes descentes”, acredito encerrar nossa discussão sobre este assunto, pois, aqui o irmão confessa que no mínimo, usou de forma, digamos, distraída as palavras na primeira argumentação, a qual me soou estranho. Pois está declaração, corrige a primeira. Perfeita!

Finalmente, são desnecessárias as palavras do seu último parágrafo, pois, o irmão está se defendendo de algo que não foi atacado (sugiro que guarde os argumentos preciosos de Paulo p/ as situações em que seja verdadeiramente legítimo o seu uso, pois, as palavras de Paulo, lembradas em ocasiões apropriadas, são divinamente eficazes). Desde o primeiro momento, me reportei ao irmão, usando justamente esta expressão “irmão” e se não somos irmãos de sangue, certamente, eu o considero “irmão em Cristo”.

(Gutierres, falar sobre usos e costumes ainda rendem muitas palavras, tá vendo... rsrsrsr).

Em Cristo.
Fábio Junior

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Só quero reafirmar o que o irmão Fábio disse:
Salvação e santidade são obras da graciosa misericórdia de Deus e não está baseada em nossos méritos, mas sim nos méritos de Cristo

james disse...

Oh! Irmão Gutierrez, esta afirmação está em quase todas as mensagens que aqui foram deixadas. Nenhum de nós é merecedor do amor de Deus, mas pelo seu beneplácito nos predestinou para filhos de adoção (Efésios 1.3-14). Portanto, façamos a que Lhe agrada.

Jesus nos ama, e deu de Si mesmo por nós.

André Silva disse...

"Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve". (Mateus 11.30)

No solo da Graça não há preocupação em parecer, o crente já é, mais isso é uma questão de consciência que só a Graça de Cristo nos concede, mas que nem todos têm, o jugo de Cristo é suave, portanto não vamos ter dificuldades nem precisar escutar comandos para ser, porque na consciência do solo seguro da graça já somos santos, portanto nenhuma condenação há.
O texto foi interessante, mas vejo no texto dois grupos no meio pentecostal: Um grupo dito de emocionais e outro de racionais, cada qual insatisfeito com o que poderia ser e ainda não é a igreja. Penso que sempre deva haver um equilíbrio, nem posso descrer nos emocionais, nem posso rejeitar a comida sagrada da Palavra, senão como fica os milagres ocorridos no meio dos escandalosos emocionais? Também se não houver coerência a coisa perde o fio da ninhada.
O legalismo é um farisaismo importado nos moldes da igreja local, porém parecer com o mundo também é uma vertente não muito boa, por isso alguns pastores compreendem que devam colocar esse fardo nas ovelhas ao invés de conscientizá-las do seu papel em ser luz aqui e agora, esse apelo e fardo é colocado porque o evangelho ainda é visto como uma saída para resolução de problemas, um clube para alguns e não um agradecimento de todos os nossos pecados serem depositados nEle e por Ele (Cristo) estarmos livres da condenação e da morte eterna, então se não sou consciente disso, não sou luz, nem sal, a roupa é um fardo, logo passo a me vestir pra parecer crente e santo, me visto pra representar uma comunidade evangélica, quando em mim ainda há vozes do velho homem vociferando lá dentro.
Graças a Deus, acredito que o emocionalismo pentecostal tem seus dias contados, as pessoas estão lendo mais, estão frequentando mais a Escola Dominical, culto de Doutrina, estão lendo devido ao apóio de irmãos racionais como você que tanto apela para o exame das Escrituras, mas também não podemos ser secos e frios e achar que o púltpito deva ser apenas uma apoteose de célebres acadêmicos com belos discursos e excelente oratória, não esqueçamos que o Brasil é um país de não leitores, campeão em analfabetos funcionais; nesse caso os acadêmicos são bem vindos e têm feito um excelente trabalho em nosso meio, mas o Evangelho além de palavras é também poder de Deus (1º Tessalonicenses 1.5)Jesus cura e faz tantas maravilhas e queremos presenciar na igreja ou comunidade tal poder; não para fazer número como queria Herodes, mas para continuar crendo que Ele não mudou, que Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.
Estou no aguardo do 2º texto, parabéns por essa sincera fala e preocupação.
Em Cristo,
André Silva - Carpina - Pernambuco

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

André Silva, obrigado por mais uma participação.

Você aborda a importância do equilíbrio. O equilíbrio é uma virtude não valorizada no meio evangélico, pois vemos a cada dia um apelo para os extremos. Nas igrejas pentecostais, nas quais eu congreguei, entre racionalistas e emocionalistas, os emocionalistas ganham de goleada e os equilibrados são minorias. Concordo plenamente que devemos ser equilibrados, nem oito nem oitenta, nem iluminista gospel e nem emocional místico.
Donald Gee foi um dos primeiros teólogos pentecostais e sabia equilibrar a espiritualidade pentecostal com erudição, ele certa vez escreveu: “Aconselha-se a vigilância, especialmente em reuniões em que nossos espíritos se tornam muito agitados: durante sermões poderosos, orações emotivas, hinos que apelam aos sentimentos ou quando outros estão praticando os dons espirituais. Ter controle do próprio espírito não é apagar o Espírito Santo. É demonstração de temperança.”.
Eu acredito que possamos continuar com o fervor espiritual, exercendo os carismas, orando com convicção e exercendo uma intelectualidade. Abraços!

james disse...

A Paz do Senhor a todos.

Em verdade, eis o fardo pesado... “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53.4,5)

Em verdade, eis a recomendação de um homem INDOUTO, o primeiro a ser chamado pelo nosso Senhor Jesus Cristo para cuidar do Seu rebanho... “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais."(1Pedro 1.15,18)

Em verdade, eis a missão de nosso Senhor Jesus Cristo a todos aqueles que Lhe são fieis... “... Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;” (Mateus 16.24)

Em verdade, eis a nossa confiança... “E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a LETRA MATA e o ESPÍRITO VIVIFICA.” (2Coríntios 3.4-6)

Em verdade, eis o alerta... “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2Pedro 2.1)

Em verdade, eis a busca de acadêmicos, teólogos, homens, mulheres, jovens... “Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça. Muitas são, ó Senhor, as tuas misericórdias; vivifica-me segundo os teus juízos. Considera como amo os teus preceitos; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua benignidade.” (Salmo 119.40,156,159)

Em verdade, eis o único manual de fé daqueles que confessam a Jesus e desejam exortar àqueles sobre o Amor, sobre a conduta, sobre a Vontade Soberana de Deus para nossas vidas... a BÍBLIA, somente nela podemos nos respaldar e nos espelhar em todos os momentos de nossa existência.

James.
www.jesusmaioramor.blogspot.com

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Gutierrez!
A Paz do Senhor!
Tenho visitado seu blog, porém o tempo para comentar estava muito complicado.
Graças a Deus arrumei um tempinho.
Excelente seu artigo.
Concordo plenamente.
Muito embora tenha causado certa polêmica, na prática todos concordam com os efeitos da Graça salvadora do Senhor Jesus.
Sou assembleiano de nascimento como todos sabem, no entanto, encerro minhas palavras, cooroborando com o último comentário seu neste post, bem como com o do amigo Vítor Hugo.
A questão resume-se em EQUILÍBRIO,o que infelizmente tem faltado em nós, sejam pentecostais clássicos ou neopentecostais.
Nossa maior necessidade é de temperança e moderação em nossas atitudes, sejam elas as exteriores ou as interiores que tocam muitas vezes em feridas não curadas no caráter.
Às vezes tenho a impressão que, essas últimas não são de grande importância, ou seja, não tem grande peso de avaliação na bancada do nosso "JURADO CRISTÃO".
Isso é lamentável!
É PRECISO EQUILÍBRIO!
Um grande abraço.

james disse...

Eis os rumos assembleianos...

Silva disse...

Bom artigo, estou congregando em uma igreja AD onde próximo existe uma comunidade de aproximadamente mil famílias que vivem em casas e apartamentos alugados pelo governo.
O fato é que somente duas famílias dessa comunidade permanecem nessa igreja, contudo recebemos muitas visitas, que freqüentam por um tempo, mas não permanecem e vão procurar outras igrejas para congregar. Fiz uma pesquisa, perguntando quais os motivos e as respostas assustam quem diz que ''usos e costumes'' não è um dos motivos que atrapalham o crescimento da igreja, todos me responderam que não iriam se adaptar as doutrinas exigidas e/ou a liturgia dos cultos (pois a igreja é tradicional nos usos e costumes e na liturgia do culto

Manoel Pacheco da Rosa disse...

Manoel Pacheco da Rosa, 31/10/2011.
O que acontecerá, então, aos pastores que excluiram membros por não obedecerem aos usos e costumes, tidos como quesitos para salvação, nas Assembleias de Deus no Brasil, no tempo do Pastor Antonio Gilberto e outros como Paulo Leivas Macalão, Estêvão Ângelo de Souza, etc. ?