domingo, 30 de março de 2008

Tentações aos Pentecostais Parte 02.

Além do legalismo anacrônico e da “teologia” empirista, onde as experiências estão acima das Escrituras; outros fatos ameaçam o Pentecostalismo. O artigo abordará esses fatores que servem de tentação aos pentecostais.

a) A politicagem maquiavélica.

A politicagem maquiavélica pode ser entendida como a pratica política, boa ou má, para sustentabilidade do poder pessoal, mantendo a integridade de seu próprio reino. É o poder pelo poder! A principal meta do líder político é se manter em sua carreira, mesmo sendo um populista assistencialista e ao mesmo tempo agir com “mãos de ferro” em uma ditadura inflexível. O importante é que “os fins justificam os meios”. O envolvimento político de muitos pastores-candidatos segue uma filosofia maquiavélica; querem se manter no poder pelo poder, mesmo que pose de “representante dos interesse da igreja”.
Não há nada de errado em um evangélico pentecostal se envolver em política, o problema é como se exerce essa política. O sociólogo Max Weber dizia que “há duas maneiras de fazer política. Ou se vive 'para' a política ou se vive 'da' política”[1]. Vivendo para a política, vive-se para os interesses alheiros e não os próprios deleites egoístas, sendo que assim deveria ser o político cristão.
Infelizmente, muitos pastores-candidatos estão preocupados somente com o seu sustento material e de poder e não envolvido na construção de uma sociedade justa. Havia deputados evangélicos envolvidos em máfias, como das “sanguessugas”; se a mídia exagerou nos números de envolvidos ou em sua exposição, o fato era que havia “representantes da igreja” metidos em roubos de dinheiro da frágil saúde brasileira.
Antes, os pentecostais eram conhecidos como apolíticos, pois “política era coisa do mundo”; hoje esse grupo evangélico está cada vez mais envolvido na política-partidária. A frase mais dita nos meses que antecedem as eleições é “irmão vota em irmão”. Os púlpitos, que deveriam servir de alicerce para a pregação expositiva, serve como um palanque partidário. Ovelhas são vistas como rebanho eleitoral e “santinhos” são distribuídos mais do que folhetos.
Muitas estruturas eclesiásticas seguem um modelo político ferrenho, tais como o regime episcopal-carismático, onde o líder com seus carismas conquistam as suas ovelhas com títulos de eleitor. Em igreja pentecostais-carismáticas não é raro a divisão de ministérios por questões de poder e manutenção de uma política. As divisões por poder são mais abundantes do que divisões por questões doutrinárias e litúrgicas. O pastor Paulo Romeiro comenta:

Creio que uma das falhas do pentecostalismo (de onde também venho) no Brasil através das décadas foi enfatizar mais o carisma do que o caráter. O importante era ter o poder de Deus, poder para expulsar demônios, operar milagres, pregar e sacudir as massas. Tudo isso é muito bom, mas apenas isso não basta, pois carisma sem caráter leva à destruição.[2]

Como afirmado acima, não há problemas com o envolvimento político dos evangélicos. O político evangélico deve ter qualificações e não somente ser “irmão”; deve transmitir uma cosmovisão cristã, lutar pelo bem da nação e pelos valores da cristandade. A política, a ciência, a economia, o trabalho, a educação etc, devem se preocupações paras que os cristãos coloquem suas vozes, mas agir como o mundo de nada adiantará (Rm 12.2).

b) A neopentecostalização.

Muitas igrejas pentecostais estão se neopentecostalizando. São pentecostais adeptos da “teologia da prosperidade”, batalha espiritual, G-12, reteté, maldição hereditária, cultos de libertação, cultos de revelação, angelomania etc. Algumas congregações já não podem ter o nome de pentecostais, e sim de neopentecostais. Abaixo são descritas as características marcantes no dois grupo no início do Século XXI.
Nesse século, os pentecostais clássicos[3] podem ser identificados pelo:
1. Pioneirismo- uma tradição histórica.
2. A transformação de uma comunidade sectária para uma instituição com ascensão social, buscando respeitabilidade confessional.
3. O estímulo para formação acadêmica/teológica do ministério pastoral, presbitério e diaconato.
4. O distanciamento do púlpito de leigos, instituindo nova exigências além do carisma para o exercício pastoral.
5. Dificultando a ascensão à hierarquia eclesiástica.
6. A limitação e disciplina das manifestações carismáticas e diminuição a rejeição ao mundo exterior.

Já os neopentecostais diferem dessas características. Os neopentecostais podem ser identificados pelos seguintes tópicos: (Obs. Nem todas as igrejas neopentecostais se encaixam nessas características)

1. Liturgia dinâmica e/ou anti-litúrgica.
2. Ênfase no louvor em detrimento para a pregação expositiva.
3. Menos ênfase nos dons espirituais e Batismo no Espírito Santo.
4. Rejeição as “confissões de fé” e compêndios doutrinários.
5. Liderança carismática, centralizada, “episcopal papista” e midiática.
6. Igrejas como “pronto-socorros” espirituais.
7. Anti-formação teológica e rápida ascensão no pastorado pelo carisma.
8. Hedonismo, pragmatismo, imediatismo, materialismo e secularismo eclesial.
9. Doutrinas de batalha espiritual, confissão positiva e exorcismo são mais valorizadas e contrariam o Cristianismo Histórico.
10. Adoração profética, louvor místico e judaização do culto.
Hermenêutica e espiritualidade centradas no Velho Testamento.

Os pentecostais clássicos que estão se neopentecostalizando, normalmente tem visibilidade na mídia e são afastadas da comunhão com igrejas históricas, além da rejeição ao academicismo protestante.

Conclusão:

Há outras ameaças ao pentecostais (ex. Antiintelectualismo, pragmatismo, liberalismo teológico, misticismo herético etc.), mas aqui foram descritas quatro, sendo as principais tentações para o equilíbrio bíblico do Movimento Pentecostal.

Referências Bibliográficas:

1- WEBER, Max. Ciência e Política- Duas Locações. São Paulo: Editora Cultrix, 1993, p. 64.

2- ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em Crise. 4 ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999, p. 19, 20.

3- Características extraídas do verbete Pentecostalismo Clássico in ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 568.

20 comentários:

Pr. Zwinglio disse...

Gutierres, Shalom Adonai.

Lendo seu texto, eu cheguei a pensar por um momento q os tais pentecostais clássicos já tinham sido arrebatados.

Mas, de repente, me lembrei q eu, um convicto NEOPENTECOSTAL, amante do SENHOR DA IGREJA, ainda estou na terra, o q significa q nenhum SUPER-CRENTE-PENTECOSTAL-CLÁSSICO ainda ñ foi arrebatado. Se é q serão?!!!

Características do seu texto:

Preconceituoso;

Sectarista;

Vaidoso;

Generalista;

E,

Possuidor de algumas poucas verdades.

Anônimo disse...

Gutierres, boa tarde.

Mesmo não sendo assembleano, tenho um carinho e respeito todo especiais à esta denominação “irmã”. Negar a importância da AD na evangelização do Brasil é no mínimo incoerente. É difícil desvincular o termo “pentecostal” (no melhor da sua definição e implicações) à AD, embora outras denominações também, zelosamente, têm empunhado esta bandeira.

A história deste tão nobre movimento, marcado pela seriedade e comprometimento de seus principais líderes, não pode ser ameaçado, nem tão pouco, desacelerado ou maculado pelos motivos que o irmão tem mencionado nos dois últimos port´s.

Quanto à questão da “politicagem”, a minha opinião é que aqueles que foram, por Deus, chamados para o ministério pastoral, não deveriam rebaixar-se ao cargo de vereador, prefeito, deputado, governador, presidente, ou qualquer cargo político que seja. Como eleitores-cristãos, não deveríamos basear nossa escolha, na proeminência de certos candidatos no exercício de suas obrigações eclesiásticas, pois, o que nos garante que o bom pastor será também um bom administrador público? Não vejo com bons olhos, quando alguém que não exerce o ministério pastoral, continue a se valer do título de “pastor”. Embora eu não seja contra o pastor bi-vocacional, desde que sua profissão adicional, não interfira no exercício de seu ministério. Alguns políticos que continuam a carregar o título de pastor, só se lembram que existem “ovelhas” em época de reeleição! Não são pastores ou não deveriam ser assim considerados. Não estou, contudo, descartando ou censurando que algum servo do Senhor possa se candidatar, ser eleito e cumprir seu mandato com dignidade, bom testemunho de sua fé e visível competência política.

Vejo, entretanto, um perigo maior na questão da “neopentecostalização”. Tomar este rumo equivale-se a abandonar sólidos alicerces e transportar o que “arduamente” foi construído para um solo arenoso e instável. Para os que trilharam este caminho, fica um alerta: Cedo ou tarde, após a tempestade, tudo virá ao chão!

Parabéns pelo artigo.
Que nos abençoe!
Fábio Junior.

André Amaral disse...

Gutierres,

tenho que concordar com o amigo Zwinglio. Seu texto trata os pentecostais clássicos como os melhores seres desse mundo...rs

Pareceu mesmo que os pentecostais clássicos são super-crentes.

O pentecostalismo só tem a fama que tem, só chegou onde está, por causa das características neopentecostais.

Por favor, me diga uma Igreja Assembléia com essas características, pois não conheço nenhuma e ninguém que conhece. Parece que você tentou fantasiar o pentecostalismo.

Sobre as "sanguessugas" o filho do pr. Anselmo Silvestre estava envolvido nesse caso. ex-deputado Isaías Silvestre. Pra quem não sabe, Anselmo Silvestre é presidente da Igreja Assembléia de Deus central em BH e das Assembléias de Deus em Minhas Gerias. No período de campanha eleitoral os dois viajaram por várias igrejas do estado pedindo votos. Imagina, um representante da Assembléia de Deus, como Anselmo Silvestre, se encaixa em sua lista de "tentações aos pentecostais".

Como se o pentecostalismo tivesse mesmo alguma ligação com o dito cristianismo dito histórico ( o que não muda nada, pois o cristianismo histórico acabou julgando o pentecostalismo como heresia, e isto pode ser facilmente identificado em membros de igrejas históricas)e se tiver mesmo, é insignificante a ponto de ninguém perceber.

Abraço.

Vitor Hugo da Silva disse...

"O distanciamento do púlpito de leigos, instituindo nova exigências além do carisma para o exercício pastoral"

Você pegou pesado Gutierres.

O que devemos fazer com os missinários que não possuem nem o médio em teologia, porém, estão lá dando suas vidas em prol do reino de Deus? Vendo e vivendo em miséria, dando o seu próprio salário para os necessitados. Eles não possuem teologia, porém pregam e almas são alcançadas.

O que fazer com aqueles irmãos que não possuem acesso a internet, livros, estudos, na maioria das vezes por falta de dinheiro. Porém, que sentem o desejo de pregar o evangelho a toda criatura e falar a respeito do reino de Deus?

Devemos proibir todos aqueles que pregam que Jonas fora um covarde fugindo da presença de Deus, porém, a mensagem de tão simples e direta, alcança recônditos do coração onde nenhuma mensagem de algum exímio exegeta ou hermeneuta consegue alcançar?

Parece heresia o que irei escrever, porém, existe eisegeses que edificam o corpo de Cristo. Pois, Deus age na simplicidade. É claro que para aqueles que estudam e possuem uma exegese apurada, não irá fazer tanto efeito, mas para aqueles que tralham a semana toda, dando duro, para retirar no final do mês um salário mínimo para sustentar a família; você acha que pregando que Jonas fora um covarde ou preconceituoso (o que é correto)vai fazer diferença? Para ele se for pregado que jonas fora um covarde, amém! Glória a Deus! Pois ele se sentirá covarde e buscará coragem no Senhor. Porém, se for pregado um Jonas preconceituoso, Amém também! Pois, ele verá que ele também não passa de um preconceituoso, e dará glória a Deus, pois Deus está falando com ele.

A nossa realidade é a desigualdade. Cristo não deseja isto, este acesso restrito ao seu corpo, ele falou a ricos, pobres, leigos, doutores etc. Todos aqueles que possuem acesso a estudos devem ensinar os leigos, e não os criticarem, a não ser é claro, que haja má intuição (como a teologia da prosperidade).

Admiro a ortodoxia, porém, a mesma nos últimos tempos vem se tornando algo sem vida, sem alma. Ou seja, é assim e pronto! A ortodoxia tem falhado na prática. E o que mais precisamos hoje, é uma teologia prática, vivente, atuante, assim como fora Jesus! Jesus é a melhor teologia e a mais prática já existente!

Não me veja como herege (hehe), nem como neo-ortodoxo (pior ainda), porém, esta é a minha visão! Precisamos de mais tolerância e mais prática dentro da teologia. É claro, que as doutrinas centrais não podem ser mudadas.

Deus o abençoe meu amigo Gutierres!

Vitor Hugo
pericopecc.blogspot.com

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

A paz do Senhor a todos.


Pr. Zwinglio,
Parece que você não entendeu o propósito desses dois últimos posts! Nesses textos quis mostrar os erros que ameaçam o pentecostalismo clássico e que tem seduzido muitos pentecostais desde início desse movimento. Aponte os meus preconceitos, meu sectarismo, minha vaidade!!! Destaquei no texto que aquelas características não se aplicavam como um todo a todos os neopentecostais; foi então generalista?

Fábio Junior,
Tenho visto que a política, nesses últimos anos, tem atrapalhado mais do que ajudado a igreja. Concordo com sua posição.

André Amaral,
A explicação que dei ao irmão Zwinglio repito para você.

Vitor Hugo da Silva,
Há um problema nesse texto, pois mesclo apologética com sociologia. Quando usei essa frase é para mostra uma tendência que o pentecostalismo tem seguido.
Aqueles que são vocacionados não devem ser arrancados dos campos de trabalho, mas necessitam de capacitação. Se não houver dinheiro para isso, que a igreja pare de pagar cachê para conferencistas internacionais e preparo melhor seus pastores e missionários. Hoje não temos as mesmas dificuldades que os mui dignos pioneiros tiveram ao chegar nesse país.

james disse...

A Paz do Senhor a todos.

Mais um texto sem edificação para a igreja, proferido por um professor de ED.

Jesus quando da escolha de seus discípulos nomeando-os apóstolos, nos deixou bem claro que o título que carregamos é secundário, não é o primeiro requisito para ser “obreiro do Senhor”, aliás, o primeiro pastor, Pedro, era INDOUTO. Jesus Cristo, pelo seu anjo notificou a João, seu servo, a Revelação, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer, este João era INDOUTO. Portanto, qual a base bíblica, professores de ED, para afirmar que se deve haver a formação acadêmica/teológica para o pastorado, presbitério ou diaconato??

Há de se conhecer e respeitar o grande beneficio trago pela Teologia e diversos teólogos à obra do Senhor (como exemplo: Lutero) mas, colocar limite e obrigatoriedade humanas para aqueles que almejam o episcopado, presbitério ou diaconato é uma posição anti-bíblica, sem nenhum respaldo e base nas Sagradas Escrituras. A igreja católica é professora na obrigatoriedade do estudo teológico de seus representantes, claro! Assim como a AD também está tendo à mesma linha, e é defendida por este blog e seus “amigos”, pois em sendo assim, os membros das AD não crescem espiritualmente, mas ficam prisioneiros de meia dúzia de vaidosos acadêmicos exercendo intelectualidade, manipuladores de opinião.

Pr Zwinglio. Tenho sido áspero com meus comentários em seus textos, mas com referência a este seu comentário neste... parabéns!

James.

Vitor Hugo da Silva disse...

"Se não houver dinheiro para isso, que a igreja pare de pagar cachê para conferencistas internacionais e preparo melhor seus pastores e missionários"

Concordo plenamente com você Gutierres! É um absurdo o cachê pago a determinados "pregadores" em nosso país e fora dele. Com certeza este dinheiro poderia patrocinar muitos professores com seus respectivos materiais de ensino em muitas localidades.

Deus o abençoe grandemente!
Vitor Hugo
pericopecc.blogspot.com

Daladier Lima disse...

Prezado Gutierres, parabéns por seu post. Profundo, bem baseado, claro, objetivo e perspicaz, como, aliás, são seus outros. Enaltecem a blogosfera evangélica.

Por falar em poder no meio pentecostal, gostaria de fazer dois adendos. Um diz respeito à tentação para o nepotismo. Virou moda indicar o filho como herdeiro do "capital pentecostal". Na falta dele, ou se não houver um mais ou menos convertido, vale o sobrinho, o neto, o genro, não deixa de ser um eco americano, que o diga Billy Graham. Em raras situações, vêm as mulheres, mas, pasmem, existem. Como sabemos (eu e o pastor Geremias do Couto!) não existe ministério feminino nas igrejas pentecostais brasileiras (exceto neo!). Aí, meu irmão, o que teria de Atalia, não seria brincadeira não.
O outro é com relação á estrutura de poder em si. Onde a manipulação é evidente, a mania de perseguição repugnável, a centralização inibidora. Outra faceta disso está acontecendo neste momento quando o Pr. Silas Malafaia propõe uma chapa de consenso nas próximas eleições da CGADB. Ele já galgou o posto, agora quer quebrar as pontes!

July disse...

Paz do Senhor, irmão Gutierres!
Bem, antes de tudo, gostaria de dizer que sempre li seu blog e o mesmo tem me ajudado a compreender bastante pontos onde eu tinha dúvidas, vc tem sido benção na minha vida. :)
Sou de uma igreja pentecostal clássica, não é bem Assembléia de Deus, mas é um ministério pequeno onde a doutrina cistã e a liturgia são as mesmas.
Li seu texto e um tópico me conflitou um pouco...
Foi postado que as igrejas neopentecostais têm as congregações como pronto socorro e, meu pastor costuma fala a mesma coisa rsrs.
Por favor, explique melhor esse ponto pois fiquei confusa.
Obrigada

Pr. Zwinglio disse...

O Gutierres disse q os NEOPENTECOSTAIS dão pouca ênfase aos dons do Espírito e ao Batismo ES.

Abaixo vai o endereço q trata do Congresso anual do movimento M 12 (G 12)-NEOPENTECOSTAL-, ao qual estou ligado, e veja como ele, o texto do Gutierres, é generalista e, em alguns casos (como neste sobre os dons), mal informado.


http://www.mir12.com.br/ps2008/

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

James.
Há se o nosso problema fosse “uma meia dúzia de vaidosos acadêmicos exercendo intelectualidade, manipuladores de opinião”! Não James; no nosso meio o problema é outro, o problema é uma igreja pronta para sentir e devagar no pensar. Uma igreja menina, que não tem bases na rocha que é Cristo e é levada por “todo vendo de doutrina”.
Eu defendo que o ministério pastoral seja exercido por aqueles que primeiramente são vocacionados e que se preparam para a função. Quantos crentes que estão estudando inglês ou fazendo uma faculdade, pois sabem que se não fizerem isso, nunca subiram de cargo em suas empresas. Porque no meio evangélico um pastor tem que ser um despreparado, que não acompanha o que acontece de mudanças no planeta, para alertar as suas ovelhas? A ignorância virou virtude?
Há duas frases paulinas que mostram a importância da teologia para o obreiro: “seja apto para ensinar” (I Tm 3.2). ... “Que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 4.2, 15). O pastor não pode ser leigo!


Vitor Hugo,
A igreja precisa de prioridades! Porque se gasta tanto com contratação de “pregadores” e “cantores” e não se investe na preparação acadêmica de seus missionários e pastores? Porque se gasta tanto com parafinaria de som e não se constrói biblioteca nas igrejas? Porque a classe das crianças na EBD é tão esquecida, enquanto se constrói estacionamentos nos templos?
É hora de despertamos do sono!

Daladier Lima,
O nepotismo é uma imoralidade que permeia no meio evangélico. Se o filho do pastor for vocacionado, tudo bem, mas o que temos visto é uma perpetuação de poder por meio da família de muitos pastores. O nepotismo nasceu na cristandade decaída e somente um cristianismo falido pode mantê-lo!

July,
Agradeço muito por sua constância no Blog Teologia Pentecostal. Que Deus te abençoe a cada dia!
Quando disse que as igrejas neopentecostais se comportam como pronto-socorros “espirituais”, quero dizer que há uma distorção do papel da igreja como uma comunidade cristã nesse segmento. Essas igrejas mecanizam o agir de Deus em uma lógica humana e até capitalista, onde Deus tem horários marcados para derramar bênçãos, pois é a “sexta da libertação” ou “o domingo da cura”. Esses grupos penetram em um discurso marketeiro e não cristão. Veja que o foco de restauração nas igrejas neopentecostais é os sentimentos, as finanças e a saúde. Porque essas igrejas primeiramente não confrontam os pecadores? Porque essas igrejas fazem uma propaganda do tipo “seus problemas acabaram”? Porque essas igrejas não proclamam o arrependimento? A igreja não foi chamada para resolver problemas individuais e mesquinhos, mas sim trazer as boas novas por meio de uma comunidade unida e que é discipulada pelas Sagradas Escrituras.
A igreja é um lugar de restauração, libertação, cura, construção de vidas, um lugar onde a Imago Dei é revista na vida de um miserável pecador; mas antes da igreja ser uma restauradora, a comunidade cristã por meio do kerigma (proclamação do evangelho) mostra a miséria do homem e confronta o seu pecado. O que adianta uma igreja onde uma pessoa consiga uma restauração no seu casamento, na sua saúde e na suas finanças, se ela não tem a salvação?
A igreja pronto-socorro é como um enfermeiro que faz curativos em um motoqueiro bêbado, que caiu e se machucou; mas depois da restauração, libera o bêbado para cair novamente. A igreja completa é sim um pronto-socorro, mas também não deixa de ser uma pediatra (onde o crescimento de seus filhos é acompanhado) e hospital de transplantes, onde o coração de pedra é trocado por um coração de carne!!!

Thais Barrinha disse...

Olá Gutierres...
Sabe o que mais me entristece? É perceber que o Pentecostalismo Clássico está sendo soterrado há tanto tempo que se tornou um tipo de lenda em nosso meio! Vê?? Falar a verdade sobre os Pentecostais Clássicos e de como deve ser o seu comportamento, é nomeá-los como "Super-Crentes"?!
Mesmo as igrejas que não são adeptas à filosofias "neo", acabam se afogando em alguma possa d'água desse triste processo de transformação do Real e Verdadeiro Evangelho para um outro onde se afaga o ego de algumas centenas de pessoas (e suas carteiras) procurando uma única e mesma coisa: solução para seus problemas terrenos, naturais e perfeitamente normais para quem está vivo; estas, não sabem da existência do real foco (Cruz), por nunca terem ouvido falar da Verdade que liberta ou por terem se cansado da "ROTINA" (lituriga) enquandrando-se no evangelho confortável (o que infelizmente, caracteriza a maioria de inventores das "regras do neopentecostalismo"). Apesar de me entristecer muito com essa( bem antiguinha) situação, tenho esperança de que os nosso irmãos em Cristo venham "abrir os olhos" e se voltarem contra os modismo, não a fim de afrontar opiniões ou causar ataques como tem havido nos debates (que por serem feitos por irmãos em Cristo, deveriam ser feitos com mais ética e educação (até mesmo comunhão!), mas sim, de viver e saber qual é a verdadeira essência de ser um "protestante que protesta com razão(...) por deveres do cristão (ao invés de direitos), sabendo que a chaga do mundo é profunda e a dor da igreja é constante..."
Só me pergunto se, a fonte desse comportamento atual do Cristão protestante é pelo fato de ter se enjoado do que aprendeu por ter sido mal ensinado; pelo fato de querer seguir as tendências de mudaça que circula no mundo ou se é pelo simples fato de TEREM SE ESQUECIDO DE LER A BÍBLIA?!?!

Sem mais.
Fique na Santa Paz!

Victor Leonardo Barbosa disse...

Caro Gutierres, sinto a mesma angústia que você, neste momento, os que se desgastam na hobra estão sem dinheiro, enqunto isso, pensa-se em templos e mais templos.

Como podemos dar o nosso tempo no trabalho eclesiástico se não temos como nos sustentar,´elógico que o tempo qu poderíamos gastar na igreja não será o mesmo.

E oq ue falar da politicagem eclesiástica interna? Não aquela que aparce na vida pública, mas dentro da comunidade cristã?
Creio eu ser essa a pior.

james disse...

A Paz do Senhor a todos.

Atenção:

Sobre o movimento M 12 (G 12), também há um estudo em

http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?id=1077

July disse...

Ah sim... Ficou bem mais claro! :)
Paz do Senhor!

Luiz Carlos disse...

Paz Gutierres.

Mas um bom texto para nos fazer pensar, que é o que esta faltando em nosso meio ultimamente(direito da faculdade intelectual) ou o direito de pensar, este sim deveria ser o foco dos nossos lideres, explanar a palavra para que todos podecemos pensar e não colocar um monte de regras, faça isso não faça aquilo, vote aqui não vote lá, que calamidade, D'us tenha misericordia de sua igreja; quanto ao pr. Zwinglio liga não uma hora Jesus o visita e abre seu olho ai ele sai do modismo.

Abraço.
Fica na paz irmão!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

A paz do Senhor a todos!

Thaís Barrinha,
Fico feliz por seu comentário e preocupação com a situação atual do pentecostalismo. Vejo que as minhas aulas tem feito-efeito.

Victor Leonardo,
Como a politicagem eclesiátista tem prejudicado as nossas igrejas. São homens atrás de poder, perdendo-se diante da fome incarciável de poder.
No Rio de Janeiro, recentemente, alguns deputados “evangélicos” estão envolvidos em escândalos, roubando dinheiro da educação! É o fim dos tempos!

July,
Conte sempre com esse blog.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Luis Carlos,
Esse também é o meu sonho. Ver líderes que se preocupem em expor a Palavra com Deus com esmero e cuidado. Regras legalistas e púlpitos-palanques é reflexo de uma igreja sem reflexão da Bíblia.

Ednaldo disse...

Creio que de toda a polemica gerada nos dois ultimos posts tiramos uma conclusão bem obvia.

Usos e costumes são bem mais polemicos que a, preconceituosa ou não, neo-pentecostalização do pentecostalismo e que a politização eclesiastica.

Em Cristo,

Ednaldo

Juber Donizete Gonçalves disse...

Prezado Gutierres,

Gostei do seu artigo, Tentações aos Pentecostais e fico feliz que você como jovem, demonstre gostar de ler. A única coisa que eu acrescento a sua matéria é que hoje nós vemos estes abusos que você mencionou, não só entre pentecostais clássicos, mas na Igreja Evangélica Brasileira, como um todo. Mas o nosso modelo e referencial é Jesus de Nazaré. Ele é o Verbo Encarnado. Portanto tudo que Ele não somente falou, mas viveu entre os homens serve como modelo para nós. Já aquilo que não tinha importância para Ele, não pode ter importância para nós hoje, a final de contas não se pode lançar vinho novo em odres velhos e nem colocar remendo novo em pano velho.
Deus continue te abençoando.

Pr. Juber Donizete Gonçalves
www.juberdonizete.blogspot.com/