segunda-feira, 7 de abril de 2008

Governo Eclesiástico no meio Pentecostal

Sempre, na história das controvérsias cristãs, houve um luta para saber qual era o modelo de governo eclesiástico mais bíblico. O fato é que todos os modelos de governos eclesiásticos (congregacional, episcopal e presbiteriano) se baseiam no Novo Testamento. O episcopal concede o poder para o seu pastor ou bispo, o presbiteriano concede poder ao presbitério da igreja e o congregacional concede poder aos seus membros ou a um conselho de irmãos reunidos.
Há tentações em todos os modelos. O episcopal pode concentrar um poder tão grande na mão do pastor, que ele se torna uma pessoa acima da crítica e não prestas contas a igreja. O presbiteriano pode criar uma elite dentro da congregação ou denominação, pois um pequeno grupo decide sobre os demais. O congregacional pode minar a autoridade do pastor local. Portanto, não temos como definir um modelo eclesiástico mais bíblico, pois todos têm pontos fortes e fracos.
A Assembléia de Deus começou com um modelo congregacional bem definido, aja vista a herança eclesiológica batista, que é congregacional. O modelo congregacional fica bem claro nas palavras do pastor assembleiano Alcebiades Pereira dos Vasconcelos, no Mensageiro da Paz, nº 10, de 1959:

No nosso entender, a igreja cristã biblicamente entendida, governa-se a si mesma, mediante o sistema democrático em que todos os seus membros livremente podem e devem ouvir e ser ouvidos e ser ouvidos, votar e ser votados, conforme a sua capacidade pessoal de servir(...) A igreja cristã, à luz do Novo Testamento, é uma democracia perfeita, em qual o pastor e seus auxiliares de administração (tenham as categorias ou denominações que tiverem) não dominam, pois quem domina sobre ela é Jesus, por mediação do Espírito Santo, sendo o pastor apenas um servo que lidera os trabalhadores sob guia do mesmo Espírito Santo; e, neste caso, é expressa e taxativamente proibido ter domínio sobre a igreja. I Pedro 5.2,3. [1]

Os pentecostais clássicos sempre tiveram uma tendência para a democracia na igreja, um modelo em que a congregação tinha voz, o teólogo Myer Pearlman deixa bem claro essa posição:
As primeiras igrejas eram democráticas em seu governo- circunstância natural em uma comunidade onde o dom do Espírito Santo estava disponível a todos , e onde toda e qualquer pessoa podia ser dotada de dons para um ministério especial. É verdade que os apóstolos e anciãos presidiam às reuniões de negócios e à seleção dos oficiais; mas tudo se fez em cooperação com a igreja (Atos 6.3-6; 15.22, I Co 16.3, II Co 8.19, Fp 2.25). E Pearlman completa: Nos dias primitivos não havia nenhum governo centralizado abrangendo toda a igreja. Cada igreja local era autônoma e administrava seus próprios negócios com liberdade. [2]
No decorrer do tempo, a Assembléia de Deus, não deixando de ser congregacional, passou a mesclar com o modelo episcopal e presbiteriano. Hoje, é comum a figura o pastor-presidente, um verdadeiro bispo regional. Nas Assembléias de Deus há traços do modelo presbiteriano, com as convenções ou concílios regionais e nacionais (CGADB e Conamad). A Assembléia de Deus, portanto, não tem um modelo eclesiástico puro. O Rev. Antônio Gouvêa Mendonça, comenta em relação a Assembléia de Deus:

Seu sistema de governo eclesiástico está mais próximo do congregacionalismo dos batistas por causa da liberdade das Igrejas locais e da limitação de poderes da Convenção Nacional. Todavia, a divisão em ministérios regionais semi-autônomos lembra um pouco o sistema presbiteriano. [3]

Alguns fatos interessantes: em cidades do interior, as Assembléias de Deus são bem congregacionais, pois a igreja em constantes assembléias decidem o rumo da congregação juntamente com o pastor. As igrejas AD da capital são normalmente divididas em setores, com a figura presente do pastor-presidente, sendo mais um modelo episcopal. Mas as congregações das cidades interioranas e da metrópole estão sujeitas a convenção estadual e nacional, semelhante aos supremos concílios presbiterianos.
A Assembléia de Deus foi influenciada por várias denominações, desde sua eclesiologia até a sua teologia. Exemplo dessa mistura esteve nas palavras do pastor Thomas B. Barrat, de Oslo, Noruega em 1914, que disse: "Com respeito à salvação, somos luteranos. Na forma do batismo pelas águas, somos batistas. Com respeito à santificação, somos metodistas. Em evangelismo agressivo, somos como o Exército da Salvação. Porém, com respeito ao batismo com o Espírito Santo, somos pentecostais!"
O lamentável é o fato de muitas igrejas Assembléia de Deus aderindo a um modelo episcopal, abandonado a tradição congregacional. Mais o modelo episcopal, hoje adotado não é o mesmo dos metodistas ou anglicanos, mas sim das igrejas neopentecostais, onde a figura do líder é centralizadora, um modelo episcopal levado ao extremo.

Referências Bibliográficas:

01. ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 338.

02. PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 8 ed. São Paulo: Vida, 1984. p 225.

03. MENDONÇA, Antônio Gouvêa e FILHO, Prócoro Velasques. Introdução ao Protestantismo no Brasil. São Paulo: Edições Loyola, 1990. p 51.

20 comentários:

Victor Leonardo Barbosa disse...

Caro irmão gutierres, creio eu que o modelo Bíblico é somente um, e qualquer falha provém dos homens à frente e não exatamente do modelo.
A meu ver, o modelos presbiteriano de Governo corresponde fortemnete ao modelo apostólico.
Claro que, omodelo presbiteriano atual apresenta siginificativas distinções, algumas das quais não concordo.
Porém, o modelo congragacional, ou pelo menos certa tipo de congregacionalismo é evidente em muitos trechos do Novo testamento, por isso, creio que de início na formação de uma congragação, esse modelo é extremamente útil, para que depois se leve a formação de um presbitério.

Todavia, não sou a favor de um modelo episcopal, haja vista apresenta uma forma de autoridade não encontrada no novo testamento.

Pr. Zwinglio disse...

modelos presbiteriano de Governo corresponde fortemnete ao modelo apostólico.
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???

james disse...

A Paz do Senhor a todos.

Como bem afirma o pastor assembleiano Alcebiades Pereira dos Vasconcelos, com base no texto bíblico de 1Pedro 5.2,3, “o pastor apenas um servo que lidera os trabalhadores sob guia do mesmo Espírito Santo; e, neste caso, é expressa e taxativamente proibido ter domínio sobre a igreja.”. Podemos notar que o termo “lidera” ainda é um tanto quanto acima do que afirma o pastor Pedro, pois que, assim diz “tendo cuidado voluntariamente”.

Assim, podemos notar que a edificação do corpo de Cristo, o amor fraternal, estes estão desaparecendo dos púlpitos em troca de algumas migalhas e honra momentânea, a exemplo de Judas Iscariotes, que possuindo tudo, vendeu o Senhor Jesus por trinta moedas de prata.

O povo que se diz crente, mas os verdadeiros crentes, cristãos, discípulos de Jesus, deveriam examinar a Palavra de Deus, comer o rolo, meditar dia e noite na Palavra do SENHOR, e, com autoridade advinda do SENHOR JESUS, como no dia de Pentecostes, colocar para fora dos púlpitos esses “líderes” almofadinhas, achando que são os donos da igreja, mercenários, amantes de si mesmos, engodando com o título “líder”, homens que são empecilho para o crescimento espiritual do corpo de Cristo, pois, acham que sabem mais do que a própria Bíblia, colocando de lado o chamado divino e apresentando uma credencial pastoral, adquirida em “cursos (???) de teologia”.

Conforme nos afirma e exorta a fiel Palavra de Deus “E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;” (Efésios 4.11,12), ainda, em 1Coríntios 14.26b, admoesta a epístola paulina “Faça-se tudo para edificação.”

Nota-se “para edificação do corpo de Cristo”, nada mais. Desta forma, não há que se dizer “modelos de governos eclesiásticos (congregacional, episcopal e presbiteriano)” nem a preocupação em qual deles se encaixa tal ou tais, há de se dizer sobre a falta de homens que estão realmente preocupados em um cuidado voluntário servindo de exemplo ao rebanho de Deus, seja com títulos ou sem eles, homens preocupados com a consagração do rebanho ao Senhor, homens preocupados com o crescimento espiritual do corpo de Cristo.

James
www.jesusmaioramor.blogspot.com

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Irmão Victor Leonardo, a paz do Senhor.
O modelo episcopal implantado nas igrejas neopentecostais e que algumas Assembléias de Deus tem imitado, não tem haver com o episcopado dos metodistas ou anglicanos, mas se aproxima de um papismo-carismático-totalitário. Esse tipo de “episcopais” é um verdadeiro perigo para o protestantismo pentecostal, pois contraria fortemente a doutrina do “sacerdócio universal de todos os crentes”.


Irmão James, a paz do Senhor.

Por suas mensagens, você sempre destaca que o mal da igreja é uma liderança com títulos teológicos. Reconheço que muitos pregadores (ou melhor, animadores de auditório) estão comprando diploma para ter alguma respeitabilidade, mas o genuíno pastor-mestre, que busca conhecimento bíblico-teológico, é uma verdadeira bênção para sua igreja local. A liderança da igreja deve ser exercida com esmero e dedicação a causa do Mestre, portanto, o pastor, aquele cuja missão principal é ensinar a igreja, precisa se preparar para tal função. A função pastoral é uma vocação, um dom; e um dom que precisa ser trabalhado e aperfeiçoado para o bem maior do Corpo de Cristo.

james disse...

A Paz do Senhor a todos.

Pois é, irmão Gutierrez, não estou generalizando como o irmão quer afirmar, mas, as minhas mensagens não são e nunca foram contra a busca de conhecimento, entretanto, o primordial e sublime é a busca do entendimento, “O que adquire entendimento ama a sua alma; o que cultiva a inteligência achará o bem.” (Provérbios 19.8), e este entendimento não se encontra em sala de aula teológica (aliás, conheço uma espírita que está cursando Teologia).

Porém, o que sempre venho postando é ser contrário ao exibicionismo acadêmico excêntrico e a exaltação de nomenclaturas intitulatórias, que temos deparado em diversas mensagens e blogs, e com certeza o mal da igreja é uma liderança com títulos teológicos sem se interessar pelo entendimento espiritual, como afirmei, “líderes” almofadinhas, achando que são os donos da igreja, mercenários, amantes de si mesmos, engodando com o título “líder”, homens que são empecilho para o crescimento espiritual do corpo de Cristo. Pergunto-lhe: Afirmo em minhas mensagens que são todos os pastores que se enquadram assim ou é a grande maioria???

A Palavra de Deus nos relata como os apóstolos e seguidores que Jesus escolheu para lançarem as bases da Igreja, se intitulavam:

“JUDAS, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago” (Judas 1.1)
“PEDRO, apóstolo de Jesus Cristo” (1Pedro 1.1), “Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” (Atos 10.26)
“PAULO (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus),” (1Coríntios 1.1)
“PAULO, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos),” (Gálatas 1.1)
“PAULO e Timóteo, servos de Jesus Cristo,” (Filipenses 1.1)
“TIAGO, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo” (Tiago 1.1)

Disse Jesus: “... aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração;....” (Mateus 11.29)

E Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” (1Coríntios 11.1), lembre-se que Paulo refere a si mesmo “Miserável homem que eu sou!”.

Onde está o equilíbrio que é tão pregado???

James.

Anônimo disse...

BOA TARDE NA PAZ DO SENHOR
NOBRE Irmão.
muito boa abordagem permita-me fazer um comentário também aqui neste canal

queria eu dizer algo, dentro do pentecostalismo hoje porque está havendo apostolo assembléiano. como o caso do pr paulo alves. que é apostolo hoje porque este titulo só agora?
o saudoso rev túlio barros apostolo também. que hoje a pessoa de seu filho hoje que está a frente do ministerio de são cristovão que não é um mero pr como os demais, mais sim bispo.
sem falar em
ap geziel gomes. ap oriel de jesus.bispo manoel ferreira.

titulos como apostolo bispos
o que está havendo com tais ministros evangelicos. da assembléia de DEUS que um dia foram pastores e hoje estão com tais titulos ser pastor hoje não mais basta para tais pessoas ?
gente que reputavamos como pessoas de um conhecimento teologico e biblico enveredar por tais caminhos.
pregadores ameaçando escritores. aonde é que vamos parar com tanta bobagem eclesiastica. gente que é presidente de campo se achando dono do rebanho que pertence a cristo. e não a ele. no interior de sp está cheio deste tipo. principalmente na região de igarapava
que DEUS tenha misséricordia.
no campo é a familia do presidente que parece que quem tem chamada é só a familia dele e ninguem mais. isto é um absurdo.
que DEUS TENHA MISSERICORDIA
amém

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene

Prezado Gutierres, meus parabéns pelo seu blog - os assuntos continuam muito interessantes. Li o seu post no blog do pastor Geremias, seu discernimento da situação é louvável.
Quanto ao artigo, todos os modelos mostraram, de certa forma, o seu mérito, porém, considero que a essência não está exclusivamente no modelo do governo eclesiástico. Cristo não fundou uma instituição, mas uma comunidade de redimidos. Sem desejar ser reducionista, mas a essência da comunidade cristã está na comunhão de seus membros e não no modelo de governo da "instituição". Este último explica-se historicamente, mas o anterior biblicamente.
Um abraço

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Caro Anônimo
Suas observações são mui pertinentes ao assunto tratado.


Pastor Esdras Bentho, a paz do Senhor.
Obrigado por sua participação nesse Blog. Concordo plenamente com o amado irmão, pois a Igreja como Corpo de Cristo não é uma instituição com suas formas, mas sim koinonia. O Corpo de Cristo é a demostração de essência do Cristianismo. Um abraço!

Anônimo disse...

paz do senhor jesus
gutierres

se formos olhar pela otica biblica e da etica cristã
e ainda mais se formos analisar vamos ver que a igreja do senhor jesus não tem dono e sim dirigente mais este termo em ser dirigente hoje não é o suficiente para alguns
a muita gente machucada dentro da igreja por tal postura e comportamento dE ALGÚNS lideres e isto está deixando a igreja fragilizada diante de tais inovações. cansou de ser pastor vira dono da igreja ou vira apostolo. ou vira bispo. daqui a pouco vira semi deus

DLUCA

Anchieta Campos disse...

Parabéns pela abordagem do tema, sempre com a marca da sua qualidade.

Creio que, independentemente do modelo institucional adotado (ou prevalecente), o Espírito Santo deve ser sempre o Supremo Guia e Mestre da denominação cristã. Este detalhe sendo observado, qualquer um dos três modelos está destinado ao sucesso ministerial.

Fica na Paz do Senhor!

Abraços fraternos!

Anchieta Campos

Pr. Zwinglio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pr. Zwinglio disse...

"Pois é, irmão Gutierrez, não estou generalizando como o irmão quer afirmar, mas, as minhas mensagens não são e nunca foram contra a busca de conhecimento, entretanto, o primordial e sublime é a busca do entendimento, “O que adquire entendimento ama a sua alma; o que cultiva a inteligência achará o bem.” (Provérbios 19.8) e este entendimento não se encontra em sala de aula teológica (aliás, conheço uma espírita que está cursando Teologia)."

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James, Shalom Adonai!

O irmão pode me dizer onde podemos encontrar 'entendimento'?


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James, Sahalom Adonai!

Onde podemos encontrar 'entendimento'?

james disse...

A Paz do Senhor a todos.

O entendimento se encontra na BÍBLIA e não na Teologia.

Entendimento se encontra na Palavra de Deus, com orações, de joelhos, jejuns, examinando dia e noite, com humildade, de joelhos, com mansidão, com o coração voltado para Jesus e não para interesses pessoais, e muito menos em movimentos criados por homens, nos consagrando a Deus “e não sendo conformados com este mundo, mas sendo transformados pela renovação do nosso entendimento, para que experimentemos qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2).
Mas porque de joelhos? Por que aprendemos com Davi no salmo 95.6, que era segundo o coração de Deus, “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.”

Agora, precisamos distinguir o que é busca de entendimento e busca de conhecimento/sabedoria humana/instrução, sendo que dentro das salas de aula estão, como podemos aludir 2Timóteo 2.7, “sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade”, pois quem busca conhecimento/sabedoria humana/instrução, vive o seu exibicionismo acadêmico excêntrico, e, “assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.” (Jeremias 9.23,24).

Agora, para buscar entendimento se procede assim, “então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.” (Jeremias 29.12,13), e também, “clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jeremias 33.3).

E quando nos humilhamos perante o Senhor Deus, o que é difícil encontrar neste meio chamado ‘evangélico’, nos diz como a Daniel: “não temas, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.” (Daniel 10.12).

Assim, “o entendimento para aqueles que o possuem, é uma fonte de vida, mas a instrução dos tolos é a sua estultícia.” (Provérbios 16.22), por qual temos a certeza “e sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1João 5.20).

Mas os “líderes” almofadinhas, cheios de títulos, achando que são os donos da igreja, mercenários, amantes de si mesmos, que estão à frente destes discursos inflamados em cima de seus púlpitos particulares e a meia dúzia de sábios evangélicos, afirmamos “por que lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento.” (Romanos 10.2).

Entendemos que a sabedoria humana (a que se adquire em bancos de escola/faculdade/cursos) não levará ninguém para o Reino de Deus, mas sim amar a Deus de todo o coração, entendimento, alma, forças, ao próximo, “e o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além Dele; E que amá-Lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada.” (Marcos 12.32,33,34).

Sendo o nosso Deus, Fogo Consumidor, assim nos diz “instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti.” (Salmo 32.8,9)

Finalmente, como afirmei, conheço uma espírita professora universitária de história e biologia que cursa Teologia e um teólogo com especialização em grego por uma Universidade Federal, que pastoreou uma igreja batista, sendo defensor da tatuagem e do piercing. Questiono: Estes adquiriram “entendimento” em sala de aula de Teologia???

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene
Um breve protesto!!!

Prezados, depois de visitado o site d o Congresso Mundial da AD, fiquei, e acredito que também muitos assembleianos brasileiros, pasmado pelo fato de o congresso mundial da AD não apresentar qualquer preletor das Assembléias de Deus do Brasil. Qual a razão? O fato de a obra pentecostal assembleiana ter iniciado em Portugal pela instrumentalidade da AD brasileira não é suficiente para que sejamos convidados? O crescimento das ADs no Brasil não sustentaria à convocação de um preletor da AD brasileira? Será que não temos qualquer representante capaz? Somos apenas igrejas do Terceiro Mundo?O que pensam os organizadores?
Esdras Bentho

Pr. Zwinglio disse...

James, Shalom Adonai!


Primeiro:

ENTENDIMENTO e CONHECIMENTO são vocábulos q se aproximam quanto aos seus significados (palavras sinônimas [?]).


ENTENDIMENTO

s. m.,

*acto ou efeito de conhecer;

ideia;

noção;

informação;

notícia;

experiência;

*discernimento;

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CONHECIMENTO

s. m.,

*faculdade de entender, de conceber, de julgar as coisas;

*compreensão;

*percepção;

juízo, razão;

inteligência;

------------

É desnecessário todo este seu esforço para legitimar (ou não) este ou aquele.

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Mas, como vc fez questão de polarizar as palavras, lembro-lhe q o esforço disciplinar do cristão deve trafegar, dialeticamente, sempre pelo CONHECER ("Conheçamos e prossigamos em CONHECER...") e pelo ENTENDER.

Mas, é preciso também lembrar que em muitos casos, primeiro se CONHECE pra depois se ENTENDER. Portanto, ñ minimizar o CONHECER frente ao ENTENDER é uma atitude dos q usam 10% da cabeça/razão...

Tanto sobre o CONHECER, bem como sobre o ENTENDER, quanto à tudo q diz respeito ao saber para ser um autêntico discípulo de Cristo, encontra-se nas Escrituras.

Em uma análise pessoal e particular das Escrituras, qualquer um pode CONHECER e ENTENDER um pouco mais ao SENHOR.

Um dos sinais da AUTORIDADE INTRÍNSECA das ESCRITURAS, como autoridade sobre a Igreja, Concílios... é exatamente a sua CLAREZA (leia "Sola Scriptura", Editora Cultura Cristã).

Esta CLAREZA das Escrituras, é bom q se diga isso já, ñ é uma espécie de RIVAL do dom de MESTRE, ou dos dons de PALAVRA DE CONHECIEMNTO e PALAVRA de SABEDORIA. Ñ há entre eles um antagonismo.

A Bíblia é CLARA, mas ñ em tudo. Exemplo: questões arquelógicas, topográficas, históricas... Ela é CLARA quanto ao que é 'essencial' à vida cristã prática, quanto à dádiva da salvação...

Sendo assim, alguém, no Corpo, precisaria de capacitação para ir dando à Igreja, o suporte informativo e elucidador daquelas coisas q nas Escrituras ñ estão ao alcance de todos.

Aqui entra a figura do MESTRE, dos (TEÓLOGOS, ESTUDIOSOS..) chamados para ocuparem-se do estudo sistemático e quase q exaustivo das "obscuridades" escriturísticas.

É evidente q ñ estou falando aqui das "coisas ocultas e ñ reveladas" q pertencem apenas ao conhecimento do ETERNO.

Irmão, de maneira mais didática, digo-lhe:

um irmão "semi-analfabeto" poderá perfeitamente apreender, pela leitura da Bíblia, questões relacionadas à práxis cristã, contudo ele jamais poderá compreender por si só as informações contidas na Bíblia sobre os assuntos técnicos aos quais já me referi.

Quase concluindo, quero dizer-lhe também q o estudo teológico é necessário. Os seminários são instituições para-eclesiásticas q se tornaram necessárias.

Os teológos responsáveis são indispensáveis.

À medida q vc tem conhecimento de um kso como o citado por vc na sua última postagem, no último parágrafo, eu tenho certeza q vc conhece 'n' casos q são bastantes diferentes. Não seja um adepto da teoria da "tampa e do balaio" porque ela apenas te coloca como um argumentador preconceituoso...

O irmão conhece acadêmicos, teólogos "almofadinhas", "excêntricos"? Ñ dúvido!

Eu conheço muitos de perto e de longe q ñ são nada disso.

Na verdade, se o irmão só conehece este tipo de gente, deve ser porque o irmão está andando pelas vias erradas, ou ñ?

Pelas rotas certas e seguras, é possível depararmo-nos sempre com sérios homens de Deus q são teólogos, professores, mestres, acadêmicos...

Onde se ensina as Escrituras tendo como pano de fundo a concepção de q as Escrituras são INSPIRADAS e INERRANTES, o CONHECIMENTO e o ENTENDIMENTO brotam de maneira (sobre) natural.

Finalmente, devo terminar te dizendo q vc citou diversos textos bíblicos e deu a eles os contornos q vc quis dar. CUIDADO!!!

Abraços!!

james disse...

A Paz do Senhor a todos.

Irmão Zwinglio.

Entendimento – faculdade de compreender, pensar; juízo. (Aurélio)

Conhecimento – informação ou noção adquiridas pelo estudo ou pela experiência. (Aurélio)

Conhecemos, temos informação da vontade soberana de Deus e o Espírito Santo nos dá entendimento, nos dá juízo, convencendo-nos da vontade soberana de Deus, quanto se busca, e se busca do coração, adorando a Deus em espírito e em verdade.

Fique despreocupado que um irmão "semi-analfabeto" não precisa conhecer sobre assuntos técnicos, ele na realidade precisa ter entendimento, precisa aceitar a vontade de Deus para ser redimido, pois informações técnicas não levará ninguém para junto de Jesus. A LETRA MATA e o ESPÍRITO VIVIFICA.

Sobre os contornos que dei aos versículos bíblicos tenho certeza que com entendimento saberemos que é a vontade soberana de Deus que “o entendimento para aqueles que o possuem, é uma fonte de vida, mas a instrução dos tolos é a sua estultícia.”

Aliás, o irmão é pregador do movimento G12, pregado por Castellanos, um movimento que iniciou por volta de l983, daí... fico com os versículos que por mim foram citados e como você disse, contornados.

Anônimo disse...

A letra mata e o Espírito vivifica?

Tá fora de contexto não tá não?

Pr. Zwinglio disse...

Irmão James,

Em nada me ofendestes! Muito embora, seu último post exale uma motivação "AD HOMINEM".


Todavia, devo dizer-lhe duas ou três coisas:

1° O "Aurélio" usado por ti dá sustentação a todo o meu último arrazoado.

2° O irmão semi-analfabeto tem em suas mãos um Livro cheio de questões q estão além de suas capacidades intelectivas momentâneas. Digo, momentâneas, porque ele, tanto pode saber o q ainda ñ sabe, como pode saber melhor o q já sabe.

Uma hora ou outra, ele se verá frente a frente à uma destas questões, digamos, de ordem TÉCNICA (mas bíblicas, ñ s esqueça)e, por uma saudável curiosidade, procurará entendê-las buscando auxílios de Bíblias com notas de rodapé, ou procurando alguém com uma formação mais apurada q a dele para dar-lhe explicações.

Isso é inevitável.

3° Quanto ao G12, sou adepto sim do movimento. Aliás, atualmente, faço parte do movimento M12 liderado pelo Ap. Terra Nova.

Creio em

*Maldição Hereditária
*Demonização de Crentes
*Cura Interior
*Na contemporaneidade do Ministério Apostolar

...

Nada tenho a esconder.

Tanto ñ tenho, q posso te dizer q no livro "Sonhas e Ganharás o Mundo" (por um acaso, o irmão o leu?) Castellanos fala coisas com as quais ñ concordo e q ñ podem ser sustentadas à luz das Escrituras...

Também ñ concordo com a maneira de se levantar apóstolos dentro do M12 liderado por Terra Nova...

Ñ sou moldado pelo M12 e nem por aqueles q o lideram...

Aprendi a exercitar uma Consciência Crítica ao longo da minha jornada cristã.

É isso...

Abraços fraternos!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Esdras Costa Bentho,
Fica o seu registro de protesto, do qual eu assino em baixo.

Caro James,
Você, na tentativa de justificar o injustificável, apela para o antiintelectualismo dizendo que “a letra mata e o Espírito vivifica”. Esse texto está fora do contexto, como lembrou o “anônimo”. Leia todo o contexto do capítulo 3 de II Coríntios e verá a “letra” se refere à lei de Moisés, que a ninguém salvava, mas somente apontava os pecados.

Anônimo disse...

Olá,
estou fazendo um trabalho e gostaria de saber se você conseguiria relacionar quais as igrejas hoje principais se dividem nesses modelos de governo.

Sei que algumas estão mescladas em até mais de um modelo, mas de forma geral quais são que levantam uma única bandeira com um só governo?

Darlan Souza
darlanssouza@hotmail.com