domingo, 20 de abril de 2008

Liturgia Pentecostal Parte 2


“O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice".
(Charles Haddon Spurgeon)

No post anterior foram analisados dois aspectos da liturgia cristã. Continuando o estudo é preciso refletir sobre outras questões relacionadas ao culto.

c) Danças no culto?

Nunca na história da Igreja Cristã houve o elemento da dança no culto. A dança não esteve presente nos cultos dos Apóstolos, Pais da Igreja, Idade Média, Reforma, Grande Despertamento de século XVII etc. Não há bases neotestamentárias para introduzir as danças no culto cristão. O culto racional ( Logikem Latria) não necessita de manifestações estéticas ou locais fixos, pois se adora a Deus em “espírito e em verdade”(Jo 4.23).
A dança sempre esteve presente no Antigo Testamento. O cotidiano veterotestamentário havia a dança como parte das expressões de alegria do povo de Israel, mas essas danças nunca foram introduzidas dentro do Templo, era algo fora do arraial. A dança no Antigo Testamento era expressão de alegria patriótica, agrícola, nacionalista e de guerra (Ex. 15.20; Jz 11.34; Jz 21.21; I Cr 13.8; 15.29; II Sm 6. 14); era uma forma de louvar ao Senhor pelas vitórias e conquistas do povo. Mas a dança nunca foi litúrgica, em ambos os testamentos.
A dança é uma expressão de arte, assim como esculturas, arquitetura, pintura, poemas etc. Portanto, a dança apresenta o seu valor como uma manifestação da arte clássica e contemporânea. O fato da dança ser arte, não faz dela elemento de culto, assim com a arte de pintar, também não é elemento para cultuar a Deus no momento da adoração. O cristão pode e deve valorizar a arte, mas não pode colocar todas as manifestações de arte no culto.
Assim como é errado introduzir danças no culto, pois ele tem um propósito racional, é igualmente errado “demonizar” toda expressão artística da dança. É preciso distinguir a dança como arte do mero requebrado sensual-libertino. O dualismo platônico (corpo x espírito) que influenciou a igreja da Idade Média (vide Tomás de Aquino) e ainda influência boas parte dos cristãos, condena a dança simplesmente por ser algo “da carne”(leia corpo humano), mas antes de se “demonizar” essa expressão corporal, é preciso lembrar que ela tem validade, mas não no culto ao Senhor. As artes podem se contempladas como parte da criação de Deus e o cristão deve fazer parte da construção de uma arte sadia, como lembra Nancy Pearcey: “O melhor modo de repelir uma cosmovisão ruim é oferecendo uma boa, e os cristãos devem deixar de criticar a cultura e passar a criar cultura”[1] e Charles Colson diz: “Mas Deus não chama o seu povo simplesmente para ficar por aí apagando o fogo depois que o mundo secular o acendeu. Ele nos chama para acendermos o nosso próprio fogo, para renovar a cultura. E a melhor maneira para acabar com a arte ruim é incentivar a boa arte"[2]. Ver o corpo e aquilo que apresenta relação corporal como diabólico é totalmente antibíblico(Cl 2.20-23; I Tm 4.1 ); mas é claro que a tudo tem limites e princípios bíblicos que devem nortear o espírito, a alma e o corpo (I Ts 5.23).

d) Oferta ou negociata?(II Co 9.1-15)

A oferta é um ato de louvor e mordomia cristã. A oferta é importante no culto, mas não sua parte principal, pois em muitas igrejas a oferta ganhou o maior e mais rentável espaço do culto. Em uma reportagem sobre o “comércio evangélico”, um repórter de uma revista secular calculou que um pastor, de uma gigantesca igreja neopentecostal, gastou 80% do culto pedindo dinheiro.
Uma igreja que adora a um deus mercantilista e é presa a “teologias” materialistas dará muita vazão para as ofertas, acima do que a Bíblia exige como um ato de amor (II Co 9.7). Deus quer é um coração generoso e não se move pelo dinheiro de ninguém. Deus não trabalha com barganha.
Muitos praticamente obrigam as pessoas a ofertarem por meio de falsas profecias. Há um pastor-radialista na cidade de São Paulo que todos os dias pede oferta para pagar o seu programa, que sempre está atrasado nos pagamentos. Esse pastor-radialista sempre diz: “Oferte, pois daqui cinco dias Deus te dará uma grande bênção”. Nunca muda o seu discurso e prega um deus que se move pelo dinheiro.
O evangelho de Jesus Cristo é o evangelho da Graça, portanto Deus não é comprado por boas obras e nem por um corpo queimado em oferta se a motivação para tal é egoísta (I Co 13.1-3).

e) Milagres.

Os dons espirituais é parte do culto ( I Co 14.26), mas o culto não se resume em manifestações carismáticas e de milagres extraordinários. A desordem do culto é um dos maiores problemas para a igreja atual, pois há uma tendência de valorização da bagunça denominada de “reteté”. Os dons devem existir segundo as ordens estabelecidas pela Palavra ( Cf. I Co 14). Dons sem ordem trazem confusão e não edificam a Igreja, sendo essa a principal função dos carismas.
A igreja precisa entender a razão de seu culto, que é adorar e bendizer ao Deus Todo-Poderoso. Os elementos são importantes para o exercício cultual e forma estabelecidos por Deus para edificação da igreja.

Referências Bibliográficas:

1- PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p 63.

2- COLSON, Charles e PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p 261-262.

18 comentários:

Anchieta Campos disse...

Nobre irmão Gutierres, a paz do Senhor.

Excelente postagem, como sempre tratando de temas oportunos e importantes para a fé, principalmente para a igreja atual.

Continue sempre firme e fiel na batalha pela fé e seu bom desenvolvimento, sabendo que nunca está só nesta peleja, podendo sempre contar com o apoio de crentes "sola scriptura", além do mais importante apoio de todos, que é do nosso Consolador.

Abraços fraternos!

Do seu amigo, irmão em Cristo e leitor assíduo de seu blog,

Anchieta Campos

Pr. Zwinglio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edson Dorna disse...

A PAZ DO SENHOR...

gOSTEI DA SUA EXPOSIÇÃO SOBRE LITURGIA, QUE PENA QUE MUITOS NÃO SE VOLTAM PARA A PALAVRA DE DEUS, E AS BASES DE DANÇA QUE ELES USAM É SOMENTE NO VELHO TESTAMENTO, E MESMO ASSIM É DANÇA PATRIOTA E NÃO DE ADORAÇÃO... O REI DAVI DANÇOU COMO PATRIOTA E MESMO ASSIM NÃO CONSTITUI DANCARINOS NO TEMPLO DE DEUS...

FIQUE NA PAZ DO SENHOR!

EDSON DORNA
WWW.SANTODOSANTOS.BLOGSPOT.COM

André Amaral disse...

Gutierres, creio que seja quase impossível você escrever algo tão incoerente...

Abraço.

CRIS disse...

Interessante seu blog. Vem trazer uma reflexão sobre o sagrado.O que muitos precisam decidir é se vem para o sagrado ou se permanecem no mundanismo. Ao se decidirem pelo sagrado querem trazer alguns alhos e cebolas pertencentes ao mundanismo. Nossa oração: Senhor ajuda-nos a decidir! Fique na paz!

james disse...

A Paz do Senhor a todos.
Irmão Gutierres, em seus textos defende a Liturgia Pentecostal, contrário a certas “aberrações” que se introduzem nos “cultos de adoração” (se é que os “cultos” com estes modismos são elevados à Deus ou à deuses!!), mas, em contra partida defende de “ilustres”, homens que participam de meio que apóia “pastoras” e “cantores” (adeptos à dança como meio de adoração), de homens que divulgam grupos “gospel” alusivos às danças. Como está sendo “lapidado”, ao meu ver, deveria se preocupar com os homens a quem faz apologia.
Aliás, sobre o Congresso Mundial das AD, pelos comentários que se divulgam, muitos estão preocupados na crítica aos portugueses por padronizar suas respostas quanto aos protestos brasileiros, do que na responsabilidade de quem define preletores e/ou cantores.

Danilo Miguel disse...

Amado irmão, graça e Paz!

Conheci hoje seu blog e louvo a Deus por sua vida, por utilizar deste meio para divulgação do Reino de Deus.

Pelo pouco que li (o visitarei com mais tempo em outras ocasiões) notei que compartilhamos de um mesmo sentimento: ver o genuíno Evangelho ser pregado, sem fantasias, sem "pirotecnias", mas algo genuíno, como na igreja primitiva.

Uma pena não ter em seu blog uma forma de contato contigo (email/form) pois seria muito interessante.

Um grande abraço de seu irmão em Cristo,

Danilo Miguel - www.danilomiguel.wordpress.com

Paulo Silvano disse...

Caro Gutierres,
A rigor, não acredito em "Liturgia pentecostal". Liturgia, seja no meio pentecostal ou tradicional protestante, não deveria ser, como normalmente é, confundida com o programa de culto, que pode macular ou relegar a Liturgia.
Liturgia é serviço e, enquanto serviço que se presta a Deus, é una independente do ambiente a partir do qual se realiza. Acho que o enfoque que vc quer dar, não menos preocupante, tem mais a ver com a programação litúrgica pentecostal e menos com Liturgia.

Um abraço
Paulo Silvano

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Anchieta Campos,
Obrigado por mais uma participação no meu blog. Conto realmente com o apoio de pessoas que amam as Sagradas Escrituras, como você, e que possam, firmes, batalhar pela fé que foi dada aos santos.
Um abraço e parabéns por seu blog.


Edson Dorna,
Obrigado por sua participação. O que você afirma sobre a dança é a real interpretação dessa prática no Antigo Testamento. A dança litúrgica não possui bases bíblicas e isso em ambos os testamentos.

André Amaral,
A resposta já foi dada no chat,

Cris,
Eis uma questão delicada a cada cristão, que é saber discernir entre o certo e o errado. O discernimento só acontece na vida de um cristão que busca a maturidade por meio da oração e leitura cuidadosa da Bíblia. Crescendo na graça e no conhecimento o crente terá condições de ficar firmes diante dos ventos de doutrinas que batem em nossas portas.
Um abraço,


James,
Continuo defendendo uma liturgia livre desses modismos presentes no meio pentecostal e neopentecostal. Mas o assunto de ordenação de mulheres ao pastorado é cabível em eclesiologia e não em um artigo sobre liturgia. Sobre a ordenação de mulheres recomendo o último texto do Victor Leonardo (http://gqlgeracaoquelamba.blogspot.com/) e artigos do Ev. Daladier Lima (Blog Reflexões sobre quase tudo), onde você poderá ver os dois lados em opiniões assembleianas.
Quanto a chamar os pastores Silas Malafaia e José Wellington de “ilustres” não significa que concordo com tudo o que eles dizem. Mas ambos são respeitados líderes assembleianos no país e isso eu preciso reconhecer, aja vista que são ocupantes de importantes cargos na CGADB.

Danilo Miguel,
Fico feliz por seu comentário e espero sua visita constante nesse espaço. Um abraço.

Paulo Silvano,
Obrigado pela participação e observações plausíveis referentes ao assunto. Continue emitindo suas opiniões nesse espaço. Realmente, o artigo mostra um preocupação pela programação litúrgica em nosso meio, que tem sofrido muitas distorções. Um abraço.

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene

Prezado irmão Gutierres, como é sabido, nós, as igrejas pentecostais e neopentecostais, estamos vivendo uma nova tendência: o pós-pentecostalismo. Esse pós-pentecostalismo apregoa uma pneumatologia sem o Espírito Santo, uma teologia sem Deus e uma escatologia sem futuro. Como afirmou o assembleiano Joseph Castleberry, discípulo do grande filólogo,Bruce Metzger, alguns pastores pentecostais não dão mais ênfase às manifestações espirituais, enquanto outros exageram na manifestação pneumática. Todavia,as Escrituras fornecem o equilíbrio necessário. Ela não apóia os cessacionistas, mas também não incentiva os extremos: ordem,decência e equilíbio é a mensagem bíblica.
A liturgia pentecostal, permita afirmar, sempre foi livre e pneumatológica, com ênfase na Escritura e nos carismas de 1 Co 12. Na história da literatura pentecostal brasileira, especificamente assembléiana, encontramos artigos contrários à liturgia no culto, por exemplo, do Pr. Miguel Vaz (O culto a liturgia e a liturgia do culto). Porém, no mesmo período de publicação do artigo do insigne pastor, era publicado de autoria do Pr.Temóteo Ramos, seu manual de liturgia. O que se percebe é que sempre estivemos em busca do enlace e do divórcio no tocante à liturgia. Acredito que artigos a favor ou contra, crítigos ou institucionais favorecerão um melhor debate.
Agora, o que observamos de um lado é o culto manikos, idiotikos e "carismânico" (desculpe os neologismos) e do outro lado, cultos cujas liturgias engessam os crentes e os carismas.

Um abraço e continue com o excelente trabalho.
Esdras Bentho
www.teologiaegraca.blogspot.com

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Esdras Bentho.
Sou grato pela rica colaboração de seus comentários no Blog Teologia Pentecostal. Segundo o teólogo assembleiano J.C. Holsinger a palavra “liturgia” e “sacramento” foram de grande resistência no meio pentecostal. Os pioneiros pentecostais preferiam os termos “cerimônia” e “ordenanças” por uma cultura anti-institucional. Não só os pioneiros pentecostais, mas os próprios reformadores tinha dificuldades com esses termos no início, mas depois foram incorporados, mas não no sentido “de obras salvíficas”. O mais importante da cerimônia ou liturgia é que esse serviço ordeiro seja direcionado a Deus e leve ao povo a edificação e educação da Palavra.
Concordo plenamente que devemos buscar o equilíbrio nesses tempos de pós-pentecostalismo.

Pr. Zwinglio disse...

Pr. Esdras,

Ler certas coisas q o irmão escreve dá alento a minha alma.

Duas coisas tenho notado em suas falas:

1) Equilíbrio

e

2) Fraternidade.

Abraços!!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Amigo

Sei que você respeita opiniões contrárias, sabe refutá-las sem perder o equilíbrio. Farei reflexões duras e pesadas, mas nada disso que ler é pessoal contra ninguém. Apenas digitarei algumas coisas que atino. Atinei lendo a Bíblia Sagrada e convivendo com nossos irmãos em Cristo em meio da liturgia.

Leio seu blog, e este artigo é muito pertinente a ponto de eu não conseguir ficar apenas como leitor. Quero expressar minhas considerações sobre o assunto.

Sei que erro, sei que sou falho também. Então, não jogo pedras em ninguém e me esforço para seguir a minha caminhada em conformidade com a grande comissão de Jesus delegada para a mulher pega em adultério: vá e não peques mais.

A minha caminhada é no sentido de que é preciso empreender muito cuidado; cuidado com a própria alma, para não parar de crescer espiritualmente por causa das religiosidades e regras convencionadas pelas liturgias denominacionais.

Nesta minha postagem, desejo expôr minha opinião sobre a liturgia dentro do culto a Deus referente o louvor com danças. Não sou contrário às danças como forma de louvor, nem sou incentivador dessa prática. Não satanizo quem louva assim, percebo que muitos jovens se aproximam de Deus por meio do louvor corporal.

Entendo que a liturgia dos cultos precisa se adaptar à cultura local, desde que não se rebele contra os mandamentos de Deus. Não existe nenhum versículo bíblico que diga o contrário dessa afirmação. E a nossa regra de fé e conduta são as Escrituras Sagradas.

Romanos 12.1-2 é um apelo ao culto racional. O que isso quer dizer? Diz apenas que quem cultua deve saber para quem presta seu culto e qual é a razão de cultuá-lo. Não estipula regras cultuais. E o apóstolo Paulo alerta para não haver conformação com o mundo. Aí é necessário descrever qual “mundo” ele se refere.

Mais de uma vez fiquei assustado, atônito mesmo, ouvindo grandes lideranças evangélicas dizerem que praticam exegese sobre esses dois primeiros versículos do capítulo 12 da carta Aos Romanos.. Como? Satanizando a fumaça de gelo seco, ritmos musicais e a dança!

Mas a fumaça de gelo seco, ritmos musicais e danças não são alvos dos alertas de Paulo! O mundo condenável é o sistema implantado por Satanás, que tem uma única finalidade: fazer rebelião contra Deus. E como é aplicada essa rebelião? Desobedecendo os dois mandamentos: primeiro, amar a Deus acima de todas as coisas; e, segundo, amar o próximo como a si mesmo. Quem está conformado com o mundo infringe essas duas ordens estabelecidas! Despreza o Senhor e faz mal aos seus semelhantes. É simples entender isso!

Sempre fico impressionado com pessoas religiosas que mostram em atos e palavras contundentes total desprezo aos mandamentos do amor.

O apóstolo Paulo não ficou devendo aos crentes romanos e nem a nós a descrição detalhada do que seja o mundo condenável por Deus e o que é um modelo de cristão mundano. Nos dezesseis capítulos da carta existe farta ilustração do que são as práticas mundanas. Mas a descrição que eu considero mais marcante se encontra em 1.29-32: “Estão cheios de todo tipo de perversidade, maldade, ganância, vícios, ciúmes, crimes de morte, brigas, mentiras e malícias. Caluniam e falam mal uns dos outros, Têm ódio de Deus e são atrevidos, orgulhosos e vaidosos, inventam maneiras de fazer o mal, desobedecem aos pais, são imorais, não cumprem a palavra, não têm amor por ninguém e não têm pena dos outros. Eles sabem que o mandamento de Deus diz que aqueles que fazem essas coisas merecem a morte. Mas mesmo assim continuam a fazê-las e, pior ainda, aprovam os que fazem as mesmas coisas que eles fazem” - NTLH.

Quem está apegado em liturgias, normalmente, é escravo de pelo menos três dessas práticas mundanas de Romanos 1.29-32:
• Para manter as regras convencionais eles brigam... “Brigar em favor da liturgia e guerrinha santa!”, dizem;

• Para eles descumprir contratos não é condenável. A desculpa: “O condenável é dançar”;

Falar mal dos outros é um vício de conversas. O argumento falido deles é: “Maldizer é pauta normal para passar o dia, dançar não pode, isso é que é coisa mundana!”.

O fato é que esses crentes mundanos estão cochilando dentro do berço da liturgia.

Com a Bíblia Sagrada e a mente abertas eu entendo que a dança, desde que a coreografia não tenha apelo sexual, é uma expressão corporal como qualquer uma das outras expressões de louvor ao Senhor. Para Deus o que é válido é o porquê fazemos o que fazemos e não exatamente o que fazemos. Existem muitas atitudes corretas que são feitas com motivos errados! E só Deus é capaz de perceber com clareza a qualidade espiritual das coisas que fazemos, então, não é recomendável valorizar as aparências...

Filipenses 4.8 revela as diretrizes das nossas ações pelos seguintes parâmetros: Se o coração da pessoa que dança estiver sendo verdadeiro, justo, honesto, amável, almejando boa fama e desejoso de zelar pela virtude, então não existe pecado. Repare, essas regras são superiores às liturgias.

É, verdadeiramente, assustador perceber que existem pessoas que se curvam às regras convencionais de olhos fechados e dando às costas com total desprezo às orientações bíblicas, mesmo sendo profundos conhecedores das Escrituras Sagradas...

Não posso afirmar que sim, mas alguns convencionais, gentes que galgaram posição destacada entre seus pares, parecem endeusar a convenção que fazem parte (eu disse “parecem”, não disse que endeusaram!).

Tenho a forte impressão que para alguns convencionais os mandamentos do Senhor têm pouca importância em seus corações. Não raras vezes presenciei alguns diante de momentos em que julgaram ser uma situação que eles acreditavam ameaçar as regras estabelecidas e para fazer valer o que foi convencionado pisaram na ordem de Cristo que determina amar próximo, mesmo que o próximo aparente ser um inimigo...

Muitos amantes da liturgia e apegados em convenções humanas se esquecem que correm o risco de não experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, por causa disso!.

Triste!

Marcos disse...

Benção, benção, benção....
Parabens pelo conteudo desse blog, muito bom mesmo..
Deus abençoe tua vida..
Graça e paz..

Francivaldo Jacinto disse...

Caro Gutierres Siqueira,
O seu blog está de parabéns!
Realmente nos dias atuais tem se introduzido no meio da Igreja muito modismo,onde muitos crentes saem da sua casa para irem à igreja já pensando como será o culto,quem vai louvar,quem vai pregar,quem vai está presente,e na maioria das vezes não sentem nem a presença de Deus.
Não sentem a presença do Cordeiro que foi morto,e que já ressucitou.
E na maioria das vezes o culto até parece um show musical.
Qual será a próxima atração?
A Palavra para muitos tem ficado como segundo plano.
Ainda acham pouco,querendo que haja
avivamento na igreja.Sem Palavra é impossível!

Abraços fraternos!

francivaldojacinto.blogspot.com

Daladier Lima disse...

Parabéns pelo assunto e pelo conteúdo. É um tópico que tenho comentado com alguns blogueiros: temos de abordar assuntos novos e abrangentes, sem esquecer o conteúdo. Tenho procurado fazer isso.
Excelente mesmo!

Anônimo disse...

FAÇO IQUAL O APOSTOLO PAULO,DO SEU BLOGGER SO PEGO O QUE E BOM!!!!! MAS AQUILO QUE EU ACHO QUE VOCE ESTA JULGANDO NOSSOS IRMAOS QUE ADERI OUTRA LITURGIA ISSO NAO ABSORVO!!!ALEX AVILA,23ANOS ASSEMBLEIANO!FORTALEZA-CE.TUDO PERECE PELO O USOS E CUSTUMES!ESTAMOS MUDANDO MEU CARO IRMAO.MUDANDO.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Caros... Marcos, Francivaldo Jacinto, Alex Ávila, obrigado pela vossa participação nesse blog, continue nos visitando e emitindo suas opiniões.
Agradeço pelas visitas constantes dos irmãos Elizeu e Daladier.