domingo, 25 de maio de 2008

O que os pentecostais estão lendo?

Uma questão importante para qualquer segmento é o nível de leitura de seus membros. No pentecostalismo a prática da leitura é crescente e incentivada como nos demais ramos do protestantismo, mas com exceção de grupos e até denominações que são totalmente anti-intelectuais [1]. Muitos escritores pentecostais já conseguiram alcançar cifras de milhões de livros vendidos, sendo verdadeiros best-sellers para o mercado editorial. De maneira geral, o evangélico brasileiro lê mais do que o brasileiro não-evangélico [2].
O que os pentecostais têm lido? Qual é a qualidade da produção literária dos pentecostais? Quais são as tendências de literatura consumida pelo público das igrejas que pregam os carismas? Essas são algumas perguntas que serão respondidas nesse artigo.

01. Produção literária dos autores de confissão pentecostal.

Quem procurasse um livro de um pastor assembleiano na década de 70, 80 ou 90, certamente estaria levando para casa um testemunho ou devocional. Os livros mais sofisticados, produzidos pelos pastores pentecostais, seria uma obra de escatologia dispensacionalista. Livros de “estudos bíblicos” eram produzidos em grande escala, mas tinham pouca profundidade e estavam cheios de tópicos. Profundidade e linguagem acadêmica era o que mais faltava nas obras de pentecostais.
A produção acadêmica-teológica era pequena e de pouca expressão a participação dos escritores carismáticos. Nenhuma obra de peso foi produzida pelos pentecostais em décadas passadas, com exceção da Bíblia de Estudo Pentecostal, produzida pelo missionário norte-americano Donald Stamps e editada no Brasil pelo teólogo Antonio Gilberto, onde até hoje é a bíblia de estudo com o maior sucesso editorial no Brasil, com mais de um milhão de cópias vendidas. Donald Stamps teve auxílio valioso de teólogos expressivos do Movimento Pentecostal, como Stanley M. Horton e William W. Menzies. A BEP foi lançada em 1995, mas teve seu principal desenvolvimento na década de 80.
A Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD) e a Editora Vida são as editoras que tradicionalmente publicam as obras de escritores pentecostais no Brasil. Em ambas editoras, por muitos anos, as obras de testemunho ou de estudo bíblico básico eram predominantes no currículo das distribuidoras de obra para os pentecostais. Os pentecostais que quisessem aprofundamento teológico tinham que recorrer a outras editoras. Os teólogos pentecostais que começaram a despertar o intelecto carismático foram dois súditos da Rainha: o inglês Donald Gee e o escocês Myer Pearlman. Outro nome de influência na teologia pentecostal era do dinamarquês P.C. Nelson, co-autor do best-seller Hermenêutica [3].

02. Início da produção teológica aprofundada.

A produção teológica profunda e expressiva no pentecostalismo começa por meio dos norte-americanos e canadenses. Em 1984, Roger Stronstad lançou o livro The charismatic theology of St. Luke, onde ele faz uma leitura exegética do Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos, para provar sua tese de que Lucas registrou a história com teologia. Outras grandes obras são Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, cujo editor foi Stanley M. Horton, mas reuniu dezoito teólogos pentecostais da América do Norte[4]. Em 1999, como complemento da Bíblia de Estudo Pentecostal, os teólogos French L. Arrington e Roger Stronstad lançam o Comentário Bíblico Pentecostal, obra de profundidade exegética e um comentário excelente do Novo Testamento. [5]
Em breve, a Casa Publicadora das Assembléias de Deus lançará a obra Teologia Sistemática Pentecostal escrita por pastores da Assembléia de Deus no Brasil. Será, depois do Dicionário do Movimento Pentecostal, a primeira obra de grande extensão produzida por pentecostais brasileiros.
A produção exegética pelos pentecostais no Brasil é bem tímida, mas um destaque nesse campo vem do teólogo Esdras Costa Bentho, que produziu duas excelentes obras na área hermenêutica. Nos Estados Unidos, um dos mais famosos exegetas protestante é o pastor assembleiano Gordon Fee.
Em trabalho de filosofia e cosmovisão, o teólogo Geremias do Couto e o pedagogo César Moisés estão preparando uma obra no contexto brasileiro sobre as perspectivas do tempo pós-moderno sobre a cultura. Geremias do Couto, nas lições bíblicas do último trimestre de 2005, escreveu sobre a pós-modernidade e ainda foi editor da obra E Agora, Como Viveremos?, de Charles Colson e Nancy Pearcey.
No contexto apologético, alguns nomes se destacam no cenário evangélico brasileiro, de obras produzidas por pentecostais, como o livro Desmascarando as Seitas de Paulo Romeiro e Natanael Rinaldi, Manual de Apologética de Esequias Soares etc. Analisando o neopentecostalismo, os pentecostais produziram muitas obras, como: Super Crentes, Evangélicos em Crise e Decepcionados com a Graça de Paulo Romeiro; Heresias e Modismos de Esequias Soares; Evangelho da Nova Era de Ricardo Gondim; Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria de Ciro Zibordi. Refletindo sobre o liberalismo teológico os pentecostais escreveram Teologia Contemporânea de Abraão de Almeida; Sedução das Novas Teologias de Silas Daniel. É interessante observar que no campo apologético os pentecostais conseguiram sobressair, sendo uma área de importância grande para o evangelicalismo atual.
Outra área de destaque de produção pentecostal é na pedagogia cristã. A obra Manual da Escola Dominical, do pedagogo e teólogo Antonio Gilberto foi catalisador nessa tendência, vindo depois obras de pedagogos como Marcos Tuler, Débora Ferreira e César Moisés.

03. Deficiências na produção literária pentecostal

Os pentecostais, ainda, produzem pouca literatura de profundidade teológica. Ainda não se vê obras sobre introdução ao Antigo Testamento ou tratados sobre filosofia contemporânea. A maioria dos autores pentecostais escrevem para massas e não para academia. É importantíssimo um maior investimento nas áreas da academia, para que os pentecostais possam ocupar um espaço, muitas vezes dominados pelo liberalismo alemão.

04. Leitura dos pentecostais

Os que os pentecostais têm lido? Essa pergunta só pode ser entendida se for dividido os pentecostais em dois grupos: os de tendência ao academicismo e os que estão se neopentecostalizando.
Nos último semestre, a Casa Publicadora das Assembléias de Deus, cujo publico é pentecostal em sua maioria, publicou obras de alguns renomados teólogos reformados, como John Piper, Donald A. Carson, R.C. Sproul, Mark Dever, John McArthur Jr e a reedição da obra de Matthew Henry. Essas obras lançadas mostram que os pentecostais estão a cada dia mais interessados nos escritos de reformados. Não é de hoje que a CPAD lança obra de teólogos reformados, mas essa tendência tem sido fortalecida nos últimos anos. Como o publico dessa editora é pentecostal, em sua maioria, isso mostra uma tendência viva e constante no pentecostalismo brasileiro.
Os pentecostais que estão se neopentecostalizando, lançam mão das obras dos grandes líderes carismáticos da América do Norte. O maior sucesso para esse público é a obra Bom Dia, Espírito Santo, do pastor Benny Hinn. Outra obra de sucesso é O Nome de Jesus, de Kenneth Hagin. Os autores que fazem sucesso para os pentecostais que estão se neopentecostalizando e que moldam a teologia neopentecostal são, além de Hinn e Hagin (os principais): T.L. Osborn, Frank Peretti, Don Gosset, Peter Wagner, Rebecca Brow, Kenneth Copeland, Paul Crouch, Joyce Meyer; além dos brasileiros R.R. Soares, Edir Macedo, Valnice Milhomens, Neuza Itioka, Marco Feliciano, Robson Rodovalho, Jorge Linhares e o português-angolano Jorge Tadeu.
Quais das duas tendências estão prevalecendo? Pergunta difícil de ser respondida, pois é certo dizer que as duas tendências têm espaço no pentecostalismo contemporâneo. Quais das duas tendências ajudarão no amadurecimento dos pentecostais? Certamente é o consumo de obras dos reformado-ortodoxos, que primam pelas Escrituras e os valores da Reforma Protestante.
Além dessas duas tendências, é preciso destacar que há um universo de crentes pentecostais que nada lêem e outros que estão em busca de uma literatura recheada pelos novos conceitos do liberalismo teológico. O universo que não lê é manipulável para os influenciados da teologia neopentecostal, sendo esse grupo forte e crescente no meio das igrejas. O liberalismo teológico tem entrado por meio dos inconformados com o mercantilismo neopentecostal e com o “fundamentalismo” reformado, sendo passível da “linguagem piedosa” usada pelos liberais.

Conclusão:

A produção de livros teológicos profundos e prontos para atender as necessidades da academia, começam a nascer no meio pentecostal, ainda de forma tímida, mas crescente e constante. Os pentecostais, que lêem, consomem cada dia mais obras de teologia ortodoxa e qualificada, representando uma esperança para solidificação do Movimento Pentecostal. Em contrapartida, há muitos sendo influenciados pelos modismos neopentecostais, sendo um campo que precisa ser trabalhado.



Notas e Referências Bibliográficas:

1- Denominações como a Igreja Pentecostal Deus é Amor, fundada pelo missionário David Martins Miranda, não possui uma editora e proíbe seus membros de estudarem em escolas teológicas de outras denominações. A IPDA não possui nenhum seminário teológico de nível superior e publica pouquíssimos materiais escritos.
2- Segundo reportagem da Revista Veja, de 03 de julho de 2002, o evangélico brasileiro ler em média 06 livros por ano, enquanto a média nacional é de 03 livros por ano. A média da tiragem de um livro evangélico é de 5 mil cópias, enquanto as editoras seculares no Brasil tem como média 2,5 mil cópias por edição.
3- O livro Hermenêutica: Princípios de Interpretação das Sagradas Escrituras, lançado em 1966 e no Brasil pelo Editora Vida, foi um grande sucesso nos seminários teológicos do Brasil. Escrito por E. Lund e P.C. Nelson mostra uma das primeiras obras de pentecostais a fazer sucesso em torno o mercado teológico brasileiro. P.C. Nelson aprendeu aos pés de Augustus H. Strong e se tornou um dos mais célebres educadores pentecostais, sendo fundador da Southwestern Assemblies of God College.
4- A obra editada por Horton não foi a primeira que sistematizou a teologia pentecostal. Em 1926 S.A. Jamieson publicou o livro Coluna da Verdade; em 1934 P.C. Nelson escreveu a obra Doutrinas Bíblicas. O best-seller de Myer Pealman, Conhecendo as Doutrinas da Bíblia foi lançado em 1937. A obra Systematic Theology, de Ernest S. Williams foi publicada em 1953. Na década de 90, Stanley M. Horton, além de editor de Teologia Sistemática, lança com o Dr. William W. Menzies o livro Doutrinas Bíblicas- Os fundamentos da nossa fé. Em 1991, os teólogos Guy P. Duffield e Nathaniel M. Van Cleave, da Igreja do Evangelho Quadrangular, lançam em dois volumes a obra Fundamentos da Teologia Pentecostal.
5- Para diversas dados expressos nesse artigo: ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.; SOARES, Esequias. A teologia assembleiana in. Manual do Obreiro. Ano 29, n. 38, pp 15-19; MARIANO. Ricardo. Neopentecostais: Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil. 2 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005.

14 comentários:

Zwinglio Rodrigues disse...

"Quais das duas tendências ajudarão no amadurecimento dos pentecostais? Certamente é o consumo de obras dos reformado-ortodoxos, que primam pelas Escrituras e os valores da Reforma Protestante."

>>Parte de seu texto<<
-----------------------------------

Gutierres, paz.

Hagin, Milhomens, Itioka, R.R. Soares... de fato escrevem (na maioria das vezes) a partir de uma perspectiva não acadêmica.

Mas não é por isso que seus escritos sejam abjetos em sua totalidade.

Será q de Nazaré pode surgir alguma coisa de valor?

Você não deveria dizer apenas q as obras dos reformados-ortodoxos hão de produzir um amadurecimento na vida dos pentecostais.

Aqui você armou uma armadilha para os que são rotulados como você.

O irmão deveria dizer em letras GARRAFAIS que as obras dos reformados-ortodoxos também destilam "heresias" e orientações duvidosas.

Por exemplo:

"HERESIA"

"Outro assunto levantado pelo autor (R.C. Sproul) diz respeito à susceptibilidade do Cânon da Escritura de sofrer acréscimos. Ele critica a comunicação de mensagens em línguas e profecias que costumam ocorrer entre os neopentecostais (ele não faz referência aos pentecostais). Para Sproul, estas mensagens são acréscimos ao Cânon. Ele pergunta:

'Se, de fato, essas são novas revelações que têm valor para a igreja, perguntamos, por que não deveriam elas ser acrescentadas ao Cânon?' (p. 83)"

[Sola Scriptura, Cultura Cristã, 2000]

-----------------------------------
EXTRAÍDO DE

http://przwinglio.blogspot.com/2008/04/o-estabelecimento-da-escritura-r-c.html
-----------------------------------

É essa a epistemologia que você propõe aos PENTECOSTAIS?

O academicismo -e no caso o frio e cessacionista academicismo- tem seus alçapões, e você como alguém que vive a levantar bandeiras dentro de sua denominação, tem, em minha opinião, o dever de INFORMAR isso como TODAS as LETRAS.

(DES)ORIENTAÇÃO DUVIDOSA

"[...] um crente que acontece ser um oficial eleito (crente político) não precisa temer FAZER CONCESSÕES POLÍTICAS, de vez em quando (?), que considere que irão servir melhor ao público como o correr do tempo." (p. 103) Michael S. Horton

[Reforma Hoje, Cultura Cristã]

O que se está dizendo? Pode ocorrer algum mal entendido com essa orientação?

Muito mais exemplos poderiam ser dados, mas...

Ao meu ver, irmão, quando você distribui em pólos aqueles PENTECOSTAIS que estão se aproximando da leitura reformada-ortodoxa, e aqueles que estão optando pelas leituras de textos dos autores neopentecostais, você está propondo uma espécie de MANIQUEÍSMO desnecessário.

Sua orientação deveria ser bíblica, visto que o irmão parece primar pelo ensino da Bíblia. Portanto, seu texto, em minha modesta opinião, não deveria ser polarizador, mas ser escriturístico.

E o que diz a Escritura?

"ANALISAI TUDO e retende o que é bom".

Abraços!!

Daladier Lima disse...

Prezado Gutierres, desejo parabenizá-lo pelo tema, aliás, já disse aqui que você sempre surpreende neste quesito.

Infelizmente, pouca influência trará junto às grandes editoras, preocupadas com faturamento. Lembro que abordando o gerente de uma filial de uma grande livraria, na intenção de lançar um livro do qual participei (Respostas evangélicas à religiosidade brasileira, Vida Nova), ouvi: É... livros críticos não vendem muito. Não podemos fazer muita coisa.

Outrossim, como escritor brasileiro não vejo com bons olhos a importação dos livros americanos. Você pega uma revista da EBD da CPAD, 80% dos livros propagandeados são estrangeiros. Parece que não temos massa crítica.

No futuro, talvez...

sandre disse...

Vejo tambem duas vertentes nisto,
pois a pluraridade de pensamento é discussão é uma forma de trazer a reflexão e amadurecimento.
eu tenho a preferencia por editoras como Vida Nova, ABU, Cultura Cristã.
Mas também vejo pela rotulação um caminho de armadilhas.
Também não vou pela supremacia do academicismo tende muitas vezes a levar ao liberalismo, a história provou isto.
Mas no fundo o que realmente vale é a questão das vendas, pois sejão no mercado cristão ou não, o importante é vender livros, não a sua relevancia academica.
Pois como bem colocado pelo Daladier a maioria do que vende a CPAD é autoria de americanos.
tambem vejo madura a opnião do pastor zwinglio, de que devemos ser menos polarizadores em termos do que é melhor papa os "PENTECOSTAIS", mas sim analizar tudo e reter o que é bom.

Abçs
Sandre

Victor Leonardo Barbosa disse...

Olá irmão gutierres, muito bem documentado o seu artigo, que prima pela sabedoria bíblica ao discernir o bom e ruim na literatura pentecostal.

Com relação a este tipo de literatura pentecostal, o que percebo é que parace(ainda que virtualmente) que há três tipos de "alas" na cpad.

1. A ala que produz mais literaturas bíblico-reformadas(Sproul,Packer).

2. A que proudz mais obras de pentecostalismo clássico(Cibordi, Abraão de Almeida).

3. A ala que produz livros que certos toques Neo-pentecostais(John bevere, John eldrege).

Creio que as duas primeiras representam o melhor de literatura pentecostal, apesar de a terceira não ter excessos de neo-pentecostalismo.

Gutierres, creio que com relação ao tipo pentecostal-acadêmico um nome se destaca mas é pouquissímo lembrado: Tácito da Gama Leite Filho. Apesar de não saber se ele é pentecostal, suas obras foram bastante produzidas pela CPAD e me alimentaram bastante no início da minha jornada cristã(e até hoje são utilíssímas). Ele produziu obras sobre antropologia teológica, anjos, pregação e outros. para mim ele é um marco em produção teológica, que pena que não vi nenhuma nova edição dos livros dele pela cpad.

Abraços e Paz do Senhor!!!

Victor Leonardo Barbosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André Silva disse...

Paz, irmão!

Penso que as leituras dos pentecostais e reformados estão ainda aquém de suas perspectivas, de fato há uma massa singular de não leitores em nosso meio e portanto a questão não é o que estão lendo, mas o que estão ensinando através dessas leituras.
Vale lembrar que o Brasil detém cerca de 75% de analfabetos funcionais alimentados pelas leituras de outros, leituras essas que muitas vezes desembocam no afã do capricho de teologicamente saber tanto mesmo estando vazio de Deus.
Interessante o texto, mas precisamos sair desse pedestal de leitores triunfalista e ensinar a essa massa que corre pelo rio da heresia a fazer e dizer o que não convém, assim como ensinar ao mundo, o principal papel do leitor, ensinar sem levantar bandeiras e troféus de quem ler muito e buscar e ensinar aos perdidos que Jesus está voltando.

Um abraço,
André Silva.
www.olhos30.blogspot.com

james disse...

Escreve Gutierres:
“Os pentecostais, que lêem, consomem cada dia mais obras de teologia ortodoxa e qualificada, representando uma esperança para solidificação do Movimento Pentecostal.”

Nota-se que a preocupação do editor é uma “esperança” para a “solidificação do movimento pentecostal”, entretanto, deixando este emaranhado de livros e nos firmando na Palavra de Deus, aprendemos que nossa esperança não é em solidificar movimento e sim “nos gloriarmos na esperança da glória de Deus”...

como já disse, movimento vai, movimento vem, mas a Palavra de Deus subsiste para sempre...

Gutierres, não se esqueça:
você me acusou de ter ofendido o Daladier em 22/maio, mas ainda não apontou qual foi a ofensa...

aliás, Festo assim escreve ao rei Agripa sobre Paulo em Atos “Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações.”...

aprendeu??? Quando se está acusando, se mostra os motivos da acusação...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Agradeço a participação de todos no post.
Respondendo a James: sua acusação foi de insinuação que o Daladier fosse um falso profeta pelo fato de defender o ministério feminino. Isso é exagero... A sua insinuação ficou bem claro com os inúmeros pontos de interrogação após a palavra profeta.

james disse...

Rapaz, vc quer terminar o assunto com seu agradecimento...

Mas eu não quis “insinuar”, eu “AFIRMEI”...

Onde está a verdade com quem defende o pastorado feminino????

Graças a Deus que nós não precisamos do seu pré-julgamento, AÍ do mundo se precisasse...

Cleber disse...

Mano, creio que a teologia pentecostal clássica é boa e biblica o suficiente. Não vejo essa necessidade que você vê em aproximar-se da teologia reformada. Claro que precisamos nos distanciar dos neopentecostais, mas não caminhando para a teologia reformada. A teologia pentecostal clássica é o caminho. Nada de calvinismo, cessacionismo, e outras mazelas reformadas.

Anônimo disse...

Sou também da opinião que os pentecostais clássicos têm muito a ganhar com a teologia reformada. Não pense que não há lugar na teologia reformada para o Espírito.
Lloyd-Jones, Piper, Os Puritanos, Os Reformadores Têm muito a nos ensinar. Nós pentecostais clássicos temos três caminhos ao meu ver:
1. O caminho da neo-ortodoxia que nega a Palavra de Deus.
2. O caminho de aprendermos com os antigos, Os pais da Igreja, Os Reformadores - Calvino, Lutero etc - e conseqüentemente os seus sucessores.
3. Sermos nós mesmos, vamos procurar reinventar a roda, repensar tudo: Cristologia, Bibliologia, Pneumatologia,Hermenêutica etc. Seria um sério pecado não usarmos os vasos que Deus têm usado durante toda a história da Igreja, apenas porque a doutrina da trindade não foi pensado por um pentecostal. A sufiência das Escrituras não é da pena de um carismático. Minha gente, HUMILDADE. Parabéns CPAD.

Emerson Costa

Joezer Barros disse...

Meu caro, muito boa essas informações. gostaria se saber se você conhece algum comentário de romanos feito por pentecostais, na verdade a nível de Brasil só encontrei um do Elienai cabral publicado pela CPAD.Estou estudando a carta, mas a maioria, se não todos os comentários que encontrei são de escritores Reformados(eu me rendi a Teologia Reformada apesar de ser pentecostal, já imaginou isso?rsrs). Gostaria de saber se existem comentários da carta numa linha pentecostal.
Abraço

Bruno Marcondes disse...

Joezer Barros, sou pentecostal, mas a minha igreja tá flertando com o neopentecostalismo. Entendo quando tu fala sobre a teologia reformada, acho que nós pentecostais temos muito a aprender com ela, sobretudo que ela enaltece a soberania divinia, algo olvidado no atual neopentecostalismo. Creio que se lessemos mais Spurgeon, John Wesley (arminiano), John Bunyan, Piper, Augustus Nicodemus, Sproul, Paul Washer... e fazendo o devido exame, tendo como base a Palavra Escrita de Deus, seria um renovo.

James, crente desigrejado disse...

Meu DEUS, como este povo é religioso, pentecostal, arminiano, calvinista, reformados... não pensam que CRISTO é ÚNICO, SOBERANO, apenas UM, mas eles vivem do plurarismo religioso...


Queria entendê-los, mas como, afinal, cada um tem sua doutrina denominacional...

Estou errado, quem discorda joga a pedra!!!!