domingo, 29 de junho de 2008

A problemática dos “usos e costumes” no contexto pentecostal (Parte 01)

- Estamos nos reunindo nessa noite para decidirmos se a irmã Maria [1] será disciplinada por corta os seus cabelos, pois ele cortou o véu que Deus deu as santas mulheres... Assim o pastor inicia um culto de “doutrina” em uma congregação assembleiana do interior. A grande questão daquela noite era um debate, entre o pastor e seus cooperadores, se aquela mulher deveria ser privada da comunhão por cortar as pontas do cabelo. A igreja com a liderança, concluiu, em um gesto de “misericórdia”, que a “pecadora” deveria ser perdoada. Enquanto isso, a irmã Maria estava em pé, na frente do púlpito e da congregação, acompanhando todo o desenrolar do seu futuro na comunhão da igreja, desaguando em lágrimas!
Essa história não é tão incomum e está longe de ser exceção. Em muitas igrejas pentecostais e algumas neopentecostais, principalmente interioranas e periféricas, os “usos e costumes” são levados a risca, como modelo de santidade e pudor que devem ser obedecidos por todos. Assuntos como cabelo, calça feminina, maquiagem, adornos, short masculino, pratica esportiva etc., são extremamente reprimidos em disciplinas e sermões de repreensão; havendo até músicas que condenam “trejeitos mundanos”.

01. Por que “usos e costumes” são ultra-valorizados no contexto pentecostal?

Os sociólogos e muitos filósofos da escola foulcaultiana, responderiam essa pergunta rapidamente, atribuindo esse valor aos usos e costumes como forma de controle social e demonstração do micro-poder por parte da liderança sobre os seus liderados. Essa reposta é incompleta e perigosamente superficial, pois há fatores mais importantes que levaram as comunidades evangélicas, especialmente os pentecostais, a desenvolverem uma doutrina ascética. O teólogo Ricardo Gondim, acertadamente comenta:

Não concordo com a tese de que muitos desses posicionamentos nasceram de uma conspiração das elites religiosas ávidas por se manterem em posição de autoridade. Creio que, na verdade, o legalismo origina-se de uma fraca compreensão do que significa o vocábulo "mundo" na Bíblia. [2]

Um dos fatores para a valorização de costumes rígidos está em movimentos que influenciaram o pentecostalismo. O Movimento Pentecostal é originário de correntes pietistas e puritanas, naturalmente ascéticas, por meio do metodismo e do movimento Holiness, dos quais muitos líderes pentecostais foram adeptos, entre eles William Joseph Seymour, que pertencia a igreja da Santidade. Todo o pietismo desses movimentos precursores do pentecostalismo tiveram influência direta sobre o modus vivendi dos pentecostais. Muito do ascetismo pentecostal pode ser comparado com outros grupos protestantes, que se apresentavam com sectários e contrários ao esfriamento espiritual das igrejas oficias e institucionalizadas.
Outro fator de grande influência no legalismo pentecostal é o sua interpretação com relação ao “mundanismo”. O entendimento de “mundo” [3] por parte dos pentecostais, sempre foi literal e relacionado aquilo que no mundo existe, principalmente na área do prazer, entretenimento e enfeites. [4] Esse entendimento molda a cosmovisão pentecostal taxando várias práticas, hábitos e costumes de “mundanos”. Normalmente o novo e inovador é visto com desconfiança, pois “inovações” cheiram “mundanismo”.
Os fatores sociológicos tiveram o seu papel no processo de legalismo e ascetismo dos costumes. O sociólogo evangélico Paul Freston[5], lembra que a Assembléia de Deus nasceu debaixo de um ethos sueco-nordestino. A cultura conservadora- paternalista nordestina, junto com missionários suecos que vinham de um contexto marginalizado produziram uma igreja vigilante, disciplinadora, que detinha controle interno sobre seus membros. Esse controle vinha por meio de exortações eloqüentes, além de “revelações” e forte pregação escatológica. A cultura nordestina sempre apresentou características masculinizadas ou machistas, sendo que no contexto da igreja, a maioria das imposições de costumes vem sobre as mulheres. Em 1946, o presbitério da igreja Assembléia de Deus em São Cristóvão, resolveu criar uma lista de costumes aceitos naquela igreja, sendo que das seis regras, todas eram imposições para mulheres. Samuel Nystrom repreendeu aquela medida legalista da igreja carioca, escrevendo no Mensageiro da Paz de 1947:

As ordenanças para manifestar humildade e severidade para com o corpo servem para satisfazer a carne, o erro, e elas, com facilidade, arranjam os que julgam mais santos do que outros, e isso resulta em inchação vã, e cria um espírito de fariseu, que é o maior impedimento para as bênção de Deus. [6]

Mais rígidas se apresentaram as Assembléias de Deus ligadas ao ministério de Madureira, no Rio de Janeiro, dirigida por Paulo Leivas Macalão. As igrejas ligadas a Macalão, tipicamente brasileiras, estavam desgostosas com “as aberturas liberais” das igrejas ligadas aos missionários suecos. Desprezando as exortações de Nystrom, sobre os exageros no legalismo, muitas igrejas implantaram regras mais duram do que era comum.

02. A retórica sobre usos e costumes.

Hoje, muitos pastores assembleianos estão comprometidos a preservar uma “identidade” nascente, onde os “valores” dos pioneiros possam ser preservados pelas igrejas atuais. Nesse assunto há muita retórica e pouca prática, pois nenhum dos pastores defensores da uma identidade “intacta” voltariam com os rígidos costumes de quarenta ou cinqüenta anos atrás. Basta ver suas congregações, onde houve muitas mudanças, inclusive a livre aceitação dos meios de comunicação, que deixou de ser tabu nas Assembléias de Deus.
Os discursos de importantes lideranças assembleianas continuam bem conservadoras, mas a prática de suas ovelhas tem sido gradativamente flexibilizadas em relação aos usos e costumes. No Mensageiro da Paz de fevereiro de 1991, o pastor José Wellington afirmou : “Não é costume dos crentes na Assembléia de Deus o uso de pinturas, brincos, etc. Não somos retrógrados, [apenas] desejamos [nos conservar] irrepreensíveis... Não danifique a Assembléia de Deus, ame-a ou deixe-a"; ainda para a Revista Veja do dia 02/07/1997, o pastor Wellington afirmou: “Não se ache na mulher a roupa do homem”, condenando o uso de calças para mulheres. Mas no dia a dia das congregações há visíveis mudanças, principalmente nas igrejas centrais e das metrópoles. O discurso parece que não tem surtido efeito sobre a nova geração de membros, onde congregações vivem constantemente conflitos em relação aos "costumes" que devem ser tolerados ou não.

OBS: Não perca a segunda parte e leia as notas escritas abaixo.
Leia mais:
http://teologiapentecostal.blogspot.com/2007/08/doutrina-usos-e-costumes.html



Notas e referências bibliográficas:

[1] O nome é fictício, mas a história é real e aconteceu em anos recentes, numa congregação assembleiana do interior maranhense.

[2] GONDIM, Ricardo. É Proibido, O Que a Bíblia Permite e a Igreja Proíbe. São Paulo: Mundo Cristão, p. 11.

[3] O entendimento sobre o que é mundo, sempre foi encarado de forma errônea. “Mundo” em I Jo 2.15-17 se refere a um “sistema” e não aos próprios objetos e vivência no Planeta Terra. Uma coisa é mundo com “sistema contra Deus e pecaminoso” e outra coisa é o mundo como “pessoas” e “planeta”. O “mundanismo” como sistema pode-se manifestar na medicina (eugenia), na moda (sensualidade), no esporte (violência por competição), nos relacionamentos (individualismo), nas finanças (avareza), no entretenimento (sensualidade e violência), no trabalho (competição a todo custo), na igreja (pragmatismo na pregação), na filosofia (relativismo) etc. Não significa que essas coisas em si sejam más, mas sim que é possível se tornarem mundanas em suas motivações e essência.

[4] Nos textos joaninos há três designações de mundo (do grego kosmos), conforme a explicação: “O ‘mundo’ tanto pode designar o universo ou a terra, como a gênero humano ou o conjunto dos homens que resistem a Deus e perseguem, com ódio, a Cristo e seus discípulos (Jo 7.7; 15.18-19; 17.14). Nesse último sentido, são João aproxima-se da oposição, comum no judaísmo, entre ‘este mundo’ (Jo 8.23), submetido ao pode de Satanás (Jo 12.31; 14.30; 16.11 e I Jo 5.19) e ao mal, e o ‘mundo vindouro’, que ele designa talvez com o nome de ‘vida eterna’ (Jo 12.25). No momento, os discípulos devem permanecer no mundo, embora não sejam do mundo (Jo 17.11-14)”. In A Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Edições Paulinas. 1984, p. 171.

[5] Freston afirma: “A mentalidade da AD carrega as marcas dessa dupla origem: da experiência sueca das primeiras décadas do século, de marginalização cultural; e da sociedade patriarcal e pré-industrial do Norte/Nordeste dos anos 30 a 60” In FRESTON, Paul. Nem Anjos nem Demônios. Petrópolis: Editora Vozes, 1994, p. 76-96.

[6] ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 879- 891.

15 comentários:

(-V-) disse...

"O “mundanismo” como sistema pode-se manifestar na igreja (pragmatismo na pregação)"

aleluia!!!
Principalmente em uma geração que o fim justifica o meio. Mas a verdade é que Deus em sua soberania determinou o fim e o meio.

Ótimo texto.
Mas creio tb que tb devemos lembrar que sim existem costumes. Que você não pode chegar de qualquer jeito afirmando que é "livre" em Cristo. Livre sim, libertino NÃO!

Lebremos o que Paula fala a respeito dos costumes:
"Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça." [Rm 14: 21]

ps: não que teu texto tenha dado margem para essa interpretação... mas que alguém provavelmente vai fazer, vai.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Vinícius, a paz!

Obrigado por sua participação!
Realmente, sempre que criticamos os exageros em “usos e costumes”, alguns interpretam como se tivéssemos pregando antinomianismo. A solução do legalismo não é o antinomianismo, ou seja, a problema da ultra-valorização de regras não é a ausência dessas regras.
Você lembrou um importante princípio que Paulo ensinou aos mais fortes da igreja romana. Quem possui liberdade (pela Palavra) de exercer costumes mais flexíveis, devem fazer isso com muito cuidado para não ferir a consciência dos mais fracos pela arrogância de sua liberdade.

J. Aleluia disse...

Paz irmão!
Não há dúvida que esse é um assunto bastante controverso, importante de ser discutido e avaliado.
Se hoje há calça para a irmã, o que dizer da já existencia e venda das chamadas saias para os homens?

Como a igreja resolverá esse problema daqui a não muito tempo, quando alguém as quiser usar(homens claro)?

Segundo já li as calças nas mulheres começaram por ser uma atitude de soltar o "jugo" e serem mais livres.( segundo parece-me de movimentos feministas).

Será que não tem que haver diferença exterior entre um cristão e um não cristão. Se sim em quê e como? Será que abolindo essas diferenças não poderemos incorrer em riscos tremendos? Claro que considero que muitas vezes nesse tipo exagerado de proibições também os há.

Estou apenas à procura de esclarecimento.Esta é minha 1ª participação.

Deus abençõe e mt obrigado por seu maravilhoso trabalho.

sandre disse...

Uma triste fundamentação dos que defendem a história dos usos e costumes.
Porque o que vale na vida do cristãos é o testemunho.
cabelo, pintura, calça, saia, tudo é muito relativisado em nossos dias.
Os pastores mais relevantes e cultos, tem a aborar o tema com mais sobriedade.
Os mais incultos (como o meu, rsrsrs, tendem a ser mais legalistas.
Eu vejo como exemplo a minha vida e da minha esposa.
meu pastor sempre prega que jogar futebol, não é adequado para o crente.
Eu mostrei para ele, através do meu testemunho, ganhei algumas almas para Jesus no time que jogo.
Ele passou a me tratar diferenciado.
Minha esposa, usa brinco, calça, eu gosto de ter uma esposa linda.
A igreja tem que ter uma preocupação maior, com a educação dos cristãos e não com saia e brinco.
Nosso testemunho vale vais que qualquer imagem.
A liberdade cristã, não é libertinagem, pois pecado é pecado em qualquer igreja.

Abçs
Sandre

Talita disse...

'Errai por não conhecer as escrituras", nossa muito bom o seu texto, voce sabe o que eu estou de total acordo mas tenho uma coisa so pra te dizer, neste link te passei cita coisas interessantissimas sobre a AD no quesito de usos e costumes o item 3 das regras atualizadas( ressalto AS ATUALIZADAS, ñão as antigas)comete uma pequena gafe em questão a tatuagens, leia e analise:

http://igrejaassembleiadedeus.org/usos_e_costumes.htm

Mas como não faço mais parte dessa denominação, não tenho mais nada o que reclamar, a minha igreja tbm tem usos e costumes( ex: não usar roupas indecentes, não ouvir musica mundana, tomar cuidados com os programas de televisão assistidos em casa enfim, todos esses ealmente básicos para se manter a ordem ética da igreja e a propia preservação do "fazer a diferença" da igreja na terra e da preservação, também, da vida espiritual do cristão).

Continue assim estarei sempre lendo os seus textos...
leitora fiel

Shalom

João 8:32 disse...

Graça e Paz;
Quero lhe apresentar um livrete (no formato de blog).

http://tudosobredizimo.blogspot.com

Gostaria que o irmão examinasse-o e logo após sua reflexão fizesse um comentário a respeito do tema abordado.

Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado;
II Coríntios 6:3

Envie seu comentário p/ o e-mail: lcvieira2008@ig.com.br

Deus te abençoe.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

J. Aleluia, a paz do Senhor!
Obrigado por sua participação.

Quanto falamos em costumes, estamos falando de algo transitório, relativo e localizado. Os costumes mudam, e assim eles devem ser encarados.
Como a mudança é inevitável, precisamos orientar essa mudança segundo princípios absolutos firmados na Palavra. Por exemplo: Se em alguns anos toda a sociedade brasileira resolver mudar sua maneira de se vestir e começar a imitar os costumes orientais, devem esses costumes seguir os princípios bíblicos da moderação, modéstia e pudor. Não importa a cultura ou o tipo de vestes, o importante é que cada costume local não venha contradizer aquilo que a Bíblia prescreve como essência.
É necessário uma diferença entre os que servem a Deus e os que não servem. Infelizmente, em nosso meio se vê as roupas como o meio principal dessa diferença. Ora, mudar o guarda-roupa é muito fácil, basta ir à loja da esquina. Precisamos ser diferente dos ímpios não somente em roupas (pois o cristão sempre se portará com pudor), mas também nas relações inter-pessoais, nos negócios, no tratamento aos fracos...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Sandre, a paz do Senhor.

Você fala algo muito importante, quando escreve “pecado é pecado em qualquer igreja”. Os costumes estão atrelados em questões de tradição, contexto social, convenções humanas etc. O não seguir a tradição de um grupo, instituição ou denominação não estão atreladas a questões de harmatiologia. O pecado não é transitório, nem local, nem relativo; mas constante, geral e absoluto. Costumes de uma igreja não são regras que quebradas levarão a pecado, mas sim a quebra de princípios da PALAVRA DE DEUS que levam ao erro, engano e perdição.

Victor Leonardo Barbosa disse...

Irmão Gutierres, a Paz do Senhor.
parabéns pelo artigo, porém tenho uma ressalva:

Quando o irmão disse que a AD(pentecostalismo) originou-se de dopis movimentos ascéticos: o puritanismo e o pietismo.

Concordo com o irmão com relação ao pietismo(o subsequente e não necessariamente o de seus fundadores) a questão do ascetismo, mas nao posso afirmar isso com relação aos puritanos. Até onde sei, eles não tinha muito desse problema com roupas, a questão deles de roupas ou coisa semelhante, a maior marca era a austeridade de caráter externo(pouco sorriso e uma aparente "frieza" inicial) mas nada que se compare a exatamente a visão que os pentecostais adquiriram de mundo.

Creio que essa visão é essencialmente originada daquilo que chamo de "fundamentalismo de esquerda" ou "fundamentalismo extremado" de onde se originou a famosa expressão "separação bíblica".

Abraços irmão...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Talita, Graça e Paz!
Realmente, todos nós necessitamos de costumes que norteiem nosso modus vivendi, portanto todas as denominações e instituições possuem seus costumes e tradições. Esses costumes, em qualquer instituição cristã, não podem sobressair sobre a Palavra de Deus!
Um abraço,

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Boas observações Victor Leonardo,

Quando mencionei o “puritanismo” e o “pietismo”, que ninguém entenda que soa como uma crítica a esses movimentos importantes no protestantismo. As influências de uma espiritualidade piedosa levaram para alguns exageros, que ainda são comuns no meio evangélico. Como Manfred Grellert: “O puritanismo não foi meramente um movimento legalista, elizabethano. Foi um sério movimento de renovação da igreja e da sociedade, com o qual podemos aprender”.
O próprio anglicano John Stott escreveu no livro “Cristianismo Equilibrado” (CPAD), que foi ensinado a pensar que "mundanismo" era “apenas uma questão... de fumar, beber e dançar... embelezar-se, ir a cinemas, usar minissaias”. Portanto, legalismo não existi ou não existiu somente no meio pentecostal, mas no protestantismo exagerado de maneira geral. Há denominações históricas que carregam um forte legalismo litúrgico (liturgismo exacerbado), mas não apresentam problemas com questões relacionadas as vestimentas. O legalismo pentecostal tem características regionais e culturais...

Victor Leonardo Barbosa disse...

Outra questão importante Gutierres: a definhição do que é legalismo.

Afinal, ao que parece, como você mesmo mostra, é que muitos de ambas as vertentes extrapolam demais. Enquanto uns são por demais rigorosos com relação ao vestir,beber, ir para o cinema, etc(como o próprio Sttot cita em uma de suas obras, aliás, a primeira que eu li dele) outros já exageram, afirmando que o crente deve aproveitar o que há de melhor no mundo e não se afastar da sociedade. Logo, não há problema em beber, ir a boates, usar uma roupa mais cirta e apertada, para desespero dos homens que nada podem fazer(ou melhor se satisfazer).

Por isso, é necessário uma definição clara sobre o que é legalismo genuíno, mundanismo genuíno e cristianismo genuíno.

São dessas definições que o mundo pentecostal está precisnado hoje, creio que você está mais do que habilitado por Deus para explicar tal problemática.

siga em frente!!!

Soli Deo Gloria.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Victor, agradeço por suas considerações. A respostas referente as suas questões estão nesse novo artigo, junto com as notas.
Um abraço,

Anônimo disse...

Gostei muito do seu comentário e queria dizer que sou a favor. Esses abusos de costumes chamados por alguns de "doutriná" deixam muita gente longe do céu. O que muitos pastores temem é esclarecer aos seus membros a verdade com medo de perder a direção, esses acham que devem levar a igreja para céu com ditames e esquecem que o diabo está aí enganando com seitas aqueles que querem acertar o caminho da salvação, se nós fossemos mais sinceros esclareceriamos nossos membros a verdade biblica e não trabalhariamos nosso parecer biblico em suas mentes.
Eu acho que o que é pecado hoje já foi, e sempre será, mas o que eu achei há anos atrás que era nunca foi, apenas nos privamos de uma liberdade que podiamos desfrutar. Aliás, quero defendê-los porque na sua ausência de conhecimento proibiam aquilo que não conheciam com profundidade.
Pecado é aquilo que me prejudica, prejudica meu próximo e prejudica minha comunhão com meu Criador, Deus não proibe ele previne. Ele disse para Adão não comer do fruto para não quebrar “uma aliança” feita entre os dois. Gen. 2. 17 + Os 6. 7 Foi uma aliança para a vida de comunhão entre o Criador e a criatura não para tirar um direito do casal, ele fez tudo plantou toas as árvores e “viu que era bom”.

Wésley Câmara disse...

Lembrei-me de trechos de algumas músicas legalistas:
"Irmãs que rapam as pernas, vaidosas e maquiadas, com a roupa acima do joelho e suas unhas todas pintadas..."

"Irmas que pintam as unhas, o bagageiro vai levar! E depilam as sobrancelhas para bonita ficar! Existe o trem bagageiro para o mundo embarcar, seguira para o inferno, la é seu ponto final"

Cada uma hein? Hehe. Paz