quarta-feira, 9 de julho de 2008

A problemática dos “usos e costumes” no contexto pentecostal (Parte 02)


Quem gosta muito de cinema,
Do futebol ainda mais,
O mundanismo Deus condena
E o príncipe do mundo é Satanás.

Mas, eu que já fui mundano,
Hoje mundano eu não sou,
Mas se você for mundano,
É inimigo do Senhor.

Cuidado irmão cuidado,
Cuidado com broche e anel,
Todo isso é vaidade.
Impede a sua entrada lá no céu
[1]

Os problemas com "usos e costumes" não se resumem em uma repreensão ou disciplina inadequada e desnecessária aos membros de igrejas legalistas. Há problemas sérios, de cunho exegético e hermenêutico, na interpretação da Bíblia para a defesa de certos "usos e costumes". Existem aqueles que baseiam os costumes em "visões", "revelações" e "profecias" etc.; sendo uma total distorção dos carismas, em seu propósito e orientação bíblica.
Além do legalismo, uma nova geração evangélica vem experimentando quebra de costumes saudáveis em luta ao que definem erroneamente como legalismo [2]. Uma geração hedonista, pronta para aos prazeres.

Interpretações equivocadas e bases doutrinárias falsas.

Muitos "usos e costumes" se baseiam em "visões" e "revelações". Líderes pentecostais que esqueceram o verdadeiro propósito dos dons espirituais, sendo o edificar, consolar e encorajar; mas nunca estabelecer "doutrinas", "regras" e "preceitos". Quando uma revelação estabelece regra, tal igreja não pode ser considerada protestante e muito menos bíblica, pois colocou outra "coisa" no mesmo patamar das Escrituras. Há até denominações que estabeleceram "doutrinas" em sonhos ou visões que o líder máximo teve. Tais igrejas correm a passos largos para o sectarismo.
David Miranda, fundador, líder e doutrinador de sua denominação, proíbe o uso de televisão pelos membros e obreiros da igreja, baseado em uma revelação que tal aparelho é a "imagem da Besta do Apocalipse".
Na Assembléia de Deus em Mato Grosso, o pastor Sebastião Rodrigues mantém a proibição aos aparelhos de TV, contrariando a abertura assembleiana da última década, baseado em uma "revelação" que supostamente Deus lhe deu há alguns anos. Rodrigues ainda escreveu tal experiência na Revista Obreiro de outubro de 1998:

O Senhor disse-me que o inimigo encontrou na televisão um meio muito fácil de fazer dos pastores afrontarem ao Senhor Jesus. Cada pastor, cada crente em geral que colocar no seu aposento um televisor, estará afrontando ao Senhor Jesus, que tem na televisão um conceito de aparelho maldito. Por isso, aconselhamos aos centres em geral que desistam do aparelho, e que os obreiros terminantemente não possuam, pois o pastor, o obreiro ou aqueles que ocupam qualquer cargo na igreja devem se exemplo. [3]

Esses dois exemplos mostram o equívoco de duas lideranças em relação ao propósito dos dons, que nunca foi de estabelecer "doutrinas", "regras" ou "costumes" (I Co 14. 1-5). Esse tipo de mentalidade é um campo fértil para abraçar heresias e modismos por meio de fenômenos místicos e transcendentais, vide as seitas clássicas como exemplo.
Uma tendência comum no estabelecimento de regras absurdas é a universalização dos gostos pessoais. Há pessoas que não gostam de determinada coisa ou objetivo, então passa a demonizar e criticar aqueles que gostam. Confundem gostos pessoais com a vontade de Deus. Ora, se alguém se sente bem somente de saiais e sem brincos e jóias, que não condene aquelas que gostam. O mesmo serve para as que sentem liberdade em tais assuntos, mas que não devem ferir a consciência dos mais fracos (cf. Rm 14.1-12).
Observando que é lamentável ver líderes se comportando com crentes fracos, presos em legalismos. As igrejas de líderes legalistas normalmente sofrem por falta de pão, de doutrina bíblica, da Palavra de Deus. São pastores que por faltam de assunto na Bíblia, expõem excessivamente suas opiniões nos "usos e costumes".

Os exageros opostos.

Enquanto há milhares de crentes presos em costumes legalistas e sufocantes, outros de livre consciência têm mudado seu modo de viver conforme as modas passageiras da sociedade. Há cristãos que não se preocupam em se vestir decentemente, com pudor e modéstia, mas preferem extravagâncias desnecessárias. É claro que não é preciso proibir calças para mulheres, como os legalistas fazem, mas não se pode aceitar que uma cristã vista uma roupa tão colada que exponha vergonhosamente o seu corpo.
Os mesmos princípios servem para os homens, que devem apresentar uma aparência moderada, pois quantos pastores legalistas de finos ternos italianos ficam a reprovar o legítimo gosto feminino por adornos e jóias. Não seria isso uma contradição?
Alguns cristãos têm caído em falácias doutrinárias, expostas por escritores e pregadores que enfatizam demasiadamente a "graça de Deus" em detrimento da responsabilidade humana. A pregação da "graça barata" vem adentrando no pensamento cristão contemporâneo e produzindo cristãos apáticos diante do pecado e dos confrontos aos males desse mundo. São os opostos aos legalistas, mas tão anti-bíblicos quanto!

Conclusão.

A Bíblia condena legalismo e libertinagem, pois a Sagrada Escritura trata as questões humanas de forma equilibrada. O mundanismo como sistema de Satanás deve ser rejeitado, mas nunca confundido com Planeta que Deus deu aos homens. As mulheres não podem receber um jugo do qual Cristo nunca impôs, pois o próprio Deus colocou na mulher o seu lado feminino com seus gostos naturais pela beleza e estética, mas é claro que sem exageros. As crianças cristãs devem praticar esportes sem culpa e não caírem no mal da obesidade e vida sedentária, assim como os adultos; mas é claro que sem culto ao corpo. A saúde, a beleza são importantes, mas junto com uma ativa comunhão com Deus. Espiritualidade não pode e nem deve ser inimiga do cuidado ao corpo. O corpo não pode ser vitima de uma visão dualista, gnóstica e maniqueísta, onde os sentidos corporais são demonizados em relação às almas e interior humano. Os homens devem inventar menos regras e basearem na essência dos princípios bíblicos.

Notas e referências bibliográficas:

[1] Esse corinho é totalmente legalista, especialmente a última frase. Mas é necessário definir corretamente o legalismo. O legalismo é o apego excessivo as regras e leis, onde a salvação é atrelada a obediência irrestrita de preceitos humanos, confessionais ou denominacionais. O antídoto do legalismo não é a ausência de leis, tal como é proposta sutilmente pelos conceitos neoliberais da Emerging Church. Os antinomistas apresentam uma aversão pelas regras e confundem princípios morais com legalismo. No contexto do liberalismo eclesiástico, não é raro encontrar quem defenda uniões homossexuais, masturbação, sexo antes do casamento, pornografia, drogas etc.

[2] Um conceito resumido e verdadeiro de legalismo: "O legalismo religioso concentra-se na obediência às leis ou aos códigos morais com base na suposição de que tal obediência é um meio de lograr o favor divino". In GRENZ, Stanley J. e SMITH, Jay T. Dicionário de Ética. São Paulo: Editora Vida, 2005. p 103. O teólogo Erwin W. Lutzer define legalismo como: "o uso errado de leis e regras. Se cumpro as regras pensando que isto em torna religioso, então, sim, sou legalista. As regras podem me afastar de certos pecados seletos; o que elas não podem fazer é me oferecer justiça. As regras não me levam a amar Deus ou me empenhar por santidade". In Quem é Você Para Julgar? Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p 223.

[3] Paradoxalmente o pastor controvertido Paulo Roberto, co-pastor de Rodrigues, possui programa de TV e vários DVD´s de pregação, com um conteúdo duvidoso e anti-bíblico.

25 comentários:

Volney Faustini disse...

Mandou bem, Gutierres!

Os artigos 1 e 2 ajudam os jovens (como nós he he) desta geração a entenderem melhor o distanciamento que temos criado do cidadão comum - nossos vizinhos. E muitas vezes até temos carregado uma caricatura como crentes. O jeito de nos vestirmos e as manias (maneiras para outros) que nos estereotipam. Tudo isso são coisas superficiais e de importância menor.

É comodo para o rebanho permanecer obediente a maneirismos - e com isso aliviar consciências. Já a liberdade, a abertura, e a individualidade - tudo isso são desafiadores para o individuo - onde cada qual deve ser responsável por sua consciência, seu comportamento e suas atitudes.

Foi na parte de dentro que Jesus tocou (e não no exterior) para realçar nossas feridas e a fonte de nosso mal. É disso que precisamos cuidar e cuidar bem!

(-V-) disse...

Caro irmão, Gutierres.

Ótimo texto novamente. Que Deus seja louvado através dele.

Basicamente, foi o que conversamos no artigo anterior. Concordo com você que se os pregadores parassem tanto de falar dos seus “achismos” e começassem a pregar a Palavra de Deus, corretamente interpretada (lógico!), as coisas seriam bem diferentes.

Aliás, eu tenho pensado que se todos os pastores brasileiros pregassem por um ano somente o Novo Testamento a igreja brasileira passaria por sérias transformações. Não que eu despreze o Velho Testamento, contudo, muitos sem uma devida noção doutrinária e geral da bíblia, usam-no para “respaldar” suas afirmações heréticas. Por exemplo: a teologia da prosperidade vigente (e como o Novo Testamento é claro em relação ao dinheiro e a busca deste!!!).

No Amor e na Verdade que nos une,
Vinícius
(-V-)

Ednaldo disse...

Boa série Gutierres, infelizmente não só nas ADs, mas em muitas outras igrejas que tem imposto usos e costumes sobre a membresia, tem sua origem em apenas um ponto, o qual você salientou bem.

DESEQUILIBRIO proveniente de uma má interpretação das Escrituras.

Parabéns.

Em Cristo,

Ednaldo.

Victor Leonardo Barbosa disse...

bom complemento irmão Gutierres, pauta pela sabedoria bíblica.
Só não entendi a terceira nota: Quem é afinal a pessoa com dvds anti-bíblicos? Paulo Romeiro ou Rodrgues?

Paulo Adriano Rocha disse...

Bem, esse é um dos assuntos mais controversos da história cristã: os "usos e costumes". Alguns enxergam como "doutrina", outros como "heresia" e nunca chegarão a um denominador comum.
Eu acho que deve sempre haver o equilíbrio eo estímulo a que a membresia analise seu modo agir de acordo com a Palavra. No entanto, claro, como "cada cabeça é um mundo", haverá sempre a necessidade de mediação, é aí que entra a liderança, que deve ter uma consciência muito embasada na palavra e no amor de Deus para não derrubar os mais fracos.
Na realidade, nós sabemos que muitos costumes antigos estão sendo abolidos, conceitos são mudados etc. O que não se pode é deixar de se "exigir", por assim dizer, o padrão de santidade na vida dos crentes, uma vez que santificação ninguém verá o Senhor. Como eu disse, é um assunto muito complicado, mas que Deus nos ajude a sermos santos e, acima de tudo, usos ou costumes, mostramos a vida e o amor de Cristo, nas nossas vidas, afinal, é assim que o mundo nos conhecerá 9João 13.35).
Abraços, Gutierres

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Volney, a paz!
Realmente, a transformação do cristão começa de dentro para fora, mas nunca o contrário. Deus começa a nossa santificação do espírito, passando pela alma e terminando no corpo (I Ts 5.23). Corpo “santo” sem alma lavada é farisaísmo... E lembrando que não é possível uma dicotomia da santificação.
Obrigado pela participação e volte sempre!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Vinicius, a paz!
Gosto muito de uma frase do pastor e teólogo Antonio Gilberto da Silva, onde ele escreve que “a boa doutrina produz bons costumes, mas os costumes não produzem doutrina”. Ora, se os pastores se preocupassem com um ensino bíblico mais profundo, constante, com esmero e oração, não teríamos esse problema de legalismo.
Concordo com você, se por um tempo o Novo Testamento fosse pregada de forma expositiva em nossos púlpitos, a nova igreja seria outra...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Victor, a paz!

Não coloque o Paulo Romeiro nessa história...rsrsrsrs
Acontece que o pastor Sebastião Rodrigues de Souza, presidente da Igreja Assembléia de Deus no Estado do Mato Grosso tem como segundo líder o Paulo Roberto. Ambos dirigem cultos no maior templo evangélico do país, em Cuiabá.
Paulo Roberto é o famoso “Zé Galinha”, aquele que testemunhou umas galinhas falando em línguas e o galo que interpretava. Segundo Paulo Roberto, Deus usou essas galinhas pentecostais para falar com ele. Cada uma!
O engraçado é que o pastor Paulo Roberto tem programa de TV chamado “Libertando os Cativos”, dvd e outras coisas midiáticas, sendo vice-presidente de uma igreja que proíbe essas coisas. Isso não é uma contradição?

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Ednaldo... A paz!

Equilíbrio é uma virtude máxima na vida cristã. Mas como é fácil cairmos em extremos, no legalismo ou na libertinagem... Que o SENHOR possa nos dar equilíbrio...
A exegese de muitos legalistas é espantosa e algumas cômicas...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Realmente Paulo

Precisamos de equilíbrio e orientação. Sempre falamos que os pastores devem orientar suas ovelhas nesses assuntos, mas infelizmente muitos pastores sãos os primeiros que precisam de orientação. Acabei de ouvir numa rádio, uma irmã que foi proibida de participar da Ceia do Senhor em sua igreja, porque no lugar onde ela trabalha o uniforme é uma calça.
Você toca em um ponto importante, que toda orientação tem que ser com a Verdade da Palavra de Deus e com o amor aos mais fracos e neófitos.
Padrão moral de santidade deve ser pregada na Igreja, mas bem pautada na correta interpretação das Escrituras...
Obrigado por sua participação e volte sempre.

André Amaral - Teologia Simples disse...

"Não, Não, Eu não quero ir! Vai você sozinho eu fico aqui.
...No cinema eu não vou nem na casa do vizinho assistir televisão, eu vou é na igreja ouvir a pregação!"

Conhece essa???rsrs

Boa demais!!!

Agora não lembrei a letra toda.

Abraço!

Junior disse...

Muito boa Gutierres!
Seu blog tem sido um grande meio de interação e edificação daqueles que lutam pelas causas do Mestre.
Precisamos levantar a bola do verdadeiro pentecostalismo, pois o que temos visto em nossas igrejas hodiernas tem sido decepcionante.

Fraternalmente
Junior

Anchieta Campos disse...

A paz do Senhor querido irmão.

Gostaria apenas de destacar que certa vez ouvi o pregador Paulo Roberto comentando que o seu pastor presidente era um homem de Deus e com visão espiritual. Quando escutei isto pensei logo comigo: "com certeza este pastor deve ter alguma caída, nem que seja mínima, para modismos e exageros pentecostais". Ao ler seu post me lembrei deste ocorrido, tendo vindo assim a confirmação de minha suspeita.

Que o Senhor o abençoe e use cada vez mais. Em nome de Jesus. Amém.

Abraços.

Anchieta Campos

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

André Amaral, a paz!
Esse eu não conhecia, mas podemos até fazer uma coletânea de músicas de mensagem legalista. Lamentável.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Junior, a paz!

Agradeço as palavras de incentivo...
A maior necessidade do pentecostalismo hodierno é se voltar para as Escrituras e jogar fora todos os modismos que tem entrado em nosso meio. A luta é árdua...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Anchieta Campos, a paz!

É lamentável ver o pastor Sebastião Rodrigues, uma das principais lideranças das Assembléias de Deus, tendo um auxiliar como o pastor Paulo Roberto. Isso mostra como a Palavra de Deus precisa voltar naquela igreja urgentemente. Uma igreja totalmente legalista e cheia de modismos. Recomendo que todos orem em prol da Assembléia de Deus em Mato Grosso, principalmente pelo “grande templo” de Cuiabá, onde Paulo Roberto “prega” seus modismos todas às segundas-feiras.
O pastor Paulo Roberto, no congresso de missões da AD de Rondônia, no início desse ano, verberou críticas severas a CPAD (e a um de seus escritores) e a CGADB. A crítica dele foi referente ao bom trabalho de pessoas da casa que tem denunciado as heresias que ele propaga. Veja os vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=e5M54VENHWg parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=AKSbullcH18 parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=O63npZNZAl0 parte 3
O “Estatuto Social” da CGADB, no artigo de número 01 está escrito: “Fica terminantemente vedado a qualquer ministro, Convenção ou Entidade filiada ou vinculada a esta CGADB, a adesão a qualquer movimento ou doutrina que contrarie a sã doutrina, os bons costumes e a liturgia dos cultos das Assembléias de Deus no Brasil, a juízo desta Convenção Geral”. O artigo de número 02 continua: “A não observância ou desobediência ao disposto nesta Resolução sujeitará ao infrator a aplicação das sanções disciplinares previstas no Artigo 43 do Regimento Interno desta Convenção Geral”. O Artigo 43 do RI diz: “O membro da Convenção Geral está sujeito às seguintes penas disciplinares: I – advertência; II – suspensão; III – desligamento. Parágrafo único. As penas disciplinares previstas neste artigo serão aplicadas de acordo com a gravidade da falta, sendo assegurado ao infrator, o pleno direito de defesa.”
Diante dessas disposições descritas em nossos estatutos, está na hora (ou já passou de hora) de pessoas como Paulo Roberto serem suspensas da Convenção Geral, pois as heresias que esses homem prega são gritantes. Não adianta falar ou debater, e não colocar tais artigos do Regimento Interno na prática.

Vosso Servo disse...

Paz, Guitierres!

Excelente artigo! Leva-nos a uma profunda reflexão do que fomos, do que somos e do que podemos vir a ser em relação a essa problemática.

Daladier Lima disse...

Como sempre, surpreendente. Seus artigos não caem no lugar comum, nem ficam citando versículos sem fim. Não que tenha nada contra a Bíblia, entendam, por favor.
Eu já abordei algumas dificuldades com nossa identidade em meu blog. Mas você teve a perspicácia de constatar que não é ausência de regras que vai resolver o problema da igreja. Isso se manifesta no "descompromisso" que sentimos hoje.
Parabéns!

De Hagnos disse...

lí seu blog e e lembrei-me que...



“...Robert Capon coloca da seguinte forma: .A Reforma foi uma ocasião em que os homens ficaram cegos, embriagados por descobrir, no porão empoeirado do medievalismo tardio, uma adega repleta de graça envelhecida mil e quinhentos anos, com teor alcoólico 100% . garrafa após garrafa de pura Escritura destilada, um gole da qual bastava para convencer qualquer um de que Deus nos salva sem precisar de ajuda. A palavra do evangelho - depois de todos aqueles séculos de tentar elevar-se ao céu preocupando-se com a perfeição de seus cadarços - tornou-se repentinamente um anúncio direto de que os salvos já estavam em casa mesmo antes de começarem (...) A graça deve ser bebida pura: sem água, sem gelo, e seguramente sem água tônica; não se permite que nem bondade, nem maldade, nem as flores que desabrocham na primavera da superespiritualidade entrem no preparado...”



Brennan Manning. O Evangelho maltrapilho pág. 18, Mundo Cristão 2000



É por isso que os reformadores diziam “sola gratia”. Somente a Graça e nada mais que a Graça!


Saraiva

http://paulo-saraiva.blogspot.com/

Vosso Servo disse...

Paz do Senhor, Guitierres!

Gosto muito de ler seu blog que traz assuntos edificantes e esclarecedores.

Vendo sua análise acerca dos usos e costumes, pentecostalismo, fundamentalismo, cessassionismo, observo o quanto vc se aprofunda nos tais temas, fundamentando sempre suas informações.

Lamento, porém, que por parte da nossa liderança continue sempre as contradições.

Veja: A CPAD é uma editora da CGADB. Dentre os muitos autores que têm publicado obras importantes, está o amado CIRO ZIBORDI.

Dentre um dos livros publicados pelo Ciro, o caso "Zé Galinha" foi registrado. Tal citação foi tomada como insulto pelo Pr. Paulo Roberto que não economizou xingamentos contra o Ciro em pleno culto festivo. Até aí tudo bem! Foi uma reação natural de defesa ante o seu público.

Acontece que o Pr. Paulo Roberto entrevistou o Pr. JOSÉ WELLINGTON, presidente da CGADB e, intencionalmente, perguntou sobre o que o ilustre presidente achava do caso de DEUS usar as galinhas para curar. Para nossa surpresa, nosso amado presidente atacou os críticos e disse o caso é compreensível, afinal o que importaria é que ele estava ali, CURADO.

Veja os vídeos:
Parte 1
http://youtube.com/watch?v=XV-TNg6uK1k
Parte 2
http://youtube.com/watch?v=tHx2KFTx0v8&feature=related
Parte 3
http://youtube.com/watch?v=MURI6WwiNSU&feature=related

Veja: a CPAD e a CGADB, de certa forma, emitindo pareceres diferentes numa só questão...

Acho lamentável essa falta de unidade numa questão que ficou registrada até em um best-seller do Escritor Ciro.

Lamentável mesmo!

Anônimo disse...

A paz do SENHOR,cada crente tem que sentir bem onde congrega,se para ele o ensino sobre "usos e costumes"na sua igreja tá do jeito que ele gosta não temos que criticar.Quem achar que não esta bom, é só ir para outra igreja.

Wésley Câmara disse...

Costumes são sim doutrinas. Porém, doutrinas humanas. Sendo assim jamais podem se sobrepor ou se igualar à Sã-doutrina. Texto muito bom. Parabens.

Bruno Queiroz disse...

Caro Gutierrez, alguns afirmam que os assembleianos batizados estariam pecando em desobedecer aos uso e costumes, ainda que eles não sejam pecados em si, pois a desobediência a eles seria uma quebra do voto batismal. Geralmente por ocasião do Batismo, é perguntando ao catecúmeno, pelo menos na minha igreja, se ele promete ser fiel à doutrina e aos costumes da Igreja. Isso obriga os assembleianos batizados a seguirem todos os costumes da instituição?

Bruno Queiroz disse...

Caro Gutierrez, alguns afirmam que os assembleianos batizados estariam pecando em desobedecer aos uso e costumes, ainda que eles não sejam pecados em si, pois a desobediência a eles seria uma quebra do voto batismal. Geralmente por ocasião do Batismo, é perguntando ao catecúmeno, pelo menos na minha igreja

Lucas disse...

Gostaria de saber quem canta essa música. ...rsrsrsrsrs