domingo, 31 de agosto de 2008

Evangélicos e política Parte 02

Nepotismo, igrejas que impõem candidatos, política fraca e não influenciadora, eis alguns aspectos da política evangélica. Nesse artigo serão analisados mais alguns aspectos da política evangélica.

Política fraca e insuficiente

A política evangélica no Brasil não produziu diferenças significativas no país, isso é um fato incontestável, pois se resume a obter concessões de TV e rádio para mega-igrejas. Os poucos pontos positivos da política evangélica foi mudar alguns artigos do código civil e a política sobre o aborto mais abrangente, mas até isso é muito deficiente, pois o aborto já é praticamente liberado no país, pois qualquer mulher pode abortar dizendo que foi estuprada sem apresentar boletim de ocorrência nos hospitais do SUS.
Em grande parte, o aborto não é totalmente liberado no país por causa da atuação da Igreja Católica Romana. Os políticos evangélicos, sim, têm sua contribuição sobre o assunto, mas a Igreja Católica foi e continua sendo mais atuante. Muitos ditos políticos evangélicos, inclusive, são a favor do aborto, principalmente aqueles ligados a Igreja Universal do Reino de Deus [1].
Enquanto entre os parlamentares verdadeiramente católicos há unidade em torno do assunto, no meio evangélico existe uma grande divisão. Ora, isso mostra a fraqueza dessa política em assuntos básicos. A atuação de um político evangélico que tem se destacado é na política contra a pedofilia, sendo, ainda, uma exceção.

Mudança do sistema

Há pessoas bem intencionadas ao entrarem no sistema político-partidário, mas os mesmos continuam bem intencionados, porém conformados com a corrupção do sistema. É necessária a mudança no sistema e nunca se conformar com a podridão do mesmo. Onde a cosmovisão cristã entra para quebrar o caciquismo, populismo e outras mazelas?

Nepotismo e os políticos evangélicos

O nepotismo nasceu em meio à cristandade, pois os Papas colocavam em cargos importantes seus sobrinhos e até filhos secretos. O nepotismo, arraigado na cultura ibérico-católica contaminou o meio evangélico brasileiro. Os políticos, acostumados com o nepotismo eclesiástico, transferem os mesmos erros para os seus gabinetes. Nepotismo é antiético, vergonhoso para aqueles que dizem rezar a cartilha da práxis cristã.

Igrejas que impõem candidatos

Há muitas igrejas nesse dias que apresentam ou impõe seus candidatos, muitas vezes não diretamente a Igrejas, mas aos pastores pertencentes ao ministério ou denominação. Denominações, como agências do Reino de Deus, devem ensinar princípios a serem observados pelos crentes na hora de votar, mas nunca, de forma alguma, colocar um nome como a única opção do membro daquela igreja. Como disse o sociólogo evangélico Paul Freston: “Nossa preocupação tem que ser com a promoção do Evangelho e não com a promoção dos evangélicos” e o teólogo Paulo Romeiro completa: “Precisamos de candidato evangélico e não candidato dos evangélicos” [2].
Há denominações ou congregações locais que lançam candidatos oficiais segundo a conveniência política e vantagens financeiras, literalmente falando: compra de voto, com trocas ou ganho de terrenos, bens etc. Isso é o cúmulo do absurdo elevado ao quadrado!!!

Pode pastor ser candidato?

Não há uma proibição bíblica a respeito, mas pelo uso mínino do bom-senso, o pastor deve evitar envolvimento com política-partidária, pois o mesmo terá que defender os interesses do partido e se comprometer com as manobras naturais da campanha. Pastor já é uma ocupação muito sublime, mas muitos com sede de poder não se conformam e logo entram nessas disputas. Fica o ecoar de alerta proferido pelo pastor Claudionor de Andrade:

Se o atalaia menospreza as honras do ministério cristão, como poderá enaltecer a cidadania celeste? O Senhor o chamou, pastor, para o ministério da Palavra, mas você tem obsessão pelo ministério público. Quer uma cadeira no parlamento, e reputa por nada a cátedra doutrinal que, em sua igreja, está sempre vazia. Deixe a política aos políticos, zele pelo bem comum das ovelhas que o Senhor lhe entregou. [3]

Muitos estão falando se perguntando, se o pastor pode ser advogado, jornalista, médico, empresário, filósofo, porque o mesmo tem que evitar a política? A resposta é simples. Política é demasiadamente delicada, pois muitos membros da igreja ficaram ofendidos ao verem seus pastores aliados a um partido que nunca lhes agradou ou então fazendo o lobby daquele político que arruinou a cidade na última gestão. O pastor sábio evita confusão e deixa a política para os verdadeiramentes preparados!

Conclusão

A política evangélica tem muito que melhorar, pois os mesmos não têm feito diferenças significativas na sociedade. Alguns buscam seus próprios interesses ou interesses da denominação (como concessões de rádio e TV). O político cristão deve basear sua vida nos princípios da Palavra de Deus e agir eficazmente na função em que foi eleito.


Notas e referências bibliográficas:

01. Considerar a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) como evangélica é contestável, pois a mesma apresenta poucos princípios da Reforma Protestante, mas apresenta elementos do catolicismo medieval supersticioso, baixo espiritismo com seu maniqueísmo e características carismáticas dos pregadores da prosperidade.
02. ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em Crise. 4 ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999. p. 165.
03. ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Ainda reténs a tua integridade? Mensageiro da Paz. Maio de 1999 in Artigos Históricos, Vol. 03. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. p. 194.

18 comentários:

Talita Cristina M.Santos disse...

vou começar a ler o blog denovo amei esse texto.
Graça e Paz

urgente gospel disse...

Olá amigo gutierres.Mas uma vez você foi genial!! parabéns pelo otimo texto. Nem vou acressentar mais nada, você já disse tudo.Vou deixar, apenas uma pergunta. O que você acha, de candidatos que andam em congregações, fazendo campanha eleitoral aos domingos paralisando o culto? isso aconteceu ontem na minha, para revolta de muitos irmaos.Abroços e fica na paz de cristo.

Rodrigo de Aquino disse...

Vou escrever sobre outro assunto agora, pois o que tinha que ser dito, voce acabou de dizer! Parabéns, boa pesquisa!

Rodrigo

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Talita, a paz!

Agradeço suas participações e que bom que você começou novamente na leitura desse blog!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Antoniel Gomes, a paz!

Obrigado por sua participação nesse espaço! Sua pergunta é muito importante!
É simplesmente um absurdo a tomada de tempo do culto para propagandas eleitorais. Deus leva muito a sério o culto, portanto o tempo precisa ser remido da forma mais sábia... Nunca que um político possa tomar o tempo da Palavra de Deus!!!
A impressão que dá é que alguns pastores cansaram do púlpito e logo o enchem de entretenimentos e até de políticos, que estão ali buscando seus próprios interesses.
E isso, caro irmãos, está cada vez mais comum e aceitável. Conheço várias igrejas, inclusive a minha, em que “santinhos” são distribuídos no decorrer do culto!!! Meu Deus onde vamos parar?!
Não sou contra a política e nem dos políticos evangélicos, no primeiro artigo até critiquei o apoliticismo... O que não pode acontecer é esses abusos!!!
O que acho engraçado são algumas igrejas que consideram o púlpito como uma espécie de altar, onde as mulheres nem sobem e todos veneram... Pura besteira... Mas o mais engraçado disso é que essas igrejas aceitam políticos nesse espaço. Paradoxo total!

Vamos dormi com isso?

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Rodrigo Aquino, a paz!

Obrigado por sua participação.
O assunto ainda dá muito pano pra manga!
Incentivo que você escreva também sobre o assunto, pois certamente suas reflexões contribuíram para a blogosfera meditar sobre política.
Parabéns pelo “Ócio Teológico”, um ótimo blog!
Um abraço,

Jefferson disse...

Muito bom o texto!
Como já falaram eu tbm faço questão de ressaltar, falou tudo sobre o assunto e falou bem :)

Victor Leonardo Barbosa disse...

Parabéns pelos dois posts irmão Gutierres, assunto extremamente pertinente para a época atual, que bom seria se a igreja buscasse, através do ensino, formar políticos cristão éticos e legítimos e não misturar seu nome junto a política com um candidato representante.

Isso é por demais danoso ao reino de Deus, e o pior é ver pastores metidos nisso. que bom seria se eles lembrassem da Palavra de Deus soprada em Pedro:"mas nós perseveraremos na oração e no ministério da Palavra"(At 6:4)

Abraços fraternos irmão!!!

Ismael Lima disse...

Paz.

Sou evangélico e sou apolítico.

Já me disseram que minha posição (sim, ser apolítico é uma tomada de posição) é resultado de uma espécie de "covardia intelectual", preguiça, indisposição, desinteresse. Eu nunca encontrei uma definição precisa do apoliticismo, então uso a minha mesmo: ser apolítico é tomar uma posição de neutralidade política e aceitar como legítimas as decisões democraticamente tomadas pela maioria. Meu apoliticismo se restringe à militância partidária.

Ser apolítico não é ser alienado. Ser apolítico é ser neutro. Eu me sinto à vontade para votar em um candidato de esquerda ou de direita, dependendo de seu histórico e de seu programa político. Ser apolítico é não participar de manifestações públicas de apoio ou repúdio a qualquer candidato, partido ou filosofia política. Ser apolítico é não declarar apoio irrestrito a um candidato. É não tomar partido.

Voto, exerço minha cidadania, cumpro meus deveres, exijo meus direitos. Mas não pertenço e não desejo pertencer a nenhum sindicato, associação ou partido político. Acredito que esta é a postura mais adequada para um cristão. Não somos peregrinos em terra estranha? Devemos nos embaraçar com os negócios desta vida?

Não digo que evangélicos e religiosos não possam se candidatar a cargos políticos. Digo que não devem usar a religião como pretexto para justificar suas candidaturas. Não é que pastores não "deveriam" participar da política. Entendo que eles não podem. Ou se é pastor ou se é político. As duas coisas não combinam. Só vejo confusão e mau testemunho da fé cristã quando tentam forçar esta combinação "pastor-político". É como tentar unir uma pomba e um urubu. É como tentar misturar água com óleo. Não dá certo.

Paz.

Francivaldo Jacinto disse...

A paz do Senhor!

É vergonhoso como anda a política brasileira.
E infelizmente muitos políticos “evangélicos” estão enquadrados neste grupo de corruptos.
Há alguns dias atrás, um irmão da igreja em que congrego ,veio me pedir para eu votar nele.
Não vejo nada demais nisso!
O fato é que o irmão foi mais além. Perguntou se eu poderia ajudá-lo na sua campanha, pois fazendo isso eu seria recompensado financeiramente. Bastando apenas na véspera e no dia da eleição sair comprando voto com ele.
Onde vamos parar!

Fraternalmente,

Francivaldo jacinto

Elizeu Rodrigues dos Santos disse...

Querido, neste link http://sementetransgenicadoevangelho.blogspot.com/2008/09/ano-eleitoral.html escrevi algo sobre política, da forma como ela ocorre hoje em nossas igrejas. Esse "caciquismo" que vc citou aqui me deixou curioso e estarei pesquisando sobre ele. Nossa "apolítica" se resume a pública, pois no campo esclesiástico, somos políticos, e com quase a mesma cor cinza (ou negra) dos partidos nas eleições.

Fica na paz

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Caros irmãos...
Jefferson, Victor Leonardo, Ismael Lima, Francivaldo Jacinto e Elizeu Rodrigues. Agradeço pelas participações e colaborações com o assunto discutido.


Não precisamos desprezar a política por causa dos maus exemplos, pois ela é uma atividade muito importante no exercício da cidadania e na construção de uma cosmovisão cristã. O homem é um ser político, portanto “a arte de governar bem” deve ser exercida pelos evangélicos, mas sem o ridículo messianismo e outras aberrações que acompanham alguns líderes religiosos. João Calvino escreve: “Portanto, não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações”.
O grande problema é que várias igrejas evangélicas e seus pastores estão nesse momento vendendo votos ou trocando por tijolos; outros estão impondo seus candidatos na goela dos seus cooperadores e membros, assim como faziam os mais estúpidos cabrestos. A grande maioria dos líderes ditos “cristãos” não sabem se comportar com a política. Nesse momento alguns “santinhos” estão sendo distribuídos nos templos durante os “louvores” a Deus...
Apoliticismo, não. Política, sim. Politicagem, não. Política, sim.

hadassa disse...

Fico interessada e acho extremamente válido quando evangélicos começam a avaliar e discutir a situação em torno da política, esse ato revela-me uma preocupação intensa na questão da condução do nosso país, e que a igreja evangélica precisa urgentemente corrigir as distorções existentes. Em meu entendimento, a questão do conhecimento e preparação para exercer a atividade política é extremamente importante, o que ainda não conseguimos executar é essa simbiose quase que imposta entre o exercício da atividade política e o exercício do ministério, uma coisa não se mistura com a outra, no sentido de que você é um conjunto de informações, herança genética, convicções pessoais etc. Ser transformado pelo evangelho significa uma nova forma de viver, todo mal é expurgado e diariamente se trava uma luta entre a carne e o espírito. Partindo dessa premissa, percebemos se muito mais intensa a opressão em determinados locais, regiões, casas enfim, uma atuação estratégica de demônios enviados para dominar determinadas regiões a bíblia nos fala disso, vamos transferir este raciocínio para a Política Brasileira. Muitos de nós queremos padronizar a forma de agir, como se esses homens e mulheres dotados de habilidades específicas e de dons dados por Deus, como é o caso do Dom de Misericórdia que se sacrificam pelos outros de uma forma que muitos de nós que possuímos outros dons não faríamos, a vida pública é exposição envolve sacrifício e sacrificar-se pelo outro, tendo como algoz a opinião pública, e essas mesmas pessoas são vistas como se fossem capazes de resolver problemas civis, políticos, municipais através da política é esse nosso maior e grave erro, quem transforma é Jesus, os homens e mulheres que Deus levanta, são pessoas estratégicas para atuar neste tempo no olho do furacão e precisam de cobertura espiritual constante, para que não caiam, e te digo que para esses a tentação não é diferenciada, ela tem uma regra fixa, é “humana”, para os políticos que tem a marca do cordeiro, ela com certeza é mais intensa. Jesus seus ensinamentos, o evangelho não tem nada a ver com a política, porém Deus poderá usá-la perfeitamente para cumprir seus propósitos, a cada lei justa que se define, percebemos a mão de Deus atuando entre nossos governantes. Quando digo que não tem nada a ver com a política, me refiro que as leis fixas do tempo presente, especialmente as criadas pelos homens, não encerram o poder da igreja do Senhor Jesus, podemos dizer que é o único poder paralelo capaz de mudar de fato a vida do homem, paralelo não em termos de igualdade, mais em termos de existência, somente a igreja é capaz de mudar o estado de coisas a sua volta. Essa simbiose, não é pertinente e nem fácil de ser aplicada diariamente, vemos um exemplo mais simples : No nosso trabalho secular, somos conhecidos e recebemos destaque positivo ou negativo de acordo com nosso procedimento, comprometimento, respeito, caráter entre outros que são inerentes daquela regrinha deixada por nosso amado Apóstolo Paulo ...Tudo que é bom, puro, louvável ... seja isso que ocupe o vosso pensamento.O exercício da atividade política pelo evangélico também deve ser pautada nesta observação, como qualquer outro profissional. A partir daí colocamos um ponto zero no nosso proceder, é isso e é assim que devemos viver. Partindo do princípio que nossa luta não é contra carne ou sangue e sim contra principados e potestades, dominadores e hostes da maldade que se encontram nas regiões celestes; podemos dizer que a última coisa que o inferno almeja perder é território, diante disto a medida que muito se esforçam por impor a simbiose, que eu particularmente contesto. O inferno conseguiu nos por em luta. Enquanto contestamos uns aos outros, não conseguimos visualizar o verdadeiro inimigo, e nos fragmentamos na luta, o nosso exército dividido, não vai além e nem tem forças, porque está desacreditado. Diante disso fica o desafio do discernimento, do estudo, visto que homens como José de Arimatéia que no exercício de seu trabalho conseguiu um túmulo para Jesus, se não fosse relevante sua atuação nosso Santo Deus, não permitiria o registro da história.Outro fato que merece destaque foi aquele que Jesus conhecedor dos rigores da lei romana, foi inquirido por seu díscipulo que pergunta se era lícito pagar os tributos a César, olha Jesus mesmo pagou pelos dois, e muito entre nós não pagam seus impostos e ainda amaldiçoam autoridades constituídas. Portanto amigos, meu pensamento é que precisamos rever alguns dos nossos conceitos, assim como preciso rever os meus. No sentido de impedir que por exemplo leis como a PL 122, que tramita no senado, no seu texto aberrações como dar direitos iguais aos homossexuais, que já possuem os heterossexuais, trocando em miúdos uma afronta a Palavra de Deus, porque somente dois sexos foram criados, e muitos de nós por desconhecimento, fortalecemos a base desses partidos que lutam por essa matéria, as vezes irmãos e irmãs bem intencionados se filiam a essas agremiações, comem em suas mesas sem sequer saberem o que estão fazendo, por icorrerem no erro de achar que a política pode resolver os problemas do mundo, a política é uma ciência e um instrumento, apto a ser utilizado nos propósitos do Nosso Deus, utilizando-nos como seus operadores. Por isso peço mais cuidado ao examinar a matéria, vamos nos ajudar, viver em cooperação e não nos degladiando como é o desejo o inimigo das nossas almas, que no nosso cochilo, amplia e muito suas raias de ação.

Diaconisa Alessandra Balbino – PIB Areia Branca

Levi Bronzeado disse...

Entre no www.levibronze.blogspot.com – Leia o texto “OBAMA – ARAUTO DA ESPERANÇA OU DA ILUSÃO?”. Escrito a duas mãos (por um jovem e um velho). Tire as suas conclusões deixando um comentário..

Cordialmente,
Levi B. Santos

OLHO VIVO disse...

ELEIÇÕES 2010
SUCUPIRA VEM AÍ, E OS ODORICOS TAMBÉM...

Em 2010 os brasileiros irão às urnas para escolherem os políticos que irão ocupar os cargos públicos escolhidos através do voto. São milhares de vagas em disputa entre Governadores, Deputados e Senadores, e a briga promete ser acirrada, afinal todo mundo está de olho na oportunidade de encanar a perna e engordar a conta bancária com um lugarzinho na vida publica. Tá todo mundo de olho na “TETA” para garantir o leite da vaca “POLÍTICA”. Poucos se preocupam com a sua linhagem e mal sabem que sua avó materna é a “PROPINA” e o avô materno o “SUBORNO”, a mãe é a “CORRUPÇÃO” e o seu pai o “NEGÓCIOS ILICITOS”, e que ambos são da linhagem genéticas da “IMORALIDADE”. Também não se preocupam com o local onde irão morar se eleitos, na ”PODRIDÃO” e na “SUJEIRA”; Que se alimentarão do “ESCÂNDALO”, do “NEPOTISMO” e da “IMPUNIDADE”. A única coisa que os atrai são os “LEILÕES DAS NEGOCIATAS”, que como todos sabem, domina o mercado além de serem lucrativos e rentáveis.

Há alguns anos atrás a televisão mostrou um dos maiores sucessos de audiência, uma telenovela que retratava com fidelidade os acontecimentos no meio político. “O BEM AMADO” era um humorístico sustentado na história de ODORICO PARAGUAÇU, um Prefeito prá lã de corrupto, homem que fazia qualquer negócio para se sustentar e manter-se no cargo de uma cidade chamada de SUCUPIRA. O objetivo único e prioritário em sua administração era a inauguração do cemitério local. De um lado, é bajulado pelo secretário gago, Dirceu Borboleta, profundo conhecedor dos lepidópteros; e conta com o apoio incondicional das irmãs Cajazeiras, suas correligionárias e defensoras fervorosas: Dorotéia, Dulcinéia e Judicéia. O titulo de “CORRUPTO” não lhe caia bem, ele estava mil anos á frente daquilo que se pode denominar jogo sujo, era populista e maquiavelicamente o prefeito armava tramas para que alguém morresse para inaugurar o cemitério, sendo sempre mal sucedido.

Com a aproximação das eleições é impossível não lembrarmos desta telenovela, basta uma voltinha pelas ruas e nos deparamos com pessoas com discursos oportunistas que superam em muito aqueles feito pelo famoso ODORICO PARAGUAÇU. São caçadores de cargos públicos que não medem esforços para antecipadamente, com uma verborréia planejada, tentarem iludir a boa fé do povo tentando conquistar o voto dos menos avisados. Até ai tudo bem, afinal política tem as suas baixarias o que não é nenhuma surpresa, mas o que me chama a atenção é o numero cada vez maior de PSEUDO-EVANGÉLICOS que estão em nossas igrejas - leia-se SUCUPIRAS - todos concorrendo ao cargo de ODORICO PARAGUAÇU. A coisa fica mais suja ainda quando para piorar encontramos uma quantidade de Pastores(?) e evangélicos que advogam a causa de que receberam um CHAMADO ESPECIAL DE DEUS para a Governança, Senadança ou Deputança. É uma coisa absurda e imoral, algo que merece um estudo e uma atenção mais aprofundada de toda a sociedade evangélica espalhada por este Brasil. Alguns possuem a cara-de-pau de afirmar que o Todo-Poderoso os convocou a uma missão especial, um ministério especifico na fileiras da vida pública. Afirmam, sem medo de errar, que somente eles conseguirão viabilizar o projeto Divino a eles confiado. Ora, os discursos protagonizados por ODORICO eram caracterizados pela quantidade absurda de promessas, onde o famoso Prefeito, com intuito de impressionar os moradores de Sucupira, abusava na invenção de frases e palavras. Pois é, os nossos políticos evangélicos conseguem superar o Coronel, isto porque, seus discursos estão repletos de chavões e de frases prontas, onde o que importa afinal é a institucionalização e consolidação do gueto, principalmente o religioso. Em nome de Deus os irmãozinhos prometem mundos e fundo, inclusive a moralização da política! Com certeza vão deixar a vida publica e se transformarão em “MÁGICOS”...

Continua...

OLHO VIVO disse...

Continuação...

O grande problema é que as nossas igrejas - SUCUPIRAS - estão se transformando em currais eleitorais onde o “VOTO CABRESTO” é praticado livremente, o alvo são os “IRMÃOS” de fé que são conquistados com tapinhas nas costas e apertos fervorosos de mão em todas as reuniões. O NEPOTISMO RELIGIOSO é o argumento mais empregado como poder de convencimento, as promessas de TRABALHAR PELOS EVANGÉLICOS não podem ficar de fora e servem como moeda de troca entre os postulantes dos cargos na vida publica.

Não creio e não encontro nas Escrituras qualquer texto que possa fortalecer ou sustentar este expediente imoral adotado por oportunistas, que aproveitando a popularidade dos evangélicos, popularidade esta conseguida com uma relação promiscua com os prazeres do mundo, lançam suas candidaturas invocando o já manjado e vergonhoso ditado: “IRMÃO VOTA EM IRMÃO”. Lamentavelmente é assim que os crentes estão vivendo, com oportunistas infiltrados nas comunidades religiosas com um propósito único, arranjarem um lugar ao sol vida publica. O VANDALISMO RELIGIOSO interesseiro me impressiona e me causa um mal estar incomum! É impressionante ver eles, os candidatos a “ODORICOS”, astutos e ardilosos nos seus argumentos com uma audácia que ultrapassa a imaginação de qualquer pessoa de bem, com uma sagacidade feroz na busca da realização de seus sonhos. É impressionante e ai não pode faltar neste jogo sujo de interesses a famosa “MÁSCARA”, pois é com ela que eles conseguem se transformar diante de qualquer ameaça ou situação duvidosa. A verdade absoluta é que a religião, via igreja, transformou-se na maior porta para que pessoas sem escrúpulos, sem qualquer compromisso real com Cristo, sem qualquer sentimento de valorização da sociedade e sem uma vida espiritual convincente possam levar adiante as suas aventuras políticas, pois elas sabem que voto de irmão é voto garantido. Sabem que com uma boa conversa, e com um discurso decorado fica fácil vencer as resistências e conquistar os rebeldes. Afinal, somos todos irmãos... Grande balela! Puro engodo!

2010 está as portas e quero que você reflita sobre a possibilidade de que se seu voto não for dado com coerência e com compromisso, ele possa estar ajudando a colocar na vida publica os “ODORICOS PARAGUAÇUS” evangélicos. Não sou PROFETA, mas acredito que Deus está dizendo para tomarmos muito cuidado com o CARROSSEL EVANGÉLICO. Ele está dizendo que as atividades não estão levando a igreja ao mundo, pelo contrário, está permitindo que ele se instale sem nenhuma oposição no interior delas. Não seja uma Cajaseira, não dê apoio incondicional a ninguém; Não se deixe seduzir pelo “Licor de Jenipapo” oferecido pelos ODORICOS, também não seja um Dirceu Borboleta, não bajule nenhum candidato, afinal seu “VOTO É UMA ARMA E SE VOCÊ NÃO SOUBER USÁ-LO A VÍTIMA SERÁ VOCÊ”! Digo isto com grande pesar, mas nós evangélicos, temos freqüentemente, nos tornado parte deste mal que assola a nação Brasileira. Infelizmente os crentes ainda não conseguiram perceber que os olhos não podem estar voltados para BAIXO e para CIMA ao mesmo tempo.


Carlos Roberto Marins de Souza
crms2casa@hotmail.com

Wilson Martins disse...

Muito bom esse blog para debater o assunto entre nós os evangélicos, principalmente nesse período eleitoral, visto muitas lideranças da maioria das Igrejas Evangélicas dos Pais a fora, não permitirem seus membros a uma reflexão ou uma posição pessoal com relação ao assunto.
Muitos candidatos evangélicos já começam a fazer a política com mentiras, dizendo que se votar em candidato A ou B, irá contribuir para a aprovação de leis no congresso que favorece o casamento de homossexual, e que eles os evangélicos irão impedir isso, UMA INVERDADE! Outros estão preocupados com outras questões de ordem administrativas, ou seja, perderem seus "status" postos dentro de uma "redoma” (igreja) que esse próprio se transformou, com todo o aparato estrutural num modelo de uma "empresa". Estão mais preocupados com o seu bem estar. Esquecendo do que está escrito na própria Bíblica quando diz que nos últimos tempos o planeta vai se transformar em uma Sodoma e Gomorra,(violência,iniqüidade etc)de toda a parte) Exemplo bem próximo o da Argentina que estabeleceu o casamento de homossexuais, e o que o Brasil tem haver com isso? E por final quando virá JESUS para estabelecer o reino de DEUS aqui na terra. Não vai ser o evangélico na política que vai minimizar o problema, até porque o sistema implantado que está até, vai sufocar a visão estreita desse candidato, a começar pelo financiamento de sua própria campanha. Alguém sabe de onde vêm os recursos milionários para financiar as campanhas política? Só dos partidos não são suficiente, (de obras superfaturadas, lavagem de dinheiro etc. e tal), dentre esses recursos são compartilhados com todos os candidatos de determinados partidos que certamente estará chegando às mãos desse candidato evangélico. Então já começa a se corromper pelo próprio sistema, antes mesmo de se eleger. Depois de eleito é que aparecem as origens do dinheiro e esses candidatos são obrigados a votarem nos projetos proposto por quem o financiou, e esses obrigam seus parlamentares a votarem naquilo que é de seus interesses e nunca do POVO.
Então, senhores abrem o olho desses candidatos evangélicos mentirosos que vem dizendo isso.

Anônimo disse...

Não há uma proibição bíblica a respeito,mas tambem não há nada que os insentive;querem ser politicos amem basta não envouverem Deus nestas negociatas,até porque estão montando um partido arrolando Deus nos seus propositos humano para nãodizer outra coisa!.