quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Entrelinhas 02: “Reteté” e outras observações

Mediante os interessantes comentários gerados pelo último post, se fazem necessários mais algumas observações sobre o assunto discutido.

O liturgismo e a espontaneidade do Espírito

O capítulo 14 da primeira carta de Paulo aos Coríntios foi escrita como instruções para o exercício correto e coerente com seu propósito, que é edificar a Igreja. Paulo, inspirado por Deus, faz apologia da ordem, decência, edificação e critica o misticismo sem orientação.
O Espírito Santo jamais, em hipótese alguma, motivará os cristãos a contradizerem sua própria Palavra! É claro que o Espírito Santo não precisa e nem vai rezar a bula litúrgica produzida por homens, mas jamais quebrará os princípios estabelecidos nas Escrituras. Criticar o "reteté" não é limitar o poder de Deus e muito menos colocá-lo numa "caixinha litúrgica". Criticar esses fenômenos é dever daqueles que querem seguir os princípios estabelecidos para o exercício carismático neotestamentário.
É dever pastoral orientar o rebanho quanto à carismania. Carismania produz muito barulho e bagunça, mas nenhuma edificação. Carismania produz muito estrelismo e extremismo, mas não contrição. Parece paradoxal, mas as igrejas do "reteté" são pobres de manifestações dos dons e sobram fenômenos estranhos, ou seja, os adeptos do "reteté" desprezam os verdadeiros dons como os mais ferrenhos cessacionistas-fundamentalistas.

Análise sociológica do "reteté"

Seria o "reteté" um grito por espaço em um pentecostalismo cada vez mais elitista? A resposta só pode ser não. Nunca houve no pentecostalismo uma separação entre leigos e clero, principalmente no Brasil. O pentecostalismo, em todas as suas vertentes continua pobre, popular e pouco alfabetizado.
Ainda vai demorar o elitismo ou o academicismo ser um problema no meio pentecostal.
A cultura sincrética e mística do Brasil, mais o pragmatismo do pós-modernismo, têm afetado fortemente a espiritualidade pentecostal. Um espiritualismo fora da realidade, onde o transcendentalismo é exacerbado e o mundo é encarado dentro de uma visão maniqueísta. Os adeptos do "reteté" são possuidores de poder, mas encaram esse "poder" sobre os outros, com "profetadas" casamenteiras ou "profecias" que funcionam como horóscopo para viagens.

Conclusão

O movimento do "reteté" é uma afronta contra as Escrituras, que claramente promove uma espécie de "culto" anárquico. "Reteté" é sinônimo desprezo pela pregação expositiva, louvor reflexivo, exercícios correto dos dons e doutrinação da Igreja.

32 comentários:

Leonardo disse...

O que fazer quando se pensa diferente da igreja!

acho que esse seria um bom estudo!

www.estudosnovotempo.com.br

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Gutierres, paz!

Já disse e repito: acontecem coisas do "arco da velha" nesse" movimentos que precisam ser expostos e confrontados.

Contudo, penso que a linearidade cúltica que você propõe, por vezes esbarra em manifestações "estranhas" por parte do Espírito Santo.

Vide a manifestação -"sui generis"- do Espírito Santo e a correspondência verbal e gestual dos discípulos registrada em Atos 2...

Podemos ainda apontar certos acontecimentos dados como provenientes do Espírito Santo na história dos Avivamentos que em nada se demonstraram convencionais...

Minha preocupação com a preocupação legítima para com as atitudes carnais e demoníacas que acontecem em alguns ajuntamos, é exatamente o

"jogar a criança junto com a água fora."

Irmão, você, eu e/ou qualquer outro que objetive denunciar não os extremos [a idéia do extremo pode permitir pensarmos que as coisas são legítimas mas devem ser administradas...], mas os graves erros e desvios que acontecem por aí, precisa deixar cristalinamente explícito que o Espírito Santo não segue regras e nem convenções litúrgicas tradicionalistas e nem tampouco uma liturgia fundada em gostos pessoais...

o Espírito Santo não viola o Registro Sagrado, mas neste, Ele se mostra por muitas vezes "estranho"...

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Só mais esta:

"Nunca houve no pentecostalismo uma separação entre leigos e clero, principalmente no Brasil."

[fala sua]

Leigos e Clero?!!!

Terminologias Romanas e anti-bíblicas que salientam uma diferenciação segregacionalista sim, a meu ver.

Penso que o correto seja:

Todos são ministros, em algum nível, para atuarem em frentes diversas, mas todos se submetem a todos visando o aperfeiçoamento do corpo... aqui sim não há diferenciação...

É evidente que, por exemplo, um pastor conduz ovelhas, mas isso não significa supremacia, primazia, que na Igreja exista uma classe especíalíssima [eu creio na contemporaneidade do ministério apostolar, mas essa chaga de superioridade, de classe "suprema", me irrita profundamente...] aos olhos divinos ou coisas do gênero...

Na verdade, se há maior e menor, que o primeiro sirva o segundo... essa é a lógica Evangélica... assim sendo, quem é quem nesse "jogo"?

Então, mesmo que "não intencionalmente", o movimento pentecostal é sim segregador igualmente aos conservadores, neo-pentecostais, etc...

Cleber disse...

Mano,
tbm não gosto dos exageros do pessoal do reteté.
E concordo que o Espírito jamais contrariará a Palavra.

Por outro lado vc critica as manifestações dando a entender que apenas os 9 dons espirituais são legítimos, e o resto é tudo exagero (ou emocionalismo?), sem base bíblica.

Chorar no Espírito, dançar, cair, rir, pular, sapatear... será isso carnalidade? Será apenas emocionalismo? Cartase? Êxtase emotivo?

Embora existam muitos casos de "emocionalismo", de pessoas "sugestionáveis" induzidas por líderes não acho certo generalizarmos. Até pq tbm sei de casos de pessoas que "fabricam" o dom de línguas, que "fingem" profetizar, etc.

Ou seja, o falso não tira a legitimidade do verdadeiro mover.

Há muita manifestações legítimas além dos dons.
Lembro-me bem de quando fui batizado no Espírito Santo...era recém convertido... tava orando sentado e de repente um anjo me levantou do banco... e comecei a pular de alegria no Espírito... nunca tinha sequer visto aquilo... foi algo genuíno... tremendo mesmo...

Se dissermos que essas coisas não acontecem estaremos limitando o agir de Deus...

E pior: se olharmos a maioria dos avivamentos na história do cristianismo vamos ver essas experiências em muito maior quantidede do que os próprios dons espirituais.

Olhe as reuniões de Wesley, Whitefield, Finney, etc...
Havia muitas manifestações espirituais além dos dons.

Não creio que tudo isso tenha sido apenas um "exagero" de "gente que não conhece bem a Bíblia" ou coisa de "líderes manipuladores". E digo isso pelos frutos que esses avivamentos deixaram.

Acho válido criticar o reteté quando este despreza a pregação, despreza o estudo bíblico, despreza os dons espirituais e vira fogo de palha.

Mas não acho que toda pregação tenha que ser expositiva e todo louvor reflexivo. Uma pregação pode ser temática e um louvor pode ser apenas contemplativo. Não vejo pq criar regras nesse sentido.

E estou falando baseado na Bíblia.

Pr Cleber
http://confraria-pentecostal.blogspot.com/

Marcos Vieira disse...

Meu prezado Gutierres, saúde e paz!
Tema difícil esse. Li um post bastante exaltado, quase chamando pra briga.(rsrs) Respeito sua opinião e a forma veemente com defende suas idéias. Poderíamos conjecturar sobre vários aspectos levantados. Mas gostaria somente de fazer um comentário, bem pastoral: achei que vc pegou pesado com a rapaziada do retete. Mesmo porque me parece que existem "retetes" de diferentes estilos. Será que aquela multidão que vai aos Gideões todo o ano estaria em flagrante afronta às Escrituras? E o que dizer do Pastor Cesino? Vamos jogar todo mundo na vala comum? Com certeza existem exageros, fruto muitas vezes do estágio da fé (e isso dos dois lados do muro), mas há também aspectos positivos. Em muitos lugares desse Brasil essa é a linguagem que tem significado. Um exemplo é o ministério do Pastor Marcos Pereira no Rio de Janeiro. Já viu pessoal mais excêntrico do que aquele? Mas é inegável o fruto obtido nas cadeias cariocas. Lugar aonde ninguém havia chegado. Rebelião no presídio. Vários mortos. Iminente carnificina. Toda imprensa lá. O Brasil de olho na tragédia. Quem foi chamado pra resolver o conflito? O pastor doidão, o retete. (como diriam os jovens da minha igreja: o cara é punk). A base da teologia reformada é a soberania de Deus. Ele faz o que quer. (Claro que Ele jamais contradiz sua Palavra, mas muitas vezes ele contradiz a nossa interpretação da sua Palavra). Ele continua usando as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias. Com todo o respeito e admiração, Marcos.

Jefferson disse...

Bom complemento para o texto anterior.
Ser servo de Deus é mais do que ir a Igreja aos domingos Pular de um lado pro outro, gritar, cair e etc.
Ser cristão é seguir a Cristo como modelo TODOS os dias.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Leonardo, a paz!

Eis um grande desafio, onde devemos ter o cuidado de não se conformar com o erro e nem ofender os envolvidos.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Zwinglio, a paz!

Entendo sua posição... Já disse que o Espírito Santo não lê a bula litúrgica para operar nos cultos... Mas insisto no culto racional...
Não acredito pelo que leio em Atos e nas epístolas, que o Espírito Santo ame a bagunça e o caos e nem que age de modo estranho. Experiências diferentes acontecem, mas tais experiências quando se repetem me causa estranheza. Em um culto, enquanto orávamos, minha mão se levantou como se estivesse em posição de louvor e fique um bom tempo com o braço suspenso sem sentir cansaço... Foi uma experiência interessante e muito boa, mas não se repetiu e nem quero que se repita. Também, não comecei a ensinar os irmãos sobre o “mover do braço profético” (rsrsrs).
Quando falei sobre clero versus leigos, não estava defendendo essa posição, mas somente relatando sociologicamente que tal divisão não existiu e nem existe no pentecostalismo.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Cléber, a paz!

Como disse para o Zwinglio, acredito em que novas experiências possam acontecer, mas é interessante como às experiências pessoais são universalizadas no pentecostalismo hodierno. Ora, alguém caiu? Tudo bem! Mas vamos fazer disso uma moda? Isso não!
Nos avivamentos de Spurgeon ou Edwards havia experiências novas, mas essas não eram “santificadas” e universalizadas. Não havia incentivo para que outras pessoas “sentissem” o mesmo. No pentecostalismo e no neopentecostalismo tem acontecido que as novas experiências ultra-pessoais são passadas como o último mover de Deus sobre a Terra.
Fico cada vez mais triste nos “cultos”, pois a cada dia que passa, menos ouço uma pregação substancial, que tem sido trocada pela superficialidade do barulho e de experiência em cima de experiências... É tanto testemunho, tanto “mover”, tanto “impacto”, mas tudo muito vazio e sem base.
Se o pentecostalismo continuar baseado em empirismo... Logo, logo, acabaremos como a palha.
Agradeço os comentários que tem enriquecido o debate!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Marcos, a paz!

Concordo! A generalização é sempre errada e todo cuidado desse ser tomado, inclusive quando falamos dos irmãos do reteté. Você deu dois exemplos interessantes:
Sinceramente, admiro o trabalho missionário dos GMUH, mas vejo que o dito congresso feito por eles causou um prejuízo e retrocesso enorme no pentecostalismo clássico. Por meio do congresso dos GMUH, vários modismos e estilos heterodoxos de pregação foram introduzidos nos púlpitos assembleianos e de outras igrejas pentecostais. O que estava caminhando para um maior equilíbrio, acabou por descambar com o sucesso midiático desse congresso. Fica então o dilema: por um lado a associação ajuda o Reino de Deus, por outro, o prejudica seriamente.
Obrigado por participar de um debate sadio!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Jefferson, a paz!

É isso aí. A essência da espiritualidade cristã e pentecostal é viver segundo o caráter de Cristo e não com manifestações mirabolantes.

Victor Leonardo Barbosa disse...

Excelente comentário Gutierres. Concordo fortemente com você.
Apesar das questões sociais e visão de mundo educacional influenciarem o retété,a causa maior desse movimento é uma doutrina com perspectivas espirituais e menosprezo a verdade bíblica.

Muitos destes pretensos espirituais menosprezam a Bíblia, sendo que nem sabem(assim como nós) solucionar certos mistérios bíblicos,quanto mais querer afirmar que certas práticas são "mistérios de Deus".

Creio que Deus é soberano e que a liturgia mecânica não o agrada, todavia, ele estipula a forma como ele quer ser adorado. Claro que num culto pode ocorrer algo inusitado. Um pecador chorar e clamara por arrependimento. Uma pessoa ser curada de enfermidade. Uma profecia ser dada á igreja. Todavia, tais coisas não afrontam a verdade Bíblica, e muito menos o Deus Soberano, que é fiel a si mesmo.


Abraços e Paz do Senhor!!!!

urgente gospel disse...

Olá amigo gutierres!Gostária de dizer que o "retété de jesus" é um movimento que tem levado muitos crentes ao misticismo. Porém, discordo de ciro sanches, quando ele critica o uso de ritimos populares no culto. Os ritmos são importantes para o culto de cada pais.Os hinos tradicionais não são mais espirutais do que um hino de ritmo popular como por exemplo:forró,reggae,axé, etc.O própio lutero usou ritmos populares para fazer belos hinos.Acho que o exagero com que cantores utilizam os ritmos deve realmente ser criticado, mas não os ritimos.Não existe ritimo do diabo!Tudo é de Deus!Devemos criticar o "retété de jesus" mas, tendo o cuidado de não misturar as coisas. O fato de tocar ritmos desses citados não faz um culto carnal, do retété.Aliás, é bom lembrar que muitos hinos da harpa cristã e cantor cristão foram compostos baseados em ritmos que na época eram considerados impuros.Por isso é bom valorizarmos os ritimos brasileiros e deixarmos o "retété de jesus".Podemos tocar:forró,axé e outros e mesmo assim mantermos o bom senso e a espiritualidade,falo isso como músico!Pois é muito facil dizer ou associar o retété ao forró ou ritimos do tipo,e por conta disso acharmos que o forró é do diabo ou mesmo o axé simplismente, por que são usados em rituais afro-brasileiros, se for assim então deixemos de usar uma infinidade de coisas, inclusive hinos tradicionais.O piano,a guitarra, bateria, a internet, já não foram considerados por grandes pregadores e ensinadores pentecostais como sendo do diabo? a palavra é: rejeite os exageros do retété!Mas não deixe de usar ritmos brasileiros,pois uma coisa não tem nada com a outra!!Abração Deus abençõe

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Antoniel, a paz!

Obrigado pela participação e importantes colocações.

Quanto aos ritmos tenho algumas observações:
01. Ritmos são “seqüência regular de tempos fortes e tempos fracos, numa frase musical”. Toda música apresenta um ritmo.
02. Dizer que alguns ritmos são do diabo é um equívoco, assim como afirmar que todos os ritmos são de Deus. Ritmos são produções humanas, que podem ser usadas culturalmente e sociologicamente para produção de valores imorais ou amorais, ou expressar uma cosmovisão cristã, ou simplesmente agir como arte.
03. O forró não é pior do que a bossa-nova, e nem o clássico é melhor do que um ritmo da patuleia. Mas é necessário reconhecer que alguns ritmos apresentam melhor qualidade técnica que outros, pois qualquer um pode produzir forró, mas poucos habilitados conseguem desenvolver uma boa música clássica.
04. Todo ritmo é teoricamente neutro, mas nem todo ritmo serve para ser usado no ambiente eclesiástico. Alguns ritmos estão fortemente ligados à promiscuidade (fank) ou a violência (rap). As realidades desses ritmos mudarão num futuro distante, e com certeza serão aceitos na comunidade eclesiástica sem problemas de transtornos. Precisamos honrar ao Senhor em nossa cultura, portanto não se devem usar ritmos em que o “senso comum” os rejeita pelos estereótipos que eles mesmos produziram.
05. Além da nossa cultura, devemos valorizar mais a tradição protestante dos cantos congregacionais, corais, orquestras e toda produção musical de alto nível. Valorizar a tradição não é ser tradicionalista que despreza tudo aquilo que foge da cartilha.
06. Quando ligamos o reteté ao “forro ou axé”, estamos destacando que esses ritmos despertam muito o emocional com o corporal, sendo propícios para esses cultos. Isso não faz desses ritmos ilegítimos, mas mostra muito bem que o “reteté” necessita de estímulos.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Victor, a paz!

Realmente, isso é fato: o pessoal do reteté são analfabetos de Bíblia. Isso não é nenhum juízo de valor, mas expressão de uma triste realidade. Pastores do “reteté” não preparam sermões, pois tudo o “Espírito revela”, sendo uma justificativa esfarrapada para a preguiça.

Cleber disse...

Gutierres, meu brother,
concordo que é sinistro essa tendência de fabricar modas.
Tbm olho isso com desconfiança. Esse é um erro que não podemos cometer.

Por outro lado Deus pode repetir um mover... Não podemos descartar isso totalmente.

Não podemos ser empiristas, mas não podemos perder de vista que a melhor parte da vida cristã é desfrutar a presença de Deus.

Eu gosto e acho fundamental haver pregações profundas se queremos um povo santo. Mas a melhor parte da vida cristã é experimentar Deus, se encher do Espírito Santo.

As pessoas vão a igreja buscando Deus e não apenas uma pregação estruturadinha. Por isso é crítico igrejas que aceitam o mover na teoria, mas não vivem isso.

É a presença de Deus que transforma um pecador, e não a Palavra em si.

O culto tem vários momentos. Não podemos resumí-lo à pregação, embora essa seja essencial.

Creio que vc sendo pentecostal concorde que a melhor parte é desfrutar Deus. Mas acho que seus textos poderiam retratar isso de alguma forma.

PS.: Vc citou 2 avivamentos calvinistas (Spurgeon e Edwards) mas o mesmo pode-se dizer de Wesley, que era arminiano... só pra constar....hehehe

Um abraço mano!

Pr Cleber.
http://confraria-pentecostal.blogspot.com

Victor Leonardo Barbosa disse...

Só uma nota com relação aos Ritmos Gutierres.

Muitos afirmam que o ritmo é neutro,o que a meu ver é um equívoco. Gostei da sua afirmação implícita, na prática, o ritmo não é neutro. Pois realmente ele não é. Experimente cantar "atirei o pau no gato" ao estilo de João Alexandre e depois experimente com Oficina G3. Você verá a assombrosa diferença na mensagem. É aquilo que já citamos, o meio intervém na mensagem.

Abraços e Paz do Senhor!!!

Daladier Lima disse...

Prezado Gutierres,

Esse assunto é um retété. Eu só queria chamar a atenção para o componente social do movimento. Me pareceu que você o despreza. Ou estou enganado?

Junior disse...

Caro Gutierres, Paz e Bem!

Fico feliz de poder encontrar aqui em seu espaço um debate tão sadio e edificante. Concordo com vc, embora alguns comentários que descordaram de ti, tenham bastante relevância.

Diante de tantos comentários instrutivos, gostaria apenas de deixar uma pergunta para quem possa interessar:
Será que os fins justificam os meios?
Deixo abaixo, trecho do artigo de Ricardo Gondim (embora muitos tradicionais e pentecostais clássicos o lancem na fogueira) publicado na Ultimato "Verdade versus alucinação":

"A demanda por cuidado pastoral vai aumentar. Os egressos do "avivamento evangélico" baterão na porta dos pastores perguntando: "por que Deus não me ouviu?" ou "o que fiz de errado?". Será preciso responder carinhosamente: "não houve nada de errado; Deus não lhe tratou com indiferença; você apenas alucinou sobre o mundo e misturou fé com fantasia".

No amor de Cristo,
Junior
www.juninhoacura.blogspot.com

Tnunes disse...

(Claro que Ele jamais contradiz sua Palavra, mas muitas vezes ele contradiz a nossa interpretação da sua Palavra)
Excelente colocação! Sou da renovação carismática e acho que o texto generaliza... Nunca vi no "reteté" forró ou axé... Pular e dançar na presença de Deus é resultado da alegria que Espírito Santo traz... Assim como o Rei Davi:"Se o Espírito de Deus se move em mim eu danço como o rei Davi". Nosso Deus merece todo louvor... E se dançar e pular é carnalidade eu confesso... culpada... Porque na presença de Deus sou como criança...
Vale lembrar que Pedro nos fala que o Espírito Santo é para todos:
"Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que estão longe". Não cabe a ninguém julgar onde haje ou não haje o espírito santo... quem decide é ele... Não vamos generalizar... Não existe a religião, ou o movimento correto... Existe o caminhar no espírito... De que adianta ir ao culto todos os domingos, mas ao sair contrariar a vontade de Deus ao julgar o irmão? E de que adianta estar na missa e dizer ser católico, se não entende o significado das famosas imagens e cair de joelhos perante elas? Não existe a religião e sim os escolhidos de Deus a fazer a obra onde se mais necessita, mas quem decide isso é ELE... Quem diria que davi que foi um homem tão ruim seria um escolhido?? Ou que Paulo que perseguia os cristãos seria tão ungido? Ou que Jesus na hora de sua morte diz que um ladrão estaria no reino de Deus? Precisamos lembrar das palavras do próprio cristo: "Aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra". Quem somos nós para julgar alguém e diz onde deus se manifesta, ele se manifesta nos lugares e nas pessoas menos esperadas. Ninguém entende os designos de DEus... Eu que nem tento entender...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Cléber, a paz!

Vejo que a espiritualidade pentecostal precisa entender e aceitar que experimentar Deus está acima de experiências sensacionais. Experimentamos Deus quando exercemos o Fruto do Espírito , quando praticamos a justiça e o juízo, quando oramos em busca de intimidade e não de bênçãos... É claro que o Batismo no Espírito com sua evidência, além do exercício dos dons espirituais fazem parte desse processo, mas nunca será o foco principal. Pentecostais têm a mania de valorizar mais o carisma do que o caráter. Infelizmente pastor Cléber, é isso que mais observo na nossa espiritualidade.Quando enfatizo esse aspecto da experiência com Deus, estou tentando conscientizar a nossa turma, que comunhão com Deus está além da glossolalia.
Realmente citei somente os calvinistas avivados e esqueci dos arminianos, mas não foi de propósito (rsrsrsrs).

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Victor, a paz!

Quando afirmo que o ritmo é neutro, falo que ele em si necessita de mensagem e repertório externo. A conotação sobre ritmos muda, exemplo disso é o jazz, pois o que antes pertencia a uma classe discriminada, hoje é admirado por aqueles de “gosto mais fino”; portanto, antes jazz era das periferias e hoje estão nos teatros da burguesia.
Esse processo de mudança sociológica pode acontecer com outros ritmos, ou eles podem permanecer na mesmice. É impossível, na nossa sociedade usar o funk para louvor e adoração, pois está totalmente ligada a prostituição e violência. Talvez um dia, num futuro distante, o funk consiga de desligar da violência e da prostituição...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Daladier, a paz!

Como assim irmão. Qual aspecto social que você se refere?

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Junior, a paz!

Eis a grande pergunta, pois para muitos o fato das pessoas do “reteté” serem sinceras e humildes, então o erro desses devem ser tolerado. Todos precisam de instrução para não buscar essa “espiritualidade” destituída de Bíblia
Sobre o artigo do Gondim, realmente é muito bom e serve como complemento para o assunto.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Tnunes, a paz!

Dificilmente recebo visitas de católicos carismáticos, mas fico sempre feliz com a vossa visita.
Só quero afirmar que as experiências não podem ser destituídas de regras e instruções, pois as Escrituras são claras quanto a um exercício correto dos dons, vide primeira epístola de Paulo aos Coríntios. Não se trata de julgar aqueles que têm experiência de Deus, mas sim analisar as praticas carismáticas que escapam do limite bíblico.
Vamos ficar com a recomendação de Paulo em I Co 4.6: “aprendais a não ir além do que está escrito”.

Lucas Louback disse...

muito completo o artigo
parabéns irmão Deus continue te guiando

Anônimo disse...

Obrigado pela explicação!Mas,quando usei o termo"ritimo" fiz de forma genérica!Tendo em vista, que a maioria das pessoas chamam estilos músicais de ritimos. Não usei esse termo, por desconhecer, o que você com muita propiedade citou como sendo ritimo.É comum vermos as pessoas dizerem: o ritimo forrró,etc.Bém, ao falar que todos os ritimos são de Deus, estava evocando a soberania de Deus.Quis dizer, que tudo que o ser humano faz está dentro da vontade permissiva ou arbritária de Deus!Só foi isso. Como músico de igreja tenho visto alguns absurdos por isso falei assim(quase brigando rsrsrs).Mas, na realidade gosto bastante de hinos tradicionais só não acho, como alguns que eles são mais espirituais e hinos mais modernos são carnais.No entanto, como você sabe, eu gosto das suas postagens inclusive esta.Abração e fica na paz de cristo.

Daladier Lima disse...

Eu encaro o movimento do retété como algo do gueto evangélico pentecostal. Sem vez, nem voz, sem educação teológica, relegados, tende-se a tais manifestações na intenção de "marcar presença". Não estou tentando legitimar, nem fundamentar biblicamente, estou constatando uma trinca sociológica do movimento pentecostal.

Faculdade de Teologia disse...

adorei seu post!!!!
que deus continue lhe abençoando!!!!
Abs!
Faculdade Teológica

Anônimo disse...

retété ou repléplé tudo começa com ré e ré significa para tras quem adota essa nova pegadinha que satanás inventou de um dia desses para cá para que as pessoas pudessem disfarçar os seus pecados muitos até se prostituem e dizem que tudo é permissão de Deus e que não cai uma folha seca sem Deus permitir lembre-se que pecado é por sua conta e risco não coloque Deus por bode expiatório do pecado.

JULIA MARIA disse...

Retete...para mim sao poucos que conheco e quando ouvi era so pra alegrar um pouco a igreja antes de comecar a pregacao e ninguem pulou,caiu so ouviu e se alegrou e o restante do culto continuou normal e so ouvi uma vez nesta igreja assembleiana que estou indo..julia mari

Rodrigo Figueiredo disse...

Eu to cm esse poblema eu vejo os erros da minha denominação só q se eu fala sou rebelde ovelha negra sou demônio e uma palhaçada