sábado, 1 de novembro de 2008

Reforma Protestante!?

Nessa sexta-feira foi o aniversário da Reforma Protestante! Temos o que comemorar? A resposta é um sonoro sim e um estrondoso não! Uma dúbia resposta na mista de sentimentos diante dessa comemoração de 491 anos. Por que comemorar diante de protestantes que não mais protestam?
O protestantismo está sufocado no meio de três equívocos monstruosos! O neopentecostalismo está mais próximo do catolicismo popular e medieval, onde até indulgências são relembradas. Os neoliberais abraçam tendências filosóficas contemporâneas em nome do modo cult e politicamente correto. Os fundamentalistas são insuportáveis em sua leitura abitolada da Bíblia, onde as questões secundárias estão no patamar em que não deveriam.
A superstição mística de uns cheira o mais impuro paganismo O ecumenismo abraçado por muitos é espantoso, pois está baseado em “verdades plurais”. Outros se preocupam com a luta legítima contra o aborto, mas são a favor da guerra! A barganha é instrumento que usam para extrair bênçãos do Altíssimo. O papo furado de “amor” sem verdade é usado por outros para abraçarem qualquer besteira pós-moderna. O discurso do terror é manipulado por alguns líderes para os seus próprios interesses.
E os evangélicos com a política? No Brasil os pentecostais e neopentecostais confundiram a buscar do poder de Deus pela busca do poder na terra. Na América Latina e a sua “complexidade de colonizado” faz com que muitos cristãos “progressistas” defendam ditadores com Fidel Castro e Hugo Chávez. Nos Estados Unidos muitos acham que o governo precisa lutar contra aborto e “casamento” gay, mas nada cobram sobre a ineficiência dos políticos conversadores em assuntos igualmente importantes, como a quebra de um nacionalismo burro.
A frieza tem arrasado muitas igrejas na Europa, sendo que algumas já foram vendidas e transformadas em museus ou mesquitas mulçumanas! O entusiasmo da pentecostalidade latina casada com o pragmatismo norte-americano levou protestantes para um entretenimento vazio de conteúdo. Algumas Emergent Church pintam quadros no momento litúrgico!
O protestantismo contém uma liberdade denominacional, pois nenhuma instituição evangélica pode se declarar detentora da verdade absoluta ou a “única Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo”. Não estamos debaixo do papismo! Paul Tillich chamava esse fato de “princípio protestante”, onde segundo o teólogo prussiano o “princípio protestante”:

Contém o protesto divino e humano contra qualquer reivindicação absoluta feita por realidades relativas, incluindo mesmo qualquer igreja protestante. O princípio protestante é o juiz de qualquer realidade religiosa... Guarda-nos contra as tentativas do finito e do condicional de usurpar o lugar do incondicional no pensamento e na ação [1].

Infelizmente o “princípio protestante” deu vazão para tantos grupos que se denominam evangélicos que fica muito difícil definir um protestante. O denominacionalismo evita o papismo, mas como contra-indicação pode fragmentar muito a essência reformada. A solução não é acabar com o denominacionalismo, mas pelo menos unir aqueles que partilham verdadeiramente a Reforma.
Diante dessa confusão provocada pelas milhares de denominações que se dizem protestantes, mas que estão longe da Reforma, fica difícil um testemunho sem a mácula da corrupção. Muitos de nós, quando dizemos que somos evangélicos, logo nos associam aos Macedos e Hernandes da vida, sendo difícil e constrangedora essa dissociação. A partir do momento que os evangélicos perderam sua identidade com a Reforma, mas a urgência de um reavivamento!

Herndandes Dias Lopes[2] resonde o que é ser um protestante nos dias de hoje e sempre:

Ser protestante hoje é subscrever as doutrinas da graça, é crer na inerrância, infalibilidade e suficiência das Escrituras. É crer que o propósito da nossa vida é glorificar a Deus e desfrutar dele para sempre. É confessar que a salvação é pela fé independente das obras. É crer que aqueles que crêem devem demonstrar sua fé pelas obras. É crer que Deus nos fala pela sua Palavra e não à parte dela. É crer que o sentido da vida não é a busca de prosperidade e milagres, mas a busca do conhecimento que desemboca numa vida piedosa.

Referências Bibliográficas:

01. TILLICH, Paul. A Era Protestante. São Paulo/S. Bernardo do Campo, Ciências da Religião, 1992, p. 183. Op. Cit. KLEIN, Carlos Jeremias. Correlatio 10. Universidade Metodista de São Paulo.

02. Resultado de uma pergunta feita ao Reverendo Hernandes Dias Lopes exclusivamente para esse post.

43 comentários:

Franklin de Almeida Salles. disse...

A Paz do Senhor meu irmão Gutierres!

Brilhante análise da atual realidade do movimento reformador.

Continue sempre assim meu querido!

grato,

Franklin de Almeida Salles

www.irmaofranklin.blogspot.com;
irmaofranklin@hotmail.com;
irmaofrank@gmail.com e
nilknarf@ig.com.br

claudio pimenta disse...

soldado so para a assembleia de deus precisariamos de varios luteros

gostaira de indicar um livro

cristianismo pagao

http://www.editorarestauracao.com.br/arqs/CRISTIANISMO%20PAGAO.pdf

http://www.editorarestauracao.com.br/
ele e bem curtinho mas muito interessante

claramente estamos meio distantes do cristianismo original

Marcos Vieira disse...

Prezado Gutierres, saúde e paz!

Antes de me manifestar sobre o seu texto, gostaria de dizer algo. Acho legal os pentecostais se voltarem para a doutrina reformada, ler os seus textos, etc; porém sem a paixão idealizada que alguns demonstram. É bom lembrar que historicamente, se dependesse dos reformados, os pentecostais jamais existiriam. Não se enganem quanto a condescendência de "alguns" teólogos reformados quanto ao pentecostalismo clássico. O que eles querem dizer é o seguinte: que bom que os pentecostais estão se interessando pela doutrina reformada. Quem sabe um dia eles a entendam perfeitamente e abandonem essas práticas pentecostais, e por tabela o arminianismo. Sabe meu prezado, eu me assustei ao ver um irmão reformado recomendando o seu blog afirmando que apesar de vc ser pentecostal, ele e vc tinham algo em comum: ambos "odiavam" os neopentecostais. Esse é o apoio que esperam dos pentecostais. Vencer o que pra muitos deles é agora o pior inimigo: o neopentecostalismo. Mas não se engane, o próximo alvo são vocês. A história do pentecostalismo no Brasil foi marcada pela cruel perseguição não só da Igreja romana, mas também das Igrejas Tradicionais. Há registros históricos que são vergonhosos demais para serem citados aqui. O que fazer? Odiá-los. Claro que não. Amá-los. Mas por favor, os pentecostais tem muito mais a ensinar do que a aprender com os reformados. Isso eu comento em outro post sobre o seu texto. Obs.: Não considero os neopentecostais como inimigos. Podem até estar equivocados, mas isso não lhes torna alvo do ódio de qualquer cristão. Jesus nos mandou amar até mesmo os inimigos, quanto mais os irmãos equivocados. Desculpe o desabafo. Grande abraço.

Marcos Vieira disse...

Por que a maioria das Igrejas evangélicas brasileiras não celebra o 31 de outubro? Não é por ignorância histórica, como afirmam alguns. È por falta de ligação significativa. Os herdeiros diretos da reforma do século XVI (luteranos, reformados e congregacionais) até bem pouco tempo, gostavam de afirmar que eles eram os legítimos protestantes. Até os metodistas, surgidos no século XVIII, estavam excluídos desta lista. Uma grande parte dos batistas também não se considera herdeira da reforma, mas, sim, anterior a ela. Com os pentecostais então, ninguém queria se misturar. Essa falta de ligação direta esvazia o significado do 31 de outubro em terras tupiniquins.
Agora é importante lembrar também que existe um romantismo idealizado do trabalho de Lutero. Ele não foi nem o herói, nem o vilão que muitos querem pintar. Deus soberanamente usou sua vida para estabelecer seus planos. Mas ele foi um homem, falível e limitado, como todos nós. Uma lida nas 95 teses, trará à baila um monge que questionava a autoridade papal da época, mas não a instituição papal. Sem contar a crença no purgatório e outras coisitas que deixariam de cabelo em pé os mais conservadores. Lutero se aliou aos poderosos e consentiu na morte de camponeses. Calvino com todo o seu brilhantismo teológico, serviu à burguesia. Há também o caso de Serveto, o médico que Calvino mandou matar por blasfêmia.
Um século depois da reforma, o movimento reformado se tornou tão frio e sem vida que essa época foi chamada de escolástica protestante. A síntese era: se eu creio na doutrina correta, pouco importa a maneira como eu vivo. Foi necessário surgirem outros movimentos para sanear o protestantismo: o pietismo que dará origem ao metodismo que influenciará o pentecostalismo.
No Brasil, apesar dos meritórios esforços dos pioneiros Simonton, o casal Kaley, etc, os reformados no Brasil se distanciaram da realidade social e cultural do país. Concentraram-se nas elites brancas em ascensão econômica, as quais admiravam não a mensagem dos missionários americanos, mas sim o estilo de vida que eles representavam. Era questão de status ter um filho estudando no Mackenzie, por exemplo. Esforço concentrado em evangelização mesmo, só aconteceu com a criação da Aliança Evangélica (1903); com o esforço dos batistas e, principalmente com os pentecostais clássicos. Esses últimos ensinaram aos demais a como penetrar em todas as camadas e níveis sociais, alcançando todo o homem e o homem todo, com o Evangelho poderoso de Jesus Cristo. Em muitas comunidades carentes desse país você pode não ter nada, mas com grande probabilidade haverá ali uma Assembléia de Deus ou outra Igreja pentecostal. Como já escrevi demais, eu paro por aqui, propondo uma celebração da reforma sob uma ótica pentecostal, trazendo a uns o avivamento e a outros o equilíbrio, tudo para a Glória de Deus. (Soli Deo Gloria).

Victor Leonardo Barbosa disse...

Caro irmão Marcos, permita-me fazer algumas considerações com relação aos seus comentários(que por sinal, digo sem farisaísmo algum, são muito oportunos).

Fui "iniciado" na vida cristã dentro um ambiente reformado, apesar de, quando criança, ter tido uma grande influência pentecostal. Por isso, creio que posso falar um pouco desse assunto.

Verdadeiramente há uma certa rivalidade e enorme desconfiança entre alguns setores do pentecostalismo e do calvinismo, muitas vezes causados por equívocos, exageros e deturpações doutrinárias causdadas por falta de conhecimento.

Os calvinistas, em sua maioria, acabam por sempre dar ouvidosa a ala que se chama sublalapsária(creio que o senhor deve saber melhor do que eu), que defende a mais fatalista das predestinações. Tal ala, apesar de não ser a única, é a que faz mais barulho no meio reformado, por isso, é comum muitos pentecostais(e arminianos) repudiarem fortemente o calvinismo como doutrina bíblica.

Em contrapartida, muitos calvinistas, desconhecendo as práticas pentecostais, acham que pentecostalismo se resume em gritar alto e chorar muito.

Calvinistas zelam muito por sua tradição, o que acarreta em seus membros um apego excessivo às confissões de fé de westminster e as tradições reformadas. Não que elas não sejam boas, mas muitos acabam seguindo a confissão não por que está de acordo com a Bíblia, mas porque É A CONFISSÃO.

Penteciostais clássicos, em especial a assembléia de Deus(mais especial ainda, a brasileira), vieram do batistas calvinistas, que nada mais eram do que puritanos que aceitavam o batismo de crentes, nada tendo haver com aquela ala que acaba, por assim dizer que é a única igreja verdadeira, o que tende a repudiar tanto Lutero quanto Calvino.

A Primeira Igreja Batista aqui de Belém, onde vieram os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingreen é até hoje nitidamente Calvinista, tendo inclusive um bom relacionamento com a igreja presbiteriana de onde cresci. que por sinal, é um das poucas prebiterianas daqui que defendem acirradamente a fé e os símbolos reformados.

Berg e Vingreen fundaram a igreja junto com outros 18 irmãos, se não me engano, todos eles com certeza com uma doutrina fortemente batista. O que diferenciava a AD da PIB é que a PIB, até certo tempo(não sei como é hoje) é cessacionista. O problema da Ad não era exatamente a doutrina arminiana(esta só ganhou mais popularidade depois), mas sim a própria doutrina da atualidade dos dons e do batismo com o Espírito Santo.


É claro que os calvinistas possuem certos defeitos, mas isso abordarei em um artigo especial que estou tendo em mente produzir

Com relação a muitos não saberem a data da reforma, isso se dá realmente por uma ignorância, pelo menos em sua maioria, lógico que também é muito influencida pelo modo de pensar batista.


Realmente Lutero e Calvino possuíam equívocos, mas estes devem ser cuidadosamente analisados. Com relação a Lutero e as 95 teses, isso se deu por causa que o próprio Lutero ainda estva avançando em seus estudos teológicos. muitas coisas que Lutero tinha como verdade foram mudada com o passar do tempo. Com relação aos camponeses, não pretendo justificar tal fato, mas é importante compreender o contexto histórico que isso ocorreu, assim também como nos livrarmos de um concepção mnarxista desse episódio, que tenta colocar os camponeses como santinhos, e Lutero um interesseiro político. Na época de Lutero, ainda não havia a separação entre igreja e estado, os camponeses, em especial os anabatistas (com os mais diversos ramos, uns ortodoxos, mas muitos outros heréticos). Estavam queimando igrejas, criando badernas e em alguns casos algo ainda mais grave. Lutero se opôs fortemente a isso e como escrevia em linguagem polêmica, criticou duramente o movimento camponês, mas quando os nobres retaliaram lutero também os criticou pela excessiva crueldade demonstrada. Creio que Lutero é um herói sim, mas ainda assim devemos tomar cuidado para não romantizá-lo, nem concordar com todas as suas afirmações(ano passado, o pastor Silas daniel escreveu um artigo muito interessante sobre os erros dos reformadores, altamente indicado para quem quiser saber mais sobre assunto).
Quanto á Calvino ser do lado da burguesia, isso é um grande mito criado por uma visão marxista da história. Uma prova que ele não defendia a riqueza como sinônimo de salvação, é que ele mesmo morreu sem grandes posses. escrevi um texto sobre isso:" calvino, eleitos ricos e impíos pobres?"

Caso queira dar uma olhada será muito bem vindo.

Abraços e Paz do Senhor!!!

Obs: Caro Gutierres, quase esqueci... Parabéns pelo artigo!!!!

Talita Cristina M.Santos disse...

sinceramente sem comentários....
sou neopentecostal assim como voce denomina, sou cristá sim e sou protestante, sabe porque???Protestar contra o pecado também e uma forma de fazer a diferença, foi isso que Martinho Lutero fez, se impos contra o pecado que vinha da religiosidade extrema do catolicismo, que sem perceber faziam naçoes inteiras a viverem de pecado e maldições...resgatalos do pecado é fazer a diferença e fazer a diferença é nao se conformar com o mund pregando a verdade...
Preciso mesmo recer o conceito de prostestantismo...não sei mais o que é alias acho que nnunca soube o que foi isso verdadeiramente!!!!

Paulo Silvano disse...

Caro Gutierres,

Idubitavelmente a reforma foi um marco importantíssimo na história do cristianismo e do mundo. Lutero foi usado por Deus, embora tenha assumido que a reforma foi apenas dotrinária e que, portanto, em matéria de moral a igreja continuava tão papista quanto antes.
Creio que uma das falhas do protestantismo no pós-reforma foi não levar a termo o tão evocado princípio da "Ecclesia reformata et semper reformanda est" ("Igreja Reformada sempre se Reformando"). Os protestantes entenderam, e entendem até hoje, que a correta interpretação dos princípios escriturísticos teve o seu ápice na idade média e, mesmo com os estragos provocados pelo stalinismo e pelo nazismo, entre outros, a ética do Ocidente(não só dos protestantes) reluta em fazer uma revisão da sua cosmovisão, tão arraigada ao calvinismo.
Concordo com o reverendo Hernandes Lopes que ser protestante é também "confessar que a salvação é pela fé independente das obras" e "É crer que aqueles que crêem devem demonstrar sua fé pelas obras". Entretanto, temos que assumir, pelo menos por enquanto, que o nosso cristianismo não soube, efetivamente, compatibilizar fé independente de obras e demonstração de fé pelas obras.

Um abraço
Paulo Silvano

Anônimo disse...

Todos os anos eu fico admirado em ver que passa a data de de outubro e não ouço se quer alguém comentar sobre a reforma. A verdade é que as igrejas não estão nen aí.

Marcos Vieira disse...

Caro Victor,

Obrigado por seus comentários. Minha intenção não foi menosprezar o trabalho dos reformadores (quem sou eu?), foi só trazer um contraponto sobre a visão idealizada de serem intocáveis. Às vezes temos muito a dizer, mas tentamos sintetizar para não abusar da bondade do Gutierres. Daí se dá a impressão de dizer o que não queríamos dizer, pelo menos daquela forma. De qualquer forma, você citou pontos muito interessantes que eu não havia pensado e estarei pesquisando. Há também outro aspecto: às coisas aqui no Sul tomaram um rumo um tanto diferente daquelas aí no Norte. Isso às vezes nos faz ter idéias diferentes sobre o mesmo tema, baseados em nossas experiências pessoais. Percebi isso agora, lendo o seu texto. Creio que seria enriquecedor qualquer dias desses a gente trocar algumas figurinhas sobre a história do protestantismo no Brasil. Parabéns pelo seu trabalho aí em Belém. Eu vi alguma coisa e gostei muito. Obrigado Gutierres pelo espaço. Abs.

Cleber disse...

"É crer que Deus nos fala pela sua Palavra e não à parte dela."

Ich!
O dom de profecias foi pra fita!?
Agora ser protestante é deixar de crer que Deus fala em profecia?

Sei não... acho que vc tá dando muito ouvido pra cessacionistas.

Pr Cleber
Protestante, Evangelical e Pentecostal.
http://confraria-pentecostal.blogspot.com

Eduardo Neves disse...

Graça e Paz

Parabéns Gutierres pelo blog e que o Senhor Jesus continue-o abençoando. Convido-o a ler meu recente post “Porque nem todos os que são de Israel são israelitas” de meu blog *Entendes tu o que lês?*/ http://eduneves.blogspot.com/

Um abraço!!!

Eduardo Neves.
“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,” Tito 2:11

Thais Barrinha disse...

Victor, endossando o que disse quanto à ignorância, nós, irmaõs Assemb, Presb. e Batistas, fizemos uma pesquisa que revelou um assustador percentual de CRENTES que não sabem nem nunk ouviram falar do dia da Reforma e sua importância INCLUSIVE À NÓS, PENTECOSTAIS.

Apenas uma correção: à menos que eu esteja muito enganada (e pesso desculpas se estiver) creio que o que vc quis dizer foi supralapsarianismo... e não é tão ruim assim... a final, sou simpatizante!

Talita... qual é sua cncepção de Pecado! Dependendo do que responder a sim mesma, estará vc própria condenando as práticas NEO!


Guuutierrees... mais uma vez e cmo sempre... merece aplausos!
PArabéns professor!

Victor Leonardo Barbosa disse...

Obrigado irmão Marcos por suas considerações, que como já falei, foram bastante oportunas. Deus o abençoe em sua caminhada cristã.

Thais, eu usei o termo sublapsário, que me lembro ter lido em algum lugar que era sinônimo de supralapsário. Termo este mais utilizado nos conceitos teológicos.

Daladier Lima disse...

Somente para registro, nas igrejas sob minha supervisão estivemos estudando a Reforma. Seus cinco solas foram estudados a cada dia de instrução do mês.

Daladier Lima disse...

Esqueci de informar que nossas lideranças receberão um texto, na próxima quarta, falando sobre os reformadores e seus princípios. Sem omitir seus erros. Tudo como parte da comemoração dos 491 anos da Reforma.

Marcos Vieira disse...

Prezados Thaís e Victor, vamos lá!

A maioria das pessoas que cursaram as séries básicas do ensino já ouviram falar da Reforma, de Lutero, etc. Quando a pesquisa realizada pela irmã revela uma grande maioria de crentes que não sabem sobre o Dia da Reforma, das duas uma: ou foram péssimos alunos de história ou (a mais provável) não fazem conexão desse evento como algo significativo a ser comemorado. Isso nunca lhes foi ensinado como algo relevante. Insisto (e essa idéia não é originalmente minha) que o motivo dessa desconexão é histórico. Tem sua gênese na formação das denominações. No caso pentecostal ela é ainda mais acentuada, pois os pioneiros foram acusados justamente de desvirtuar a fé reformada. Há alguma virtude em resgatar esses aspectos históricos? Creio que sim. Mas a ponto de celebrá-los? Tenho minhas dúvidas. Penso também que a reforma do século XVI tem tanta importância para nós quanto outros eventos anteriores e posteriores a ela, os quais também deveriam ser ensinados e dos quais tiraríamos importantes lições. Volto a propor a vocês, talentosos jovens pentecostais, uma re-leitura desses eventos históricos sob uma ótica pentecostal. Acreditem, vcs estão um passo à frente, não retrocedam. Se for somente para repetir o que já foi dito, não há necessidade de uma "teologia pentecostal" e precisaríamos aposentar o Gutierres. Precisamos canalizar tanto esforço intelectual para algo concreto, smj. Só mais uma coisinha (descontraindo):Thaís, queria defender o Victor sobre a questão do supralapsarianismo, às vezes a gente escreve às pressas, não dá para revisar o texto. Por exemplo: você acertou esse "palavrão" (palavra grande), e se equivocou no "peço". Acontece. Você é simpatizante mesmo dessa visão? Abs.

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Gutierres, paz!

Antes de mais nada, quero dizer que concordo com os irmãos Marcos Vieira e pastor Cleber...

Vamos à luta pela fé estritamente bíblica, e não necessariamente reformada...

1 - Contribuições inquestionáveis da Reforma para a vida da Igreja:

*Sola Scriptura
*Sola Fide
*Sola Gratia

ESSA É A ÚNICA ESSÊNCIA DA REFORMA... e isso não por causa da Reforma propriamente dita, pois antes de Lutero, por exemplo, TOMÁS WYTTENBACH já pregava contra as INDULGÊNCIAS [salvação pela graça]...

As demais divagações teológicas luteranas, zwinglianas e calvinistas, "sola gratia"...

Quero poder discutir algumas assertivas do texto em questão:

1°) "O denominacionalismo evita o papismo..."

NÃO É VERDADE!!!

O denominacionalismo não evita o papismo... muito pelo contrário... ele proporciona a ascensão de diversos papas... o que não falta nos masi diversos segmentos denominacionas são "papas", "pequenos césares", "Diótrefes"... homens que são ditadores, autoritários... pastores, bispos, apóstolos... líderes que são verdadeios donos das denominações que eles subjugam...

Essa busca desenfreada de querer isentar as denominações de seus imensos males causados ao Corpo de Cristo só satisfaz àqueles que gravitam no universo da desinformação, ou àqueles que fazem de conta que não enxergam o que sempre foi visível:

DENOMINAÇÃO É SINÔNIMO DE FACÇÃO!

2°)"...mas como contra-indicação pode fragmentar muito a essência reformada..."

Acima já expus o que é a essência da Reforma em minha ótica... e afirmo que ela não está fragmentada em nível algum... aliás, ela só está assim na cabeça dos que se ARROGAM serem os detentores da SÃ DOUTRINA... se formos analisar as declarações de fé da maioria esmagadora das denominações, elas acreditam na SUFICIÊNCIA das ESCRITURAS, na FÈ Bíblica e na SALVAÇÃO pela GRAÇA...

Se existe algum tipo de fragmentação que o denominacionalismo causa, é em relação ao seu principal mal: A TRADIÇÃO DAS DENOMINAÇÕES... é essa doença que impede irmãos de verm Cristo em outros irmãos... aqueles, olham para esses, pela viseira da tradição empoeirada, enferrujada, defeituosa de suas tradições denominacionalistas... por isso enxergam mal...

Esse negócio de TRADIÇÃO, de FÉ HISTÓRICA, em alguns momentos, chegam a serem postas em linha de autoridade junto à Bíblia...

Essa fragmentação é o próprio veneno das denominações injetado nas veias delas... facção gera fragmentação... e vai ser sempre assim...

3°)"A solução não é acabar com o denominacionalismo, mas pelo menos unir aqueles que partilham verdadeiramente a Reforma."

UNIR?!!! hahahaha!!! Tenho que dar risadas!!!! Os refomadores nunca foram exemplos de UNIDADE e nem nunca a ENSINARAM nem TEORICAMENTE e nem na PRÁTICA...

Vejam os irmãos, o caso entre Lutero e Zwinglio... esses dois ícones da Reforma, nunca conheceram entre si o que é o AMOR, o VÍNCULO da UNIDADE do povo de DEUS...

Zwinglio disse certa vez sobre Lutero:

"Em nosso tempo, algumas pessoas de capital importância falaram SEM SERIEDADE SUFICIENTE sobre a lei..."

Lutero disse sobre Zwinglio:

"Não somos do mesmo espírito."

[Justo L. Gonzalez]

Quando Lutero sobre que Zwinglio tinha morrido na Batalha de Cappel, Lutero se alegrou dizendo que o herege, o ladrão e rebelde tinha tido o que merecia... belo exemplo de UNIDADE e de AMOR CRISTÃO...

Franz Lau diz que que o "deus" [essa designação é minha] Lutero proferiu e instingou juízos injustos a respeito de Zwinglio...

Na Conferência de Marburg, Zwinglio e Ecolampadio, Lutero e Melanchthon se encontraram para se reaproximarem teologicamente... discutiram 15 pontos e, por causa da discordância sobre a Ceia -um ponto único- eles não chegaram a nenhum consenso nem por AMOR a Cristo...

UNIDADE daqueles que verdadeiramente partilham a Reforma?!! É isso que está proposto no texto "gutierresano"?

Com essa turma de líderes vaidosos, arrogantes, pedantes, soberbos, inchados... teologicamente falando... que existem hoje?!!! NUNCA!! NUNCA!!!

Partilhar verdadeiramente a Reforma?!! O que significa isso?!!

Nem os Reformadores sabiam o que era essa "verdadeiramente Reforma" eles estavam preocupados com suas políticas [digo isso nunca me esquecendo do valor deles... aliás, eles me fazem lembrar os de hoje... assim como os de hoje, me fazem lembrar deles]... quanta ilusão... quanto romantismo... quanto auto-engano...

4°) "Diante dessa confusão provocada pelas milhares de denominações que se dizem protestantes, mas que estão longe da Reforma, fica difícil um testemunho sem a mácula da corrupção."

TESTEMUNHO SEM MÁCULA DA CORRUPÇÃO?!!! Foi o que menos se viu nos reformadores!!!

Lutero chamava Zwinglio de ladrão...

Vai abaixo outras maneiras de CORRUPÇÃO assombrosas...

Você já ouviram falar da inquisição protestante, não já?!!! Certamente que sim!!!

Marcos Vieira já se referiu o que Calvino propôs que acontecese com o médico espanhol Serveto só porque ele não acreditava no pecado original...

Zwinglio matava os anabatista por afogamento ou por fogo...

Lutero defendia o uso das armas , a morte dos hereges... e o anti-semitismo?!!

Lutero gostava das tabernas...

E o amor de Lutero à Virgem... quase chegava à MARIOLATRIA [?]

Calvino defendia a repressão pela espada...

Esses irmãos não tinham em mãos o EVANGELHO que diz não matarás?!!!

Ainda bem que eles tinha MÁCULA... pois assim, eu fico mais apaziguado quanto a mim...

Síntese: LUTERANISMO, CALVINISMO, ZWINGLIANISMO [REFORMADOS] são denominações que não souberam o que é um testemunho sem MÁCULA... peloa menos em suas gêneses [quem não mancha-se?]...

Aí vem o utópico, dono da SÃ DOUTRINA, irmão Gutierres, falar mal das mais diversas denominações como se elas fossem compostas só por picaretas do tipo daqueles [imaginem quais tipos] que certamente se encontram entre os pentecostais e reformados... ME DEIXE VIU!!!

5°)"Muitos de nós, quando dizemos que somos evangélicos, logo nos associam aos Macedos e Hernandes da vida, sendo difícil e constrangedora essa dissociação. "

Vejam como funciona a PARCIALIDADE, a CONVENIÊNCIA...

Eu nunca ouvi dizer q Macedo ou Hernandes tioru a vida de alguém... vocês já ouviram?!! Mas mesmo assim eu não quero ser confundido com eles, mas sim com Cristo... que Deus me ajude...

Ah!!! Antes que me esqueça... também não quero ser confundido nem com Zwinglio [meu chará], nem com Lutero e nem com Calvino... pois esses, têm as mãos manchadas de sangue inocente...

Você tá de brincadeira Gutierres!! Ou tá querendo agradar a alguém... só pode...

Pare de ficar usando o nome de Macedo e de Hernandes em seus textos... a coisa tá ficando com acara de maledicência [maldizente no grego é "diabolos"]...

Seja mais criativo, mais profundo teologicamente falando... sai dessa meu irmão...

Ah!!!Antes que eu me esqueça... como é também corrente nesse blog um ataque a TP, não posso me esquecer de postar um teXtículo de Calvino, o PAI DA TP:

"Deus criou vasos para a salvação e vasos para a danação eterna. Se a Mão de Deus estiver sobre a tua cabeça tu será beneficiado aqui na terra com muita SAÚDE e PROSPERIDADE. Por este indício compreenderás que estás predestinado à salvação."

É evidente que a turma hoje sofisticou a TP... mas ela já era conhecida do idolatrado Calvino...

Finalmente [por hora, é claro -hahaha], eu não nego a importância da Reforma... apenas não dou a ênfase que algusn dão como se ela fosse tão grandiosa como a ação da IGREJA PRIMITIVA [coisa que a Reforma vê de longe]... ele trouxe bons ventos e desagrad´veis tempestades... mas foi por esta instrumentalide que Deus quis bradar na terra [eu não questiono o meu DEUS]...

Tem um Dr. Reverenod por aí, dizendo que se a Igreja de hoje não estivesse distante da fé reformada histórica, ela não estaria como está... quanta prepotência, quanta arrogância tradicionalista... isso só serve para os desinformados, ou para os dados à conveniência... a Igreja de Cristo sempre se susteve sem a Reforma... basta lembrar-mos de nomes como o e Huss, Wicliff, Wyttenbach... aliás nomes esses que foram dos preparadores da terra para o "surto" luterano...

A Igreja sempre prevalecerá... o Corpo de Cristo é indestrutível... já as denominações, não posso dizer delas a mesma coisa...

Sou NEOPENTECOSTAL, não por escolha [não gosto de rótulos desse tipo... preferiria ser chamado de cristão e imrão, mas...], mas porque esses irmãos vaidosos PENTECOSTAIS e REFORMADOS e a turma das ciências sociais assim me denominam... e não me envergonho... não sou tolo... sei dos problemas que o chamados segmentos neopentecostais têm causado... mas NUNCA me esqueço dos muitos problemas que assembleianos, presbiterianos, reformados, batistas... também já causaram e ainda cusam à CAUSA do EVANGELHO...

Acredito apenas no Corpo Mísitico de Cristo... esse é santo apesar dos pecados de seus membros... esse irá para o céu... o resto é palah, restolho... realidade já antes prevista pelas Escrituras... para detectar isso bastar um olhar escatológico com atenção...

Busquemos a unidade do Corpo e não das denominações porque elas são, estão e nunca deixarão de estar viciadas... para buscar esta unidade sem erramos no alvo, precismos de joelho no chão, jejum, oração, escrutínio no mevro do Esopírito Santo das Escrituras... asim saberemos quem realmente serve e quem não serve ao SENHOR...

Abraços!!!

http://dokimos.wordpress.com

Anônimo disse...

Quanto ao comentário do Cleber: Acho que você, Cleber, está confundindo 'cessacionistas' com 'calvinistas'. Por exemplo o calvinista Wayne Grudem crê em todos os dons espirituais e até escreveu um livro sobre o 'dom de profecias' incentivando o seu uso na igreja local.
Existem calvinistas cessacionistas, como por exemplo o John McArthur Jr, que faz uma equivoca interpretação de 1Cor12-14 e cuja teologia é marcada por uma abominável discriminação em relação à carismáticos e pentecostais.
O problema do uso de profecia hoje é que ela é colocada no mesmo nível da Bíblia, que é a revelação máxima da vontade de Deus. O próprio Silas Malafaia chama este tipo de profecia de 'profetada'.
Creio que com este artigo sobre a reforma, Gutierres não queira defender a posição cessacionista ou mesmo apenas considerá-la, mas enfatizar a necessidade de voltarmos a Palavra de Deus, a Bíblia.
Veja você mesmo, quem hoje ainda está interessado em estudar a fundo um livro bíblico. As nossas pregações modernas são uma mistura de auto ajuda e superficialidade bíblica. E quando alguêm profetiza, recebe toda atenção, enquanto o expositor do texto bíblico é ignorado.
Precisamos sim de uma reforma!
Quanto a critica ao Neopentecostalismo: devemos entender que neste movimento existem muitos cristãos engajados e vivendo uma vida exemplar. Não é correto afirmar que o neopentecostal não procura a santidade (pelo menos nos escritos de Kennth Hagin, RR Soares etc a santificação é um assunto sério).
Os problemas são
1.a estrutura de algumas igrejas neopentecostais. Parecem empresas cujo sucesso da matriz e das filiais é medidade pelos indicadores financeiros.
2.a mensagem é utopica, pois nega a impotência do ser humano diante das tragédias. Na teologia neopentecostal, Jó errou, porque não soube crer corretamente. Isto é um interpretação equivocada.
3. a mensagem neopentecostal enfatiza pouco (ou nada) a obra de Cristo na cruz para propiciação de nossos pecados. Não ensinam a depravação do homem, ao contrário, incentivam a buscar o 'bem', a 'força' que está dentro dele e vencer o 'mal'. Parece uma teologia de 'Star Wars', mas é pouco bíblica e pouco reformada.
4. algumas igrejas neopentecostais vendem ou entregam contra ofertas objetos de milagre (sabonete, rosas, lenços, toalhas etc). Neste ponto parece a venda de indulgências, mas não para tirar a alma do purgatório, mas para salvar do inferno existencial da vida presente.
Um grande abraço,
Matias

Daniel disse...

O texto mete o pau em todo mundo: neopentecostais, liberais e fundamentalistas... Faltou meter o pau na própria classe pentecostal que TAMBÉM possui sua parcela de defeitos. Ooops, esqueci que o dono do blog é pentecostal.

Rodrigo de Aquino disse...

Creio que tanto a Reforma Protestante como o Pentecostalismo são movimentos que buscam as origens do cristianismo. Creio que ambos devem buscar novamente suas motivações e se possível, darem as mãos nessa volta para o caminho. Creio que Wittenberg e Azusa tem muito em comum.

rodrigo

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Franklin, a paz!



Obrigado pela participação e palavras de incentivo!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Cláudio Pimenta, a paz!



Realmente estamos precisando de muita gente com a inconformidade que Lutero teve diante dos erros da igreja.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Marcos, a paz!



Nutrir ódio pelos neopentecostais não é e nunca será um caminho saudável. As massas que lotam as igrejas neopentecostais estão, também, cheias de pessoas que amam a Deus. Devemos tomar o cuidado ao falar do neopentecostalismo para não ferir pessoas! Agora diante daqueles líderes inescrupulosos, ladrões, enganadores, falsos profetas, mercenários, viciados em grana etc. Diante desses não podemos nos calar!

Sinceramente não acho que os reformados que respeitam os pentecostais sejam meramente por uma questão de conveniência contra o neopentecostalismo. Tenho amigos reformados que respeitam verdadeiramente os pentecostais, sabem que existem divergências, porém no campo secundário.

O problema é que o fundamentalismo está casado com muitos reformados e para esses fundamentalistas quem não for cessacionista, calvinista, monergista etc.; é um herege! São pessoas abitoladas, que não entendem que o Evangelho de Jesus Cristo está acima de questões secundárias. Quando vejo um reformado fundamentalista me espanto com o preconceito e ignorância, em relação aos pentecostais.

Recentemente em artigo para a revista “Ultimato”, o bispo Robinson Cavalcanti acrescentou que muitos pentecostais estão aprendendo com os reformados e os reformados com os pentecostais. Mediante essa troca de aprendizado e flexibilidade, Cavalcanti diz que um novo grupo está surgindo, o que ele chama de “bloco histórico”. Cavalcanti é um exemplo de reformado (ou histórico) que reconhece a importância dos pentecostais, mas ainda poderia citar outros como os batistas Luis Sayão e Russell Shedd, os presbiterianos Hernandes Dias Lopes e Augustus Nicodemus e outros menos famosos.

Entendo também que Lutero começou uma Reforma, porém ele não conclui. Aliais, nem Calvino, Wesley, Seymour completaram essa Reforma, pois a “igreja reformada está sempre se reformando”.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Victor Leonardo, a paz!



Foram muitos úteis suas informações sobre o víeis reformado dos primeiros batistas de Belém, assim como os primeiros assembleianos.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Talita, a paz!



É bom ver seu desejo de rever a conceituação sobre o protestantismo para descobrir o que é ser verdadeiramente protestante.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Paulo Silvano, a paz!



Realmente no decorrer da história, nós, os protestantes, temos falhado em uma ação social mais eficaz. Nesse aspecto é o exagero que enfatizar demasiadamente a fé e esquecer da importância das obras. Tiago já tinha dito isso!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Eduardo, a paz!



Obrigado pela participação!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Cléber, a paz!



O pastor Hernandes Dias Lopes, apesar de presbiteriano, não é cessacionista. Basta ler alguns textos dele no site que perceberá isso.

O fato é que Deus não fala além de Sua Palavra e isso não invalidada a profecia, pois as profecias sempre devem estar no limiar da Palavra escrita. A profecia nunca pode acrescentar ou contradizer um texto bíblico. É assim que os pentecostais clássicos crêem, vide Donald Gee, Stanley M. Horton, Gordon Chown etc.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Caro Anônimo, a paz!



O descaso com a história faz parte de nossa cultura. Infelizmente!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Thais, a paz!



A ignorância é crescente em nosso meio. Antigamente as pessoas tinham menos acesso a cultura, porém sabiam quem era Lutero ou Calvino. É bom que os crentes lembrem que a história é importante!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Daladier, a paz!



Parabéns pela iniciativa e que outros líderes possam fazer o mesmo.

Thais Barrinha disse...

Pr. Marcos Vieira...
mas uma vez descordando com o sr., usarei fontes que comprovam o que disse!

Na pesquisa feita pela Universidade Metodista em 3 estados do
Brasil em 2005, foi constatado que há sérios motivos à se descordar de quem pensa que é positivo ou sem importancia a igreja de hoje não saber EXATAMENTE quem foi Lutero. Mesmo as religiões mais novas (como o Neo...) conhecem sua origem, e NÓS, se quer conhecemos nossos fundadores!

Essa mesma pesquisa vem se repetindo nos anos sequentes,com o auxílio da Un. Mackenzie.

A escola secular não fala de Lutero como fala de Joana d'Ark... quase ninguém sabe onde nasceu e como morreu! São vários motivos que nos leva à crer que é PERIGOSO a igreja não saber pelo menos um pouquinho de sua história!


OBS.: As pesquisas que citei estão desponíveis nos sites das Universidades citadas!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Zwinglio, a paz!

Não beatifiquei os reformadores em meu texto... Veja bem!
Os reformadores cometeram muitos erros e não concluíram a Reforma Protestante, por isso que “uma igreja reformada está sempre se reformando”!
O fato é que aqueles homens deixaram um bom legado que tem sido negado por vários evangélicos.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Matias, a paz!

Assino em baixo nas suas palavras. O abandono no cessacionismo no meio tradicional tem sido constante e isso é um bom sinal!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Rodrigo Aquino, a paz!

Esse é o caminho, um diálogo saudável e enriquecendo, onde um aprende com o outro!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Daniel, a paz!

Caro, por favor, leia todos os textos desse blog e verás várias críticas às anamolias defendidas por muitos pentecostais e assembleianos.

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Gutierres, paz!


"O fato é que aqueles homens deixaram um bom legado que tem sido negado por vários evangélicos."

Lhe pergunto: qual legado?

*Sola Scriptura
*Sola Fide
*Sola Gratia

???

Eu afirmei e reafirmo que a maioria das denominações evangélicas têm em suas declarações de fé tais pressupostos...

Agora, se você está se referindo ao pensar teológico luterano, calvinista, zwingliano... o que não falta hoje são representantes dos mesmos... até entre os "neos"...

por exemplo:

há "neos" que são zwinglianos quanto à questão da "ceia e a presença do Senhor"...

poderia dar aqui uma série de exemplos da presença do pensar luterano, reformado nas denominações "neos"...

mas vou poupar tempo a todos nós...

Logo, não consigo ver nesse seu texto outra tentiva senão a de indicar que vocês PENTECOSTAIS e os tais REFORMADOS, são a verdadeira Igreja... aqueles que preservam a SÃ DOUTRINA... quando na VERDADE, não é bem assim... enquanto nós, NEOPENTECOSTAIS, somos a escória juntamente com os ditos LIBERAIS...

É digno de nota, o fato de que o LEGADO dos REFORMADORES, em todos os seus apsectos, tem encontrado eco nos dias de hoje... tanto para o bem, como para o mal...

Por exemplo:

Lutero chamava Zwinglio de ladrão...

Você, Gutierres, e os PENTECOSTAIS e REFORMADOS, chamam Macedo e Hernandes de LADRÕES...

Lutero chamou Zwinglio de herege...

Vocês chamam a nós, NEOPENTECOSTAIS da mesma coisa... inclusive nos colocam em linha com a TEOLOGIA LIBERAL... "vá de reto satanás"...

A TP de Calvino, tem sua ressonância em uma TP mais sofisticada criada por nós NEOS...

Os reformadores construíram uma Babel teológica... não é isso que temos hoje?

Nada mudou... tudo está a mesma coisa...

Então porque seu lamento, se hoje tudo que é legado [ranço] da Reforma está aí bem representado...

Eu sei:

é a vaidade, a presunção dos REFORMADORES de serem os donos da verdade Bíblica latentes no maior orgão do SEU corpo humano...

Daniel disse...

Prezado irmão Gutierrez,

Eu leio este blog com frequência, só não comento com tanto afinco. E, sim, você costumeiramente aponta problemas nas ADs e no pentecostalismo em geral.

Porém, NESTE POST EM ESPECÍFICO, você desceu a lenha em todas as denominações e se esqueceu da sua. Este é o problema. E vi que nos comentários aqui expostos, mais generalizações acerca dos neopentecostais e dos fundamentalistas. Sou fundamentalista, sou cessacionista e não acho que os pentecostais sejam do diabo, nem que eles maculam o Corpo de Cristo nos tempos atuais.

E por mais que não me veja nos seus posts inflamados contra os fundamentalistas, não consigo parar de pensar que ao digitar seus posts, parece haver um ódio contido, uma amargura repreendida aí dentro contra os fundamentalistas. Há excessos de ambos os lados. Sabe o que faço? O que todo cristão deveria fazer: FILTRAR tudo que ouve de qualquer denominação e ficar com o que é bom e edificante.

Marcos Vieira disse...

Irmã Thais, saúde e paz!

Eu não disse que não era importante conhecer a história da reforma e seus protagonistas. O que eu disse (ou pelo menos gostaria de ter dito) é o seguinte:

1) A maioria dos crentes não conhece o Dia da Reforma pois nunca foram ensinados sobre ele. Isso se dá por motivos históricos, como já mencionei, na gênese das denominações no Brasil. Há dois trabalhos de referência nesse sentido do saudoso Dr Antonio Gouveia Mendonça (presbiteriano e professor na pós em Ciência da Religião na UMESP, por sinal foi meu professor): "O Celeste Porvir" e "Introdução ao Protestantismo no Brasil" essa última em parceria com o também saudoso Prócoro Velasques Filho (metodista). Há uma obra mais antiga do Dr Reily "História Documental do protestantismo no Brasil", também da UMESP. Todos esses trabalhos de referência na Metodista originaram diversas teses e monografias sobre a inserção do protestantismo histórico no Brasil e apontam para dois fatos: a) a inabilidade dos protestantes históricos em penetrar na cultura e na realidade social brasileira, fazendo opção pela elite, brança e de classe média (observe por exemplo a quantidade (proporcional) de pastores negros nessas igrejas) e b) a discriminação dos movimentos posteriores (pentecostais em especial) como sendo parte da herança reformada.

2) Ora, diante dessa realidade não era de se estranhar que os crentes (em especial os pentecostais) não fossem ensinados sobre celebrar a reforma.

3) O que eu propus era justamente o resgate dessa herança histórica, mas não no prisma dos atuais protestantes históricos, mas na perspectiva justamente daqueles que foram excluídos desse processo no início da Igreja Evangélica no Brasil.

4) Boa parte dos históricos no Brasil descambou para o ecumenismo (luteranos, metodistas, presbiterianos independentes e unidos, boa parte do anglicanismo, e outros mais) As análises do Robinson Cavalcanti (que aliás era mais fecundo antes de se tornar bispo) não foram suficientes para manter a unidade no anglicanismo brasileiro. A diocese na qual ele é bispo foi desligada da comunhão anglicana no Brasil tendo de se unir a outra província. Isso tudo por causa da ordenação de um bispo homossexual nos EUA. Nessa mesma UMESP (Universidade Metodista) que você citou e que eu conheço tão bem, que é um centro de excelência na pesquisa teológica no Brasil, as aulas começam em sala e terminam em animadas conversas nos barzinhos aos arredores, com cerveja, conhaque e outras coisitas, onde se discute as últimas pesquisas sobre a doutrina do Espírito Santo (pode?). ( O Dr Nicodemus escreveu recentemente um artigo sobre isso no tempora, vale a pena ler. É pura verdade)... E assim por diante eu poderia lhe contar N histórias, mas gostaria de concluir dizendo novamente que, com todos os problemas, os pentecostais (em especial os assembleianos) teriam muito a ensinar, resgatando as lições da história não como saudosismo, mas como força propulsora para um novo tempo de avanço evangelístico: zelo missionário e humilde obediência à Palavra. Isso sim merece ser celebrado.

Cleber disse...

Gutierres,
concordo que "A profecia nunca pode acrescentar ou contradizer um texto bíblico. É assim que os pentecostais clássicos crêem, vide Donald Gee, Stanley M. Horton, Gordon Chown etc."

Tbm creio assim. Uma profecia não tem peso doutrinário.

E além disso Deus não fala contra Sua Palavra. Mas Ele fala além de Sua Palavra...

Quando Deus diz a alguém "te escolhi para uma tarefa especial, quero que vás para a África" isso é algo que não consta na Bíblia...

Mas pelo menos vc esclareceu que é apenas questão de linguagem...

PS.: Matias, eu quis dizer cessacionista mesmo, e não calvinista.

Cleber.

André Amaral disse...

Ao mesmo tempo que vejo reformados lutando contra a "heresia" pentecostal, vejo pentecostais tentando reafirmar sua identidade reformada.

Abraço Gutierres.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Daniel, a paz!

Perdoa-me pela generalização com os cristãos protestantes fundamentalistas. Fico feliz que você, membro de uma igreja fundamentalista tenha respeito pelos pentecostais e não apresenta aquela visão abitolada, em que todos os que não concordam com a doutrina da denominação é um herege!
Obrigado pela sua participação!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

André Amaral, a paz!

Vamos lembrar de um princípio cristão: Pague o mal com o bem!