domingo, 27 de abril de 2008

Qual o futuro do Pentecostalismo Clássico?

Qual o futuro do Pentecostalismo Clássico?Essa foi a pergunta feita para os internautas que frequentam o Blog Teologia Pentecostal. A enquete apresentou quatro possíveis quadros que o pentecostalismo pode correr, sendo uma apresentação limitada pela própria natureza da enquete. As respostas mais votadas estão nessa ordem:

a) A erudição com valorização da espiritualidade pentecostal. (43% dos votos)
b) Volta à teologia reformada, com ênfase na soteriologia e escatologia dos protestantes históricos.
(22 % dos votos)
c) O legalismo, o antiintelectualismo e a fé baseada no emocionalismo. (19 % dos votos)
d) A neopentecostalização mística, pragmática e empirista. (13 % dos votos)

Pelos votos é possível ver que os internautas acreditam, em sua maioria, numa ênfase diferenciada para o Pentecostalismo Clássico no futuro. A erudição com valorização da espiritualidade pentecostal foi o quadro mais votado pelos internautas e de modo surpreendente, em último lugar, ficou o quadro sobre a neopentecostalização mística, pragmática e empirista do Pentecostalismo Clássico.
Falar do futuro é falar de algo incerto, portanto é difícil definir qual será o futuro do Movimento Pentecostal. Os fatos contemporâneos apresentam dicas de como será o futuro, mas não pode determiná-lo de modo simplório. Outro fato complicado na pergunta é que ela pode apresentar mais de uma resposta, pois o Pentecostalismo é heterogêneo em sua natureza. Hoje, não se pode falar em pentecostalismo, mas em pentecostalismos, pois as diversas correntes no Movimento Pentecostal são, muitas vezes, distantes uma das outras em questões doutrinárias e modus vivendi.
Um fato certo do futuro é que o pentecostalismo, como qualquer movimento histórico, não ficará estático ou igual ao que era no início do século XX. Mudanças são inevitáveis, sejam elas para melhor ou pior. Mudanças podem ocorrer nas superfícies ou nas estruturas, mas jamais um movimento histórico ficará preso a uma “identidade” imóvel, pois a própria estrutura do pentecostalismo é o dinamismo. Isso não significa que a essência será mudada.
Antes, o pentecostalismo era bem definido por uma ênfase na salvação dos ímpios, nos carismas, na cura divina, na escatologia dispensacionalista, na espiritualidade piedosa, na evangelização eficaz; além do negativismo apresentado por meio do sectarismo, antiintelectualismo e legalismo.
Hoje o quadro é variado e confuso, pois é possível encontra uma igreja pentecostal onde o pastor apresenta uma sólida formação acadêmica enquanto outro pastor, na mesma denominação, prega que “a letra mata”. Andando por duas igrejas pentecostais, você ainda verá uma com costumes parecidos com as vestes muçulmanas enquanto outras vivem como ocidentais normais. Nessa viagem, é possível encontrar um pastor pentecostal que derruba todos no culto com um paletó “ungido” ao som de um corinho de forró, enquanto em outra igreja o culto é tão organizado como os melhores tradicionais. Além disso, você encontrará um pentecostal que gosta e prega como os eruditos puritanos, enquanto outros preferem um literatura “ungida” por tele-evangelistas norte-americanos. Hoje não há consenso, não há um único método, mas será que existirá no futuro? Eis a questão!
Apesar da heterogeneidade do pentecostalismo, uma dessas quatros correntes será maior e predominante no futuro. Escreva sua opinião e aponte o quadro mais provável.

domingo, 20 de abril de 2008

Liturgia Pentecostal Parte 2


“O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice".
(Charles Haddon Spurgeon)

No post anterior foram analisados dois aspectos da liturgia cristã. Continuando o estudo é preciso refletir sobre outras questões relacionadas ao culto.

c) Danças no culto?

Nunca na história da Igreja Cristã houve o elemento da dança no culto. A dança não esteve presente nos cultos dos Apóstolos, Pais da Igreja, Idade Média, Reforma, Grande Despertamento de século XVII etc. Não há bases neotestamentárias para introduzir as danças no culto cristão. O culto racional ( Logikem Latria) não necessita de manifestações estéticas ou locais fixos, pois se adora a Deus em “espírito e em verdade”(Jo 4.23).
A dança sempre esteve presente no Antigo Testamento. O cotidiano veterotestamentário havia a dança como parte das expressões de alegria do povo de Israel, mas essas danças nunca foram introduzidas dentro do Templo, era algo fora do arraial. A dança no Antigo Testamento era expressão de alegria patriótica, agrícola, nacionalista e de guerra (Ex. 15.20; Jz 11.34; Jz 21.21; I Cr 13.8; 15.29; II Sm 6. 14); era uma forma de louvar ao Senhor pelas vitórias e conquistas do povo. Mas a dança nunca foi litúrgica, em ambos os testamentos.
A dança é uma expressão de arte, assim como esculturas, arquitetura, pintura, poemas etc. Portanto, a dança apresenta o seu valor como uma manifestação da arte clássica e contemporânea. O fato da dança ser arte, não faz dela elemento de culto, assim com a arte de pintar, também não é elemento para cultuar a Deus no momento da adoração. O cristão pode e deve valorizar a arte, mas não pode colocar todas as manifestações de arte no culto.
Assim como é errado introduzir danças no culto, pois ele tem um propósito racional, é igualmente errado “demonizar” toda expressão artística da dança. É preciso distinguir a dança como arte do mero requebrado sensual-libertino. O dualismo platônico (corpo x espírito) que influenciou a igreja da Idade Média (vide Tomás de Aquino) e ainda influência boas parte dos cristãos, condena a dança simplesmente por ser algo “da carne”(leia corpo humano), mas antes de se “demonizar” essa expressão corporal, é preciso lembrar que ela tem validade, mas não no culto ao Senhor. As artes podem se contempladas como parte da criação de Deus e o cristão deve fazer parte da construção de uma arte sadia, como lembra Nancy Pearcey: “O melhor modo de repelir uma cosmovisão ruim é oferecendo uma boa, e os cristãos devem deixar de criticar a cultura e passar a criar cultura”[1] e Charles Colson diz: “Mas Deus não chama o seu povo simplesmente para ficar por aí apagando o fogo depois que o mundo secular o acendeu. Ele nos chama para acendermos o nosso próprio fogo, para renovar a cultura. E a melhor maneira para acabar com a arte ruim é incentivar a boa arte"[2]. Ver o corpo e aquilo que apresenta relação corporal como diabólico é totalmente antibíblico(Cl 2.20-23; I Tm 4.1 ); mas é claro que a tudo tem limites e princípios bíblicos que devem nortear o espírito, a alma e o corpo (I Ts 5.23).

d) Oferta ou negociata?(II Co 9.1-15)

A oferta é um ato de louvor e mordomia cristã. A oferta é importante no culto, mas não sua parte principal, pois em muitas igrejas a oferta ganhou o maior e mais rentável espaço do culto. Em uma reportagem sobre o “comércio evangélico”, um repórter de uma revista secular calculou que um pastor, de uma gigantesca igreja neopentecostal, gastou 80% do culto pedindo dinheiro.
Uma igreja que adora a um deus mercantilista e é presa a “teologias” materialistas dará muita vazão para as ofertas, acima do que a Bíblia exige como um ato de amor (II Co 9.7). Deus quer é um coração generoso e não se move pelo dinheiro de ninguém. Deus não trabalha com barganha.
Muitos praticamente obrigam as pessoas a ofertarem por meio de falsas profecias. Há um pastor-radialista na cidade de São Paulo que todos os dias pede oferta para pagar o seu programa, que sempre está atrasado nos pagamentos. Esse pastor-radialista sempre diz: “Oferte, pois daqui cinco dias Deus te dará uma grande bênção”. Nunca muda o seu discurso e prega um deus que se move pelo dinheiro.
O evangelho de Jesus Cristo é o evangelho da Graça, portanto Deus não é comprado por boas obras e nem por um corpo queimado em oferta se a motivação para tal é egoísta (I Co 13.1-3).

e) Milagres.

Os dons espirituais é parte do culto ( I Co 14.26), mas o culto não se resume em manifestações carismáticas e de milagres extraordinários. A desordem do culto é um dos maiores problemas para a igreja atual, pois há uma tendência de valorização da bagunça denominada de “reteté”. Os dons devem existir segundo as ordens estabelecidas pela Palavra ( Cf. I Co 14). Dons sem ordem trazem confusão e não edificam a Igreja, sendo essa a principal função dos carismas.
A igreja precisa entender a razão de seu culto, que é adorar e bendizer ao Deus Todo-Poderoso. Os elementos são importantes para o exercício cultual e forma estabelecidos por Deus para edificação da igreja.

Referências Bibliográficas:

1- PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p 63.

2- COLSON, Charles e PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p 261-262.

domingo, 13 de abril de 2008

Liturgia Pentecostal (parte 1)

Um dos campos onde o Pentecostalismo enfrenta mais problemas é na liturgia. Uns, adeptos de um sobrenaturalismo anti-bíblico só consideram o valor de um culto onde há manifestações de poder, seja humano ou supostamente divino. Outros, vêem um culto como um lugar de receber presentes celestiais, sendo pessoas que sempre levantam a mão quando um pregador diz: “quem veio receber uma bênção essa noite?” Há ainda aqueles que confundem culto com um programa de entretenimento, onde o espetáculo é a ordem que rege o momento de adoração.
Culto vem das palavras gregas latréia e proskyneo, portanto cultuar significa adorar, reverenciar, render homenagem etc. O culto é apresentado no Novo Testamento com alguns elementos para o sua direção. Os elementos do culto são a oração ( At 12.12; 16.16), a exposição da Palavra ( Rm 12.17; Hb 13.7 ), os cânticos ( I Co 14.26; Cl 3.16), a contribuição (I Co 16.12 ) e dons espirituais ( I Co 14.26-32).
Mas além da importância de conhecer os verdadeiros elementos de um culto é preciso refletir sobre a natureza dessa adoração prestada a Deus. Tanto para pentecostais, como para não-pentecostais é necessário refletir que:

01) O culto cristão é racional (Rm 12.1)

O culto de Deus é racional. Não há lógica os dirigentes de culto incentivarem uma reunião em que a mente não seja cultivada. Em muitos cultos há um reverência para a irracionalidade, pois os louvores nada dizem e são meros sons jogados ao vento, onde ninguém entende a nada da mensagem musical.
Os supostos arrebatamentos de sentidos além das glossolalias sem interpretações, fazem sentido em um culto racional? O culto anti-litúrgico, onde não há ordem e muito menos decência, condiz com um culto em que se usa a razão? As supostas “danças, caídas, sopros, pulos, cambalhotas, retetés... no espírito” se encaixam no culto que se deve cultivar a racionalidade?
Em Romanos 12.1, Paulo adverte a igreja para oferecer um culto logikos, que pode ser traduzido por “relativo à razão, racional...”[1] O uso da mente, tão desprezado no meio evangélico, é totalmente incentivada pelo doutor dos gentios. Tanto os louvores, a exposição da Palavras e as manifestações carismáticas devem seguir uma lógica compreensível a todos os presentes no culto.

02) A exposição da Palavra é o ápice do culto (At 20.7-8).

A pregação expositiva, onde o texto é discorrido com esmero exegético e hermenêutico, debaixo de oração constante para o quebrantamento dos corações ouvintes é o ponto máximo da adoração cultual. O tempo do culto tem sido substituído por pregações artificias, que mais parecem programas de auditório, onde o propósito é animar os presentes. A Palavra de Deus precisa ser pregada com o máximo de preparo e o pregador nunca deve substituir o khronos kerigmático por testemunhos, campanhas, cantorias etc. John Piper escreve: “A Palavra significa para a adoração o que o oxigênio significa para a respiração”.
O pastor inglês John Stott relacionou muito bem o culto a pregação:

Adoração pertencem indissoluvelmente uma à outra. Toda a adoração é uma resposta inteligente e amável à revelação de Deus, porque é a adoração de seu nome. Portanto, a adoração aceitável é impossível sem a pregação. Pregar é tornar conhecido o nome de Deus, e adorar é louvar o nome do Senhor sobre o qual fomos informados. Ao invés de ser uma intrusão alienígena à adoração, o ler e o pregar a Palavra são realmente indispensáveis à adoração. As duas não podem ser divorciadas. [2]

Na igreja hodierna a pregação nunca foi tão carente e desprezada. Apesar do grande número de “pregadores”, “conferencistas internacionais”, “profetas” etc, a pregação bíblica expositiva e bem explicada, é cada vez mais rara nos púlpitos das igrejas.

Continua...

Referências Bibliográficas:

1- RIENECKER, Fritz e ROGERS Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. São Paulo: Vida Nova, 1995. p 276.

2- STOTT, John R. Between TwoWorlds. Grand Rapids: Eerdmans, 1982. p. 82. cit. MacARTHUR, John in Como devemos cultuar a Deus?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Governo Eclesiástico no meio Pentecostal

Sempre, na história das controvérsias cristãs, houve um luta para saber qual era o modelo de governo eclesiástico mais bíblico. O fato é que todos os modelos de governos eclesiásticos (congregacional, episcopal e presbiteriano) se baseiam no Novo Testamento. O episcopal concede o poder para o seu pastor ou bispo, o presbiteriano concede poder ao presbitério da igreja e o congregacional concede poder aos seus membros ou a um conselho de irmãos reunidos.
Há tentações em todos os modelos. O episcopal pode concentrar um poder tão grande na mão do pastor, que ele se torna uma pessoa acima da crítica e não prestas contas a igreja. O presbiteriano pode criar uma elite dentro da congregação ou denominação, pois um pequeno grupo decide sobre os demais. O congregacional pode minar a autoridade do pastor local. Portanto, não temos como definir um modelo eclesiástico mais bíblico, pois todos têm pontos fortes e fracos.
A Assembléia de Deus começou com um modelo congregacional bem definido, aja vista a herança eclesiológica batista, que é congregacional. O modelo congregacional fica bem claro nas palavras do pastor assembleiano Alcebiades Pereira dos Vasconcelos, no Mensageiro da Paz, nº 10, de 1959:

No nosso entender, a igreja cristã biblicamente entendida, governa-se a si mesma, mediante o sistema democrático em que todos os seus membros livremente podem e devem ouvir e ser ouvidos e ser ouvidos, votar e ser votados, conforme a sua capacidade pessoal de servir(...) A igreja cristã, à luz do Novo Testamento, é uma democracia perfeita, em qual o pastor e seus auxiliares de administração (tenham as categorias ou denominações que tiverem) não dominam, pois quem domina sobre ela é Jesus, por mediação do Espírito Santo, sendo o pastor apenas um servo que lidera os trabalhadores sob guia do mesmo Espírito Santo; e, neste caso, é expressa e taxativamente proibido ter domínio sobre a igreja. I Pedro 5.2,3. [1]

Os pentecostais clássicos sempre tiveram uma tendência para a democracia na igreja, um modelo em que a congregação tinha voz, o teólogo Myer Pearlman deixa bem claro essa posição:
As primeiras igrejas eram democráticas em seu governo- circunstância natural em uma comunidade onde o dom do Espírito Santo estava disponível a todos , e onde toda e qualquer pessoa podia ser dotada de dons para um ministério especial. É verdade que os apóstolos e anciãos presidiam às reuniões de negócios e à seleção dos oficiais; mas tudo se fez em cooperação com a igreja (Atos 6.3-6; 15.22, I Co 16.3, II Co 8.19, Fp 2.25). E Pearlman completa: Nos dias primitivos não havia nenhum governo centralizado abrangendo toda a igreja. Cada igreja local era autônoma e administrava seus próprios negócios com liberdade. [2]
No decorrer do tempo, a Assembléia de Deus, não deixando de ser congregacional, passou a mesclar com o modelo episcopal e presbiteriano. Hoje, é comum a figura o pastor-presidente, um verdadeiro bispo regional. Nas Assembléias de Deus há traços do modelo presbiteriano, com as convenções ou concílios regionais e nacionais (CGADB e Conamad). A Assembléia de Deus, portanto, não tem um modelo eclesiástico puro. O Rev. Antônio Gouvêa Mendonça, comenta em relação a Assembléia de Deus:

Seu sistema de governo eclesiástico está mais próximo do congregacionalismo dos batistas por causa da liberdade das Igrejas locais e da limitação de poderes da Convenção Nacional. Todavia, a divisão em ministérios regionais semi-autônomos lembra um pouco o sistema presbiteriano. [3]

Alguns fatos interessantes: em cidades do interior, as Assembléias de Deus são bem congregacionais, pois a igreja em constantes assembléias decidem o rumo da congregação juntamente com o pastor. As igrejas AD da capital são normalmente divididas em setores, com a figura presente do pastor-presidente, sendo mais um modelo episcopal. Mas as congregações das cidades interioranas e da metrópole estão sujeitas a convenção estadual e nacional, semelhante aos supremos concílios presbiterianos.
A Assembléia de Deus foi influenciada por várias denominações, desde sua eclesiologia até a sua teologia. Exemplo dessa mistura esteve nas palavras do pastor Thomas B. Barrat, de Oslo, Noruega em 1914, que disse: "Com respeito à salvação, somos luteranos. Na forma do batismo pelas águas, somos batistas. Com respeito à santificação, somos metodistas. Em evangelismo agressivo, somos como o Exército da Salvação. Porém, com respeito ao batismo com o Espírito Santo, somos pentecostais!"
O lamentável é o fato de muitas igrejas Assembléia de Deus aderindo a um modelo episcopal, abandonado a tradição congregacional. Mais o modelo episcopal, hoje adotado não é o mesmo dos metodistas ou anglicanos, mas sim das igrejas neopentecostais, onde a figura do líder é centralizadora, um modelo episcopal levado ao extremo.

Referências Bibliográficas:

01. ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 338.

02. PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 8 ed. São Paulo: Vida, 1984. p 225.

03. MENDONÇA, Antônio Gouvêa e FILHO, Prócoro Velasques. Introdução ao Protestantismo no Brasil. São Paulo: Edições Loyola, 1990. p 51.