terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Israel versus Hamas

Durante anos Israel recebe diariamente ataques de foguetes caseiros, porém mortais, do grupo terrorista Hamas. Israel contra-ataca e inicia mais uma guerra no Médio Oriente. O Hamas não reconhece o direito de Israel existir e sonha com a expulsão ou extermínio dos judeus. Nesse impasse Israel precisa se defender.  Infelizmente as guerras são realidades feias e não desejadas, mas elas existem e não podemos negar a perdas que cada bomba ou foguetes caseiros causam.  A guerra é um círculo vicioso!

Não devem existir canonizações em guerras; pois em guerras não existem santos!  Quem está ganhando essa guerra? Ninguém, pois quem vive pela espada, pela espada morrerá! Quem está perdendo essa guerra? Todos os israelenses que morreram por causa de foguetes do Hamas, assim como todos os palestinos não-terroristas que morrem na reação de Israel! Deus está no lado de quem? Certamente o SENHOR é mui amplíssimo para ficar de algum lado. O SENHOR é Deus de paz, e não de confusão; já alertava o apóstolo Paulo.

Nunca me esquecerei da cena que vi na TV em pleno 11 de setembro! Uma senhora mulçumana pulava de alegria por causa dos atentados. Nunca me esquecerei da cena em vídeo de uma criança sem braços e pernas no Iraque, após ataque norte-americano.  Nessas duas cenas há algo em comum: os homens querem viver na função da espada!  Acredito que Israel tem o direito de defesa, como todos os demais países. Mas a guerra sempre será uma tragédia! Infelizmente é impossível que um Estado ou instituição pense como humano bem humano.

Não cairei na besteira de condenar Israel pelas suas reações a um grupo hostil e terrorista, que se infiltra no meio dos próprios palestinos. O Hamas são se preocupa com a segurança daqueles que eles chamam de povo, pois usam mulheres e crianças como escudo. O Hamas é composto de homens que respiram guerras e não sabem o que é humanização!  O Hamas quer o extermínio de Israel, a única democracia do covil de cobras chamado Oriente Médio. Muitos que condenam Israel esquecem sempre de mencionar o Hamas. Esse grupo terrorista fuzila inimigos, sejam eles até mulçumanos, como fizeram com Fatah.

Não cairei na besteira de procurar alguma profecia bíblica que dê apoio a Israel. De forma alguma celebrarei tal evento como um sinal que a vinda de Cristo se aproxima, pois os sinais não são para celebração. Israel não está na redoma de vidro da aprovação de Deus, pois os mesmos têm sua autonomia para as proezas e erros. Não vejo que se um carro bater em Jerusalém deva ser considerado um evento escatológico.

Enquanto uns batem na tecla que há crianças palestinas sendo mortas, é bom lembrar que do lado israelense há famílias enlutadas.  O SENHOR está sofrendo por todas essas famílias.

Há solução para o fim de todos os conflitos? Só se mudássemos a natureza humana! Portanto é uma tarefa impossível aos mortais!

14 comentários:

Wilson Junior disse...

é de muita lucidez seu comentário, há com certezas líderes e pastores usando o altar pra falar que este conflito já estava predestinado e é da vontade de Deus... e uma torcida pra que esses conflitos continuarem...

O Hamas é (deveria) um mal a ser cortado pela raiz de forma inteligente, sem bombas, o problema é que eles são tão astutos que conseguem envolver os inocentes como um escudo humano...

Abcos!

Gutierres Siqueira disse...

Wilson Junior, a paz!

Infelizmente Israel não tem conseguido desmantelar esses grupos terroristas de uma outra forma que não seja a violência pesada. Vamos orar pela paz do Oriente Médio!

Anônimo disse...

Amigo, paz e alegria.

Bastante lúcida sua apreciação da triste situação a respeito da atual crise na faixa de Gaza. Porém, noto uma pequena tendência prol Israel, sendo que ambas as partes estão tomadas pela insanidade. O Hamas peca por seu fundamentalismo e ódio desmedido. Já Israel, é responsável, indiretamente, pelo crescimento do próprio Hamas. Tempos atrás, a fim de enfraquecer sua então inimiga OLP, a nação judaica financiou o Hamas como contraponto ao grupo secular palestino. Nos dias atuais, Israel impõe um bloqueio desumano que transformou Gaza em um verdadeiro inferno. Entidades ligas à ONU, ong´s seculares e até mesmo grupos religiosos atestam a situação de extrema pobreza vivida pela população palestina.

O Hamas deveria reconhecer o direito de existência do estado judeu, assim como Israel deveria conceder autonomia plena, por exemplo, na cordial Cisjordânia, a fim de que um novo estado palestino fosse realmente consolidado.

Em minha opinião, a reação israelita é brutal, até mesmo criminosa. Sem contar que alimenta o ódio palestino contra Israel. Não gosto do Hamas, mas o mesmo venceu eleições livres, eleições, inclusive, avaliadas pelos EUA E ONU. Acredito que o ocidente deveria tentar estabelecer relações diplomáticas com o Hamas. É bom lembrar que até tempos atrás, o próprio FATAH era considerado um grupo terrorista, evoluindo para um grupo aberto ao diálogo.

ANDRÉ TADEU DE OLIVEIRA- SP

Josélio disse...

Não vamos nos deixar enganar pela mídia parcial.

O objetivo desses grupos terroristas é um só, destruir Israel. Israel é um estado democraticamente constituido nenhum estado constituido aceitaria passivamente que seu território seja atacado de forma gratuíta como vem sendo Israel. Como o Brasil reagiria se por décadas o Uruguai abrigasse terroristas em seu território e que esses terroristas atacasse sempre o território brasileiro?

Israel sedeu sempre para o estabelecimento da paz do oriente médio, entregou territórios, desocupou outros, retirou acentados, etc.

Israel pode fazer o que bem entender mas os grupos terroristas não querem a paz o que querem é a destruição do estado de Israel.

Grupos terroristas como o Hamas patrocinados pelo presidente do Irã só pensam nisso, varrer Israel do mapa, a final contas, pra que o Irã quer tanto a bomba atômica?

Agora, André, dizer que Israel é, mesmo que indiretamente, responsável pelo crescimento do Hamas é mesmo que dizer que a vítima do estupro é a culpada por ter sido estuprada e não o criminoso que a estuprou.

Que haja paz em Israel e em toda Palestina.

Josélio

Josélio disse...

Obs.
Onde está escrito "sedeu" deveria ser "cedeu".

Josélio

Anônimo disse...

Caro Josélio, paz e bem.

Como bem escreveu o proprietário deste blog, não há santos nesta guerra. Palestinos são intolerantes! Israelenses também são intolerantes! O que me incomoda é a posição sempre favorável ao atual estado de Israel de parte da comunidade evangélica brasileira. Com certeza, fruto do fundamentalismo oriundo do Tio Sam.

Não importa o que Israel faça, sempre é absolvido. Ao contrário do que o irmão afirmou, Israel não é tão concedente assim. Se fosse, por que não abandonou de forma definitiva a região da Cisjordânia? Se fosse, por que continua aumentando seus assentamentos nesta mesma área? Convém lembrar que os citados assentamentos foram condenados de forma veemente pela ONU. Por que os próprios árabe-israelenses são alvos de preconceito dentro do próprio país? Por que, nesta guerra, não é permitida a entrada da imprensa em Gaza?

Com certeza, o Hamas tem uma grande parcela de culpa na atual situação, mas reafirmo; a reação atual de Israel não tem absolutamente nada de defensiva; é criminosa, fascista! Creio que os atuais dirigentes do Estado de Israel estão seguindo de forma exemplar os mórbidos batalhões policiais e SS nazistas. Triste coincidência.

Para finalizar, é de conhecimento público o apoio que Israel deu ao Hamas no início deste grupo, a fim de minar a influência do Fatah. Qualquer livro de história atesta esta informação.

ANDRÉ TADEU DE OLIVEIRA

lcp disse...

Paz Gutierres

Acho que este testo nos da uma nossao do valor de Israel.Rm 11.10-32


10 Escureçam-se-lhes os olhos para não verem, E encurvem-se-lhes continuamente as costas.

11 Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação.

12 E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!

13 Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério;

14 Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles.

15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?

16 E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são.

17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,

18 Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.

19 Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.

20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme.

21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.

22 Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.

23 E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar.

24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!

25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.

26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.

27 E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados.

28 Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais.

29 Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.

30 Porque assim como vós também antigamente fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles,

31 Assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada.

32 Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia.

Anônimo disse...

André, Cristo de ilumine.

Como levar a sério a idéia de que é possível dialogar com terroristas que usam suas próprias crianças como escudos humanos? Não importa o que Israel faça o objetivo deles e o extermínio de Israel.

Imagine se esses grupos terroristas tivessem nas mãos o poder bélico que Israel possui era uma vez Israel.

A ONU é um coviu de burocratas que ficam sentados em suas salas e que não vivem a eterna ameaça de terroristas como vive a população de Israel.

Se Israel não se defendesse de forma firma e demonstrando que não aceita ameaça terroristas já teriamos outro genocídio.

É uma ingenuidade achar que esses fundamentalistas palestinos querem a paz. Não importa o que Israel faça o que eles querem é que Israel se deixe ser destruido.

Então porque atacar judeus que moram, por exemplo, na Argentina?

Se Israel não se defende acontece o que diz o poema “Caminhando com Maiakóvski”, de Eduardo Alves Costa:

“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz,
e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”

Boa noite e boa sorte.


Josélio

Josélio disse...

O Hamas
Bruno Vieira Feijó

1. O QUE É?

Hamas é uma sigla em árabe para Movimento de Resistência Islâmica. O objetivo dessa organização palestina é varrer Israel e construir uma nação islâmica no lugar. Seu método de pressão é cometer atentados terroristas contra israelenses. Desde janeiro eles ocupam 76 das 132 cadeiras do Parlamento. E, por causa disso, a palestina está sofrendo boicotes comerciais do primeiro mundo.

2. COMO SURGIU?

A partir da Irmandade Islâmica, um grupo que estabelecia redes de caridade, hospitais e escolas em campos de refugiados palestinos. Em 1987, no começo da Intifada (um levante árabe contra Israel), membros da irmandade formaram o Hamas. Depois, se consolidaram como oposição à Organização para a Libertação da Palestina (OLP), do líder Yasser Arafat (1929–2004), que lutava por um Estado para seu povo, mas que já tinha reconhecido o direito de Israel existir.

3. COMO ELES CHEGARAM AO PODER?

O Fatah, partido de Arafat e que se opõe ao Hamas, estava enfraquecido desde a morte do líder. Eles conseguiram o domínio do Parlamento pregando a moralidade pública, ante a corrupção que imperava no governo do Fatah, e usando a popularidade conquistada com atividades assistenciais.

Fonte:
http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_443883.shtml

Josélio

Anônimo disse...

Josélio, querido irmão em Cristo. Em nenhum momento afirmei que o Hamas foi criado por Israel. É óbvio que o grupo, desde seu início, possui como marca a não aceitação do estado hebreu.

Contudo, de forma pragmática, Israel utilizou o mesmo como forma de enfraquecer o FATH, órgão ligado à esquerda palestina.

Creio que o texto abaixo pode elucidar a questão;

ANDRÉ TADEU DE OLIVEIRA

Graças à Mossad, “Instituto de Informações e Operações Especiais” de Israel (Serviços Secretos Israelitas), foi permitido ao Hamas reforçar a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, o Movimento Fatah de Libertação Nacional da Palestina de Arafat assim como a esquerda Palestiniana foram sujeitos à mais brutal forma de repressão e intimidação.

Não esqueçamos que foi Israel que de facto criou o Hamas. Segundo Zeev Sternell, historiador da Universidade Hebraica de Jerusalém, “Israel pensou que era uma táctica astuciosa para empurrar os islamistas contra a Organização de Libertação da Palestina (OLP). ”

Ahmed Yassin, o líder espiritual do movimento islamista na Palestina, ao regressar do Cairo nos anos setenta, fundou uma associação de caridade islâmica. A Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, viu nisto uma oportunidade para contrabalançar o crescimento do movimento Fatah de Arafat. Segundo o semanário israelita Koteret Rashit (Outubro de 1987), “As associações islâmicas tal como a universidade foram apoiadas e encorajadas pela autoridade militar israelita” responsável pela administração civil da Cisjordânia [West Bank] e pela Faixa de Gaza. “As associações islâmicas e a universidade foram autorizadas a receber dinheiro do estrangeiro.”

Os islamistas organizaram orfanatos e clínicas de saúde, bem como uma rede de escolas, fábricas que criaram emprego para mulheres bem como um sistema de ajuda financeira aos mais pobres. E em 1978, criaram uma “Universidade Islâmica” em Gaza. “A autoridade militar israelita estava convencida que estas actividades iriam enfraquecer tanto a OLP como a organizações esquerdistas em Gaza.” Nos finais de 1992, existiam seiscentas mesquitas em Gaza. Graças à Mossad israelita, foi permitido aos islamistas reforçarem a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, os membros da Fatah (Movimento para a Libertação Nacional da Palestina) e a esquerda palestiniana foram sujeitas às mais brutais formas de repressão.

Em 1984, Ahmed Yassin foi preso e condenado a doze anos de prisão, depois da descoberta de um depósito de armas escondido. Mas um ano depois, foi colocado em liberdade e retomou as suas actividades. E quando a Intifada (insurreição) começou, em Outubro de 1978, que apanhou os islamistas de surpresa, o Xeque Ahmed Yassin respondeu criando o Hamas (O Movimento de Resistência Islâmico): “Deus é o nosso princípio, o Profeta o nosso modelo, o Corão a nossa constituição”, declara o artigo 7 dos estatutos da organização.

Ahmed Yassin estava na prisão quando os acordos de Oslo (Declaração de Princípios de um Governo Interino) foram assinados em Setembro de 1993. O Hamas rejeitou os acordos completamente. Mas nesse tempo, 70 % dos palestinianos condenaram os ataques aos civis israelitas. Ahmed Yassin fez tudo quanto estava ao seu alcance para sabotar os acordos de Oslo. Ainda antes da morte do Primeiro Ministro israelita Yitzhak Rabin (1995), Yassin tinha o suporte do governo israelita. Yassin estava muito relutante em implementar os acordos de paz.

O Hamas lançou então uma campanha de ataques contra civis israelitas, um dia antes do encontro entre os negociadores palestinianos e israelitas, relativamente ao reconhecimento formal por Israel do Concelho Nacional Palestiniano. Estes acontecimentos contribuíram largamente para a formação para a formação do governo israelita de direita que se seguiu às eleições israelitas de Maio de 1996.

Inesperadamente, o Primeiro Ministro Netanyahu deu ordens para que o Xeque Ahmed Yassin fosse libertado da prisão (”por motivos humanitários”) onde estava a cumprir uma pena de prisão perpétua. Entretanto, Netanyahu, com o Presidente Clinton exerciam pressão sobre Arafat para controlar o Hamas. Na realidade, Netanyahu sabia que podia contar, mais uma vez, com os islamistas para sabotarem os acordos de Oslo. Pior ainda: depois de ter expulso Ahmed Yassin para a Jordânia, o Primeiro Ministro Netanyahu permitiu o seu regresso a Gaza, onde foi recebido triunfalmente como um herói em Outubro de 1997.

Arafat estava impotente face a estes acontecimentos. Mais ainda, como tinha apoiado Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo de 1991, (enquanto o Hamas prudentemente se absteve de tomar posição), os Estados do Golfo decidiram cortar o financiamento à Autoridade Palestiniana. Entretanto, entre Fevereiro e Abril de 1998, O Xeque Ahmad Yassin foi capaz de recolher centenas de milhões de dólares, desses mesmos países. Diz-se que o orçamento do Hamas era maior do que o da Autoridade Palestiniana. Estas novas fontes de financiamento permitiram aos islamistas continuar efectivamente as suas actividades caritativas. Estima-se que cada um em três palestinianos recebe ajuda financeira do Hamas. E neste aspecto, Israel não fez nada para travar o fluxo de dinheiro para os territórios ocupados.

O Hamas conseguiu tornar-se forte através dos seus vários actos de sabotagem do processo de paz, de uma forma que era compatível com os interesses do governo israelita. Por seu lado, este último procurou de várias formas impedir a aplicação dos acordos de Oslo. Por outras palavras, o Hamas estava a cumprir as funções para as quais foi originariamente criado: impedir a criação de um Estado palestiniano. E sobre isto, o Hamas e Ariel Sharon, estão absolutamente de acordo; estão exactamente no mesmo comprimento de onda.

Anônimo disse...

Creio que estas novas notícias podem prover que, como bem afirmou o Gutierrez, não há bonzinhos nesta história. Muito menos ISRAEL!

ANDRÉ TADEU DE OLIVEIRA

08/01/2009 - 14h38
Agência da ONU suspende atividades em Gaza após ataque israelense a comboio
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da Folha Online

Atualizado às 14h46.

A agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para os refugiados palestinos (UNRWA) anunciou nesta quinta-feira a suspensão de todas as atividades humanitárias na faixa de Gaza depois que um de seus comboios foi atingido por um obus disparado pelo Exército israelense, disse o porta-voz Chris Gunness.

"Manteremos esta suspensão até que as autoridades israelenses garantam a segurança de nossas equipes", acrescentou Gunness, que não especificou o tempo da suspensão. "Dois morteiros atingiram de perto um caminhão do comboio que se dirigia a Erez e uma pessoa foi morta", afirmou.

A UNRWA ajuda cerca de 750 mil palestinos no território e fornece comida para cerca de 750 mil moradores de Gaza. A agência comanda ainda dezenas de escolas e clínicas por todo o território e tem cerca de 9.000 funcionários dentro de Gaza e uma pequena equipe de membros internacionais que trabalham no local.



Segundo outro porta-voz da ONU, Adnan Abu Hasna, soldados das forças israelenses atiraram contra um caminhão que transportava ajuda humanitária na faixa de Gaza.

Segundo Hasna, o ataque israelense aconteceu durante o cessar-fogo temporário de três horas declarado por Israel nesta quinta-feira justamente para a entrada dos caminhões com suprimentos aos cerca de 1,5 milhão de palestinos que vivem na região. As agências de notícias, contudo, indicam que o ataque aconteceu pouco antes do cessar-fogo entrar em vigor.

O caminhão, ainda segundo Hasna, estava identificado com a bandeira e a insígnia da ONU quando foi atingido pelas tropas de Israel.

Tensão

O Exército israelense afirmou que está investigando o ocorrido. O ataque, contudo, deve aumentar a tensão entre Israel e ONU desde que as tropas israelenses atacaram três escolas administradas pela agência da ONU para refugiados palestinos em Gaza, matando mais de 40 civis.

Segundo Israel, combatentes palestinos haviam se posicionado no local para disparar morteiros contra suas tropas. A ONU afirma que a escola estava sendo usada para abrigar civis refugiados dos confrontos entre Israel e Hamas e condenou os ataques como uma violação às leis de guerra.

"Não podemos continuar operando desta maneira. O que pedimos ao Exército israelense é que deixe operar os agentes humanitários trabalharem", declarou outro porta-voz da UNRWA, Francesc Claret.

A faixa de Gaza teve, pelo segundo dia consecutivo, um cessar-fogo de três horas para que a população civil possa obter mantimentos. A trégua ocorreu novamente entre 13h e 16h (9h e 12h de Brasília). Segundo Peter Lerner, porta-voz do Exército israelense para a coordenação com os territórios palestinos, a medida tem por objetivo 'permitir que a população se abasteça de artigos essenciais'.

A crise humanitária na faixa de Gaza foi agravada com a grande ofensiva militar israelense na região que, em seu 13º dia consecutivo de bombardeios, deixou mais de 700 palestinos mortos. Os confrontos com os militantes do movimento radical islâmico Hamas deixaram também ao menos 11 israelenses mortos, sete soldados (dos quais quatro morreram por fogo amigo) e quatro civis atingidos por foguetes em cidades de Israel.

Josélio disse...

Gostaria deixar alguns links para uma visão um pouco diferente da mídia parcial.

http://www.beth-shalom.com.br/artigos/fsicom00.html

http://www.beth-shalom.com.br/artigos/fsicom12.html

http://www.beth-shalom.com.br/artigos/list/14

http://www.chamada.com.br/videos/list/14

Deus nos dê entendimento.

Boa noite e boa sorte.

Josélio

Josélio disse...

Esqueci esse.

http://www.namiradohamas.blogspot.com/

Boa noite e boa sorte.

Josélio

Gutierres Siqueira disse...

Agradeço a participação de cada irmão nesse debate, que penso ser construtivo.
Agora, oremos pela paz do Oriente Médio!