quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Musicalidade Pentecostal: Triunfalismo e Antropocentrismo

O modo de vida gospel, de inserção na modernidade, de busca de aproximação com expressões culturais populares e de relativização da tradição de santidade puritana, é alimentado pela interpretação teológica do “aqui e agora”, da capacidade de consumir como sinal de comunhão com Deus, do direito de reinar com Deus que elege seus adeptos como “príncipes”. Magali do Nascimento Cunha, jornalista metodista [1].

No contexto protestante a música é um assunto controvertido, sendo que várias problemáticas são levantadas, como ritmos, coreografias, instrumentos musicais etc. Por exemplo, algumas igrejas toleram o forró e demonizam o rock; outras adotam coreografias, mas diz que o crente não dança; há ainda igrejas que só usam instrumentos clássicos, enquanto entre alguns neo-puritanos nenhum instrumento é usado. Mas o texto em apreço não tem a pretensão em discutir esses assuntos, mas sim a qualidade das letras. Infelizmente as letras com expressões de adoração são cada vez mais raras, sendo substituídas por mensagens de auto-ajuda, triunfalismo [2] e antropocentrismo [3]. As igrejas pentecostais clássicas estão cheias dessas letras descartáveis.

Triunfalismo e Antropocentrismo

É preocupante a situação da musicalidade pentecostal nos últimos anos. O triunfalismo e o antropocentrismo têm reinado nas letras. São comuns expressões surradas, como: "Você é mais que vencedor", "Deus vai operar em sua vida", "Sua vida vai mudar", "Você vai conquistar suas vitórias", "Hoje você será abençoado" etc. Pegue os cadernos de hinos dos grupos musicais de sua igreja e você verificará inúmeras letras com enfoque no homem e no seu bem-estar.
O enfoque comercial da musicalidade pentecostal tem gerado inúmeras distorções, principalmente no foco das músicas. Ignorando o chavão, muitos músicos cantam o que a massa consumidora quer ouvir. Uma análise crítica das letras mostra que são raras as músicas que estão voltadas para letras de exaltação e adoração a Deus. Muitas letras que ainda citam Deus ou alguma passagem bíblica estão na verdade destacando aspectos de um Abençoador dos homens, sendo uma sutil forma de antropocentrismo.
A música cúltica não deve servir para satisfação do homem e os seus desejos egoístas, mas sim para honra e glória do Senhor. A satisfação já começa pelo meio rítmico, pois são sempre equivalentes a cultura local, o que não é necessariamente errado, mas ainda assim alimentam essa produção de satisfação.

Culto? Cadê?

Um culto antropocêntrico em suas músicas, pregações e orações é idolatria ou uma auto-idolatria. Ora, são músicas que não exaltam Deus, mas proclamam um super-crente; são pregações que esquecem da exposição bíblica e só falam em promessas; orações que não buscam a face do Altíssimo, mas simplesmente transformam-se em dividendos. Puro paganismo no meio evangélico brasileiro. O sentido do culto, que é cultuar a Deus, perdeu seu sentido!

Espiritualidade doentia

Nesse ritmo dominical as ovelhas têm sido cada vez mais privadas de uma boa alimentação, para dar lugar as piegas mensagens de auto-ajuda. A situação está insuportável, pois a cada dia essas mensagens têm ganhado mais espaço nos púlpitos. Crentes doentes por falta de devida alimentação têm enchido as igrejas em uma busca frenética por bênçãos e mais bênçãos. Todo o contexto do culto alimenta essas falsas esperanças, pois o Evangelho de Jesus Cristo nunca expressou triunfalismo, mas o contrário. O problema é falta de leitura bíblica!

Conclusão:

A maior lição dos hinários protestantes, como
Salmos e Hinos, Cantor Cristão e Harpa Cristã são justamente a elaboração doutrinária e teológica das letras. É perceptível o cuidado dos compositores e o entendimento que os mesmos tinham das Escrituras. Infelizmente hoje, por causa da mercantilização do cântico evangélico, qualquer um é cantor ou compositor gospel.


Notas:

[1] CUNHA, Magali do Nascimento. A Explosão Gospel. Rio de Janeiro: Mauad X e Instituto Mysterium, 2007. p 183.

[2] Segundo o
Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, triunfalismo é "atitude excessivamente triunfante; sentimento exagerado de triunfo". No contexto religioso o triunfalismo se manifesta pelo excessivo enfoque em bênçãos e vitórias, reduzindo o Evangelho em um único aspecto.

[3] O
Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa define antropocentrismo como uma "forma de pensamento comum a certos sistemas filosóficos e crenças religiosas que atribui ao ser humano uma posição de centralidade em relação a todo o universo, seja como um eixo ou núcleo em torno do qual estão situadas espacialmente todas as coisas (cosmologia aristotélica e cristã medieval), seja como uma finalidade última, um télos que atrai para si todo o movimento da realidade (teleologia hegeliana)". No contexto religioso verifica-se uma centralidade do homem e seus desejos, tanto na pregação com em sua musicalidade.

25 comentários:

Marcelo disse...

Shalom Gutierres !

1. Infelizmente esses músicos não querem compromisso com a Palavra de Deus, e o Deus da Palavra. Canta-se, para oferecer aos ouvintes entretenimento, "frissom", as músicas como vc falou colocam os direitos dos homens e não a soberania de Deus.

2. Tentam levar o povo a adoração, enquanto eles mesmos, não adoram a Deus em espírito e verdade. Na verdade, Deus procura adoradores e não adoração! Antes de Deus aceitar nosso louvor, ele aceita a nossa vida.

3. Concluo dizendo que Lutero disse: que a música ( louvor) deve ser sermões em sons. Ou seja, precisa ter inspiração na inerrante Palavra de Deus, e não no marketing da pós- modernidade.

Só há dois tipos de música. A música como impressão, e a música como expressão. A 1º impressiona os homens pela qualidade dos músicos, pela voz. Ela visa despertar apenas um sentimento e não comunicar uma mensagem. A 2º é aquela que expressa a glória de Deus, é aquela que dá toda honra, glória, poder, sabedoria, domínio a ELE - Rei dos Reis !

O grande músico Johannes Sebastian Bach termina suas músicas com o acróstico - SDG " Soli Deo Gloria" - Somente a Deus toda glória.

abraços, Pr Marcelo Oliveira. Acesse o site: www.bibliaworldnet.com.br - clique em OPINIÃO, e veja minha coluna: Crescendo na Graça.

rogério disse...

quanto a esse artigo gostei vc foi feliz dessa vez foi mais explicito a algo real e esclarecedor deu sua opnião e levou a aprender não criticou tanto e soube comentar os dois lados e assim mesmo q se faz

Gernandes José da Silva disse...

A paz do Senhor Jesus, Gutierres!

O triunfalismo e o antropocentrismo são consequências de uma teologia centrada no homem, a teologia da prosperidade.Essa teologia apresenta Deus operando bençãos para diversos servos,por isso é grande a sua aceitação,principalmente no meio carente. E mensagem triunfalista junto com a música triunfal são o que a massa evangélica quer.

O que poderia ser feito?

Instruir,capacitando líderes para o ministério na teologia sistemática pentecostal. Uma boa ídéia era se a CPAD tivesse uma revista nos moldes das lições bíblicas de jovens e adultos, com o mesmo preço para capacitar os obreiros(diáconos, presbítero,evangelistas e pastores). Na verdade seria um curso básico em teologia, ministrado todo domingo na EBD.

Seria mui edificante para o povo e com isso teríamos obreiros capacitados na teologia sistemática pentecostal, e a teologia da prosperidade com seu triunfalismo e antropocentrismo perdeiria campo.

Gutierres o que há de pastores e obreiros sem formação é muito grande!

Em
Cristo.

Gutierres Siqueira disse...

Marcelo, a paz!

Suas observações são muito importantes, principalmente no fato que Deus busca adoradores que O adora em sintonia com suas vidas. Infelizmente quanto maior a mercantilização, menor será a espiritualidade. Quem quer ser artista que seja, mas não coloque o titulo de "ministro do louvor". Quem não quer ser artista, não se comporte como tal!

Gutierres Siqueira disse...

Rogério, a paz!

Todos os seus comentários foram publicados. Só esclarecendo que esse espaço não está voltado para críticas baratas, como você acabou me acusando no seu primeiro comentário, mas não podemos ficar calados diante dos erros onipresentes no cenário evangélico. Quem criticar erros não significa que não ganhe sua família para Cristo! Ok?

Obrigado pela participação!

Daladier Lima disse...

Por razões que se radicaram no inconsciente coletivo de nosso povo, Lá vem Faraó, de Shirley Carvalhaes pode ser tocado, mas Aquele que tem sede e busca, de Adhemar de Campos não. Quem entende essa Babel?

Gutierres Siqueira disse...

Gernandes, a paz!

Concordo com suas colocações. Há falta de instrução bíblica e teológica para os nossos obreiros. Mas arrisco dizer que boa parte dos nossos obreiros não tem interesse nos estudos, pois se tivessem iriam atrás! Falo isso com pesar, mas é o que tenho mais visto! Pessoas que gastam dinheiro com vários ternos, pois precisam pregar bonitos, mas não tem coragem de comprar um dicionário bíblico!

Gutierres Siqueira disse...

Daladier, a paz!

Concordo plenamente contigo!
Boa parte de nossas igrejas pentecostais não cantam as belas e bíblicas composições de Asaph Borba, Adhemar de Campos, Gerson Ortega, João Alexandre, Jorge Camargo, Nelson Bomilcar e outros grandes nomes. No nosso meio impera aquelas músicas “pentecostais” apimentadas por forró ou sertanejo, com letras pobres poeticamente e biblicamente. O problema maior no nosso contexto não é nem o ritmo, mas sim essa pobreza de estilo e falta de base doutrinária/teológica.
Já tive o privilégio de ouvir por duas vezes o cantor Stênio Marcius. É impressionante a capacidade de compor belas poesias de inspiração bíblica.

Segue o link de uma das músicas de Stênio Marcius, intitulado como “O Tapaceiro”:
http://br.youtube.com/watch?v=CcfKTXtkC-I&feature=related

Anônimo disse...

Gutierres, muito bom o seu pensamento quanto a musicalidade cristã atual, não foge em nada da centralidade das escrituras. E por mais que possa parecer é meu pensamento também, à tempos que venho alertando em minha congregação atravéz da escola dominical, porém parece que o pvo está cego, querem algo para alimentar seu ego é o que se vê.

Cito muito a canções de Ludmila Ferber, tais como o verbete que diz " Os SONHOS DE DEUS JÁ MAIS VÃO MORRER ", e da cantora Cassiane que diz " ORAÇÃO É ALIMENTO, NUNCA VIU UM JUSTO SEM RESPOSTA " letras do genero é que fazem sucesso entre o evangelicalismo pentecostal e essa massa triunfante de pentecostais que estão mais acostumados a SENTIR DO QUE PENSAR, como bem disse o pastor Paulo Romeiro, continue nessa força, denunciando as erratas do nosso povo.

Se quiser dar uma olhadinha nestes blogs, o que os nossos irmãos já vihnam denunciando por ai creio que lhes será muito úteis.

http://allenporto.blogspot.com/search/label/An%C3%A1lises%20Musicais

Não esqueça que dar uma lidinha na monografia do Allen Porto que está num icône mais abaixo.

E também de uma olhada em uma de suas ultimas postagem do nosso irmão Clovis Gonçalves no seu blog.

http://cincosolas.blogspot.com/2009/01/deus-nao-sonha-decreta.html

Fica na paz meu irmão que Deus te abençoe,

Franciney

André Silva disse...

A paz do Senhor, irmão Gutierres!

O nome Jesus dá dinheiro, tanto que os romanos também aprenderam a cantar músicas que mexem com o ego, assim como hits socio - devocionais como: "Pó Pára com Pó".
A mídia já escancarou chamando de estrela da música gospel uma das mais queridas cantoras do nosso meio, já ganhamos até prêmios internacionais, menos devoção piedosa, menos entrega ao Rei dos reis, menos renúncia às obras da carne; porém entre grandes vozes, cenários, luzes, som pontente, muito gelo seco e uma coreografia de fazer inveja a qualquer pop estar dos palcos da vida, assim vamos nós.
Como a questão não é tão essa e sim a pobreza das letras, fico imaginando como Davi compôs tantos hinos (Salmos) de adoração? Qual era o contexto o qual interagia com ele a escrever, os propósitos? As intenções? O zelo?
Com isso, acredito que alguns de nossos irmãos aprenderam a louvar com o mundo ao invés de aprender com as Escrituras e os grandes homens e mulheres de Deus entre nós a quem ainda temos o cheiro e saudade dos grandes hinos, além dos nomes citados por você, o que dizer dos hinos da Harpa Cristã? São de uma melodia e senbsibilidade tamanha, mas se restringiu aos 3 primeiros e rotineiros hinos do inicio da liturgia, salvo algumas exceções.
Muito coerente seu texto, mas também merece um aprofundamento. Por ex. O que era louvar para Davi? Você poderia fazer um paralelo entre as composições em Salmos e as composições do nosso gospel.
Um abraço, passa lá no meu blog.
Em Cristo,
André Silva - PE.

cincosolas disse...

Gutierrez,

Os puritanos diziam que a forma correta de cultuar a Deus é tudo aquilo que Ele ordenou em Sua Palavra, enquanto que o culto falso é tudo aquilo que Ele não ordenou.

A máxima "tudo que a Bíblia não proíbe, permite" e a auto-exaltação humana levou nossa liturgia a este estado de coisas, e fez com que canções como O Evangelho caíssem no ostracismo.

Que saudade dos bons e antigos hinários!

Em Cristo,

Clóvis

Roberto Junquilho disse...

É isso mesmo, irmão, o Evangelho de auto-ajuda se transformou em uma onda gigante que já alcança todas as áreas da igreja, com destaque para o louvor. O triunfalismo estimula o egoísmo e o egocentrismo e leva os crentes a se afastarem da Palavra de Deus. Irmano-me com você nesta batalha. Visite meu blog: a sementedavida.blogspot.com
Roberto Junquilho

Renan Diniz disse...

Ola gutierres, Parabéns pelo texto, infelizmente essa é a triste realidade em nossas igrajas, a falta de leitura particular da bíblia faz com que muitos sejam levados por esse tipo de música.

Gutierres Siqueira disse...

Franciney, a paz!

Seus exemplos foram pertinentes. Infelizmente no nosso meio só faz sucesso e cai no gosto do povão aquilo que soa como uma espécie de auto-ajuda, sendo a Palavra de Deus não tem sido valorizada, partidos dos próprios líderes e pastores.

Gutierres Siqueira disse...

André Silva, a paz!

Relacionar os Salmos de Davi, Asaph e dos demais escritores sacros com os cânticos contemporâneos seria uma tarefa bem interessante (além de necessária). Vemos que nos Salmos bíblicos há um constante reconhecimento dos atributos e da grandeza de Deus. Louva-se a Deus pelo que Ele é e não simplesmente pelo o que Ele faz!

Gutierres Siqueira disse...

Clóvis, a paz!

Concordo com o seu comentário. Acho importante valorizarmos os hinários antigos, mas também é importante fazer novas músicas para louvor a Deus. Isso sempre baseado nas Sagradas Escrituras.

Gutierres Siqueira disse...

Roberto Junquilho, a paz!

É verdade. Em lugar de um culto a Deus, temos constantemente um culto ao ego humano. Mas isso não acontece somente no momento das músicas, mas também na hora das orações e pregações. Esse “evangelho” da auto-ajuda é uma distorção diabólica da Glória de Deus!

Gutierres Siqueira disse...

Renan Diniz, a paz!

O analfabetismo bíblico, infelizmente, afetou o povo e a liderança evangélica. Para muitos é melhor aprender doutrinariamente por meio de músicas com essa “qualidade”.

João Paulo Mendes disse...

Paz do Senhor,

O pior é a forma que somos vistos quando buscamos a centralidade bíblica,por criticar muitos "hinos" e pregações, eu , as vezes, sou visto como um crítico que vê defeitos em tudo, o excesso de erros tem se tornado verdade diante de poucos acertos.
Que o Senhor nos ajude a mudar este triste quadro da musicalidade evangélica em nosso país.

Abraço,

www.joaopaulo-mendes.blogspo.com

Gutierres Siqueira disse...

João Paulo Mendes, a paz!

De certa forma temos que ir com cuidado. Infelizmente as pessoas acham que somos meros críticos, pois não compreendem a gravidade da situação. Mas não podemos desistir, a denúncia é necessária!

Anônimo disse...

Não sei se se trata de uma coincidência, mas antes de acessar a internet, estava participando de uma reunião do círculo de oração da minha igreja no interior do Maranhão e estava pensando nas mesmas observações que você faz em seu post. Talvez um excesso de triunfalismo, sempre falando no binômio prova/tribulação x vitória, entremeados dos ditos hinos antropocêntricos triunfalistas. O interessante é que quando a irmã que conduzia o trabalho perguntou se havia alguém doente e que precisasse de uma oração, ficaram umas 3 pessoas sem ir a frente. O que faço é apenas uma observação, não estou fazendo julgamentos. Sempre peço a Deus pra não duvidar de suas manifestações, mas ao mesmo tempo, peço discernimento. Estou lendo livro do Pr. Erwin W Lutzer (CPAD), "Quem é você para julgar?" e recomendo a todos os que querem saber quando e como julgar.

PS: Parabéns pelo blog. Seus posts são atuais e pertinentes.

Abraços, Davi

Gutierres Siqueira disse...

Davi,

É isso aí. Nosso papel é denunciar essa práxis anti-bíblica presente em cada culto que tentamos celebrar para Deus.
Sobre o livro "Quem é você para julgar?" (CPAD) de Erwin Lutzer, já li e endosso a recomendação. A obra ensina muito sobre discernimento!

Abs!

Allen Porto disse...

Obrigado pelas indicações!

Pesquisando na internet, cheguei a este post.

Grande abraço
SDG

Anônimo disse...

querido a bíblia nos fala q somos mais q vencedores, agora se vc não é ,problema! pq a salvação nos redimiu da miséria,maldição e morte (Gl.3.13).Aliás leia primeiro as maldições q estão em Dt.28.15-22,27-29,35,58-61.ali estão listadas todas as maldições q viriam para akeles q não atentassem para a palavra, Cristo foi mandado para ser maldição por nós. Então a salvação nos livra das três coisas listadas a cima.
Não adianta fcar revoltado se esse sistema não mudará.

neth disse...

Acho que tem muita gente sem preparo compondo, por que é necessário ter um grau mínimo de conhecimento p não sair compondo heresias...Eles se convertem e vem com uma carga dos outros segmnetos por onde já passaram,e até confusamente misturado a vontade de fazer "uma diferença"gravam uma coisa que cai no gosto popular...De uma forma errônea o povo se indentifica, pois está doente e precisando ser massageado...