terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Entrevista com o sociólogo Gedeon Freire de Alencar


Gedeon Freire de Alencar é presbítero da Igreja Assembléia de Deus Betesda em São Paulo, mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista, diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos (ICEC). É membro da Associação Brasileira de História da Religião, Associação de Professores de Missões do Brasil e da Rede de Teólogos e Cientistas Sociais do Pentecostalismo na América Latina e Caribe.
Alencar escreveu o livro de cunho sociológico
 Protestantismo Tupiniquim: Hipóteses Sobre a (não) Contribuição Evangélica à Cultura Brasileira (Arte Editorial). No ano 2000, em seu mestrado na Universidade Metodista defendeu a dissertação: Todo poder aos pastores, todo trabalho ao povo, e todo louvor a Deus. Assembléia de Deus: origem, implantação e militância (1911-1946). Nessa dissertação faz uma interessante análise da história assembleiana a em sua primeira fase no Brasil.

Nessa divertida entrevista discutiremos um pouco sobre o pentecostalismo (ou pentecostalismos) no Brasil.

Blog Teologia Pentecostal: Qual a importância da Assembléia de Deus para o pentecostalismo do século XXI? Essa denominação ainda consegue influenciar as tendências pentecostais no Brasil?

Gedeon Alencar: A AD é o elemento principal do que eu chamado de " matriz pentecostal brasileira" (aliás, isto é base de meu projeto de doutorado que não consegui, por diversas razões, levar adiante).
As duas primeiras igrejas pentecostais são AD e CCB. A Congregação, nas primeiras quatro décadas fundamentais para sua formação, é uma igreja étnica- isso não é dito com mérito ou demérito. Além de ser ultra calvinista (talvez mais que o próprio Calvino): se tornou uma igreja fechada. Note: não estou afirmando que isto é bom ou ruim; estou fazendo uma constatação histórica. Hoje ela é bem parecida com o que era há anos atrás. Não mudou quase nada do seu modelo original. Isso implica que, por seu isolamento social, não teve influencia na formulação do pentecostalismo brasileiro, e muito menos, na produção cultural do país.
Já a AD desde cedo se "abrasileirou", apesar da liderança sueca. Desde os primeiros anos a liderança assembleiana foi tomada (e tomada mesmo...) por nordestinos. A convenção de 30, a primeira, é convocada por líderes nordestinos contra a vontade dos suecos. Não estou inventando nem interpretando, basta ler os registros no Jornal a Boa Semente publicados nos anos mais "quentes" de 28 a 30.
A AD posteriormente, brasileira, nordestina, pobre, simples, periférica, sem dinheiro e ligação com o exterior, que em vinte anos (não com muito dinheiro, TV e política na mão) alcança o Brasil - é uma igreja brasileira, feita por brasileiros, e para brasileiros!
Uma ultima coisa: todos os demais movimentos, denominações e instituições que se "pentecostalizaram" ou se "renovaram" têm, ou tiveram, alguma influencia do pentecostalismo assembleiano. O costume da saudação da "paz do Senhor", o hinário, o modelo patrimonialista, usos e costumes, a ênfase evangelística, a dinâmica e participação do povo, etc., todas estas questões estão presentes em todos os movimentos pentecostais, por mais independentes que sejam, e são originados da "matriz pentecostal assembleiana".  A AD é que nunca conseguiu capitalizar em cima disso.
02. Em sua dissertação sobre a Assembléia de Deus, o senhor destaca um papel forte da missionária Frida Vingren, esposa do co-fundador Gunnar Vingren, nas importantes decisões eclesiásticas da nascente denominação. Frida Vingren, como mulher, poderia ser classificada com um fenômeno inédito no cenário evangélico brasileiro?
Frida Vingren é, a meu ver, a maior heroína assembleiana e, ao mesmo tempo, a maior injustiçada da história assembleiana. Só se fala em Gunnar Vingren e Daniel Berg - típico de uma historiografia machista. Em 1917, ela sai sozinha e solteira da Suécia, passa nos EUA e vem ao Brasil para casar com Vingren. Aqui canta, ora, prega, escreve mais de 80% do jornal (Boa Semente), faz culto nos presídios, na Central do Brasil, escreve música e poesia, organiza a Harpa, escreve Atas, enfim, dirige a igreja! Seu marido desde o primeiro mês no Brasil é um home doente de malária, é ela quem carrega o piano! É exatamente por isso que ela tem muitos inimigos - desde os cabras machos nordestinos que não querem ser liderados por uma mulher ao seu contemporâneo Samuel Nystron que é contra a liderança feminina. No livro " História da Convenção", publicado pela CPAD, o jornalista Silas Daniel, resgata algumas cartas nada amistosas que Nystron e Gunnar trocaram.
Não é inédito porque a religião, não somente o pentecostalismo brasileiro, sempre teve grandes mulheres, mas como sempre marginalizadas. Ainda hoje é assim. Tem uma tese na PUC sobre as mulheres que pentecostais que o titulo diz tudo; "O silencio que deve ser ouvido". E um trabalho de missiologia da Laura de Aragão, no CEM, é outro primor: "Escolhidas por Deus, rejeitadas pelos homens"
03. Gunnar Vingren não viveu muito para ver o desenrolar de sua obra missionária. Na sua dissertação o senhor especula que a Assembléia de Deus talvez poderia ter tomado "outro rumo" com os Vingren por mais tempo na denominação. Qual seria esse "outro rumo"?

Amigo, eu sou sociólogo, não vidente...
Gunnar Vingren era formado em teologia pelo Seminário Teológico Sueco de Chicago, era a favor da mulher no ministério - sua mulher é a prova disso. Na década de 20, no RJ, consagra mulher ao diaconato. E em sua época, as mulheres participavam, não apenas ouvindo, mas falando e dando palpites nas reuniões da igreja. Em todas as fotos oficiais de convenção tem mulheres. Registra em seu diário que pregou na Congregação Cristã. E também nessa época tinha manifestações de "risos no Espírito" de forma que não podia continuar pregando - se isto tudo é erro ou acerto, isso não é problema meu. Mais uma vez um aviso: não estou inventando nem interpretando. Tudo está registrado em seu livro "Diário de um pioneiro" e no Jornal Boa Semente. Gunnar não era (como os demais suecos e toda a liderança assembleiana), contra o ensino teológico e formação em seminários teológicos; era a favor da mulher no ministério; era bem aberto as demais igrejas de sua época; e tinha um pentecostalismo bem "original".
Ficou poucos anos da liderança, ademais era um homem doente, como ele mesmo diz "a igreja estar bem liderada por minha mulher e os obreiros", quem liderava  efetivamente era Frida. Levou um golpe da liderança nordestina da época em 1930, foi embora, e  morreu logo em seguida. É laureado como herói atualmente, mas em vida foi voto vencido em todos seus projetos. A AD dirigida por Gunnar Vingren seria bem diferente da que se formou. Melhor ou pior? Não tenho a mínima idéia, mas diferente com certeza.
04. Por que a Assembléia de Deus adotou um discurso tão ultra-conservador nos usos e costumes? A origem marginalizada "sueca- nordestina" seria uma explicação satisfatória?
O "ethos sueco-nordestino" que Paul Freston desenvolve em sua tese, e eu repito na minha (o Freston foi meu orientador e depois participou da banca de minha defesa de mestrado), é uma das melhores explicações para isto, mas não é a única.  
Não precisa recorrer a décadas de história, basta ver o presente. Onde e quais as igrejas (sejam ADs ou quaisquer outras) são conservadoras em usos e costumes? Apenas - veja, apenas - nas regiões pobres e mais periféricas. Igrejas em processo de "aburguesamento", de classe média para cima não conseguem - ou não querem - ser conservadoras. Mesmo as ADs que falam tanto em "preservar a doutrina", mas se preserva a "doutrina" apenas para os pobres e das igrejas nas periferias. Igrejas sedes e de classe média não tem "doutrina" que as segure. Portanto, neste processo a AD não estar sozinha; isso acontece, e aconteceu, com todas as demais igrejas. Mesmo que alguns queiram ligar o fato de "uso e costumes" a ação do Espírito Santo, lamento, mas isso diz respeito as questões econômicas.
05. Estudiosos como Bernardo Campos, Paul Freston e Robinson Cavalcanti defendem a tese que existe uma "pentecostalização" das igrejas históricas e uma "historização" das igrejas pentecostais clássicas ou de primeira onda. Quais são as implicações desse fenômeno para o mundo protestante?
Sim, isto é visível. O pentecostalismo, no Brasil, vai fazer cem anos, portanto, tem história. "Historizou-se". O fenômeno religioso é dinâmico e, para mal ou bem, cíclico. Práticas religiosas que eram "pentecostais" anos passados ou décadas, se tradicionalizam. Ademais, se fala em pentecostalismo com fenômeno típico do século XX, mas muito disso já aconteceu em séculos passados nos Avivamentos, nos Movimentos de Santidade, na história de "santos" ou "hereges" medievais.
O mundo protestante vai sempre se "renovar" e/ou se "tradicionalizar"  a despeito de todos.
06. Como sociólogo, quais aspectos do pentecostalismo ainda faltam ser explorados pelos estudos sociais, especialmente pela Ciência da Religião?
Temos muitos trabalhos hoje sobre o fenômeno pentecostal na atualidade, mas ainda falta uma delimitação da “matriz pentecostal" (daí meu projeto de doutorado).  Agora o universo pentecostal hoje é tão amplo, plural, pitoresco e cheio de novidades que sempre haverá alguma coisa a ser explorada. Como brinco em sala de aula: O fenômeno religioso é tão original, que de tédio a gente não morre!
07. Como conhecedor do pentecostalismo latino, quais são as principais diferenças entres os pentecostais brasileiros e os demais carismáticos desse subcontinente?
 Vou indicar apenas duas singularidades do pentecostalismo brasileiro. Em um congresso de sociologia na Costa Rica, tomei um susto quando conheci um pastor assembleiano peruano, um dos mais importantes, que era também o principal líder ecumênico em seu país. Assembleiano ecumênico é escasso no Brasil, mas não América Latina.
A AD, na América Latina, foi fundada e financiada pela AD nos EUA (diferente da AD no Brasil de origem sueca), portanto, a AD latina de fala espanhola é congregacional, como é a AD americana. Qual a AD brasileira é, estritamente falando, congregacional? Eu, particularmente, não conheço nenhuma. 
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Leia mais entrevistas publicadas no Blog Teologia Pentecostal:

01. Entrevista com Robinson Cavalcanti, bispo da Diocese Anglicana de Recife.http://teologiapentecostal.blogspot.com/2008/11/pseudo-pentecostais-e-distoro-da.html
02. Entrevista com Isael de Araújo, autor do Dicionário do Movimento Pentecostal.
03. Entrevista com Silas Daniel, editor de jornalismo da Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD).
04. Entrevista com Ciro Sanches Zibordi, autor do Best- seller Erros Que os Pregadores Devem Evitar.
05. Entrevista com Geremias do Couto, coordenador do Projeto Minha Esperança Brasil.
06. Entrevista com Paulo Romeiro, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

16 comentários:

Lucas Marin disse...

Irmão Gutierres, tenho uma dúvida:

"Qual a AD brasileira é, estritamente falando, congregacional?Eu, particularmente, não conheço"

O que é uma igreja "congregacional"?

Gutierres Siqueira disse...

Lucas, a paz!

Recomendo que você leia esse artigo, que escrevi no ano passado. Nesse texto mostro o que é congregacionalismo e outros governos eclesiásticos.

http://teologiapentecostal.blogspot.com/2008/04/governo-eclesistico-no-meio-pentecostal.html

Daladier Lima disse...

Rapaz, o Gedeon deu uma pancada no assunto ministério feminino. É como eu já te falei. Sei que você é contra, mas está aí a história, uma dama traiçoeira. Republiquei as partes mais interessantes no meu blog, sem omitir a fonte. Abraços!

Lucas Marin disse...

Ah, agora acho que entendi!
A A.D. pode ser classificada como um modelo de congregacional misto com presbiteriano!

Mas ainda digo que é um modelo que é uma benção!

A Paz do Senhor esteja contigo!

Juber Donizete Gonçalves disse...

Gutierres,

Você está de parabéns pela entrevista com o Gedeon Alencar. Ficou excelente. Como já li a tese do Freston, vi que o entrevistado vai pela mesma linha, e até mais além em alguns pontos. Muito boa a colocação sobre o papel da missionária Frida no início da denominação no Brasil.

Grande abraço.

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Gutierres:

Sei que você é contra a tese da ordenação feminina. Mas o Gedeon, a quem não conheço pessoalmente, foi fiel à história. Veja o comentário que postei no blog do Daladier:

"Caro Daladier:

"Regra geral, a história não é investigativa. Ao contrário, é contada com o viés do estereótipo de quem conta, que, muitas vezes omite, rasura, "ajusta" para que ela se pareça com o que ele (ou os poderosos da hora) pensa.

"Ainda bem que aqui e ali, como agora, aparecem os vestígios do que de fato aconteceu. São coisas que se comentam nos bastidores, mas ficam por ali. Pouco vêm a público.

"O que mais se destaca na entrevista, para mim, é a frase de Gunnar Vingren em que ele afirma a liderança de Frida Vingren sobre a igreja.

"É preciso mais do que isso?"

Ou seja, Frida teve, sim, papel de líder nos primeiros dias da Assembléia de Deus.

Abraços, amigo.

Abraços

vinicius disse...

ola irmão gutierres
que benção de entrevista
queria lhe dizer que o professor gedeon alencar tem um tipico de tratado com o pentecostalismo bem original. agora vem uma questão porque a CPAD não aproveita talentos como estes como o talento tambem do ricardo gondim que é um grande teologo e pensador
como tambem do filho do teologo assembléiano elienai cabral Jr
a tanta coisa boa para se aproveitar no cenario pentecostal. e ainda temos uma editora enorme que tem espaço para todo mundo. que é a cpad.
é claro betesda não fa zparte da cgadb. ate onde sei. mais são assembléiano como nós. isto ninguem pode negar.
as revistas de EBD DA CPAD
convida gente do porte de gedeon alencar. ricardo gondim. elienai cabral Jr. para escrever e fazer parte desta casa. não temos nada a perder e sim a ganhar e muito.

uma lembrança não sou da betesda. mais sou um admirador dela. e de seu lider ricardo gondim.

o bom que ricardo gondim não aderiu teologia alguma.
muito menos a teologia do triunfalismo como alguns teleevangelista assembléiano.
e o interessante é que todo assembleiano deveria conhecer um pouco mais do teologo e pensador ricardo gondim e de seus escritos e livros. deveriam ler um pouco mais no site dele e nos escritos dele que ele vem escrevendo.

um abraço a entrevista esta uma benção.
hoje o universo pentecostal brasileiro está se defragando se ofuscando. se denegrindo por cargos de liderança voltemos aos principios.

abraços vinicius

Gutierres Siqueira disse...

Agradeço a participação dos irmãos Lucas Marin, Daladier Lima, Juber Donizete Gonçalves, Geremias do Couto e Vinícius.

PS: Sobre o ministério feminino, certamente discutiremos esse assunto no blog Teologia Pentecostal.

Jarson Brenner disse...

Gutierres, a paz do Senhor.

Gostei muito dessa entrevista. Ela me inspirou num texto para meu blog. Gostaria de saber se posso reproduzir essa sua postagem integralmente no meu blog. Se sim, gostaria que me dissesse como deseja ser referenciado lá.

Ansioso, no aguardo da resposta,

Jarson Brenner

Anônimo disse...

Eu acho que a Betesda a qual o Gedeon pertence e é presbítero tem um governo gondimcentralizado. Na sua estrutura, a Betesda não deixou de ser assembleia "nordestina" (i.e. com big boss no comando). No seu discurso mais filosófico do que teologico, a igrea a qual o Gedeon pertence, é uma igreja sem alternativa para o dilema do mundo evangélico neopentecostal brasileiro. Simplesmente critica o que existe de mal. É uma igreja que abraçou o pósmodernismo (na teologia) e contina assembleia na estrutura. Quer ser brasileira, mas tambêm tem seus referenciais nas terras do tio Sam (Brian McLaren, Emrging Church)
Quanto as observações do Gedeon sobre AD no Brasil: são muito boas. Como sociólogo tem o meu respeito.

Abraços,
ex-membro da Betesda

Gutierres Siqueira disse...

Caro "Anônimo"

Você tem direito de expressar sua opinião, mas por favor se identifique.

NilmaBostonRio disse...

Gutierres,
que riqueza cultural estas entrevistas no seu blog.

Sei nao mas "pelo andar da carruagem" mais cedo ou mais tarde vao acabar liberando o misterio feminino - eu, particularmente "não sou nem a favor nem contra".

Gutierres Siqueira disse...

Nilma, a paz!

Eis um assunto polêmico...

gedeon disse...

Gutierres,
Recebi uma ligação de um amigo do RJ, me perguntando de onde eu tinha tirado a idéia de que "Gunnar Vingren não era assembleiano", segundo ele, estava circulando na internet que eu tinha afirmado isso. Foi procurar esta "informação": alguém reproduziu minha entrevista em seu blog, fez seus "comentários" e dai deduziu que, GV não era –ou não seria, atualmente - assembleiano. Coisas de internet...
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Então, retorno ao seu blog e vejo os comentários.
l. Você é contra o ministério feminino? Então, se fosse vivo em 1930, teria se aliado ao grupo nordestino/sueco que derrubou o Vingren. Como tematizo em meu texto a AD tem idas e vindas; como toda religião, ela também é cíclica. Agora, em você isso me espanta: um jovem intelectual, em pleno 2009, com sua capacidade de articulação e visão de mundo, sendo contra o ministério feminino, é muito reacionarismo. Você misogínico? Vou pagar para ver suas razões. De antemão, aviso: permaneço seu amigo, mas sou contra suas idéias;
2. Obrigado aos demais pelos comentários.
3. Ao ex-betesdense anômino digo: seus comentários poderiam até ser válidos si tivessem alguma legalidade – e uma das principais é a origem: quem fala. Se você me conhece sabe que também analiso a instituição da qual faço parte e nunca tive a pretensão de que ele fosse perfeita (aliás, uma das suas imperfeições é minha participação).
-

Pedindo a Deus por sua vida,

Gedeon Alencar

Lucas Marin disse...

Porque Jesus não chamou "apóstolas" em seus dias?
Jesus não poderia usar o exemplo de Débora?
Será que Jesus fazia a vontade dos homens?


João 5:30 Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou.

Em meados do século XX tomou força o movimento feminista e agora vemos influência desse movimento dentro da Igreja!
Mas, Deus faz acepção de pessoas?

Atos 10:34 E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;

Então, mulheres não tem a mesma funcionalidade no ministério pastoral? Seria injusto uma mulher não poder ocupar tal função?

Gênesis 1:27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.

1 Pedro 3:7 Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.

Estaria Pedro equivocado também?
Não, Deus criou o homem e a mulher diferentes, criou macho e fêmea.

Gênesis 2
18 ¶ E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.


Gênesis 1:26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.

Será mesmo que Deus criou homem e mulher iguaizinhos?

Então Deus criou homem e a mulher para ambos se completarem em uma só carne!

Gênesis 2:24 Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

Isso tudo aponta para Cristo e a Igreja! Deus é perfeito em todos os seus atos!

Não condeno as mulheres que tenham assumido o menistério, mas vejo como ação falta de conveniência diante da Palavra de Deus, já que a Palavra de Deus não nos deixa esse exemplo! Não é discriminação das mulheres de Deus!


Provérbios 12:4 A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos.

Eu acredito em mais, digo até que a partir do momento em que há "uma só carne", há um só ministério completo diante de Deus!

Efésios 5:23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.

Sempre é bom a prudência e a conveniência diante da Palavra de Deus!

Provérbios 9:10 O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência.

Ariel Souza Rossi disse...

Não leio muito seu blog, mas pela lista de entrevistas que vc tem feito, vc anda fazendo um certo ecumenismo.