terça-feira, 10 de março de 2009

Cristandade Esquerdista. Parte Final

Leia a primeira parte do texto logo abaixo.

A esquerda está ligada também com o catolicismo, mas principalmente por meio de uma teologia desenvolvida na América Latina, sob o viés da pobreza e miséria. A Teologia da Libertação ganhou também uma nova roupagem em seguimentos protestantes, conforme analisado abaixo.

O esquerdismo e a Teologia da Libertação

A mais esquerdista das teologias nasceu de renomados protestantes e católicos, como Rubens Alves, ex-pastor presbiteriano e o padre peruano Gustavo Gutiérrez. Parcela significativa a Igreja Católica na América Latina segue essa linha doutrinária, mas não encontra o apoio do Vaticano nas gestões conservadoras de João Paulo II e Bento 16. Os nomes mais famosos dessa corrente são os religiosos Leonardo Boff e Frei Betto.

O Partido dos Trabalhadores (PT) existe hoje graça a dezenas de católicos (ligados a teologia da libertação) que estiveram empenhados na fundação desse partido. O PT, como partido de linha comunista não seguiu uma agenda atéia, como na extinta URSS, mas sim do catolicismo dito progressista. Alguns nomes famosos do meio evangélico já foram filiados ao PT, como Ricardo Gondim [1], Robinson Cavalcanti e Jorge Pinheiro.

A Teologia da Libertação não está restrita somente nos círculos católicos, mas muitos protestantes são entusiastas, principalmente aqueles ligados a movimentos ecumênicos. A "teologia pós-moderna" simpatiza com o discurso dos teólogos "libertadores". A pós-modernidade é sinônimo de desconstrutivismo, assim como a Teologia da Libertação. Apesar da Teologia da Libertação ser parte do projeto da modernidade, vinculada aos sonhos de progresso por meio do estado marxista, a mesma casou bem com a pós-modernidade e as suas propostas de desconstrução da ortodoxia cristã.

Hoje, o presidente do Paraguai é o ex-bispo Fernando Lugo, militante de esquerda e adepto da Teologia da Libertação. Frei Betto já foi assessor especial da presidência da República, além de sua relação estreita com o regime castrista em Cuba. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão máximo do catolicismo brasileiro, aderiu em grande parte para essa teologia [2].

Igreja Universal do Reino de Deus e o petismo

Nas eleições presidenciais de 1989, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) propagava por meio do jornal Folha Universal, que o então Luiz Inácio Lula da Silva era uma espécie de demônio, assim como todos os comunistas do PT.  Esse discurso foi incorporado por outros grupos evangélicos naquela época. Olhando para hoje parece que isso nunca existiu. Hoje, a IURD controla o Partido Republicano Brasileiro (PRB), sendo uma base importante do governo, tendo o vice-presidente José Alencar e o ministro Mangabeira Unger como membros.

Na inauguração da Record News em 2007, Edir Macedo e o presidente Lula pareciam bem ligados, numa sintonia política que era inimaginável nos anos de 1980. Hoje, a Rede Record claramente apresenta uma agenda pró-governo.  É claro que Macedo não se converteu ao esquerdismo após uma leitura atenta dos livros de Karl Marx, longe disso, pois essas ligações são puro pragmatismo e falta de linha ideológica presente na sociedade brasileira e conseqüentemente na IURD. Macedo abraçou tanto o esquerdismo, que até em questões morais o mesmo vem defendendo o “direito” do aborto para as mulheres.

Ora, enquanto no início nos anos 1990, o petismo foi rejeitado massivamente pelos evangélicos, em 2002 e 2006, o lulismo caiu nos braços pentecostais e neopentecostais, com amplo apóio conforme mostrado na primeira parte desse texto.  Macedo e o bispo Manoel Ferreira fundaram o Conselho Nacional de Pastores do Brasil (CNPB) no ano de 1993. Em 1994, no Rio de Janeiro, o CNPB reuniu milhares de pessoas para “clamarem pelo Brasil”, sendo uma campanha aberta contra Lula[3]. Hoje, tanto Macedo quanto Ferreira são peças importantes no quadro de apóio de Lula, sendo então mais uma prova que o “mundo dá voltas”, e muitas vezes essas “voltas” são bem estranhas!

Uma “esquerda teológica” casada com a agenda da “esquerda política”?

No Brasil esse fenômeno não é observável, mas os cristãos norte-americanos ligados a esquerda (Partido Democrata) normalmente defendem bandeiras libertinas, como o casamento gay e o aborto e uma interpretação completamente alegórica das Sagradas Escrituras. Repetindo que o mesmo não acontece no Brasil, pelo menos em grande escala.

Nos Estados Unidos essa associação entre esquerda política e esquerda religiosa ganhou força com a vitória de Barack Obama. O novo presidente dos EUA representa uma “nova esquerda”, não mais ligada ao secularismo ateu, anti-religioso, que vivia desligado de questões transcendentais, como a maioria dos democratas se comportaram nos últimos anos. Obama se colocou na campanha como representante de uma “esquerda religiosa”, que, porém em nada muda com a “esquerda não-religiosa”.  Um dos discursos de Obama mostra bem essa mistura sem nexo da suposta “esquerda religiosa”:

Nós temos fé. Aqueles de nós, à esquerda, que acreditam no direito de a mulher fazer um aborto, que defendem os direitos de nossos amigos gays, que se preocupam como os pobres e que confiam que o governo pode ser um instrumento de retidão- nós também amamos a Deus. Nós também temos paixão espiritual e acreditamos que os Estados Unidos que queremos surgem, da mesma maneira, a partir da fé. Nunca mais seremos descritos como descrentes. A direita religiosa não tem mais algo que nós temos. [4]

Observe que a agenda libertina da esquerda secular é a mesma da esquerda religiosa defendida e representada por Obama. É claro que esse exemplo se aplica aos Estados Unidos, pois no Brasil não existe um paralelo desse mesmo discurso. No Brasil muitos conservadores teológicos são de esquerda, mas a “esquerda teológica inevitavelmente segue a esquerda política no Brasil” [5]. Na atualidade, a esquerda teológica pode ser caracterizada por novas correntes pós-modernas, que são relativistas, agnósticas e não crêem na Escrituras como Palavra de Deus.  A esquerda teológica nasce com David Friedrich Strauss e Ludwig Andreas Feuerbach, alemães que ensinaram suas teses materialistas no Século 19 e foram influenciadores do também alemão Karl Marx. Ambos era hegelianos e reduziam a fé cristã à pura mitologia

Conclusão:

No decorrer dos dois textos não houve juízo de valor sobre a relação da cristandade com o esquerdismo, pois esse não é o propósito primário do texto, mas sim mostrar como no Brasil os cristãos estão ligados a essa ideologia de modo inconsciente, em sua maioria. Essa só é mais uma faceta de como o evangelicalismo brasileiro pensa pouco sobre suas posições, abraçando sempre acriticamente os primeiros modismos, clichês e chavões que ouvem por aí, inclusive políticos!

Notas:

[1] Ricardo Gondim afirmou na sua última entrevista, concedida para Sérgio Pavarini na Revista Cristianismo Hoje: “Sou um pensador independente, de esquerda. Não acredito no neoliberalismo capitalista. Ele produz os excluídos. O Evangelho defende os pobres e os marginalizados”.

[2] O post não permite uma análise profunda dessa teologia, mas que poderá ser discutida em um texto futuro.

[3] MARIANO, Ricardo. Neopentecostais.  2 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005.  p 94.

[4] MANSFIELD, Stephen. O Deus de Barack Obama. 1 ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2008. p 15. Discurso proferido na Convenção do Partido Democrata, em Boston, na data de julho de 2004.

[5] NICODEMUS, Augustus. O Que Estão Fazendo com a Igreja. 1 ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. p 14.

8 comentários:

Anônimo disse...

Gutierres, paz e bem.

Bastante interessante seu post. Realmente, você não emite opiniões a respeito do esquerdismo cristão, apenas narra tal tendência.

Bastante pertinente é a separação feita entre o esquerdismo protestante brasileiro e o estadunidense, realçando de forma brilhante que muitos evangélicos brasileiros de esquerda, pliticamente falando, são 100% ortodoxos. No entanto, no que diz respeito ao cenário internacional, o irmão ligou, diretamente, o esquerdismo político a linha teológica liberal.

Convém lembrar que apesar do liberalismo teológico ser o pai do evangelho social, principalmente nos EUA, versões de um certo socialismo cristão são notadas no metodismo wesleyano primitivo, com grande participação na fundação de sindicatos britânicos e até mesmo no Partido Trabalhista daquele país.

No mundo reformado, o movimento " cristãos pelo socialismo, foi bastante forte na suiça, onde pastores como Leohard Ragaz e Herman Kunter abraçaram tal ideologia.

Encerrando, vemos uma grande tendência esquerdista em pensadores que ocuparam, digamos, um " centro teológico", como parte significativa dos assim chamados neo-ortodoxos ou dialéticos. Vide Karl Barth e, agora, J Moltmann.

Abraços

André Tadeu

Daladier Lima disse...

Tenho grande dificuldade de compreensão dos termos esquerda e direita, muito embora conheça a origem histórica do termo, como tão bem ensina a internet. Do ponto de vista histórico, o termo ou conceito "direita" surgiu com os membros da nobreza e do clero que, nas reuniões dos Conselhos de Estados, na França do século 18, sentavam-se à direita do Rei Luis XVI.

A nobreza e o clero defendiam a conservação da ordem econômica, política e social numa França às portas da revolução que mudaria o mundo. À esquerda do rei, nas mesmas reuniões, sentavam-se os membros da burguesia, revolucionários à época, e que defendiam outra ordem, inclusive o desaparecimento da nobreza e do clero como tais. O que acabou em guilhotina.

A esquerda hoje tem outro conceito, o adesismo. Especialmente, a esquerda brasileira se destacou por, no poder, aprimorar todas as práticas de "direita". Então, são todos iguais. A esquerda religiosa é igualmente utópica. Uma vez no comando tem repetido as mesmas práticas.

Mas a falha maior está na promoção do Jesus guerrilheiro, uma versão cubana do Jesus bíblico, que busca promover a justiça social. De fato, a Bíblia é um manual de justiça, mas a igreja não pode perder sua dimensão transcendental. Esse é o erro básico.

zwinglio disse...

Gutierres, paz!

"No decorrer dos dois textos não houve juízo de valor sobre a relação da cristandade com o esquerdismo, pois esse não é o propósito primário do texto, mas sim mostrar como no Brasil os cristãos estão ligados a essa ideologia de modo inconsciente, em sua maioria. Essa só é mais uma faceta de como o evangelicalismo brasileiro pensa pouco sobre suas posições, abraçando sempre acriticamente os primeiros modismos, clichês e chavões que ouvem por aí, inclusive políticos!"

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NÃO HOUVE JUÍZO DE VALOR?!!

Meu caro irmão, sua conclusão resume o conteúdo geral com um FORTE TOM DE JUÍZO DE VALOR... coisa que não faltou em quase nenhum dos seus parágrafos... isso pode ser notado até nas entrelinhas...

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Lula é tão esquerdista como é direitista... dessa maneira, todos que apoiam-no podem ser vistos assim... não há referênciais sólidos... isso já era... o que existem são conchavos para a obtenção e manutenção do poder... não é atoa que nas últimas eleições pudemos ver alianças espúrias como a de BH que colocou lado a lado o PSDB e o PT... isso aconteceu em mais de mil municípios...

Identidades fragmentadas e híbridas... com isso, cria-se uma espécie de "Frankstein Esquereitista."

Anônimo disse...

Não consigo ver a relação entre "teologia da libertação" e josé Dirceu, Mercandante etc...
O PT de hoje é um bando de políticos que fazem parte da máfia do governo que está sugando o povo!
O Edir Macedo não tem queda pela esquerda, mas pelo poder. Quem está no poder interessa a IURD e a vasta maioria das igrejas evangélicas. Se um dia virá um Adolf Hitler, terá apóio da igreja tambêm.
No Brasil não se vê nenhuma influencia da teologia da libertação na prática. Somente no Pará, há uns poucos idealistas que lutam pelos "sem terra", e geralmente são liquidados.
A economia é neoliberal e concordo com Ricardo Gondim, que afirma que pobres são excluidos.
A indústria brasileira cresce (ou crescia...afinal estamos em crise "que não atravessaria o oceano" -;)) graças a mão de obra barata e um pobre sistema social.
Vejam as pessoas morrendo nas filas dos hospitais no Rio de Janeiro, o desempregado tendo que vender doces ou cds "piratas" para sobreviver e alimentar a sua familia.
Não vejo NADA e NADA mesmo de esquerda na prática. Vivemos o mais puro e brutal capitalismo selvagem (sem ética, sem liderança).
E salve-se quem puder!
Teologia da libertação e socialismo são discursos acadêmicos de alguns idealistas que estão nas faculdades ou seminários progressistas.
Até Leonardo Boff deixou o discurso "esquerdista" de lado para dedicar-se ao discurso ecologico (atualmente em alta!) e ecumenico.
Abraço,
Matias

Antoniel Gomes Da Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Sempre fui esquerdista,desde os sete anos.

E quero que alguém me prove que os ataques dos profetas do antigo testamento,de Cristo e de Tiago em sua carta,além de Paulo em muitos trechos de suas epístolas---contra a riqueza selvagem não possui em sí um forte viés esquerdista!

Um grande pensador disse:"Há mais política na Ilíada de Homero do que na República de Platão!"

Plagiando-o eu digo:"HÁ MAIS SOCIALISMO NO SERMÃO DO MONTE DO QUE NAS OBRAS DE MARX!"

Lí Marx de cabo a rabo e digo que o socialismo de Cristo é muito mais radical em certos aspectos.

Um abraço!

meu orkut é:
http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx

A paz do Senhor.

Anônimo disse...

Texto para reflexão :


SUÍÇA

Calvino, ecumênico e comunista

Manuel Quintero


Genebra, quarta-feira, 11 de março de 2009 (ALC) -

João Calvino promoveu o ecumenismo e o ideal comunista bíblico, disse Sergio Arce Martínez, um dos mais proeminentes teólogos protestantes cubanos dos últimos 50 anos.

Como milhões de reformados e presbiterianos em todo mundo, Arce participa do esforço mundial de avaliação da herança calvinista, no marco das celebrações dos 500 anos do nascimento do reformador, natural de Noyon, França.

“Quando analisamos certos momentos na vida e certas reflexões em suas obras, encontramos a idéia de que as igrejas nascidas da Reforma pudessem organizar-se de diferente maneira. Isto é, na perspectiva de Calvino, que não se pode sacralizar de maneira idolátrica uma maneira específica de organizar a igreja, em termos locais ou universais. Isso reflete, em termos eclesiológicos, um aspecto fundamental do espírito ecumênico de Calvino”, assinalou Arce.

O ecumenismo de Calvino ultrapassou o estritamente eclesial porque foi multicultural, agregou Arce. “Durante seu ministério pastoral, Genebra foi uma cidade na qual confluíram centenas de crentes de todas as nacionalidades européias, procurando refúgio, de diferentes culturas e experiências religiosas”.

Foi durante sua estada em Estrasburgo que Calvino recebeu a influência ecumênica de outro reformador, Martín Bucero, que considerava como meta de sua vida lutar para que fossem vencidas todas as diferenças que dividiam as diferentes tradições reformadoras naquele momento histórico, rico em diversas tendências eclesiológicas e teológicas.

Um exemplo concreto dessa atitude ecumênica de Calvino foi seu encontro com Heinrich Bollinger, em 1549, para atingir o que se chamou o Consenso de Zurique, um passo decisivo na forja da unidade de todas as igrejas suíças, tanto de fala alemã como francesa.

Mas também devem destacar-se, insistiu Arce, suas relações com o movimento hussita — a Comunidade dos Irmãos Checos —, seu desejo de manter uma relação mais estreita com os luteranos, a ponto de poder atingir uma verdadeira unidade eclesial e sua fluída correspondência com os arcebispos ingleses Cranmer e Parker, e com o secretário de Estado da Rainha Elizabeth em seu desejo de relacionar-se mais intimamente com a Igreja Anglicana. Sem esquecer seu auxílio exemplar aos valdenses no meio de suas graves dificuldades quando foram declarados hereges e perseguidos pela Igreja Católica Romana.

Mas além de ser ecumênico, o reformador — a quem não poucos atribuíram a “paternidade” ideológica do capitalismo— foi um paladino de idéias que podem qualificar-se de comunistas, afirmou Arce.

“Quantos dores e dissabores poderiam sido poupados na História, se suas pretensos seguidores tivessem prestado ouvidos a sua maneira comunista de pensar e de atuar, quando propugnava que fosse uma realidade sócio-político-econômica o princípio comunista: ‘De cada qual segundo suas capacidades e para cada qual segundo suas necessidades!’”, esclareceu o teólogo cubano.

Na opinião dele, “uma grande parte dos chamados calvinistas, pretensamente seguidores do pensamento de Calvino, desentenderam-se por razões nada espirituais, e muito menos cristãs, do que comentava Calvino sobre a passagem do apóstolo Paulo em II Coríntios 8:13-15:

“‘Deus quer que tenha tal analogia e igualdade entre nós, que cada qual tenha de fornecer aos que têm menos, segundo esteja a seu alcance, a fim de que alguns não tenham em demasía e outros estejam em apuros’”.

Arce destaca que esta idéia foi parte essencial do ensinamento de Calvino, segundo se lê textualmente em seu “Comentário sobre a Segunda Carta aos Coríntios”, que consta em seu “Comentário ao Novo Testamento”, editado em francês em 1561.

“Se as igrejas, pretensamente cristãs, seguidoras do ‘comunista’ Jesus e os ditames sócio-políticos comunistas do ensino bíblico, especificamente evangelista, tivessem tomado a sério as palavras de Paulo e de Calvino, não encontraríamos depois de tantos séculos o fato de que esse pensar e atuar fundamentalmente bíblico-hebreu-cristão fosse substraído de seu original contexto religioso-cristão e transplantado a uma proclama que propugna uma interpretação puramente materialista da vida”, concluiu Arce.




André Tadeu

Mayalu disse...

Gutierres,

A comunidade do Orkut "Assembleia de Deus", com cerca de 58 mil membros, é o retrato disso. O dono dela é admirador de primeira linha do PT, de Ricardo Gondim et caterva. Entrei lá para falar contra os abusos morais levados adiante pelo PT e fui duramente atacada.

Seu texto é muito bom. Eu fui filiada ao PT durante 15 anos, mas Deus me livre daquilo ali, é o fim de qualquer princípio, de qualquer valor. O pior, realmente, é que a pretensa ideologia de ajuda aos pobres desaparece logo que eles chegam ao poder: o discurso bonito não passa de retórica vazia traduzida em atos violentos e autoritários de apoio a crimes, como se vê em relação ao MST.