segunda-feira, 30 de março de 2009

O messianismo político dos evangélicos brasileiros

Nessas últimas semanas várias pesquisas foram divulgadas apresentando as intenções de votos nos presidenciáveis, como José Serra (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PTD). Nenhum deles apresenta confissão protestante. Anthony Garotinho representou em 2002 a esperança dos evangélicos, porém não ganhou. Defendendo uma plataforma populista e um discurso “contra as elites bancárias”, Garotinho espantou muita gente e não conseguiu apóio suficiente fora do arraial gospel.
Isso é ruim? Não necessariamente! Para quem não sabe, o Brasil já teve dois presidentes evangélicos. O primeiro presidente protestante desse país foi João Fernandes Campos Café Filho, vice de Getúlio Vargas que assumiu o posto após o suicídio do presidente no ano de 1954, porém passou pouco mais de um ano no poder. Café Filho era membro da Igreja Presbiteriana do Brasil em Natal (RN).
O general Ernesto Geisel, que exerceu o mandato de 15 de março de 1974 até 15 de março de 1979 foi o segundo presidente protestante tupiniquim. Geisel era membro da Igreja Luterana no Rio Grande do Sul. Portanto, em pleno regime militar o povo evangélico teve um “representante”.
Alguma coisa mudou na estrutura do país com esses dois homens? Nada, abosutamente nada, para decepção dos ufanistas. Tudo bem que Café Filho era um homem inteligente e adepto do liberalismo político e econômico, e que Geisel iniciou o processo de redemocratização do país, que cuminou com o fim da ditadura. Mas veja, o Brasil não mudou pela fé evangélica desses homens. Inclusive um foi general do rigime militar.

Ponto chave

Os evangélicos comentem um monumental erro ao atribuírem mudanças no país através da política. É claro que a polítca pode ser usada, mas esse é somente um meio. Além da política, os evangélicos poderiam gastar suas energias em projetos educacionais, que realmente mexem com a estrutura de um povo. Agora pergunto, a educação é prioridade dos protestantes brasileiros, especialmente os pentecostais? Infelizmente não! Enquanto isso, a política e suas benezes...

8 comentários:

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Gutierrez!
A Paz do Senhor!

Além de conscientizador, seu post é histórico e traz informações desconhecidas da maioria dos evangélicos.

Não sou contra a participação ativa na política, daquele brasileiro cristão vocacionado para tanto, e lógicamente que tenha base cristã suficiente para não se contaminar, estragando sua fé, porém, quanto a uma mudança coletiva na política pelas nossas ações, acredito somente com mudança de procedimento por parte de todos nós e em todas as áreas.

Se a Igreja cresce e faz a diferença, aiutomaticamente e proporcionalmente começamos a mudar também a a politica.

Um grade abraço!
Pr. Carlos Roberto

Grato,

Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

Anônimo disse...

Graça e paz!
O tema que você aborda é muito interesante, assim também, como a parte histórica que é desconhecida de muitos (me incluindo).
Agora quanto a participação na política concordo em parte, com o Pr. Roberto Carlos. Nos dias de hoje o número de "evangelicos" cresce a cada dia, porém será que temos visto uma mudança comportamental no nosso país? Qual será o exemplo que temos dado?
Entendo que antes de querermos mudar o Brasil, temos começar a mudança em nossas vidas, nossas igrejas, e ai sim, começar a influenciar pelo bom exemplo o nosso vizinho, nossa rua, nosso bairro...a sociedade do país.
Em todos os lugares onde o povo se voltou verdadeiramente para Deus, a igreja cresceu, e houve grandes transformações na sociedade, como um todo.
Porém o que temos visto em nosso país não é um crescimento da igreja, e sim, um grade inchaço. De pessoas sedentas por bençãos, porém sem nenhum compromisso com as verdades escriturísticas e por conseguinte incapazes de ser qualquer referencial positivo.

Grato,

Marcos Aurélio

Isaias Lobao disse...

Na verdade foram três presidentes. O presidente Washigton Luis frequentava a Igreja Evangélica Congregacional.

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Carlos Roberto, Marcos Aurélio e Isaías Lobo.

Obrigado pela participação de todos e acréscimos de informação. Sempre lembrando que a política é importante, mas não como objeto catalizador de toda sorte de mudanças no cenário desse país.

zwinglio rodrigues disse...

Gutierres, paz!

Evangélicos?!! IPB / Maçonaria // IL / Teologia Liberal...

Você poderia informar-nos se um era maçom, como costume de muitos, muitíssimos, presbiterianos... e se o outro era um perfetio simpatizante do liberalismo teológico?

Seriam informações complementares importantes para aquilatarmos esse "compromisso" com o autêntico e incontaminável Evangelho de Cristo...

Não nos esqueçamos de Obama... evangélico de "meia tigela"...

Dizer ser, não significa ser.

Termos um presidente evangélico [de verdade] nesse país seria um avanço espiritual importantíssimo... claro que não como um fim em si mesmo... mas como mais um meio de abençoar essa Nação...

Nas entranhas executiva de Brasília, um homem de Deus corajoso e firme poderia trazer a lume segredos que não deveriam ser segredos...

Portanto, para mim, o discurso sobre termos um presidente evangélico não tem que ser ufanista, mas também não deve ser minimizado, como algo que em acontecendo ou não não geraria mudanças significativas para o bem ou para o mal...

Nosso maior problema, consiste em um nome e na maneira ética de se fazer política... haja vista a falta de ética para as eleições da CGADB...

Gutierres Siqueira disse...

Zwinglio, a paz!

Não encontrei evidências que Café Filho fosse maçom, mas como presbiteriano, talvez fosse possível. Só lembrando que a IPB já não aceita em seu quadro pastores maçons.
Sobre Geisel, foi ele um luterano por tradição familiar. Não vemos na biografia do mesmo uma ênfase na fé evangélica.

Anônimo disse...

O autor do "teologia Pentecostal" comete um ero grave o dizer que os evangélicos cometem um erro ao apostar na política como meio de transformação do Brasil e outro ainda maior em dizer que os projetos educacionais mudariam o país. A educação, como nos mostra Bourdieu (2000) [1977] funciona como um sistema de reprodução do capital simbólico, ou seja, os grupos sociais dominantes se reproduzem através da educação.Um exemplo bem simples: até hoje os índios aprendem na escola que o Brasil começou em 1500. Quer dizer muito pouco servirão os projetos educacionais se eles não forem democráticos e populares sem populismo piegas. Outro ponto que o autor não vislumbra é o de que a educação não forja por si só nos brasileiros um caráter melhor, não desperta espírito cívico, não gera ética e moralidade, incluindo respeito pela coisas públicas. Como já dizia o padre vieira: "no Brasil toda família é uma República". E o frei Gusmão de vasconcelos dizia; "no Brasil ninguém é repúblico". Oliveira Viana ajuntou os dois e afirmou: no Brasil, ninguém é repúblico, porque toda família é uma república". Posso ficar aqui o resto de minha vida citando exemplos de pessoas que receberam educação superior e cometeram crimes, atrocidades e asaltos aos bens públicos. Só paar ilustar o que estou sustentando vejamos: os integrantes da corrupção do governo Lula são pessoas formadas em Direito, cnomia, Mdicina, administração e etc, no entanto são andidos bem piores do que aqueles que nem o segundo grau como Lula que foi conivente com a bandidagem de José Dirceu, Marcos Valério, Roberto Jefeson e etc...
A ética e a moral só serão passadas paar as pessoas pela educação se a educaçãoimportá-la da Religião. A educaçaõ se pretende científica, portanto, ela própria não pode gerar conteúdo ético, A Religião, sim. O que precisamso hoje no Brasil e no muno é de conteúdo ´tico e moral, e não simplsmente de anos e anos de escolaridade que, como já demontrou uma tese de doutodao, não é variável determinante nem para consecussão de riquezas que é conseguida através da política. É por isso, que vemos hoje em dia dvogado no Rio de janeiro prestando concurs para trablhar de gari e universitários formados trabalhando de garçom no período da noite. E que ética possiu um profissional como aquele jornalista irquiano que atirou os sapatos no presidente Bush? A ética do "sapato por sapato" "meia por meia"?
Em suma, a educação é necessária, mas é ineficiente para mudar a vida das pessoas. Na Suiça, como nos mostra o cientista político neerlandês radicado no Estados Unidos Arend D`engremont Lijphart, há representação política por etinia, por oriem regional e por religião. Agora, aqui no Brasil muitas pessoas insistem em segregar certos grupos e alijá-los da participaçõ política. É calro que os evangélicos vamos participar a política, sim. Se não formos os ateus vão, os macumbeiros vão, gente anitidemocrática e sem conhecimento de política, religião e relações sociais como o autor desse "artigo" que estou comentando também vai.
Viva os evangélicos an política. Viva todos que entram nela para construir um Brasil mais justo, rico, amistoso, igualitário, pacífico e fraternal.

Anônimo disse...

O autor do "teologia Pentecostal" comete um ero grave o dizer que os evangélicos cometem um erro ao apostar na política como meio de transformação do Brasil e outro ainda maior em dizer que os projetos educacionais mudariam o país. A educação, como nos mostra Bourdieu (2000) [1977] funciona como um sistema de reprodução do capital simbólico, ou seja, os grupos sociais dominantes se reproduzem através da educação.Um exemplo bem simples: até hoje os índios aprendem na escola que o Brasil começou em 1500. Quer dizer muito pouco servirão os projetos educacionais se eles não forem democráticos e populares sem populismo piegas. Outro ponto que o autor não vislumbra é o de que a educação não forja por si só nos brasileiros um caráter melhor, não desperta espírito cívico, não gera ética e moralidade, incluindo respeito pela coisas públicas. Como já dizia o padre vieira: "no Brasil toda família é uma República". E o frei Gusmão de vasconcelos dizia; "no Brasil ninguém é repúblico". Oliveira Viana ajuntou os dois e afirmou: no Brasil, ninguém é repúblico, porque toda família é uma república". Posso ficar aqui o resto de minha vida citando exemplos de pessoas que receberam educação superior e cometeram crimes, atrocidades e asaltos aos bens públicos. Só paar ilustar o que estou sustentando vejamos: os integrantes da corrupção do governo Lula são pessoas formadas em Direito, cnomia, Mdicina, administração e etc, no entanto são andidos bem piores do que aqueles que nem o segundo grau como Lula que foi conivente com a bandidagem de José Dirceu, Marcos Valério, Roberto Jefeson e etc...
A ética e a moral só serão passadas paar as pessoas pela educação se a educaçãoimportá-la da Religião. A educaçaõ se pretende científica, portanto, ela própria não pode gerar conteúdo ético, A Religião, sim. O que precisamso hoje no Brasil e no muno é de conteúdo ´tico e moral, e não simplsmente de anos e anos de escolaridade que, como já demontrou uma tese de doutodao, não é variável determinante nem para consecussão de riquezas que é conseguida através da política. É por isso, que vemos hoje em dia dvogado no Rio de janeiro prestando concurs para trablhar de gari e universitários formados trabalhando de garçom no período da noite. E que ética possiu um profissional como aquele jornalista irquiano que atirou os sapatos no presidente Bush? A ética do "sapato por sapato" "meia por meia"?
Em suma, a educação é necessária, mas é ineficiente para mudar a vida das pessoas. Na Suiça, como nos mostra o cientista político neerlandês radicado no Estados Unidos Arend D`engremont Lijphart, há representação política por etinia, por oriem regional e por religião. Agora, aqui no Brasil muitas pessoas insistem em segregar certos grupos e alijá-los da participaçõ política. É calro que os evangélicos vamos participar a política, sim. Se não formos os ateus vão, os macumbeiros vão, gente anitidemocrática e sem conhecimento de política, religião e relações sociais como o autor desse "artigo" que estou comentando também vai.
Viva os evangélicos an política. Viva todos que entram nela para construir um Brasil mais justo, rico, amistoso, igualitário, pacífico e fraternal.