quarta-feira, 18 de março de 2009

Precisamos de uma emissora evangélica?

O “sim” é uma resposta óbvia. É claro que precisamos de emissoras evangélicas, com programação evangelística e para o próprio público cristão.  Agora, a pergunta correta não é sobre a precisão, mas sim sobre a prioridade em termos em nosso poder os meios de comunicação, cujo preço de operação é elevadíssimo. Quando olhamos para as reais prioridades, veremos que uma programação evangélica na TV não deveria estar no alto da lista.

Por que emissoras evangélicas não deveriam ser prioridades?

1.       O alto custo das operações para atingir uma pequena parcela de não-convertidos.

Ora, todos sabem que 90% ou mais dos telespectadores desses programas já são evangélicos. Ainda sim, essas emissoras têm uma audiência muito baixa. Portanto, pense um pouco; os cinco milhões gastos todos os meses por algumas igrejas na TV, alcançam mais evangélicos do os não-convertidos. Sem demagogia nenhuma, esses milhões alcançariam mais pessoas se fossem investidos em capacitação de missionários transculturais.

2.       O personalismo típico dos programas evangélicos

Como raríssimas exceções, os programas evangélicos são personalistas. Ora, eles dependem exclusivamente de figuras carismáticas e que impõe a imagem do líder exaustivamente, mesmo que o programa ou a emissora sejam denominacionais. Os pastores se comportam como um “Silvo Santos”, pois parte do tempo de suas emissoras são apresentados por eles mesmos ou por suas famílias.

3.       O descrédito perante a sociedade brasileira

Os meus contatos na família, trabalho e faculdade; vejo como a programação evangélica na TV não tem credibilidade. As pessoas associam todos esses programas como forma de extorsão e manipulação das massas em torno de pastores inescrupulosos. Ora, enquanto essa imagem não melhorar, do que adianta investir milhões de modo tão sacrificial?

Conclusão

Não estou dizendo com isso, que as igrejas não possam investir na televisão. Olhando para a realidade brasileira, essa não deveria ser uma prioridade. Algumas denominações fazem o possível e impossível para manter uma emissora, mas ao mesmo tempo não evangelizam, sobram em personalismos e tornam seus programas um “ShopTime Gospel”.

Post-Scriptum:

a)     Recomendo a leitura do texto do pastor Altair Germano, nesse endereço: http://www.altairgermano.com/2009/03/programacao-evangelica-x-programacao.html

b)      Outra recomendação que faço é que assistam o programa “Verdade e Vida”, que é exibido todos os sábados das 8h15 as 8h45 na Rede TV em Rede Nacional. Esse é um dos pouquíssimos programas que cumprem uma agenda evangelística e que pode ser recomendado com segurança.


9 comentários:

Martins disse...

Cara,
Se o nível da programação for o mesmo dos programas evangélicos que vemos hoje... é melhor passarmos longe dessa idéia. Já bastam as emisoras de rádio repetindo as mesmas músicas ruins...

Imagine 24h por dia de coisas como show da fé e aqueles programas da Universal que eu nem me lembro o nome.
Agradeço a boa intenção, mas dispenso.

Pr. Marcos Serafim disse...

Caro Gutierrez,
Graca e paz!
Concordo com você, realmente se investe muito , e o retorno é muito pouco....visto a emissora da nossa denominação que nem se houve falar.
Realmente programação televisa secular é horrivel , principalmente no que tange as nossas crianças , há muito pouca educabilidade.
Em se falando da programação chamada "gospel" , deixa muito a desejar , os pastores "shows-mam", só se importam em fazer seu markenting pessoal, ou falar de instituições.
Excelente texto!!!

Em Cristo Marcos

zwinglio rodrigues disse...

Gutierres, paz!

Concordo que as cifras são altíssimas... e que esse dinheiro poderia ser melhor usado em favor doavanço missionário...

Penso que possivelmente o alcance de não-convertidos seja pequeno [apenas não afirmo porque desconheço pesquisas que apontem isso]... talvez você esteja certo...

Precisa-se de uma reflexão mais apropriada mesmo quanto a questão custo-benefício... digo isso no que tange ao avanço do Evangelho... porque no caso pessoal... o custo-benefício é interessantíssimo...

Agora, para variar, não posso deixar de destacar um contrasenso seu [sei que todos nós temos os nossos]...

Ora, se você diz que o alcance é mínimo... e que o dinheiro seria melhor usado em missões transcuturais, porque então você acaba indicando um programa de TV... e ainda diz que o mesmo cumpre bem a agenda evangelística...

Eu já assisti o programa e ele não é lá essa coca-cola toda não... opinião pessoal... é claro...

Também sou da opinião que até esse programa indicado por você tem como pretensão a promoção de personalidades e da denominação...

Não muito diferente de Malafaia, Alencar, Soares... entre outros...

NilmaBostonRio disse...

Nao só precisamos. Mas devemos.

Gernandes José da Silva disse...

Caro Gutierrez,a paz de Cristo

É bom investir mesmo em missões que levem o missionário no contato direto com as almas aprisionadas pelas garras de Satanás,que estão longe de Cristo. Não sou contra ao uso dos meios de comunicações de massas,mas não é prioridade investir nessa área como bem destacou o amado irmão.

Quanto ao recomendado pelo irmão têm váris mensagens de salvações,mas possui seu lado comercial e denominacional:"nesse domindo não deixe de visitar uma igreja...

Em
Cristo

Pb.Gernandes José

Anônimo disse...

Apesar de não ser neopentecostal, considero o R.R. Soares um bom programa e tem uma audiência significante de não convertidos. R.R. Soares não prega somente curas e prosperidade, mas enfatiza a necessidade da salvação e santidade. É uma porta de entrada.
O programa "Verdade e Vida" é, sem dúvida o mais bíblico dos programas. Mas é bastante denominacionalista (ipb), conservador (no sentido de tradicional) e meio descontextualizado nas músicas (afinal das contas no Brasil agente gosta de sertanejo, rock, samba, baião....).
Silas Malafaia, bom pregador, e com linguagem popular acessivel a todos. Tem um problema crônco com "gritaria", que pode assustar os que não conhecem este tipo de pentecostal. Silas, porém, está apelando demais para o dinheiro e usa o programa como plataforma política. Ainda promove Mike Murdock (chamando o do homem mais sábio em assuntos bíblicos, é, porém, um tremendo de herege) e promovendo sua bíblia de "batalha espiritual".
Fora destes tres (Soares, Hernandes Dias e Silas) não gosto de nenhum programa evangélico.
A Rede Gospel é um tédio e não conheço ninguêm que assista. Para mim dispensável. Não tive paciência de assistir os programas evangélicos neste canal (Marcelo Feliciano, AD Bom Retiro, sergio Lopes, Renascer etc) e achei que a mensagem é só para crente e crente que não questiona muito.
A idéia de bons programas de madrugada não é ruim... pode diminuir o índice de suicídios, converter os que ficam acordados, e, na pior das hipóteses, fazer dormir os que não conseguem pegar no sono...
Abraço,
Matias

Gutierres Siqueira disse...

Agradeço a participação de todos.... Vejo que todos nós concordamos que a programação televisiva dos evangélicos está simplesmente degradável.

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Gutierrez!

Graça e Paz!

Primeiro, é bom que se diga que, de acordo a nossa legislação de concessões públicas de comunicação, não é admissível qualquer emissora, seja de rádio ou TV, pertencer a uma igreja evangélica.

Para tanto, já é necessária toda uma articulação documental e empresarial para que a igreja adquira indiretamente, através de ongs ou outras empresas dirigidas por pessoas da sua confiança. Na prática já arranjo.

Depois, a própria legislação também proíbe que a grade de programação seja sectarizada, é necessário uma abrangência plural que atinja a sociedade com todo. Esse é outro fator complicador, pois nem todos entendem uma emissora "evangélica" com outro tipo de programação, mas para o poder concedente não existe emissora evangélica, católica ou mundana, são apenas emissoras. O poder concedente fecha os olhos enquanto lhe é conveniente, quando deixar de ser, passa a perseguir.

Considerando ainda a qualidade dos programas atualmente veiculados, entendo não ser prioridade a propriedade de uma concessão, mas que se possa alugar espaços de acordo com a necessidade para se evangelizar. Nesse caso, os valores são menores e se paga apenas pelo que se utiliza.

Parabéns pela postagem!
Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

Victor Leonardo Barbosa disse...

Grande Gutierres,

Não há dúvidas do que você falou...é possível contar a dedo o número de programas evangélicos de qualidade e programas genuinamente bíblicos.

E de evangelismo então...nem se fala.