segunda-feira, 27 de abril de 2009

Grandes Catedrais!

As grandes catedrais evangélicas do mundo foram destaques em matéria da Revista Veja (Edição 2037). A Igreja de Lakewood, cujo líder é o pastor-star Joel Osteen e David Yonggi Cho foram citados na matéria, além dos templos brasileiros de Edir Macedo e David Miranda.
O jornalista Rafael Corrêa, fez uma ótima observação sobre esses luxuosos templos:

Como aponta a historiadora americana Jeanne Halgren Kilde no livro When Church Became Theatre (Quando a Igreja se Transformou em Teatro, inédito no Brasil), com o passar dos anos as igrejas evangélicas começaram a privilegiar o formato de anfiteatro em detrimento da arquitetura das igrejas tradicionais. Primeiro, porque a organização em auditório permite que os fiéis vejam melhor o pastor, a estrela do show. Segundo, porque se amplifica a atmosfera de comoção e envolvimento dos fiéis quando entoam hinos religiosos.

Gastam-se milhões em luxuosos templos, enquanto as missões transculturais estão abandonadas. Como bem disse o teólogo Ariovaldo Ramos, a maioria dessas catedrais “são monumentos ao ego de seus líderes”. Esses luxuosos templos expressam que a religiosidade evangélica está cada vez mais voltada ao entretenimento.

Cabe uma pergunta, se nesse país, ainda sem tradição missionária sólida, a igreja pode se dar ao luxo de gastar milhões em prédios espelhados. Uma reflexão a todos aqueles com mania de grandeza. Nos Estados Unidos, esse tipo de mega-templo tornou-se moda, conforme essa reportagem da Agência AFP:

4 comentários:

Anônimo disse...

Concordo com você: gastamos mais com nossos templos evangélicos do que com missões. É uma questão sensível para ser discutida.
Onde, por exemplo Joel Osteen poderá realizar suas reuniões semanais? O Compact Center em Huston já fica superlotado! A mesma coisa aplica-se a Catedral da Fé da Universal ou ao Yonggi Cho (é David ou Paul?)na Coreia.
O problema não é o tamanho, mas o excessivo luxo. Este tipo de gasto deveria ser reavaliado. Isto aplica-se tambêm a catedrais presbiterianas, anglicanas, batistas etc.... (gostamos de criticar os neopentecostais, né?!?)
Não esqueçamos a história: no sec XIX Charles Haddon Spurgeon construiu uma megacatedral em Londres. Ele não era neopentecostal, mas batista-calvinista. Mas ninguem ousaria aplicar a critica do Ariovaldo Ramos a este principe dos pregadores...
Mas voltando ao tema missões: precisamos investir mais em missões, mas as missões devem aprender a serem menos burocráticas e missionários devem considerar mais e mais um trabalho secular para o seu autosustento. A Assembleia de Deus (a qual não pertenço) é a maior entidade missionária do Brasil e a maioria dos seus pregadores/missionários autosustentam-se. Por isto evangelizaram o Brasil de ponta a ponta e dão um exemplo de obra missionária aos nossos queridos imrãos americanos, alemães, holandeses etc que com muito esforço, muitos recursos e pouco sucesso tentaram e ainda tentam evangelizar esta nação.
Quando falamos de missão ainda pensa-se em algum modelo americano. Muito caro, muito burocrático e pouco efetivo! Temos um modelo brasileiro: Assembleia de Deus (e Universal, Graça, Mundial do Poder, mas estes tem uma teologia comprometida e missão é tambêm ensino)
Abraços
Matias

Newton Carpintero, pr. disse...

Prezamado Gutierrez,

A Paz do Senhor!

É extremamente fora da lógica, a construção de templos para milhares de pessoas.

Resido nos EUA, e estou acostumado a estes exageros, que massageiam o EGO de seus pastores. Igrejas imensas e uma religiosidade imensurável, siguidas de grandes pregações sobre prosperidade. Sem considerar que o assunto do momento é Vitória e mais Vitória.

As ovelhas não conhecem seus pastores, a não ser no momento da pregação.

Dentro de algumas igrejas, na sua maioria, encontramos os vendilhões do templo. Se vende de tudo. Sanduiches, Almoços, Roupas, Livros, colares, chaveiros, Bíblias com todas as traduções e modelos de capa, sem falar nas milhares de bujingangas, e tudo o mais, que se pode permitir para arrecadar qualquer dinheiro extra.

Igreja para milhares de membros é puro orgulho e vaidade!

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Gutierrez!

Graça e Paz!

Estou voltando de Vitória-ES e procurando me atualizar aqui na blogosfera.

Excelente texto para uma profunda reflexão.

A Igreja se tornou uma prestadora de serviços religiosos e também de "entretenimento"

A membresia exige isso hoje!
Não sou favor do relachamento dos nossos templos, como acontecem em alguns lugares, no entanto, temos que admitir que já existem alguns exageros, cujos recursos financeiros poderiam muito bem serem investidos na evangelização.

Esse equilíbrio não é tão fácil de se encontrar, é necessário reflexão, tanto por parte dos líderes, como também por parte da própria comunidade.

A questão é de caráter material e patrimonial, mas a origem está do ponto de vista esíritual e aplicação nas prioridade objetivas do Reino de Deus.

Parabéns pelo texto.

Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

Valdeci do Carmo disse...

Essa é uma dura realidade, milhões são investidos em Templos suntuosos e em muitos casos para mera satisfação pessoal, enquanto as missões transculturais e até mesmo nacionais ficam a desejar, basta ve o nosso relatório da CGADB e por ai vai. ainda afirmam muitos que Deus determinou que fosse construído tais templos. é o cúmulo do absurdo......