quinta-feira, 14 de maio de 2009

Anjos e Demônios: Sucesso com a desmoralização alheia!

Depois do sucesso "O Código Da Vinci" (2006) de Ronald William Howard e do documentário “The Lost Tomb of Jesus” (2007) de James Cameron, que naufragou em crítica, mas fez um certo barulho na mídia, Hollywood descobriu um nicho de mercado bem promissor: falar mal da cristandade.

Ambos causaram um desconforto diante de milhares de cristão e um especial repúdio da Igreja Católica. Justamente os protestos de alguns católicos, ortodoxos e protestantes deram uma maior visibilidade para os livros e respectivamente para os filmes. As filmagens baseadas em livros de Brown foram impedidas de serem realizadas na cidade do Vaticano.

O sucesso do momento é o longa-metragem “Anjos e Demônios”(2009), com a direção de Howard, mas baseado no livro homônimo de Dan Brown, escrito um pouco antes do best-seller “O Código Da Vinci”. Dessa vez o professor Robert Langdon (Tom Hanks) tem a missão de salvar quatro cardeais ameaçados de morte pelos Illuminati, uma seita com origens no Iluminismo que buscam uma vingança contra as atrocidades do catolicismo no passado. Além do planejamento da morte desses cardeais, que são candidatos a Papa, os Illuminati pretendem destruir o Vaticano com uma bomba.

O filme “Anjos e Demônios” mostra a tentativa de salvar a igreja pelo professor Langdon, mas não deixa de alfinetar os podres da Igreja, como o terrível massacre contra os Illuminati e ainda alimenta a velha dicotomia fé versus ciência, que não contribui para um debate sério sobre a convergência entre esses dois tipos de conhecimento. Os produtores sabem que esse tipo de história atraí um público cada vez mais frenético por polêmicas no entretenimento, mas que não buscarão um aprofundamento de pesquisas.

A superficialidade na mistura de ficção com história traz para as telas um enredo fraco. O grande perigo aqueles vários telespectadores que nada entendem de história e ainda assim insistem em aprendê-la por meio de Dan Brown. Não sabem discernir ficção barata de realidade séria.

Nenhum comentário: