segunda-feira, 4 de maio de 2009

Não existe teologia perfeita!

O nosso sistema doutrinário deve permanecer sempre aberto a uma volta, a um reestudo das Escrituras. O nosso sistema doutrinário, por melhor que seja – e eu estou convencido de que é – não pode ser mais rico do que a Palavra de Deus, como bem observou Berkouwer: "Porventura a Escritura não é mais rica do que qualquer pronunciamento eclesiástico, por mais excelente e atento ao Verbo divino que este possa ser?" Por isso o critério último de análise será sempre "O Espírito Santo falando na Escritura" (CW, 1.10). [1]

Essa importante frase não é de algum teólogo que flerta com a modernidade doutrinária advinda do iluminismo europeu, e nem é um adepto das novas tendências quânticas da pós-modernidade relativista. Quem nos lembra dessa verdade de que não existe teologia perfeita é o doutor Hermisten M. P. Costa, um dos estudiosos mais conservadores nas terras tupiniquins. Infelizmente poucos são os conservadores nesse país que reconhecem isso.

Aqueles que acreditam que sua teologia é fruto de uma revelação divina, que compactua em tudo com as Sagradas Escrituras, certamente estarão casados com um fundamentalismo inflexível e anti-bíblico. Os fundamentalistas são totalmente fechados em questões secundárias para a fé cristã, condenando tudo e todos, daqueles que não fazem parte de sua rede. O mesmo acontece com muitos pentecostais, que se enxergam como parte de o último avivamento promovido por Deus nessa terra. Tudo isso por ser resumido em uma palavra: arrogância.

Referência Bibliográfica:

[1] COSTA, Hermisten M. P. A Inspiração e Inerrância das Escrituras: Uma Perspectiva Reformada. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1998. pp. 141-142.

Um comentário:

lcp disse...

Olá irmao Gutierres!

Concordo com suas palavras; oque existe é modelo (FORMA) biblico o resto é visão de homem.

Em Cristo
Abraço.