domingo, 21 de junho de 2009

A distorção da oração

Sempre ouvimos o verdadeiro alerta que a geração evangélica hodierna ora pouco. Isso é verdade. Agora, mas preocupante do que a quantidade de horas oradas é a qualidade dessas orações. Ou seja, além de orar pouco, a igreja evangélica ora mal. Infelizmente hoje as orações são voltadas somente para a busca desenfreada de bênçãos e mais bênçãos, sem a oportunidade de ser um caminho para a adoração e comunhão com Deus. Ou seja, só se aproximam do Senhor por interesse. Nada mais pagão e menos cristão.

O pastor Ricardo Gondim, mui acertadamente escreveu:

Considero que a oração se apequenou em nossos dias. Hoje não passa de uma técnica religiosa que faz “Deus operar”. Jesus serve de moeda de troca ou tônico que fortalece a oração, e que “move o braço de Deus”. Temo que, caso os evangélicos não recobrem o significado da graça, todo o exercício da espiritualidade se condenará à função de conseguir bênçãos. Ou Deus ama a partir de uma decisão unilateral ou ele precisa ser tratado como um ídolo, que cobra sacrifício de seus adoradores. [1]

Portanto, nossos problemas vão além daqueles alertados nos púlpitos, pois a podridão está nas bases.

Referência Bibliográfica:

[1] GONDIM, Ricardo. Direto ao Ponto: Ensaios sobre Deus e a Vida. São Paulo: Doxa Produções, 2009. p 14.

5 comentários:

Pastor Mozart Paulino disse...

Prezado Gutierres,

Apesar da referência que você utilizou (o defensor do TEÍSMO ABERTO OU TEOLOGIA RELACIONAL), o retrato de nossos dias foi colocado de maneira acertada.

Paz.

MSP

Efatá disse...

a receita dos irmãos "da antiga" ainda é válida: oração e Bíblia, chaves indispensáveis para uma vida cristã saudável.

É tempo de resgatarmos isso nas igrejas. Se assim não for, trilharemos um caminho de morte.

Sou a favor de diminuir-se o número de cultos e aumentarem-se as reuniões de oração e de estudo da Palavra. E não se incomodem com uma quantidade pequena de pessoas, virão os que querem buscar a Deus.


que o Senhor nos ajude nesses tempos trabalhosos. fiquem na paz do Senhor, abs. a todos.

Matias Heidmann disse...

Caro Gutierres,
a sua observação é correta. A oração do tipo neopentecostal, como costumamos rotular muitos dos pentecostais atuais, visa obter e/ou determinar "APENAS" bençãos materiais e de cura. Porém não podemos cair no outro extremismo, que questiona o fato se pedir uma benção é bíblico ou não. É bíblico sim! Os exemplos no AT e NT são inúmeros. Agora sua fonte de referencia, o Sr Ricardo Gondim não foi muito feliz. Ele é uma pessoa amarga com o movimento evangélico e faz uma apologia a oração e vida cristã que estão além da ortodoxia (generosa, como diria o guru Brian McLaren) bíblica. GOndim é um filósofo (péssimo, por sinal, pois falta-lhe a riqueza da linguagem filosófica), e deixou de ser um pastor (não cuida das suas ovelhas) e muito menos um teólogo.
Não o citaria como referencia sobre este assunto digno de ser discutido.
Um grande abraço,
Matias

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Gutierrez!

Graça e Paz!

Acertadas suas colocações a respeito desse tema.

Nas Igrejas pentecostais clássicas, aquelas que ainda tem culto e círculo de oração, é comum vermos pessoas que participam, porém ficam sentadas olhando os outros orar.

Elas mesmas ficam apenas no:

"seis oram por mim"

É lamentável.

Melhor do que orar muitas horas, e o pior, orar mal, é viver uma vida de oração.

Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

Gutierres Siqueira disse...

Mozart Paulino, Efatá, Matias e Carlos Roberto...

Obrigado pela participação de cada um!