terça-feira, 23 de junho de 2009

Infantilização do legalismo

Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. (Cl 2. 20-23)

Você acredita que tem gente sendo disciplinada (lê-se: Retirada da comunhão da igreja, além de “privação” do céu) porque simplesmente resolveu pintar uma unha ou cortar as pontas do cabelo? Você acredita que alguns pregadores fanáticos pregam que é um grave pecado assistir qualquer programa jornalístico? Você acredita que alguns condenam o uso inclusive de uma gravata vermelha? Sim, essa é a realidade de milhares de evangélicos todos os dias nesse país.

Esses líderes pensam e agem como se suas ovelhas fossem crianças medievais, das quais não viviam senão debaixo de inúmeras regras. Os legalistas produzem a infantilização do seu rebanho. Quando uma regra não é acompanhada de pesada vigilância da liderança, logo acontece a transgressão dessas normas. Por que isso acontece? Porque os princípios bíblicos não estão enraizados no coração, mas sim no raso pires do legalismo, na superficialidade de exterioridade.

Quando uma liderança acredita que seus subordinados são crianças necessitadas de regras, não demora muito para que os abusos de autoritarismo surjam. Toda igreja legalista tem líderes autoritários. Isso é uma regra, com poucas exceções. A “piedade pervertida” manifesta suas garras e seus choques de uma liderança distante do modelo “líder-servo”, exposto por Jesus Cristo, pois “qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva” (Mc 10.43).

Portanto, os “tabus comunais” onde as denominações criam milhares de regras acima das Escrituras, baseadas em suas tradições e pensamentos humanos, surgem então uma igreja doente, legalista, hipócrita, mas bem distante da santidade bíblica, que brota do interior e manifesta no exterior. Mais do que essas “listinhas de regras” necessitamos mergulhar em nossos corações os princípios bíblicos, que nortearão nossas vidas sem cabresto. Não esqueçamos que a santidade vem de Deus e começa pelo espírito, para então chegar ao corpo (I Ts 5.23). O caminho contrário é uma deturpação.

2 comentários:

Moyses disse...

Shalom...
Devido ao zelo em excesso e totalmente divorciado da Palavra de Deus, criaram-se na instituição Igreja esses líderes “fortes e impulsivos”, que só crêem em igrejas mandonas, que tomam férreas decisões, afinal servem o “deus big brother” que está de olho em tudo e em qualquer vacilo está mandando para o paredão!
Sendo o Evangelho a “Boa Nova” de Salvação, essa Boa Nova tornou-se pura e simples repressão, muitos crentes hoje vivem reprimidos devido tais líderes, não fazem o que lhes é determinado não fazer, por causa das consequências que sofrerão caso desobedeçam, não fazem, não por que acreditam ser o certo, mas por pura repressão devido aquilo que se prega em nome de Deus, assim sendo servem a esse Deus que lhes é pregado por “livre e espontânea pressão”! E a Bíblia nisso tudo fica de lado; eu já ouvi Pr. Presidente de Campo dizendo: - A Lição (da Escola Dominical, que é totalmente embasada na Bíblia), diz uma coisa, mas eu não aprendi assim, e aqui, enquanto eu estiver nesse campo vai ser do meu jeito! Por isso hoje a maioria esmagadora dos crentes quando lê Atos 2. 42-47 especificamente ao se referir a “doutrina dos apóstolos”, falam um monte de bobagem, pensam que são as doutrinas humanas implantadas ao longo da história da Igreja, por isso se ouve tanta bobagem no texto de Malaquias; “e vereis a diferença”... Enquanto isso a verdadeira diferença que é o Amor conforme as palavras do próprio Senhor Jesus Cristo em João 13. 35 é trocada acintosamente pela arrogância, formando assim entes religiosos que apesar se serem pessoas de moral, não tem raiz em si mesmo, servindo ao Senhor apenas para mostrar serviço e não com a consciência...
Aqui eu trabalho mais sobre “A Diferença que o Mundo precisa ver em nós:

http://evangelhotransparente.blogspot.com/2009/06/diferenca-que-o-mundo-precisa-ver-em.html

Que O Senhor Jesus através do Espírito Santo continue iluminando sua mente para trazer a público os mistérios e revelações divinas que são simples, porém foram e estão sendo complicadas por homens com compromisso apenas com o seu próprio ventre.

Shalom Adonay...

Paulo Mororó disse...

Caro irmão, a Paz do Senhor.

Infelizmente o legalismo ainda é muito atuante em várias denominações, pricipalmentas as pentecostais. Muitos líderes ainda mantém estes ensinos, por pura desculpa de guardar os "bons costumes". Resta saber se o Nepotismo e o Caudilhismo, conservados pela maioria destes líderes, também faz parte do pacote destes "bons costumes" que devem ser canonizados dentro de "seus" feudos eclesiásticos. O Legalismo é uma das famosas faces do “zelo sem entedimento”, de Rm 10.2, praticado e ensinado pelos fariseus, e condenado por Jesus em Mateus 23.
A Palavra de Deus é bem clara quando trata do assunto: "...MAS NÃO SÃO DE VALOR ALGUM, SENÃO PARA SATISFAÇÃO DA CARNE." Cl 2.23c

Um abraço
PAULO MORORÓ