sexta-feira, 10 de julho de 2009

Jesus, o Filho Eterno de Deus

Subsídio para as Lições Bíblicas (CPAD)- 1 João: Os fundamentos da fé cristã e a perfeita comunhão com o Pai

Nenhuma era sobre Ti poderá somar seus anos;
Deus amado! Tu és, Tu mesmo, a Tua própria eternidade.

Frederick W. Faber

O Deus que encarnou, ou seja, tomou a forma de carne e viveu entre os humanos, sem deixar nenhum dos seus atributos divinos, esse é Jesus Cristo, ao mesmo tempo plenamente Deus e plenamente homem. O apóstolo João lutou muito nessa epístola para passar a suas ovelhas as verdades eternas sobre a pessoa de Jesus Cristo, uma cristologia que condizia com o mestre que o escritor conviveu por mais de três anos, sendo um tempo suficiente para entender a eternidade de Cristo.

Quem é Jesus? O apóstolo João descreve muito bem no prefácio dessa carta, e especialmente na primeira frase.

O que era desde o princípio...

Nessa pequena frase João descreve que Jesus é eterno. A eternidade de Jesus Cristo indica que Ele nunca terá um fim, mas também indica que Cristo nunca teve um início. Ele já era no princípio, Ele não se tornou, Ele já era pleno. Assim como as demais pessoas da Trindade, o Filho, assim como o Pai e o Espírito Santo não tiveram início e nunca terão fim. Por quê?
Deus é um ser atemporal. Ou seja, Ele está fora do tempo. Não nasce, não cresce, não envelhece. Deus não tem relógio, não comemora passagem de ano e nem marca um X no calendário. O SENHOR é o criador do tempo, que é uma das primeiras criações, e é o homem que está “preso” no tempo. Portanto, é difícil para o homem temporal entender o atemporal. Racionalmente a humanidade está acostumada com relógios e calendários.

Agora, muita atenção deve ser dada ao referir-se a Deus como atemporal. Isso não significa que Deus não se envolva no tempo. Ele é naturalmente atemporal, mas ao mesmo tempo trabalha com o tempo que Ele mesmo criou. Deus, nas três pessoas, intervém na história, Deus age no tempo. Alguns exegetas até defendem que o melhor para definir a eternidade bíblica não é o “atemporal”, mas sim o “tempo indefinido”. O termo hebraico (´olam) e grego (aion) para “eternidade” pode significar “durações indefinidas e incalculáveis”.

O apóstolo Paulo mostra muito bem como Deus age no tempo. Em Gálatas 4.4 está escrito “Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho”. Portanto, o SENHOR não é alguém distante e que deixa o mundo seguir seu rumo. O SENHOR intervém na história, mas também não produz robôs, já que os homens ainda exercem certa liberdade. E a maior intervenção de Deus na história é a Encarnação de Jesus Cristo.

Atrelada a eternidade de Cristo, há o conceito de preexistência. O apóstolo João enfatiza muito a preexistência de Jesus no Evangelho e volta a destacar em sua carta (cf. Jo 1.15; 8.58; 17.5,24). Jesus, portanto sempre existiu, pois Ele é eterno. Isso é um aspecto de Sua divindade.

2 comentários:

Felipe Huvos Ribas disse...

Gutierres, sobre a dificuldade de nós, seremos humanos, entendermos sobre o tempo, eu concordo com você e, inclusive, já tive pensamentos parecidos. Para nós, que, como foi dito no texto, estamos tão acostumados com relógios, calendários, prazos de entrega, planos para o futuro e tal, é difícil imaginar uma inexistência do tempo. Acredito que quando estivermos na eternidade com o Senhor isso será algo muito natural para nós, entenderemos perfeitamente.
Paz do Senhor.

Anônimo disse...

Felipe
"Assim também agora vós tendes tristeza, mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar." João 16.22
O primeiro dia na eternidade nos traz a resposta final a todas as nossas perguntas não respondidas aqui na terra. Jesus disse em relação a isso: "Naquele dia nada me perguntareis." E por que não? Porque o próprio Senhor Jesus, crucificado e ressuscitado, será a resposta a todas as perguntas! De maneira nenhuma podemos explicar isso logicamente, pois esse mistério está oculto no Calvário. O Calvário é a grande, maravilhosa e estranha resposta de Deus a todas as berrantes injustiças e a todos os absurdos; é a explicação para os caminhos penosos que você tem que seguir e experimentar aqui na terra. No nosso último dia aqui, quando nossos olhos se fecharem, no mesmo momento eles se abrirão na eternidade e verão o que aqui nunca puderam ver. Este primeiro dia na eternidade nos trará ainda muito mais, ou seja, trará o fim de todas as nossas fadigas físicas, pois temos a promessa: "...o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as cousas."
Pense Nisso!
I. Roger