domingo, 6 de setembro de 2009

Hora de revisar as tradições

Há muitas tradições nas Assembleias de Deus que já passaram de hora para acabar.

Qual a funcionalidade daquele monte de homens engravatados sentados em uma plataforma? Pergunto isso, pois muitas vezes presenciei cenas desagradáveis, como visitantes e idosos de pé, enquanto os “engravatados” esticavam as pernas em cima da plataforma. Quantas vezes enquanto o pastor prega, os cooperadores e diáconos conversam, assim chamando à atenção de todos?

Por que pastores precisam ter a cadeira mais bonita da plataforma? Os pastores são uma categoria especial de pessoas? O líder cristão primeiramente não tem que servir? O serviçal terá a cadeira de um rei? Aliás, já vi em uma igreja vagas no estacionamento separadas exclusivamente para os pastores. Meu Deus! Que segregação é essa?

Por qual motivo homens e mulheres sentam em bancos separados? Por acaso os irmãos são tão perigosos que podem atacar as irmãs durante o culto? Que malícia é essa? Por que um casal tem que passar duas horas separados um do outro? Será que ninguém pensa nas mulheres com crianças? Elas precisam da ajuda do esposo para cuidar do pentelho. Ou não?

Por que alguém nas Assembleias de Deus para ser ordenado pastor precisa passar pelas escalas de cooperador, diácono, presbítero e evangelista? Será que a vocação pastoral é o último estágio de alguém que apresenta todas as vocações possíveis? Será que alguém que tem um chamado pastoral terá necessariamente um chamado para evangelista? Que escala é essa? Parece mais um plano de carreira, mas sem sustentação bíblica para a sua justificativa.

Ora, são essas algumas das inúmeras tradições ultrapassadas, que mais atrapalham do que ajudam e ainda por cima saem muitas vezes acima das Escrituras. Colocar uma tradição acima da Bíblia é um pecado eclesiástico gravíssimo!

11 comentários:

Anchieta Campos disse...

Esse post eu tinha comentar! E dizer tão somente que concordo na totalidade com o que aqui fora exposto.

Parabéns (como sempre), caro irmão e amigo Gutierres.

Abraço.

Anchieta Campos

Alessandro Cristian disse...

Concordo plenamente e assino embaixo, prezado Gutierres. Deus abençoe sua vida.
Alessandro Cristian
www.alessandrocristian.blogspot.com

Clóvis disse...

Gutierres,

Dou graças a Deus que minha igreja, antes bastante tradicional, abriu-se e tornou-se mais acolhedora.

Hoje, somente quem está dirigindo o culto ou pregador ocupam o púlpito e a tribuna. Meu pastor dá o exemplo, sentando-se ao lado de sua esposa quando não está pregando.

Houve uma vez, em que eu fazendo as vezes de diácono, fui instruído a orientar um casal de visitantes que sentou juntos, a ir cada um para a sua ala. A cara de perplexidade deles e a minha quando ele perguntou o motivo para isso, mostrou o quanto é absurda essa separação. Hoje, graças a Deus, as famílias são orientadas a sentarem-se juntas na igreja.

Também concordo quanto ao "plano de carreira ministerial". Em minha denominação, infelizmente, isso ainda funciona na prática, embora já não seja mais uma regra estatutária. O pior, é que muitas vezes a igreja perde um bom diácono e ganha um péssimo presbítero, pois o irmãozinho tinha mesmo era chamado para exercer o diaconato.

Não é só a AD que precisa mudar. Outras denominações podem não ter tradições obsoletas, mas tem práticas modernas e totalmente anti-bíblicas. Todos precisamos passar nossas tradiões, costumes e práticas contemporâneas pelo crivo da Bíblia.

Que o Senhor continue te abençoando e usando para despertar a igreja com sua voz profética.

Em Cristo,

Clóvis
Cinco Solas

Anônimo disse...

Muito bom o seu comentário, no entanto, tome mais cuidado com certas palavras, parece que você anda assistindo muito o Faustão.

Newton Carpintero, pr. disse...

Prezamado Gutierres,

A Paz do Senhor!

Concordo plenamente com suas afirmações e não concordo com a separação dos obreiros, diga-se: diáconos, presbiteros, evangelistas e pastores da sua esposa.

É incrível a visão que se tem de um púlpito repleto de pessoas gesticulando e comentando o que quer que seja, bem atrás do pastor, quando este está pregando ou outro cantando. péssima imagem. Basta verificar em muitos cultos no youtube.com

Simplesmente lamentável que esta aludida necessidade não expirou.

Quanto ao anônimo, e a sua observação penso que houve uma falha com a palavra exposta, que não é adequada ao comum, apesar de ser considerada comum.

No tanto, agradeço a Deus por sua vida e que o Senhor seja contigo,

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com
Contra a Falácia da Prosperidade!

a salvação pela fé em jesus disse...

paz do senhor , dou honra a quem tem honra de ocupa um cargo eclesiastico , mas não de forma " coronelista ou até monopolisada " mas tambem não devemos aceitar as " liberdade e influencias de uma doutrina neopentecostal " liberalismo NÃO !!!!!

Junior disse...

Graça e Paz Gutierres,

Estava justamente pensando sobre essas questões hoje, principalmente na questão ministerial. Quem foi que disse que para ser pastor o camarada precisa mofar como um diácono e envelhecer como presbítero e só depois com a ajuda de bengalas se tornar pastor?
Infelizmente na minha denominação é assim, mas especificamente em minha igreja local.

Revisemos isso, ou chegaremos ao fundo do poço.

Abraços,
Junior

Mario Sérgio disse...

Entendo que certas tradições na verdade uma adaptação da igreja e sua hierarquia aos valores da sociedade na qual esta inserida. E tudo isso diga-se de passagem, começou já com a igreja dos primeiros séculos que começou a construir uma hierarquia, tendo como modelo o império romano. Desta forma os ministros se distanciam dos leigos, pois ao se apresentarem como gente acima dos demais, também julgam serem melhores. Na verdade biblicamente quanto mais elevado o cargo, mais servo o ministro deveria ser.

Alvino Castro Jr disse...

Concordo plenamente que deve haver uma abetura na igreja e que certos costumes incoerentes deixem de existir. O templo deve ser um local de elevarmos a nossa adoração à Deus em comunhão com nossos irmãos e irmãs, não é um local de segregação. Quanto ao teu vocabulário, quando se dirige aos filhos de nossos amados irmãos, além de ter sido grosseiro é totalmente díspare daquilo que você acaba de escrever. Pentelho é pelo da região pubiana.

Gutierres Siqueira disse...

Meus irmãos,

Quanta polêmica com o termo “pentelho”. Ora, nem ando assistindo o Faustão, como o anônimo me acusou, e nem tratei com desrespeito os irmãos, como acusou o Alvino.
Primeiro, usei o termo com um toque de humor no texto, e pentelho não significa somente o “pêlo da região pubiana”. Como regionalismo, significa “pessoa que exaspera com sua presença, que importuna, que não dá paz aos outros”. Portanto, não leve o termo para um sentido que eu não quis dizer no texto.
Sempre leia um texto também nas suas entrelinhas, para que as interpretações erradas não distorçam o sentido do que eu escrevi.

Miquilique Eletricidade disse...

as cadeiras sao mais importantes que os musicos que ficam esprimidos nos cantos.