sábado, 17 de outubro de 2009

Princípios versus preceitos

Recentemente conversei com um rapaz que participou da preparação de uma festa de judeus ortodoxos, que comemoravam um grande evento de sua religião. Ele ficou espantado com alguns fatos ocorridos na festa. Em primeiro lugar, o anfitrião estava com a mulher grávida e passando mal, mas não levou sua esposa ao hospital, pois precisava receber as visitas. Foi preciso um vizinho levar apressadamente a mulher. Em segundo lugar, havia um dos convidados que fumava escondido no banheiro, mas pediu para os serviçais da festa que não denunciasse ele para os demais que ali estavam.

Infelizmente, esse legalismo de preceitos, mas sem valores e princípios, não é exclusividade de judeus ortodoxos, pois esse mal enche as fileiras evangélicas. Do lado de cá da fronteira, alguns colocam as regras acima do humano, ou então praticam bem escondido aquilo que condenam em público. Repetindo, são pessoas cheias de preceitos, mas sem princípios.

Qual a diferença entre preceito e princípio? O preceito é a regra. O princípio é a alma da regra. O preceito diz “faça isso” ou “não faça aquilo outro”. Agora, o princípio mostra as razões para a existência daquela regra, dentro daquele contexto. O preceito diz para guardar o sábado (sabatistas) ou o domingo (dominguistas), mas o princípio mostra que o importante mesmo é dedicar um tempo ao Senhor, não importando o dia e nem qual hora.

Os escravos dos preceitos são os legalistas, que se autoenganam pensando que estão agradando a Deus, quando na verdade estão cada vez mais distantes do Senhor. Ora, são pessoas que não fazem isso ou aquilo, mas não por convicção, mas sim em busca de uma recompensa que Deus atribuiria.