sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Uma igreja deve apoiar candidatos políticos?


Não, não e não. Independente se o candidato é bom ou um cristão sincero. Uma igreja pode orientar os fiéis como votar, usando valores morais e éticos, visando a construção de um voto consciente, mas NUNCA deve indicar EM QUEM VOTAR.

No próximo ano teremos essas notícias: “Igreja tal apoia José Serra, Igreja tal apoia Marina Silva, Igreja tal apoia Dilma Rousseff etc.” Ainda veremos até “santinhos” distribuídos no meio do culto, como eu vi na eleição passada.

Eu já tenho o meu candidato à presidência. Mas ficarei muito triste se a minha denominação apoiá-lo no primeiro ou segundo turno. A minha igreja deve orientar o VOTO CONSCIENTE, e não apoiar ninguém, absolutamente NINGUÉM.

É isso!

Mas o que eu estou escrevendo só será apoiado por alguns crentes que já vêm revoltados com a politicagem, mas nenhum efeito causará na liderança. Infelizmente!

13 comentários:

Laguardia disse...

Apoio 100% sua opinião.

A igreja tem obrigação de orientar o cristão a exercer a sua cidadania e a votar conscientemente de acordo com os critérios cristãos de ética, honestidade e moral.

A igreja não deve e nem pode apoiar candidato A ou B, como também pastores não devem se candidatar a cargos eletivos.

O pastor que queira seguir a carreira política deve deixar o ministério e se dedicar a política. Não se pode servir a dois senhores.

Ednaldo disse...

Paz Gutierres,

Apoio 100% também, por compreender a que você se refere.

O problema reside não em apoiar políticos, mas a que politicos está apoiando, sabemos que muitos que hoje apoiam determinados candidatos, o fazem, redundantemente, por motivos políticos, ou seja para tirar vantagem da situação em prol de suas denominações, tem sido assim em todas as denominações que apoiaram e elegeram candidatos.

Infelizmente o modelo de igreja denominacional, apesar de ser um mal necessário, está fadado ao fracasso, pois aquilo que a principio deveria ser para guardar as doutrinas básicas da fé, trabalhar os vocacionados por Deus para os cargos de liderança, ensinar o povo de Deus a mudar, ou pelo menos influenciar de forma positiva, a sociedade, e o mais importante prepará-los para o encontro com o Seu Senhor, já se prostrou diante do pragmatismo que gera finanças, já se transformou em um modelo dinástico, onde postos de liderança passam de pai para filho e/ou ordenam pessoas ao pastorado simplesmente para terem votos nas convenções, hoje ensinam um "evangelho" místico onde os pastores líderes são verdadeiros "papas" cujo a palavra é infalivel e as decisões inquestionáveis.

Devemos apoiar candidatos cristãos? Sim! Mas devemos digigentemente ver que cadidatos cristãos estamos apoiando, lembremos que não são apenas aos falsos profetas que conheceremos pelos frutos. Devemos apoiar candidatos comprometidos com Deus, Sua Palavra e Seu Reino, e não candidatos comprometidos com suas denominações, e que quando nos parlamentos desse nosso país formam uma bancada "evangélica" que não deixa muito a dever a bancada corrupta.

Entendi perfeitamente sua opinião, e dentro do contexto do seu pensamento concordo contigo.

Desculpa o outro artigo,acho que me empolguei.

Em Cristo,

Ednaldo.

Daladier Lima disse...

É o que defendo no meu blog desde os primeiros posts. Temos de despertar a crítica construtiva dos nossos liderados.

zwinglio rodrigues disse...

gUTIERRES,pAZ!

cONCORDO cONTIGO!

Clóvis disse...

Gutierres,

Na segunda-feira, publicarei um post sobre o Prêmio Dardos, onde indico alguns blogs em retribuição à indicação recebida pelo Cinco Solas. Também fiz uma menção honrosa a outros blogs dignos de visita e linkagem.

É claro que o seu foi considerado.

Mesmo que você não curta esse tipo de promoção mútua, vale a pena dar uma olhada. A final, não é sempre que podemos dizer "and the Oscar goes to..."

Em Cristo,

Clóvis

Mario Sérgio disse...

Acredito que a igreja e sua liderança devam orientar sabiamente seus fiéis, mas não apoiar ninguém em particular. A história recente esta ai para mostrar que apoio explícito a um canditado, trás na maioria das vezes constrangimentos enormes. Não era o Collor o escolhido de Deus e o Lula aquele que ia fechar igrejas? E agora não estão ai abraçados para todo mundo ver?

Mario Sérgio disse...

Leia o meu blog. mas esta em construção. É memoriasdaadblogspot leia e comente ou faça sugestões. Desde já agradeço!

sandre disse...

É uma triste constatação, o que acontece principalmente nos meios pentecostais, onde a manipulação de massa, é muito usada para ludibriar as pessoas.
Tem sido usual a nossa AD apóiar explicitamente candidatos politicos.

é triste, mas é uma realidade


abçs

Cida Gomes disse...

Onde eu assino???

Parabéns pelo Blog!
Realmente interessante.
Quanto a mim, já estou te seguindo.

OLHO VIVO disse...

PORQUE NÃO VOTO EM EVANGÉLICO
EM HIPÓTESE ALGUMA!

Às vezes pensamos que apenas as coisas que são rotuladas pela religião como “pecado” é que podem destruir a vida de uma pessoa e distanciá-la de Deus. Dentre estas podemos citar as mais comuns e que são a dor de cabeça de muitas igrejas hoje como o uso de bebidas, sexo fora do casamento, drogas, o fumo e mais algumas coisas que agridem o corpo do cidadão. Concordo que estas práticas precisam ser combatidas não só nos meios religiosos, mas em toda a sociedade, pois os prejuízos causados por estes males têm feito com que milhões em dinheiro sejam gastos no tratamento das enfermidades que eles provocam no ser humano.

Existe, porém um mal maior que tem causado estragos irreparáveis na sociedade, mas que as entidades religiosas tem feito “vistas grossas” para ele, isto quando não procuram tirar proveito do mesmo. Este tipo de doença é pior do que qualquer outra forma de moléstia que tem atingido o homem na face da terra, pois ela atua de forma devastadora em todos os segmentos da sociedade e quase sempre seus estragos são irreparáveis. O seu poder de destruição é tamanho que mesmo os mais bem intencionados, quando infectados por ela não resistem e acabam se sucumbindo. Refiro-me à “política”, este mal que infelizmente temos que conviver com ele. A anemia moral, provocada pela disputa político-partidária tem causado danos não só á imagem dos que militam nos diversos ramos da vida publica como ao povo, pois os problemas sociais que minam a resistência da população são colocados de lado em benefício de disputas pessoais ou partidárias.

Vivemos neste momento em nosso País a pior crise de corrupção que a história já pode registrar, com a imoralidade política corroendo indiscriminadamente todos os segmentos da sociedade. Num passado não muito distante só pastores(?) denunciados pela “Máfia das Sanguessugas” foram vinte e nove (29) segundo o jornal “A Folha de São Paulo”.

A cada instante surge um novo caso de crime contra a ordem pública, consagrado como “corrupção”, e quase sempre temos evangélicos envolvidos diretamente ou sendo coniventes com este tipo coisa. A religião tornou-se num trampolim para que pessoas sem escrúpulos possam arquitetar e colocar em práticas os mais absurdos planos. Para a vergonha do evangelho estas pessoas, pela liberdade religiosa que temos em nosso Brasil, firmam fileiras em nossas igrejas já com intenções bem definidas, e uma vez acomodados dentro de uma comunidade religiosa qualquer, elas farão de tudo para alcançarem seus objetivos, que na maioria das vezes são escusos. O alto grau de comprometimento de pseudo-evangélicos que exercem algum cargo público com projetos duvidosos é alarmante, a todo o momento a mídia expõe nomes que vão se somando aos já acostumados a fazerem parte da lista dos que usam as benesses do cargo que ocupam para aferir lucros para si mesmos. Ao menor descuido das autoridades eles atacam sorrateiramente e por debaixo dos panos cometem os mais bárbaros crimes contra o patrimônio publico.

Em nossa cidade, onde o Prefeito se diz cristão - Ipatinga - é fácil perceber a quantidade de evangélicos(?) que estão apadrinhados pela Administração Pública Municipal. São Pastores(?), Líderes de igrejas e um enorme número de pseudo-evangélicos exercendo cargos nas mais diversas áreas do executivo do município. Para mim, como cristão que sou, é algo vergonhoso conviver com situações desta natureza, pois elas ferem os princípios básicos do cristianismo ensinado nas Escrituras Sagradas. Usar um cargo, seja ele publico ou não, para beneficiar ou apadrinhar pessoas sem que estas passem pelo crivo de uma escolha democrática onde todos tenham direitos iguais é IMORAL. Aliás, é roubo!

Continua...

OLHO VIVO disse...

Continuação...

Esta história de se fazer orações em qualquer reunião por parte do ocupante de um cargo Publico é conversa pra boi dormir. É, antes de tudo, uma exploração imoral da fé e dos princípios da religião. É querer tirar proveito do despreparo de muitos que se julgam evangélicos quando na verdade são apenas meros freqüentadores de igrejas, pois afinal a massa é facilmente manipulada. Acende-se uma vela para Deus e outra para o Diabo. É só lembrar de Pilatos e as suas artimanhas para condenar Jesus...

A banalização do respeito pelas coisas que envolvem o poder na sua essência alcançou limites insustentáveis para aqueles que lutam pela manutenção dos valores éticos que permitem a construção e uma sociedade mais justa e ordeira.

É neste contexto desolador que encontramos os políticos que se identificam como “evangélicos”, cometendo as maiores barbaridades nos mais variados setores da sociedade. Tem um ditado que é muito usado quando as coisas fogem do controle que é interessante, “a vaca foi pro brejo”, dizem as pessoas. Nesta questão de envolvimento de políticos evangélicos com toda esta podridão que se instalou, não foi a vaca, mas o rebanho inteiro atolou num verdadeiro mar de lama e de todo tipo de imoralidade. Não tem brejo que comporte tantas vacas de uma só vez. De um lado um sem número de pseudo-evangélicos que militam na política estão sendo alvos de investigação pelos Órgãos Públicos Federais, Estaduais e Municipais. Do outro lado da ponta estão os meios de comunicação, que no afã de verem a religião sendo exposta na mídia e explorada como fatores de desmoralização, usam os mais variados meios para tornarem os escândalos ainda maiores. Assim, qualquer deslize é aproveitado como matéria de capa para qualquer reportagem. Os programas humorísticos nunca tiveram tantos subsídios para montarem seus roteiros de programação. As piadas envolvendo evangélicos nunca alcançaram tanto ibope e até as novelas estão deitando e rolando com interpretações que causam arrepios nos que verdadeiramente prestam culto a Deus.

É embasado em de todo que relatei acima que fundamento a minha posição de que se quisermos destruir um evangélico basta votar nele. Não existe agente corruptor maior do que a política, e a maioria das pessoas que se aventuram em se envolver com ela acabam por deixarem se levar pelas mazelas pelas quais ela esta impregnada. As variáveis que ela apresenta são muitas e abrange todos os setores da sociedade permitindo com isto que os crimes sejam praticas em locais que nem sempre desperta a atenção das autoridades. As pessoas, por mais bem intencionadas que possam parecer dificilmente não se deixam seduzir pelas ofertas de lucro fácil que existem nos meios políticos, o leque de oportunidades mexe com os valores e a pessoa acaba cedendo aos encantos e as pressões que são feitas sobre ela.

Continua...

OLHO VIVO disse...

Continuação...

Votar em evangélico é muito complicado, pois as experiências mostram que os estragos oriundos do mandato exercido de forma interesseira por estes são muito grandes. A religião transformou-se em objeto de trocas e negociatas. Toca-se por ônibus, cesta básica, ambulâncias, emprego, patrocínios, dentaduras, óculos, e por mais uma infinidade de coisas, tudo para atender a clientela.

O cristianismo tem pago um alto preço por tudo isto e não vejo num horizonte próximo qualquer maneira de mudarmos este quadro. Mesmo assim quero fazer algumas considerações que acho ser importante na definição daqueles que serão os nossos representantes nas diversas áreas de administração de nosso País.

A primeira delas é que há uma infinidade de outras coisas que um cristão verdadeiro pode fazer em benefício da sociedade sem ter que se envolver com a política.

A política da forma como está destrói valores e se ele é um evangélico deve zelar pela manutenção destes, é obvio que política não é lugar dele.

O exercício de um cargo público eletivo muitas vezes é usado como troca de favores na relação candidato/eleitor. E se safar desta forma sutil de corrupção é muito difícil, por isto qualquer cidadão de bem deve evitar este tipo de coisa, principalmente se for evangélico.

Infelizmente a grande maioria dos evangélicos envolvidos na política, quer no fundo é arranjar uma forma mais prática de ajeitaram a vida. O evangelho não precisa de representantes, precisa sim de TESTEMUNHAS!

A relação estado/igreja nos moldes que temos hoje é uma ameaça ao verdadeiro cristianismo, assim quanto mais distância melhor.

Ter líderes evangélicos exercendo cargo eletivo não é um bom remédio para nada no que diz respeito à religião, pelo contrário acaba-se por criar uma dependência recíproca de ambos. Cria-se a indústria do quebra-galho que faz qualquer coisa para garantir a vontade de quem depende de seus favores. Afinal, a máxima é “é dando que se recebe”.
Precisamos de crentes politizados e nunca de crentes na política. Se cada um evangélico se dispuser a exercer a política na sua profundidade, não se acomodando com os desmandos e os crimes cometidos por políticos, só ai estaremos dando um corte pesado na corrupção.

Lugar de Pastor é na igreja. Câmara, Prefeituras, Senado, Assembléias não combinam com homens de Deus que estão a serviço Dele aqui no mundo. Infelizmente todo tipo de negócio é feito no meio político, e muitos com as suas ações comprometem a fé que professam.

Qual a importância de um político para a igreja? Até onde consigo enxergar, nenhuma. Até porque os argumentos usados de que se eleito ele vai trabalhar pelos evangélicos é uma armação. O corporativismo religioso é um mau que precisamos exterminar dos meios evangélicos. Qualquer ocupante de um cargo eletivo deve trabalhar pela comunidade e não para grupos definidos pelas suas relações e amizades.

É muito fácil para um Pastor querer ocupar uma vaga onde o mandato pode durar vários anos, com todas as regalias possíveis. Mande-o passar apenas quatro anos lá no meio da caatinga no Sertão Nordestino, enfrentando todas as adversidades possíveis. Duvido que ele vá. Se seu Pastor estiver envolvido com política, desconfie dele, questione-o e não se deixe levar por qualquer conversa fiada. Com certeza absoluta há outros interesses por trás disto.


Carlos Roberto Martins de Souza
Crms2casa@hotmail.com

OLHO VIVO disse...

Continuação...

Nesta próxima eleição vamos dar um basta nesta farra religiosa, vamos colocar os evangélicos em outro lugar, menos na política. Chega de ver o cristianismo sendo maculado por homens comprometidos com interesses menos nobres, buscando na religião uma forma de arranjar a vida. Pelo amor de Deus, não vote em evangélico nem que ele seja a última opção. Se for Pastor, desconfie mais ainda, pois um homem segundo o coração de Deus em hipótese alguma se envolveria com coisas desta natureza, afinal o ministério não pode servir de trampolim e ele Pastor, deve sim cuidar de suas ovelhas e de seu aprisco e não de Partidos Políticos e seus filiados. Sinto-me envergonhado com esta industria da fé instalada no Brasil onde a religião está sendo colocada a serviço de segmentos sem qualquer compromisso com o Rei da Glória, Cristo Jesus, com pessoas investindo na igreja não como uma agência de redenção do homem das mazelas do pecado, mas de olho no que os que ali congregam possam lhe render como resultado de suas astucias e de suas manobras políticas.

2010 está chegando e se você é “evangélico de verdade”, comprometido com os valores estabelecidos pelas ESCRITURAS SAGRADAS recuse qualquer proposta para eleger alguém que se defina como evangélico, seja para que cargo for nas esferas públicas de nossa Pátria. Fugi da “APARÊNCIA” do mal, é a recomendação de Paulo. Portanto, ao depositar o seu voto na urna, faça-o na certeza de que não está conduzindo um “evangélico” para o lamaçal da corrupção e das negociatas que maculam os princípios deixados por Cristo como regra de fé e prática para as nossas vidas.

Carlos Roberto Martins de Souza
Crms2casa@hotmail.com