terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pós-modernismo?

No meio acadêmico, um dos assuntos que têm se tornado clichê é falar sobre pós-modernismo. Hoje são abundantes os trabalhos e literatura sobre a pós-modernidade, mas em décadas recentes poucos estavam refletindo sobre a transição do modernismo para o pós-modernismo. O assunto tem dado pano as mangas, inclusive há quem critique a popularização do termo “pós-modernismo”, como o filósofo pragmático R. Rorty, que em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, em 8 de maio de 1994, disse:

Acho que a noção de pós-moderno não tem qualquer utilidade. É mais uma tentativa artificial de sugerir que recentemente passamos por algo dramático e importante. Não acho que o século XX faça essa passagem entre o moderno e o pós-moderno. Muito tempo e energia estão sendo gastos na reflexão sobre o tópico do pós-modernismo.

As reflexões em torno da influência do pós-modernismo nas igrejas evangélicas são volumosas. Agora, a principal influência é sem dúvida o antropocentrismo, ou seja, o homem como o centro de todas as coisas. É inegável o fato que as músicas, pregações e até mesmo toda a liturgia giram em torno do homem e de suas necessidades. E talvez a grande vítima dessa tendência pós-moderna sejam as igrejas pentecostais, via misticismo disfarçado de espiritualidade. Já muitas igrejas tradicionais abraçam o pós-modernismo via “espiritualidade cult”, que abraçam ideias que negam até a pecaminosidade humana.


Portanto, ninguém escapa. É preciso refletir.

Um comentário:

Cristiano Silva disse...

Também acho importante esta reflexão, e o fiz um pouco aqui. God bless.