domingo, 1 de novembro de 2009

Resultado da Enquete

Há alguns dias o Blog Teologia Pentecostal lançou a seguinte enquete: “Uma igreja evangélica deve apoiar candidatos políticos?” Com 111 votos, os resultados foram:

a) Não. Não é papel de uma igreja fazer campanha para um candidato. Com 79% dos votos.

b) Sim, mas somente candidatos evangélicos. Com 16% dos votos.

c) Sim, tanto candidatos evangélicos quanto não-evangélicos. Com 4% dos votos.

Os resultados são animadores. O meu voto também foi na primeira opção. As igrejas evangélicas nunca deveriam apoiar um candidato político, mesmo sendo ele um evangélico, pois não é papel de uma instituição que preza teoricamente pelo Reino de Deus. Nos Estados Unidos há uma lei federal que proíbe igrejas de manifestar apoio a qualquer candidato político, pois são instituições que não pagam impostos.

O papel de uma igreja é orientação. O que passa disso é de procedência maligna. Não necessariamente do bicho ruim, mas sim de interesses escusos de lideranças e caciques evangélicos. A orientação é baseada em valores e princípios, e não em nomes e legendas políticas.

Mas e a transmissão de uma “cosmovisão cristã” por meio da política? Sim, isso é viável, mas nunca aconteceu debaixo da linha do Equador. E o que intriga qualquer um é que as igrejas evangélicas brasileiras só querem influenciar pelo meio mais fácil e individualmente vantajoso, que é a política, mas não investem em educação de base e universitária, por exemplo.


Portanto, os resultados são animadores.

2 comentários:

Mario Sérgio disse...

Meu caro irmão em Cristo! Infelizmente desde o início do processo de abertura política, e a consequente participação dos evangélicos nessa área, os líderes denominacionais sempre procuraram controlar toda e qualquer iniciativa de algum membro nesse assunto. Os motivos são evidentes, pois sempre são eles mesmos os maiores beneficiários da chamada política coorporativa evangélica. Basta verificar quem são os canditados atuais das igrejas? Ou são os próprios líderes, filhos, genros, afilhados ministeriais, ou qualquer pessoa que mostre lealdade extrema ao projeto próprio do tal líder. Então podemos estar certos que nessa área em específico (e em muitas outras) nossos ungidos vão demorar a perceber a desarmonia deles com a opinião pública de seus membros. É como disse alguém "Que se lixe a opinião do povo".

Daladier Lima disse...

O problema da enquete é o seguinte: na eleição os mesmos que se dizem apáticos votam nos mesmos de sempre. Não é culpa sua. Você está apenas registrando a história, é um problema do eleitorado. Como um Sarney se elege? Com votos. Idem para Collor e até mesmo para Lula, o mais absurdo pai dos pobres que já vi.