quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Contradições assembleianas contemporâneas

Vejamos algumas inquietantes contradições no contexto assembleiano urbano, especialmente na cidade de São Paulo. Tais descrições servem para que nós, que amamos essa igreja, possamos entendê-la para melhorá-la.


No estudo teológico


Hoje existem vários assembleianos estudando teologia, mas eles dificilmente exercem cargos significativos em seus setores. Normalmente, ficam restritos nas Escolas Dominicais. Segundo o professor Paulo Romeiro, a maioria dos alunos de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie são pentecostais, sendo em destaque assembleianos. Creio que o mesmo tem acontecido na Universidade Metodista. Tenho colegas assembleianos que estudam no Seminário Teológico Batista, por exemplo.


Infelizmente ainda não são visíveis os efeitos dessa nova geração de teólogos assembleianos na burocracia eclesiástica da denominação. A inserção no contexto eclesiástico é muitas vezes impedido pela estrutura que valoriza fidelidade irrestrita a liderança (leia-se adulação) e outros vícios como nepotismo e apadrinhamento.


É importante observar que os assembleianos seminaristas não costumam sustentar sua “confissão de fé” da igreja. Ainda mantendo a crença nos dons espirituais, eles se moldam pelo perfil da universidade. Se estudam com reformados, tornam-se reformados. Se estudam com neo-ortodoxos tornam-se neo-ortodoxos. Se estudam com conservadores, eles mantém o conservadorismo.


Nos “usos e costumes”


Quanto mais distante a congregação é das regiões centrais, mais tendência terá para legalismo em “usos e costumes”. Igrejas inseridas em bairros de classe média, média alta, costumam apresentar maior flexibilidade. É práxis na Assembleia de Deus as sedes serem mais “liberais” que suas congregações. O mesmo se repete em São Paulo. Algumas igrejas já não fazem restrições com o uso de jóias ou calças, enquanto outras ainda disciplinam por causa de futebol ou maquiagem.


Agora, mesmo pastores mais ultraconservadores não costumam usar uma linguagem incisiva contra os costumes que não concordam. Quando condenam, falam como em códigos, sem deixar claro o que aceitam ou não para a sua congregação. Diante disso, o líder pode condenar vários costumes “mais liberais”, mas certamente haverá inúmeras pessoas em sua igreja praticando ou aceitando tais coisas.


Quem vê de fora não terá dificuldades de chamar essa confusão de hipocrisia, mas o assembleiano parece acostumado com essas contradições.


Adolescentes e jovens


Na maioria das congregações, os adolescentes e jovens estão cada vez menos engajados em trabalhos da igreja. Aliás, seria injustiça falar somente em jovens menos engajados, pois a igreja de maneira geral é menos ativa, a começar dos obreiros. A Assembleia de Deus é cada vez menos jovem. Portanto, diferente das gerações passadas, hoje eles preferem ler “Crepúsculo”, ouvir “NX Zero”, passear no “Play Center” e se divertir no show do “Oficina G3”. Estão totalmente inseridos naquilo que era chamado de “mundo”.


Quase todos os “cultos de mocidade” são voltados para pregações que condenam esse estilo de vida “mundano”, mas pouco efeito tem produzido. Falam contra sempre, mas não produzem nada a favor. Os apelos são muitos, mas as adesões fracas.


Continua...

16 comentários:

Mario Sérgio disse...

Meu caro blogueiro, considero que suas observações sobre as "contradições assembleianas" muito próximas da realidade dessa denominação nas grandes e médias cidades do Brasil. Na cidade onde moro (Joinville), as coisas não são diferentes. Aguardarei outras postagens para fazer mais comentários...
Deus abençoe!

Juber Donizete Gonçalves disse...

Gutierres,

São muitas as contradições na A.D. mesmo. No entanto, aqui em Uberlândia, com relação a clientela dos cursos teológicos tem se verificado o contrário de São Paulo. No nosso Instituto Teológico, por exemplo, a maioria dos alunos do curso de bacharelado em Teologia, não são da Assembléia e sim de outras denominações.

Abraço.

Cidinha disse...

Olha só ,não sei o que anda acontecendo mas ultimamente ,fala-se muito negativamente sobre as Assembléias de Deus,eu não sei se o autor desse texto é assembléiano ou não,só sei que anda com informações erradas.

Quanto a teologia ,sim faço pq sou professora da EBD,e não vejo problema algum em ser SÒ PROFESSORA,meu esposo faz também pois é diacono ,mas se tiver um CHAMADO de Deus possa ser um pastor,evangelista e outros.

Usos e costumes ,temos bons costumes,ajoelhar e orar quando chegamos a igreja ,cantarmos os hinos da harpa,fazer missão e evangelizar.
Eu não sei há quanto tempo o autor do texto não entra em uma igreja da ADD ,mesmo em uma cidade lá no inerior de São Paulo não se vê mais nenhuma mulher sem maquiagem,somente as mais conservadoras,ninguém mais é disciplinado por gostar de futebol (em casa somos corinthianos e sãopaulinos) usar bermudas ,calça compridas ,jóias ,nada disso,nós mulheres nos vestimos com decência como deve ser as santas mulheres.

Quanto aos Jovens ,eu falo dos que conheço,meus filhos e sobrinhos todos nascidos e criados dentro da ADD,sem nenhum cabresto ,apenas sendo ensinados serem separados do mundo,ou isso é errado?levam uma vida normal ,estudam ,trabalham,jogam futebol (tenho um sobrinho que vai fazer um teste no são paulo),tocam na orquestra da igreja,cantam no coral,uns são mais fervorosos,outros menos,mas são jovens ditos pentecostais.

Bom aguardo para vêr o que vem mais por ai.

Anônimo disse...

Paz...
Ao ler esta matéria, que expõe na sua maior parte, os problemas e defeitos de um ministério, que não é a primeira ou segunda vez que leio sobre isto do referido escritor, fico me perguntando, no que será que estas matérias tem contribuído para a melhora de tais acusações!? É de me espantar como nosso irmão em Cristo tem facilidade de escrever contra este ministério do qual percebo que o próprio faz parte dele!
E o pior é que fala e fala e nunca age no sentido de melhorar. Me deixa preocupado o fato de quem muito fala e pouco faz. Eu acredito que se não está contente aonde congrega procure um lugar perfeito para cooperar se é que existe este lugar perfeito!
Senão em vez de ficar batendo de frente com a liderança da igreja do Senhor Jesus, propõe em seu coração orar, interceder, clamar a Deus em favor da Igreja e de sua liderança.
Pelo que percebo vc é uma pessoa de opinião critica que só enxerga os defeitos alguém e isso é preocupante.
Não estou dizendo que não tenha direito de expressar seu pensamento mas de cinco matérias escritas percebo que duas é contra a Assembléia de Deus. Parece-me que tens algum problema com esta denominação.

Anônimo disse...

a paz do Senhor!

Caro irmão em Cristo as suas observações não se restringi a São Paulo,pois aqui em São Gonçalo Rj a situação também é semelhante. Espero que os líderes assembleianos atente e faça algo para melhorar a situação vigente.

Em
Cristo

Cleison Brügger de Oliveira. disse...

Caro irmão Gutierres, paz!

Acho que é a primeira vez que faço um comentário em seu blog, mas desde já, quero expor o apreço que tenho pelo blog e pelo blogueiro.

Bom, considerando a postagem e concordando em todos os pontos, penso que a juventude assembleiana tem sofrido em nossas igrejas, pois a maioria dos seminaristas são jovens, e por serem seminaristas, convivem com colegas de outras denominações (minoria reformada) que, tendo um pensamento, compartilham com o colega assembleiano, e o mesmo põe em questão o tradicionalismo e conservadorismo de suas igrejas, pensando se os mesmos são mesmos necessários! o fato da crítica é tido para alguns pastores como pecado, o que faz a maioria se calar, mas se questionar por dentro!

A questão do culto jovem é importante!
Não sei para quê tanto formalismo em um culto jovem! os jovens se sentem perdidos e cansados, em um culto que deveria servir para animá-los!

Enfim, questões são o que não falta!

Gutierres Siqueira disse...

Respostas para a irmã Cidinha,

Cidinha disse: “Olha só ,não sei o que anda acontecendo mas ultimamente ,fala-se muito negativamente sobre as Assembléias de Deus,eu não sei se o autor desse texto é assembléiano ou não,só sei que anda com informações erradas”.

Cara irmã, sou assembleiano sim. Desde que me converti, nunca frequentei outra igreja evangélica. As informações que passo estão erradas em quê? Por favor, argumente.

“Quanto a teologia ,sim faço pq sou professora da EBD,e não vejo problema algum em ser SÒ PROFESSORA,meu esposo faz também pois é diacono ,mas se tiver um CHAMADO de Deus possa ser um pastor,evangelista e outros”.

Não estou desprezando o cargo de professor, pois valorizo muito. Agora, conheço gente vocacionada para o ministério pastoral que não está lá ainda por se afastar da burocracia eclesiástica. Ou seja, como fazem um trabalho calados, nunca sobem de cargo. Entendeu?

“Usos e costumes ,temos bons costumes,ajoelhar e orar quando chegamos a igreja ,cantarmos os hinos da harpa,fazer missão e evangelizar. Eu não sei há quanto tempo o autor do texto não entra em uma igreja da ADD ,mesmo em uma cidade lá no inerior de São Paulo não se vê mais nenhuma mulher sem maquiagem,somente as mais conservadoras,ninguém mais é disciplinado por gostar de futebol (em casa somos corinthianos e sãopaulinos) usar bermudas ,calça compridas ,jóias ,nada disso,nós mulheres nos vestimos com decência como deve ser as santas mulheres”.

Primeiro que orar, evangelizar e fazer missão não é costume, mas sim pura doutrina bíblica. Realmente poucas igrejas já disciplinam por essas coisas, mas isso ainda existem em alguns lugares, como eu disse no texto. Fato é que se a igreja é pequena, periférica e interiorana tem uma tendência mairo de ser legalista.

“Quanto aos Jovens ,eu falo dos que conheço,meus filhos e sobrinhos todos nascidos e criados dentro da ADD,sem nenhum cabresto ,apenas sendo ensinados serem separados do mundo,ou isso é errado?levam uma vida normal ,estudam ,trabalham,jogam futebol (tenho um sobrinho que vai fazer um teste no são paulo),tocam na orquestra da igreja,cantam no coral,uns são mais fervorosos,outros menos,mas são jovens ditos pentecostais.”

Que bom que em sua igreja os jovens são dedicados e sem amarras. Mas essa não é a realidade da maioria. Infelizmente há muito nominalismo nesse meio.

Anônimo disse...

Eu sinceramente não sei o que voce faz dentro da assembleia de Deus, voce ta sempre falando sobre os usos e costumes por aqui, então porque voce não vai fazer parte de outra denominação? Voce tem pouco mais de 20 anos e ja quer mudar alguma ou muita coisa? acorde meu irmão, tem pastores que conhecem o evangelho a muito mais tempo que voce, sabem diferenciar usos e costumes de doutrina e tradição religiosa e nem por isso ficam condenando os usos e costumes da assembleia por ai, não é porque voce tem um conhecimento acima da média que vai agora tentar querer ser o dono da verdade. Cuidado pra não fazer como um certo pregador chamado Caio Fabio que com sua idade já era bem conhecido, e hoje não passa de um adultero desviado. Vá para outra igreja se não gosta da assembleia, quem estuda teologia não é obrigatoriamente um candidato ao cargo ministerial. Esse é o problema de quem ler muita doutrina e vive pouco o evangelho, acaba por querer ser o dono da verdade. Acorde!

Cicero Leandro Junior disse...

A paz do senhor.

É inegável que os comentários do irmão Gutierres têm seu fundo de verdade.

É muito comum vermos tais coisas nas Assembleias de Deus. Sou assembleiano há dois anos e o que vejo é uma tremenda falta de consenso entre as lideranças da AD com relação aos usos e costumes. Aqui em minha cidade não é permitido às jovens usarem calça e não se pode jogar futebol. Não se disciplina um membro caso faça isso, mas deve se prezar pelo que nos é instituído enquanto membros da igreja. Isso não é empecilho nenhum para salvação. Usar uma calça não vai tornar você um desviado. O problema, e falo pelo vejo em minha cidade, é que as pessoas que aderem a este tipo de conduta geralmente são aquelas que tem uma vida espiritual raquítica e um testemunho cristão não muito bonito. São rebeldes, e vivem com um pé mais no mundo que na igreja.

Estava conversando sobre isso com um primo meu. E de fato vimos que este tipo de imposição soa legalista e farisaica. Mas deve ser encarado como tal: uma questão meramente consuetudinária. É algo que com certeza vai ser mudado, mas aos poucos. Como falei no início do comentário, deve haver um consenso entre as lideranças acerca da postura a ser tomada. O dever dos assembleianos que fazem teologia (eu incluso) é permanecer na denominação a fim de que esse quadro venha a ser revertido, independentemente de posição eclesiástica, pois mudar para outra denominação não resolve absolutamente nada. E engana-se quem pensa que só há problemas nas Assembleias de Deus.

Com relação a falta de motivação dos jovens, devo dizer que é um problema sério. Eu mesmo sou jovem, tenho 24 anos, e pela graça de Deus, estou coordenando a mocidade de minha congregação. E um grande empecilho que a direção a coordenação do departamento vê é a desmotivação dos jovens em fazer parte do departamento. Parece que muitos deles estão lá apenas por obrigação, sem saber o valor que a cruz de Cristo tem em nossas vidas. Acho que se não houvesse os pais, muitos estariam no mundo, vivendo de acordo com sua própria vontade. E o nosso dirigente é um homem de Deus que ajuda a mocidade de uma forma maravilhosa, mas o pessoal prefere ter um conduta rebelde. oro a Deus por esse departamento.

O fato, portanto, é que muitos jovens precisam se converter, precisam passar pelo processo do novo nascimento, e passar a ver o compromisso como uma dádiva, uma coisa gratificante, pois o mundo - e falo isso com a experiência de quem viveu no mundo até os 22 anos- nada tem a oferecer.

Desculpem pelo comentário tão extenso.

Em Cristo,
Cícero Leandro Júnior.
Assembleia de Deus em Teotônio Vilela/AL.

Vitor Hugo da Silva - Joinville, SC disse...

Caro anônimo!

Infelizmente, já é possível notar uma das características de quem é afetado pelo legalismo assembleiano em suas palavras. Você escreveu: "Cuidado pra não fazer como um certo pregador chamado Caio Fabio que com sua idade já era bem conhecido, e hoje não passa de um adultero desviado".

Infelizmente, os fariseus legalistas não conhecem e nem reconhecem a misericórdia de Deus. Caio Fábio já se levantou faz muito tempo, e já foi perdoado a muito mais tempo por Deus. Porém, você como filho do legalismo não consegue enchergar tal obra redentora de Deus.

Os lobos desviados da sã doutrina que sentam ao seu lado na igreja todas as semanas e pregam em seu púlpito, do qual com certeza você sente a "presença de Deus"; você não encherga como desviados, muito menos como lobos vestidos de ovelhas.

Um conselho à você: cuidado com a religião; cuidado com o nome Assembleía de Deus; cuidado com seu legalismo! Isto um dia, cedo ou tarde, irá lhe matar.

Vitor Hugo.

Marcelo Lima disse...

Caros irmãos,

Entendo a motivação do irmão Gutierres ao escrever este texto. Sou membro da AD há sete anos, desde que aceitei a Cristo, e o sentimento que perpassa diariamente minha mente é o mesmo. Onde está o avivamento que nossos pais na fé experimentaram?
Todas as contradições são reais. É claro que não são todas as denominações que estão dessa maneira, mas a grande maioria delas.
A questão é: O que faremos para mudar essa situação?????
Será que é possível mudar, se não houver uma verdadeira reforma nas áreas consuetudinária e litúrgica?????
Só para complementar. A situação está feia em minha igreja. Minha esposa já não tem motivação para ir aos cultos. Estou preocupado e pensando em mudar de igreja, mas para onde iremos nesta época de apostasia?
Que o Senhor nos oriente quanto a esta situação. Me sinto como Elias, quando estava escondido na caverna. O que os 7.000 restantes irão fazer para mudar esta atual conjunção?

Marcelo Lima - Coop. da AD em São José dos Campos - SP

Silva disse...

DC.Gilson Alves da Silva 43A Pai 3 jovens (ADEG)
Paz de Cristo.

Infelizmente o legalismo tem assolado, devastado, atormentado, principalmente a igreja ao qual sou membro a 3 anos.
Todos os tipos de legalismos que foi comentado nos acontece.
E os efeitos sao: jovens e adolescentes que se desviaram, alguns se tornam devassos e impios, quando estavam na igreja eram apenas fracos ou rebeldes.
Tambem faço teologia, vejo que assim como no tempo de Jesus os legalistas de hoje ou ''fariseus modernos'' tambem falam sem ter conhecimento da verdade ou da historia real, julgam por aparencia, numa superficialidade vazia(não sabiam nem onde Jesus nasceu)
Os líderes tem direito de conduzirem ''suas ovelhas'' como quiserem ou entenderem ser melhor, pois vao ser julgados por Deus e nao por nós.
Em fim usos e costumes são bons o que mata é o legalismo, o julgamento errado. Jesus foi julgado pelos legalistas.

LEMBREM-SE: LEGALISTAS SÃO PÉSSIMOS OUVINTES.

Anônimo disse...

olha gostei dessa abordagem sua...vejo que voce é um cara inteligente e muito observador.Tambem tenho visto muita coisa errada dentro do movimento penteostal moderno...E isso nao, acontece somente com a Assenbleia de Deus nao, meu caro amigo!

Anônimo disse...

MUITO BEM SOU TEÓLOGO REFORMADO,ACREDITO QUE A PALAVRA DE DEUS ELA SIM É A VERDADE ABSOLUTA,QUANTO A AD ETC,VEJO QUE ESTA, NÃO ESTA VIVENDO MAIS UM CONTEXTO BÍBLICO, PORQUE INFELIZMENTE EXISTE UM NEPOTISMO,NESSA RELIGIÃO POIS NÃO VI TANTA BAGUNÇA QUANTO,TENHO VISTO NESSA ORGANIZAÇÃO QUE SE DIZ CRISTÃ,BEM PRIMEIRO NÃO EXISTE UNIÃO ENTRE OS ASSEMBLEIA NOS,
MADUREIRA, BELÉM,ETC.SÃO UM GRUPO FECHADO, DEFENDEM SUAS CAUSAS,PORTANTO NÃO VEJO MUITA DIFERENÇA DE UMA SEITA.ESPERO QUE ELAS SEJA UMA SÓ ALGUM DIA.E CONSIDEREM OUTRAS DENOMINAÇÕES MAIS ANTIGAS QUE ELA QUE NÃO TEM UMA FUNDAÇÃO BEM OFICIALIZADA.

Marcus Esenheir disse...

Graça e Paz a todos,
Mesmo após três ou quatro anos desse post ainda se pode ver obviamente as mesmas contradições. Algumas,infelizmente, se acentuaram e hoje já são insuportáveis. Especialmente em relação à teologia e aos jovens.
O problema hoje em relação à teologia é que se pensa que teologia é "coisa só de seminário" e o que é ministrado lá é para ficar "guardado na cabeça". "No culto quem manda é o Espírito!". Não sou contra uma pregação na qual se percebe a autoridade do Espírito Santo e na manifestação do poder de Deus, a questão é que o emocionalismo e o subjetivismo imposto hoje têm tornado as pregações em mero retalhos de declarações doutrinárias e teológicas e capengas defesas de um só aspecto doutrinário: há mais pregadores dispostos a defender a doutrina do batismo com o Espirito Santo e suas "manifestações" (coloco em parenteses porque quase não dá para saber se é do Espírito ou não) que outros a falar sobre o sacrifício de Cristo, a racionalidade e espiritualidade do culto a Deus, as atribuições de todo o pregador e pastor. Há quem defenda um pregador e massacre violenta e "biblicamente" um crítico, codinome "fariseu", do quem mostre o valor da teologia aplicada ao contexto doculto pentecostal carismático.

Anônimo disse...

Olha, eu tenho 22 anos e curso Artes Visuais na Unesp, eu sou nascida na Assembleia de Deus e congrego na mesma desde que me entendo por gente, meu pai é pastor e o acompanhei por várias cidades, principalmente no interior de São Paulo e, apesar de ser meu berço é com pesar que eu tenho que concordar com tudo que você escreveu neste e em outros posts, existe uma adoração cega, quase idólatra nas igrejas pentecostais por seu líderes e parecem muito mais preocupadas com seres umas melhores do que as outras do que em evangelizar, além do fato de que a falta de base teológica e ânsia de poder causa cada dia mais divisão dentro das igrejas. Infelizmente essa é a verdade e o que me levou a pensar seriamente em deixar minha igreja para me filiar a Batista, já que essa ferida de ego, rejeição ao ensino bíblico e de idolatria aos líderes parece uma doença crônica incurável dentro da minha igreja.