terça-feira, 31 de março de 2009

Blog Teologia Pentecostal recomenda: Comentário Bíblico

Recomendo o livro Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento (CPAD). Uma obra erudita, bem trabalhada e comentada pelos maiores teólogos pentecostais vivos, como French,  L. Arrington e Roger Strostad, além da rica participação do pastor Anthony D. Palma.

Apesar de ser considerada uma complementação da Bíblia de Estudo Pentecostal, escrita por Donald Stamps, essa obra é bem melhor e com uma profundidade muito superior. Veja a descrição da editora:

Este livro foi planejado para complementar a Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), pois foi escrito pelos mesmos comentaristas (editores), porém com mais profundidade e riqueza de detalhes da cultura, situação sócio-econômica e informações complementares da época para ampliar seus conhecimentos do Novo Testamento.
Os comentários deste volume focalizam o Novo Testamento. Seus escritores, profundos conhecedores da Palavra de Deus, oferecem uma introdução de cada livro, um esboço, uma interpretação seção por seção e uma breve bibliografia. O livro vem ainda com fotos, mapas, quadros e diagramas.

segunda-feira, 30 de março de 2009

O messianismo político dos evangélicos brasileiros

Nessas últimas semanas várias pesquisas foram divulgadas apresentando as intenções de votos nos presidenciáveis, como José Serra (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PTD). Nenhum deles apresenta confissão protestante. Anthony Garotinho representou em 2002 a esperança dos evangélicos, porém não ganhou. Defendendo uma plataforma populista e um discurso “contra as elites bancárias”, Garotinho espantou muita gente e não conseguiu apóio suficiente fora do arraial gospel.
Isso é ruim? Não necessariamente! Para quem não sabe, o Brasil já teve dois presidentes evangélicos. O primeiro presidente protestante desse país foi João Fernandes Campos Café Filho, vice de Getúlio Vargas que assumiu o posto após o suicídio do presidente no ano de 1954, porém passou pouco mais de um ano no poder. Café Filho era membro da Igreja Presbiteriana do Brasil em Natal (RN).
O general Ernesto Geisel, que exerceu o mandato de 15 de março de 1974 até 15 de março de 1979 foi o segundo presidente protestante tupiniquim. Geisel era membro da Igreja Luterana no Rio Grande do Sul. Portanto, em pleno regime militar o povo evangélico teve um “representante”.
Alguma coisa mudou na estrutura do país com esses dois homens? Nada, abosutamente nada, para decepção dos ufanistas. Tudo bem que Café Filho era um homem inteligente e adepto do liberalismo político e econômico, e que Geisel iniciou o processo de redemocratização do país, que cuminou com o fim da ditadura. Mas veja, o Brasil não mudou pela fé evangélica desses homens. Inclusive um foi general do rigime militar.

Ponto chave

Os evangélicos comentem um monumental erro ao atribuírem mudanças no país através da política. É claro que a polítca pode ser usada, mas esse é somente um meio. Além da política, os evangélicos poderiam gastar suas energias em projetos educacionais, que realmente mexem com a estrutura de um povo. Agora pergunto, a educação é prioridade dos protestantes brasileiros, especialmente os pentecostais? Infelizmente não! Enquanto isso, a política e suas benezes...

domingo, 29 de março de 2009

Mundanismos pouco condenados!

“O mundanismo está entrando na igreja”. Quem nunca ouviu esse surrado e pedante clichê? Ora, mas tenho notícias ainda piores... O mundanismo não está entrando na igreja, ele já entrou há muito e muito tempo. Já está enraizado e criando sua morada na cristandade hodierna.  Muitos ainda não perceberam, pois qualificam mundanismo somente com questões exteriores, tais como “lugares que freqüentamos, com quem nos relacionamos e as atividades que apreciamos” [BAP]. Esquecem que o mundanismo sempre nasce no interior, sendo o fruto estragado da concupiscência carnal e visual, além da soberba (I Jo 2.15-17).

Enquanto muitos pastores ensinam que bateria, guitarra e contrabaixo são obras do capiroto para introduzir o mundanismo na igreja; outros ensinam que uma mulher não pode vestir calças compridas nem o rigoroso inverno das serras gaúchas. Há aqueles que alertam do mundanismo falando em maquiagens e internet, pois para eles é pecado acessar o Blog Teologia Pentecostal, pois o mesmo começa com um “WWW”, que logo é identificado com o “666”. Caro leitores, acreditem se quiser, mas ainda é possível ouvir esses discursos em muitas igrejas brasileiras.

Por que esses não são condenados?

Alguns mundanismos não são condenados. Vejamos alguns:

 Ora, aquele grupo de crentes glutões, que acabam com o sossego de qualquer cozinheira; não estão eles no mundanismo? Um grupo de pastores em uma festa da igreja que tomam Coca-Cola, enquanto a plebe toma “refrigereco”? Qual a causa dessa discriminação? O individualismo do “cada um por si e Deus por todos” não é a manifestação mais asquerosa do mundanidade em uma “comunidade”? E um lugar que as pessoas se gloriam pelos “dons espirituais” que têm? Ninguém vê o mundanismo que as igrejas apegadas aos “usos e costumes” causam pelo número de fofocas relacionadas a esse assunto? E as denominações que respiram politicagem eclesiástica? Ora, esses mundanismos não são condenados. Mas todos eles são frutos da concupiscência da carne, dos olhos e resultado de uma soberba da vida.

Mundo, mundinho, mundão!

Pois é, nenhum tipo de mundanismo pode ser tolerado por aqueles que aspiram ao viver piedoso e santo. Portanto, reflitamos bem sobre os vários mundos que engolimos, pois muitos desses mundos não são manifestações externas e “aquilo que o olho não vê, o coração não sente”. Vigia...

sexta-feira, 27 de março de 2009

A missão da igreja

Em julho de 2008, o pastor norte-americano Rick Warren esteve em São Paulo-SP. Considerado pela revista Time o evangélico mais influente dos Estados Unidos, Warren tem provocado as mais diversas reações. Sem entrar nesse mérito, recomendo a todos que assistam a interessante palestra "A missão da igreja", proferida no Credicard Hall, uma casa de shows da zona sul de sampa. No Brasil o pastor Warren é mais conhecido pelo livro Uma vida com propósitos (Editora Vida).



quinta-feira, 26 de março de 2009

Usos e costumes: A questão institucional

Os “usos e costumes” são um antigo debate nas Assembléias de Deus. A AGO (Assembléia Geral Ordinária) da CGADB provavelmente debata o assunto em Vitória-ES, nesse mês de Abril. Reproduzo um texto interessante, escrito pelo Pr. Esdras Costa Bentho, no dia 27 de Agosto de 2007, nesse blog. Segue em itálico:

1. Consideração institucional. A respeito da preservação dos costumes e tradições históricas da AD, a igreja caminha para o diálogo entre as lideranças nacionais, a fim de que a AD não se torne cada vez mais uma instituição religiosa heterogênea e pulverizada. É, por exemplo, o que pretendeu o 5º ELAD (Encontro de Líderes das Assembléias de Deus), realizado na cidade de São Paulo (SP), em janeiro de 1994. Apesar da fluente e convincente exposição do Pr. Antônio Gilberto sobre “Doutrina, Usos e Costumes”, solicitando a todos os presentes equilíbrio para que se evite cair no sectarismo, farisaísmo e exclusivismo, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, sugeriu que a Mesa Diretora da CGADB fizesse publicar mais uma vez no Mensageiro da Paz, a resolução aprovada pela AGO realizada em Santo André, SP, em 1975, que trata do assunto de usos e costumes nas Assembléias de Deus e o uso da televisão, que também havia sido item de discussão no 5º ELAD. A razão para que o presidente da CGADB tomasse essa decisão era porque, como afirmou, certo periódico, “o ELAD não têm caráter decisório”. Entretanto, o próprio, Presidente, Pr. José Wellington B. Costa, compreendendo que se tratava de uma decisão difícil de ser tomada e, ao mesmo tempo discernindo a pressão interna na AD entre a nova geração de pastores e os discípulos dos pioneiros, afirmara na 32ª AGO, realizado em Salvador, BA :“Lutaremos para a manutenção das doutrinas básicas e dos bons costumes que têm caracterizado as Assembléias de Deus. Creio ser possível unir o entusiasmo dos mais jovens à experiência dos mais velhos, sem que a transição mude o perfil da Assembléia de Deus no Brasil, que em sua essência, é uma igreja conservadora em que prima pela ortodoxia doutrinária”.

2. Consideração sociológica. No limítrofe de nossas perquirições, torna-se necessário ressaltar que o costume que compõe a tradição da AD, são chamados de folkways, ou seja, “modos do povo” ou “ usos do povo”. Essa forma de costume é traduzido no modo de agir dos indivíduos, formas de conduta, entre eles estão: os modos de se saudarem; as maneiras de se alimentarem; o estilo das construções; os maneirismos de linguagem; o uso de colares, gravatas e outros enfeites. Segundo os sociólogos, essa forma de costume é variável sem que qualquer autoridade constituída os imponha, são relativos e podem ser mudados pela próxima geração. Já os costumes chamados pelos sociólogos de mores são aqueles que surgem sempre de uma necessidade ou problema que uma sociedade ou certos indivíduos enfrentam, estão relacionadas aos aspectos morais e éticos. Os costumes (mores) são maneiras de agir mas prezadas, mantidas com tenacidade e consideradas essenciais ao grupo ou à sociedade, como por exemplo: enterrar os mortos; o dever dos pais na criação dos filhos; e o uso de roupas. Isto posto, as duas espécies de costumes concorrem para o bem estar da sociedade. No entanto, os folkways não trazem qualquer tipo de prejuízo ou escândalo à sociedade, diferente dos mores. Alguém que use um relógio no tornozelo (folkways) não traz qualquer prejuízo à sociedade, ainda que seja considerado excêntrico, mas andar despido (mores) é outra história.
Esdras Costa Bentho é pedagogo, teólogo, escritor, professor universitário (FAECAD-RJ) e redator das Lições de Jovens e Adultos da CPAD.

terça-feira, 24 de março de 2009

Sexo entre solteiros!

Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá. (Atos dos Apóstolos, 15.29).

Sexo entre solteiros: um assunto espinhoso, mas não menos importante. Estatísticas indicam que as maiores partes dos jovens cristãos fazem sexo antes do casamento! Muitos jovens evangélicos casam com 16, 17 ou 18 anos, sem nenhum planejamento, pois estão loucos para desfrutar da sexualidade “estando livres do pecado”. Boa parte da igreja fecha os olhos como se o problema fosse inexistente.
Sexo antes do casamento é fornicação, logo constitui em pecado. Isso é indiscutível! Flexibilizar pecado é diabólico, relativizar a verdade é trágico, portanto afirmamos biblicamente o que todos já sabem: que o sexo é uma intimidade reservada ao casamento. Agora, perante números tão grande de jovens envolvidos com sexo, mostra que algo está errado entre as igrejas desse país.

Os três grandes mitos sobre a sexualidade entre os jovens

01. Poucos são aqueles que caem

Não, não são poucos. Infelizmente são muitos. Ora, uma hora ou outra você conhece um desses casos. Portanto, não se pode tampar o sol com a peneira. Para mudar essa realidade é preciso que se reconheça o problema.

02. O casamento resolve com as tentações

Grande engano! O casamento não é redentor! Quem tem uma sexualidade doentia quando solteiro, continuará assim depois do casamento, trazendo sofrimento para o casal. Portanto, o mal tem que ser contato pela raiz. O casamento não resolverá os problemas do jovem. Portanto, o trabalho de orientação sexual tem que começar cedo, para que o casamento já não comece dando errado.

03. Os jovens são bem orientados na igreja

Esse é o maior dos mitos. Claro, todos os jovens evangélicos sabem que fazer sexo antes do casamento é pecado. Todos sabem que não devem fazer isso, pois vão desagradar a Deus. O problema que muitos não entendem o porquê dessa restrição. Não conseguem contextualizar esse princípio bíblico diante de uma sociedade tão “sexualizada” como a atual. Muitos ainda não fizeram sexo por medo da disciplina eclesiástica e não por convicção desse mandamento.

Soluções equivocadas

Muitos jovens evangélicos estão casando muito cedo. Repito que isso cria mais problemas do que solução. Casamento sem planejamento tem tudo para a ruína. É claro que há exceções, mas a regra é cruel. Se a sexualidade fosse mais bem preparada, os jovens melhores orientados, talvez não tivéssemos tanto casos de jovens casando para morar com os pais, ou fazendo sexo ainda solteiros.

Conclusão:

Cabe a cada congregação trabalhar em conjunto com jovens, orientando e ouvindo suas angústias. Abrir espaço para o perdão daqueles que caíram e ensinar que os valores do cristianismo são para todos, em todos os tempos, em todos os espaços!

domingo, 22 de março de 2009

Carta ao pregador “avivalista”

Caríssimo pregador “avivalista”. Desde que entrei na primeira igreja pentecostal você tem aparecido nos cultos que freqüento. Você já faz parte das celebrações que minha família e eu participamos. Você não me conhece, mas eu já o conheço pela convivência constante. Nessa carta, caro pregador, quero expressar algumas preocupações que surgem sempre que você sobe no palanque e toma o espaço no púlpito. Eis as minhas preocupações:

01.   Suas pregações levam todas as pessoas a uma emoção explosiva, mas nunca a uma reflexão profunda. 

Ora, caro “avivalista”. Suas pregações são sempre estrondosas, levam os nossos tímpanos a sofrerem com tanto barulho. As emoções chegam à flor da pele por meio de sua poderosa retórica. Somos constrangidos a imitar seus gestos e suas ordens de olhar para o irmão do lado e repetir isso e aquilo.

O problema, caro pregador, é que saímos dos cultos vazios e sem nenhuma base nas Sagradas Escrituras para enfrentar a vida. Ora, seus gritos são como uma festa baladeira, sendo muito barulho sem conteúdo e nem conexão com a vida. Barulho de lata vazia!

02.   Você tem desprezado sistematicamente a Bíblia em suas preleções.

Por que os “avivalistas” nunca pregam expositivamente? Por que suas pregações temáticas são recheadas de equívocos exegéticos e abusos de metáforas? “Avivalista”, não se esqueça que não existe avivamento sem as Escrituras. Cansei de ouvir você repetindo os mesmos testemunhos e teatralizando as histórias bíblicas, mas nada de aplicabilidade da Palavra para as nossas vidas. Ora pregador, como pode conforma-se com tamanha superficialidade?! Quanto o caríssimo cita a Bíblia, a usa para aprovar suas idéias e não para ser moldado pela Santa Palavra.  

Por que não usa um pouco do seu recheado cachê para investir melhor em seu ministério?

 03.   Você só pregar triunfalismo!

Ora, pregador. Será que o seu disco é arranhado? Você só fala em vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória e vitóóóóóóriaaaa! Esqueceu que a Bíblia tem assuntos como Trindade, regeneração, justificação pela fé, fruto do Espírito, mordomia cristã, sofrimentos dos justos, vida devocional, dons espirituais, vinda de Cristo, ressurreição dos santos e de Cristo etc.? Pare de iludir as pessoas, como promessas infundadas de uma vida no mar de rosas. Ora, foi isso que Cristo prometeu? Como você sempre diz? Quais os evangelhos que você tem lido ultimamente? Será de Mateus, Marcos, Lucas e João ou de algum palestrante guru de auto-ajuda?

04.   Suas pregações são personalistas.

“Avivalista”. Muitas vezes penso que estou ouvindo um semideus! É impressionante quanto vezes Deus fala áudio-visualmente com você todos os dias. Você parece que nem precisa de mediador. Fico espantado com sua autoconfiança, pois sua arrogância agressiva fere muitos dos que ouvem suas mensagens. Quantas vezes você conta testemunhos tremendos do seu próprio ministério, mas só falta ordenar: “Louvado seja eu”! Responda-me, você já foi ao céu quantas vezes? Mas a minha maior curiosidade é porque você volta de um lugar tão maravilhoso?

Encerro aqui essa missiva. Penso que você é consciente de muitos dos seus equívocos, mas quer continuar nesse conforto. Ah, não adianta jogar pragas, pois não acredito nelas!

sábado, 21 de março de 2009

O perigo do fanatismo religioso: O caso Jim Jones!

No último novembro a tragédia provocada pelo “reverendo” Jim Jones completou 30 anos. Esse louco levou 900 pessoas a tomarem veneno em nome de sua crença doentia. Assista essa interessante reportagem da Rede Globo sobre esse caso.




Leia mais sobre a tragédia do fanático Jim Jones: http://www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?artigoid=36349

sexta-feira, 20 de março de 2009

O uso da tecnologia pelas igrejas

A igreja tem uma grande comissão. A proclamação do evangelho e o discipulado que ensina devem estar na alma da igreja. Portanto, tanto a evangelização quanto o ensino, fazem uso da comunicação. A comunicação no século XXI está atrelada a tecnologia mais avançada, sendo um meio eficaz para transmitir mensagens das Boas-Novas. A tecnologia é um grande potencial pouco explorado pelas igrejas evangélicas brasileiras.

É óbvio que ninguém pode simplesmente depender da tecnologia, como se ela por si mesma pudesse levar o evangelho a alguém. Estamos aqui discutindo um meio evangelístico e kerigmático, mas não o fim para tudo. A única dependência na evangelização e ensino é da graça do Senhor. Agora, isso não impede de buscarmos meios para comunicarmos o evangelho de forma que todos possam ouvir e entender.

Algumas tecnologias são caras, logo nem todas as igrejas podem comprar um “data-show” com um grande telão. Algumas congregações até podem, mas a visão restrita da liderança impede que possam alcançar êxito na implantação tecnológica. Infelizmente, uma liderança equivocada e mesquinha impede todo tipo de progresso. Portanto, é imprescindível o total apoio da igreja com os seus líderes nesse processo.

Por que usar a tecnologia?

Por que usar a tecnologia se o cristianismo sobreviveu dois mil anos sem internet e data-show? Ora, só mesmo quem não pensa para fazer indagações desse tipo. É claro que o cristianismo sobrevive em qualquer situação, logo não estamos discutindo a sobrevivência do cristianismo no século XXI, mas sim os meios de comunicação para transmitir as mensagens cristãs.

Ora, como Deus se revelou a toda humanidade? Será que foi por intimáveis sonhos e visões? Deus tem dado sonhos proféticos para cada um dos seis bilhões de moradores dessa terra? É claro que não! Deus se revelou por meio de um livro! Sim, Deus usou um meio de comunicação para mostrar quem Ele é. Deus usou a Bíblia, essa pequena biblioteca de 66 livros.

Agora, infelizmente existem aquelas pessoas que são contra uso de esboço no sermão; imagine então o uso de esboço da pregação em um “data-show”? Precisamos aprender que nossa sociedade é imagética, portanto o uso de um “data-show” na pregação ajudará as pessoas a entenderem a mensagem.

Estamos no século XXI! Acorde!

Sim, a mensagem do cristianismo jamais poderá ser alterada para agradar aos ouvidos pós-modernos, mas a antiga mensagem da cruz precisa chegar nesses ouvidos, e chegará a muitos deles por meio da tecnologia. Portanto, acorde, estamos no século XXI e todo o mundo está antenado. Então, nunca esteve tão fácil evangelizar e ensinar como hoje! Pense nisso!

quinta-feira, 19 de março de 2009

A auto-ajuda de Joel Osteen!

Você já ouviu falar do pastor norte-americano Joel Osteen? Ele é o mais novo fenômeno do evangelicalismo nos Estados Unidos. Um pregador de auto-ajuda simplista e que as suas preleções poderiam ser aplicadas em qualquer “palestra motivacional”. Como Osteen, existem vários pregadores brasileiros cujos ministérios baseiam-se nessas mensagens “amigáveis” e agradáveis para os incautos.

01. Veja esse vídeo, onde o pastor Mark Driscoll fala sobre os equívocos de Joel Osteen.



02. Conheça mais sobre Joel Osteen nesse texto do pastor Silas Daniel: http://silasdaniel.blogspot.com/2007/09/uma-anlise-crtica-sobre-o-mais-novo.html

03. Leia a matéria sobre “Os templos-espetáculo” da Revista Veja, onde Osteen é citado: http://veja.abril.com.br/051207/p_126.shtml

04. Leia o meu texto O “evangelho” da auto-ajuda, nesse link: http://teologiapentecostal.blogspot.com/2008/02/o-evangelho-da-auto-ajuda.html

quarta-feira, 18 de março de 2009

Precisamos de uma emissora evangélica?

O “sim” é uma resposta óbvia. É claro que precisamos de emissoras evangélicas, com programação evangelística e para o próprio público cristão.  Agora, a pergunta correta não é sobre a precisão, mas sim sobre a prioridade em termos em nosso poder os meios de comunicação, cujo preço de operação é elevadíssimo. Quando olhamos para as reais prioridades, veremos que uma programação evangélica na TV não deveria estar no alto da lista.

Por que emissoras evangélicas não deveriam ser prioridades?

1.       O alto custo das operações para atingir uma pequena parcela de não-convertidos.

Ora, todos sabem que 90% ou mais dos telespectadores desses programas já são evangélicos. Ainda sim, essas emissoras têm uma audiência muito baixa. Portanto, pense um pouco; os cinco milhões gastos todos os meses por algumas igrejas na TV, alcançam mais evangélicos do os não-convertidos. Sem demagogia nenhuma, esses milhões alcançariam mais pessoas se fossem investidos em capacitação de missionários transculturais.

2.       O personalismo típico dos programas evangélicos

Como raríssimas exceções, os programas evangélicos são personalistas. Ora, eles dependem exclusivamente de figuras carismáticas e que impõe a imagem do líder exaustivamente, mesmo que o programa ou a emissora sejam denominacionais. Os pastores se comportam como um “Silvo Santos”, pois parte do tempo de suas emissoras são apresentados por eles mesmos ou por suas famílias.

3.       O descrédito perante a sociedade brasileira

Os meus contatos na família, trabalho e faculdade; vejo como a programação evangélica na TV não tem credibilidade. As pessoas associam todos esses programas como forma de extorsão e manipulação das massas em torno de pastores inescrupulosos. Ora, enquanto essa imagem não melhorar, do que adianta investir milhões de modo tão sacrificial?

Conclusão

Não estou dizendo com isso, que as igrejas não possam investir na televisão. Olhando para a realidade brasileira, essa não deveria ser uma prioridade. Algumas denominações fazem o possível e impossível para manter uma emissora, mas ao mesmo tempo não evangelizam, sobram em personalismos e tornam seus programas um “ShopTime Gospel”.

Post-Scriptum:

a)     Recomendo a leitura do texto do pastor Altair Germano, nesse endereço: http://www.altairgermano.com/2009/03/programacao-evangelica-x-programacao.html

b)      Outra recomendação que faço é que assistam o programa “Verdade e Vida”, que é exibido todos os sábados das 8h15 as 8h45 na Rede TV em Rede Nacional. Esse é um dos pouquíssimos programas que cumprem uma agenda evangelística e que pode ser recomendado com segurança.


terça-feira, 17 de março de 2009

Teologia do Sofrimento - Mark Driscoll



Assista essa pequena pregação de Mark Driscoll.

Driscoll consegue sintetizar em poucos minutos a “teologia do sofrimento” conforme as Sagradas Escrituras.

Obs: Não esqueça de ativar a legenda!Para ver mais vídeos interessantes, recomendo o blog Voltemos ao Evangelho, do Vinícius Pimentel.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Fundamentalismo e Pentecostalismo

Os fundamentalistas clássicos não gostam dos pentecostais. Diferentemente, os pentecostais não nutrem ódio pelos fundamentalistas. Os fundamentalistas jamais citam uma única frase de um escritor pentecostal. Os pentecostais se deleitam com a literatura fundamentalista. O fundamentalismo vê o pentecostal com os óculos do estereótipo. Os pentecostalismo vê o fundamentalista com bons olhos, como alunos olhando para um bom mestre.
Não escrevo isso para que os pentecostais mudem de posição, mas sim para que os fundamentalistas mudem! Maravilhoso é ver um Wayne Grudem, que sendo um respeitado teólogo calvinista, nutre respeito pelos pentecostais e em muito concorda conosco quando fala sobre os dons espirituais. Maravilhoso é ver um John Stott, anglicano que discorda de muitos pontos da doutrina carismática, mas mesmo assim olha com bons olhos para o Movimento do Espírito. Bom saber que uma das escolas teológicas mais famosas do mundo, Regent College, tem em seu quadro de professores um pastor assembleiano chamado Gordon Fee.
Poderia citar muitos outros exemplos positivos, de uma maior interação entre pentecostais e outros confissões protestantes, mas ainda hoje os fundamentalistas clássicos insistem em sua resistência. Não querem promover uma saudável discussão sobre pneumatologia.

sábado, 14 de março de 2009

O espaço do testemunho no culto cristão

Conta as bênçãos, conta quantas são.

Recebidas da divina mão.

Uma a uma, dize-as de uma vez,

Hás de ver surpreso quanto Deus já fez.

Quão maravilhosa é a oportunidade de contar as bênçãos de Deus em nossas vidas para toda a congregação. Quão maravilhosa experiência de expressar a bondade e misericórdia de Deus para com os seus filhos. Ora, isso tudo é muitíssimo bom e edificante. Todos se alegram com os belos testemunhos, todos se contagiam com as ricas histórias cujo ator principal é Deus com sua providência.  

Agora, nem tudo são flores. A rica experiência do testemunho também tem sido distorcida na igreja evangélica brasileira. Esse fato advém de duas posições erradas: a) Uns ensinam que uma bênção não contada é um pecado contra Deus, privando a pessoa de receber outras bênçãos; b) outros exageram na dose, e transformam os cultos em simples testemunhais.

A lógica dos que dizem pecar aqueles que não proclamam publicamente para toda a congregação suas bênçãos, é no mínimo ridícula e sem nenhuma base nas Sagradas Escrituras. Associar a bênção de Deus com outras bênçãos já contadas soa como mais uma besteira proclamada nãos púlpitos evangélicos.

Indústria dos testemunhos

Muitos líderes evangélicos transformaram os cultos em testemunhais. São filas e filas de pessoas para falar das maravilharas. É bom testemunhar, mais esse espaço não é mais importante do que a proclamação das Escrituras. Quantos pregadores passam todo o tempo contando “causus”, mas não falam nada da Bíblia?!

Agora líderes evangélicos descobriram a indústria do testemunho, sabendo eles que esse tipo de prática dá audiência para suas respectivas igrejas. Não usam os testemunhos para glorificar a Deus, mas sim para exaltar seus ministérios e denominações. Alguns dizem: “Onde você foi curada, irmã?”, então a mesma responde: “Aqui nessa igreja XXX”! Pura estratégia de propaganda indireta.

Conclusão

Sim, conte, canta e conta perante o Senhor as maravilhas que ele tem feito. Assim como o hino descrito acima. Se você tiver oportunidade, encoraje os irmãos que hoje estão sofrendo com o seu testemunho. Essa é uma rica oportunidade que não pode ser distorcida por líderes evangélicos que estão longe do Evangelho.

Nota:

[1] Hino de Johonson Oatman Jr, inserido no Cantor Cristão e na Harpa Cristã.

sexta-feira, 13 de março de 2009

A pseudo-intelectualidade!

Nos últimos cinco anos houve um verdadeiro boom de seminários teológicos entre as igrejas pentecostais, especialmente a Assembléia de Deus. Alguns desses seminários ostentam um corpo de docentes com vastos títulos em seus respectivos currículos. Professores que se apresentam como mestres, doutores e até cientistas da religião. Diante desse quadro surge uma pergunta: cadê a produção teológica desses professores?
É engraçado alguém afirmar que é doutor em teologia, mas nunca defendeu uma dissertação ou tese. O pior ainda são aqueles que fazem doutorado por correspondência, uma verdadeira palhaçada. Pessoas que nunca escrevem um livro voltado para a vida acadêmica, como se esse tipo de literatura não fosse importante.
Muitas apostilas de seminários espalhados nesse país, simplesmente são um “cola e copia” de algumas “teologias sistemáticas”. Algumas são verdadeiros plágios, o que se constitui crime. Existem aqueles professores que auto-intitulam como teólogos, mas que nunca produziram teologia, pois só copiam, copiam e copiam. Escolas fantasiosas, máquinas de fazer dinheiro diante de incautos interessados no estudo teológico. Cadê o pensamento desses professores? Não quer dizer que um bom teólogo é aquele que inventa novas verdades, pois para esses a melhor definição seria de herege, mas um teólogo mostrar produção, e de qualidade.

Pesquise, pesquise, pesquise...

Pesquise a faculdade onde você pretende estudar, verifique a grade curricular, o corpo docente, a linha doutrinária. Verifique a indicação dos antigos alunos. Tudo isso antes de perguntar pelo preço. Desconfie sempre de muita facilidade. Nunca faça um bacharel em menos de três anos. Isso é roubada!
Já como alunos, pesquise, pesquise e pesquise! Leia, leia e leia! De nada adianta freqüentar os bancos da faculdade sem disposição para se envolver com um propósito acadêmico. Muitos estudam e depois dos quatro anos de graduação esquecem dos livros. Isso é suicídio acadêmico, seja você um estudante de teologia, medicina, jornalismo, administração de empresas ou qualquer outra graduação.

Pseudo-intelectualidade é fruto de pseudo-espiritualidade

Você certamente já ouviu dezenas e centenas de pregadores citando que na Bíblia encontramos 365 vezes a expressão “não temas”! Até aí tudo bem, mas percebo que muitos estão simplesmente querendo mostrar que detêm um conhecimento novo e interessante, beirando ao ridículo por diversas vezes, pois em tudo querem ser detalhistas e com detalhes desnecessários para uma boa pregação. A necessidade de criar uma boa imagem leva as pessoas a esse tipo de atitude, que em nada edifica, mas leva somente para um orgulho do nada.
Já tive vários professores, uns arrogantes e outros humildes. Entre os arrogantes e humildes percebi uma diferença interessante: os mais orgulhosos eram estudiosos, mas os humildes eram mais estudiosos dos que os outros. O problema nunca é o conhecimento, e sim o pouco conhecimento na cabeça daquele que se acha “o sábio”. Quem muito estuda (verdadeiramente estuda), só pode chegar à conclusão que nada sabe! Lembremos de Sócrates, que diante de proclamação de Delfos, dizendo ser ele o homem mais sábio da Grécia, Sócrates respondeu a delicadeza dizendo: “Só sei, que nada sei”.

Conclusão

O verdadeiro intelectual cristão é um erudito. Homem espiritual e que ama o Reino de Deus. O intelectual verdadeiramente cristão cumpre a Grande Comissão, pois ensina todas as nações o Evangelho de Jesus Cristo. Ora, ensino é tão importante quanto a evangelização. Ganhe um indivíduo e não o ensine; logo, logo, o mesmo estará adorando um falso deus, abraçando uma falsa doutrina e engolindo tudo que oferecem. O fim dele será um falso céu. Portando, valorize os ensinadores, sem eles o Reino de Deus perde!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Violência familiar e a Igreja Cristã

O ideal cristão é de uma família harmoniosa. Pais, mães e filhos com direitos e deveres. Cabe ao pai ser a coluna de sua família, o símbolo de sustentação, autoridade e segurança; sendo também um devoto amoroso de sua esposa e filhos, tratando cada um com muito carinho, respeito e dignidade. Cabe a mãe, amor e respeito ao seu esposo, cuidados com os filhos e ajuda na sustentação das necessidades básicas. Cabe aos filhos reconhecimento de autoridade, respeito e amor transmitido até a velhice.

É assustador com o “ideal cristão” está longe de famílias não-cristãs e também das ditas cristãs. Homens e mulheres que não trabalham em conjunto pelo crescimento da família, mas constantemente estão prontos para demonstrarem seus egoísmos e brigarem pela sua mesquinhez. Uma família cristã não deveria ter um pai autoritário, déspota, inflexível e ignorante; pois essas características estão longe de um “amor sacrificial”.  Uma família cristã não deveria ter uma mãe omissa, arrogante ou simplesmente cega. Uma família cristã não deveria ter filhos que são “rebeldes sem causa”, onde o prazer está na contestação sem propósitos e na desobediência destrutiva.

Violência familiar nos lares evangélicos

Os evangélicos fecham os olhos para essa realidade de violência familiar cruel e imoral que acontece em muitos lares ditos cristãos. Em novembro de 2007, a Faculdade Evangélica de Estudos Teológicos (FEET) [1] alertou em uma conferência que era grande os números de mulheres e crianças violentadas em seus lares, tanto por esposos e até por líderes eclesiásticos.  Diante da tragédia da menina em Recife, em que o padrasto abusava de duas crianças e uma delas ficou grávida, um pastor disse que isso não aconteceria numa família evangélica. Então surge a indagação: Será que não? Os olhos não devem ser fechados para uma realidade nas claras.

“Somos evangélicos, mas ele me espanca”

Essa foi uma declaração dada pela evangélica “Tereza” para a Revista Eclésia [2]. Nesses relatores verificam-se mulheres violentadas por maridos que são cooperadores, diáconos e até pastores de suas respectivas congregações. Mulheres que são obrigadas a praticarem sexo segundo a vontade exclusiva do marido, que são espancadas e muitas que vêem violência contra os próprios filhos.

Em São Paulo (SP) existe a Casa de Isabel, um centro de apoio para mulheres vitimas de violência familiar. Dr. Sônia Regina Maurelli, dirigente da Casa afirmou algo assustador: “Posso dizer que mais de 90% das mulheres que procuram a Casa de Isabel são evangélicas. Na grande maioria, membros de Igrejas Pentecostais” [3]. Ou seja, um caso muito sério para que a igreja evangélica brasileira faça vista grossa e tente “tampar o sol com a peneira”. Para completar, muitos agressores dizem que estavam sob influencia maligna ou possessos, querendo assim transferir a responsabilidade de seus atos conscientes e premeditados.

O papel da Igreja

Uma igreja que ignora o problema, não tem condições de ajudar na identificação de mulheres e crianças que estão sendo violentadas dentro de suas próprias casas. Professores de EBD devem ficar atentos no comportamento de suas crianças e adolescentes, homens e ou líderes que forem pegos cometendo esse tipo de ato devem ser imediatamente denunciados para a polícia. As mulheres não podem fingir que não vêem o que os seus maridos (monstros) fazem com suas respectivas filhas, devem denunciar, pois a maior tragédia já aconteceu e elas não podem deixar que outra tragédia desça sobre a casa. Agora, fato é que a igreja evangélica brasileira não sabe lidar com essas situações.

Notas:

[1] http://www.alcnoticias.org/articulo.asp?artCode=7103&lanCode=3

[2]STEFANO, Marcos.Somos Evangélicos, Mas Ele Me Espanca. Revista Eclésia. ANO 11 (2006). Edição 117. P. 50-53

[3] Idem.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Dicas Literárias: Marcas de uma igreja saudável!

Veja esse interessante vídeo sobre o assunto de eclesiologia madura, pautado no livro "Nove Marcas de uma Igreja Saudavel"(Editora Fiel) de Mark Dever. Recomendo essa obra como mais uma dica literária:


terça-feira, 10 de março de 2009

Cristandade Esquerdista. Parte Final

Leia a primeira parte do texto logo abaixo.

A esquerda está ligada também com o catolicismo, mas principalmente por meio de uma teologia desenvolvida na América Latina, sob o viés da pobreza e miséria. A Teologia da Libertação ganhou também uma nova roupagem em seguimentos protestantes, conforme analisado abaixo.

O esquerdismo e a Teologia da Libertação

A mais esquerdista das teologias nasceu de renomados protestantes e católicos, como Rubens Alves, ex-pastor presbiteriano e o padre peruano Gustavo Gutiérrez. Parcela significativa a Igreja Católica na América Latina segue essa linha doutrinária, mas não encontra o apoio do Vaticano nas gestões conservadoras de João Paulo II e Bento 16. Os nomes mais famosos dessa corrente são os religiosos Leonardo Boff e Frei Betto.

O Partido dos Trabalhadores (PT) existe hoje graça a dezenas de católicos (ligados a teologia da libertação) que estiveram empenhados na fundação desse partido. O PT, como partido de linha comunista não seguiu uma agenda atéia, como na extinta URSS, mas sim do catolicismo dito progressista. Alguns nomes famosos do meio evangélico já foram filiados ao PT, como Ricardo Gondim [1], Robinson Cavalcanti e Jorge Pinheiro.

A Teologia da Libertação não está restrita somente nos círculos católicos, mas muitos protestantes são entusiastas, principalmente aqueles ligados a movimentos ecumênicos. A "teologia pós-moderna" simpatiza com o discurso dos teólogos "libertadores". A pós-modernidade é sinônimo de desconstrutivismo, assim como a Teologia da Libertação. Apesar da Teologia da Libertação ser parte do projeto da modernidade, vinculada aos sonhos de progresso por meio do estado marxista, a mesma casou bem com a pós-modernidade e as suas propostas de desconstrução da ortodoxia cristã.

Hoje, o presidente do Paraguai é o ex-bispo Fernando Lugo, militante de esquerda e adepto da Teologia da Libertação. Frei Betto já foi assessor especial da presidência da República, além de sua relação estreita com o regime castrista em Cuba. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão máximo do catolicismo brasileiro, aderiu em grande parte para essa teologia [2].

Igreja Universal do Reino de Deus e o petismo

Nas eleições presidenciais de 1989, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) propagava por meio do jornal Folha Universal, que o então Luiz Inácio Lula da Silva era uma espécie de demônio, assim como todos os comunistas do PT.  Esse discurso foi incorporado por outros grupos evangélicos naquela época. Olhando para hoje parece que isso nunca existiu. Hoje, a IURD controla o Partido Republicano Brasileiro (PRB), sendo uma base importante do governo, tendo o vice-presidente José Alencar e o ministro Mangabeira Unger como membros.

Na inauguração da Record News em 2007, Edir Macedo e o presidente Lula pareciam bem ligados, numa sintonia política que era inimaginável nos anos de 1980. Hoje, a Rede Record claramente apresenta uma agenda pró-governo.  É claro que Macedo não se converteu ao esquerdismo após uma leitura atenta dos livros de Karl Marx, longe disso, pois essas ligações são puro pragmatismo e falta de linha ideológica presente na sociedade brasileira e conseqüentemente na IURD. Macedo abraçou tanto o esquerdismo, que até em questões morais o mesmo vem defendendo o “direito” do aborto para as mulheres.

Ora, enquanto no início nos anos 1990, o petismo foi rejeitado massivamente pelos evangélicos, em 2002 e 2006, o lulismo caiu nos braços pentecostais e neopentecostais, com amplo apóio conforme mostrado na primeira parte desse texto.  Macedo e o bispo Manoel Ferreira fundaram o Conselho Nacional de Pastores do Brasil (CNPB) no ano de 1993. Em 1994, no Rio de Janeiro, o CNPB reuniu milhares de pessoas para “clamarem pelo Brasil”, sendo uma campanha aberta contra Lula[3]. Hoje, tanto Macedo quanto Ferreira são peças importantes no quadro de apóio de Lula, sendo então mais uma prova que o “mundo dá voltas”, e muitas vezes essas “voltas” são bem estranhas!

Uma “esquerda teológica” casada com a agenda da “esquerda política”?

No Brasil esse fenômeno não é observável, mas os cristãos norte-americanos ligados a esquerda (Partido Democrata) normalmente defendem bandeiras libertinas, como o casamento gay e o aborto e uma interpretação completamente alegórica das Sagradas Escrituras. Repetindo que o mesmo não acontece no Brasil, pelo menos em grande escala.

Nos Estados Unidos essa associação entre esquerda política e esquerda religiosa ganhou força com a vitória de Barack Obama. O novo presidente dos EUA representa uma “nova esquerda”, não mais ligada ao secularismo ateu, anti-religioso, que vivia desligado de questões transcendentais, como a maioria dos democratas se comportaram nos últimos anos. Obama se colocou na campanha como representante de uma “esquerda religiosa”, que, porém em nada muda com a “esquerda não-religiosa”.  Um dos discursos de Obama mostra bem essa mistura sem nexo da suposta “esquerda religiosa”:

Nós temos fé. Aqueles de nós, à esquerda, que acreditam no direito de a mulher fazer um aborto, que defendem os direitos de nossos amigos gays, que se preocupam como os pobres e que confiam que o governo pode ser um instrumento de retidão- nós também amamos a Deus. Nós também temos paixão espiritual e acreditamos que os Estados Unidos que queremos surgem, da mesma maneira, a partir da fé. Nunca mais seremos descritos como descrentes. A direita religiosa não tem mais algo que nós temos. [4]

Observe que a agenda libertina da esquerda secular é a mesma da esquerda religiosa defendida e representada por Obama. É claro que esse exemplo se aplica aos Estados Unidos, pois no Brasil não existe um paralelo desse mesmo discurso. No Brasil muitos conservadores teológicos são de esquerda, mas a “esquerda teológica inevitavelmente segue a esquerda política no Brasil” [5]. Na atualidade, a esquerda teológica pode ser caracterizada por novas correntes pós-modernas, que são relativistas, agnósticas e não crêem na Escrituras como Palavra de Deus.  A esquerda teológica nasce com David Friedrich Strauss e Ludwig Andreas Feuerbach, alemães que ensinaram suas teses materialistas no Século 19 e foram influenciadores do também alemão Karl Marx. Ambos era hegelianos e reduziam a fé cristã à pura mitologia

Conclusão:

No decorrer dos dois textos não houve juízo de valor sobre a relação da cristandade com o esquerdismo, pois esse não é o propósito primário do texto, mas sim mostrar como no Brasil os cristãos estão ligados a essa ideologia de modo inconsciente, em sua maioria. Essa só é mais uma faceta de como o evangelicalismo brasileiro pensa pouco sobre suas posições, abraçando sempre acriticamente os primeiros modismos, clichês e chavões que ouvem por aí, inclusive políticos!

Notas:

[1] Ricardo Gondim afirmou na sua última entrevista, concedida para Sérgio Pavarini na Revista Cristianismo Hoje: “Sou um pensador independente, de esquerda. Não acredito no neoliberalismo capitalista. Ele produz os excluídos. O Evangelho defende os pobres e os marginalizados”.

[2] O post não permite uma análise profunda dessa teologia, mas que poderá ser discutida em um texto futuro.

[3] MARIANO, Ricardo. Neopentecostais.  2 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005.  p 94.

[4] MANSFIELD, Stephen. O Deus de Barack Obama. 1 ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2008. p 15. Discurso proferido na Convenção do Partido Democrata, em Boston, na data de julho de 2004.

[5] NICODEMUS, Augustus. O Que Estão Fazendo com a Igreja. 1 ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. p 14.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cristandade Esquerdista Parte 01

Pentecostais, neopentecostais, católicos progressistas, espiritualidades pós-moderna e o esquerdismo. Tudo em comum!

Muitos afirmam que o debate entre direita e esquerda desabou com a queda do muro de Berlim. Grande engano! Quem estuda em qualquer faculdade de ciências humanas percebe que esse debate continua intenso e gerando as mais fortes emoções. Talvez, muitos afirmam que o debate está morto pelo grande número de esquerdistas (conscientes ou não) e também pela inércia dos direitistas. As universidades brasileiras estão permeadas de uma cosmovisão esquerdista. É preciso lembrar que a esquerda não está restrita a aspectos políticos e econômicos, mas também afeta as questões relacionadas à moralidade, individualidade, papel do Estado etc.

O dicionário Houaiss define a esquerda como:

Conjunto dos indivíduos de uma nação, ou mesmo de uma comunidade supranacional, que acreditam na superioridade dos regimes socialistas ou comunistas sobre outras formas de organização econômico-políticas, especialmente o capitalismo, com sua fé no mercado como regulador de tudo, atribuindo, portanto, ao Estado o dever de intervir na economia, e que advogam o dever do Estado em prover o bem-estar dos cidadãos, tendo ainda como uma de suas principais metas acabar com as desigualdades sociais inerentes ao regime capitalista.

O poeta e jornalista Nelson Ascher, tachado como direitista, resumiu em um verso o pensamento esquerdista:

A esquerda clássica propunha o sacrifício da liberdade, da fraternidade e da prosperidade em nome de uma igualdade nivelada por baixo, mas que nem por isso se estendia à liderança revolucionária. A esquerda atual não passa de uma torcida (mal) organizada, a Mancha Vermelha, que espera, por meio da macumba, derrotar a seleção que desclassificou seu time. [1]

O filósofo e jornalista direitista Olavo de Carvalho classifica a esquerda como "toda corrente que legitima suas pretensões ambiciosas em nome de um futuro hipotético" [2] Ainda outras definições poderiam ser dadas, mas geralmente são recheadas de polêmicas que são desnecessárias nesse texto. O fato é que todo esquerdista nega que seja antidemocrático e autoritário, mas empiricamente é o que vemos nos governos "humanistas" de pessoas como Fidel Castro, responsável por cem mil mortes em Cuba, um verdadeiro assassino, que é celebrado por intelectuais medíocres no Brasil e na Europa. Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Corrêa e outros presidentes latinos tentam a cada dia aumentar seus poderes por meio de revisões nas constituições de seus países.

Esquerda nos Estados Unidos e os evangélicos

Nos Estados Unidos da América a esquerda não está relacionada necessariamente ao marxismo, mas não deixa de pregar um papel mais intenso do Estado. Agora, é importante lembrar que existe marxismo real na América. Os esquerdistas norte-americanos, a semelhança do Brasil, são defensores de políticas "liberais" (o melhor termo seria libertinas para que não fosse confundido com o liberalismo político) como defesa do "casamento" homossexual, aborto, eutanásia, células-tronco embrionárias etc. Representados principalmente pelo Partido Democrata, do presidente Barack Obama.

Esquerda no Brasil e os evangélicos

PT, PSOL, PCO, PSTU, PCO e outros partidos, apesar da diferenças, podem ser classificados com esquerdistas. Em todos esses partidos há inúmeros pentecostais e neopentecostais afiliados. No Brasil não existe uma separação clara entre evangelicais e o esquerdismo, mas pelo contrário, parece que a relação é intensa e constante!
O pastor Silas Malafaia, que pertence a CGABD, fez parte do Conselho Político Social e Econômico do presidente Lula, juntamente com o pastor batista Nilson Fanini e tendo como suplente o pastor Jabes Alencar, um assembleiano não vinculado às duas maiores convenções. Malafaia apoiou Lula em 2002, juntamente com o pastor Hidekazu Takayama (CGADB), Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra), Robinson Cavalcante (Igreja Anglicana) e até Guilhermino Cunha (Igreja Presbiteriana do Brasil). A CONAMAD (Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil - Ministério Madureira) tem como presidente o bispo e deputado federal Manoel Ferreira (PTB-RJ). Ferreira faz parte da base de apoio do presidente Lula e fez campanha para o petista em 2006[1].
Além desses influentes pastores tendenciosos aos partidos de esquerda, vários líderes políticos, que são evangélicos, também apoiaram Lula ou ainda fazem parte de seu governo. A senadora assembleiana Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente é um grande exemplo dessa relação, assim como o senador batista Magno Malta (PR - ES), a ex-governadora presbiteriana Benedita da Silva (PT-RJ).

Continua...

Notas:

[1] Folha de São Paulo, sábado, 23 de setembro de 2006 - Caderno Ilustrada!

[2] Folha de São Paulo, domingo, 23 de fevereiro de 2003 - Caderno MAIS!

[3] Leia a notícia da época, na Folha Online:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u82741.shtml

domingo, 8 de março de 2009

A infantilidade nas eleições assembleianas!

Ontem, no culto mensal de jovens, presenciei um exemplo da infantilidade que tomou de conta das Assembléia de Deus no Brasil. Um dos presbíteros da minha igreja convidou toda a mocidade para orar pelo candidato X, pois o candidato Y “pode ganhar e acabar com a doutrina assembleiana”. Ora, por um momento tive a impressão que estava em uma denominação sólida teologicamente, mas que poderia sofrer um reverso por causa do candidato Y. Muitos jovens ficaram preocupados com a advertência do presbítero e oravam com todo o fervor pela vitória do candidato X.

Não caro leitor, não estou aqui defendendo candidato X ou candidato Y. Quero mostrar com esse exemplo que a infantilidade, que é fruto de uma politicagem cada vez mais violenta e asquerosa, domina o debate eleitoreiro nas Assembléia de Deus. Os partidários do “CGADB para todos” acusam os partidários do “CGABD é você” e vice-versa. Parecem duas crianças disputando uma bola no parque.  

Se você visitar comunidades no site de relacionamento Orkut, vinculados a denominação, você verá várias acusações sem fundamento por parte de ambos os grupos (ou torcidas de grupos).  Acusações que vão de complô para fraudar urnas, até ameaças de morte. O lamentável que muitos pastores ainda colaboram com esses fóruns nas comunidades virtuais, alimentando a discórdia. Fico pensando até que ponto essa eleição pode chegar!

Também ontem, visitando o blog de um dos candidatos, o mesmo condena uma suposta pesquisa que tem sido feito por telefone, entre os pastores assembleianos.  Ele repudia tal atitude e aproveita para convidar os que repudiam para votar em seu número. Cada uma!

Conclusão:

Sonho ainda com uma denominação mais madura e que cumpra o seu papel como igreja. Penso que isso não acontecerá agora. Não tenho um pingo de esperança em mudanças positivas, independente do resultado dessas eleições em Abril. Essas eleições não estão vindo com propostas de melhoras efetivas, mas sim tem piorado o nível dessa convenção tão importante. Maturidade já, disso nós todos necessitamos!

sábado, 7 de março de 2009

I Coríntios e o pentecostalismo atual!


Sempre sonhei em estudar com meus alunos da Escola Bíblica Dominical (EBD), a Primeira Carta de Paulo aos Coríntios. Para minha surpresa e alegria, a CPAD lançará para o segundo bimestre desse ano as tradicionais Lições Bíblicas sobre esse tema: I Coríntios - Os problemas da Igreja e suas soluções. Essa revista terá o comentário do renomado teólogo Antonio Gilberto da Silva.

Estudar Primeira Carta aos Coríntios é praticamente estudar a igreja pentecostal brasileira. Uma igreja fervorosa, mas não espiritual. Uma igreja com várias divisões, matando a comunhão e edificação mútua. Confusões litúrgicas e nas práticas infantis de adoração. Uma igreja que necessita conhecer melhor doutrinas essenciais com a ressurreição de Cristo e dos santos. Corinto e Brasil são pólos de muita idolatria, riqueza e imoralidade. Portanto, temos muito em comum com essa maravilhosa missiva paulina.

Recomendo que você aproveite muito bem essa revista em sua igreja. Nessa oportunidade, indico alguns livros que ajudarão a entender melhor essa carta de Paulo:

01.   MORRIS, Leon. I Coríntios, Introdução e Comentário. 1 ed. São Paulo: Vida Nova, 1981.

02.   HORTON, Stanley M. I e II Coríntios, Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

03.   LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios, Como Resolver Conflitos na Igreja. 1 ed. São Paulo: Hagnos, 2008.

04.   KISTEMAKER, Simon. I Coríntios. 1 ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

05.   PALMA, Anthony D. I Coríntios in. Comentário Bíblico Pentecostal. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

Boa aula aos alunos e professores. Para os iniciantes, visite regulamente a Escola Dominical de sua igreja!

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Blog Teologia Pentecostal recomenda!

Amigos leitores, especialmente você que mora na Grande São Paulo. Convido para participar de um interessante evento, principalmente para aqueles que são pentecostais e gostam de uma boa reflexão teológica.  Amanhã, 07 de março de 2009, acontecerá o Café Pentecostal. Esse evento é gratuito e acontece a cada três meses. Compareça, pois será de grande proveito.

Nessa edição o palestrante será o prof° Ricardo Bitum, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Bitum é pastor de tradição pentecostal. O coordenador do evento é o prof° Paulo Romeiro, também do Mackenzie e conhecido por suas obras apologéticas.

Realização: AGIR (Agência de Informação Religiosas)

Apoio: Igreja Cristã da Trindade

Data: 07/03/2009

Horário: 8:30 às 9:30 - café, 9:30 às 12:00 - reunião.

Local: Av. Jabaquara, 2461 - Junto a estação do Metrô São Judas. Mirandópolis - São Paulo - SP - Brasil CEP 04045-004

Lembrando que o evento é aberto a todos os interessados.

Saiba mais: http://www.ictrindade.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=146&sg=0&form_search=&pg=1&id=224

quinta-feira, 5 de março de 2009

Existem igrejas sem prioridades!

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. Jesus Cristo em Mateus 28.19-20

- Existem igrejas que pagam muito dinheiro em eventos (shows), que promovem “shows-man”, mas não tem coragem de fazer um grande investimento nas classes de Escola Dominical das crianças e adolescentes, comprando equipamentos e matérias didáticos.

- Existem igrejas que gastam dois mil reais promovendo cantores e seus cd´s, mas não investem em educação musical dos adolescentes, que poderiam construir uma linda orquestra e um bonito coral para a congregação local.

- Existem igrejas que constroem lindos templos, com confortáveis cadeiras e até ar condicionados de última geração, mas quase nada investem em missões transculturais ou evangelização local.

- Existem igrejas em que parece existir uma competição pelo número de grupos musicais, pois o grupo das crianças, dos pré-adolescentes, dos adolescentes, dos jovens e das senhoras precisam cantar em todos os cultos. Diante de tantos grupos (vocais), sobra tempo para a pregação da Palavra de Deus?

- Existem igrejas que estão construindo amplos estacionamentos para os carros dos membros, com vagas especiais aos pastores, mas não podem investir no seminário teológico de um jovem vocacionado ao mistério pastoral e que não tem condições de pagar uma boa faculdade.

- Existem igrejas que estão muitos interessantes em programas de televisão, que atingem uma audiência em sua maioria de evangélicos, mas poucas estão preocupadas em promoverem seminários, conferências e simpósios de reflexão doutrinária e teológica.

- Existem igrejas que planejam construir “centros de convenções”, mas não tem nenhuma universidade para promoção de uma educação cristã.

As duas maiores prioridades das igrejas deveriam ser evangelização dos ímpios e educação (discipulados) dos convertidos, conforme a Grande Comissão de Jesus Cristo. Infelizmente isso não tem acontecido em boa parte de nossas igrejas.

Existem igrejas sem prioridades. Uma igreja que em lugar de praticar a Grande Comissão, prefere a Grande Omissão!


segunda-feira, 2 de março de 2009

Perguntar não ofende!

Lendo o estatuto da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGABD), eis que me deparo com a seguinte norma sobre o procedimento em eleições convencionais:

Seção IV
Da Propaganda Eleitoral

Art. 23. Não será tolerada propaganda ou divulgação de mensagem de candidato:

II – com a realização de programas pela mídia, cultos de ação de graças, congressos, convenções e inaugurações, divulgar, contratar cantores, bandas ou pregadores com o objetivo de, ao ensejo do evento, propagar o nome de candidato.

Perguntar não ofende: Isso tem sido obedecido pelos candidatos? Ora, estatutos institucionais devem ser obedecidos.
Que os nossos estatutos não sirvam de enfeite, nem em questões eleitorais, nem litúrgicas e muito menos doutrinárias.

PS: Na quinta-feira (05/03/2009) voltarei com as postagens diárias.