sábado, 23 de janeiro de 2010

A Soberania de Deus não é fatalismo!

Neste artigo a relação entre a Soberania de Deus e as tragédias é discutida. A tragédia no Haiti, por exemplo, deve ser alvo de muito cuidado ao emitir opiniões teológicas, assim evitando o falatório que mais atrapalha do que ajuda. O texto é um pouco longo para o padrão de blogs, que são conhecidos por textos curtos, mas o índice ajudará na compreensão geral do artigo. Leia e comente.

- Introdução

- O que é fatalismo

-O que é a Soberania de Deus?

- Deus é soberano, mas os homens têm responsabilidades

- Deus é imutável, mas o homem não é

- Vontade Soberana e Poder Soberano

- Conclusão

- Apêndice: Algumas perguntas difíceis


Introdução

Mediante a tragédia no Haiti, muitos evangélicos estão preocupados em reafirmar a Soberania de Deus. Talvez pelos estragos causados pelo Teísmo Aberto [1] nos últimos anos, os evangélicos estão muito preocupados nessa afirmação. Mas, infelizmente, não meditam muito sobre os conceitos enunciados com trombetas. Ao afirmar a Soberania de Deus, muitos estão na verdade confundindo essa maravilhosa doutrina com o herético fatalismo. A Soberania de Deus não é fatalismo.

O que é fatalismo?

O fatalismo é uma atitude moral ou intelectual segundo a qual tudo acontece porque tem de acontecer, sem que nada possa modificar o rumo dos acontecimentos, como definiu o lexicógrafo Antônio Houaiss. O Dicionário Aulete classifica como uma: “atitude ou doutrina dos que atribuem todos os acontecimentos ao destino inevitável e prefixado, sem que se possa alterá-los ou preveni-los”.

O fatalismo lembra o determinismo. Os escolásticos deterministas defendiam a ideia que a vontade humana está subordinada à vontade divina. Portanto, se alguém que tem vontade de matar a mãe ou roubar um banco, na verdade, está subordinado à vontade de Deus. Como lembra C. Stephen Evans, os críticos do determinismo lembram que o fatalismo é a sua consequência lógica [2].

O que é a Soberania de Deus?

Deus é Soberano. Onipresente, onipotente e onisciente. A conclusão da oração do Pai Nosso é bem enfática nessa verdade: “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre” (Mt 6.13). Deus tem todo o poder. Deus é capaz e tem todo o direito sobre tudo e todos. Alguém duvida disso? Basta ler as primeiras páginas do Antigo ou Novo Testamento para provar dessas verdades.

Deus é soberano, mas os homens têm responsabilidades

A Soberania de Deus e a liberdade humana não são contraditórias. Soberania sem responsabilidade humana é fatalismo determinista, portanto heresia. Liberdade e responsabilidade humana sem soberania divina é pelagianismo, portanto heresia. A Soberania de Deus parece ser inconciliável com a liberdade humana, mas não o é. O teólogo reformado D. A. Carson escreve:
Os cristãos não são fatalistas. A linha central da tradição cristã não sacrifica a completa soberania de Deus, nem reduz a responsabilidade daqueles que levam a sua imagem. No reino da teologia filosófica, esta posição às vezes é chamada de compatibilismo. Isto simplesmente significa que a soberania incondicional de Deus e a responsabilidade dos seres humanos são mutuamente compatíveis. [3]
A liberdade humana não é mera invenção filosófica. O homem é livre e também escravo. Livre porque age conforme os seus desejos. Escravo porque suas ações são ruins e prejudiciais, trazendo-lhes miséria espiritual e dor na alma. A soberania de Deus é uma verdade incontestável. A ideia de Deus já traz em si soberania. Um deus sem soberania é um homem melhorado e um deus piorado. O compatibilismo lembra que as duas verdades andam juntas.

O ultra-arminianismo que exalta excessivamente a liberdade humana é conhecido com Teísmo Aberto. Uma grande furada teológica. O ultracalvinismo, que afirma o absurdo de que Deus já escolhe dedo a dedo quem vai para o céu e quem vai para o inferno e é conhecido como predestinacionismo [4], é uma distorção tão grave quanto à primeira. Não é à toa que alguns ultracalvinistas afirmam a espantosa tese de que Deus é o próprio criador do pecado.

Tanto fundamentalistas quando os “teístas abertos” não veem que a Bíblia contém muito antinômio, o conhecido paradoxo. Longe de ser contradição, na verdade são duas verdades aparentemente contraditórias que vão além do entendimento humano. Como escreveu o teólogo James I. Packer:
É preciso atribuir a aparência de contradição à deficiência da nossa própria capacidade de compreensão; encarar estes dois princípios não como duas alternativas rivais, mas como algo que, de alguma forma, você não consegue compreender no presente momento, mas que são mutuamente complementares [5].
Deus é imutável, mas o homem não é

Os “teístas abertos” dizem que Deus é mutável como o homem. Não, Ele não muda como e com o homem, pois “é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13. 8). Mas como lembra D. A. Carson, Deus é somente imutável em sua essência:
Ele (Deus) não é imutável em todo modo ou domínio possível. Ele é imutável em seu ser, propósitos e perfeições. Mas isso não significa que Ele não possa interagir com aqueles que levam a sua imagem em seu tempo [6].
Ou seja, Deus não muda em sua essência, mas os homens sim. Os homens estão em constante transformação. O teólogo Ezequias Soares escreve:
Nós, porém, entendemos que tudo pode ser mudado mediante a fé em um Deus pessoal. As profecias, ao invés de predizerem um futuro friamente predestinado, são apelos para nos convertermos dos nossos maus caminhos de termos um futuro bem diferente – esses apelos são feitos à nossa consciência e pressupõem o nosso livre-arbítrio. [7]

Portanto, como mostra a Bíblia na história de Jonas, Deus pode mudar seus planos conforme as reações do homem.

Vontade Soberana e Poder Soberano

É preciso diferenciar a Vontade Soberana de Deus como seu Poder Soberano. A vontade de Deus é sempre boa, agradável e perfeita. Deus pode tudo, mas nem sempre faz tudo o que Ele pode. Simplesmente, soberanamente Deus age conforme a sua Vontade Soberana. “A vontade e o poder soberanos de Deus não são arbitrários, despóticos, nem deterministas; Sua soberania é caracterizada pela Sua justiça e pala Sua santidade, bem como pelos Seus outros atributos”, como lembra F. H. Klooster [8].

Por exemplo, Deus pode mandar todo mundo agora para o inferno, mas essa não é a sua vontade. Deus não se contradiz em seus atributos de poder e amor, vontade e soberania. Ele é sempre coerente. Deus também não contradiz a sua própria Palavra.

Conclusão

Deus é soberano. Mas o mundo não está sob um fatalismo. Os homens não são robôs. O amor é incompatível com o fatalismo. Deus, por seu amor, mantém a humanidade livre. Livre até para passar toda a eternidade sem Ele.

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Apêndice: Algumas perguntas difíceis

Mediante esses conceitos, algumas perguntas vêm em mente.

Ora, se Deus é Soberano e tudo está sobre o Seu controle, então Ele é quem decide sobre a vontade de um estuprador para violentar crianças?

Ora, é claro que não. Deus não é contraditório. Sua Soberania não anula Seu amor, Seu repúdio pelo pecado e Sua sede de justiça. A vontade do homem é LIVRE. Deus não interfere nessa vontade. A não interferência de Deus não é por fraqueza ou falta de poder, como ensina os “teístas abertos”, mas sim porque Ele deu liberdade de vontade e ação para todos os homens. Quem decide estuprar é o homem, Deus nada tem nada com isso.

Mas Deus pode usar o estuprador para mostrar a graça de Deus a uma família cristã, pois a Bíblia diz que “tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”. Não é verdade?

Deus não usa estuprador, o Senhor usará profetas para consolar a família. E ponto final. Deus é santo. O pecado não é um instrumento usado pelo Senhor para manifestar a Sua Graça. Todas as coisas e situações ruins podem ser revertidas por Deus para o bem do cristão. Uma coisa é diferente da outra. O Senhor não provoca a tragédia do estupro, mas usa esse grande mal (de alguma forma) para o bem do cristão. Ele não é agente do mal, mas agente do bem. O Senhor soberano e poderoso transforma o mal em bem, o mau em bom.

Como o homem pode ser livre se o mesmo tem uma natureza carnal que deseja as obras más? Ele não é um escravo da carne?

A resposta está na própria pergunta. O homem livre segue o que deseja. A falta de liberdade é justamente a privação dos seus desejos. Não há liberdade quando o homem segue uma vontade alheia à sua. O processo de conversão acontece justamente quando o homem renuncia essa liberdade e busca o senhorio de Cristo. Quanto convertido, o homem de uma nova natureza espiritual passa a desejar a vontade e os conselhos de Deus. Ele então se torna livre pela atuação do Espírito Santo. Livre, pois suas ações boas estão em sintonia com os seus bons desejos. Ação boa sem bom desejo é falta de liberdade e hipocrisia.

Deus provocou a tragédia no Haiti?

A tragédia no Haiti é culpa do homem, exclusivamente do homem de hoje e de ontem. Quando Adão pecou Deus lembrou que a terra seria maldita por isso. A ordem deu lugar ao caos. O certo deu lugar ao errado. A harmonia natural fez despertar a fúria natural. Terremotos, furacões, tornados, tempestades, secas e outras tragédias naturais são fruto do primeiro pecado.

Ontem, o homem Adão pecou e afetou a ordem do planeta. Hoje, no caso, durante os últimos dois séculos, o Haiti sofre com corrupção, falta de governo, ditaduras, pobreza, falta de educação básica etc. O Japão já enfrentou terremotos semelhantes, mas as mortes não passaram de seis mil pessoas. Por que isso? O Japão foi vítima das consequências do primeiro pecado, mas já tinha corrigido os erros sociais, que fez daquela terra um lugar mais seguro. Se o Haiti fosse parecido com o Japão a tragédia seria bem menor.

Deus não provocou a tragédia no Haiti. Os homens provocaram. Se o Haiti fosse um país desenvolvido, as mortes não teriam passado dos 160 mil. Portanto, cristãos, não coloquem a culpa em Deus. Não falem em ira contra o vodu. Se assim fosse, muitos templos evangélicos já estariam no chão por causa da feitiçaria praticada com os “objetivos fetiches” que servem supostamente para cura divina. A feitiçaria gospel irrita também a Deus. Mas o juízo dos evangélicos e dos haitianos não é hoje, mas sim no futuro.

“Ah, Deus é soberano. Ele controla tudo.” Alguém aqui negou que Deus tudo pode? Sim, Deus é o poderoso, que sabia desde a fundação do mundo sobre essa tragédia. Deus poderia evitar que as placas tectônicas se chocassem? Mas é claro que sim! Então, por que não evitou? Ora, é o preço da liberdade. Deus não infantiliza os homens. Poderia ser diferente? Sim, se no século XIX o caminho do Haiti fosse o desenvolvimento, hoje os mortos não seriam tantos. Infelizmente, aquele país foi governo por loucos, como o Papa Doc, um dos governantes mais sanguinários da história. É o verdadeiro assassino. O Papa Doc e o seu filho Baby Doc, hoje exilado na França, são alguns dos responsáveis por essa tragédia. Não coloquem Deus na categoria da dinastia Doc.

Nota e Bibliografia:

[1] Sobre o Teísmo Aberto, leia mais nos artigos Teísmo Aberto e suas implicações à teologia pentecostal - Parte 01 http://teologiapentecostal.blogspot.com/2008/03/tesmo-aberto-e-suas-implicaes-teologia.html - Parte 02 http://teologiapentecostal.blogspot.com/2008/03/tesmo-aberto-e-suas-implicaes-teologia_15.html. Leia também o livro: PIPER, John; TAYLOR, Justin; HELSETH, Paul K. Teísmo Aberto– Uma teologia além dos limites bíblicos. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2006.

[2] EVANS, C. Stephen. Dicionário de Apologética e Filosofia da Religião. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2004. p 55.

[3] CARSON, Donald. A. A Difícil Doutrina do Amor de Deus. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 54.

[4] GOUVÊA, Ricardo Quadros. A Piedade Pervertida. 1 ed. São Paulo: Grapho Editores, 2006. p 26.

[5] PACKER, James I. A Evangelização e a Soberania de Deus. 1 ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002. p 18.

[6] CARSON, Donald A. Idem. p 57.

[7] SOARES, Esequias. Teologia Sistemática Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. p 89.

[8] ELWELL, Walter (Ed). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã (em um volume). 1 ed. São Paulo: Vida Nova, 2009. p 409 (vol. 3)

10 comentários:

Nilton Rodolfo disse...

A paz do Senhor, meu irmão!

O teu texto é uma bênção. Um abraço.

Nilton Rodolfo

Anônimo disse...

Nao leva a mal nao meu irmao
Seu texto tem otimos argumentos , muito bem elaborados por pensadores cristaos
Mas nao consigo aceitar que um elemento que viveu segundo a (CRONOLOGIA) historia do cristianismo há 8 mil anos atras tenha deixado uma herança maldita como essas para as pessoas que nao tem nada ,absolutamente nada haver com ADAO
Por mais elaborado e com varios argumentos ISSO nao e justo
Crianças inocentes e pessoas que ate esta data há 11 dias ´pós o terremoto ainda estao alguns vivos debaixo dos escombros no haiti pagarem pelo pecado ou erro de um homem

DIANTE DOS SEUS ARGUMENTOS :
O Japão já enfrentou terremotos semelhantes, mas as mortes não passaram de seis mil pessoas.
6 mil pessoas ? nao sao poucas vitimas

Por que isso? O Japão foi vítima das consequencias do primeiro pecado, mas já tinha corrigido os erros sociais, que fez daquela terra um lugar mais seguro.
"Interessante e que no japao nao predomina o cristianismo"

Deus não provocou a tragédia no Haiti. Os homens provocaram
AS placas tectonicas foram criadas pelo homem ?
Nao e Deus o autor da natureza ?

Anônimo disse...

Parabéns pela reflexão Gutierres! Acredito que a tragédia no Haiti seja a consequência de um conjunto de fatores: políticos, econômicos, sociais, geográficos e também de ordem permissiva de Deus, pois nada, absolutamente nada acontece se Deus não permitir... Deus te abençoe sempre!

Anônimo disse...

Parabéns pela reflexão Gutierres! Acredito que a tragédia no Haiti se deve a um conjunto de fatores: políticos, econômicos, sociais, geográficos e também de ordem permissiva de Deus, afinal, nada, absolutamente nada acontece se não for permitido por Deus... Deus te abençoe sempre!

Gutierres Siqueira disse...

Anônimo I

A Queda afetou a todos, em todos os tempos. A Redenção de Cristo também afeta a todos, em todos os tempos. Nem só de más notícias vive esse universo.
A tragédia é humana. Sim, o terremoto não é antropogênico. Mas um país estruturado evitaria milhares de mortes. Por isso a tragédia é dos homens. É a incompetência dos governantes corruptos.

martins111 disse...

DEUS NÃO MANDA NINGUÉM PARA O INFERNO. O QUE ACONTECE É QUE BICHO QUE GOSTA DA ESCURIDÃO, NÃO SUPORTA A LUZ. É UM PROBLEMA DE INCOMPATIBILIDADE. QUE BICHO QUE VOCÊ É?

geziel disse...

Encontramos nas Escrituras diversas ocasiões em que Deus mostrou sua ira contra pecadores. Considere alguns exemplos. "Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel.

Por isso, se acende a ira do SENHOR contra o seu povo, povo contra o qual estende a mão e o fere, de modo que tremem os montes e os seus cadáveres são como monturo no meio das ruas. Com tudo isto não se aplaca a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão." (Isaías 5:24-25).

Na mesma época, Deus explicou o castigo do povo desobediente: "O SENHOR advertiu a Israel e a Judá por intermédio de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai_vos dos vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, segundo toda a Lei que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por intermédio dos meus servos, os profetas.... e venderam_se para fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocarem à ira.

Pelo que o SENHOR muito se indignou contra Israel e o afastou da sua presença; e nada mais ficou, senão a tribo de Judá" (2 Reis 17:13,17-18). Estas conseqüências do pecado foram previstas por Samuel no início do reino de Israel, 300 anos antes de Isaías. Samuel disse: "Se, porém, não derdes ouvidos à voz do SENHOR, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado, a mão do SENHOR será contra vós outros, como o foi contra vossos pais" (1 Samuel 12:15).

Às vezes, pessoas descartam tais exemplos da ira de Deus, sugerindo que o Deus do Velho Testamento é diferente do que o do Novo Testamento. Enquanto a aliança realmente mudou, o Deus que nos governa é o mesmo. A santidade dele não diminuiu, e ele continua rejeitando pecado e pecadores.

O Novo Testamento nos assegura que Deus ainda responde ao pecado com ira. Romanos 11:22 diz: "Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado."

O livro de Hebreus diz que Deus é até mais severo hoje do que na época da antiga aliança (Hebreus 2:2-3). Depois, ele reafirma este fato: "Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei.

E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:28-31). A ira de Deus é inseparável de sua santidade. Se Deus aceitasse o pecado, ele não seria santo.

Anônimo disse...

Pois é ! e aonde esta ajustiça divina com os inocentes ?
todas aquelas crianças eram impias ?
Gen 18:23 - E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?


Gen 18:25 - Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?

José Nunes disse...

Gutierres, seus comentários tem um forte componente filosófico, o que não nescessariamente está em conformidade com textos bíblicos.

O que você teria a dizer na luz da palavra os textos abaixo e a tragédia que se abateu sobre o Haiti ?:

Isaías 8:19 Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?

Isaías 8:21 Passarão pela terra duramente oprimidos e famintos; e será que, quando tiverem fome, enfurecendo-se, amaldiçoarão ao seu rei e ao seu Deus, olhando para cima.

Isaías 29:6 Do SENHOR dos Exércitos vem o castigo com trovões, com terremotos, grande estrondo, tufão de vento, tempestade e chamas devoradoras.

Joel 2:30 Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça.

Robson disse...

Você disse:

"O pecado não é um instrumento usado pelo Senhor para manifestar a Sua Graça."

Pô, cara, depois você fala que quem diz o contrário é heresia. A crucificação de Cristo foi o que então? Deus "permitiu"? Pfff...
É isso que diz At 2:22,23?

E faraó? O que diz Rm 9:14-18?

O que você diria sobre Pv 16:4 e Is 45:7? E Dn 4:35? E II Sm 24:1?

O que diria também sobre II Ts 2:11?

Onde está a heresia?