sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lição 09 - O Princípio Bíblico da Generosidade

SUBSÍDIO ESCRITO PELA EQUIPE DE EDUCAÇÃO DA CPAD

Leitura Bíblica em Classe

2 Coríntios 8.1-5; 9.6,7,10,11

Introdução

I. Exemplos de ações generosas (8.1-6,9; 9.1,2)
II. Exortação ao espírito generoso para contribuir (8.7-15)
III. Os princípios da generosidade (9.6-15)

Conclusão

Palavras-chave: generosidade, caridade, contribuição, ofertar

I. Exemplos de ações generosas (8.1-6,9; 9.1,2)
• Professor inicie a aula com a seguinte pergunta: “O que é generosidade?” Ouça com atenção os alunos e depois escreva, no quadro-de-giz, a definição apresentada na sua revista.
• “Princípios sobre a contribuição no Novo Testamento, encontrada em 2 Coríntios 8-9. Deram-se a si mesmos. O que Deus quer de nós não é o nosso dinheiro. Quando nos entregamos ao Senhor, aderimos à contribuição (8.5). Lembre-se do exemplo de Cristo. Ele deu tudo para enriquecer as nossas vidas. As riquezas que temos nele são as verdadeiras riquezas, não a opulência material (8.9). Contribua na medida de sua possibilidade. O ato de doar não tem como objetivo empobrecer o contribuinte. O que agrada a Deus não é o montante da adoção comparada com a nossa disponibilidade, mas a disposição em fazê-lo (8.10-12). Contribua para satisfazer necessidades. A contribuição tem por objetivo prover as necessidades básicas de cristãos carentes. Este princípio reflete a vulnerabilidade do mundo do século primeiro aos famintos e à igreja nas perseguições, que geralmente significa que os crentes perderam seus meios de subsistência. O princípio de que contribuir era uma forma de externar a sensibilidade aos pobres e de que nossa preocupação maior ainda deve ser para com a carência humana e não com a questão de ordem patrimonial, pois a igreja de Jesus é gente. Contribuir é semear. A oferta é um investimento para o nosso futuro eterno. Quanto maior o investimento, maior será o retorno (9.6). O contribuir é um ato pessoal. O quanto a pessoa contribui é um problema entre ela e o Senhor. Deus não está interessado em dinheiro doado de má vontade (9.7). Contribuir é uma expressão de confiança. Deus é capaz de satisfazer as nossas necessidades e de prover muito mais do que precisamos para viver com alegria e sem temor (9.8-11). Contribuir estimula a oração. O recebedor louva a Deus e ora pelo doador” (9.12-15) (Guia do Leitor da Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, p. 781).

II. Exortação ao espírito generoso para contribuir (8.7-15)

• “Paulo ilustra a reciprocidade mútua de recursos que expressa a verdadeira natureza da igreja por meio de colheita diária do maná no deserto pelos israelitas: ‘O que muito colheu não teve de mais; e o que pouco, não teve de menos’ (2 Co 8.15; Êx 16.18). Toda riqueza é como o maná do Senhor, destinada não à falta de moderação ou ao luxo, mas sim ao alívio das necessidades dos irmãos.

O critério da generosidade cristã que Paulo aplica nestes versículos inclui:

1) A magnitude da graça de Cristo;
2) A extensão da bênção material;
3) A dimensão das necessidades do corpo de Cristo.
Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol 8. Rio de Janeiro, CPAD, p. 453

III. Os princípios da generosidade (9.6-15)

“Paulo mostra que a “generosidade, quando realizada com o espírito apropriado, pode ser uma fonte de bênçãos a todos aqueles que estão envolvidos – aos outros, a Deus, e a nós mesmos.

Em primeiro lugar, o apóstolo explica que o cristão generoso é ‘alguém que semeia’. Não há medo de destituição na generosidade, pois ‘dar é semear’ e semear significa esperar uma colheita. O mundo enriquece tirando dos outros; o cristão enriquece dando aos outros. Em uma das suas expressões contrastantes, Paulo sugere que existem duas maneiras de semear – pouco e em abundância – com as colheitas correspondentes. ‘Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros, que retêm mais do que é justo, mas para a sua perda. A alma generosa engordará, e o que regar também será regado’ (Pv 11.24,25). Aquele que semeia com abundância semeia ‘no princípio das bênçãos’, e com base nisto ele colhe. A ideia de bênçãos é o princípio da mordomia cristã (cf. Lc 6.38).

Há outro principio coerente com este. Cada homem só deve dar aquilo que tenha proposto anteriormente no seu coração. O ato de dar não deve ser realizado com tristeza ou por necessidade (compulsão). O ato de dar que é motivado basicamente pela compulsão externa é realizado com dor e tristeza, e não pode estar de pleno acordo com a mente de Cristo. Deus ama ao que dá com alegria (Pv 22.8).O texto grego enfatiza alegria (hilaron) e em Deus. É da palavra hilaron que obtivemos a nossa palavra ‘hilariante’. Este versículo implica que o pagamento do dízimo meramente como uma obrigação legalista não é uma atitude cristã. O ato de dar, por parte de cada cristão, deve ser motivado adequadamente – ele deriva da graça e almeja abençoar”.Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol 8. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 455,456

Extraído de:

Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol. 8. Rio de Janeiro, CPAD.
Guia do Leitor da Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD.

2 comentários:

Eduardo Sales de Lima disse...

Paz do Senhor,
Gostaria de fazer umas notas necessárias à esse estudo. 1º A generosidade solicitada por Paulo não tem nada haver com a situação precária da Igreja, ou com o espírito de generosidade, ou ainda com a vulnerabilidade do mundo. Antes reflete uma questão judaica (Não dá para entender o Novo Testamento se não entender o Judaísmo). Os Judeus possuíam três dízimos no Antigo Testamento: O Dízimo in natura, o produto da terra que servia para o sacrifício e era dividido com o Sacerdote e o Levita; o segundo dízimo que era trocado por dinheiro e gasto em Jerusalém; e o terceiro dízimo, que era o dízimo do que havia sobrado após a aplicação dos impostos e taxas, que era para as viúvas, órfãos e estrangeiros necessitados. A Mishna dos dias de Jesus interpretou como o dízimo dos pobres (Veja Bíblia Católica o livro de Tobias cap.1). A Igreja primitiva orientou Paulo que fizesse somente a coleta (Gl 2), e as solicitações de Paulo são o desenvolvimento natural desse dízimo, isso porque os outros dois haviam sido banidos (O primeiro foi satisfeito em Cristo, e o Segundo não era mais necessário pois o crente não dependia mais do Santuário de Jerusalém), e o terceiro foi identificado em vários textos do NT como centro da fé.
Outra nota: Generosidade com espírito apropriado é fonte de benção? A forma de ver está errada (farisaísmo). Não se é generoso para receber bênçãos, mas podemos receber bênçãos por ser generosos. Assim, a mensagem principal de Paulo não é um apelo à generosidade interior, ou a um sentimento de generosidade, mas a extensão da prática do dízimo dos pobres que, para Paulo, deve ser praticada mesmo em momentos difíceis 2co 8:1-6; Paulo questiona a atitude mesquinha de regular o dizimo dos pobres pela condição financeira, exatamente como faziam os judeus nos dias de Cristo, sonegando a ajuda ao próximo que dependia sempre. Novamente Paulo apresenta sua tese quando fala de Cristo que, sendo rico se fez pobre (2Co 8:7-9). É mais que uma indireta, é uma direta. Não por obrigatoriedade de uma lei, mas com a mesma presteza da obrigatoriedade só que sem lei. Em outras palavras, era para colocar seu coração nos pobres e não no acúmulo de riquezas (O que havia pervertido o judaísmo nos últimos séculos antes de Cristo).
Para uma visão completa, veja estudo postado no meu Blog!

Gutierres Siqueira disse...

Caro Eduardo,

Concordo plenamente que não devemos ofertar buscando nisto bênçãos materiais. Mas as ofertas nos enriquecem, não com dinheiro, mas como pessoas. Ou seja, o nosso caráter é enriquecido.

Abraços