segunda-feira, 17 de maio de 2010

Entre a novidade e a tradição




Mark Driscoll é um jovem pastor e cofundador da Mars Hill Church em Seattle, Washington. Como vocês podem ver no vídeo acima, o estilo dele é bem diferente dos tradicionais líderes religiosos protestantes. O mais admirável em Driscoll é a sua capacidade de inovar sem esquecer dos princípios bíblicos elementares. Ou seja, ele aprendeu a fazer o equilíbrio entre o novo e a tradição.

Bom seria se tivéssemos o mesmo senso. Alguns abraçam a inovação com tanta forma que perdem sua identidade e apreço doutrinário. Outros se apegam a “tradição dos seus pais” e caem no ostracismo legalista. O mundo muda, e nós mudamos também. Os princípios permanecem, e devemos abraçá-los na sólida Palavra. O conteúdo é o mesmo, mas a forma é outra.

Vamos aprender com Driscoll e outros talentosos pastores que sabem viajar entre a tradição e a novidade.

8 comentários:

EBDicas disse...

A Paz do Senhor Jesus!
Gostaria de fazer uma pergunta ao irmão:
Sua posição quanto ao cristão poder beber ou não, é a mesma do referido pastor?
Fique com Deus.

jurandir alves disse...

Gutierres
Estive em Washington State mes passado e confirmo a boa influencia desse pastor e sua saudavel igreja. Faz muito bem refletir o modo de ser e "fazer igreja". Parabens irmao!
abracos

Gutierres Siqueira disse...

Caro EBDicas, a paz!

Mediante sua pergunta eu poderia ceder à seguinte tentação: responder de modo evasivo, sem objetividade, assim escapando das consequências advindas de uma posição. Pois bem, não vou fazer isso. Respondendo sua pergunta: Sim, concordo com Mark Driscoll sobre essa questão.


Mas vamos aos “poréns”.

Temos que decidir: Ou ficamos com o senso comum dos crentes ou com a Bíblia? Prefiro as Sagradas Escrituras, que são divinamente inspiradas para nos corrigir e ensinar. Pois bem, a Bíblia é taxativamente contra a embriaguez. Vários textos condenam o pecado do excesso de álcool, como por exemplo Gálatas 5. 19-21 e I Co 6.9, Ef 5.5, Ap 22.15 etc. O excesso de consumo de bebida embriagante é um pecado bem explicado na Bíblia. Não há dúvidas sobre isso. Agora, e o consumo moderado? A abstinência total é o único caminho moral possível?

Não há como condenar o consumo moderado usando a Bíblia. O próprio Jesus (Jo 2.1-12) multiplicou vinho, que muitos em um malabarismo exegético tentam “provar” que era “suco de uva”. É interessante que pouco antes da última ceia (Lc 22.20) Jesus tomou vinho com o seus discípulos (v. 19). Portanto, biblicamente falando o pecado está no excesso. Comer é pecado? É claro que não, mas comer em excesso é glutonaria. A glutonaria é tão pecado quanto à embriaguez, como Jesus afirmou: “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia” (Lc 21.34). Leia também Rm 13.13; Gl 5.21 e I Pe 4.3.

“Gutierres, você bebe para escrever uma coisa dessas? Onde já se viu?” Não bebo e a única vez que experimentarei álcool foi em uma igreja (!). Sim, era uma Santa Ceia com vinho puro. Apesar dessa liberdade cristã, prefiro continuar abstêmio do álcool e seus derivativos. Defendo a abstinência, mas não condenarei os moderados se nem a Bíblia os condena. Alguns usam a liberdade cristã e textos como esse para justificar a sua libertinagem. Mas esse aqui não é o objetivo.

Anônimo disse...

Gutierres,

No início eu era meio desconfiado com o Driscoll, depois de algum tempo ele ganhou minha confiança. Ele é um dos grandes nomes do cristianismo americano hoje. Veja esse texto:
http://cost4ntini.wordpress.com/2010/05/10/por-que-os-cristaos-precisam-compreender-a-queda/

Emerson Costantini

Matias disse...

Driscoll é um exemplo de inovador de estilo e defensor da doutrina calvinista "light". É um dos poucos líderes que defende a inerrancia da Biblia e centralidade da cruz na pregação do evangelho. É saudavelmente carismático e tem uma equilibrada posição em questões de batalha espiritual (onde, por incrivel que pareça, vamos encontrar alguns ensinamentos que são defendidos no Brasil por exemplo pela Neuza Itioka). A centralidade da pessoa de Jesus Cristo e a redenção na sua teologia permitem o equilibrio nas outras questões.
Pouco polemico ele é nas questões de bebida (concordo com ele, mas tenho Romanos 14 em mente, i.e. não beberei se isto for um tropeço para outros) e outros assuntos.
Tambêm o estilo de múscia da sua igreja (que pode chegar a ser um punk rock) não vai agradar a todos (nem eu vou gostar disto....).
Tambêm doutrinariamente o ponto eleição e predestinação são derivados de Agostinho e portanto não posso apoiar 100 %. Mas isto não faz diferença na pregação: é pregador com paixão (parece um pentecostal!), crê que Deus quer que todos sejam salvos (diz que um mistério divino entender isto em relação a doutrina da predestinação)
Abraço,
Matias

Fredy disse...

Exemplo? Boa influência? Equilíbrio?!!
Bem, vou reproduzir um comentário encontrado lá no "arminianismo.com/forum" sobre esse inovador e aí, qualquer um pode verificar as fontes:

"John MacArthur é um crítico implacável dos métodos e linguajar de Mark Driscoll. Ele vê Driscoll como mais um entre tantos outros que tentam modernizar a igreja, ou seja, moldar a igreja ao gosto do freguês. Você pode confirmar isto aqui(http://www.crosswalk.com/11530376/). O título do artigo é "Cristianismo Grunge e Pastores Bocas-Sujas, O Que Virá Depois Disto?"

MacArthur diz que Driscoll é bem conhecido por sua linguagem profana e adverte que seu vocabulário é bem indecente para um ministro de Cristo. E diz que Driscoll usa palavras que ele (MacArthur) prefere nem mesmo mencionar em público.

Neste outro site(http://www.mbla.org/Driscoll_Quotes.htm) há também muita coisa interessante, tirada de seus livros.

Driscoll é conhecido por gostar de música secular. Ele até mantém um ministério dedicado a isto. Ele confessa que teve alguns problemas, como o de uma banda punk japonesa, em que os seus membros ficaram nus durante a apresentação. Driscoll também mantém lições na igreja de como saborear uma cerveja.

Driscoll diz que, por ser culturalmente liberal, tem enfrentado muita oposição. Num culto, por exemplo, ele teve que enfrentar a reclamação de metade da igreja contra a outra metade que fumava durante o culto.

Ele fala de Maria, mãe de Jesus, usando termos extremamente inadequados. Ele diz que na época em que ficou grávida de Jesus por obra do Espírito Santo, as pessoas começaram a pensar que ela era uma "vagabunda", que "inventou uma história maluca para encobrir o 'fato' que ela estava transando com algum cara no banco de trás de um carro, no baile".

Chega a dizer que no capítulo 3 de Marcos, Jesus fica zangado e "aparentemente precisa tomar Praxil" (um remédio antidepressivo).

Conhecido também por ser especialista em sexo, Driscol não vê problema em passar na igreja um ou outro filme impróprio para menores, na intenção de "treinar nosso povo a pensar criticamente sobre os temas pregados no filme".

Sobre Cantares, Driscoll diz que ali "Jesus está fazendo sexo comigo".

Ele conta uma história (https://docs.google.com/Doc?docid=dg4fc37g_6fjdd38c8&hl=en) de uma esposa que ganhou o marido para Cristo ao fazer sexo oral nele e diz que Cristo a ordenou que fizesse assim.

Este aqui(http://covenant-theology.blogspot.com/2009/04/mark-driscoll-and-sex-driven-church.html) diz que "ministros carnais como Driscoll" torcem o tema de Cantares, transformando uma linda mensagem num "manual de terapia sexual, como se o principal propósito do livro fosse ensinar como obter prazer físico de sua esposa na cama". E diz que Driscoll não parece ser um pastor mas um "colegial pervertido que escreve nas paredes dos banheiros".

fonte: http://www.arminianismo.com/forum/viewtopic.php?f=1&t=257&start=15#p5556

Gutierres Siqueira disse...

Caro Fredy,

Que tal bebermos logo na fonte?

Para todos recomendo que assistam as dezenas de vídeos disponíveis do Mark Driscoll, assim como os três livros* traduzidos em português. Um quarto livro sairá em breve com o prefácio do Dr. Augustus Nicodemus. Assim todos poderão avaliar o ministério desse homem.



OBS: Os livros em português são:

- Reformissão, Editora Tempo de Colheita.

- Confissões de um Pastor da Reformissão, Editora Tempo de Colheita.

- Supremacia de Cristo em um Mundo Pós-Moderno, CPAD.

Esse último conta com a participação de John Piper, Justin Taylor, Tim Keller e outros nomes da teologia reformada norte-americana.

Fredy disse...

Ah, entendí. Na hora de avaliar alguém, não é prudente levar em conta o que se diz dele. Ah, tá.

Se há alguma inverdade nos cometários postados sobre o Driscoll, favor indiqui-os, nós agradeceremos.

No Amor de Cristo,
Fredy.