domingo, 4 de julho de 2010

Em busca de soluções

O pastor Geremias do Couto lançou uma campanha com propostas positivas para a mudança da igreja (leia aqui). No mesmo espírito, o blogueiro Judson Canto postou recomendações interessantes para a transformação da igreja evangélica, em especial a denominação Assembleia de Deus (leia aqui). Quero, também, escrever algumas propostas para a transformação da Assembleia de Deus nesse tempo de centenário. Vejamos:

1. Abaixo o nepotismo. Uma igreja moralmente fraca aceita a imoralidade do nepotismo, que nada mais é um exercício antiético do benefício familiar com bens da igreja. Nenhum filho de um pastor importante que se torna pastor vai para alguma igreja periférica ou bem interiorana. É bom lembrar que nenhum dos pioneiros assembleianos tiveram os seus filhos em cargos importantes. A moral existia naquela época. Ivar Vingren, filho de Gunnar Vingren, foi missionário na pobre Bolívia e não ficou dirigindo alguma grande igreja no Rio de Janeiro.

2. A música antropocêntrica. A musicalidade assembleiana está contaminada com músicas que enfatizam problemas e triunfos dos homens. É uma música centrada no homem. Isso não é um fenômeno recente. Se você pesquisar bem, verá que as músicas assembleianas no presente e no passado enfatizam exageradamente as dificuldades da vida

3. Referência excessiva à liderança. “Vamos receber o pastor visitante em pé”, quem nunca ouviu essa imposição? É um exagero descabido de honra. Fora aquelas festas em que há comidas e bebidas separadas para os pastores. Enquanto os membros tomam Dolly, os líderes bebem Coca-Cola. Vocês acham que Jesus aceitaria se alimentar em uma mesa especial em detrimento dos seus liderados?

4. Falta de prioridades. Em muitas Assembleias de Deus estão mais preocupados com vagas no estacionamento da igreja do que com a construção e mobília de salas para a Escola Dominical. É uma falta de prioridade simplesmente absurda. Alguns ministérios querem é construir grandes templos enquanto o seu trabalho missionário é pífio e a ala educacional está caindo aos pedaços.

5. Legalismo e tradicionalismo. Até hoje existem Assembleias de Deus que proíbem o uso de adornos, tipos de vestuário, a prática de esportes, o consumo de bens culturais etc. O legalismo é uma forma de santificar a imoralidade e esconder a hipocrisia. Tais regras não santificam ninguém e ainda afasta o exercício da verdadeira espiritualidade bíblica.

6. O desprezo pelo ensino. Se você é um pregador expositivo, logo será pouco solicitado nas Assembleias de Deus, com raras e boas exceções. Pregadores “de renome” no meio assembleiano são superficiais na doutrina bíblica e megalomaníacos nas suas apresentações, que mais parecem shows. Alguns desses até pregam em grandes convenções.

7. O coronelismo. Isso é uma verdadeira praga. São os Sarneys do mundo gospel. O PMDB evangelical. Infelizmente existem pastores que são tão fortes na denominação que a confundem como sua propriedade particular. A Assembleia de Deus não nasceu para ser de uma elite coronelista que manda e desmanda na denominação como se fosse a sua casa.

Essa lista não é exaustiva. Talvez você, amigo leitor, enfrente outros problemas na sua realidade local. Mas vamos continuar lutando pelo bem da igreja. E lutar por esse bem é apontar o podre e propor soluções. Não deixem de ler as propostas dos amigos Geremias do Couto e Judson Canto.

7 comentários:

Judson Canto disse...

Caro Gutierres,
Como você disse, a lista não é exaustiva, mesmo juntando às suas propostas as minhas sugestões e as do pr. Geremias. Oremos para que Deus mostre a cada líder interessado nas soluções o quadro completo da situação da igreja.
A propósito, parabéns pelo excelente trabalho de atalaia que você vem desempenhando no seu blog, um verdadeiro exemplo para outros jovens assembleianos.

Abraço.
Judson.

sandre disse...

Apesar de uma emimente sugestão de soluções denominações.
O que acontece na AD não começou a pouco tempo mas esta enraizado na cultura de coronéis que e a nossa amada denominação.
Não vejo mudanças a curto prazo até porque não é algo interessante para quem realmente esta na liderança de ministérios que são uma verdadeira fonte de poder sobre pessoas.

Seja em ministérios, musica, etc.

A qualidade de ensino é outro fator que esta como ensino publico brasileiro de uma qualidade horrivel, afinal alguém que pensa e questiona não é bem visto entre os "irmãos".

Prospostas já não é de hoje que aparecem, mas duvido que realmente va acontecer alguma coisa.

Abçs
Sandre

carlos disse...

Realmente nessecitamos repensar a Igreja,para isso nós os membros,além de orar,continuar estudando a palavra e praticando-a.

Aprendiz disse...

Não sou da AD, e espero que os irmãos não vejam o que vou dizer como uma agressão, mas sim como uma repreensão honesta. Há certos problemas no pentencostalismo e no neo-petencostalismo que são bstante específicos. Um deles é o extremo personalismo. As igrejas históricas dão (ou davam) mais importância ao estudo da Palavra. Os petencostais, tradicionalmente, deram muita importância às palavras de seus líderes e profetas, mais até do que à Palavra de Deus. Parece-me que este é um dos motivos pelos quais o coronelismo gospel se firmou na igreja evangélica brasileira.

Isso não é um problema isolado, é fruto da percepção petencostal do que seja cristianismo.

Matias Borba disse...

Gutierres,

Estou no mesmo propósito.

Assino em baixo!!!

ABS!

Luciano de Paula Lourenço disse...

Parabéns pelo seu comentário! Infelizmente a AD está passando por uma crise doutrinária tremenda. Líderes sem compromisso com o rebanho de Deus têm levado a igreja a comportamentos que se igualam aos dos neopentecostais e até mesmo de seitas antibíblicas como a do G12. Que o Senhor preserve os autênticos líderes da AD que ainda preservam a sã doutrina bíblica apostólica e tem a Bíblia como a pura e insubstituível regra de fé e prática. Contudo, a Assembléia de Deus precisa de uma nova reforma, mediante a um grande avivamento, levando-a às práticas que retratem o caráter imanente de Cristo Jesus, com urgente retorno ao primeiro amor.
http://luloure.blogspot.com

Luciano Lourenço disse...

Parabéns pelo seu comentário! Infelizmente a AD está passando por uma crise doutrinária tremenda. Líderes sem compromisso com o rebanho de Deus têm levado a igreja a comportamentos que se igualam aos dos neopentecostais e até mesmo de seitas antibíblicas como a do G12. Que o Senhor preserve os autênticos líderes da AD que ainda preservam a sã doutrina bíblica apostólica e tem a Bíblia como a pura e insubstituível regra de fé e prática. Contudo, a Assembléia de Deus precisa de uma nova reforma, mediante a um grande avivamento, levando-a às práticas que retratem o caráter imanente de Cristo Jesus, com urgente retorno ao primeiro amor.
http://luloure.blogspot.com