segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Confundindo adoração com ritual

Ofertar é um ato de adoração, mas passar uma salva é um simples ritual. O ritual em si não é bom nem ruim, mas uma simples forma de arrecadar a oferta. Muitos confundem o ritual com a adoração. E se votam contra as mudanças nas práticas litúrgicas. Quer um exemplo?

Muitas igrejas nos Estados Unidos estavam incentivando a entrega de ofertas e dízimos diretamente nas contas bancárias das congregações. Então, um dos mais influentes pastores da Convenção Batista do Sul, Jack Wilkerson, declarou em 2002: “Deus nos diz que as ofertas devem ser trazidas como um ato de adoração”[1]. Ou seja, para Wilkerson ofertar é participar de um ritual, e não o ato da doação em si.

Então, qual é o problema de ofertar na salva ou por uma transferência via internet banking? O propósito da oferta mudará? Nenhum desses meios é mais santo do que o outro, mas são simples maneiras de contribuir. Quem quiser salva, amém; quem quiser depósito em conta, amém.

Diferentes grupos, diferentes alcances

Tomo isso como exemplo para falar que Deus trabalha de maneira multiforme. A igreja mais tradicional que só canta hinos do hinário com acompanhamento de orquestra deve saber que dificilmente alcançará jovens urbanos, mas será um espaço bem adequado para a crescente população idosa do país. A igreja mais moderna, que canta hinos na base de bandas com som alto e muita agitação será um espaço bem jovem, mas com poucos idosos. Ou seja, ambas fazem o seu papel, ambas devem ser respeitadas quando não entram em choque com os valores do Evangelho. O ideal é que uma igreja mescle todos os estilos e alcance todos os grupos.

Graças a Deus pelas igrejas que falam a linguagem das periferias, graças a Deus pelas igrejas que sabem alcançar as classes médias, graças a Deus pelas igrejas que evangelizam jovens, graças a Deus pelas igrejas repletas de senhoras... O importante é que o verdadeiro Evangelho seja entendido por todos.

Referência Bibliográfica:

1. SWEET, Leonard (ed.). A Igreja na Cultura Emergente: Cinco Pontos de Vista. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2009. p 15.

Um comentário:

André Silva disse...

Paz do Senhor, irmão!

Gostaria de sua ajuda sobre uma pergunta da lição.

Segundo a lição I a Escola de profetas existiu, mas como foi formada, qual seu objetivo, quem eram seus professores, o que se ensinava?
Se o irmão poder me ajudar, envie em meu e-mail ou publique no seu blog. andresilva.30@hotmail.com
Em Cristo,
Irmão André - PE.