segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Entendendo a natureza humana!

C. S. Lewis é um dos meus escritores favoritos. Leia esse pequeno texto quando o autor mostra a diferença entre bondade e amor. É simplesmente fantástico como o irlandês entendeu a natureza humana. Leia com calma e preste atenção nas frases que destaquei em negrito.

Muito mais do que mera bondade

HÁ BONDADE no amor; mas amor e bondade não são sinônimos; e quando a bondade (no sentido de que estávamos falando) é separada dos demais elementos do amor, ela envolve certa indiferença em relação ao objeto da sua benevolência, ou até mesmo certo conformismo emrelação a ele. A bondade consente de forma bastante rápida com a remoção do seu objeto – todos nós já encontramos pessoas cuja bondade em relação aos animais as leva a matá-los para evitar que sofram. A bondade pura e simples não se importa se seu objeto vem a ser bom ou mau, contanto que ele escape do sofrimento. De acordo com as Escrituras, são os bastardos que são mimados; os filhos legítimos, que têm a incumbência de levar adiante a tradição da família, acabam sendo disciplinados (Hb 12.8). É para as pessoas com as quais não nos importamos nem um pouco que pedimos felicidade incondicional. Porém, quando se trata dos nossos amigos, cônjuges, namorados e filhos, somos exigentes e preferimos vê-los sofrendo do que vivendo uma felicidade conformada e alienante. Se Deus é amor, ele é, por definição, algo mais do que simples bondade. E parece, a julgar pelos registros, que apesar de Deus ter nos repreendido e condenado tantas vezes, ele jamais se referiu a nós com desprezo. Ele nos recompensou com a extravagante benevolência de seu amor por nós, no sentido mais profundo, mais trágico, mais inexorável.

– de The Problem of Pain [O Problema do Sofrimento]

Um comentário:

João Paulo Mendes disse...

Caro Gutierres, a paz do Senhor.

Como precisamos crescer na Graça e conhecimento de Deus.
Acho interessantíssimo o verso bíblico que diz: "aquele que pensa estar de pé, cuide para que não caia"; quantas vezes nos julgamos com uma conduta louvável segundo nosso próprios critérios; precisamos nos olhar de forma mais crítica e vermos se não estamos caídos em algum aspecto.

Mais que bondade precisamos ser obedientes.
Bela postagem.

Em Cristo,

João Paulo.