sexta-feira, 30 de abril de 2010

Lição 05 - O Poder da Intercessão

SUBSÍDIO ESCRITO PELA EQUIPE DE EDUCAÇÃO DA CPAD

Leitura Bíblica em Classe
Jeremias 14.1-3,7,8,10; 15.1


Introdução

I. O que é Intercessão
II. Jeremias intercede por Judá
III. Por que devemos interceder

Conclusão

Prezado professor, a compreensão do conceito bíblico e a importância da Intercessão fundamentada na comunhão, são requisitos necessários para revigorar a nossa vida de oração e contemplar a intervenção de Deus nos acontecimentos das atividades humanas. O subsídio de hoje visa tratar exatamente sobres esses dois temas: o conceito bíblico de intercessão e a comunhão como base da intercessão.

Conceito Bíblico de Intercessão

O dicionário bíblico Wycliffe define o significado de intercessão no A.T.: [1]

“A palavra heb. para interceder (paga‘) originalmente significava ‘incidir sobre’, e desse modo veio a significar ‘atacar alguém com pedidos’. Quando tal ataque era feito em favor de outros, esta atitude era chamada de intercessão”.

Robert Brandt e Zenas Bicket concordam com essa definição: [2]

“O vocábulo hebraico paga‘ significa ‘encontrar-se’, ‘pôr pressão sobre’ e, finalmente ‘pleitear’.

No Novo Testamento a palavra grega entygchano significa “apelar”, “pleitear”, “pedir”, “fazer intercessão”, “orar”. Os textos abaixo denotam as formas verbais e substantivas que o termo aparece:

Rm 8.27,34: “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos”; “Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está a direita de Deus, e também intercede por nós”.

1Tm 2.1: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens,”.

Note, professor, que todas as definições descritas acima enfatizam um contexto de ações espontâneas, voluntárias, permanentes e altruístas, conforme, as seguintes ilustrações:

• Gn 18-23 – A súplica sincera de Abraão por Sodoma e Gomorra;

• Êx 32.31,32 – A oração sincera e um espírito disposto de Moisés depois da idolatria praticada pelo o povo de Israel;

• 1Rs 18.36,37 – A oração intercessória de Elias no Monte Carmelo;

• Rm 8.34; Hb 7.25 – Cristo é retratado como um sacerdote que se aproxima sempre de Deus para interceder pelo o seu povo. Nesse caso o seu ministério tem dois aspectos, o de advogado que está pronto para exercer a nossa defesa (1Jo 2.1,2) e a sua obra preventiva de nos livrar do mal (Jo 17.15). Essa obra de livramento também é ilustrada no diálogo com Pedro, no qual o Senhor lhe diz: “Mas eu roguei por ti , para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22.32);

• Rm 8.26 – A intercessão do Espírito Santo em favor do crente com gemidos inexpremíveis é sentida no momento em que o crente sente sua esperança desfalecer dentro de si, então, um gemido elevado, santo, e mais intenso do que qualquer voz, sai do seu coração renovado, é pronunciado dentro dele, vindo de Deus e indo para Deus a fim de aliviar o coração abatido;

• 1Tm 2.1-4 – A obra de intercessão dos crentes é em favor de todos os homens, com o propósito que todos possam chegar a verdade da salvação em Cristo. Nesse sentido todos os crentes são verdadeiros sacerdotes de Deus [sacerdócio real] (1Pe 2.9).

A comunhão como base da Intercessão

A intercessão na vida do povo de Deus está numa relação de confiança e na prática do amor mútuo na comunhão exercida no seio da igreja. O “orar uns pelos outros” só é possível na comunhão. Observe que o versículo 16 do capítulo 5 de Tiago antecipa o “orar uns pelos outros” por “confessai vossas culpas uns aos outros”. Nesse aspecto só é possível viver essa realidade de confissão quando há uma profunda vivência na Comunhão da comunidade. A vida em comunidade resultará na preocupação espontânea, voluntária e inocente mediante a intercessão pelas vidas de cada irmão e irmã que convivem em comunhão.
Sem comunhão não há intercessão verdadeira. A intercessão desprovida do Amor, do profundo sentimento altruísta e da comunhão sincera, torna-se um meio de conservar o status quo desprovido de qualquer sensibilidade e compromisso cristão com o próximo.

Prezado professor, neste domingo incentive, anime e ajude os seus alunos a cultivarem uma “vida em comunhão”, enfatizando que na vivência da comunhão a intercessão é um serviço essencial no meio do povo de Deus. No final da aula faça um momento de intercessão. Baseados no amor orem uns pelos outros. Ore pelo bairro, pela família, pelo o Estado, pelo país, pelas autoridades, pela liderança eclesiástica, pelos missionários, pela igreja perseguida e ore pelas igrejas espalhadas pela face da terra.
As causas de orações são grandes, porém, incentive os alunos a serem verdadeiros intercessores, enfatizando que mediante esse exercício, Deus pode intervir em qualquer aspecto da atividade humana. Boa Aula!

Reflexão: “Porque desde antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera” (Is 64.4).

Referência Bibliográfica

Dicionário Wycliffe. Rio de Janeiro, CPAD.

BRANDT,Robert L.; BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração. Rio de Janeiro, CPAD.

A civilidade e os evangélicos

Nos ônibus da cidade de São Paulo há algumas cadeiras flexíveis (que abrem e fecham) para deficientes físicos. Quando voltava para casa sentei em uma dessas cadeiras. Logo chegou um senhor bem idoso e dei o lugar para ele. Depois de três ou quatro pontos (de parada) esse senhor desceu. Então, quando eu ia abrindo a cadeira para sentar novamente uma mulher de aproximadamente 30 anos sentou como uma desesperada. No momento eu fiquei parado vendo a cena de alguém sem o bom senso de perceber que eu estava abrindo a cadeira para sentar. Dois pontos depois ela desceu.

Sabe o curioso? Tudo indica que essa mulher é evangélica. A roupa e o tipo de cabelo indicavam que talvez seja membro de uma igreja legalista. Apesar de todo o rigor “moral” que ela deve receber nos cultos dominicais, nunca lhe ensinaram a civilidade. É uma pena. Muitos evangélicos precisam aprender a arte de santificar o seu andar no dia a dia. Como a Bíblia nos ensina que devemos ser santos em toda a nossa maneira de viver, a civilidade se aplica a esse princípio.

Portanto, é incabível um evangélico ouvir música alta que incomode os seus vizinhos. Ah, mas os ímpios ouvem funk e forró com uma altura estrondante. Ora, mas o nosso padrão de comportamento são ímpios mal educados? É claro que não. Também é horrível ver um grupo de jovens evangélicos saindo de uma igreja e fazendo um baita barulho no transporte público. Ora, o público é público e o privado é privado.

Ser civilizado não é tarefa fácil, mas deve ser um ideal para o cristão inserido na realidade das cidades. Pisou no pé de alguém? Peça desculpas imediatas. Pediu uma informação na rua? Diga obrigado independente da resposta positiva ou negativa. A civilidade é um conjunto de palavras e atos que demostra respeito pelo outro. É a cortesia, as boas maneiras, a consideração. Civilidade é sinônimo de bondade. É a evidência do fruto do Espírito operado na segunda-feira de manhã na ida ao trabalho sem grosserias, mas com a delicadeza de um
gentleman ou uma dama.

Obrigado por ler este texto.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O crente chato!

Você certamente conhece o “crente chato”. Ele é um sujeito que confunde santidade com patrulhamento da linguagem e sempre está apelando para os extremos. Veja algumas situações que o “crente chato” gosta de atuar.

1- Uma adolescente diz: - Eu adoro chocolates. O crente chato responde: - Eu adoro somente a Deus.

É óbvio que essa adolescente não está prestando culto ao chocolate, mas somente quer dizer que gosta muito do alimento derivado do cacau.

2- Um colega comenta o jogo de futebol de quarta-feira. O crente chato diz: - Eu somente tomo tempo com questões espirituais.

O chato sempre acha que o lazer e o divertimento são desnecessários. Para ele só existe espiritualidade naquele que nunca perde tempo com supostas futilidades. Tudo não passa de mero farisaísmo.

3- Um amigo pergunta: - Qual livro marcou o seu ministério? O crente chato responde: - A Bíblia.

É óbvio que a Bíblia é o livro mais marcante na vida de qualquer cristão. Quem nunca ouviu a voz de Deus foleando as Sagradas Escrituras? Mas quando alguém faz uma pergunta assim, ele espera uma responda não óbvia. O indagador sabe que o cristão tem a Bíblia como o livro dos livros, mas a curiosidade gira em torno de títulos não canônicos.

4- Um feliz jovem diz: - Passei no vestibular, estou feliz, vou fazer faculdade e conseguir um bom emprego. O crente chato responde: - Mas você sabe se essa é a vontade de Deus? O mundo está de mal a pior.

O coitado do jovem sonhador logo mergulha-se em dúvidas com a oculta profecia do crente chato.

5- Uma triste senhora fala: - A coisa tá feia lá em casa! O crente chato logo responde:- Não fale isso mulher, pois você vai atrair maldição.

O crente chato nem deixa o feliz ser feliz e nem o triste ser triste, pois a tristeza e a lamentação é atração para maldições na sua teologia de meia tijela.

O crente chato não é santo, é apenas chato mesmo!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Críticas que são bem-vindas

Na barra ao lado o amigo leitor pode ver que eu recomendo alguns livros para melhor entender o pentecostalismo. A maioria dos livros indicados são de autores pentecostais. Agora, sempre defendo que precisamos dialogar com quem pensa diferente. Levando em conta esse princípio recomendo duas obras que fazem críticas à teologia pentecostal, mas que foram escritas com muito respeito e honestidade intelectual.

O primeiro livro que recomendo é o clássico
Batismo e Plenitude do Espírito Santo (Edições Vida Nova), do escritor anglicano John Stott. De maneira educada e com argumentos de sua tradição histórica, Stott em nenhum momento insinua que os pentecostais sejam crentes de segunda categoria ou atribui o fenômeno das línguas estranhas a uma atuação diabólica na vida dos carismáticos. No decorrer das páginas Stott toma o cuidado de mostrar o seu respeito pelo pentecostais, mesmo discordando quando a doutrina do batismo no Espírito Santo com a segunda bênção subsequente à salvação.

Da mesma forma se comportar o equilibrado teólogo J. I. Packer, também inglês e anglicano, no livro
Na Dinâmica do Espírito (Edições Vida Nova). O Dr. Packer nos lembra, assim como Stott, a importância do caráter cristão na vida daquele que é realmente cheio do Espírito Santo. Mesmo discordando dos pentecostais em alguns pontos, o livro é uma ótima leitura para qualquer pentecostal. São duas obras assim que ajudam no diálogo teológico em questões que não deveriam separar os cristãos.

No melhor da tradição evangélica, Stott e Packer não se preocuparam em colocar pontos secundáriao no patamar de primários. Assim, ambos fugiram do fundamentalismo absurdo que vê o Movimento Pentecostal não como uma parte do mover de Deus, mas sim como agentes satânicos prontos para romper a “pureza” da igreja estabelecida. Então, evangélicos, vamos aprender com esses dois grandes anglicanos que incorporam o espírito do evangelicalismo, que é o respeito e o eterno diálogo em discordâncias secundárias!

domingo, 25 de abril de 2010

Por que as igrejas tradicionais se distanciaram das periferias?

Sou pentecostal mas tenho um carinho especial pelas igrejas tradicionais, como presbiterianas, batistas, metodistas e congregacionais. Mas um fato me espanta- As igrejas tradicionais abondaram as periferias. Agora, com exceção das igrejas batistas, há pouca representação nos bairros mais pobres das denominadas igrejas históricas. Em São Paulo, por exemplo, é raro achar uma Igreja Presbiteriana do Brasil na região de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista. Essa região agrega vários bairros pobres que estão cheios de igrejas pentecostais e neopentecostais, mas quase nada de igrejas reformadas.

Alguns reformados alegam que a sua mensagem é de difícil assimilação para pessoas de baixo grau de instrução. Ora, será que as igrejas em bairros de classe-média e média-alta têm membros com boa compreensão? Os jovens universitários de igrejas na Vila Mariana, bairro de classe-média, conhecem bem a estrutura doutrinária de suas igrejas? Ou o desconhecimento é geral, independente de classes sociais e grau de estudo? O problema, então, não seria didático? Será que é possível colocar a inércia na periferia como uma questão de dificuldade no ensino?

Outra desculpa é que a mensagem reformada não é agradável ao grande público. Convenhamos, uma igreja como a “Deus é Amor”, extremamente legalista, traz em sua mensagem “curas” com um alto grau de comprometimento com a rigidez doutrinária da denominação, mas mesmo assim só penetra nas periferias. O ultralegalismo de algumas igrejas pentecostais ou neopentecostais não impede o seu crescimento. Então, por que a doutrina reforma seria tão pesada assim para que as pessoas se distanciassem de seus cultos?

E você, amigo tradicional ou pentecostal, o que acha desse distanciamento das periferias pelas igrejas históricas?

sábado, 24 de abril de 2010

Lição 04 - Chorando aos Pés do Senhor

Subsídio escrito pela equipe de educação da CPAD

Leitura Bíblica em Classe
Jeremias 9.1-3,5-9


Introdução
I. O lamento de Jeremias
II. O lamento de Samuel
III. O lamento de Oséias
IV. O lamento de Paulo

Conclusão

John Kenox: o homem que chorou por sua nação

Professor, lamentar, chorar e se entristecer com a real situação de miséria da sociedade hodierna é o desabrochar da verdadeira espiritualidade. John Knox foi um baluarte da Reforma na Escócia porque não se conformou à degradação da sociedade de sua época. O subsídio de hoje tem o objetivo de traçar a vida deste servo de Deus e achar nele a relação com o profeta Jeremias: ambos lamentaram profundamente o estado de miséria de seus países.

A Vida de John Knox[1]

Na Escócia, um herói reformista teve a mesma envergadura e o mesmo poder que Calvino teve em Genebra. Seu nome era Jonh Knox (1513 – 1572). Sabe-se pouco do início de sua vida, a não ser que foi criado em Haddington e frequentou a Universidade de Saint Andrews. Ele abraçou o ponto de vista da Reforma por causa da influência de um amigo muito próximo, Gerge Wishart. O arcebispo Beaton prendeu Wishart por causa de suas posições e não permitiu que John Knox intercedesse a favor dele. No dia em que queimaram George Wishart na estaca, em Saint Andrews, John entrou no movimento reformista. A população preparava-se para uma revolução, pois havia grande fomentação intelectual, como também raiva por causa dos muitos abusos cometidos pelo clero. O povo escocês queria uma fé simples e pura. Knox tornou-se um líder natural.
Entretanto, sua jornada para tornar-se líder levou-o a uma rota de dificuldade e sofrimento. Depois de capturado em Saint Andrews, ele serviu por dezenove meses como escravo. Depois de sua libertação, tornou-se capelão real. Mas a vida não ficaria mais fácil para ele. Em 1533, teve de esconder-se quando a patrona católica, rainha Maria, subiu ao trono da Inglaterra. John Knox refugiou-se em Genebra, onde se tornou discípulo de João Calvino, tanto na teologia como na forma de governar a igreja. Em 1555, ele retornou para a Escócia, pastoreou uma congregação e casou-se com Marjorie Bowes.
[...] Knox permaneceu firme, com coragem e constância, contra os líderes políticos que tentavam esmagar sua visão teológica. Como escritor observou: “Seu destemor e sua bem-sucedida oposição ao regente e à rainha distinguem-no como verdadeiro patriota. Contudo, o próprio homem foi a chave para suas grandes conquistas – incansável, sincero, simples, prático... sem esquecer o humor e a ternura”.
A gravação na lápide de Knox reflete fielmente sua personalidade modesta e simples: uma pedra de pavimentação gravada apenas com as iniciais, em letras pequenas, que repousa na estrada de High Street, em Edimburgo. A sepultura modesta não nos impede de reconhecer que Knox foi um dos homens mais influentes de toda a Escócia. Os escoceses, agradecidos pela disposição dele em resistir com dedicação a uma das épocas mais turbulentas, também devem agradecer a Deus pelo fato de a igreja desse país estar viva e bem.

Professor, coragem, personalidade e temor só a Deus, foram as características de John Kenox (similares as do profeta Jeremias). Knox não exitou em conclamar o povo, a chorar e rogar a Deus uma intervenção numa nação onde a imoralidade, a falta de sobriedade (embriaguez), o tráfico de coisas sagradas, a ganância por dinheiro e o desprezo pelo povo caracterizavam a sociedade e os líderes da Igreja Romana da época. Knox influenciou de sobremaneira a sociedade, deixando-nos o exemplo de não conformação com a situação atual. Devemos atender esse chamado para angústia, devemos chorar e prantear aos pés do Senhor (Zc 12.10). Quando choramos com sinceridade, Deus promete consolo e anuncia tão grande livramento (Zc 13.1).
Caro, professor trabalhe esses princípios com os seus alunos e encoraje-os a clamar e prantear diante do Senhor. Deus demonstra em sua Santa Palavra que sempre que o seu povo se quebrantava, Ele removia os “cativeiros”, seja qual fosse a esfera da afronta. O Eterno é o mesmo, Ele não muda! Amém!
“Dá-me a Escócia, senão morrerei.”
(John Kenox)

“O que faremos nós diante da gravíssima situação em que vive nosso país?”
(Claudionor de Andrade)

[1] Texto Extraído da Obra de James L. Garlow
Deus e o seu Povo, a História da Igreja como Reino de Deus. 1ª ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007, p. 145, 6.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Quem era o filho de Davi que assumiu o reinado de Israel?

Salomão é a resposta.

Ora, que pergunta fácil, não é verdade? Pois é, mas demorei uns dois minutos para ouvir a resposta correta de uma classe de crentes. O convertido mais velho da classe falou Moisés como resposta. O mais jovem é o que trouxe a resposta correta.

Me espanto como o básico do básico é desconhecido dos crentes brasileiros. Como não saber que Salomão é o filho de Davi? Como não saber que Jesus nasceu em Belém? Como não saber que Jerusalém era a capital de Israel? Ou seja, homens velhos e jovens não sabem do básico. Não é problema de uma geração mais nova, pois constato analfabetismo bíblico em crentes com 30 anos de igreja!

Não é à toa que o autor aos Hebreus escreveu:

Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres ou instruidores pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o ma
l. (5. 11-14)

É tempo de uma urgente mudança!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eleições 2010... Algumas perguntas!

- Por que alguns candidatos oficiais de algumas igrejas são filhos e filhas dos líderes da denominação? Será que esses talentosos líderes fizeram de seus filhos talentosos políticos? Será que pessoas não relacionadas com a família do pastor-mor não poderiam candidatar-se oficialmente pela denominação? Por que tem que ser logo o filho do grande líder?

- Aliás, qual a finalidade de candidatos oficiais? Um senador, deputado, prefeito e presidente devem governar para conseguir terrenos para igrejas ou pelo bem comum da sociedade? Em certa eleição um pastor comemorava o fato de uma vereadora “da igreja” livrar a denominação de todas as multas na prefeitura. Ora, isso é virtude ou o antiético jeitinho brasileiro?

- Alguns pastores ainda continuarão vendendo os votos da igreja em troca de tijolos?

- Como uma igreja pensa que pode determinar em quem o membro vai votar ou deixar de votar? Uma decisão tão pessoal pode ser fruto da arbitrariedade de um líder? É a volta do voto de cabresto, mas agora na versão “gospel”?

- Os pastores continuarão apoiando candidatos que são contra o aborto mas roubam dinheiro de ambulância? Os pastores continuarão apoiando candidatos que são a favor da proteção de florestas mas que apoiam o aborto?

Só são perguntas!

domingo, 18 de abril de 2010

Chico Xavier, o mito cada vez mais santificado pelos fãs

Nesse último sábado assisti o badalado longa-metragem “Chico Xavier”, do diretor Daniel Filho. O filme surpreende, pois foge do lugar-comum das produções nacionais. O interior de Minas Gerais é retratado com uma fotografia muito bonita e ainda contém alguns efeitos especiais. O ritmo da história não imita novela, como é comum em alguns sucessos nacionais como “Olga”. Agora, já a história...

O filme só faltou trocar o nome Chico Xavier por Jesus Cristo. O médium é retratado como um homem santíssimo, caridoso, não interesseiro, mas somente um pouco vaidoso com sua peruca exótica. Xavier é perseguido por implacáveis opositores, incluindo sua família, a Igreja Católica e parte da imprensa. Os algozes são pintados como verdadeiros demônios que não compartilhavam de toda a bondade daquele “santo”.

Por que o filme não mostrou a humanidade de Chico Xavier? Era ele um homem sem defeitos? É claro que não. As polêmicas envolvendo o seu centro espírito não são retratados no filme. Quando um personagem aponta fraude em alguma cena, logo acontece algum fato que desmente a suposta fraude. Na história que se passa nas telas ele é uma mistura de Jesus Cristo, Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá e fisicamente parecido com Gandhi.

Alguns espíritas fazem questão de enfatizar: “o diretor não é espírita”. Ora, como se isso fizesse grande diferença no Brasil onde o espiritismo e a sua doutrina da reencarnação é aceita por boa parte da população. O longa faz um papel que eu já esperava: a mitificação do médium. Os homens sem pecado não existem, mas parece que só Daniel Filho acredita em sujeitos imaculados. Filho parece acreditar em um Chico Xavier, digamos, além-humano. Em entrevista para o jornal “O Estado de S. Paulo”, Daniel Filho chegou a afirmar que Xavier era assexuado. Cada uma, hein?

E ainda teve crítico de cinema que abriu a boca para dizer: “Não é um filme chapa-branca”. Ora, não seria melhor assumir o proselitismo do longa-metragem? Não há crime na promoção de uma religião por meio do cinema, mas é ruim quando não se reconhece isso. Não dá para falar que é mera biografia.

Cenas do cinema

Nessa sessão foi a primeira vez que vi uma enorme quantidade de idosos no cinema. Uma senhora ao meu lado não parava de chorar e mexer em um saco plástico. Ou seja, tive que ouvir durante toda o filme o choro dessa mulher com o barulho da sacola. Nada mais agradável para o sacro silêncio do cinema. Mas a emoção dela me chamou atenção pelo fato que Chico Xavier trabalhava com pessoas vulneráveis a emoção, como mães que perderam os filhos e pobres interioranos em busca de uma cura desesperada. Alguma crítica acadêmica ou midiática dessa manipulação emotiva? É claro que não. Agora se fosse uma igreja evangélica...

Outra questão. Sempre que os algozes de Chico Xavier se manifestavam na tela havia um burburinho na sala. Ou seja, as pessoas manifestam a emoção de indignação conforme eram conduzidas pelas cenas. Tal fato nunca verifiquei com tanta força como nesse filme. É a manifestação que a maioria dos frequentadores das salas são, digamos, fãs e simpáticos ao médium.

O novo santo do país?

Resumindo. O filme é uma tentativa de tornar Chico Xavier o novo Padre Cícero do Brasil. O santo não canonizado. O mártir incompreendido pela cruel sociedade que sempre corrompe o bom selvagem. O verdadeiro filho do Brasil e que se associava aos espíritos do bem. É assim pintado naquela tela. Além, é claro, da eterna tentativa de misturar cristianismo e espiritismo. Ora, tal sincretismo é impossível. Os espíritas baseiam sua esperança na reencarnação que melhora o homem pelas boas obras, enquanto o cristianismo é baseada na esperança da ressurreição para uma vida eterna cujo sacrifício de Cristo é suficiente. Os cristãos sabem que suas obras são insuficientes diante do eterno amor de Deus. São duas crenças antagônicas que não são possíveis na mistura do caldo religioso brasileiro. Todo “cristão” espírita que conheci era um espírita mal resolvido. Só isso.

Leia mais:

- Uma análise sobre o “Novo Espiritismo” escrito pelo Dr. Paulo Romeiro, docente no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie:

http://www.agirbrasil.org.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=146&sg=13&id=183

- Livro completo sobre as principais crenças e ramos do espiritismo no Brasil escrito pelo teólogo Esequias Soares, que é graduado em línguas orientais pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Manual de Apologética Cristã. Editora CPAD.

sábado, 17 de abril de 2010

Tenho saudades daquele Silas Malafaia do passado!


Neste sábado o pastor Silas Malafaia mais uma vez criticou os críticos por criticarem o que ele vem fazendo de errado. Ora, Malafaia é um homem acima da crítica, já que ninguém deve contestar as doutrinas espúrias que ele vem ensinando junto com Mike Murdock e Morris Cerullo. Ninguém deve levantar a voz contra as aberrações de barganha que ele vem sistematicamente introduzindo em seu programa. A única resposta do Silas Malafaia para a crítica é: “Vocês são bandidos, fracassados, que não fazem nada”. Ainda está ameaçando com possíveis processos. Mas na base de qual Constituição?

Mas eu tenho saudades do Malafaia de antigamente
.

Tenho saudades daquele que pregava contra a barganha, contra a confissão positiva, contra as teologias da prosperidade. Hoje ele prega tudo aquilo que antes condenava.

Tenho saudades daquele que nos advertiu contra os perigos do G12. Lembram daqueles VHS que passávamos nas igrejas com as duras palavras do Silas Malafaia contra esse modismo? Hoje ele prega no congresso do René Terra Nova, o maior líder do gedozismo no Brasil.

Tenho saudades daquele Silas Malafaia que condenava os modismos vindos de Boston. Aquelas aberrações produzidas pela Igreja do Avivamento que tinha como co-pastor Geziel Gomes. Hoje, o senhor Malafaia conta com Gomes para suas revistas e congressos.

Tenho saudades daquele Silas Malafaia. O que será que aconteceu? Alguns avançam, já outros...

Leia mais:

http://www.genizahvirtual.com/2010/04/silas-malafaia-chama-pastores-e-crentes.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+Genizah+(Genizah)

http://www.pulpitocristao.com/2010/04/silas-malafaia-responde-aos-blogueiros.html

Lição 03 - Anunciando ousadamente a Palavra de Deus

Leitura Bíblica em Classe
Jeremias 7.1-11


Introdução
I. Jeremias é chamado a pregar na porta do templo
II. A mensagem de Jeremias
III. Jeremias combate a teologia do templo
IV. A lição de Siló

Conclusão

A Ortopraxia do Culto e da Adoração

Prezado professor, a lição de hoje procura retratar o perigo de a nossa vida espiritual tornar-se uma mera observação ritualística, desprovida do sentimento verdadeiro que permita indignar-se com as injustiças ao nosso redor e a falta de ética com a vida humana. O subsídio desta lição aborda o conceito de Culto, o seu desdobramento na Adoração e o significado da adoração atrelado a Ortopraxia (uma prática certa) do cristão.

O culto

O termo culto é derivado do latim cultus, que significa veneração, tributação voluntária de louvores e honra ao Criador. A liturgia ou ritual praticado no templo não é propriamente o culto. Porém, sua característica está na piedade, sentimento e amor a Deus, onde é possível denotar a verdadeira predisposição espiritual na adoração. O que ocorrera com os judeus na época de Jeremias, foi que o sistema do culto era observado como um ritual frio que deveria ser praticado sem compromisso algum do caráter pessoal. Em Provérbios 7. 14,15 o rei Salomão denota com destreza a mecanicidade pragmática do culto no Israel monárquico, onde uma mulher apresenta sacrifícios pacíficos (um elemento de culto) e em seguida acha-se livre para cometer a mais sórdida infidelidade: o adultério. O culto desprovido da vida sincera com Deus torna-se corrupto!

O desdobramento do culto na adoração

O termo adoração versa do latim adorationem, que significa orar para alguém. É a veneração elevada que se presta a Deus, reconhecendo sua soberania em todas as esferas da vida. Por isso a vida de adoração não está limitada a área geográfica, mas ao verdadeiro estilo de vida que a representa. O Senhor Jesus disse “que o Pai busca adoradores que o adorem em Espírito e em Verdade” [1]. O ensino do Senhor ainda destaca “amar o Pai de todo o coração, alma e pensamento” [2] como características fundamentais da perfeita adoração. O Pastor Claudionor de Andrade (autor da lição desse trimestre) conceitua o termo adoração: “Adoração não é contemplação; é, acima de tudo, serviço que se presta ao Reino de Deus”. Essas exposições afirmam que a prática da adoração está longe de uma observação estática de elementos que não constituem vida e sentimento para com Deus, mas requer a manifestação verdadeira da adoração autêntica que represente a verdade na vida dos que propõe a intimidade de amar a Deus acima de todas as coisas. A adoração não é episódica, mas permanente, intensa e profunda.

Adoração e a Ortopraxia

O profeta Jeremias denunciava que o culto não denotava a relação essencial do povo com Deus. Enquanto em muitas religiões basta você repetir algumas fórmulas em palavras para se tornar um membro dela (como no islamismo), para Deus isso não é o suficiente. Alguns profetas denunciaram o que Deus sentia ao ver homens declarando superficialmente com seus lábios o amor a Deus, mas com o seu coração longe e insensível à sua voz. Vejamos alguns textos: “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;” [3]; “Eis que para contendas e debates, jejuais e para dardes punhadas impiamente; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto” [4]; “Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este. Mas deveras melhorardes os vossos caminhos e as vossas obras... se não [mas] oprimirdes o estrangeiro, e o orfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para o vosso próprio mal” [5]; “... Quando jejuardes e pranteaste, no quinto e no sétimo mês, durante estes setentas anos, jejuastes vós para mim, mesmo para mim?... Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão; e não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente o mal cada um contra o seu irmão, no seu coração” [6]. Essas profecias trouxeram a tona a hipocrisia do povo e da elite (nobres e sacerdotes), deixando claro que não pode haver dualidade na adoração. Ela não é desassociada da prática na vida comum. O Eterno deixou claro que a proposta do homem em cultuá-lo (jejuns, orações, Cânticos, etc.) deve ser embasada numa relação íntima com Deus e com o próximo. O novo mandamento de Jesus se dá na vertical (amar a Deus) e na horizontal (amar o próximo) das relações.
Professor! Mostre aos alunos que Deus rejeitou o culto dos judeus porque ele não representava a verdade das suas ações. Pode o homem ofertar a Deus e ao mesmo tempo ser iracundo com o seu próximo?[7] A fé desse homem pode ser sustentada enquanto a injustiça contra o próximo é explícita?[8] É possível uma fé desprovida de ação?[9] Portanto, prezado professor, use a lição de hoje para despertar essa reflexão. Exorte os seus alunos a pensarem e viverem uma fé autêntica e relevante. Deus está em busca de verdadeiros adoradores! Adoradores que o adorem com a vida. Amém!

Reflexão: “Mas o propósito maior da relevância dos crentes, como sal da terra e luz do mundo, é glorificar a Deus. Foi o que Jesus disse: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso pai, que está nos céus. Deus é o fim de todas as ações cristãs desencadeadas pelos seus servos. Quando feridos são restaurados em razão do trabalho de cada um, Deus é exaltado em sua glória, pois trata-se do resgate de sua imagem em vidas antes corrompidas pelo pecado. Não só esta ação o glorifica, mas os que são tocados por ela transformam-se em verdadeiros adoradores do Altíssimo.” (COUTO, Geremias do. Transparência da Vida Cristã. Rio de Janeiro. CPAD, 2001, p.56.)

Referência Bibliográfica

ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro, CPAD, 2008. CHAMPLIN, R. N. O Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Rio de Janeiro. 2ª ed. Vol. 5. CPAD/HAGNOS, 2001.
COUTO, Geremias do. Transparência da Vida Cristã. Rio de Janeiro. CPAD, 2001, p.41-56.

[1] João 4.23.
[2] Mateus 22.37,38.
[3] Isaías 29.13.
[4] Isaías 58.4.
[5] Jeremias 7.4-6.
[6] Zacarias 7. 5,9,10.
[7] Mateus 5.23,24; cf Mateus 22.39,40.
[8] 1 João 2.9-11.
[9] Tiago 2. 14-18.

[1] MACARTHUR, JR., John. Ministério Pastoral, Alcançando a excelência no ministério cristão. Rio de Janeiro. 4ª ed. CPAD, 2004, p. 261-271.
[2] Manual Pastor Pentecostal, Teologia e Práticas Pastorais. Rio de Janeiro. 3ª ed. CPAD, 2005, p. 82,84.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Uma boa música!

Caros amigos leitores,

Nesta semana pedi que vocês recomendassem bons livros para os demais internautas. Hoje, vos peço que recomendem uma boa música. Cite o nome da música, o cantor (ou compositor) e álbum, caso seja possível.

Já começando quero recomendar a música “A Ele a Glória” de Ana Paula Valadão. Mesmo não concordando com um caminhão de coisas do ministério Diante do Trono, não posso negar a biblicidade e beleza desta música que marcou a minha vida em especial. “A Ele a Glória” é claramente inspirada em Romanos 11, no cântico paulino. Outra música que recomendo é“A Gift of a Thistle” de James Horner, sendo uma ótima melodia instrumental para relaxar.

Use o seu discernimento e nos recomende uma boa música.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Marina Silva: entre extremistas e realistas

Marina Silva é uma das candidatas à presidência, junto com José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Quando a imprensa começou a citar o nome dela como candidata do PV (Partido Verde) procurei me informar de todos os passos da pré-campanha. Logo, era a primeira vez desde que Anthony Garotinho se candidatou a presidência que uma evangélica concorrerá o principal cargo da República.

No início não gostei do que li. Um dos primeiros apoios veio do teólogo Leonardo Boff, tido com um mentor de Marina Silva. Apesar da simpatia de muitos evangélicos por ele, Boff é um fanático político. A sua ideologia está acima da verdade. Recentemente ele defendeu o “governo democrático” (sic) do boliviano Evo Morales. Quem acha Morales democrático já mostra que tem o mesmo discernimento de um enólogo com ageusia. Outro apoio de fanático veio da ex-senadora Heloísa Helena, do nanico e extremo PSOL.

Mas Marina Silva tem demostrado equilíbrio. Alinhou-se ao empresário Guilherme Leal, da Natura, que será o seu candidato a vice-presidente. Sempre fala em estabilidade econômica com um modelo sustentável. Defende claramente a autonomia do Banco Central para o controle da inflação. E sua equipe de campanha apresentou nomes respeitáveis.

A equipe de Marina conta com o economista e filósofo Eduardo Gianetti da Fonseca , nome respeitável para análise econômica. Além dele, o grupo terá o ex-embaixador Rubens Ricupero, que assessorará com assuntos para política internacional. Ou seja, nesses últimos dias alguns nomes de equilíbrio têm se somado à candidatura da senadora.

Que Marina continue nessa busca de equidade e que possa se afastar ao máximo de extremistas e fanáticos ideológicos. Além disso, que não abrace o populismo vazio de Anthony Garotinho, que escondia os seus podres na crítica aos banqueiros e a imprensa. Aliás, Garotinho só trouxe vergonha, mas tomara que Marina traga respeito.

Assembleia de Deus e Marina Silva

Nas últimas eleições a Assembleia de Deus pela CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil) tem apoiado candidatos do PSDB. Em 2002 apoiou Garotinho no primeiro turno e José Serra no segundo. Em 2006 apoiou Geraldo Alckmin. Será que neste ano apoiará José Serra novamente? E a assembleiana Marina Silva contará com o apoio da Assembleia de Deus?

A CONAMAD (Assembleias de Deus Madureira), do bispo e deputado Manuel Ferreira (PTB- RJ) vem apoiando o PT e o seu candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Será que apoiará Dilma Rousseff, a candidata do governo? Ou apoiará a assembleiana Marina Silva?

Fato é que ambas as convenções fazem aquilo que não deveriam fazer: apoiar oficialmente um candidato. Sou contra esses apoios, mesmo sendo a candidata assembleiana. Uma igreja pode até falar em voto consciente e nos ensinar civilidade, mas NUNCA INDICAR EM QUEM VAMOS VOTAR. Aqui deveria ser como nos Estados Unidos. Lá, se uma igreja apoia algum candidato ela perde sua isenção fiscal. Simples assim!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A importância dos livros

No último post perguntei sobre qual livro o leitor deste blog está lendo. Até o momento recebi 15 comentários que mostram interessantes obras recomendados pelos amados irmãos e irmãs. Nesse pequeno demostrativo é possível ver que o evangélico lê mais do que a média do brasileiro, mas ainda assim lê pouco. A média no Brasil é baixíssima em relação aos países desenvolvidos. Por isso, nós cristãos evangélicos precisamos incentivar a cada dia a leitura, tanto da Bíblia, como de bons livros. Precisamos ler livros de todos os tipos, tanto clássicos seculares como os clássicos evangélicos.

Portanto, se você é pastor, professor de Escola Dominical, líder de Pequeno Grupo etc., sempre incentive os seus ouvintes a lerem bons livros e recomende alguns títulos. Vamos disseminar essa boa semente. Outra questão, os pais precisam ensinar os filhos a lerem na prática. Criança que vê os pais lendo com prazer também seguirão esses passos. O livro é muito importante para nossa formação como criança e adultos saudáveis de alma. Não é à toa que Deus revelou sua vontade em um livro.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Caro leitor, qual livro você está lendo?

Compartilhe conosco um bom livro que você esteja lendo nestes dias. Não esqueça de mencionar o título, autor e a editora. Faço esta campanha pela consciência que tenho da importância dos livros para o nosso crescimento. Este espaço é seu. Escreve o seu comentário com a recomendação!

domingo, 11 de abril de 2010

É necessário que alguns teólogos saiam do armário!

Ricky Martin saiu do armário e assumiu a sua homossexualidade. Penso que alguns teólogos brasileiros precisam, também, sair do armário! Calma, não estou falando que alguns teólogos deste país sejam gays, mas sim que eles precisam assumir o que realmente são. Ora, muitos deles já não aceitam a Bíblia como Palavra de Deus, a divindade de Cristo, a realidade da eternidade etc. Ou seja, abdicaram do cristianismo. Mas eles não se assumem, pois se escondem na covardia para não perder o emprego em alguns seminários evangélicos.

Há poucos dias li um texto de um autor que conheci pessoalmente. No artigo confessional ele dizia com todas as letras: “sou universalista”. Na visão desse teólogo, o amor de Deus é incompatível com uma condenação eterna. Aliás, o amor também é incompatível com a visão de soberania divina. E também etc e tal. Tal professor ensina em um seminário pertencente à uma denominação pentecostal. Esse pelo menos confessou. Tomara que tenho sido sincero com os diretores do seminário que leciona.

O filósofo judeu Luiz Felipe Pondé acusa esses teólogos relativistas de transformarem a teologia em mera “antropologia moral inconsistente”[1]. Concordo com Pondé. Aliás, esses caras fazem de tudo: antropologia, filosofia, sociologia, mas menos teologia. A teologia deles é ateóloga. Ela nega-se a si mesma.

Amor e verdade

Todo teólogo relativista fala em amor, amor, amor, amor etc. Não sei não, hein? Penso que Freud explica. Falam tanto de amor, mas amar que é bom! Aliás, falam ainda que o amor faz oposição à ortodoxia, verdade, escrituras etc. As pessoas inteligentes, como o antropólogo francês René Girard, não enxergam essa dicotomia absurda. Girard afirmou:

O cristianismo é uma revelação do amor, mas não excluo que seja também uma revelação da verdade. Porque, no cristianismo, verdade e amor coincidem e são a mesma coisa. Penso que devemos levar muito a sério este conceito: o conceito do amor, que no cristianismo é a reabilitação da vítima acusada injustamente, é própria verdade antropológica e a verdade cristã.[2]

Viram? Verdade e amor se complementam, não fazem oposição como afirmam os relativistas. Aliás, relativismo é uma forma de retrocesso e obscurantismo, como afirmou o poeta e jornalista judeu Nelson Ascher:

Enquanto o relativismo cultural nos lembre meramente da inexistência de uma espécie de padrão universal, de uma paradigma absoluto, que nos permita emitir julgamentos conclusivos acerca das inúmeras culturas existentes, ele, valendo-se do ceticismo inteligente, desempenha um papel saudável e contribui para a autocompreensão da humanidade. Quando, todavia, cristalizando-se num tabu que prescreve o exame sistemático de causas e efeitos específicos, dita que toda análise comparativa é “etnocêntrica” interessada, mal-intencionada etc., então degenera em nova forma de obscurantismo.[3]

Mas obscurantistas como são, os teólogos relativistas não gostam de críticas, análises e jamais voltam atrás de suas ideias. Por isso, o amor desassociado da verdade nada mais é do que uma mentira. Ora, são pessoas que querem justificar suas vidas através de seus ideais. É melhor sair do armário e não fingir que é cristão.

Referências Bibliográficas:

[1] PONDÉ, Luiz Felipe.
Do Pensamento no Deserto. 1 ed. São Paulo: Edusp, 2009. p 15-16.

[2] GIRARD, René e VATTIMO, Gianni.
Cristianismo e Relativismo. 1 ed. Aparecida: Editora Santuário, 2010. p 48.

[3] ASCHER, Nelson. Cit in: AZEVEDO, Israel Belo de.
Apologética Cristã. 1 ed. São Paulo: Vida Nova, 2006. p 35.

sábado, 10 de abril de 2010

Lição 02 - Os perigos do desvio espiritual

Leitura Bíblica em Classe
Jeremias 2.1-7,12,13


I. O que é apostasia?
II. Um brado contra a apostasia
III. Em que consistia a apostasia de Israel?


Tema do Subsídio

Pregador e Pregação: Um antídoto eficaz contra a apostasia

Prezado professor, na lição de hoje o universo temático é palpitante: Apostasia. A apostasia é um ataque interno, ela surge silenciosamente no seio da família, igreja e seminários; e se externaliza em seus efeitos perante a sociedade.
O subsídio dessa lição se propõe analisar os instrumentos eficazes para denunciar e erradicar a Apostasia: Pregador e Pregação.
Visando fazer um diálogo desses dois instrumentos com a problemática da apostasia, queremos mostrar a relevância e a seriedade que se deve aplicar ao exercício da pregação contemporânea.

A relevância do Pregador

O pregador contemporâneo tem um grande desafio pela frente: ser autêntico com a genuinidade do Evangelho. O grande perigo que sonda o pregador é a espetacularização da mensagem. A consequencia é a “fabricação” da mensagem para massagear egos e não comunicar verdades palpitantes do texto bíblico. Deve o pregador ter em mente que a sua relação com a Bíblia deve ser a mais natural possível. Sobre isso diz o doutor Martin Lloyd-Jones (o relevante pregador britânico de sua época) ao pregador: “O grande perigo é lermos a Bíblia ao acaso, pegando somente as passagens de que gostamos. O certo seria lermos a Bíblia pelo menos uma vez por ano, todos os anos. Feita essa leitura geral todos os dias, podemos estudar um livro específico da Bíblia com a ajuda de comentários. Não se deve ler a Bíblia à procura de textos para sermões, mas sim porque ela é um alimento de Deus para a alma. Assim fazendo, logo descobriremos um texto em particular que nos abala, sugerindo um material para o sermão”.
Esse condicionamento para o texto bíblico implicará na motivação do Pregador. O pregador que tem em sua alma a essência do Evangelho poderá falar seguramente “Assim diz o Senhor!”, ainda que esta fala afronte diretamente interesses particulares. O Evangelho não é para concessões, mas nós devemos a todo tempo fazer as concessões que o Evangelho determina. É o Evangelho que faz o homem retroceder nos seus intentos ruins. Sentir o que Deus sente, falar o que Deus fala só é possível a partir da relação íntima cultivada com Ele após perscrutar os direcionamentos dados através de suas Verdades. Por isso, a relação do pregador diante da revelação de Deus, deve ser proporcional a necessidade íntima que ele manifesta perante Deus, ou seja, precisa vir da relação mais natural possível com a Palavra de Deus.

A pregação e a apostasia

Para a apostasia ser combatida e erradicada, a pregação deve desempenhar um papel relevante. Seus aspectos, desafiador, corretor e consolador precisam ser preservados com a base do amor. Podemos tomar emprestadas algumas considerações de Jhon MacARTHUR, Jr.[1], onde ele explora com destreza as características da pregação:

· A pregação deve receber a devida prioridade;
· A pregação deve receber a devida fundamentação;
· A pregação deve possuir o devido conteúdo;
· A pregação deve conter o devido compromisso;
· A pregação deve manifestar o chamado supremo do pregador.

Expressando de forma autêntica, o Pastor George O. Wood expõe a seriedade da pregação elegendo um método: “Uma razão para o pastorado longo: ‘Pregação Expositiva’[2]. A pregação expositiva basicamente toma uma perícope da Escritura respondendo duas perguntas: O que disse? E o que diz? Após responder essas perguntas, os pontos principais e os subpontos da mensagem são regidos pelo próprio texto, ou seja, a pregação expositiva não permite ondulações externa ao texto, mas exige que o pregador domine integralmente o âmago do texto para garantir a fidelidade na exposição do texto bíblico. Por isso o papel da pregação no combate à apostasia é tão relevante!

Olhando para a história da igreja, aonde ocorreram os Avivamentos, Despertamentos e Arrependimentos; a seriedade kerigmática sempre esteve presente nesses movimentos (John Wesley; Charles Spurgeon; Jonathan Edwards; etc...). Portanto, contra a apostasia, faz-se necessário o exercício sério, paulatino, intelectual e espiritual da pregação. Esta por sua vez precisa responder perguntas que estão sendo feitas, precisa comunicar verdades absolutas, precisa iluminar as mentes, precisa aquecer os corações, precisa acalmar o aflito, precisa incomodar o acomodado, precisa desafiar à encarnarnação dos valores contido no Reino. O Pregador precisa falar e o povo precisa ouvir, assim, a apostasia terá uma poderosa barreira no seio da igreja!

Referência Bibliográfica

MACARTHUR, JR., John.
Ministério Pastoral, Alcançando a excelência no ministério cristão. Rio de Janeiro. 4ª ed. CPAD, 2004.
Manual Pastor Pentecostal, Teologia e Práticas Pastorais. Rio de Janeiro. 3ª ed. CPAD, 2005.

[1] MACARTHUR, JR., John. Ministério Pastoral, Alcançando a excelência no ministério cristão. Rio de Janeiro. 4ª ed. CPAD, 2004, p. 261-271.

[2] Manual Pastor Pentecostal, Teologia e Práticas Pastorais. Rio de Janeiro. 3ª ed. CPAD, 2005, p. 82,84.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A tragédia não é um número, é humana


No final do ano passado eu passeava por um shopping aqui em São Paulo. Esse estabelecimento fazia uma grande reforma no intuito de se tornar o segundo maior centro de compras da capital paulista. Na pressa, as obras avançaram imprudentemente. Quando eu me aproximava de uma loja de celulares, em um dia de grande movimento, derrepente ouvi um som pior do que um trovão. Naquele momento subiu uma poeira branca que avançava em alta velocidade. Centenas de pessoas começaram a correr com naqueles filme sobre o fim do mundo que sempre assistimos nos cinemas. Resultado- parte do teto desabou por causa de um muro que estava sendo levantado graças à reforma. Graças a Deus tudo não passou de um grande susto. Ninguém morreu. Houve um pouco mais de nove feridos. Um número pequeno diante da grande lotação do shopping em véspera do Natal. Vi duas senhoras literalmente cobertas de sangue, mas logo chegaram os bombeiros que as socorreram.

Por alguns minutos tive uma sensação horrível. Era uma mistura de medo, impotência, susto e alívio. Nos momentos do acidente pensei logo que poderia existir várias pessoas mortas, já que o barulho de um pedaço do teto desabando foi muito forte. Enquanto corria, liguei para a polícia, que prontamente me atendeu, mas o atendente disse: “Não se preocupe, já estamos mandando equipes”. Ou seja, muitos já tinham sacado os celulares para pedir socorro. Também naqueles minutos vários filmes passaram em minha cabeça. Aliás, não filmes, mas reportagens sobre tragédias em massa que aconteceram pelo mundo. Por alguns minutos pude sentir um pouco do desespero de fazer parte de um acidente de grande porte. Mas como disse, tudo foi um susto, nada de mais grave aconteceu. Acho que foi bem didático para a minha vida.

Agora, quando vejo os fatos que estão acontecendo no Rio de Janeiro, medito sobre o desespero daqueles que moram em morros. São famílias que perderam filhos, pais, irmãos, cônjuges, bebês, avós. Nada se compara com o ocorrido no shopping, mas aquele dia me ensinou a olhar essas tragédias com mais individualização, e não como números abstratos. Lemos que mais de 120 pessoas morreram, mas nada sentimos. Tudo não passa de mera estatística. Isso é horrível. Cada um desses 130 fluminenses tinham uma história, uma família, sonhos, projetos, conquistas, derrotas... assim como qualquer um de nós. Mas não vemos assim, meramente enxergamos um número.

A foto da agência O Globo, que ilustra este texto, é de um pai que chora o corpo do filho morto em um desmoronamento. O garoto Marcos Vinícius Vieira tinha apenas oito anos. Quando vejo registros fotográficos assim, já posso me aproximar um pouco mais da dor dessas pessoas. Me livro da frieza dos números. Vejo que tragédias não são estatísticas, mas dramas humanos. E Deus, onde está? Está na solidariedade de homens e mulheres, na braveza dos bombeiros, está no consolo. Deus está sempre ao lado, como mostra muito bem a história de Jó. Cristo sabe o que é sofrer. E o Espírito Santo é o divino consolador.

E os homens? E as autoridades? O que fazem?

É tempo de chorar com os que choram e orar...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

Para muitos crentes os fins justificam os meios

Se for para ter um programa dito evangelístico na televisão, muitos aceitam pedidos de ofertas na base da barganha.

Se for para ter uma cruzada dita evangelística, muitos aceitam um profeta (?) da semente ensinando a ambição como princípio de vida.

Se for para produzir alguns folhetos, muitos aceitam que usem o nome de Deus para compra aviões e grandes propriedades.

Etc.

Os fins justificam os meios? O suposto resultado positivo permite métodos antiéticos e antibíblicos? Pelo amor de Deus, vamos acordar pessoal, ainda há tempo!

Parem de defender o indefensável. Parem de chamar de profeta quem não honra as Sagradas Escrituras, que é a maior profecia. Leiam a Bíblia!!! Ainda há esperança!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Silas Malafaia, Mike Murdock e a miséria da prosperidade!

A participação do pastor Mike Murdock no programa do Silas Malafaia, no último sábado, foi simplesmente vergonhosa. Nunca vi tanta exaltação da riqueza como naquele comício da prosperidade. A riqueza torno-se o centro da vida e do ministério desses homens. Eles só pensam em grana. E ainda o Murdock acha que o dinheiro traz felicidade. Para ele o vazio do homem é preenchido com dólares. Que miséria de pensamento!

Mike Murdock é um sujeito que tem bons companheiros como Benny Hinn e outros famosos pregadores da prosperidade. Aqui no Brasil achou um grande aliado: Silas Malafaia. O senhor Malafaia ficou encantado com a pregação das sementes. Ora, quem não fica encantado com uma semente de mil reais? Mas lembre pessoal: É tudo pelo bem do Reino e para evangelização das almas. A manutenção do avião nada tem haver com isso!

Murdock ainda rescreverá o Sermão da Montanha. Será mais ou menos assim:

“Bem-aventurado o homem que tem muitos dólares”.
“Bem-aventurado o homem que é bem tratado na primeira classe”.
“Bem-aventurado o homem que é cliente VIP”.

Só que essas releituras do Evangelho são um pouco destoantes das palavras de Jesus.

SENHOR MALAFAIA, não adianta cruzadas e folhetos se a essência do Evangelho está sendo distorcida. Jesus não morreu para nos conceder carros, casas, riquezas. Não, Jesus morreu pela salvação da nossa alma, pela transformação da nossa pessoa. Quer riquezas? Busque outros meios, mas não o Evangelho.

O pior que o Malafaia chama o Murdock como o homem mais sábio da América. Imagine se fosse tolo...

Leia mais:

http://pointrhema.blogspot.com/2010/04/teologia-da-prosperidade-que-vergonha.html

http://pastorguedes.blogspot.com/2010/04/malafaia-cerullo-e-mike-murdok-farinha.html

http://pastorrobsonaguiar.nireblog.com/post/2010/04/03/e-o-vice-presidente-da-cgadb-aderiu-de-vez-a-teologia-da-prosperidade

http://renatovargens.blogspot.com/2010/04/carta-aberta-ao-pastor-silas-malafaia.html

http://www.pulpitocristao.com/2010/04/clubinho-gospel-do-malafaia-inscricao.html

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Páscoa!

Joguem fora o velho fermento do pecado para ficarem completamente puros. Aí vocês serão como massa nova e sem fermento, como vocês, de fato, já são. Porque a nossa Festa da Páscoa está pronta, agora que Cristo, o nosso Cordeiro da Páscoa, já foi oferecido em sacrifício.

Apóstolo Paulo em I Co 5.7 NTLH

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A motivação é Real

Nessa concorrência brava entre as principais igrejas pseudopentecostais deste país, o autoproclamado bispo Edir Macedo reclama que muitos dos seus pastores são coabitados pela Igreja Internacional da Graça de Deus, do seu cunhado R. R. Soares, e pela Igreja Mundial do Poder de Deus, do seu ex-bispo e hoje “apóstolo” Valdomiro Santiago.

Nessas poucas palavras fica bem claro a real motivação da liderança dessas igrejas: dinheiro. Os bispos e pastores permanecem onde se paga mais. Isso é sabido de todos, mas aqui temos uma confissão. Também no vídeo Edir Macedo mostra um desconforto com uma administração autônomo, independente, que dependa menos de um líder centralizador.

Ouça:


Lição 01 - Jeremias, o profeta da Esperança

SUBSÍDIO ESCRITO PELA EQUIPE DE EDUCAÇÃO DA CPAD

Leitura Bíblica em Classe
2 Coríntios Jeremias 1.1-10


I. A origem sacerdotal do profeta Jeremias
II. A vocação de Jeremias
III. O estado civil de Jeremias
IV. A postura profética de Jeremias


Tema do Subsídio

Visão panorâmica e conceito de Justiça no Livro de Jeremias

Prezado professor, estamos iniciando mais um trimestre de Lições Bíblicas. O tema a ser abordado é “Jeremias: Esperança em tempos de crise”. O livro de Jeremias é rico em profecias (que se cumpriram e vão cumprir) e episódios históricos importantes que marcam a história do povo hebreu. Mas acima de tudo, o livro de Jeremias tem o ponto central que iremos abordar neste subsídio: a Justiça de Deus. O princípio de Justiça permeia todo o livro do profeta Jeremias. No subsídio dessa lição, além de abordar o conceito de Justiça de Deus, faremos uma análise panorâmica do livro de Jeremias denotando as seguintes questões: Data, autoria, esboço teológico, sermões e passagens importantes do livro de Jeremias. Outras questões a serem consideradas nesse subsídio são a missão do profeta e lições contemporâneas proveitosas para a vivência atual da igreja do Senhor nesse mundo. Desejamos ao prezado professor, um rico aprendizado nesse trimestre! Deus abençoe as suas aulas!

Data e autoria

Fortes evidências internas identificam Jeremias como o autor do livro que leva seu nome. Muito de seu conteúdo foi compilado exatamente antes da rendição de Jerusalém, em a.C.

Esboço teológico

I. A Missão de Jeremias (1 – 10)
II. A violação da Aliança (11 – 20)
III. A aproximação do julgamento (21 – 29)
IV. A nova aliança (30 – 33)
V. A queda de Jerusalém (34 – 52)

Sermões[1]

Na época de Josias: Jr 2.1 – 3.5; 3.6 – 6.30; 7.1 – 10.25; 18.1 – 20.18
Nos dias de Jeoaquim: Jr 14 – 17; 22 – 23; 25 – 26; 35 – 36; 45 – 48
No dias de Zedequias: Jr 21; 24; 27 – 34; 37 – 39; 49
Nos dias de Gedalias[2]: Jr 40 – 44
As últimas mensagens: Jr 50 – 52

Principais passagens

Jr 2. O profeta classifica os pecados de Judá
Jr 17. O pecado é uma questão de foro íntimo da humanidade
Jr 23. Os falsos profetas. Como identificá-los
Jr 28. Os profetas falsos versus os verdadeiros
Jr 31. Deus promete uma nova aliança a seu povo

A Justiça de Deus

A Justiça de Deus é tema recorrente no livro de Jeremias. No Antigo Testamento há vários termos que caracterizam o conceito bíblico de Justiça, onde nesta oportunidade destacaremos três: yashar; mishpat; sedeq. O termo yashar denota o caminho “reto”, “direito”, “suave”, apontando o princípio de retidão norteadora no caminho do indivíduo (Pv 9.15; Pv 15.21). A palavra mishpat denota julgamento, o termo informa que o juíz que julga as causas, deve portar o atributo do mishpat, ou seja, da “justiça”, do “direito” e da “retidão”. O terceiro termo, sedeq, assinala o que é “justo”, “direito” ou “normal” como peso e medidas plenos de justiça. O Eterno é o Deus de Justiça (Is 30.18), é inconcebível o Eterno não agir segundo a sua Justiça e não exigir de sua criatura o exercício dos princípios dessa Justiça (Mt 5.6). Deus julga justamente (Sl 9.4) e os seus julgamentos são corretos e executados para o supremo bem da humanidade (Sl 119.75). Eis a Justiça de Deus!

A missão profética de Jeremias

Diante do conceito de Justiça, Jeremias é impelido por Deus a proclamar o juízo do Senhor em relação ao destino da nação hebreia, cuja face virou para o Eterno. A servidão a deuses, as injustiças sociais, as alianças indevidas, a inobservância do descanso da terra, foram fatores determinante para o exercício do juízo que o Senhor ordenou.
Na época dos reis Josias (640-609 a.C.); Jeoaquim (609-598 a.C.); Joaquim (598-597 a.C); Zedequias (597-586 a.C.); Judá foi dominada por Babilônia. É nesse contexto que a sentença de Deus foi anunciada, onde Jeremias recebeu a incumbência de Deus para desempenhar uma missão nada popular: conclamar todo Judá a submeter-se ao império babilônico como uma disciplina ordenada pelo Senhor. Os reis e o povo de Judá não aceitaram essa mensagem e na mesma medida rejeitaram a Deus em favor das divindades pagãs.

Lições Contemporâneas no livro de Jeremias

No contexto nacional da sociedade hebreia onde a majoritariedade dos “oráculos” que egocêntricos predominavam, não havia a permissão para qualquer comunicação pessimista da ação praticada por parte da nação judaica. Deve-se levar em conta que no contexto vivencial de Jeremias, a maioria dos profetas pronunciava profecias otimistas, de conquistas e independência, enquanto Jeremias - o profeta solitário - sustentava a verdade estabelecida por Deus, sobre o seu povo, nada popular.
Enquanto o profeta solitário proclama o juízo de Deus, os demais profetas proclamavam o sofismo triunfalista. Naturalmente o profeta Jeremias foi desacreditado pela elite judaica e rejeitado pelo sistema institucional da época. Seus algozes já tinham planejado o discurso triunfalista de conquista e domínio, mas mal sabiam eles que os seus destinos já estavam sacramentados, eles não voltariam atrás.
O livro do profeta Jeremias vai ao encontro de uma realidade presente hoje no contexto contemporâneo: a sedução triunfalista do povo. Essa sedução é tão enraizada, como nos dias de Jeremias, que não se cogita a possibilidade desses devaneios serem removidos do nosso seio. O povo de Deus deve atentar que o Altíssimo tem sempre um plano perfeito para executar, e nem sempre a forma de articulá-lo entre os seres humanos é bem vinda. O importante e o que é inegociável são a destreza de discernir o tempo presente e a confiança de está sob a soberania do Eterno custe o que custar. A sua graça é plenamente suficiente!

Referência Bibliográfica
RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1ª ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.
Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.
DAVER, Mark. A Mensagem do Antigo Testamento. Rio de Janeiro. 1ª ed. CPAD, 2008.



[1] O prezado professor pode verificar que os capítulos de Jeremias não estão em ordem cronológica, ela alterno de um rei para o outro. O livro de Jeremias também não encontra uma introdução, um corpo de texto e uma conclusão. A melhor forma de leitura do livro de Jeremias é vê-lo como uma coletânea de discursos alternados por diversos episódios históricos.

[2] Gedalias foi um governador nomeado pelos babilônios após a destruição de Judá.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Chega de nostalgia!

Nunca pergunte: “Por que será que antigamente tudo era melhor?” Essa pergunta não é inteligente (Ec 7.10).

Estou lendo o ótimo livro Reformissão de Mark Driscoll. Recomendo a leitura, assim como outros títulos do autor. Com irreverência e boa teologia, Driscoll nos leva a pensar e repensar uma nova postura como igreja. Mas uma passagem do livro, em especial, me chamou a atenção:

Não seria o caso de nos arrependermos do pecado da tendência à nostalgia do passado e da busca pela inovação constante? Indiscutivelmente, muitos cristãos e igrejas preferem o passado em relação ao presente ou ao futuro, porque o passado já está acabado, enquanto o presente e o futuro ainda requerem muito trabalho. Certo romantismo tolo, em cada um de nós, deseja desesperadamente crer que houve uma época pós-Gênesis 2, em que o mundo era um lugar maravilhoso para se viver e quando tudo era melhor e mais fácil do que agora. Este poderoso delírio serve para desculpar nossa preguiça e fracasso em fazer reformissão, lançando a culpa na dificuldade dos dias em que vivemos. Não é de admirar que muitas denominações e tradições teológicas continuem falando mais sobre o começo do seu movimento do que sobre os dias atuais, que estão vivendo, e do futuro, para o qual estão caminhando [1].

Impressionante como este texto descreve bem a situação das Assembleias de Deus no Brasil. Uma grande denominação que mais vive da nostalgia dos seus primeiros dias gloriosos, mas não apresenta um projeto para o presente e muito menos para o futuro. Como assembleiano me identifiquei bastante com a advertência descrita acima. Não que devamos esquecer a nossa história, mas é preciso construir uma memória não romantizada, que nos faça refletir sobre o presente e o futuro.

Fora de sintonia

Exemplo máximo desse assunto são os chamados “cultos de mocidade”. Primeiro que quem normalmente dirige é alguém casado. Outra: a palavra “mocidade” já é um grande exemplo de descontextualização. Os jovem que pregam são todos gomadinhos e engravatados. As músicas, pelo amor de Deus, são de ritmos arcaicos com letras ruins, que enfatizam elementos com “fogo” e “vitória”. Os hinos da Harpa Cristão são cantados com a animação de um velório. Aliás, quase todas as músicas são cantadas por cantar, pois as cabeças voam enquanto deveriam refletir na letra. São lábios mexendo sem sintonia com a mente e o coração. A formalidade chega ao extremo. Mas tudo pela tradição e identidade, não é mesmo?

Agora, vai tentar inovar (palavra no grata) para ver o que acontece! Primeiro que nem toda inovação é ruim. O culto com mulheres participando era tido no passado como uma grande inovação. O perigo está no fato da inovação tornar-se um fim em si, e desta forma comprometer o conteúdo do Evangelho. Como lembra Driscoll: “a inovação, quando não vem atada à verdade do Evangelho, leva a heresia” [2]. Inovar é bom, mas dentro dos limites da Palavra de Deus.

Então, usando o exemplo do “culto de mocidade”, por que não mudar? Por que não usar expressões com “culto dos jovens”? Por que não entregar a direção para jovens que falem a idioma dos jovens? Por que não cantar músicas mais contextualizadas que contenham letras com boa teologia? Por que não usar mais a banda em lugar dos cansativos vocais mal ensaiados? Por que não eliminar ternos, gravatas e aquelas cadeiras bonitonas na plataforma? Por que não trocar a versão de Almeida por uma NVI ou NTLH? Tudo isso é comunicação. É quanto mais limpa é a comunicação, de melhor a mensagem poderá se espalhar.

Achei interessante uma igreja batista que mantém vários cultos no decorrer da semana. No culto de domingo de manhã (antes da escola dominical) a maior parte dos participantes são idosos. Então, nesse culto só são usados hinos do Cantor Cristão, com uma orquestra sem banda. Ou seja, isso também é contextualização. Um culto que dialoga com os seus participantes. Já o culto dos jovens continha hinos do Cantor Cristão, mas com banda e outras músicas de produção recente.

Mas os nostálgicos continuam apegados ferozmente a suas tradições. Fazer o quê?


Referências Bibliográficas:

[1] DRISCOLL, Mark.
Reformissão: Como levar a mensagem sem comprometer o conteúdo. 1 ed. Niterói: Tempo de Colheita, 2009. p 49-50.

[2] Idem. p 52.