quinta-feira, 30 de setembro de 2010

50º Theologando sobre as Assembleias de Deus


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Aborto, Edir Macedo, Dilma Rousseff, Boatos, Marina Silva, Silas Malafaia, Caio Fábio e outros fatos da semana

Ufa! Que semana, hein? Ainda estamos na quinta-feira, mas vários fatos envolvendo política e religião aconteceram nestes dias. Vejamos:

  1. A candidata petista, Dilma Rousseff, se reuniu com pastores e padres para desmentir “boatos preconceituosos”

Dilma reuniu pastores, entre eles o lendário unificado Manoel Ferreira, para falar que é contra o aborto. Engraçado com as eleições mudam as pessoas, não é verdade? Em entrevista para a revista Marie Claire em abril de 2009, Dilma defendeu a legalização do aborto.

A revista perguntou:

Uma das bandeiras da [revista] Marie Claire é defender a legalização do aborto. Fizemos uma pesquisa com leitoras e 60% delas se posicionaram favoravelmente, mesmo o aborto não sendo uma escolha fácil. O que a senhora pensa sobre isso?

Dilma respondeu:

Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos.

A revista:

Hoje, o que é preciso para legalizar o aborto no Brasil?

Dilma:

Existem várias divisões no país por causa dessa confusão, entre o que é foro íntimo e o que é política pública. O presidente é um homem religioso e, mesmo assim, se recusa a tratar o aborto como uma questão que não seja de saúde pública. Como saúde pública, achamos que tem de ser praticado em condições de legalidade.

Ou seja, um ano e meio depois Dilma mudou radicalmente. Você leva a sério essa “conversão”? Alguns pastores que acreditam no reverendo Moon caíram nessa onda! É claro que Dilma tem a liberdade de pensar favoravelmente sobre a legalização do aborto. O problema são essas mentiras com o objetivo de ganhar votos dos “retrógrados” evangélicos e católicos praticantes.

(leia a entrevista nesse link: http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1697826-1739-3,00.html)

Falar que Dilma defende o aborto não é boato, mas fato!

  1. Edir Macedo, o eugenista, manifesta apoio a Dilma Rousseff

Nenhuma novidade. A Rede Record vem fazendo campanha velada para o presidente Lula e sua candidata. Os jornalistas da casa mantêm blogs na internet que atacam os adversários da petista. Agora, Edir Macedo e Dilma Rousseff se combinam: ambos defendem o aborto por ser uma “questão de saúde pública”.Traduzindo: eufemismo para matança de crianças em nome do “bem” coletivo.

Vejam o vídeo em que o bispo (?) Macedo defendo o aborto. Alguns eugenistas pegaram mais leve na apologia da morte de crianças.

  1. Silas Malafaia desiste de apoiar Marina Silva

Ainda na questão aborto, Silas Malafaia desistiu de apoiar Marina Silva. A candidata verde já manifestou diversas vezes que é contrária ao aborto, mas defendeu um plebiscito sobre o assunto. Malafaia atacou essa ideia de plebiscito. Nessa mudança, Caio Fábio aproveitou para ameaçar Silas Malafaia de uma surra e acusou o pastor carioca de “oportunismo financeiro”. O Partido Verde (PV) lamentou a mudança do pastor Silas Malafaia.

  1. Marina Silva acusa Dilma Rousseff de mudar o discurso por causa da eleição

Sobre a polêmica do aborto envolvendo a candidata petista, Marina Silva afirmou: "Eu não faço discurso de conveniência. A ministra Dilma já disse que era a favor e depois mudou de posição. Não acho que em temas como esse se deva fazer um discurso uma hora de uma forma e outra hora de outra só para agradar o eleitor"

  1. O verdadeiro boato

No último sábado recebi muitas mensagens falando que Dilma teria declarado quem nem Jesus Cristo tiraria sua vitória. Na hora desconfiei que era mentira. Pesquisei em vários sites de notícias e só achei essa história em blogs de conteúdo sensacionalista. Realmente, esse é um boato. Outro boate infame é que Michel Temer, vice de Dilma, seria satanista. O divulgador dessa história foi desmentido pela própria mãe.

Enfim!

Ainda faltam três dias. Vamos ver o que acontece até lá. Recomendo que todos nós possamos orar por nossa nação e pela igreja evangélica brasileira. Tanto o país como a igreja precisam de um grande choque moral.

domingo, 26 de setembro de 2010

Os fanáticos e os heréticos

As roupas eram bem largas. O aspecto de velhice chamava a atenção mesmo sendo uma mulher na faixa dos 30 anos. O olho estava constantemente fechado durante todo o culto. Seu filho, uma criança de aproximadamente de seis anos, usava uma roupa social. Voz de choro. Cânticos de autoajuda. Quando falava parecia em constante contato com a transcendência. Assim era uma mulher que sentou perto de mim em um culto festivo.

Quando vi essas cenas descritas acima senti um misto de pena e preocupação. Ora, pena porque é uma presa do legalismo que não santifica, mas conduz ao fanatismo. E a preocupação é que esse tipo de pessoa normalmente é vista como exemplo a ser seguido pelos demais crentes. Certamente é preocupante uma igreja cheia de pessoas devassas, mas o cheiro do fanatismo é assustador. Ou seja, nem oito nem oitenta.

E o que é fanatismo?

É o zelo excessivo. Lembram de Paulo? Com um zelo excessivo pela lei ele estava completamente perdido. Quando encontrou Jesus viu que era apenas um religioso vazio.

É a crença cega. Não questionam. São crédulos, pois acreditam em qualquer coisa que os seus superiores dizem, mesmo sendo absurdos.

É a dedicação excessiva a alguém. Normalmente elegem o grande líder e desses dependem com uma criança que mama.

É paixão. Não é amor, mas paixão.

Então, que Deus nos livre desse horror que nos afasta da verdadeira espiritualidade bíblica.

OUTRO ASSUNTO:

Normalmente membros de seitas são fanáticos. Seitas também são heréticas, mentirosas e controladoras. E o que você acha de um pastor que se alia ao reverendo Moon? Sim, mas um vacilo do pastor, aliás, bispo Manoel Ferreira. O coordenador da campanha “evangélica” por Dilma Rousseff também admira o heresiarca coreano. Leia mais: http://www.pulpitocristao.com/2010/09/bispo-manoel-ferreira-e-reverendo-moon.html

sábado, 25 de setembro de 2010

Lição 13 - A Missão Profética da Igreja

Subsídio escrito pelo serviço de educação da CPAD

Lição 13 - A Missão Profética da Igreja

Prezado professor, chegamos ao final de mais um trimestre...



Leitura Bíblica: Atos 8.4-8, 12-17

Introdução

I. A perseguição
II. Os samaritanos
III. O Evangelho em Samaria

Conclusão


Prezado professor, chegamos ao final de mais um trimestre. Nesse período, é importante fazer uma autoavaliação dos métodos adotados, da receptividade dos alunos, do ambiente, em sala de aula, cuja lição é ministrada, etc.
O prezado professor tem a compreensão da dimensão de seu ministério? Por isso, aproveite esse período para a realização dessa autoanálise.
A lição de hoje tem o objetivo, ímpar, de elaborar a reflexão da missão profética da Igreja. Considerando o contexto vivencial da igreja em Jerusalém e a conscientização do significativo papel que o seu aluno tem na missão profética da Igreja, é importante você reunir materiais que elucidam o contexto histórico e cultural do primeiro século, nos primórdios, da Igreja Primitiva.

A IGREJA EM JERUSALÉM E SUA DIMENSÃO PROFÉTICA

Considerando o contexto de Atos 2.42-47, é possível descrever a sua vida comunitária, considerando, os seguintes fatores:

• A Igreja Primitiva vivia em comunidade. Isso quer dizer que os membros da comunidade de Jerusalém viviam juntos, moravam próximos e trabalhavam em regiões próximas. Por estarem localizados numa região pouco desenvolvida, o número de habitantes era baixo e a convivência destes era natural (At 1.12-14) ;
• A Igreja Primitiva perseverava na doutrina, na comunhão, no partir do pão e nas orações. A vida comunitária da igreja, exigia uma prática vivencial de Amor. Sobretudo, essa prática se confirmaria na unidade estabelecida nesse grupo reunido em Jerusalém. Por isso, a igreja fazia a manutenção dos ensinos de Jesus, através dos apóstolos . Esta perseverança doutrinária, de acordo com a relação vertical e horizontal (Amar a Deus e Amar o próximo) do relacionamento humano, iniciava na comunidade: a voluntariedade em comer o pão em comunhão (Ágape, a festa do amor) e a execução da ceia do Senhor . Nesse ambiente de ensino e comunhão, as almas se prostravam em oração antes, e depois, do revestimento de poder. Essa prostração denota a urgência, e a necessidade, do aprofundamento de a intimidade com Deus, a fim de refleti-la no contexto comunitário (At 2.42);
• Os membros da Igreja Primitiva vendiam o que tinham para suprir os necessitados. Essa era a forma de assistir o necessitado que estava inserido à nova comunidade. Por voluntariedade, vendiam suas propriedades e depositavam aos pés dos apóstolos, e estes, repartiam com os que tinham necessidades (At 2.45). Alguns (estudiosos ou não), para justificar a indisposição da partilha hoje, afirmam que os cristãos primitivos só faziam a partilha de seus bens, porque criam que Jesus voltaria a qualquer momento (não haveria nada mais egoísta e individualista do que esta intenção). E como consequencia desta “loucura”, os cristãos primitivos ficaram pobres (desconsiderando, totalmente, a perseguição histórica antes, e durante, os anos 70 d.C. que solapou os judeus e cristãos). Absolutamente não! Os cristãos primitivos sabiam muito bem a dimensão prática da doutrina dos apóstolos (os mandamentos de Jesus) e sua voluntariedade, em partilhar os seus bens, era o reflexo da ação espiritual que tomara conta da comunidade. Os bens eram recolhidos, não para o enriquecimento dos apóstolos, mas tão somente, para suprir a necessidade do próximo desprovido.


O contexto social da Igreja Primitiva denota a relevância dessa comunidade para a sociedade que a cercava. O temor ao Senhor, perseverança unânime de todos, o partir do pão em sua refeição, alegre e singela, denotava a dimensão da manutenção doutrinária e comunitária da igreja.
A proclamação salvífica e cristocêntrica da Igreja exige o arrependimento de todos os homens. Porém, o modelo dessa contrição era proposto na vivência prática desta comunidade do primeiro século .
Em Atos 2.46,47 é descrito a consequência natural da verdadeira Proclamação de Cristo, onde o proclamar é acompanhado do fazer:

E, perseverando unânimes todos os no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça do todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.


O resultado de salvação era inquestionável. A consequencia de “todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”, estava claramente ligada à vida comunitária daquela igreja. Quando, esta, se levantava para Proclamar salvação, estava investida de legitimidade para propor àquela sociedade as “Boas Novas” de salvação.

Cada ação, feita pela igreja primitiva, denunciava profeticamente a incoerência que reinara sobre aquela sociedade. Se ela demonstrava comunhão, denunciava a separação; se demonstrava amor, denunciava o ódio; se demonstrava voluntariedade, denunciava o interesse mesquinho (vide Ananias e Safira cf. At 5.1-11); se supria a necessidade do necessitado, denunciava a omissão daqueles que tinham obrigação de fazê-lo.
A partir da comunidade primitiva, em Jerusalém, aprendemos que a Igreja de Cristo tem uma dimensão profética. Esta não tem a função de amalgamar-se com o poder temporal. Mas, tem a função de exercer um papel neutro em relação a este “poder”: elogiando-o quando é justo, mas denunciando quando ele exerce a injustiça.

A verdadeira Proclamação salvífica de Cristo tem sua dimensão celestial, quando diz que o homem tem que se arrepender para o perdão e remoção dos pecados, mas também tem sua dimensão terrena, quando diz que a este homem imerso no pecado, Cristo dá a verdadeira dignidade: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres” (Jo 8.36). Em 1 Coríntios 11.23ss, temos a prova de que a Igreja pode perder a dimensão profética! Boa Aula!

Você pode:
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Referência Bibliográfica

[1]GUNDRY, Robert H. Panorama do Novo Testamento. 1. ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1978, p. 23-34.

[2]Os apóstolos tinham ouvido de Jesus que o seu ensino está embasado em dois mandamentos: o primeiro, “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”; o segundo, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37-40).

[3]Comentário Pentecostal do Novo Testamento. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 640.

[4] “Um novo mandamento vos dou: Que vos amei uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34,35).


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Em defesa da democracia!

Está havendo um abuso da liberdade de imprensa

Leonardo Boff, em recente artigo que mostra seus delírios autoritários


A democracia na América nasceu com o protestantismo puritano. Os ingleses perseguidos pela Igreja Anglicana, então única denominação oficial, tiveram que atravessar o Atlântico e construíram suas histórias sob o ideal de liberdade que permeia toda a Constituição e cultura norte-americana. Defendendo a liberdade religiosa, esses bravos homens levantaram uma nação que valoriza todas as liberdades: de culto, de imprensa, de expressão, de opinião, de reunião,de circulação, de mercado etc. Os Estados Unidos mostraram como o protestantismo pode influenciar uma sociedade em ideias libertárias.

E nós hoje? O nosso país, sem nenhum exagero retórico ou terrorismo de oposição, está caminhando a pernas curtas para o autoritarismo. Exemplos? Vejamos:


  1. A hegemonia de um partido se desenha no horizonte. Um executivo fortíssimo, com um legislativo cada vez mais desmoralizado, sendo uma combinação perfeita para a tragédia!

  2. As estatais estão loteadas de “companheiros” sem competência técnica que “mamam” com o dinheiro dos nossos impostos.

  3. O governo tenta constantemente desmoralizar a imprensa como se essa um partido fosse. A mesma imprensa que faz o seu papel em denunciar os podres existentes no governo.

  4. O presidente Lula se comporta como o messias esperado. Bêbado por sua popularidade ele pensa que nem o céu é o limite. À revelia da lei, o presidente empurra sua candidata com o uso da máquina pública.

  5. Sindicato dos jornalistas, loteado por defensores do governo, montam um protesto contra a imprensa. Ou seja, o único país do mundo onde um sindicato de jornalistas se alia ao governo para defender a censura. Estão incomodados que a imprensa ouse divulgar a roubalheira que acontece debaixo das barbas presidenciais.

  6. Sob o lema de “combate ao udenismo” e ao “Partido da Imprensa Golpista”, blogueiros patrocinados por estatais fazem patrulhamento na internet contra as críticas aos problemas do governo.

  7. Na economia, o governo escolhe os “empresários amigos” para conceder generosos empréstimos dos bancos públicos à juros subsidiados. Assim, o capitalismo de Estado, esse leviatã pós-moderno, cresce com força no país.


Etc e etc!

Ah, eu como crente não preciso me preocupar com a liberdade de imprensa, pensa alguns! Ledo engano! Hoje tentam calar jornalistas, amanhã calam pastores. Não devemos esquecer a frase do pastor luterano Martin Niemöller, que viveu preso sob o regime de Hitler e escreveu um lindo poema sobre o totalitarismo nazista:

"Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse" .

Acordai crentes deste país. Vamos defender a democracia!

Assine o Manifesto em Defesa da Democracia: http://manifestoemdefesadademocracia.wordpress.com/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ações corruptas!

O Congresso brasileiro é reflexo do país. Se há muitos corruptos é porque o mesmo nível de sujeira apodrece ruas, faculdades, ONGs, igrejas, famílias etc. O brasileiro reclama de corrupção em Brasília enquanto paga propina para se livrar de uma multa. Infelizmente vivemos em uma sociedade antiética e muitas vezes somos esses agentes da sujeira. Precisamos de um choque moral, ou seja, conversão!

Vejamos uma lista de ações imorais feitas por algumas igrejas:


  1. Pedir ajuda de vereadores “crentes” para livrarem templos irregulares de multas na prefeitura.
  2. Vender votos dos “irmãos” em troca de tijolos para um novo templo.
  3. Não pagar os direitos trabalhistas dos funcionários assalariados de uma denominação, como faxineiros ou zeladores.
  4. Construir templo em áreas invadidas. (Já vi uma reportagem falando de um pastor pentecostal que montava tendas em fazendas invadidas pelo MST).
  5. Justificar a corrupção de políticos “crentes” associando os “coitados” como vítimas de perseguição.
  6. Pegar verba pública para projetos educacionais e desviar para outros fins.
  7. Usar som alto fora do horário permitido, irritando vizinhos e os afastando do Evangelho. (E muitos dizem que os funkeiros podem usar som alto, mas a igreja não. Ora, nosso norte moral e de conduta são os “educados” funkeiros?).
É isso!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cultura segundo Lausanne

Lendo a Declaração de Lausanne, o maior manifesto evangelical sobre a teologia missionária, gostei muito do resumo sobre a relação de cultura e evangelização. A declaração condena a exportação de cultura, mas também lembra que as culturas não são monumentos incontestáveis, como diz certos antropólogos malucos que defendem índios que matam crianças deficientes. A cultura deve ser respeitada, mas os direitos humanos estão acima de uma cultura opressora, portanto há um certo dinamismo em todas as culturas.

Leia o texto:

Evangelização e cultura

O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

A tradição de Lausanne mostra o bom lado do evangelicalismo que infelizmente pouco influenciou o mundão evangélico do Brasil.

domingo, 19 de setembro de 2010

É tempo de acabar com a palhaçada

Se você tem estômago forte, por favor, assista esse vídeo. Comento no final.



Desculpe amados irmãos, pois este post, como o anterior, pode parecer que estou em campanha contra a pessoa do pastor José Wellington Bezerra da Costa. Não é o caso. Mas fiquei extremamente indignado com a falsa espiritualidade exposta nesse vídeo. É simplesmente ridícula, horrorosa e antibíblica essa bajulação em forma de profecia. As pessoas brincam de profeta não sabendo a seriedade desse ato.

Para quem não sabe, no ano passado houve a maior disputa politiqueira pela liderança da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). De um lado tínhamos José Wellington Bezerra da Costa e do outro lado tínhamos Samuel Câmara com Silas Malafaia. Cada grupo acusava o outro de sujeira. Ou seja, essa convenção sobrou em carnalidade o que faltou em espiritualidade, isso de ambos os lados, na mesquinhez da disputa por poder.

Somente agora vi esse vídeo que vocês assistiram acima. Com voz de choro sem choro, com timbre de profeta contrito, esse pastor diz que profetizou a vitória de José Wellington no último pleito. Ainda mais, Deus punirá Samuel Câmara e seus apoiadores. Quanta palhaçada! Como usam o nome do Senhor em vão! Deus não estava jogando na politicagem das últimas eleições da CGADB. Essa disputa carnal não tinha nada a ver com Deus.

Conclamo aos apologistas assembleianos que não se calem com essas barbaridades. Não podemos falar das falsas profecias de Benny Hinn ou Kenneth Hagin quando tamanha aberração acontece nos nossos púlpitos. Com profecia não se brinca. Não deve ser usada para bajular!!!

Interesses familiares não são da igreja!

Vejam o “santinho”.

O esquema é o seguinte:

Os políticos precisam de votos. Em busca de votos eles montam alianças partidárias ou comunitárias. As igrejas evangélicas são comunidades de lideranças fortes. Então, os políticos fazem negociatas com os pastores para que aquela igreja apoie o candidato. Esse esquema é legal, mas imoral. É lícito, mas não convém. Igreja deve orientar fiéis no voto consciente, mas nunca apoiar A ou B.

José Wellington apoiará Aluísio Nunes (PSDB) só porque sua filha Marta Costa (DEM) é suplente do candidato ao Senado. Tal posição não beneficia a Assembleia de Deus, como diz o folheto, mas sim a família Bezerra e Costa. É claro que Aluísio Nunes quer o apoio do pastor mais influente do estado de São Paulo, pois apoio é o que qualquer candidato procura, por isso ofereceu a suplência para Marta Costa. Aluísio faz o seu papel de político que articula alianças, mas o pastor José Wellington deixa de fazer o seu papel de pastor.

Vou até votar no candidato tucano, mas não porque este é apoiado por José Wellington. Aliás, depois que soube dessa “aliança” até pensei em não votar em Aluísio Nunes. Só desisti porque sou contra voto nulo ou branco e as demais opções ao Senado por São Paulo são péssimas. Ou seja, Aluísio Nunes quase perdeu o meu voto por ser apoiado pelo meu pastor.

Peço ao pastor José Wellington: não fale em interesses da Assembleia de Deus quando os verdadeiros interesses são familiares. Se o interesse fosse da denominação, o nome indicado pelo bom senso não seria de um familiar. Nesse caso, é um desrespeito usar o nome Assembleia de Deus como representante.

Leia também:

http://www.pulpitocristao.com/2010/09/pastor-jose-wellington-bezerra-da-costa.html

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Encontro Apologético

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Lição 12 - O Tríplice Propósito da Profecia

Subsídio pela CPAD

No mundo antigo, palavras articuladas em êxtase eram vistas como sinal...
Leitura Bíblica:1 Coríntios 12.4-10; 14.1-5

Introdução

I. Os dons espirituais
II. A importância do Amor
III. O dom de Profecia

Conclusão

DONS ESPIRITUAIS: INSTRUÇÃO, EDIFICAÇÃO E CONSOLAÇÃO

Prezado (a) Professor (a), nessa lição é importante você considerar o contexto histórico e religioso da cidade de Corinto. A religião na Grécia antiga era bastante diversificada. Qualquer articulação de linguagem, como impostação de voz, apontando para um suposto “êxtase” era tida como manifestação sobrenatural dos deuses. Sobre este contexto religioso o teólogo americano, Lawrence O. Richards, escreve:

No mundo antigo, palavras articuladas em êxtase eram vistas como sinal de possessão pelos deuses. A epilepsia era uma “doença divina” e o resmungar de sacerdotisas drogadas, em determinados oráculos, como o de Delfos, era considerado transmissão de mensagens dos deuses. Paulo se refere a isso ao observar que, quanto aos pagãos e ignorantes, “deixáveis conduzir-vos aos ídolos, mudos, segundo éreis guiados”.


O problema era que essa atitude em relação ao dom persistiu nos convertidos ao cristianismo. Em decorrência, dons espirituais como os de língua eram considerados por muitos em Corinto como evidência do contato íntimo com Deus. Os portadores desse dom eram mais espirituais. Até mesmo quando seus dons contradiziam as verdades fundamentais do cristianismo, alguns estavam suficientemente espantados para acreditarem neles. É contra esse contexto cultural que Paulo desenvolveu ensinamentos sobre a verdadeira espiritualidade, dons espirituais e o exercício adequado dos dons de línguas.[1]

O texto de 1 Coríntios 12.1-3 denota uma escandalosa influência das religiões pagãs na liturgia de culto da igreja grega. O livre exercício dos dons espirituais em detrimento do “Fundamento dos apóstolos”[2] deixava claro que aquela igreja estava fadada a cair em um exibicionismo egoísta, ilógico e tolo.


Pode uma igreja cristã desenvolver práticas por influências de outras manifestações religiosas? Quando uma comunidade perde o foco do “Fundamento”, da “Comunhão”, da “Oração” e do “Serviço”, tudo contribui, como consequencia natural, Para o distanciamento dos princípios mais básicos e simples do evangelho.

Não há coincidência em o capítulo 13 de 1 Coríntios está inserido entre os capítulos 12 e 14 da mesma epístola. O apóstolo Paulo tem o objetivo de alertar a igreja de Corinto para o fato de a prática espiritual, desprovida do verdadeiro amor, ser caracterizada de pagã e egoísta. O uso dos dons espirituais, com os destaques das línguas e profecias, não tem outro objetivo que a Edificação, Exortação e Consolação do outro. Aquele irmão e/ou irmã, que em sua coletividade formam o “corpo místico de Cristo”, é a razão e o fim para qualquer manifestação do dom espiritual (Ef 4.11-14 cf. 1 Co 14.3).

O corpo é uma das figuras mais importantes na conceituação de Igreja. “... A necessidade de aproximação, relacionamentos interpessoais e fraternais são condições necessárias para o funcionamento dos dons espirituais”[3]. Como o corpo precisa do pleno funcionamento dos órgãos para a vitalidade de sua vida, a igreja precisa daquelas caracteríscas, descritas acima, no exercício de seus dons espirituais, para de fato, ser o “Corpo de Cristo”.

O uso das Línguas (com intérprete) e da Profecia participa de um contexto onde a instrução, o encorajamento e a consolação, são os objetivos centrais na construção de uma vida cristã sadia.
Prezado professor (a), explique ao aluno que onde há desordem, a importância do amor se distancia. Onde há desordem, o desejo egoísta fica patente. Onde, a importância do amor é rechaçada, o uso dos dons não cumpre o seu dever coletivo. A utilização dos dons, na igreja, deve ser exercida no contexto do Amor, visando sempre, a construção de uma vida cristã autêntica através da instrução e encorajamento, a fim de consolarmos uns aos outros.

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Referências:
[1] RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 768.
[2] Atos 2.42.
[3] RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 768.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Você gosta de apologética clássica e filosofia cristã?

Se a resposta é positiva, recomendo a leituras dos seguintes autores clássicos:

1. C. S. Lewis (1898-1963)

O irlandês defendeu magistralmente o cristianismo na obra Cristianismo Puro e Simples. Quase todos os livros de Lewis estão traduzidos, incluindo obras de ficção, como Crônicas de Nárnia e de crítica literária, além de filosofia cristã.

2. F. F. Bruce (1910-1990)

Erudito especializado em o Novo Testamento que mostrou muito do analfabetismo da alta crítica. A Edições Vida Nova possui um pequeno acerco das obras de Bruce, que são boas para o entendimento até mesmo de cristãos neoconversos.

3. H. Richard Niebuhr (1894-1962)

H. Richard Niebuhr e o seu irmão Reinhold Niebuhr foram os pais da neo-ortodoxia norte-americana. Richard teve uma importância enorme na práxis do cristianismo contemporâneo ao influenciar positivamente no diálogo com a cultura. O clássico Cristo e Cultura é leitura obrigatória para quem procurar trabalhar a pregação no mundo atual. Já seu irmão Reinhold escreveu o clássico O Homem Moral e a Sociedade Imoral contra o liberalismo teológico. Certa vez H. Richard Niebuhr definiu o liberalismo teológico como: “Um Deus sem ira levou homens sem pecado para um reino sem julgamento através das ministrações de um Cristo sem cruz”.

A lista continua em um próximo post...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A lógica da Queda

Já li teólogos (?) "iluminados" contestando a doutrina da Queda, mas defendendo a visão cristã da miséria humana como G. K. Chesterton fez, eu ainda não tinha visto. Leia esse pequeno texto sobre a Queda escrita pelo filósofo inglês.

A lógica da Queda

Finalmente, há uma palavra a dizer sobre a Queda. Só poderá ser uma palavra, e ela é esta. Sem a doutrina da Queda, toda a idéia do progresso é sem sentido. O Sr. Blatchford diz que não houve uma Queda, mas uma ascensão gradual. Mas, a própria palavra “ascensão” implica que você saiba em que direção está ascendendo. A menos que haja um padrão, você não pode se dizer em ascensão ou em queda. Mas o ponto principal é que a Queda, tal como todos os outros largos caminhos do cristianismo, está embebida, invisivelmente, na linguagem comum. Qualquer um pode dizer, “Muito poucos homens são realmente humanos.” Ninguém diria, “Muito poucas baleias são realmente, ‘baleiais’.”

Se você quisesse dissuadir um homem de beber sua décima dose de whisky, você bateria em suas costas e diria, “Seja homem.” Ninguém que desejasse dissuadir um crocodilo de comer seu décimo explorador, bateria nas costas da fera e diria, “Seja crocodilo.” Pois, não temos nenhuma noção de um crocodilo perfeito, nenhuma alegoria de uma baleia expulsa do Éden ‘baleial’. Se uma baleia viesse ao nosso encontro e dissesse: “Eu sou um novo tipo de baleia, eu abandonei a ‘baleiez’,” não deveríamos nos preocupar. Mas, se um homem viesse até nós (como muitos logo virão) e dissesse, “Eu sou um novo tipo homem. Eu sou o super-homem. Eu abandonei a misericórdia e a justiça;” deveríamos responder, “Sem dúvida você é novo, mas nem um pouco parecido com o homem perfeito, pois este sempre esteve na mente de Deus. Caímos com Adão e ascenderemos com Cristo; mas preferimos cair com Satã, que ascender com você.”
(fonte:
The American Chesterton Society, tradução de Antônio Araújo).

domingo, 12 de setembro de 2010

Os desafios do ensino nas igrejas pentecostais

  1. Na prática, infelizmente, muitos pentecostais valorizam mais suas experiências do que as verdades expostas na Palavra de Deus. Se um ensino bíblico contradiz a “experiência com Deus”, normalmente o pentecostal tende a ficar com a experiência. “Ah, Deus me falou” dizem eles, e assim encerram a crítica que qualquer um faça baseado nas Sagradas Escrituras.

  2. Baixa leitura da Bíblia. Esse problema não é exclusivo dos pentecostais, pois já tive contato com inúmeros tradicionais analfabetos bíblicos. Agora, nas igrejas pentecostais há pouco empenho para que esse quadro se reverta, começando da própria liderança. Quando a liderança não dá o exemplo os membros vão mal.

  3. Baixa leitura geral. O exclusivismo dos pentecostais isolou o grupo no antiintelectualismo. Hoje isso mudou bastante, mas ainda assim se lê pouco. Na verdade é um problema do Brasil. É impressionante com a educação neste país não é prioridade somente dos governos, mas também das famílias.

  4. Denominações e lideranças que mais valorizam estacionamentos, templos luxuosos, campanhas eleitorais, eventos grandiosos e outros desperdícios do que o investimento no ensino.

E assim vamos indo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Lição 11 - O Dom Ministerial e Dom de Profecia

Texto preparado pela equipe de educação da CPAD.

Subsídios para a lição: O Ministério Profético na Bíblia, a voz de Deus na Terra - 3º trimestre


Prezado professor, a lição desta semana tratará sobre um tema...

Leitura Bíblica em Classe
Efésios 4.11-14; 1 Coríntios 14.3
Introdução
I. O Dons Ministeriais
II. “Outros Para Profetas” (Ef 4.11a)
III. O Dom de Profecia
Conclusão

Prezado professor, a lição desta semana tratará sobre um tema que versa a respeito da distinção entre dois importantes instrumentos de Deus para a “edificação” e a “unidade da fé” da Igreja de Cristo: o Dom de Profecia e o Dom Ministerial de Profeta.

O que é Dom?

Para iniciar o desdobramento da distinção entre Dom de Profecia e Ministério de Profeta, precisamos conceituar biblicamente o termo Dom. A palavra, de acordo com a raiz hebraica nathan e a grega dosis (derivado do verbo didomi), estabelece um significado de dar (ou dotes) no contexto veterotestamentário; e um sentido ativo de “dar” ou um sentido passivo de “dádiva” num contexto neotestamentário; respectivamente (2 Cr 9.15; Jo 3.16) .

Particularizando a análise do termo “Dom” na categoria dos “Dons Espirituais”, é factível que três palavras gregas apareçam em 1 Co 12 – 14: “ta pneumatika” (12.1); “ta pneumata” (14.12); “ta charismata” (12.4,9,28,30,31). Esses termos significam, respectivamente, “dons, poderes e manifestações espirituais”; “manifestações do Espírito”; “dons da graça ou dons carismáticos (carismas)” .

Dom de Profecia

O Dom de Profecia, analisado a partir das conceituações citadas acima e de acordo com 1 Co 12.4-27, é um dom ou manifestação espiritual (carismática) que dá a capacidade transcedental ao crente para desempenhar uma função útil no “Corpo de Cristo”. Esse dom não pode ser confundido com os dons ministeriais (conforme os de Efésios 4.11) e, muito menos, com as posições espirituais da igreja primitiva (como Presbíteros [ou Bispos, Pastores] e Diáconos), porém, ambos [os dons] servem para edificar a Igreja e denotar o seu caráter de Unidade, diversidade, distribuitivo, ordeiro, motivador, permanente e valoroso no exercício do uso adequado dos Dons.

Dom Ministerial de Profeta

Em primeiro lugar é importante estabelecer que o Dom Ministerial de Profeta em Efésios 4.11 está enquadrado na categoria do ministério de ensinamento. Espera-se que os Apóstolos, os Profetas, os Evangelistas, os Pastores e Doutores, exerçam suas funções com o objetivo de construir alicerces estruturados para que “cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus” . As expressões “unidade da fé” e “conhecimento do Filho de Deus” deixam patente a função essencial dos cincos ministérios descritos em Efésios: o crescimento, através de o ensinamento sadio e estrutural, do Corpo de Cristo.

A manifestação singular de cada ministério revela a autenticidade dos instrumentos autênticos, e diversos, que Cristo concedeu, segundo, a sua Graça e Soberania ministrada à Igreja.

O teólogo norteamericano e especializado em o Novo Testamento, Dr. Darrell L. Bock, analisando a Teologia das epístolas do apóstolo Paulo escritas na prisão, descreve precisamente o processo evolutivo do ministério de ensino na Igreja Primitiva:

* A diversidade de funções de ensino (apóstolo, profeta, evangelistas, pastores e doutores) existe para preparar os santos para o ministério. O ensino de Paulo de [Efésios] 4.11-16 é fundamental para sua filosofia da forma como o ministério da igreja deve ser e de como deve crescer. O ensino prepara todos os santos para ministrar. Depois, os santos preparados exercem seus dons em trabalhos de ministério que produzem o crescimento da igreja. O objetivo é atingir a unidade da fé“ .
Considerada as questões acima, podemos estabelecer que a função do profeta na Igreja Antiga era:
• Proclamar e interpretar, irresistivelmente cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, sendo ele [o profeta] divinamente vocacionado para, através de sua mensagem, admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3);
• Exercer o dom de profecia, esporadicamente considerado vidente por predizer o futuro (1 Cr 29.29 cf. At 11.28; 21.10,11);
• Proclamar a justiça, o juízo vidouro, desmascarar o Pecado;
No contexto hodierno onde a corrupção, iniqüidade, a apostasia e mornidão prevalecem, em vários setores eclesiásticos, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas . O teólogo Donald Stamps, sobre a relevância do ministério do profeta hoje, afirma:


*Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3 cf. Mt 23.31-38). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça, então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3, 12-22) .

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Efésios 4.12 (Almeida Revista e Corrigida).
Efésios 4.13 (ARC).
Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 581.
Ibidem, p. 582.
Efésios 4.13 (ARC).
ZUCK, Roy et al. Teologia do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 350.







quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pr. Paschoal Piragine é ameaçado de processo

Como comentei no meu artigo sobre a candidatura de Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem uma raiz autoritária. Não é à toa que os petistas querem processar o pastor batista Paschoal Piragine por simplesmente falar sobre fatos conhecidos, conforme vocês viram no vídeo que circula na internet. Para o PT, o pastor deveria se calar e não mostrar a óbvia faceta do partido. Triste totalitarismo que se desenha neste país!

Ouça a notícia na rádio CBN Curitiba:


O pastor dilmista Manoel Ferreira vai ajudar no processo?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O fundamentalismo acende uma pólvora!

O fundamentalismo protestante sempre produziu aberrações. Mas como pôde chegar nesse cúmulo?

Assista o vídeo. Comento no final.

http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/pastor-americano-promete-queimar-o-alcorao-e-poe-eua-em-alerta/1332974/#/Edições/20100907/page/1

Comento:

A atitude do pastor pentecostal só tornará a aproximação com o Oriente Médio ainda mais difícil. É verdade que em todos os países muçulmanos o cristianismo é um crime capital, sendo que cristãos são mortos por portar uma Bíblia. Recentemente um brasileiro foi preso no Egito por distribuir folhetos. Agora, nunca poderemos baixar ao nível deles. Temos que cultivar a tolerância e assegurar a liberdade de culto. Nada de queimar um livro considerado sagrado, pois apologética é defesa e não ataque. Ataque é cruzada e não cristianismo.

Fico imaginando quantos cristãos vão ser mortos a partir de revoltas provocadas pelo ato insano desse pastor americano. Tudo bem que radicais islâmicos usam qualquer desculpa para suas revoltas, mas o ato de queimar exemplares do Alcorão causará motins até de muçulmanos moderados, se é que exista esse grupo. O islamismo é intolerante e violento por natureza, sendo que quando o papa Bento 16 afirmou subliminarmente isso, eles queimaram igrejas e mataram uma freira para provar que o pontífice estava errado.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Os dez piores livros do mundo evangélico (parte 2)

Continuando o texto sobre os dez piores livros evangélicos, menciono os últimos cinco da minha lista. Como disse antes, não quero incentivar a proibição da leitura desses livros, mas somente provocar uma reflexão daqueles que gostam ou pretendem ler influenciados por animados fãs. Leia a primeira parte no link: http://teologiapentecostal.blogspot.com/2010/09/os-dez-piores-livros-do-mundo.html

1. “Bom Dia, Espírito Santo”, de Benny Hinn (Bom Pastor Editora)

Novas revelações são o que não falta nesse exótico livro de Benny Hinn. Aquilo que Deus esqueceu de mencionar na Bíblia, certamente lembrou com os dotes literários de Hinn. Nesse livro é que o Marco Feliciano aprendeu a jogar paletó “ungido” na plateia estérica.

2.“Bíblia de Estudo Dake”, de Finnis Dake (CPAD e Editora Atos)

Sem comentários, aliás, são mais de dez mil comentários de um teólogo (teólogo?) que interpretou a Bíblia literalmente até em textos claramente alegóricos. Benny Hinn ensinou, no livro mencionado acima, que o Espírito Santo tem um corpo e depois revelou que aprendeu com a Bíblia Dake. Nessa Bíblia sobra especulações, mas hermenêutica e exegese que é bom... Como informado pelo blogueiro Judson Canto, a CPAD aparentemente desistiu da publicação (leia aqui: http://judsoncanto.wordpress.com/2010/09/05/cpad-suspende-publicacao-da-biblia-dake/).

3.“A Quarta Dimensão”, de Paul Yonggi Cho (Editora Vida)

Poder criativo da palavra falada, ou seja, confissão positiva é um dos conceitos presentes no pastor coreano Cho. Outro conceito é a tal visualização de bênçãos. Ideias que parecem saídas daquele livrinho horrível chamado “O Segredo”.

4.“Cristo, Aquele que Cura”, de F. F. Bosworth (Graça Editorial)

Esse livro introduziu uma ideia maldita no pensamento evangélico: toda doença é demoníaca para Bosworth. Assim, hoje muitos doentes sofrem pela enfermidade em si e ainda sofrem com o peso psicológico da suposta possessão de um demônio.

5.“Carismáticos”, de John MacArthur Jr. (Editora Fiel)

Esse livro é de uma linha totalmente diferente dos citados anteriormente, mas não deixa de ser menos falacioso. MacArthur mostrou um tremendo desconhecimento do pentecostalismo ao escrever esse livro. Ah, talvez ele pensasse que Benny Hinn fosse representante dos pentecostais. É a famosa “falta de honestidade intelectual”. Resumindo: o livro é o velho cessacionismo fundamentalista que não procurar entender o mínimo da teologia pentecostal. Assim ele cometeu várias injustiças. Peço perdão ao MacArthur por colocá-lo na mesma galeria de Benny Hinn ou Bosworth, mas falácia é sempre falácia.

domingo, 5 de setembro de 2010

As minhas razões para não votar em Dilma Rousseff


Foto de Orlando Zapata, dissidente e preso político de Cuba que morreu, em fevereiro deste ano, lutando pela liberdade na ilha caribenha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoiador da ditadura castrista, o comparou com presos comuns do Brasil. Zapata é um símbolo do descaso pela democracia promovida por ideólogos do PT.


Caro leitor, poderia responder a essa questão com uma única palavra: autoritarismo. Sim, o Partido dos Trabalhadores (PT) é uma agremiação de autoritários, incluindo Dilma Rousseff. Você não acredita? Acha que é terrorismo de extrema-direita? Acha que é teoria da conspiração? Então leia o programa de governo do PT e o resultado das conferências promovidas pelo partido. Ideias como “controle social da mídia” são tão presentes como a defesa do aborto ou a proibição de símbolos religiosos.

Sou politicamente um liberal-conservador, ou seja, defendo o Estado democrático de direito, a economia de mercado, a liberdade de expressão, a democracia representativa, a liberdade de culto, a liberdade de imprensa, o Estado laico e outros valores que não agridam a liberdade e nem promovam o caos social. Acredito que violado qualquer um desses princípios iniciamos a nossa caminhada para o totalitarismo. Portanto, compartilhando desses valores não posso votar no PT e nos seus candidatos. Não só no PT, mas também em partidos ainda mais radicais, como o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que tem liberdade somente no nome e tantos outros como o PC do B, PCO, PCB e PSTU.

Então os demais partidos compartilham de convicção democrática? Oficialmente sim, mas muitos de seus membros também amam o controle absoluto sobre tudo, como o ex-presidente José Sarney (PMDB- AP), símbolo de corrupção, nepotismo, controle da mídia, censura, coronelismo etc. Não é à toa que é um dos principais aliados do PT, que antes o pintava como o próprio demônio.

Podemos, também, enumerar algumas ações contrárias a liberdade promovida pelo PT:

1. A tentativa de criação do Conselho Federal de Jornalismo, que seria um órgão de censura aliado à sindicatos loteados de ideólogos.

2. Financiamento da “imprensa alternativa”, ou seja, blogs e revistas que servem como porta-voz do governo e tentam intimidar outros meios de comunicação acusando a suposta falta de imparcialidade.

3. A ameaça de expulsão do país de um repórter do
The New York Times que acusou Lula, exageradamente, de abusar das bebidas.

4. Financiamento do Movimento dos Sem-Terra (MST), que longe de ser um grupo em prol da reforma agrária, é uma guerrilha com o objetivo de implantar o socialismo fora das vias democráticas.

5. Promoção de ditaduras sanguinárias, como no Irã, Sudão, Cuba, Mianmar e até da Coreia do Norte.

6. Audiência e apoio para protoditadores, como Hugo Chávez da Venezuela.

7. O governo não reconhece As Farc (Colômbia) e o Hamas (Palestina) como grupos terroristas.

8. Aliança com o pior das oligarquias regionais, como Sarney, Barbalho e Calheiros.

9. Promoção do aborto. Ora, quem não respeita o direito à vida, respeitará o quê?

10. Conferências patrocinadas pelo governo que defendem “o controle social da mídia”, nada mais nada menos do que ditadura.

11. Governo com traços populistas, que com discurso demagógico se coloca como pai dos pobres enquanto é, na verdade, a mãe dos ricos. Exemplo disso são os escandalosos empréstimos do BNDES para empresas “amigas do presidente”.

12. Promoção de “ações afirmativas” que nada mais são do que a racialização do país.

13. Tentativa de impor um pensamento único por meio da educação, ideologizando as crianças em aulas de ciências humanas.

Outros pontos poderiam ser abordados, mas fico somente com esses 13 motivos como forma de provocação. Nessa última semana vimos que até o sigilo fiscal da filha de José Serra, candidato da oposição, foi violado por membros do PT. Então, hoje eles violam as contas dela, amanhã será a minha e a sua. Toda ditadura começa com pequenos gestos. Infelizmente, no Brasil as pessoas não se preocupam com democracia se estão comprando uma geladeira em dez vezes “sem juros” ou se ganham um bolsa-disso-daquilo do governo federal.

Não estou dizendo para você votar em A ou B, logo porque você é livre, mas simplesmente estou apontando porque não voto em Dilma Rousseff, ou seja, na verdade porque não voto no PT. Na minha opinião, a vitória de José Serra ou Marina Silva é a consolidação da democracia, mas a vitória de Dilma Rousseff é um retrocesso.

O rosto de Zapata me lembra que a democracia é mais importante do que a falsa sensação de bem-estar social.

sábado, 4 de setembro de 2010

Por que estudar teologia? Por Joshua Harris

Teologia é importante from iPródigo on Vimeo.

Lição 10 - O Ministério Profético em o Novo Testamento

Subsídio escrito pela equipe de educação da CPAD

O termo “profeta” deriva-se do termo grego prophetes, “alguém que anuncia...


Leitura Bíblica em Classe
1 Coríntios 2.9-13

Introdução

I. Jesus Cristo, o profeta que havia de vir
II. A atividade profética em o Novo Testamento
III. O exercício profético dos Apóstolos

A PROFECIA EM JESUS CRISTO

O termo “profeta” deriva-se do termo grego prophetes, “alguém que anuncia”. O Antigo Testamento, mais frequentemente traduz o termo hebraico naui’, que vem de uma antiga palavra que significa “aquele que fala”. Tornou-se um termo técnico que indica alguém que fala por Deus (ou por um deus ou deusa: o falso deus Baal tinha seus profetas, bem como sua consorte, Aserá, 1 Rs 18.19). Envolve noções de proclamação, pregação e informação. O trecho de Isaías 42.1-7 fala de Cristo como o Servo ungido que iluminaria as nações, ao passo que Isaías 11.2 e 61.1 falam do Espírito do Senhor, que sobre Ele repousaria. O Novo Testamento retrata Jesus como um “pregador” e “mestre” (no grego, didaskalos, termo usualmente traduzido por “mestre”, no sentido de mestre-escola), bem como “aquEle que cura” (Mt 9.35). Ele anunciou a salvação aos pobres (Lc 4.18,19). Nos tempos bíblicos, o termo “profeta” não incluía necessariamente a capacidade de olhar para o futuro. Os profetas eram apenas aqueles que falavam por Deus, e se houvesse predição do futuro, seria Deus, e não o profeta, que via o futuro e o revelava. O profeta era apenas boca usada por Deus. Os profetas também eram chamados videntes, porque Deus lhes permitia enxergar a mensagem, algumas vezes em suas mentes, outras, em sonhos e visões.

Jesus, entretanto, cumpriu o ministério de profeta no sentido mais elevado. Ele disse: “... a palavra que ouviste não é minha, mas do Pai que me enviou” (Jo 14.24). Particularmente no ano do encerramento de seu ministério público, Jesus muito ensinou a seus discípulos sobre os eventos que ainda aconteceriam. Capítulos inteiros de discurso nos evangelhos - Mateus 24, por exemplo -, são compostos por profecias futuristas [grifo nosso]. É claro que Jesus cumpriu o ofício de profeta. Nos primeiros dias de seu ministério, chegou proclamando o que os profetas do Antigo Testamento haviam previsto que se cumpriria nEle (Lc 4.16-21). O Reino já estava próximo, na sua pessoa e ministério (Mt 4.17). Sua mensagem profética vinculava-se a uma chamada ao arrependimento, e, tal como se dava no Antigo Testamento, essa convocação fluía de um coração repleto de amor pelas pessoas e desejo de ver as bênçãos celestiais sobre elas.

Texto extraído da obra: Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro, CPAD. O termo “profeta” deriva-se do termo grego prophetes, “alguém que anuncia...

Leitura Bíblica em Classe
1 Coríntios 2.9-13

Introdução

I. Jesus Cristo, o profeta que havia de vir
II. A atividade profética em o Novo Testamento
III. O exercício profético dos Apóstolos

A PROFECIA EM JESUS CRISTO

O termo “profeta” deriva-se do termo grego prophetes, “alguém que anuncia”. O Antigo Testamento, mais frequentemente traduz o termo hebraico naui’, que vem de uma antiga palavra que significa “aquele que fala”. Tornou-se um termo técnico que indica alguém que fala por Deus (ou por um deus ou deusa: o falso deus Baal tinha seus profetas, bem como sua consorte, Aserá, 1 Rs 18.19). Envolve noções de proclamação, pregação e informação. O trecho de Isaías 42.1-7 fala de Cristo como o Servo ungido que iluminaria as nações, ao passo que Isaías 11.2 e 61.1 falam do Espírito do Senhor, que sobre Ele repousaria. O Novo Testamento retrata Jesus como um “pregador” e “mestre” (no grego, didaskalos, termo usualmente traduzido por “mestre”, no sentido de mestre-escola), bem como “aquEle que cura” (Mt 9.35). Ele anunciou a salvação aos pobres (Lc 4.18,19). Nos tempos bíblicos, o termo “profeta” não incluía necessariamente a capacidade de olhar para o futuro. Os profetas eram apenas aqueles que falavam por Deus, e se houvesse predição do futuro, seria Deus, e não o profeta, que via o futuro e o revelava. O profeta era apenas boca usada por Deus. Os profetas também eram chamados videntes, porque Deus lhes permitia enxergar a mensagem, algumas vezes em suas mentes, outras, em sonhos e visões.

Jesus, entretanto, cumpriu o ministério de profeta no sentido mais elevado. Ele disse: “... a palavra que ouviste não é minha, mas do Pai que me enviou” (Jo 14.24). Particularmente no ano do encerramento de seu ministério público, Jesus muito ensinou a seus discípulos sobre os eventos que ainda aconteceriam. Capítulos inteiros de discurso nos evangelhos - Mateus 24, por exemplo -, são compostos por profecias futuristas [grifo nosso]. É claro que Jesus cumpriu o ofício de profeta. Nos primeiros dias de seu ministério, chegou proclamando o que os profetas do Antigo Testamento haviam previsto que se cumpriria nEle (Lc 4.16-21). O Reino já estava próximo, na sua pessoa e ministério (Mt 4.17). Sua mensagem profética vinculava-se a uma chamada ao arrependimento, e, tal como se dava no Antigo Testamento, essa convocação fluía de um coração repleto de amor pelas pessoas e desejo de ver as bênçãos celestiais sobre elas.

Texto extraído da obra:
Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro, CPAD.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Discurso do Pr. Piragine

Antes de continuar o post sobre os piores livros do mundo evangélico, recomendo que assistam ao vídeo abaixo. O pronunciamento é do pastor Paschoal Piragine Jr., da Primeira Igreja Batista de Curitiba. A mensagem já foi reproduzida em outros blogs, mas vejo que é necessário divulgar esse material. Diferente de outros pastores que usam o púlpito para promover candidatos que trarão benefícios particulares e corruptos, o Pr. Piragina faz o papel de alertar sua comunidade sobre os rumos que a nação toma.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Os dez piores livros do mundo evangélico

Escrevo este post sobre, na minha opinião, aqueles que foram os dez piores livros que fizeram (e fazem) sucesso no cenário evangélico brasileiro. Não escrevo com o intuito de proibir a leituras dessas obras, logo porque não tenho poder para isso e nem cultivo essas pretensões autoritárias. Sou contra Index Librorum Prohibitorum (Lista de Livros Proibidos) e acho que devemos ler esses textos para ver o nível de baboseira que os evangélicos já produziram.

  1. A Divina Revelação do Inferno”, de Mary Baxter (Danprewan Editora)

Quando as pessoas vão descobrir que a única “divina revelação do inferno” já está na Bíblia e que não precisamos de acréscimos?! O evangélicos ainda correm grandes riscos acreditando em revelações extrabíblicas.

  1. Orixás, Caboclos e Guias”, de Edir Macedo (Editora Gráfica Universal)

É a velha ladainha de uma “teologia” criada a partir de experiências pessoais e conversas com demônios. Coisa no mínimo estranha! Será que o Edir Macedo não foi possuído por algum demônio do aborto?

  1. Ele Veio Para Libertar os Cativos”, de Rebeca Brown (Editora Dynamus)

Um livro escrito por uma pessoa desequilibrada emocionalmente, segundo os seus próprios médicos, e que deixou muita gente de mesma forma.

  1. Há Poder Em Suas Palavras”, de Don Gosset (Editora Vida)

É a velha tese da “confissão positiva”, sendo uma mistura das heresias da Ciência Cristã com psicologia de quinta e exegese de vigésima categoria.

  1. O Nome de Jesus”, de Kenneth Hagin (Graça Editorial)

Esse é o clássico da confissão positiva e das baboseiras saídas da mente fértil de Hagin. Distorce a redenção de Cristo, cria uma fé na fé, usa metodologia da Ciência Cristã e baseias seus ensinos em uma suposta conversa com o próprio Jesus Cristo. Uma verdadeira tragédia.

No próximo post continuo com a saga...