quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nunca teremos uma igreja ideal

No primeiro trimestre de 2011, nós assembleianos, estudaremos o livro de Atos dos Apóstolos na Escola Bíblica Dominical. Será uma rica oportunidade da aprender uma verdade essencial: Nunca teremos uma igreja ideal nesta terra. Leia Atos atentamente e verá que a avivada igreja dos primeiros dias da Era Cristã tinha problemas sérios, como uma briga por causa de cestas básicas. A igreja de Atos era boa, aliás, era ótima, mas nunca foi perfeita.

Alguns que acreditam em perfeição na vida presente acabam decepcionados com as igrejas e abandonam as instituições eclesiásticas ou criam novas comunidades religiosas com o nobre propósito de revolucionar o mundo. Só que depois eles repetem os mesmos vícios da instituições que tanto condenavam. E assim o processo é cíclico: A instituição viciada gera um movimento contrário e inovador que depois se institucionaliza e se vicia.

A igreja é constituída de homens. Como pode ser perfeita? Você que lê este texto está cheio de defeitos. O autor deste blog é uma pessoa com defeitos espantosos. Como encontraremos uma ambiente de perfeição? Somos anjos? Não, somos gente! Não minta para você mesmo. O caminho da salvação começa no reconhecimento da imperfeição. Os sãos, disse Jesus, não precisam de médicos. Mas os doentes, todos nós, precisamos de uma UTI urgente.

Você e eu, eu e você, nós todos, temos mais vícios do que virtudes. Admiramos os místicos da Idade Média, mas jamais vamos largar nosso conforto dos tempos modernos para aquelas vidas rudes. Estamos lendo Teresa de Ávila em um Reader e a Bíblia nos smartphones e não vamos largar essas maquininhas pensadas por Steve Jobs. Não disso é errado. A tecnologia é dádiva divina. Mas cito esses exemplos para falar que renúncia do conforto é uma ideia ausente do nosso vocabulário vivido e sempre presente no nosso falatório. E ainda estamos exigindo uma igreja perfeita...

E será que muitos desses do Movimento dos Sem-Igreja (MSI), na verdade, não estão com uma desculpa para justificar o abandono da fé cristã?

Mas uma observação é importante. Nenhuma igreja é perfeita, mas temos igrejas melhores e piores. Há igrejas (?) que são verdadeiras maldições e é melhor sair delas. Mas mesmo não sendo possível a plenitude nesta terra, é a nossa missão trabalhar pelo avanço de uma igreja mais saudável. Mas avivamento não é coletividade. Avivamento começa no indivíduo. Deus olha homens e não multidões. Se quisermos uma igreja avivada precisamos deixar Deus operar em nossas vidas.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Jeitinho Evangélico Brasileiro!

Leia (em itálico) a reprodução do interessante post escrito pelo pastor Altair Germano. Comento no final.

Contradições Evangélicas

Uma igreja bastante radical e exigente com seus membros aqui em Pernambuco, inseriu em sua programação musical da TV vários clipes com irmãos em Cristo totalmente fora dos "padrões" estabelecidos pela denominação.

A mensagem silenciosa deste ato é a seguinte:

- Amados, vocês podem assisti-los, podem cantar o que eles cantam e adorar como eles adoram. Vocês só não podem usar o que eles usam, e se vestir como eles se vestem. Afinal, eles são primos, e nós não temos tal costumes, não aprendemos assim.

Detesto este tipo de hipocrisia, este jeitinho evangélico brasileiro de lidar com aquilo que não se sustenta à luz da Bíblia.

http://www.altairgermano.net/2010/12/contradicoes-evangelicas.html

Comento:

Achei muito interessante a expressão “jeitinho evangélico brasileiro”, pois expressa uma realidade que mostra como a nossa cultura decaída está presente nas igrejas evangélicas. Igrejas legalistas nunca foram coerentes com seus “princípios” hipócritas e antibíblicos. O legalismo é um mal que infelizmente muito consideram como um “mal menor”.

Igrejas legalistas costumam cultivar outros “jeitinhos”:

  • Uso de terrenos irregulares para construção de templos;

  • uso de rádios piratas com “hora da profecia”;

  • rejeição dos direitos trabalhistas para aqueles que são funcionários dos templos;

  • abuso de autoridade;

  • venda de votos dos membros da igreja;

  • briga do poder político e eclesiástico (vide CGADB);

  • caciquismo;

  • nepotismo;

  • etc.

Todos esses mundanismos são tolerados e praticados por igrejas “santas” (aquelas que condenam brincos e brigam por cargos).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal para todos!

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz! (Isaías 9.6)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cristianismo na Alemanha

Amigos,

A Editora Fiel mantém um blog no seu site que é editado pelo teólogo Franklin Ferreira. Convido vocês a lerem o texto do meu amigo e leitor Matias Heidmann sobre a situação do cristianismo na Alemanha, que está publicado na página online da editora reformada. Tenho uma breve participação no artigo, mas Heidmann nos traz informações importantes sobre facetas da cristandade em uma terra que nos deu a Reforma Protestante com Martinho Lutero.

Leia aqui:http://blogfiel.com.br/2010/12/cristianismo-na-alemanha-desilusao-ou-esperanca.html

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pregação expositiva não pode ser confundida com descrição de termos gregos no PowerPoint!

Caros amigos,

Leiam com atenção o trecho abaixo do livro A Espiral Hermenêutica: Uma Nova Abordagem à Interpretação Bíblica (Edições Vida Nova), do teólogo Grant R. Osborne.

Volto no final.


Pregação Expositiva

Defendo com unhas e dentes a ideia de que o alvo da hermenêutica não é a teologia sistemática, mas o sermão. O verdadeiro propósito das Escrituras não é explicação, mas exposição, não é descrição, mas proclamação. A Palavra de Deus fala a cada geração, e a relação entre significado e significação resume a tarefa da hermenêutica. Não basta recriar o significado original pretendido de determinada passagem. Precisamos elucidar sua significação para os nossos dias. Exposição significa uma mensagem baseada na Bíblia, em geral uma série que conduz a igreja através de um livro como Isaías ou Romanos. Um sermão temático pode ser expositivo, contanto que ele faça a pergunta “o que a Bíblia diz sobre este assunto?”, e em seguida conduza a congregação através do que a Palavra de Deus revela sobre o assunto em questão.

Walter Liefeld afirma que uma mensagem expositiva tem integridade hermenêutica (reproduz o texto com fidelidade), coesão (sentido do todo), movimento e direção (observa o propósito ou objetivo de uma passagem) e aplicação (observa a relevância da passagem para hoje). Sem cada uma dessas qualidades, um sermão não é verdadeiramente expositivo. Algumas pessoas revelam um falso conceito de exposição como se fosse uma simples explicação do significado de uma passagem. Tais sermões se destacam pela presença de retroprojetores com transparências difíceis de entender e detalhes sobre grego e hebraico. Infelizmente, embora as pessoas saiam impressionadas com a erudição demonstrada, suas vidas não são transformadas, e elas se convencem de que jamais poderão estudar sozinhas a Bíblia, mas precisam sempre voltar a cada domingo para ouvir o “especialista”. E com isso estamos de volta à Idade Média! Na verdadeira pregação expositiva, o “horizonte” dos ouvintes deve se fundir com o “horizonte” do texto. O pregador deve se perguntar como o escritor bíblico aplicaria as verdades teológicas da passagem, se estivesse se dirigindo a uma congregação de hoje.

Haddon Robinson define a pregação expositiva como “a comunicação de um conceito bíblico derivado e transmitido através de um estudo histórico, gramatical e literário de uma passagem em seu contexto, a qual o Espírito Santo aplica primeiramente à pessoa do pregador para então aplicá-la, por meio dele, aos seus ouvintes”. É uma excelente definição e toca em várias questões que já discutimos. Pregadores de nossos dias precisam primeiro ter um encontro com o texto em sua situação original e depois com a significação do significado original para si mesmos. Em seguida, devem transmitir essa significação aos ouvintes, que antes devem ser conduzidos ao contexto bíblico e depois à relevância que ele tem para suas necessidades pessoais. Muitas vezes, os pregadores enfatizam demais um lado ou outro, de modo que o sermão se transforma numa exposição árida ou num passatempo dinâmico. Ambas as esferas, o significado original do texto e a significação para nosso contexto, são essenciais na pregação expositiva, que é o verdadeiro objetivo do empreendimento hermenêutico.

(OSBORNE, Grant R. A Espiral Hermenêutica: Uma Nova Abordagem à Interpretação Bíblica. 1 ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 2009. p 36-37.)


Comento:

É muito importante o alerta de Grant R. Osborne. Não podemos confundir exposição do texto bíblico com mera explicação técnica de termos originais, mesmo sendo essa uma importante fonte de informação para a compreensão do texto bíblico. A aplicação do texto para a realidade atual é essencial quem qualquer mensagem bíblica.

E no mais recomendo fortemente o livro A Espiral Hermenêutica, sendo uma obra de interpretação bíblica que responde muitas questões levantadas pelos críticos da ortodoxia cristã. Se você é um jovem estudante ou um teólogo veterano a obra certamente ensinará muito com linguagem fácil.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O que chegará primeiro: o fim do mundo ou o centenário assembleiano?

Chegamos quase em 2011, quando a Igreja Evangélica Assembleia de Deus completa 100 anos, mas o estado atual da denominação não dá ânimo para comemorações. Qual o motivo para esse comentário?

Por favor, caro leitor, leia atentamente o post do amigo Judson Canto sobre uma ação judicial envolvendo a Assembleia de Deus em São José dos Campos.

http://judsoncanto.wordpress.com/2010/12/19/samuel-camara-e-afastado-da-presidencia-da-ad-de-sao-jose-dos-campos/

Como comentou o pastor Carlos Roberto, do blog Point Rhema ( http://pointrhema.blogspot.com/2010/12/pr-samuel-camara-e-afastado-da.html), é lamentável que questões envolvendo a direção de uma igreja envolvam a justiça secular.

Resumindo: Parte importante da alta liderança assembleiana está embriagada pela busca de poder, glória, fama, prestígio, vaidade e outros pecados que são frutos do orgulho humano. É mundanismo puro. Estão brigando na justiça para ver com quem fica uma grande igreja em uma importante cidade do interior de São Paulo. Tudo isso é muito nojento. O Evangelho, a glória de Deus, o crescimento do Reino estão longe dessas picuinhas pelo poder!

Independente se há alguém certo e com razão nessa história, nada justifica essa briga por poder!

Que Deus tenha misericórdia da Assembleia de Deus, que tanto ajudou e ajuda na evangelização do Brasil. Também lamento pela memória de Gunnar Vingren e Daniel Berg!


sábado, 18 de dezembro de 2010

Lição 12 - Quando o crente não ora

Subsídio escrito pela equipe de educação da CPAD.

Texto Bíblico: Jonas 1.1-5,11,12,15

O pecado de não orar

“Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito”
(1 Sm12.23)

O pecado pode ocorrer basicamente de duas formas. A mais comum a de quem pratica o mal, e por isso, evidentemente, está pecando, sem nenhuma sombra de dúvida. Mas também é possível pecar deixando de praticar o bem que se pode realizar. É o que expressa Tiago, o irmão do Senhor: “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando” (Tg 4.17).

Há muitos cristãos, que de cristãos só têm o nome. Mas todos sabem que devem orar e precisam orar; que a oração é o poderoso fator de equilíbrio e vitória espiritual; que a oração é o assunto que permeia toda a Bíblia e que foi a poderosa arma usada por todos os servos de Deus, no decorrer da história; todos sabem que os profetas foram homens de oração e que Jesus, o Mestre, era o maior exemplo de oração em todos os tempos; que também os apóstolos reconheciam o valor da oração e o evidenciavam orando com regularidade. Todos os que atentam para a história do povo de Deus, sabem que os avivamentos que o mundo já viu, que o povo desfrutou, foram precedidos e sustentados pelas orações daqueles que tiveram coragem de enfrentar as forças diabólicas, orando a Deus com persistência e com fervor.

Você está observando atentamente nesta mensagem deixada para nós pela história? Você reconhece e admite a veracidade bíblica e histórica do que estamos dizendo aqui? Acha que a oração é tudo isto que estamos ensinando? Mais algumas perguntas, e estas exigem muita sinceridade na resposta. Você está orando? Como está sendo a sua oração? Está orando com regularidade? Está orando continuamente? As suas orações, qual incenso de aroma agradável, estão subindo ao céu? O anjo de Deus poderá dizer da sua oração o que disse a oração de Cornélio, que ainda não era um membro da igreja: “As tuas orações... subiram para memória diante de Deus”?

Por que não orar é pecado? Primeiro, porque é mandamento de Jesus. O Senhor disse: “Vigiai e orai”. Paulo ensina: “Orai sem cessar”, e também: “Perseverai em oração, velando nelas com ações de graças”. Segundo, porque orar por nós mesmos, e uns pelos outros, é o meio mais seguro para vencermos todo o mal e alcançarmos o céu. Porque orar e interceder, como diz a Bíblia, “ por todos os homens”, é o meio divino de ajudá-los e de expressar o nosso amor por aqueles a quem Deus ama e quer salvar.

Não orar é pecado, porque não orar é o caminho certo para uma vida espiritual raquítica, falida e infrutífera. Não orar é o caminho seguido por muitos que fracassaram e deixaram de si uma história triste e um exemplo demolidor. Não orar tem sido o caminho pelo qual muitos se distanciaram da Igreja de Deus, e morreram no pecado e estão perdidos para sempre. Não siga tal caminho. Desperte enquanto é tempo. Se você peca deixando de orar, poderá pecar de muitas outras maneiras. Não peque deixando de orar. Desperte. Como está escrito: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14). Ore. Ore mais. Quem mais ora, mais poder tem para enfrentar as adversidades da vida! (SOUZA, Estevam Ângelo. Guia Básico de Oração. pp.231-35,CPAD).

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A contingência!

Caros leitores,

Na filosofia definimos contingência como: "caráter do que ocorre de maneira eventual, circunstancial, sem necessidade, pois poderia ter acontecido de maneira diferente ou simplesmente não ter se efetuado" (Dicionário Houssais). Ou seja, se você sofre uma tragédia, como a morte de um filho, não é porque Deus quis (vontade absoluta) ou porque você esteja em pecado (aplicação da ira divina), mas é a tragédia que não tem uma explicação, pois simplesmente aconteceu. E é claro que Deus usa esse mal para o bem, mas Ele não é o agente da tragédia.

Portanto, convido que todos leiam o texto do jornalista português João Pereira Coutinho sobre a contingência. Não é um texto teológico, mas filosófico, porém podemos muitos bem discuti-lo nas aulas sobre a relação da Soberania de Deus e as tragédias que se abatem sobres os homens. Infelizmente, hoje existe uma forte tendência entre teólogos brasileiros de explicarem essa complicada relação "soberania divina e tragédia humana" diminuindo a própria pessoa de Deus, e o Teísmo Aberto é exemplo disso. Já o determinismo hipercalvinista não demora para atribuir toda atrocidade e maldade para um Deus santo e justo.

01. Leia mais sobre o Teísmo Aberto aqui:

http://teologiapentecostal.blogspot.com/2008/03/tesmo-aberto-e-suas-implicaes-teologia.html

02. Leia o texto de João Pereira Coutinho (Folha de S. Paulo, 14 de dezembro de 2010):

A tirania da contingência

Só somos destruídos pelo que não controlamos quando alimentamos em nós a ilusão de que tudo controlamos

SEMPRE QUE acontece uma tragédia nas nossas vidas -um fracasso amoroso, uma doença súbita, a perda de alguém que amamos- a velha pergunta regressa para nos assombrar: "Por que eu?" "Por que a mim?".

A pergunta certa não é essa, naturalmente. A pergunta certa seria: "E por que não eu?", "E por que não a mim?".

Mas a nossa "forma mentis" está programada para recusar "a tirania da contingência", para usar a expressão primorosa do narrador de Philip Roth no seu último romance, "Nemesis" (Jonathan Cape, 280 págs.). Aceitar a "tirania da contingência", tema fulcral das obras tardias de Roth, seria destruir a crença basilar da nossa civilização racionalista: a de que tudo depende dos nossos esforços racionais rumo a um fim perfeito. E racional.

Essa crença é cultivada por Bucky Cantor, o personagem central de "Nemesis". Bucky começou mal na vida: a mãe morreu no parto; o pai apodreceu no cárcere. Bucky foi educado pelos avós. Melhor: pelo avô, que incutiu nele uma inabalável crença nas suas forças e capacidades.
O resultado não poderia ser mais brilhante: física e mentalmente forte, Bucky é um Super-Homem em Newark, o território eletivo de Roth.

Claro que, para sermos rigorosos, a "tirania da contingência" sempre esteve presente na vida de Bucky.

Perder a mãe e o pai, mas ter avós disponíveis para uma educação de excelência, não é para qualquer um. É, digamos, uma "sorte". A "contingência" não significa necessariamente um mal; a contingência significa apenas que existe uma margem de imponderabilidade nas condutas humanas onde o mal e o bem acontecem.

E acontece com Bucky. Depois de ter sido salvo pelos avós na infância, Bucky será novamente salvo. Dessa vez, salvo na juventude e uma vez mais por um infortúnio pessoal.

A Segunda Guerra Mundial rebenta para os Estados Unidos depois de Pearl Harbor. Mas Bucky não marcha para o Pacífico como os rapazes da sua idade. Uma visão deficiente e um excesso de dioptrias obrigam-no a ficar em casa. Um destino que Bucky aceita, resignado, embora com um sentimento de culpa que já denuncia a sua incapacidade para aceitar que nem tudo obedece à nossa exclusiva vontade. Pela segunda vez, Bucky é salvo pela "tirania da contingência".

Não haverá terceira vez. Porque, se Bucky não foi à guerra, a guerra vem até ele. Não uma guerra tangível, feita de armas ou bombas; mas uma guerra imaterial, silenciosa e pestífera.
Estamos em 1944 e Newark estremece com uma epidemia de poliomielite. Falar da pólio, hoje, é o mesmo que falar de um dinossauro: uma doença de museu, não mais, depois da descoberta da vacina na década de 50.

Mas a pólio não era uma doença de museu em 1944. Era um vírus furtivo que roubava vidas e destroçava infâncias com violência inaudita.

Philip Roth é primoroso na descrição dessa peste: na descrição do medo que contamina a comunidade; do pânico que se apodera dela; da morte que se abate sobre os mais frágeis; da raiva que é cultivada pelas famílias enlutadas; e, sobretudo, da impotência dos homens para travar um castigo de Deus.

Pelo menos, Bucky acredita que sim. Faz parte da mentalidade racionalista atribuir ao divino a natureza do imponderável. Só um Deus louco, injusto e cruel pode enviar um castigo tão louco, tão injusto e tão cruel.

Mas é justificativa que dura pouco. A educação de Bucky conspira contra ele e a sua consciência exige um culpado mais terreno, mais humano. A pólio pode vir do patrão lá de cima. Mas é preciso alguém que a transporte e dissemine cá por baixo.

Esse alguém só pode ser Bucky, professor de ginástica que convive diariamente com os rapazes. E que, ao vê-los tombar, um por um, como soldados numa batalha invisível, assume em si a responsabilidade do massacre.

Lendo "Nemesis", narrativa magistral de um Roth crepuscular, entendemos como a contingência só é destrutiva quando existe em nós "um sentido deslocado de responsabilidade", para usar as sábias palavras do médico da história.

Ou, trocando em miúdos, só somos verdadeiramente destruídos por aquilo que não controlamos quando alimentamos em nós a ilusão de que tudo controlamos.

Agora que 2010 caminha para o fim, está encontrado o livro do ano.

João Pereira Coutinho nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1976. Formado em História, na variante de História da Arte, é também doutorado em Ciência Política pela Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, onde ensina como professor convidado. é colunista do "Correio da Manhã", o maior jornal português. É autor de "Avenida Paulista", onde reuniu seus artigos para a Folha, foi publicado no Brasil pela Record. Na Folha, assina coluna na Ilustrada às terças-feiras e, quinzenalmente, às segundas-feiras, no site do jornal.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ouçamos os roqueiros!

Quem ouve o som (sem entender a letra) e olha para a aparência de uma banda de rock cristão chamado Petra certamente pode desprezar a música. Mas logo depois acontece que aquele que rejeita simplesmente liga o som com “hinos” que exaltam o homem egocêntrico, vingativo e cheio de um triunfalismo supostamente sustentado por Deus.

Mas agora ouça e reflita na letra dos roqueiros do Petra:

http://letras.terra.com.br/petra/119185/traducao.html

Infelizmente, temos uma igreja que deixa de cantar o “Credo” dos roqueiros para cantar “O Sabor de Mel” das cantoras pentecostais ludibriadas pelo sentimento de vingança e triunfo vazio.

Pois é, quem diria, mas devemos afirmar que os roqueiros do Petra estão com letras bem bíblicas, enquanto aquelas cantoras de igrejas legalistas cantam heresias e mais heresias. Ouçamos os roqueiros!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Uma campanha cristã muito inútil!

Dizer que os não-crentes são obrigados por Deus a viverem debaixo do mesmo padrão dos crentes, não pela graça especial, mas por força externa coerciva, é trocar as prioridades do Reino de Deus. (Norma Braga)

Penso nisso! O cristianismo não é o islamismo. A obediência aos princípios bíblicos não é uma imposição, mas uma decisão do coração regenerado pelo Espírito Santo. Então, em lugar de tentar convencer seus amigos bêbados que “encher a cara” é pecado, simplesmente apresente Cristo, o único que libertará essa vida dos vícios destrutivos! Primeiro se evangeliza para depois ocorrer o discipulado. Não podemos inverter os papéis.

Hoje, inúmeros jovens evangélicos fizeram a campanha “EU VOU CASAR VIRGEM” no microblog Twitter. Ora, do que adianta essas campanhas? Só gerou inúmeras piadas e debates inúteis naquele espaço entre pessoas não-cristãs que acham um absurdo a preservação da virgindade. Eles jamais vão respeitar a posição dos cristãos!

Não adianta. Muitos princípios cristãos só serão aceitos pelo homem regenerado. É melhor a campanha “NECESSÁRIO É NASCER DE NOVO” do que uma afirmação da virgindade. Essa campanha é a mesma coisa que afirmar “EU NÃO VOU ROUBAR NINGUÉM NA MINHA VIDA” ou “EU VOU SER HONESTO COM TODOS”. São expressões vazias e sem sentido para a conversão de uma alma necessitada do perdão de Deus.

Evangelizar não é afirmar que casará virgem, mas sim apresentar Cristo para aquele que não nasceu de novo! Não podemos perder o foco!


sábado, 11 de dezembro de 2010

Lição 11 - A Oração que Conduz ao Perdão

Subsídio escrito pela equipe de educação da CPAD.

Introdução:
I. O pecado nos afasta de Deus
II. Confissão e Perdão
III. A restauração do pecador
Conclusão

PERDÃO E CONFISSÃO

Perdão. A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. Central à doutrina do AT está o conceito de cobrir o pecado da vista de Deus, representado pela palavra heb. Kapar (Salmos 78.38; cf. Dt 21.8; Jr 18.23). Isto é indicado pelas várias traduções da palavra tais como “apaziguar”, “ser misericordioso”, “fazer reconciliação”, e o uso mais proeminente na expressão “fazer expiação”.

Em Levítico 4.20 está declarado: “o sacerdote por eles fará propiciação [de kapar], e lhes será perdoado [de salah] o pecado”. Uma terceira palavra heb., na’as, ocorre frequentemente com ideia de “levantar” ou “dispersar” o pecado (Gn 50.17; Êx 10.17).

Destas passagens fica claro que o perdão depende de um pagamento justo, de uma penalidade pelo pecado. Os sacrifícios do AT proporcionaram tipicamente e profeticamente uma expectativa do sacrifício final de Cristo (cf. At 17.30; Rm 3.25). O perdão como um relacionamento entre Deus e o homem depende dos atributos divinos de justiça, amor e misericórdia, e é baseado na obra de Deus ao providenciar um sacrifício apropriado.

A doutrina do perdão antecipada no AT tem sua plena revelação em o NT. Aqui, três palavras principais se destacam: (1) “despedir” e “remissão” (Mt 6.12,14,15; 9.2,5,6 etc.); (2) “ser misericoridioso” (Lc 7.43; Ef 4.32; Cl 2.13; 3.13); (3) “soltar” (Lc 6.37). Em o Novo Testamento o perdão faz parte do programa total da salvação, proporcionado para aqueles que creem em Cristo. No perdão, a culpa pelo pecado é perdoada e substituída pela justificação, através da qual o pecador é declarado justo. O perdão está sempre incluído em toda a obra de Deus pelo pecador; ele é basicamente judicial, e provê a remissão ao pecador.

Um outro aspecto grande e importante da revelação do NT diz respeito aos cristãos que pecam. Embora judicialmente todos os pecados sejam perdoados quando o pecador é salvo através da fé (Jo 3.18; Cl 2.13), se o pecado entrar na vida de um cristão, ele afetará o relacionamento deste com o Pai Celestial. O perdão e a restauração da comunhão que se fazem necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1.9) e o arrependimento (Lc 17.3,4; 24.47; At 5.31). O lado divino é zelado pela eficiência e pela eficácia da morte e intercessão de Cristo (1 Jo 2.1); Cristo roga ao Pai a favor do pecador com base em seu próprio sacrifício.

Portanto, todo pecado se torna imperdoável se o indivíduo passar desta vida para a eterna sem se beneficiar da graça divina, pois o perdão é concedido durante a nossa vida neste mundo.

O perdão também é uma obrigação no relacionamento entre os homens, e os crentes são exortados a perdoarem-se uns aos outros (Ef 4.32; cf. Mt 16.13,14).

Confissão. A palavra significa fazer uma admissão (geralmente com voz fraca) de uma mudança de posição. Quase todas as passagens bíblicas podem ser classificadas sob dois aspectos: uma confissão de pecado ou uma confissão de fé. A confissão de pecado é feita a Deus (Sl 32.3-6; 1 Jo 1.9), àquele que sofreu o dano (Lc 17.4), a um conselheiro espiritual (2 Sm 12.13; Tg 5.17), ou à congregação de crentes (1 Co 5.3ss; cf. 2 Co 2.6ss). A confissão de fé deve ser feita abertamente diante dos homens (Mt 10.32; Rm 10.9; 1 Tm 6.12,13; Hb 3.1; 4.14; 10.23). No final, todos os homens serão obrigados a confessar o senhorio de Cristo (Fp 2.11).

Texto adaptado da obra “Dicionário Bíblico Wycliffe”, Rio de Janeiro: CPAD.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dica cultural: As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada

Estreia hoje nos cinemas o filme As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada. É o terceiro filme da série de histórias de fantasia escritas pelo irlandês C. S. Lewis. Além do seu talento em literatura infantil e crítica literária, Lewis foi um apologista cristão de mão cheia! Assista o trailer do filme e acompanhe as aventuras de Lúcia, Edmundo e o Rei Aslan nas terras de Nárnia.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Caros televangelistas, os limites são importantes!

Os limites e restrições que a vida nos impõe- ou que sabiamente decidimos acatar- são o que muitas vezes nos protege de nós mesmos.

A frase acima é do romance A Ilusão da Alma (Companhia das Letras, p. 57), do economista e filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca. Tal verdade deveria ser exposta na porta de cada igreja que ainda apela para o triunfalismo e para a teologia da prosperidade. Ora, os limites... eis uma faceta da vida que precisamos sempre conhecer!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Resultado do sorteio do livro “Surpreendido pela Esperança”

Amigos, cada um de vocês que comentaram no post da promoção ganharam um número por ordem de postagem. A ordem ficou assim:


1- Ricardo Andrade Leite

2- Wirley da Silva Almeida

3- Elton Souza Cordeiro de Morais

4-João Carlos Ferreira Batista

5- Leandro Henrique Dessart

6- Zwinglio Rodrigues

7- Clébio Lima de Freitas

8-Creuza Dolores da Silva de Moura

9- Paulo Roberto Ribeiro

10- Estêvão Pinheiro Pereira

11- Cesar Augusto da Rosa Soares

12- Diego Zwang de Araujo

13- Victor Leonardo Barbosa

14- Ernane Mendes Souza Freitas

15-Marcelo Roberto de Oliveira e Oliveira

16- Helton Bernardo da Silva

17- Gabriel Alexsander de Araujo

18- Otniel Cabral Ramos

19- Felipe Brant de Carvalho Delfim

20- Jean Patrik

21- Rafael Theodoro

22- Wanderson Nascimento dos Santos


O site RANDOM.ORG fez o sorteio automático e o vencedor foi:

18- Otniel Cabral Ramos

Parabéns ao nosso amigo que neste momento já recebeu um e-mail informando da vitória.

Aguardem! Teremos mais sorteios em breve.

E não se esqueçam de seguir o perfil @gutsiqueira.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A pregação precisa comunicar

Caros pregadores, especialmente de igrejas pentecostais, evitem algumas manias que atrapalham a transmissão da mensagem. O nosso objetivo é que o Evangelho seja o mais claro possível para todos aqueles que ouvem.

  1. Não grite como um histérico

Sim, há muita gritaria superficial nos púlpitos. Eu sei que pessoas mais extrovertidas tendem a se expressarem de maneira mais exagerada. É um traço da personalidade de muitos homens e mulheres. Ser extrovertido, dinâmico ou animado não é nenhum mal, mas o exagero prejudica a transmissão de uma mensagem, seja ela pregação ou conversa na lanchonete. Portanto, não fique gritando como um maluco no estádio de futebol ou num show de rock. No estádio ou no Rock in Rio os frequentadores estão poucos interessados no que ouvem, mas não deve ser assim na igreja cristã.

  1. Não faça repetições de histórias sem aplicação

Quando vezes você, em uma igreja pentecostal, já ouviu a história de Daniel na cova dos leões ou o sobre a cura da mulher com fluxo de sangue? Os pregadores leem as histórias e logo depois a repetem como quem querem teatralizar o fato contado. A história não é para ser repetida duas vezes. Primeiro você lê ou conta o relato, mas depois você deve aplicar o texto e expô-lo para que as pessoas ouçam os princípios ensinados naquele registro bíblico. Muitas vezes a pregação tem uma hora de duração, mas os membros da igreja só ouviram e viram a teatralização da história sem aplicação. Quando se lê sobre Daniel na cova dos leões, em pleno púlpito, é preciso responder uma pergunta básica para os ouvintes: o que Daniel nos ensina com o seu exemplo de vida?

  1. Não use palavras difíceis

Os pregadores mais eruditos (eruditos de verdade) que ouvi foram simples na escolha das palavras para suas pregações. Alguns até escrevem textos dificílimos, mas quando falam com uma congregação são bem claros em suas palavras. Agora, jovem pregadores pentecostais tomados pela terrível vaidade apreendem uma palavra nova e logo jogam no púlpito com o objetivo de impressionar. Eu já ouvi a seguinte pérola em um culto de praça: - Estamos aqui nesse evento apologético e didático! Ora, será essa a melhor maneira para falar “culto evangelístico”? Além disso, as palavras foram desproporcionais para descrever aquele evento na praça do bairro. Quem é erudito sabe conversar com eruditos (como em um Café Filosófico, por exemplo) e com pessoas simples (ao tratar bem sua faxineira semi-analfabeta). Como nas igrejas temos pessoas de todos os níveis educacionais não devemos nem apelar para o simplismo e nem para as palavras incompreensíveis.

  1. Não seja regionalista

Eis um mal que acontece especialmente numa capital cosmopolita como São Paulo. Alguns pregadores vindos de outras regiões, seja sul ou norte, carregam consigo algumas expressões que ninguém entende na cidade de São Paulo. O contrário também é verdadeiro. Se você usa uma expressão estranha o melhor é explicar. Alguns exemplos de regionalismos são interessantes: Em São Paulo a palavra “moleque” não é ofensiva, mas no Nordeste é um xingamento grave. “Rapariga” é a palavra mais usada para prostituta no Nordeste, pouco comum em outras regiões. Em São Paulo há “mandioca” e “mandioca brava” (venenosa), mas em outros estados a mandioca é macaxeira e a mandioca brava é simplesmente mandioca. Não despreze sua cultura, mas lembre que ninguém é obrigado a entendê-la completamente, portanto, seja explicativo.

  1. Seja o mais didático possível

Certa vez falei em uma aula de Escola Bíblica: - O teólogo Atanásio, da patrística, é considerado o pai da ortodoxia. Logo em seguida perguntei se as pessoas entenderam a frase. Uma irmã se manifestou e disse que não. Então perguntei qual das palavras ela não conhecia. A resposta foi surpreendente para mim: - Eu não conheço o significado das palavras teólogo, patrística e ortodoxia. Ou seja, não houve comunicação alguma. Então traduzi para a irmã: - O teólogo é a pessoa que estuda sobre Deus e a Bíblia Sagrada, como todos nesta aula. Patrística é como definimos os pastores e bispos que exerceram importante influência na liderança e no ensino da igreja primitiva após a morte dos apóstolos. E ortodoxia é o equivalente para doutrina correta, ensino bíblico e verdadeiro.

Nenhuma das definições que dei foram acadêmicas, mas simples, pois era a forma mais rápida de ensinar aquela frase para a irmã que me ouvia. Muitas vezes há essa necessidade da explicação bem detalhada. Mas é necessário incentivar que a pessoa não fique eternamente presa a conceitos básicos.

  1. Não abuse do evangeliquês

Fico imaginando os descrentes ouvindo a conversa de dois crentes. É “varão” pra cá, é “vaso” pra lá, é “bênção” disso e “tremendo” daquilo. Ou seja, um novo idioma completamente distante das pessoas que precisam ouvir o Evangelho de Cristo. Alguns pensam inclusive que isso é uma “linguagem mais espiritual”. Pura bobagem. Na sua comunicação troque o “varão” por “homem”, pois só assim as pessoas vão entender o que você fala.

Conclusão

Sem comunicação não há mensagem. Sem mensagem não há quem ouça. Sem ouvir não há que tenha fé. Como escreveu Paulo: “Consequentemente, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo” (Rm 10.17 NVI).

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sorteio do livro “Surpreendido pela Esperança”

Amigos,

O Blog Teologia Pentecostal e o Portal Mádua (www.madua.com.br) sorteiam o livro Surpreendido pela Esperança (Editora Ultimato), do teólogo anglicano N. T. Wright.

O ganhador receberá o livro em casa diretamente pela loja Mádua.

Para participar do sorteio escreva um comentário com o nome completo, endereço de e-mail e (caso tenha) o seu perfil no twitter. Só serão aceitos comentários até do dia 07 de dezembro de 2010.

Para receber informações sobre outros sorteios incentivo que siga o meu perfil no twitter (@gutsiqueira).

Abaixo segue um pequena descrição dessa obra escatológica:

O que esperam os cristãos? Deixar este mundo mau e ir para o “céu”? O que queremos dizer quando nos referimos à “ressurreição do corpo” e como ela se ajusta à imagem popular de pessoas assentadas sobre as nuvens tocando harpas? Como tudo isso afeta o modo como vivemos aqui e agora? São estas algumas das questões que N. T. Wright aborda em Surpreendido pela Esperança.

Depois de explicar por que os cristãos acreditam na ressurreição de Jesus, o autor explora a esperança bíblica de “novos céus e nova terra” e mostra como a “segunda vinda” de Jesus e a ressurreição final fazem parte de um mesmo quadro mais amplo, juntamente com a esperança do “céu”. Pois, se Deus deseja restaurar toda a criação, a igreja não pode parar na “salvação das almas”, mas deve antecipar a restauração final, trabalhando pelo reino de Deus no mundo, trazendo cura e esperança para a vida presente.

Provocativo e de leitura agradável,Surpreendido pela Esperança pode surpreender e encantar todos os que estão interessados no sentido da vida – não apenas após a morte, mas antes dela.

N. T. Wright é para a atual geração de pensadores evangelicais o que John Stott, J. I. Packer e C.S. Lewis foram para as gerações anteriores." – Timóteo Carriker


sábado, 4 de dezembro de 2010

Aviso importante

Passei pela fase de conclusão da faculdade e ainda estou mudando de casa (no mesmo bairro) e por isso estou sem postar nesses dias. A partir da próxima semana volto com o ritmo normal.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Lição 10 - O Ministério da Intercessão

Subsídio escrito pela equipe de educação da CPAD


LEITURA EM CLASSE
Gênesis 18.23-29,32,33

INTRODUÇÃO
I. A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
II. CARACTERÍSTICAS DE UM INTERCESSOR
III. A FORÇA DA ORAÇÃO COLETIVA

CONCLUSÃO

Há consideráveis precedentes em favor da oração feita pela igreja local, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento (1 Cr 29.20; 2 Cr 29.28-31; At 1.14,24; 4.24-31; 12.5; 20.36).

O poder da oração congregacional não pode ser exagerado. Se a oração de um único crente pode muito em seus efeitos, quanto mais poderá a oração de uma congregação (At 12.5; Tg 5.16)? Se somente dois, em perfeito acordo no Espírito, podem obter “qualquer coisa que pedirem” (Mt 18.19), qual será o resultado quando uma congregação inteira orar com um só pensamento, unidos no Espírito? Temos algumas boas respostas ilustrativas: Quando a congregação de Jerusalém orou, depois de Pedro e João serem soltos da prisão, “moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (At 4.31). Noutra ocasião, quando a Igreja continuou a orar intensamente, mesmo sem real expectativa de resposta, o Senhor enviou o seu anjo e livrou Pedro das mãos de Herodes (At 12.5-16).

A oração congregacional pode assumir diversas formas. Pode incluir as orações feitas antes do culto, as que são realizadas após o culto e as que acontecem durante o culto, juntamente com todos os presentes. Pode abranger as reuniões regulares de oração na igreja, bem como períodos especiais de jejum e oração.

As orações feitas antes do culto não somente preparam o coração para o recebimento da Palavra de Deus, mas também criam uma atmosfera própria para a presença do Espírito Santo, capacitando os participantes a ministrarem com uma unção especial (Ef 6.18,19). Um horário e um lugar adredemente marcados para as orações antes do culto devem ser anunciados e propagados. Esse período de oração não requer qualquer estruturação, mas pode ser simplesmente uma oportunidade para aqueles que gostam de se reunir cedo, com o propósito de ficar esperando em Deus, de adorá-lo ou de apresentar suas petições diante do Senhor.

As orações realizadas depois do culto têm sido uma valiosa tradição na maioria das igrejas pentecostais e carismáticas. Essas orações são consideradas vitais para o bem-estar e o progresso espiritual de uma congregação local. Podem envolver orações pelos enfermos, orações com aqueles que buscam a salvação ou o batismo no Espírito Santo, orações por necessidades espirituais e orações e adoração de ordem geral. Muitas igrejas têm salas de oração adjacentes ao santuário, onde a congregação pode se reunir numa atmosfera um tanto quanto reclusa para a busca de Deus. Em outras igrejas, as orações depois do culto acontecem em redor do altar... Algumas congregações designam pessoas que têm a habilidade de encorajar e ajudar os outros, a fim de supervisionar esses períodos de oração.

As orações congregacionais ocorridas durante o andamento do culto deveriam buscar envolver todas as pessoas presentes, embora haja a tendência de haver limites estruturais e de tempo. Muitas congregações engajam-se em extensos períodos de adoração coletiva e oração, durante os quais são comuns as manifestações dos dons de elocução do Espírito Santo. A oração é geralmente liderada pelo pastor, um colega de ministério ou um membro da congregação. A participação da audiência, que diz “amém” e outras expressões de adoração, indicando concordância com aquele que lidera nas orações, é esperada e contribui para um sentimento de unidade, à medida que o corpo se aproxima do Senhor em oração e petição. Ocasionalmente, congregações inteiras unem-se em oração conjunta. Embora existam aqueles que criticam essa prática, não há como negar a existência de base e precedentes bíblicos (At 4.24-30). Esse sistema tem-se mostrado comum no movimento pentecostal, desde o seu início.

Uma vida de oração madura e bem desenvolvida pode atingir níveis sem paralelo de (1) comunhão com o Senhor e de (2) eficácia no suprimento das necessidades espirituais, fatos evidentes para onde quer que nos voltemos. Mas uma oração fervorosa e eficaz não ocorre simplesmente porque expressamos um pedido de oração. Tudo pode começar com elementares apelos de pedido de ajuda em tempos de crise ou em circunstâncias difíceis, mas deve amadurecer através da prática constante das formas tradicionais de oração. As práticas de oração sugeridas neste capítulo não têm um fim em si mesmo. São apenas formas externas identificáveis de oração, que podem ser usadas para os crentes crescerem no espírito, até que se tornem íntimos com Deus e se transformem em intercessores em favor de um mundo necessitado e que está morrendo espiritualmente.

Texto extraído da obra “Teologia Bíblica da Oração” Rio de Janeiro: CPAD.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Plena Satisfação em Deus

John Piper, parte 1 from Editora Fiel on Vimeo.


Título: Plena Satisfação em Deus - Parte 1.
Série de 8 pregações sobre a soberania de Deus, por John Piper.

Desenvolvido pelo ministério Desiring God, nos Estados Unidos, e produzido no Brasil pela Editora Fiel, este vídeo exclusivo faz parte de um DVD que contém 8 mensagens do pastor John Piper.

As mensagens serão compartilhadas com os membros da Comunidade Fiel. A cada mês o Informativo Fiel divulgará a próxima pregação desta série. Para receber as pregações em vídeo, artigos, ebooks e livros em mp3, gratuitamente, além de nossas promoções, faça seu cadastro clicando aqui.