domingo, 13 de fevereiro de 2011

A bobagem dualista: Evangelismo ou ação social?

Salvação da alma ou salvação econômica? Pão do céu para o pecador ou pão da terra para o faminto? Alguns acham que devemos escolher a pregação salvífica. Outros acham que devemos pregar “o evangelho social”. Agora vem mais uma pergunta: Quem disse que precisamos fazer essa escolha? Por acaso é impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo? Jamais. A pergunta que leva para uma escolha é falsa. Não há esse dualismo no evangelho. Não precisamos ser ultraconservadores e nem adeptos da ridícula Teologia da Libertação. Podemos pregar que Cristo é o salvador enquanto distribuímos o pão. Não há necessidade de avaliar uma das opções.

John Stott nos lembra:

Se formos pressionados, se alguém tiver de escolher, a salvação eterna é mais importante que o bem-estar temporal. Isso parece algo inquestionável para mim. Gostaria, contudo, de acrescentar imediatamente que, normalmente, ninguém de fazer essa escolha. Willian Temple afirma: “Se tivermos de escolher entre tornar os homens cristãos e tornar a ordem social mais cristã, devemos escolher o primeiro. Mas essa antítese é inexistente. [STOTT, John. Cristianismo Autêntico. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2006. p 434.]

8 comentários:

BRUNO.COM disse...

Nos pulpitos da Assembléia de Deus, se prega muito o amor e as boas obras, mas não fazem tanto as boas obras como deveria... Mas com a ajuda de Jesus nós estamos mudando esse quadro aos poucos.

EBDicas - Sergiano disse...

A paz do Senhor.

Existem irmão que dizem que à igreja cabe o papel de pregar o evangelho, deixando o serviço de assistencia social para o governo pois é dele essa responsabilidade.
Descordo totalmente. Cabe a nós, igreja, fazermos os dois, pregar o Evangelho e atentarmos para as obras de misericórdia.

Valter Borges disse...

É impossível dissociar fé e obras (fruto do Espírito).
Ou não se tem a fé... pois, a fé implica na obras, portanto sem as obras não existe fé.
Ed René Kivitz foi muito feliz quando postou em seu twitter: "O homem serve o Diabo quando serve a si mesmo. O homem adora a Deus quando serve o próximo".
É uma questão de necessidade e contexto! Não podemos petrificar a teologia prática. Se no Sertão Nordestino é preciso mostrar Deus através da ação social, que assim seja. Se na rica São Paulo isso não é necessário, que assim seja. A questão é: será que estamos, de fato, dando água, comida, roupa a quem precisa, ou estamos fazendo marketing, propaganda, para alavancar a obra, pois já não se tem mais nada de Deus para oferecer? E aí??? Que me dizes?...
Abraços!
http://www.teologiaesociedade.com

Aprendiz disse...

Se os cidadãos largarem o "social" por conta do governos, a primeira coisa que o governo dirá é que é "pai" dos pobres. Disso resultará que os "assistidos" se tornarão eternas crinaças. Depois o governo dirá que é uma injustiça alguém se opor a alguém que so opor a um governo que ajuda os pobres, logo a oposição será crime e o país se tornará uma ditadura. Depois os governantes e seus amigos tomaram para sí grande parte do que arrecadarem em impostos, e cobrarão cada vez mais impostos, e dirão que quem se opuser a isso é inimigo do povo. Portanto, o povo se tornará escravo.

Jesus disse para ajudarmos os pobres, e isso é bom. Alguns inventam pretextos para não fazer isso, e acabam tornando toda a nação escrava de faraó. Gosto de cebolas, mas as cebolas do Egito são uma desgraça. Façam o bem vocês mesmo, não confiem em faraó.

wanderson disse...

muito bom...gostei do post!!!
afinal é a sintese de que jesus disse em mt25,35

junior disse...

graça e paz!
quero dizer que li seu artigo mas achei um pouko simplório e muito pouco explicado para se debater sobre um assunto tão importante!
Na minha opnião acho que "é responsponsabilidade da igreja de levar o evangelho todo para tos e em todas as areas". acho que deva ver sim um equilibrio no evangelho no qual você chama de dualismo.

Gutierres Siqueira disse...

Caro Júnior,

Apesar de simplório você não entendeu o texto. O que estou justamente defendendo é o equidade entre evangelismo e ação social. Quando alguém pesa um dos lados nasce a dicotomia que condeno nesse pequeno texto. A essência do texto é a defesa do equilíbrio.

Luciano disse...

Se pendemos para a "ação social" como o alvo da igreja, vamos dar na Teologia da Libertação e linhas afins.
Se nos prendemos à vida depois que Jesus voltar, vamos dar em... bom, todo mundo sabe onde vamos dar (ou estamos dando?).
Como disse o Gutierrez, equilíbrio.
At 2:47 nos diz que a igreja, a comunidade dos santos, contava com a simpatia de todo o povo.
E nós, contamos com o quê de todo o povo. Sabemos esperar Jesus voltar enquanto vivemos nossas vidinhas cumprindo o calendário da igreja onde congregamos.
Assisti a um filme, há muito tempo, era um filme, digamos, de terceira. Mas uma cena me chamou a atenção.
A história se passava em uma ilha, onde se situava um país dominado por um tirano. Os nativos da ilha, que tinham um estilo de vida bastante espiritualizado, cansados da opressão, contrataram um grupo de mercenários para os ajudar numa empreitada revolucionária. Em dado momento, o líder dos mercenários conversava com o líder dos nativos e perguntou a este o porquê de um povo tão voltado para a vida após a morte estava preocupado com esta vida. O líder dos nativos lhe respondeu que, dentro da sua fé, eles viviam como que esperando o embarque para uma viagem para um país muito lindo; que eles podiam esperar o embarque na calçada do aeroporto, sob a chuva e o frio, OU, na sala VIP do aeroporto, confortavelmente instalados; e que a luta que eles empreenderiam naquele momento era a construção da sua sala VIP.
Nós, às vezes, nos esquecemos da sala VIP, ou só nos lembramos individualmente, e ficamos esperando o embarque, enquanto outros irmãos estão na calçada, na chuva, no frio, enquanto algumas pessoas nem a expectativa do embarque têm, e enquanto sequer a simpatia do povo nós conseguimos angariar.
Equilíbrio, era o que os irmãos de At 2:47 se esmeravam em atingir.