segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vamos discutir o sexo dos anjos?

Eu lamento quando vejo os seguintes debates no meio evangélico. Mas como eles existem vou responder cada pergunta profundamente (ironia, é claro):

O criacionismo é de terra jovem ou terra antiga?

Não importa. Mas falar que a terra tem somente seis mil anos é muita apelação.

O esmalte vermelho é vaidade ou não?


Vou fazer como Jesus, respondendo com outra pergunta: a gravata de 150 reais do pastor-chefe da denominação legalista é vaidade ou não?

O crente pode ir ao cinema?

Desde que não sejam aqueles do centro de São Paulo.

Existem espíritos territoriais e o bairro de Interlagos é amaldiçoado pelo dois demônios das duas águas?

Espírito territorial é a maior prova daqueles que leem a Bíblia como eu lia o gibi da Turma da Mônica com oito anos.

A Rede Globo tem um centro de satanismo?

Respondo com outra pergunta: A Record tem?

Existe nação cristã?

Evidentemente que não. Mas no Maranhão tem um povoado chamado Varjão dos Crentes, uma antessala do céu.

Inveja pega?


Em lugar de pensar que inveja pega, você já lavou a mão para prevenir algum vírus de gripe que chegará no início do outono? O vírus pode pegá-lo, mas a inveja só prejudica o invejoso.

Em breve resolvo outros interessantíssimos debates.

9 comentários:

Anônimo disse...

Meu nobre irmão Gutierres,
mais uma vêz na "môsca".É uma realidade tais discussões no arraial evangélico.Infelizmente!
O que me enrusbece é que líderes de "renome" na praça,se prestem a tais discussões.Quando arguido sobre quem pecou,o cego ou seus pais para que tenha nascido cego,Jesus bem poderia perguntar aos discípulos o seguinte:"Quem pecou,vocês ou seus pais para que sejam bizonhos assim"?
Não duvido que ainda discutirão(mormente no meio pentecostal)quantos anjos cabem sentados na cabeça de um alfinete.Só espero que não façam a experienciação pessoal para descobrir!

DEFENDENDO A FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA AOS SANTOS!!! disse...

O criacionismo é de terra jovem ou terra antiga?
Isso importa e muito.Sim,a terra só tem seis mil anos.Qualquer visão que destoe desta é anti-bíblica e anticristã.

O esmalte vermelho é vaidade ou não?
É e digo mais:é a cor preferida das meretrizes.

A gravata de 150 reais do pastor-chefe da denominação legalista é vaidade ou não?
É E MUITA.Esse dinheiro poderia ser usado para caridade.Eu,por exemplo ,só uso gravatas de cincão o preço.E comprada na promoção das feiras dos Gideões Missionários.

O crente pode ir ao cinema?
A maior hipocrisia do mundo é crente assistir todo tipo de imundície em casa diante da maldita telemaldição e todo tipo de futebol e depois não poder ir ao cinema ou ao estádio.Se hipocrisia tivese cheiro...



Existem espíritos territoriais e o bairro de Interlagos é amaldiçoado pelo dois demônios das duas águas?
Que existem ,existem,mas não do tipo que os pregadores pseudopentecostais pregam,pois do jeito que eles pregam são puras invencionices.

.

A Rede Globo tem um centro de satanismo?TEM.

A Record tem?TAMBÉM.

Existe nação cristã?
Sim,mas totalmente desviadas.

Inveja pega?
Pega mas não em crente.

Gutierres Siqueira disse...

Caro "Defendendo a Fé",

A Bíblia não é um gibi. Não leia as Sagradas Escrituras como quem lê um livro infantil. A Bíblia é um livro riquíssimo, complexo e divino. Portanto, leia obedecendo as regras hermenêuticas e exegéticas. Compre várias versões, leia comentários, leia bastante a Bíblia. Leia com atenção. Leia devagar.

Nem preciso comentar que discordo dos seus comentários, que mostra deficiência de interpretação dos textos bíblicos, forte legalismo e até superstição, já que você acredita que a "inveja pega" nos não crentes.

a verdade do evangelho disse...

Amado Gutierez, permita-me ocupar este espaço para fazer uma solicitação aos amados blogueiros. Gostaria de saber se algum de vocês tem o livro: Doutrinas centrais da fé cristã do teólogo J. N. D. Kelly. (de saudosa memória). Gostaria muito de adquirir esta obra, mas ela já está esgotada e é muito difícil encontrá-la. Se alguém tiver como me fornecer um exemplar, queira me comunicar que eu pago as despesas.

Pb. Edinei, Th.B
(61) 9295-7715 / 9124-3780

edinei.stott@gmail.com

Obrigado!

Heribaldo disse...

Os pentecostais necessitam rever seus conceitos em vários aspectos, a comerçar pela defesa intransigente da teologia dispensacionalista que na ânsia de enquadrar seu esquema nos textos bíblicos, defendem a volta de Jesus Cristo em duas etapas, a restauração dos sacrifícios de animais pelos judeus antes da volta de Cristo, etc.

Aprendiz disse...

Ei diria que o dispensasionalismo tem suas falhas. Eu mesmo, criado no dispensasionalismo, acabei crendo no pré-milenismo não dispensasionalista.

Ocorre entretanto que a "principais" (mais conhecidas) alternativas oferecidas ao dispensasionalismo contém erros mais graves. O pós-milenismo contém falhas lógicas graves, e tem resultado, na prática, na horrenda teologia dominionista, ou em conformação da igreja com o mundo.

Já o amilenismo tem sua história ligada à teologia da substituição, (e esta, última, até os católicos que a criaram, já tem considerado teoria falida). O amilenismo está ligado também a uma linha de interpretação ultra-alegórica da Bíblia, que foi rejeitada pelos reformadores (por coerência, deveriam ter rejeitado também o amilenismo, pois um galho não se mantém depois que é cortado o tronco).´

O pré-milenismo não dispensasionalista, na minha perpepção, tem menos falhas e apresenta maiores possibilidades para interpretações não forçadas.

Agora, sair do dispensassionalismo para cair na pós-milenismo ou no amilinismo, me parece uma atraso.

Luciano disse...

Sou pós-milenista, e não vejo a coisa toda com o pessimismo apontado por Aprendiz contra amilenistas e pós-milenistas. Por outro lado, como pré-milenista no início da minha caminhada com o Senhor, participei de grupos em que via a ênfase na volta do Senhor Jesus com tal intensidade que os irmãos vão lutando por sobreviver individualmente neste mundo enquanto aguardam o arrebatamento - e que se danem a educação, a política, a economia,a cultura em geral, a ecologia e este mundo, porque, no final das contas, eu estou de partida mesmo.
Mas à parte as acaloradas discussões sobre escatologia, ouvi dois comentários que me fizeram refletir um pouco mais:
- uma irmã, em uma conversa sobre teologia, quando questionada a respeito de escatologia, fez um trocadilho dizendo que preferia deixar a escatologia para o final;
- um irmão, amilenista, comentava sobre o reflexo do posicionamento escatológico de um crente em sua vida espiritual e disse que procurava viver de forma agradável a Deus de acordo com as Escrituras, de forma que, se sua posição escatológica estivesse errada, a sua posição como salvo não poderia, e que, se o Senhor findasse o seu projeto eterno nos moldes pré-milenistas e pré-tribulacionais, ele esperava ser arrebatado.
Não diria que assino embaixo na totalidade de suas conclusões os comentários acima, mas são de se levar em conta quando crentes começam a pensar lá no fundo, bem no fundinho mesmo, que o seu irmão não será arrebatado porque é a- ou pós-milenista.
De toda forma, como todas as posições se sustentam através da Palavra - eu nunca vi a-, pré- ou pós-milenistas buscarem respaldo para suas posições no Corão ou no Talmud - eu estou convencido que o Senhor não findará o seu plano eterno nos moldes a-, pré- ou pós-milenistas porque a-, pré- ou pós-milenistas acreditam assim.
Mas são bons temas para uma conversa agradável entre irmãos (apesar de nem sempre serem assim).
Abraços.

Heribaldo Vilanova disse...

Interessantes os cometários de nossos irmaõs: Renato e Luciano.
Algumas Considerações: É verdade que em matéria de escatologia bíblica há várias possibilidades, no entanto, fiz questão de enfatizar de forma geral a concepção dispensacionalista (predominante nos ensinos das revistas de escolas domicais) - que é apresentada como um "dogma", especialmente no contexto pentecostal.
ocorre que toda teoria é como um quebra cabeça que deve ser montado em sua totalidade. Eis ai o problema: A questão da vinda de Jesus Cristo em duas etapas, conforme mencionei, constitui uma das peças que não se encaixa. Neste sentido, os textos do Novo Testamento, seja nas cartas de Paulo, Pedro, João, não ensinam, nem evidenciam conhecerem esta crença. Pelo contrário, nas duas cartas escritas aos Tessalonicenses (que são citadas pelos dispensacionalistas para fundamentarem referida concepção)a vinda de Cristo apresenta-se única e final para aqueles que já o receberam como Salvador e Senhor.
Assim sendo, quando tratarmos de questões escatológicas, seria interessante ponderar se o quebra cabeça realmente encaixa-se perfeitamente, antes de apoiar uma certa concepção com os olhos fechados.
Para um maior aprofundamento recomendo o livro: Teologia Sistemática de Franklin Ferreira e Alan Myatt - Editora Vida Nova - Parte 8 - A Doutrina Últimas Coisas.

Leonardo Gomes disse...

Esses pastores quanto mais têm mais querem. E na verdade não dão a mínima para o social. Tem uma matéria interessante sobre a IMPD e Waldomiro em: http://arteprotesto.blogspot.com/