terça-feira, 1 de março de 2011

Em defesa de Rob Bell?

Quer esvaziar o discurso de quem pensa diferente de você? Crie 1 adjetivo do tipo "ismo" e o classifique c/ tom de xingamento."Universalismo"

Elienai Cabral Junior. Dia 28 de fevereiro de 2011 no Twitter.


Infelizmente há cristãos q ñ ficam alegres com a possibilidade de q Deus salve a todos. Parece q a fé só tem sentido com ameaça do inferno.

Jung Mon Sung. Dia 27 de fevereiro de 2011 no Twitter.


Acima estão duas frases que li no Twitter. A primeira é do pastor Elienai Cabral Junior, líder da Igreja Betesda do Tatuapé (São Paulo, SP) e a segunda do professor católico Jung Mon Sung, que leciona no curso de teologia da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).

Após a polêmica sobre o suposto universalismo do emergente Rob Bell eles escreveram essas frases. Quero responder cada uma:

______________


Quer esvaziar o discurso de quem pensa diferente de você? Crie um adjetivo do tipo "ismo" e o classifique com tom de xingamento. Exemplo: "Universalismo".

Elienai Cabral é um crítico dos “rótulos”, pelo menos é o que ele diz. Aliás, já se tornou um “lugar comum” criticar rótulos. Agora, classificar os outros que não concordam com você de “fundamentalistas” não é rotular? Usar a palavra “conservador” como algo feio e desprezível não é rotular? Desculpe, mas parece que Elienai não gosta dos rótulos para a sua turma, somente!

E Elienai escreveu hoje: “Se sua teologia desmorona com a suspeita de não haver um inferno pós-morte, ela é apenas um eufemismo para uma paixão sádica”. Ou seja, se você é um cristão que acredita no inferno porque a Bíblia assim o diz, então você é sádico. Você certamente tem prazer no sofrimento alheio. A sua boca tem sede de sangue. Sim, é assim que Elienai vê você. Opa, acho que ele acabou de nos rotular!


Infelizmente há cristãos que não ficam alegres com a possibilidade de que Deus salve a todos. Parece que a fé só tem sentido com ameaça do inferno.

Jung Mo Sung é simpático e costuma responder aqueles que discordam dele com muita educação, diferente de alguns de seus discípulos. Mas discordo completamente da análise de Sung. Não é que os cristãos fiquem tristes com a possibilidade de Deus salvar a todos, mas simplesmente são contrários a uma ideia que não tem respaldo bíblico algum.

A minha fé tem sentido com Cristo. Não é o céu nem o inferno que ilumina essa fé. Não são as “bênçãos” e nem uma “tribulação” que mostra a razão de ter Deus. É somente Jesus Cristo que traz essa razão.

Penso que Sung não é calvinista. Sendo assim, ele como católico deve acreditar em livre-arbítrio. Então, como Deus colocará alguém no céu que sempre desprezou sua comunhão?


25 comentários:

Leonardo Gonçalves disse...

Eu disse que os engomadinhos relacionais iriam seguir a corrente do Bell! rs... Um já foi. Agora falta o Richard Bondim e o Ed Bené.

Meu Deus! Que descaso com a Bíblia. Que descaso com a teologia! Será que eles nao percebem que pregar o universalismo é o mesmo que dizer que Jesus morreu em vao?

É... tempos difíceis. Que Deus nos ajude!

Leonardo

Glayson Santos disse...

Se não existe inferno e ninguem vale para lá porque jesus e o Novo testamento fala tanto neste assunto ? Creio que a grande verdade é que estão transformando a Biblia em uma cocha de retalhos ! Cada um pensa e diz o que quer....

Vitor Hugo da Silva - Joinville, SC disse...

Gosto muito do Elienai. Seu livro, Salvos da perfeição, é uma obra que, na minha opinião, não deveria faltar na biblioteca particular de ninguém. Não acredito que ele não creia no inferno, o que vejo é que sua visão concernente à salvação, e o poder salvífico da Graça de Deus, é muito mais poderoso que o inferno propriamente dito. Ou seja, ele, literariamente, em seus escritos, enfatiza muito mais o amor e a misericórdia que o inferno. Assim, surgem frases que, parecem denotar a sua não crença no inferno (lembrando: assim penso eu acerca dele, segundo sua literatura, pois não o conheço pessoalmente). Pois, como bem Escreveu Lewis em seu livro, peso de glória: se não acreditarmos no inferno, o cristianismo não faz nenhum sentido (em minha palavras).

Diego disse...

Elienai assim como Gondim, Kivitz e Brabo, defendem e propagam a Teologia Relacional ou Teísmo Aberto, aliás é o que ele faz no livro citado pelo Vitor Hugo, que se levada ao seu fim lógico, leva ao Universalismo.

Ontem, ouvindo um podcast com participação de Kivitz ele afirmou, além se sua igreja ser Relacional, que comunidades que vivem em amor, sem jamias ouvir de Cristo, são "cristãos inconscientes" e baseado em Romanos 2, ele afirmou, deturbando claramente o contexto, que a Lei na consciência não será usada por Deus para condenar, mas sim, para salvar.
Ou seja, salvação sem Cristo, logo ao Universalismo.

Então seria normal Elienai defender Rob Bell.

A sua pergunta Gutierres, é excelente.

"Então, como Deus colocará alguém no céu que sempre desprezou sua comunhão?"

zwinglio rodrigues disse...

Gutierres, paz!

O problemas dos mortos em delitos em pecado é que, ao morrerem fisicamente nesta condição, eles não podem estar onde estarão os tornados novas criaturas, pois a lei da congruência exige que mortos não estejam no mesmo lugar que vivos.

Infelizmente!

Vitor Hugo da Silva - Joinville, SC disse...

Diego!

Você poderia indicar este podcast onde o Ed Rene Kivitz correlaciona sua comunidade com a teologia relacional.

A teologia relacional, assim como as outras teologias, possuí alguns absurdos escrepantes. Contudo, o seu ponto de vista de um Deus que cria juntamente com o homem novas possibilidade de vivência, creditando ao homem uma abertura de construção de sua vida e da sociedade, é algo que creio e tenho para a minha vida pessoal. Mas, nem por isto sou relacional.. na verdade, não desejo rótulo algum.

Tenho pavor do determinismo, pois isto fere qualquer relação de amor, seja do homem com o próximo; seja do homem com Deus.

Diego disse...

Vitor Hugo, eis o link do podcast;

Os Novos Evangélicos?
http://www.irmaos.com/podcast/index.php?id=4931

Agora meu irmão, o seu comentário mostra que você é relacional e não sabe, ou é relacional e não admite.

Bem meu irmão, eu tambem aconselho o irmão ler estes dois artigos.
São bem esclarecedores, instrutivos e obviamente Biblicos.

A TEOLOGIA RELACIONAL: SUAS CONEXÕES COM O TEÍSMO ABERTO E IMPLICAÇÕES PARA A IGREJA CONTEMPORÂNEA
http://www.mackenzie.br/teologia_relacional.html

O TEÍSMO ABERTO: UM ENSAIO INTRODUTÓRIO
http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_IX__2004__2/heber.pdf

Abraços.

Diego disse...

Aliás, este texto do pastor Geremias do Couto refutanto um texto de Kivitz é excelente, incluindo os comentários

TEÍSMO ABERTO E KENOSIS
http://geremiasdocouto.blogspot.com/2007/09/tesmo-aberto-e-kenosis-os-conflitos-de.html

Gutierres Siqueira disse...

Diego,

É necessário também lembrar que falar em "igreja relacional" não é o mesmo que "teologia relacional".

Falo isso porque Ed René já negou várias vezes que seja adepto do Teísmo Aberto. E Ariovaldo Ramos, que é da IBAB, é calvinista (!!!).

Gondim também nega, mas admite que "dialogou" com seus autores.

Diego disse...

Gutierres, eu sei bem essa diferença, e que o Ariovaldo é calvinista, mas nenhum deles admite serem teistas abertos ou relacionais abertamente, mas quando você lê seus artigos, livros e ouve suas mensagens você claramente identifica tais doutrinas, principalmente os de Gondim e Kivitz.

Kivitz chega a usar, para defender a tese de um deus que se limita, argumentos de um ateu confesso.
Seus sites são repletos de textos que fazem apologia a tais doutrinas.

Inclusive, eu acabei de colocar um que o pastor Geremias refuta um destes textos.

É como o pastor Silas Daniel certa vez disse;
"Tempos atrás, ao debatermos neste blog os argumentos antibíblicos do chamado Teísmo Aberto, cunhei um termo para designar a atitude reprovável, de boa parte dos proponentes dessa heresia, de usar definições diferentes e estranhas para conceitos bíblicos-doutrinários bem definidos, com o objetivo de confundir crentes desatentos, levando-os a crer que o Open Theism também cria em todos os pontos fundamentais da ortodoxia bíblica a respeito da Doutrina de Deus. O termo que usei à época era “dislexia” premeditada."

É justamente o que eles fazem.

O artigo "A TEOLOGIA RELACIONAL: SUAS CONEXÕES COM O TEÍSMO ABERTO E IMPLICAÇÕES PARA A IGREJA
CONTEMPORÂNEA", mostra afirmações de tais pastores.

Abraços.

Luciano disse...

Fundamentos. Marcos. Bases. Alicerces. Colunas.
Alguns cristãos partem de convicções próprias acerca de determinados dogmas, movidos internamente por um sentimentalismo bem característico do ser humano – e nada reprovável em si mesmo –, e decidem-se por avaliar a Palavra de Deus usando como referencial suas convicções e seus sentimentos.
A partir daí, se constrói uma cosmovisão particular e o próximo passo é reinterpretar a Palavra de Deus à luz dessa filosofia de vida. Nessa linha de pensamento surge, por exemplo, “O Evangelho segundo o Espiritismo” – título que um amigo parafraseou com a necessidade de se ler “o espiritismo segundo o Evangelho”.
A questão é: a Bíblia é a Palavra de Deus? Se a resposta é afirmativa, então não há que se falar em teísmos abertos, semi-abertos ou semi-fechados, ou em outro Deus. Mas se a resposta é negativa, com evasivas como “a Bíblia contém a Palavra de Deus”, então pode-se jogar tudo para o alto e é cada um por si, porque a partir daí o que eu quiser que na Bíblia seja a Palavra de Deus, será, e o que eu não gostar, ou ferir meus sentimentos ou minhas convicções pessoais, eu nego, reinterpreto, faço uma releitura.
O problema é que os fundamentos vão sendo desfeitos, assim como as bases, os alicerces, as colunas – a repetição da figura não é desnecessária –, e os marcos são retirados. Depois que se tiram os marcos dos lugares, você fica com eles nas costas, avança, retrocede, torna a avançar, e não sabe mais onde estavam originariamente, e ele acaba por ficar em qualquer lugar, e nós vamos nos ocupar em discutir rótulos – coando mosquitos e engolindo camelos (hem, Gutierrez? Foi profético o título do post?).
É verdade, os textos dos relacionais (a generalização é inevitável aqui) são agradáveis, mostram outro Deus, outra Igreja, outro mundo, outro povo, outro um monte de coisas, porque vão ao encontro dos sentimentos do povo e, afinal, a voz do povo é a voz de Deus, certo?... então, solta Barrabás e crucifica Jesus Cristo... ah, e que o sangue dele recaia sobre nossas cabeças e a de nossos filhos.
É tudo muito agradável, muito bonito, muito palatável, mas não é bíblico, não tem este fundamento, os marcos se perderam... então, eu não quero.
Assim vai o comentário do Sung. Todos vão para o céu! Que bom! Onde está isso na Bíblia para que possamos festejar juntos? Ih! Não está! Então eu deixo de lado o sentimentalismo e a agradabilidade dos relacionais e me volto para a Bíblia, para o Senhor, e para aqueles que ainda não o conhecem, a fim de que venham a conhecê-lo e se voltem para o Senhor e, legitimamente, biblicamente, vão para o céu.
Um adendo final: Ricardo Gondim, Ed René Kivitz, Paulo Brabo, Elienai Cabral Jr. entre outros daqui das nossas plagas nunca afirmam que são relacionais ou que adotam a teologia relacional, mas ensinam as mesmas coisas que os da teologia relacional ensinam, relativizam tudo do mesmo jeito e removem os marcos como aqueles. É sempre a mesma conversa de outro alguma coisa, uns elogiando os outros, uns indicando livros dos outros – alguém já leu a relação de livros elaborada pelo Gondim, Kivitz e um terceiro em um post sob o título “O que eu li para ser quem eu sou?” Pois é, é só ir lá no site do Gondim e verificar. Infelizmente, não é só uma questão de dialogar, não, a questão é constitutiva mesmo. Fui, verifiquei, adentrei por ali num momento de transição na fé e afirmo que não foi nada edificante. Ficaram seqüelas e luto por restabelecer os fundamentos da fé até hoje. Por isso, Gutierrez, ciente de que o espaço é seu, mas, dada a liberdade que você graciosamente nos oferece aqui, ouso dizer que o link para o site do Ricardo Gondim no seu blog é desconcertante diante do que ele tem publicado lá, além do que já foi mencionado, e daquilo a que você se propõe e que se entrevê nos seus textos.
Soli Deo Gloria!

Gutierres Siqueira disse...

Luciano,

Mas desde ontem o site do referido pastor não é mais recomendado, rsrs.

Mas tenho como princípio reter sempre o que é bom. Por esse motivo, tenho quase todos os livros do Papa Bento 16. Aliás, ele é mais bíblico do que esses "cults" evangelicais, rsrs

Diego disse...

"Várias pessoas me pedem sugestão de livros. Em nosso Congresso de Reflexão e Espiritualidade de 2007, Ed René Kivitz, Elienai Cabral Junior, Mardes Pereira e eu juntamos uma bibliografia básica para quem deseja se aventurar numa leitura menos dogmática, menos fundamentalista, menos repetitiva."
Gondim

Eu fico boquiaberto como eles desejam afastar as passoas da sã doutrina, como desistimulam os santos a batalhar pela sua fé, do estudo Bíblico sadio e verdadeiro.

Aliás esse excelente artigo sobre um livro de Gondim, reflete muito bem a "teologia" e literatura que eles defendem e indicam.

“Algumas certezas, muitas dúvidas” – Sobre a fé incrédula da espiritualidade pós-moderna.

http://opticareformata.blogspot.com/2010/08/algumas-certezas-muitas-duvidas-sobre.html

Vitor Hugo da Silva - Joinville, SC disse...

Diego!

Obviamente que sou relacional, no sentido literal da palavra e não teológico, pois construo com Deus o meu dia a dia, relacionando-me com Ele.

Sim, não acredito em pré-determinação, não comungo com o fatalismo, não consigo ver uma relação de amor verdadeiro segundo esta visão. Também não teria medo de me revelar adepto da teologia relacional, mas como não sou um relacional (no sentido teológico), não tenho o que admitir; e obviamente, saberia se fosse.

Penso da mesma forma concernente ao arminianismo, calvinismo e outros ismos.

Agora, por favor, não indicar Ricardo Gondim para a leitura e indicar SD (Abreviação nominal) é dose né Gutierres!

Um abraço!

Diego disse...

Esse artigo sobre Bell é excelente.

Rob Bell e o “evangelho” sem julgamento

http://iprodigo.com/traducoes/rob-bell-e-o-evangelho-sem-julgamento.html

Diego disse...

"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança".

É impressionante como os abertos e relacionais querem fazer o oposto, atingindo o ápice da heresia.

"Façamos Deus à nossa imagem e semelhança, conforme a nossa humana, decaída e corrompida imagem".

Como podem crer em um Deus que não sabe o que faz, não conhece nada do amanhã, erra, se arrisca sem ter certeza de sucesso, aprende com o homem, dependente do homem para dazer algo, fraco e impotente.

É melhor ser ateu ou na melhor das hipóteses, agnóstico, aliás, o deus relacional é idêntico ao da crença agnóstica.

Na realidade as posições se invertem, pois Deus é servo dependente, e o homem é Senhor.
É como diz o pastor Augustus Nicodemus, é um novo deus no mercado.

Parabéns Gutierres por não indicar o site de Gondim.

É como disse nosso amigo Salomão e seu pai Davi;
"Do homem säo as preparaçöes do coraçäo, mas do SENHOR a resposta da língua. O coraçäo do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos".

"Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Näo havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, TUDO CONHECES."

Prefiro ficar com o Deus de Salomão e Davi, o da Biblia Sagrada, do que o deus de Kivitz, Gondim, Elienai, Bell, Manning e outros, de uma biblia sangrada, cheia de textos deturbados, um deus que segundo Gondim, se tornou fraco para ser igual e relacionar-se com sua criatura.

Abraços.

Diego disse...

Ah, esqueci de uma coisa.
É interessante ver o Vitor Hugo criticar a indicação do site do pastor Silas Daniel, já que ele fez excelentes textos refutanto Biblicamente o teísmo aberto, coisa que os abertos e relacionais não sabem razer, replicar Biblicamente refutanto seus oponentes.

Antes usam palavras vazias e "filosóficas", num tom de "cristãos perseguidos e piedosos".

Lamentável, seria cômico se não fosse trágico.

Tsunami: Carta Aberta a Ricardo Gondim
http://www.monergismo.com/textos/sofrimento/tsunami_gondim_eros.htm

TEÍSMO ABERTO E KENOSIS: OS CONFLITOS DE UMA HERESIA
http://geremiasdocouto.blogspot.com/2007/09/tesmo-aberto-e-kenosis-os-conflitos-de.html

Abraços.

Vitor Hugo da Silva - Joinville, SC disse...

Diego!

Este é problema de muitos que se dizem defensores da sã doutrina, da doutrina perfeita, bíblica. Eles pouco se importam em ler um texto no sentido de apredndizagem e pouco se importam com a categoria literária apresentada pelo tal. A maior preocupação dos mesmos, é encontrar algo que possa ser usado para justificar sua defesa. Este é o caso do Brennan Manning, Henry Nouwen, Ed Rene, Gondim, Elienai... enfim. É desprezado tudo o que escrevem por causa de algumas de suas posições. O pior é ver que muitos destes comentários, ditos, apologéticos, são carregados de defesa doutrinária institucional e teológica (linha). Ao contrário do que muitos pensam que, todos os escritores que, supostamente (mas bem supostamente mesmo), são adeptos ao TI se consideram perseguidos, na verdade, não fazem nada a não ser escrever e escrever. Apartir dai surgem os "defensores" da fé verdadeira e lascam defesas e mais defesas...

Infelizmente, a CPAD não tem feito o mesmo com as lições bíblicas, onde absurdos são escritos e carimbados por seus editores. Não veja os ferozas defensores se oporem a tais comentários, nem mesmo o citado por você Diego, o maior "defensor" da fé.

Encerro aqui minha participação!

Luciano disse...

Parece-me haver aqui um erro de perspectiva.
Não há escritores ou pensadores ou teólogos perfeitos – não poderia mesmo haver, humanos que somos. Mas há um projeto de salvação, o qual, salvo divergências doutrinárias secundárias, se resume na queda do homem no pecado, no anúncio, em todo o Antigo Testamento, do resgate a ser enviado pelo Senhor para o homem, no cumprimento desse anúncio nos Evangelhos, na construção doutrinária sobre esse projeto em todo o Novo Testamento, e na consumação dos tempos também anunciado em toda a Bíblia, mas mais especificamente no Apocalipse.
Quando vamos a autores cristãos – imperfeitos todos, liberais, progressistas, conservadores ou fundamentalistas – o que aqueles da sã doutrina, sim, perfeita e bíblica, procuram são os que, salvo os equívocos secundários próprios de sua imperfeição, não põem por terra o esboço acima traçado do projeto de salvação que se identifica na Bíblia.
Daí, se aceitarem melhor equívocos de John MacArthur Jr., de Silas Daniel, do Gutierrez, do Diego e de tantos outros, que os equívocos do Brennan Manning, Henry Nouwen, Ed René Kivitz, Ricardo Gondim, Elienai Cabral Jr., Paulo Brabo entre outros.
A opção dos que preferem estes àqueles é tão válida quanto a dos outros, considerando-se que somos seres humanos conscientes, que vivemos em um país livre para se crer no que se quer. No entanto, as conseqüências daquilo que se escolhe para balizar nossa vida cristã não dependem de consciência ou liberdade de crença, mas de se coadunar com aquele projeto de salvação que, nas linhas gerais acima alinhavadas, indiscutivelmente se encontra na Bíblia.
Qualquer um pode entender que todos os seres humanos serão salvos de um jeito ou de outro, que Deus vai, no final, levar todos para o céu, inclusive os bonzinhos, honestos, cumpridores dos seus deveres e que desdenham de Deus e da Sua Palavra, mas dizer que isso é bíblico não podem – ou melhor, podem, sim, mas não deveriam -, e as conseqüências dessa linha de argumentação é que o ímpio continua ímpio, porque, no final das contas, ele vai para o céu também, e, melhor, curtindo a vida adoidado enquanto os otários dos crentes ficam tentando viver conforme a Palavra.
Essa é a grande conseqüência dessa linha de raciocínio.
Só lamento o prematuro e abrupto encerramento da participação do Vitor Hugo da Silva nessa troca de idéias, depois de lançar suas idéias – lembrei-me de uma cena que vemos vez por outra, quando alguém fala o que pensa, tapa os ouvidos e começa a cantarolar alto para não ouvir mais nada. Acho que a troca de argumentos seria mais construtiva e edificante para todos nós.

Diego disse...

Faço minhas as palavras de A. W. Tozer, que profeticamente disse;

“Atentemos para que, em nosso orgulho, não aceitemos a errônea noção de que a idolatria consiste apenas em ajoelhar-se diante de objetos visíveis e que pessoas civilizadas estão livres disso. A essência da idolatria é o acolhimento de pensamentos acerca de Deus que são indignos dele. Começa na mente e pode estar presente onde nenhum ato explícito de adoração ocorreu.
Noções distorcidas a respeito de Deus logo deterioram a religião onde apareceram. A longa carreira de Israel também confirma esse fato. Um elevado conceito sobre Deus é algo tão necessário à Igreja que, quando tal conceito entra em declínio, em qualquer grau que seja, o mesmo acontece com a adoração e os padrões morais da Igreja.
O primeiro passo para a queda de qualquer igreja, ocorre quando esta, renuncia à sua elevada visão de Deus.”

Felizmente, para ele, ele não viveu o suficiente para ver a heresia aberta/relacional nascer, mas imaginem o que ele falaria hoje.

"Porque virá tempo em que näo suportaräo a sä doutrina; mas, tendo comichäo nos ouvidos, amontoaräo para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviaräo os ouvidos da verdade, voltando às fábulas".

Apóstolo Paulo, apologista, pregador e defensor da sã doutrina e do genuíno Evangelho.

Abraços.

Marcos Wandré disse...

Graça e Paz!

Valeu Vitor Hugo!!

Concordo plenamente com todos os seus comentários!

Você foi simples e direto!

Profundamente leviano acusar ou insinuar que o Gondim, Elienai Cabral Jr. e o Kivitz são "universalistas"...

Um abração Nele,

Gutierres Siqueira disse...

Quero deixar claro que nas indicações de sites que faço não são sugestões de ninguém ou "troca de links". De vez em quando alguém reclama das indicações que faço.

Por exemplo, já indiquei o site do Ricardo Gondim e do Julio Severo. Ambos são representantes de extremos (um mais para a "direita" e outro para a "esquerda"). E como os dois aprofundaram seus extremos deixei de indicá-los.

Mais que fique bem claro. Qualquer pessoa que eu indico não significa que concorde com tudo que eles dizem e escrevem. Qualquer um! Quantas discordâncias tenho com que leio dos escritores assembleianos não é brincadeira, rsrs

Gutierres Siqueira disse...

Outra questão.

Tenho inúmeras discordâncias com Ricardo Gondim, mas não sou radical. Muita coisa aprendi com este homem.

Eu consigo tirar muuuito proveito em Karl Barth, por que não tiraria proveito em Gondim? As pregações desse pastor são edificantes. Não há na minha Assembleia de Deus em São Paulo nada parecido. Pelo contrário, as pregações na minha denominação são mais rasas do que um pires. Essa é uma triste realidade.

Reconheço também que Gondim tem seguido um caminho cada vez mais radical. O paladino da "tolerência" e do "diálogo" na verdade se fechou em um mundinho "progressista" e confunde isso com a essência do evangelho.

Ed René não é tão radical como Gondim. Ele inclusive lê Luiz Felipe Pondé, rsrs. Ouço bastante Ed René e percebo alguém mais equilibrado. Mas também tenho minhas discordâncias.

É inegável também que muitas mensagens de Rob Bell são fantásticas. Não pelo conteúdo "leve", mas pela inteligência na exploração de temas pouco falados.

E por fim. Nós que pretendemos aprender alguma coisa temos que ler de tudo, mas de tudo mesmo. Não podemos criar "listas proibidas" de leitura. Não podemos ser como eles, que se fecham em um mundinho e depois dizem que estão dialogando. Eu tenho que ler de John MacArthur Jr. (o extremo da antipatia fundamentalista) até Brian McLaren (o extremo da antipatia "progressista").

Luciano disse...

Caro Gutierrez.
Irreconhecível o seu último post.
Tudo bem que ninguém estava falando em "listas proibidas" de leitura, e que devemos conhecer aquilo a que nos contrapomos, mas...
... o fato de você ter aprendido tanta coisa com Gondim, tirar taaanto proveito de Barth, perceber tanto equilíbrio em Kivitz e ressaltar a "fantasticidade" (permitam-me a palavra inventada) e a inteligência de Rob Bell me faz perguntar o motivo dos dois últimos posts sobre este último e dos comentários que se lhes seguiram. Você deu uma guinada na sua linha de argumentação, que dá até para tirar o ponto de interrogação do título do post ora em comento.
Agora sou eu quem está se retirando desse debate, não por birra, mas por não saber mais em que linha estamos indo e se vamos continuar nela ou se daqui a pouco virá um outro post pedindo desculpas pelos anteriores e recomendando a nova obra do Bell.
Ah, "O Evangelho segundo o Espiritismo" também nos traz excelentes direcionamentos sobre a nossa convivência com o próximo. Talvez seja uma sugestão, na linha em que, de repente, passamos a seguir.
Soli Deo Gloria!

Gutierres Siqueira disse...

Não é guinada, Luciano.

A questão é: "Mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom" [1 Ts 5.21].