domingo, 17 de abril de 2011

Amai a hierarquia eclesiástica acima de todas as coisas!


O Dicionário Houaiss define corporativismo como: "defesa exclusiva dos próprios interesses profissionais por parte de uma categoria funcional; espírito de corpo ou de grupo". Sim, o mundo eclesiástico é também corporativista. Há muitos que amam a hierarquia das denominações acima de todas as coisas. Sim, há muitos que escondem erros e ignoram as transgressões dos seus pares. Sim, há muitos que quando o erro está na sua denominação não é ávido na "defesa da fé" como em ocasiões que envolvem outras confissões religiosas. Sim, isso é imoral. Sim, isso é mais comum do que parece. Acontece em pequenas igrejas à grandes concílios.

Um dos grandes erros da Igreja Católica é tentar proteger os padres suspeitos de pedofilia. Mas não é um pecado exclusivo de Roma. Um "apóstolo" evangélico preso por pedofilia tinha um programa na principal emissora de rádio evangélica de São Paulo em que os seus seguidores vendiam a história que esse homem estava sendo perseguido pela "causa do Evangelho". Pode? Nojento, não é? São dois exemplos extremos, mas no dia a dia eclesiástico o corporativismo ignora os erros dos seus pares, mesmo sendo "menos escandalosos".

Por que isso acontece? Medo de perder posições. Ambição por cargos "mais importantes". Medo de ser "mal visto". Incoerência e, em alguns poucos casos, ingenuidade. Infelizmente, muitas vezes um jovem é ordenado pastor não por vocação, mas sim por ser "amigo do chefe". Outros são ordenados por serem filhos do "chefe", mesmo sem vocação, sendo o conhecido nepotismo. Bem diferente das palavras de Jesus: "Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos" (Mc 9.35).

Erros? Todos nós cometemos, mas nunca pode ser justificado. O caminho para o erro é o genuíno arrependimento. Não podemos criar uma rede que protege a transgressão dentro das igrejas e organizações eclesiásticas. Seja esse erro doutrinário, moral ou relacional. E é bom lembrar que o julgamento dos líderes eclesiásticos será mais duro. O único texto bíblico que ensinaa disciplina pública é para obreiros, vejamos: "Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor", diz Paulo em I Timóteo 5. 20. Leia todo o contexto I Timóteo 5. 17- 25. E o mais engraçado? Eu nunca vi disciplina pública de obreiros, mas somente de membros.

7 comentários:

Will disse...

A paz, irmão! Tudo bem?
Infelizmente é dessa maneira que tem acontecido, vejo muitos pastores dizendo que estamos trazendo o mundo para dentro da igreja. Mas, o que essa elite eclesiástica está fazendo não é exatamente isso?

Parabéns pelo artigo, o considero muito pertinente.

Will Mingorance

Gutierres Siqueira disse...

Will,

E põe mundanismo nisso, meu amigo!

alvaro disse...

meu caro , isso virou moda , parece que é uma doutrina.

Mario Sérgio disse...

Caro Gutierres

Concordo com o comentário do Will. Quando se cobra "doutrina", essa cobrança só recai sobre os mais humildes. São as pessoas na igreja mais simples que são cobradas em tudo (dízimo nem se fala). Agora quando um dos "ungidos" é pego no flagra... é o Diabo que leva a culpa, ou é intriga da oposição.

Um grande abraço!

Gutierres Siqueira disse...

É caro Mário Sérgio, a coisa tá feia!

Anônimo disse...

ei vaso gostaria se possivel explicasse a diferença entre dizimos note no plural pois percebi lendo o antigo testamento que havia varios dizimos E PRIMICIAS que pelo que entendo foi mantido a questao das primicias lendo o didaché pela igreja crista!
se primicias eram de alimentos e o dizimo foi susbistituido pelas primicias

Eliseu Antonio Gomes disse...

Gutierres.

Você se esqueceu de mencionar que são muitos que são "consagrados" a pastor com a "missão" de VOTAR no candidato a presidente da CGADB, reeleito tantas vezes.

E.A.G.