sábado, 23 de abril de 2011

Caro Ricardo!

O pastor que mais influenciou a minha formação foi certamente o cearense Ricardo Gondim. Vários livros, pregações na sede da Igreja Betesta e mensagens na Rádio Musical FM eram parte frequente do meu alimento espiritual que não encontrava (e nem encontro!) na igreja que congrego. Ensinos preciosos contra a mercantilização da fé, a espiritualidade infantilizante e manipulação do sagrado como mágica; despertaram a minha visão crítica contra o "evangelicalismo popular" e idólatra das nossas igrejas. Aprendi e não desprezo todo esse aprendizado. A edificação foi marcante.


Mas o tempo foi passando. Minhas leituras foram ampliadas. Não sou leitor de um escritor só. Nesse tempo percebi um Ricardo Gondim cada vez mais filho da Revolução Francesa. Mas quem sou eu para criticar o Gondim? Nunca li o Gondim aceitando uma crítica, mas todos os críticos são "fundamentalistas retrógrados". Ele, nos debates do Twitter, se mostrou totalmente intransigente com quem discordasse de suas posições. Por isso, sei que ele não irá perder tempo lendo o meu texto e mesmo que lesse diria: "É um coitado fundamentalismo cego pela teologia enlatada"!


Por que estou escrevendo este post? A motivação foi a entrevista que Gondim deu para a revista Carta Capital (aquela mesma revista que na semana passada disse ser a inflação o resultado do aperto monetário do Henrique Meirelles, aff!), que saiu na edição desta semana. Duas respostas chamaram a minha atenção:


Carta Capital: O Senhor é a favor da união civil entre homossexuais?


Ricardo Gondim: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossensuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mais isso não tem uma relação estreita como a homossexualidade ou heterossexualidade.


Fiquei confuso com a frase que destaquei em negrito. Quais seriam essas relações homossensuais não promíscuas? Ora, promiscuidade é definida como qualquer relacionamento sexual fora das regras. Paulo em Romanos 1 é claro em destacar o homossexualismo (palavra herética para a correção política) como pecado. Sim, é claro que o adultério não é menos promíscuo que o atos homossexuais. E a homossexualidade não é pecado maior do que a soberba. Muitas vezes as igrejas se preocupam tanto com o homossexualismo que esquecem dos demais pecados listados por Paulo em Romanos 1. 29-31, mas o homossexualismo não é menos pecado por isso. Sabemos, também, que o homem não é mais santo por ser heterossexual. É claro que o heterossexual por ser mais promíscuo que um homossexual. A maldade é parte da humanidade caída. Mas um erro não redime outro.


Outra coisa. Hoje, no Brasil, o que impede um casal homossexual judicialmente estável? Não há nada que impeça. Qualquer cartório resolve isso. Quando ouço simpatizantes dos "movimentos gays" muitas vezes penso que moro no Irã, tamanha intolerância que eles desenham da sociedade brasileira. Essa "mania de vítima" nada mais é do que a tentativa de criar cidadãos como direitos mais especiais do que outros.


Com essa resposta o pastor Gondim mais uma vez afirma seu compromisso com a agenda politicamente correta.


Carta Capital: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.


Ricardo Gondim: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.

Cena em Paris: Igrejas vazias e as ruas lotadas de jovens protestando contra a reforma da previdência francesa. Para Gondim, essa cena é uma espécie de avivamento. Aff! Quer ser cristão? Deixa a igreja e entra em um movimento social sustentado pelo governo. Distribua folhetos "Fora FMI" em lugar de folhetos evangelísticos (ou proselitista, como diria os teólogos metidos a sociólogos). Olha, por essas e outras que, hoje, prefiro ler Joseph Ratzinger. A teologia protestante da vanguarda tem o cerne da sua própria destruição ou como escreveu Pondé: É a teologia transformada em mera antropologia moral inconsistente.. Ah, vou ler também o judeu Luiz Felipe Pondé, lá encontro mais cristianismo do que nesses teólogos politicamente corretos.


E ainda há o marketing da vítima: "Sou o herege da vez". O marketing vitimista sempre funciona!

26 comentários:

André Amaral disse...

Acho que as respostas do Gondim foram corretas.

Julio Severo disse...

O problema maior hoje não são homossexuais saindo do armário, Gutierres. São líderes evangélicos que têm posições escabrosas e não se assumem. A vasta maioria não quer sair do armário de suas teologias adoecidas. Outros ensaiam uma saída, mas só conseguem colocar um dedo pela fresta do armário, talvez pelo medo de perder seu lugar de destaque. Se um público evangélico maior aceitar posturas escabrosas, pode ter certeza de que haverá um grande tropel de líderes evangélicos querendo sair do armário.

Douglas Santos disse...

Gutierres,

Quanto à questão da união civil entre homossexuais, acredito que é uma necessidade, uma vez que nem a lei nem quaisquer sistemas burocráticos no país estão plenamente preparados para unir dois homens ou duas mulheres. Me corrija se eu estiver errado.

Sou cristão, não concordo com o homossexualismo, mas precisamos entender que essa é uma demanda atual. Eles existem e têm suas necessidades. Além disso, há homossexuais que querem ter esses direitos de união civil e que não são extremistas, não participam da ditadura gay que está se instaurando no país. Penso que é preciso separar algumas coisas quando se trata desse assunto delicado.

Não é impedindo que haja uma união civil entre homossexuais que deixaremos de tê-los no país. Arrisco-me a dizer que se essas pequenas aberturas não forem feitas, teremos um movimento ditatorial gay ainda mais forte e violento.

Quanto às outras questões da entrevista citadas aqui, também discordo do que disse Gondim. Exceto, talvez, pela questão da promiscuidade. Não discordo do que tu falaste, mas penso que Gondim pode ter sido infeliz nas suas palavras. É possível interpretá-lo de forma menos extremada e ver que ele quis citar como "não promíscuos" alguns homossexuais que apenas querem levar uma vida normal, sem impor sua vontade sobre outros. Não poderia ser algo nesse sentido?

No mais, um abraço.
Deus abençoe!
Douglas Santos

Diego disse...

Pelo menos eu concordo com ele em uma coisa.

Com certeza, ele é o herege da vez.
E bota herege nisso.

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Gutierres

Conheço o Gondim desde os tempos em que trabalhamos juntos com o missionário americano, Bernhard Johnson. Éramos jovens e solteiros. Por sinal, o seu antiamericanismo me soa estranho, pois boa parte de sua formação teológica foi adquirida naquele país.

Gondim era uma grande promessa e chegou a ter enorme influência, pois a sua pregação tinha muitas afinidades com as expectativas de nossa geração. Tenho também 57 anos e vivi alguns bons momentos no meio evangélico dos quais Gondim também participou.

Mas o tempo fez com que ele se distanciasse e buscasse outros caminhos. Se o seu mentor, o saudoso dr. Ademir Gonçalves, estivesse vivo, talvez pudesse ter evitado que Gondim tomasse esse rumo.

Hoje, a grande dificuldade de se manter um debate sério com Gondim se deve em primeiro lugar aos ressentimentos que ele acumulou ao longo dos anos. Ele próprio reconhece isso quando afirmou no twitter, no dia em que me bloqueou, que pensava em abandonar a rede pela exposição de algumas feridas pessoais que ainda supuravam.

A segunda razão que dificulta o debate, e que o põe na defensiva, é que os seus pressupostos, hoje, são outros. Nada tenho contrar ler filosofia, história, religião e literatura. São leituras necessárias. Mas como cristãos, os nossos pressupostos teológicos têm como base a Escritura.

Hoje, já não se pode mais conversar com Gondim nesses termos. Pelo menos em seus textos virtuais, as fontes que ele usa são outras. Esses dois pontos que você extrai da entrevista testemunham isso.

Lamento em dizê-lo, e o faço com tristeza, mas a igreja que Gondim, hoje, preconiza não é a da Bíblia.

Abraços!

Gutierres Siqueira disse...

Caro Douglas,

Sim, eu sei que relações patrimoniais podem ser garantidas por casais homossexuais, mediante pequenas mudanças no Código Civil.

Além disso, um simples contrato patrimonial garante o sustento de um viúvo ou no caso de separação.
Não é necessário mudar a Constituição e atribuir o status de casamento familiar para casais do mesmo sexo.

É óbvio que uma lei restritiva, como a nossa, não evita o homossexualismo na sociedade. Cada um tem liberdade para ser o que quer ser, logo porque foi Deus quem deu o livre-arbítrio. Mas o chamado "casamento gay" é anti-constitucional e desnecessário para garantir os bens de um casal gay.

O que contesto fortemente na frase do Gondim é essa ideia que exista execício homoafetivo que seja moralmente aceitável para um cristão que considera a Bíblia como Palavra de Deus. Se as Escrituras já nada valem, mas sim as opiniões pós-modernas, então tudo bem. Você pensa o que der na telha.

@charlesgomesbr disse...

às vezes realmente parece que a igreja trata o homossexualismo como mais pecado que o resto, mas creio eu que é porque o homossexualismo está em vias de ser institucionalizado e até moralmente respeitado. Isso não acontece com os outros pecados.

Gondim erra bastante ao dizer que o repúdio ao homossexualismo tem somente base religiosa. Por exemplo esse vid explica como os gregos repudiavam a prática ( http://www.youtube.com/watch?v=KViYpvh93fU ) e mesmo onde o homossexualismo era comum, algo como casamento homossexual não se imaginava existir. A religião ao contrário, sempre tolerou por exemplo o homossexualismo nas cortes inglesa e francesa, e reis tais como Ricardo Coração de Leão e James por exemplo.

Outra é, e daí? Será que religioso não é cidadão? Voltamos aos tempos do império em que religioso mal podia votar porque era cidadão de segunda classe? Vamos ceder ao elitismo dos humanistas seculares? O Estado é laico (não anti-religioso), mas forçar anti-religiosidade numa população maciçamente religiosa é no mínimo contrário à democracia.

É importante a sacralidade do casamento, pois é o relacionamento ideal entre um homem e uma mulher com fim de iniciar uma família.

Armando Marcos disse...

"Olha, por essas e outras que, hoje, prefiro ler Joseph Ratzinger"

Olha Gutierres, pensei a mesma coisa.... (esses dias ele disse algo sobre "A Europa está tendo amnésia de sua herança cristã" sei que da parte dele quer dizer mais sobre o catolicismo que outra coisa, mas concordo com ele.

Abs
Armando

Mario Sérgio disse...

Concordo com o pastor Geremias do Couto, quando ele diz que os pressupostos não têm mais como base a Bíblia. É lógico que admiro as leituras um tanto ecléticas desse pastor, mas em matéria de fé, somente a Bíblia é nossa bússola. É uma pena que isso esteja acontecendo com um líder como o pastor Gondim.

g.gonsalves disse...

Concordo com as colocações do Pr. Geremias do Couto. Podemos (e talvez devamos) ler o que o nosso mundo produz, mas temos que ser, como Wesley disse, "homem de um livro só". A Bíblia é o nosso espelho, pelo qual devemos ver o mundo. Um abraço.
(igrejabatistadoverbo.blogspot.com)

Luciano de Paula Lourenço disse...

Caros irmãos, o Gondim é um apóstata convicto. Para esta estirpe de pessoas não há retorno às origens (Prov. 29:1). Certamente ele terá o mesmo destino de seus pares, Saul e Judas Iscariotes, dentre muitos. Portanto, debater com um apóstata é colocar lenha na fogueira do inferno. A regra de fé e prática do apóstata não é mais a Bíblia Sagrada. Logo é uma pessoa anticristã. Os cristãos, aqueles que se parecem com Cristo quanto ao caráter, jamais aprovarão o casamento homossexual, pois isso é uma depravação moral e anti-família. Estamos num país laico, sim, logo as pessoas podem fazer o que quiserem com seus orifícios, mas nunca o Corpo de Cristo aceitará tal coisa chamada de união, ou mais propriamente, união bestial.

Valter Borges disse...

Gosto do Gondim e de seu trabalho!
Continuo-o achando um expoente na teologia brasileira!
Quanto aos assuntos da revista, prefiro lê-los diretamente na fonte para comentar!
Quanto ao fato de suas fontes, posso afirmar que como professor secular de sociologia e filosofia, e, também, no seminário, de teologia, há aspectos que precisamos repensar! E, em nome da tradição não o fazemos!!
Um dos pressupostos da Reforma é uma igreja reformada sempre reformando! Mas, preferimos petrificar certos aspectos do cristianismo!!
Gondim toca em pontos que ninguém tem coragem de tocar!
Embora, a igreja, ainda relute, o tema da homossexualidade deverá entrar, em breve, em debate sério na igreja, ainda; pois até o momento, isso, ainda, não ocorreu! O que vimos, por enquanto, foi somente inquisição!!
O tema homossexualidade é semelhante ao tema das drogas e seus vícios: as pessoas só falam e procuram ajuda sobre o assunto quando seus parentes estão envolvidos!!
E sei do que falo!!
É semelhante ao esporte, TV, uso de calças por mulheres, drogas,etc.
Espero que, quando, de fato, formos tratar desses assuntos, não esqueçamos dos pressupostos da Bíblia Sagrada.
Abraços!...

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Gutierreez,

Concordo com oamado, e assino o comentário do amigo e pastor Geremias do Couto. É triste e lamentável, assistirmos o desvio de rota de alguns ícones da pregação do evangelho.
Foi assim com Caio Fábio, Gondim e sabe lá quem será o poróximo.
Não está perdido tudo que eles falam, masa a cada dia que se passa a densidade do filtro tem que aumentar, e já não podemos dizer á igreja de maneira clara e indiscriminada, leiam o que eles escrevem.

"Quem estiver em pé, cuide que não caia"

Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

Douglas Santos disse...

Oi Gutierres,

Obrigado por tua resposta. :)

Quanto ao que falaste, "Não é necessário mudar a Constituição e atribuir o status de casamento familiar para casais do mesmo sexo.", também penso dessa forma. Casamento é, e sempre será, apenas a união entre homem e mulher. Quando falo em união civil, me refiro exatamente ao que disseste, a "relações patrimoniais". Não sabia que um contrato patrimonial poderia ser realizado, mas ainda assim a lei precisa ser mais simples para resolver essas questões.

Quanto a "ideia que exista exercício homo-afetivo que seja moralmente aceitável para um cristão", penso da mesma forma. Não quis diminuir o pecado da homossexualidade quando comentei sobre promiscuidade, mas há de se ter em mente que não temos como evitar o convívio com homossexuais. Não podemos generalizar e considerar todos os homossexuais como devassos endemoninhados e tratá-los como seres inferiores. Eles escolheram esse caminho, não podemos fazer nada além de falar de Cristo enquanto eles aceitarem ouvir.

Sem mais no momento.
Um abraço em Cristo!
Douglas Santos

Diego disse...

"Espero que, quando, de fato, formos tratar desses assuntos, não esqueçamos dos pressupostos da Bíblia Sagrada."

Excelente recomendação, mas o Gondim esqueceu disso há bastante tempo.

Faço minhas as palavras do pastor Geremias;
"Lamento em dizê-lo, e o faço com tristeza, mas a igreja que Gondim, hoje, preconiza não é a da Bíblia."

Abraços.

jurandir alves disse...

Caro Gutierres
Como vc, tinha no pr Ricardo, um referencial em muitos aspectos e alguem que fazia uma teologia saudavel. As coisas mudaram e este veneno imoral da homossexualidade goela abaixo, veio mostrar que atropelamos as escrituras em nome do "bom senso social". Mas nao sera sempre assim...
abracos

Pr Alessandro Garcia disse...

Ricardo Gondim foi, para todos que o conheceram na década de 80 e início de 90, um referencial de seriedade e pregador do evangelho. Ouvi o Gondim pela primeira vez pregando no congresso da SEPAL em 1989 e posteriormente em congressos de avivamento espiritual aqui em Teresópolis em 92 e 96.
Naquele tempo, ele era para nós pentecostais, uma voz que faria muitas lideranças repensarem seu conservadorismo farisaico e outras o seu antipentecostalismo cessacionista. Muitos que pensavam que o típico pregador pentecostal era aquele que não possuia nenhuma cultura teológica e secular, ficavam surpresos em ouvir um pregador da Assembleia de Deus do Ceará (nada contra os cearenses rsrsrs), pregar com tamanha precisão, reflexão, profundidade e beleza...
Aprendi o que é pregar expositivamente só em ouvir suas mensagens, pois suas mensagens eram sempre expositivas.
O Ricardo Gondim foi para mim um dos modelos a serem observados pelas suas mensagens e seus livros. Devo a ele, no início da minha caminhada, a capacidade de pensar criticamente e aprender a filtrar o que se ouvia de aberrações teológicas naquele tempo e hoje também.
Por essas e outras razões, é que eu lamento profundamente a sua conduta
teológica nesses últimos anos. Lamento que, através dele principalmente, o Teísmo Aberto tenha se tornado conhecido em terras brasileiras e infelizmente ganhado novos adeptos. Lamento que por ele ainda ser uma pessoa de influência, possa levar com ele tantas mentes brilhantes que ainda existem. Lamento que até mesmo o Caio Fábio, que hoje já não se considera mais como Pastor Evangélico, já não considere mais o Ricardo Gondim como referência, antes o despreza em alto e bom som.

Deixo aqui um pedido a quem puder atender: Apesar do Pr Geremias afirmar que seja difícil manter um debate sério com Gondim, que alguns pastores pudessem tentar conversar com ele, quem sabe não teremos o nosso Pastor Ricardo Gondim Rodrigues de volta.

"Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão."
(Mt 18.15)

FEJURR disse...

O que verifico é que cada vez mais estamos "modulando" o que é pecado e de uma forma direta ou indireta tolerando-o.
Penso que as pessoas, independentemente das suas opções pessoais merecem e devem ser respeitadas, mas por outro lado temos que ter o cuidado de não incindir no erro da "concessão" e do "não tem problema", "normalizando e contextualizando" o pecado que nos repele de DEUS.
Falando de nós enquanto igreja - sou convertido há pouco mais de 18 anos- vejo que o "mundo" e suas tradições estão cada vez mais dentro da eclésia, enquanto que deveria o contrário. Nós tragarmos o mundo e seus "costumes".
Só para finalizar, deixo um alerta. Segundo pesquisas a taxa de divórcio no meio evangélico está próxima, se já não passou, o número de não cristãos.

Fiquem na paz de CRISTO e perdoem as minhas "heresias".

FEJURR disse...

Caros irmãos, o Gondim é um apóstata convicto. Para esta estirpe de pessoas não há retorno às origens (Prov. 29:1). Certamente ele terá o mesmo destino de seus pares, Saul e Judas Iscariotes, dentre muitos. Portanto, debater com um apóstata é colocar lenha na fogueira do inferno. A regra de fé e prática do apóstata não é mais a Bíblia Sagrada. Logo é uma pessoa anticristã. Os cristãos, aqueles que se parecem com Cristo quanto ao caráter, jamais aprovarão o casamento homossexual, pois isso é uma depravação moral e anti-família. Estamos num país laico, sim, logo as pessoas podem fazer o que quiserem com seus orifícios, mas nunca o Corpo de Cristo aceitará tal coisa chamada de união, ou mais propriamente, união bestial.

vagner ribeiro disse...

Infelismente apostatou da fé, o que me deixa irritado é que ele não é um zé ninguem, conhece as escrituras, vamos lamentar,mas sem passar a mão por cima, ta desviado e endemoniado. Alguem ai em cima falou que em alguma hora a igreja terá debater a respeito do tema, debater o que??não é pecado?? isso basta, não tem nada que debater, DEUS É CONTRA O HOMOSSEXUALISMO e pronto, fora disso é querer mudar a Bíblia sagrada

Diego disse...

Essa frase de Geoffrey King define bem Gondim.
"Para alguns de nós, a maior habilidade parece ser a de afastar-se do bom Pastor."

Gutierres Siqueira disse...

Caros,

Neste texto acabei esquecendo de mencionar uma passagem do livro "Hereges" do inglês G. K. Chesterton. O autor ridiculariza esse "marketing da vítima" que o Gondim fez na entrevista como o "herege da vez".

Mas o colega Jonas Madureira escreveu um ótimo post sobre o assunto onde ele cita a frase do Chesterton. Não deixem de ler:

PASTORES HEREGES, por Jonas Madureira
http://jonasmadureira.blogspot.com/2011/04/pastores-hereges.html

Diego disse...

Gutierres,maravilhoso o texto de Jonas, maravilhoso, simplesmente "ortodoxo"!

Aliás vou comprar o livro de Chesterton.
O Homem Eterno é ótimo.

Luciano disse...

Já bem tardiamente me chego aos comentários sobre este post apenas para esclarecer o significado da palavra promíscuo, pelo menos segundo o Dicionário Larousse:

- 1. amontoado, misturado sem critério de seleção ou ordenação; 2. diz-se de quem tem relações sexuais com muitos parceiros; 3. relativo a ou próprio de pessoa promíscua.

Assim, promiscuidade não é sinônimo de pecaminosidade, e a alusão a esse termo na entrevista do Gondim de que aqui se trata - sem querer tecer mais considerações sobre o entrevistado, que já se o esmiuçou ao extremo aqui - é exatamente à visão que se tem em geral de que todo homossexual é promíscuo, ou seja, que todo homossexual tem relações sexuais com diversos parceiros simultaneamente, visão essa ideologicamente difundida com o objetivo de se desqualificar os homossexuais, até enquanto pessoas, aprioristicamente.

À parte a discussão sobre a pecaminosidade do homossexualismo, é preciso sempre se ter em conta que as questões legais sobre o tema se prendem, como foi dito, aos aspectos patrimoniais, a saber, a partilha de bens em caso de separação ou morte, principalmente nesse último caso, em que, falecendo o parceiro em nome de quem o carro ou o imóvel estava registrado, a família deste ficava com o bem na qualidade de herdeiro, e o parceiro sobrevivente, que colaborou na constituição daquele patrimônio, ficava a ver navios, o que, independentemente de nossa posição sobre o homossexualismo, temos que reconhecer que é uma injustiça.

Um risco para as igrejas, e que não sei se está sendo tratado adequadamente, é a possibilidade de homossexuais pretenderem se tornar membros de alguma delas e, sendo-lhe negada a membresia enquanto permanecer na condição de homossexual, isso ser interpretado pelo Poder Judiciário como discriminação por orientação sexual com graves consequências indenizatórias para as igrejas.

Nas demais questões, como a possibilidade de adoção, aí a coisa complica e o espaço é pequeno para tanto.

Um abraço a todos.

Abelardo Ramos disse...

Pr. Carlos Roberto
Eu sei que o Senhor sabe, mas só lembrando: Disse Jesus...Quem não tiver pecado atire a primeira pedra e ..Pelos frutos conhecereis a árvore.
Não existem termos comparativos entre a vida do Pr. CAIO FÁBIO e a do Pr. Ricardo Gondim. É só asistir diariamente o Vem e vê Tv que o sr. vai entender o que estou falando

Vitor Hugo da Silva - Joinville, SC disse...

Quando Ricardo disse que "nem todas as relações homossexuais são promíscuas", ele está se referindo a promiscuidade como um todo; tanto homo como hetero. Ele não está dizendo que é algo divino a relação homosexual. Ele chama a atenção para dizer que existem casais homo que se respeitam como casais e são fiéis um ao outro. Não que seja certa, na verdade, nós bem sabemos que não é, mas nem todos os homossexuais são promíscuos e levam a vida da prostituição e troca de casais, como é também nno caso dos héteros.