terça-feira, 5 de julho de 2011

A “mocidade” assembleiana em crise!

Este artigo é fruto de inúmeras conversas informais que tive com jovens e líderes de jovens nos últimos dias. A denominação Assembleia de Deus vive uma crise com a sua juventude. É provável que outras igrejas estejam passando por algo parecido, mas não posso falar por falta de vivência nas demais denominações cristãs.

Faço parte dessa juventude. Hoje tenho 22 anos, mas entrei na “mocidade” da igreja com a idade de 13 anos. Nesses 11 anos de vivência entre jovens percebo uma crise que se aprofundou com o passar do tempo. Os bancos de “mocidade” estão cada vez mais vazios e os jovens cada vez menos ativos e desinteressados. Quero apontar, neste artigo, alguns fatores que acredito colaborarem com essa crise.

Mensagem descontextualizada

Na minha opinião a mensagem descontextualizada é o nosso principal problema. Vejamos alguns exemplos:

a) Os jovens trabalham como estagiários e trainees em empresas multinacionais com novas visões de liderança. Hoje, em inúmeras empresas, os estagiários sentam do lado dos gerentes. Não há mais divisórias que separam os novatos dos veteranos. E quando esses jovens chegam na igreja? Se deparam com uma hierarquia rígida, fria e distante. Os pastores são ausentes e conversam com os jovens somente em “reuniões” para “tratar sobre problemas”. Os chamados “cultos de mocidade” não contam com a colaboração dos obreiros.

b) As empresas (chefes), as famílias (pais) e as escolas (professores) estão cada vez mais próximos e preocupados com o diálogo com os jovens. As revistas voltadas para esses líderes sempre apontam os desafios da Geração Y, ou seja, aqueles que nasceram na década de 1980 e 1990. Há uma preocupação com um ambiente menos sisudo, mais dinâmico e responsálvel. Já nas igrejas (pastores) ainda reina o formalismo extremo e a liturgismo (inflexível) de cemitério (mesmo em igrejas pentecostais). Diálogo zero! Empatia zero!

c) Os jovens se deparam com desafios enormes diante dos valores pós-modernos. A maioria dos jovens estão, graças a Deus, na universidade, mas são totalmente despreparados para lidar com princípios cristãos no mar do relativismo, do multiculturalismo e do hedonismo reinante nas universidades. Enquanto isso, muitos pastores estão preocupados com os jovens que usam calças, shorts, maquiagens, adornos etc. É impressionante que, diante de desafios tremendos na sociedade contemporânea, o debate nas Assembleias de Deus ainda esteja em volta dos “usos e costumes”.

d) Ensino praticamente zero. Como os jovens vão preparados para a vida se não sabem nem o A B C D do Evangelho? Com tanta mensagem superficial nos púlpitos não é novidade que a juventude também seja vazia. Púlpito ruim, igreja doente. Igreja doente, juventude doente. Lamentável dizer, mais ensino bíblico (de verdade) é objeto raro nas Assembleias de Deus. Sim, temos valorosos ensinadores, mas são uma minoria em uma denominação que se gaba ufanisticamente de ser a maior igreja pentecostal do mundo.

e) Enquanto parte considerável da denominação aposta nos “usos e costumes” tradicionais como processo de santificação, logo a carnalidade somente aumenta. A santificação também é um processo que depende da Graça de Deus, não é um processo meritório. Quem aposta a santificação na tradição está fadado ao fracasso e certamente abraçando o pecado. Muito se prega sobre santificação, mas justamente no foco legalista e ineficaz, já que se despreza o trabalho do Espírito Santo (cf. Rm 8). Esse povo nunca leu Gálatas?

f) Exortações e mais exortações com focos exagerados. É quase trágico quando um “pregador adulto” vai aconselhar os jovens sobre a internet. Sempre o foco é o problema. É claro que se usa a internet de maneira errada, mas e o potencial evangelístico e a transmissão dos valores cristãos pela grande rede? Nunca ouvi uma única mensagem que falasse de tecnologia e apontasse o seu potencial. Os jovens sempre recebem o mandamento negativo (não faça) e quase nunca o mandamento positivo (faça isso).

e) Existe maior exemplo de descontextualização nas Assembleias de Deus do que chamar adolescentes e jovens de “mocidade”?

PS: Nesse primeiro artigo apontei somente os problemas. No próximo escreverei as minhas sugestões para resolver algumas dessas questões.

30 comentários:

Pedro Henrique disse...

Prezado irmão Gutierres, a Paz do Senhor!

Excelente postagem, e não menos oportuna. O que o irmão disse retrata a triste realidade de muitas de nossas igrejas, inclusive a que eu congrego. O desinteresse, a apatia, a mornidão e a "doença" entre os jovens cristãos são fatores que me preocupam muito. Que Deus tenha misericórdia de nossa "mocidade".

Abraços,

PH

P.S: Se não se importar, estarei re-publicando este artigo em meu pequeno blog (com a devida indicação da referência), a fim de que mais pessoas possam ser exortadas e edificadas. Obrigado.

Márcio Cruz disse...

Paz do Senhor, Ir. Gutierres.

Se estas observações tivessem sido noutro tempo, estarias caminhando para a fogueira (rsrsrsrs), mas são o retrato fiel e atualíssimo.

Nosso jovial arraial assembleiano, está debaixo de uma pressão fora de seu contexto. Como bem dito, cercas humanas tentam manter as jovens ovelhas no aprisco, mas, infelizmente, não estão conseguindo.

Solução: FLEXIBILIDADE, MALEABILIDADE. É possível? Sim! Como? Coração aberto para O Espírito Santo trabalhar.

nEle, o Autor da Fé,

Márcio Cruz

Cícero Leandro Júnior disse...

Paz seja contigo, irmão.

De fato, seu artigo constata uma realidade que é difícil de lidar. Também faço parte da juventude assembleiana, e como coordenador de departamento jovem, sou feliz em dizer que parte do que o irmão expressou em seu artigo não concerne à realidade em nossa congregação, graças a Deus. Embora o trabalho seja tímido, temos um pastor presente nos trabalhos realizados com os jovens, as salas da escola bíblica estão cheias, e há um cuidado para que os jovens aprendam a Palavra e preguem mensagens biblicocêntricas e cristocêntricas.

Mas ainda há muito mais a fazer. E quem dera que mais jovens se interessassem. Mas, pela graça de Deus, a gente vai tentando.

Que Deus te abençõe!

Edja disse...

Nunca li ou mesmo ouvi uma pormenorização tão detalhada e exata da realidade dos jovens e adolescentes assembleianos. Hoje tenho 29 anos, posso não mais pertencer a juventude como a maioria das assembleias clasifica, mas já passei por tudo isso que o Guitierres enumerou. Porém, apesar de toda problemática, nunca deixei de participar de nenhuma atividade da igreja.

Parabéns, jovem Guitierres!

Daladier Lima disse...

Prezado Gutierres, apesar de concordar com as linhas gerais do texto, discordo de algumas impressões subliminares, a seguir pontuadas, se me permites:

1) Haverá sempre o chamado choque de gerações, em TODAS as igrejas. Um pastor, amigo meu, assembleiano, foi a uma reunião administrativa numa denominação menos rígida que a nossa. Um dos assuntos: E aí? Vamos liberar ou não o piercing entre os jovens? Ou seja, temos problemas com usos e costumes? Temos. Iremos resolver liberando? Não. Serão criados novos usos e costumes, se me entendes?

2) Conheço igrejas aonde os líderes são ensinadores natos, do tipo que mergulha a igreja na Bíblia, boa parte da juventude ali é apática e indiferente ao trabalho, quando não mundana;

3) O termo mocidade está radicado no consciente assembleiano. Não vejo como um termo tão intrínseco pode estereotipar os descaracterizar tal grupo. Ou não entendi sua colocação.

Por fim, gostaria de adicionar o seguinte: grande parte dos problemas dos jovens na igreja hoje se atém a família. São os valores familiares que estão corroídos. Não se passa valores como respeito, solidariedade, espiritualidade aos filhos e esse comportamento se reflete na igreja. Espero que nas suas soluções sugira algo a respeito.

Se não entendi seu post, perdoe-me.

David Lima disse...

Muito bom seu artigo, incrível!

Gostaria de sua autorização para publicar no meu blog, claro! indicando a fonte. rsr

Gutierres Siqueira disse...

Pedro, a paz!

Fique a vontade para publicar o texto.

Abraços.

Gutierres Siqueira disse...

Davi, a paz!

Fique a vontade para publicar.

Abraços

Gutierres Siqueira disse...

Daladier, a paz!

Sempre existirá, de fato, o chamado "choque de gerações", mas penso que poderíamos fazer muito mais para diminuir parte desses conflitos. A nossa denominação é muito presa em suas tradições.

Abraços

Ricardo Rocha disse...

Concordo plenamente com o que foi dito e vejo esses problemas na minha denominação.

A classe dos jovens na EBD é sempre vazia e ninguém sabe o minimo da palavra de Deus. É realmente muito preocupante.

Um dos problemas ao meu ver é a forma do trabalho de jovens que é mal organizado. O trabalho com os jovens deve ser efetivamente PARA jovens com temática voltada para eles e com pessoas que saibam trabalhar com eles de forma contextualizada.

Não vejo nada pior do que os famosos "cultos com a mocidade". O que esses cultos tem de especial para os jovens? Não passa de um culto normal com outro nome. Se queremos que os jovens voltem para a igreja precisamos falar a lingua deles e fazer trabalhos voltados para eles, caso contrário a debandada dos jovens da igreja será cada vez maior

João Honorato disse...

PAZ, SERVO DE DEUS!
Fui líder de jovens na A.D, no interior Alagoano. Não é de hoje que percebo isto, quero dizer, este descaso com nosso jovens, que a cada dia definha ouvindo somente blá-bla-bla... ou melhor dizer, usos e costumes... Estou hoje com 39 anos, e me dá nojo ouvir mensagens que só são condenatórias, pois alguns já condenaram alguns de nossos jovens por "transgredir" a "doutrinação" de usos e costumes!
Muitos pastores, sem entender absolutamente nada de exegese, fazem uso, principalmete de versículos isolados do velho testamento para bater em nossos jovens, isso pra mim é puro farisaísmo e legalismo exacerbado!

Cícero Leandro Júnior disse...

O irmão Daladier citou algo extremamente pertinente: a responsabilidade da família na situação dos jovens.

O que eu verifico nos jovens apáticos do departamento que coordeno é que isso é consequência da forma como os pais os tratam, ou de como tratam a fé.

Quando parte para esse lado, já não dá pra atuar sem a ajuda do pastor. Mas aos poucos a gente têm derrubado esses muros, mas ainda é um empecilho muito grande

tiagolinno disse...

Gutierres, mesmo você sabendo e propondo as possíveis soluções, há um problema: a incapacidade de muitos líderes enxergar sua parcela de responsabilidade nesse problema. Muitos precisam de uma "reciclagem", de uma melhor preparação para lidar com jovens cada vez mais "atualizados". E isso não significa abrir mão das verdades do Evangelho. Está fora de cogitação. É uma questão de sabedoria e capacidade de avaliar o tempo atual, que não é o mesmo de anos atrás.
Parabéns pelo artigo. Direto e claro! Já está no meu blog, tá?]
Paz!

Mendes disse...

Como líder da "mocidade" de minha igreja concordo em número,gênero e grau com o que o irmão falou.Deus o abençoe e aguardo novas postagens sobre esse assunto, pois tenho aprendido muito.

Observatório Teológico disse...

Por isso foi que saí da AD pois meus filhos estavam crescendo e eu temi de que não quisessem mais as coisas de Deus quando percebessem como as coisas realmente se processavam. Optei em congregar em uma igreja independente mas que possui um discurso mais contextualizado e centrado biblicamente. Mas vejo mesmo assim um potencial enorme nos jovens da AD o que falta são líderes competentes para guiá-los e uma palavra melhor ensinada e pregada, além de um discipulado que deveria ocorrer em todos os níveis da denominação.

Valter Borges disse...

Quando, em 1998 assumi a liderança geral do campo da Assembleia de Deus Ministério de São Bernardo do Campo, quando, na época, contava com mais de 3.000 jovens, minha preocupação era comunicar-me com eles na linguagem deles, procurando demonstrar que modernidade não significa ausência de compromisso e santidade.
Fiz um informativo contextualizado e obtive vários bons resultados. Meu esforço com recompensado, crescemos em quantidade e qualidade.
Quando deixei o trabalho em 2004, percebi que ainda havia muito por fazer. E um sentimento de incompletude invadiu minha vida!
Percebi que o que fiz era apenas a ponta do iceberg e que, possivelmente, sem reformar profundas, todo o trabalho, em pouco tempo poderia ser perdido.
Observei que, embora falasse na língua dos jovens, a estrutura assembleiana resistia às novas formas de liderar e comunicar.
Quando os jovens voltavam para as congregações, seus conselheiros, professores de escola dominical, pastores e até alguns líderes de jovens, impregnavam nos jovens aquela velha estrutura arcaica.
Por conta disso, nunca me afastei dessa preocupação, e, sempre, nos bastidores do poder eclesiástico trabalhei para proporcionar mudanças. Atuei na Reforma Estatutária e regimental de nossa igreja sempre pensando no presente e futuro dos jovens.
Hoje, pastoreio uma congregação e,também, assumi a liderança geral dos Conselheiros de Jovens do nosso ministério, e, dou estudos para conselheiros de jovens das congregações.
Procuro, na medida do possível, ajudar a juventude a ser, de fato, jovens.
Mas, confesso é muito difícil.
Não é à toa que os filhos de nossos irmãos e, pasmem, de muitos pastores se aventuram a mudar de igreja, em busca de melhorar compreensão.
E, também, não é à toa que muitas igreja estão crescendo com nossos erros, lotando suas igrejas com nossos jovens. Enquanto os assembleinos sobem no seu pedestal da arrogância tradicional e afirmam que são os mais crentes, pois não mudam suas convicções.
Precisam ser lembrados de que tipo de convicções eles estão alicerçados. Possivelmente Paulo condenaria muitos assembleianos, pois os mesmos em sido legalistas, e não tem Cristo como suficiente, mas, para muitos é necessários, costumes, saias, cabelos e ternos.
Que Deus nos ajude!

Hélio disse...

O texto do Gutierres me lembra a atual situação da mocidade da Congregação Cristã no Brasil, não muito diferente do que li na presente postagem, com pouquíssimas ressalvas.

Aprendiz disse...

Gutierres

Os olhos dos pastores ainda não foram abertos para a profundidade do ensino bíblico. Os pastores e crentes ficam se apegando a bobagenzinhas, por não terem noção das preciosidades que há na Palavra de Deus.

Chego a pensar que é uma cegueira de origem espiritual. E afeta, de formas diferentes, todos os grupos. A igreja (e particularmente a igreja brasileira) está cega espiritualmente. Não totalmente, é verdade, pois percebe algo das Escrituras, mas percebe muito pouco.

As escrituras dizem que o homem espiritual discerne espiritualmente todas as coisas. Não vemos isso acontecer, os fatos à nossa volta não são discernidos nem intelectualmente, muito menos espiritualmente, pelos crentes.

As escrituras dizem que a Palavra de Deus dá sabedoria. Não vemos isso acontecer, a grande maioria dos crentes, inclusive a maioria dos pastores, não têm sabedoria para compreender o que acontece a sua volta.

Julgo que seria importante buscarmos na Palavra os motivos dessa cegueira.

Anônimo disse...

Concordo com o irmão sobre seu comentário. Mais acho que os jovens também não são tão inocentes assim, porque é sempre mais fácil achar justificativas para o abandono do que lutar pelos ideais? Quando queremos lutamos. Jovens lute pelo Evangelho independente se de sua igreja não tem um bom trabalho com os Jovens. Vocês é quem podê levantar este trabalho. invés de deixar o evangelho e ir ao mundo com queixas sem nunca lutar por seu salvador levante a bandeira da reforma.

NAIR disse...

Gutierres,
dessa vez assino embaixo às suas colocações. Sou líder de jovens e vejo isso há umm bom tempo. Detalhe, já congreguei em uma igreja onde a hierarquia não era uma muralha tão alta e o trabalho dos jovens era sem comparação!! Abençoado mesmo, e com jovens inteiramente comprometidos (que saudade!! rs).
Mas realmente no culto de jovens, era lotado de obreiros, até o pastor as vezes sentava lá no banco pra assistir às mensagens e louvores.
Hoje eu vejo isso muito pouco. Raríssimas vezes, na verdade.

Estamos numa era em que o líder não é mais o chefão. E se tentar sê-lo, não dará certo. Os conceitos de liderança são outros, e estão relacionados à participação, à democracia... e é assim que os jovens de hoje estão sendo educados pela sociedade.

Precisamos, como igreja, e principalmente como liderança, adequarmos nossos papéis à nossa realidade.

Kelita Frias disse...

Irmão Gutierres, seus posts são edificantes e suas críticas somente demonstram a situação atual da igreja. Faz 6 meses que aceitei Jesus como meu único e possível salvador e nesse período já me deparei com muitas coisas que me entristeceram no meio assembleiano, tais como os usos e costumes como sinal de santidade e a hierarquia eclesiástica, que chega a beirar o cômico. É complicado vc morrer para o mundo, abandonando o desejo antropocêntrico, e ver a vaidade tomando conta dos dirigentes. Poxa, qual o significado daquelas cadeiras atrás do púlpito se nós somos cristocêntricos? É constrangedor ouvir a palavra olhando para o alto clero evangélico, que muitas vezes acaba mantendo diversas conversas parelas. Toda honra e toda glória para Deus.
Glorifico a Deus a sede que ele me deu pela busca do verdadeiro evangelho e creio que a internet em muito está me ajudando. Realmente a Assembleia precisa passar por mudanças, não só em relação à mocidade, mas sim para toda congregação, pois o estudo da palavra associada a graça de Deus nos faz abandonar o pecado sem as amarras do legalismo. Afinal a salvação é individual. Eu creio que não é a roupa que faz vc mais santo, mas sim o desejo que aquela roupa traz (sensualidade, lascívia). O caminho é esse. Creio que a disciplina é fundamental, mas qd beira ao legalismo, tomando o espaço do Espírito Santo, a mesma chega a ser profana, precipuamente qd exaradas por dirigentes egocêntricos que ainda estão presos ao "EU". Acaba que as pessoas passam a obedecer sem entender. Antes achava que após aceitar Jesus poderia continuar frequentando os mesmos lugares de antes e usando as mesmas roupas, mas o Espírito Santo me libertou através da verdade, mostrando-me aos poucos o significado do profano e da santificação.
Que a graça de Jesus Cristo seja abundante em sua vida. Obrigada pela iniciativa. Seu blog tem sido uma benção em minha vida.

Gutierres Siqueira disse...

Kelita, a paz!

Infelizmente sempre vamos conviver com coisas que desagradam, mas vamos sempre avante e buscando um avivamento pessoal. Se queremos uma igreja avivada isso deve começar de nossas vidas.

O que você aponta do formalismo é um dos aspectos mais condenáveis do nosso meio.

Abraços

Aprendiz disse...

Nair

Não é bem assim. A participação da congregação não é algo de agora, trazida por novos ventos. Um ou dois séculos atrás, o debate era muito mais aberto, o respeito muito maior, as igrejas de governo congregacional realmente tinham um governo congregacional. Esperava-se que todos realmente participassem, não havia esse papo de "não falem contra os ungidos".

Entenda que essa regime profundamente caciquista que se instalou no meio evangélico brasileiro foi uma coisa que foi se avolumando com o tempo. Alguma política "eclesiástica" sempre existiu, onde há um grupo grande, acaba havendo política, mas não havia esse domínio que existe hoje.

Então eu diria que a liberdade não é uma coisa nova, é uma coisa que se perdeu, e que deveria ser recuperada.

Anônimo disse...

DBP. PROF.EBD.
Na verdade,é que fazer um discurso assim eu particularmente;Acho até
fácil.assim como também é muito fácil concordar.
O difícil mesmo é se ter compreensão dos acontecimentos
por que em parte concordo, mas em parte infelismente hoje se quer ter muita liberdade,mas muito pouco
se aceita compromisso sério c/ DEUS.Será que se todos que concordam com o Gutierres, tem a preocupação de verdade com a vida
espiritual de cada um deles?
Tem reunido-os para orar,p/se santificar e espor seus dilemas aos seus pastores,tem sido obedientes aos seus lideres e a palavra de DEUS emseu contexto?
ou só se tem pensado em liberdade,festinhas e etc.
Lembrem se de que DEUS não mudou e jamais mudara,nós é que precisamos
sempre estar revendo nossos conceitos como cristãos.

Léo disse...

Gutierres, respeito você e seu artigo, mas não posso deixar de demonstrar a minha indignação em ler alguns de seus argumentos. Você diz que vemos, na vida secular, pais e chefes cada vez mais preocupados com seus os jovens, e que na igreja, vemos exatamente o contrário. Gostaria de lhe perguntar sobre os jovens que, sem nenhuma base familiar e moral, lançam-se cada vez mais cedo no mundo das drogas, da prostituição e da promiscuidade? Na verdade, acredito ser a igreja, e os líderes de jovens, os responsáveis pela base moral que esses jovens não recebem da sociedade que os circunda. Além disso, como você pode dizer que a Assembleia de Deus tem um púlpito ruim e é uma igreja doente? Uma igreja que sobreviveu a cem anos de lutas e desafios e se coloca como a maior comunidade evangélica do Brasil certamente não está em crise. Vi, nos meses passados, um conjunto com quase 2000 adolescentes, e outro com quase 2000 jovens, louvar a Deus de maneira esplêndida em um dos eventos de comemoração do Centenário. Ainda, vi 6000 pessoas sendo batizadas por vontade própria,declarando seu amor e devoção a palavra de Deus, num batismo em que a maioria era jovem. A Assembleia de Deus mantém normas e costumes, como toda instituição da sociedade, seja religiosa ou secular. Para participar dela, é preciso seguir essas normas. Você já tentou entrar num Tribunal de Justiça de bermuda e regata? Estes costumes não influenciam em nada no comprometimento destes jovens com a palavra de Deus. Acredito que, pelo contrário ajudam-nos a se firmar melhor na igreja, e entender que a obra de Deus deve ser feita de maneira organizada, para render os melhores frutos.

Gutierres Siqueira disse...

Léo, a paz!

Respeito a sua opinião também, mas observo as seguintes questões:

01. Não se mede a qualidade de uma igreja pela idade que ela tenha. A Igreja Episcopal nos EUA já comemorou centenas de anos, mas hoje é uma mera ONG politicamente correta. Morreu como igreja.

02. O nosso púlpito é fraco, muito fraco. Basta ver a qualidade das pregações que ouvimos. Sobra gritos e chavões, mas faltam pregações expositivas. É óbvio que temos ótimos pregadores. Eu, por exemplo, sempre me deleito ouvindo pessoas como o pastor Claudionor de Andrade. Mas, infelizmente, são raros na nossa grande denominação.

03. Eu também já vi milhares de jovens sendo batizados. Mas quantos desses não são mera "cota" que pastores precisam levar para as suas respectivas sedes. Eu vejo, porque conheço muitos, que alguns desses jovens nem sabem o que estão fazendo.

04. A nossa denominação precisa repensar os costumes. Alguns congregações já estão mais abertas. O Tribunal de Justiça é um espaço exclusivo, mas a Igreja de Cristo deve sempre ser um espaço inclusivo. Não é por meio de "uniformes" que se faz um crente verdadeiro.

05. Muitos jovens frios na fé estão assim porque deixaram de amar a Deus. Mas o que nós, como igreja, podemos fazer para traze-los de volta? Penso que falando a língua deles, ou seja, contextualizando o Evangelho.

Abraços

Alliadoo disse...

Totalmente atual e não exclusivo da AD. Deixo o link do meu blog onde trato o problema através de postagens de voz, no Gengibre:

http://pregacaodosloucos.blogspot.com/

Permaneçamos firmes!

Pr. Genivaldo Tavares de Melo disse...

Caro irmão Gutierres.
Compreendo o espírito do jovem assembleiano, já estou um tanto; passado? só quero acrescentar que não é a mocidade assembleiana que está em crise, a questão é muito mais profunda e eles não tem culpa do sistema atual, cujas bases estão apodrecidas e as que não estão apodrecidas, são inconsistentes e frágeis, por conta de obreiros mal formados, extremamente ocupados em ganhar o pão de cada dia para suas famílias, sobrando muito pouco ou nada para dar aos membros. Não se trata de costumes mas da falta de identidade, não estamos conseguindo dar aos jovens, uma identidade firme, um prazer maior no serviço cristão porém, causa-me gozo na alma que os poucos que temos, na maioria das congregações, são fiéis.
Espero que voces encontrem nessa discussão e projetem para o futuro o verdadeiro valor da vida cristã.

Seu irmão em Cristo.
Pr. Genivaldo
prgenivaldo.blogspot.com

Aprendiz disse...

Gutierres

Uma coisa que talvez falte às famílias é marido e mulher lerem e estudarem a Bíblia juntos. Muitos até oram juntos, mas penso que a maioria não estuda a Bíblia juntos. Ler, meditar, e trocar suas percepções com alguém próximo podem fazer muita diferença.

Quem fizer assim, verá melhor e poderá ajudar os mais jovens.

Oliveira Junior disse...

lOliveira Junior , em parte concordo contigo,mais, em outras coisas discordo, uma delas e que a mocidade nao quer ouvir os ancioes,como esta escrito, isso vem de berco, cada vez os pais nao se preocumpam em doutrinar os seu filhos,e, com isso acareta na igreja de Deus; ccada vez mais jovem rebeldes,e com a tecnoliia elas nao querem mais saber do ensinamento vindo de Deeus, tudo existe uma desculpa,e, uma delas e que vivemos um mundo diferente, mais examinar as escrituras e aprender com os mais antigos sobre as escrituras ninguem quer. Sabe, Deus vem nos alertando que nos ultimos dias a ciencia issa se multiplicar de tal maneira,tenha cuidado Daniel 12, mesmo assim o povo nao quer saber da vinda de Deus, tudo ha uma desculpa...a Mocidade de Deus, em primeiro lugar precisa mais ouvir os ancioes(os mais antigos na igreja) e, para de rebeldia, pois o fim vem; queira eu ou voce achar que e uma ffabula,mais, nao e...``as minhas palavras nao hao de passar..`