quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ei, o conferencista internacional vem aí!

Megalomania (Dicionário Houaiss)

Acepções
■ substantivo feminino
1 Rubrica: psicopatologia.
supervaloração mórbida de si mesmo; macromania

2 Derivação: por extensão de sentido.
predileção pelo grandioso ou majestoso; mania de grandeza

3 Derivação: sentido figurado.
ambição ou orgulho desmedidos


É trivial piadas sobre "novos ricos". O senso comum indica que aqueles antes pobres que ficam ricos de uma hora para outra manifestam a breguice misturada com a arrogância. No meio evangélico também há os "novos ricos", ou melhor, as "celebridades instantâneas" que abraçam o brega com o orgulho. Não é somente no meio musical, mas principalmente na "indústria da pregação". Os púlpitos, que deveriam levar as palavras da cruz, servem como o palco dos pequenos egos. Vejamos:

a) O conferencista internacional

Talvez o meio evangélico seja o maior produtor de "conferencistas", ou seja, aja assunto importante para debater! Na verdade, qualquer pregador que grita como o Galvão Bueno na hora do gol é chamado de conferencista, mesmo sem nunca ter pisado em uma conferência de fato. Além disso, não conformados com títulos, como "pastor" ou "evangelista",  o megalomaníacos querem ser chamados de "conferencistas internacionais". Bobagem ou vaidade? As duas coisas. O sujeito prega na fronteira do Paraguai e já faz a autopropaganda de sua fama internacional. É muita besteira para descrever em pouco espaço.

b) O reverendo doutor Fulano da Silva

Quando alguém deve ser chamado de doutor? Apenas no ambiente acadêmico. É somente na academia que os títulos de pós-graduação fazem sentido e são necessários para identificar o padrão de uma aula ou conferência. Conheço vários doutores e não vejo nenhum deles ostentando tal título por aí. É somente na breguice de pregadores que compram diplomas falsos e que fazem questão de serem chamados "reverendos doutores" em qualquer circunstância. É simplesmente boçal.

c) A terceirização do elogio

Parece combinado ou talvez até seja. O pregador convidado enche o pastor local de elogios e o pastor local enche o pregador convidado de louvores. É uma babação de ovo sem fim. Cansa ouvir e ao mesmo tempo é constrangedor. Até parece conversa de deputados federais diante de uma entrevista na TV Câmara. Elogiar é parte de uma boa educação, mas tudo tem limite!

Eu acho que vi um gatinho!

Certamente que a cultura brasileira é viciada em tais bobagens. Essas atitudes mostram a mundanização do meio evangélico, mas lembrando que o fenômeno não é recente.

4 comentários:

Rafael Carlos disse...

Irmão Gutierres
A Paz do Senhor

Fiz uma visita no seu blog e achei interessante. Estou me tornando seguidor de seu blog e gostaria que o irmão visitasse o meu blog também e torna-se seguidor dele. O meu blog possui estudos bíblicos e notícias religiosas que saem na imprensa. O irmão vai gostar. Deus abençoe.

Rafael Carlos
fidelidadeajesus.blogspot.com

Anônimo disse...

Meu irmão Gutierres!Rapaz você mexeu em um vespeiro.Pois não é que é isso mesmo o que acontece no "arraial" evangélico?Entre as igrejas históricas é normal,pois faz parte da cultura de nossos irmãos.Mas entre as igrejas pentencostais e neo-pentencostais é pura "babação de ovo" como bem você o díz.Tem conferencistas para todos os gostos que se oferecem na rede virtual aos montões.Nada contra,meu irmão,só que se tornou lugar comum,banalisou-se a ponto de perder o "glamour".Os mais solicitados são os do retetê e os pula-pula.
Nada contra meus irmãos,longe esteja eu de condená-los,apenas é a contestação de um fato.
Graça e paz!Deus abençôe o seu ministério.
Vosso em Cristo:JOSÉ NASCIMENTO RODRIGUES.

Oliver Jackson disse...

Não é necessario dizer mais nada sobre estes...Necessario somos nós evanglicos dar um basta nestes..., E que eles passam a pregar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça!

Hoy Johnson disse...

Isso e verdade mesmo em vez de dara gonra e gloria para Deus tão dando para o homem